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Comércio

Procon realiza mutirão de renegociação de dívidas nesta quarta-feira (15) em Parauapebas

Neste ano nos propusemos a fazer algo a mais e promoveremos o evento para de fato beneficiar o consumidor”, destacou a coordenadora do Procon, Evellyn Melo

Quem tem dívida na praça deve aproveitar o evento que o Procon Parauapebas vai realizar nesta quarta-feira (15), na Câmara Municipal, em alusão ao Dia Mundial do Consumidor. O objetivo é oportunizar aos inadimplentes a quitação de dívidas com descontos especiais em juros e multas. De acordo com a coordenação do órgão, pelo menos 20 empresas participarão da ação.

“É a primeira vez que realizamos evento dessa natureza, pois geralmente comemoramos o Dia do Consumidor com orientações e ações educativas. Neste ano nos propusemos a fazer algo a mais e promoveremos o evento para de fato beneficiar o consumidor”, destacou a coordenadora do Procon, Evellyn Melo.

O mutirão de renegociação de dívidas ocorrerá das 9 às 16 horas e contará com a parceria da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Parauapebas. A meta dos organizadores é atender pelo menos 500 pessoas ao longo do dia. “A nossa exigência pra adesão das empresas é a concessão de descontos especiais em juros e multas, para favorecer a negociação por parte do consumidor, bem como presenteá-lo no seu dia”, acrescentou Evellyn Melo.

As seguintes empresas já confirmaram presença no evento: Celpa; Serviço Autônomo de Água e Esgoto de Parauapebas (Saaep); Imobiliárias responsáveis pelo Parque dos Carajás, Nova Carajás e Residencial Amazônia; entre outras empresas do comércio local.

Vale x Vereadores

Câmara de vereadores de Parauapebas endurece o jogo com a Vale e cria CPI espetaculosa

Vereadores querem dar fim aos calotes perpetrados por terceirizadas da Vale em Parauapebas

“Não iremos aceitar mais calote em nossa cidade. Não queremos brigas com a Vale, mas queremos que ela cumpra com suas obrigações”.

Essa frase foi proferida pelo vereador Francisco Amaral Pavão (PSDB) durante sessão da Câmara Municipal de Parauapebas realizada no dia 02 de março passado, logo após a aprovação, por unanimidade, de uma Comissão Processante de Inquérito a ser aberta naquela casa para apurar supostas irregularidades nos pagamentos da Vale e suas empreiteiras terceirizadas ao comércio da região. É que por várias vezes empresas que prestaram serviço à Vale deixaram os canteiros de Carajás e retornaram às suas origens devendo verdadeiras fortunas aos comerciantes, aos funcionários e ao fisco local. Fatos que já provocaram várias interdições da guarita da mineradora, cerceando a população do sagrado e constitucional direito de ir e vir.

Compõem a CPI os vereadores Horácio Martins (PSD), Francisca Ciza (DEM), Joel do Sindicato (DEM) e Coutinho (PMDB), sendo ela presidida pela vereadora peemedebista Eliene Soares.

Mas – e esta é uma pergunta não de um leigo, mas de alguém que se preocupa com a legalidade, – o que realmente vão investigar nossos nobres vereadores? No texto do Ato da Presidência que nomeia os participantes da Comissão Parlamentar de Inquérito diz que ela será instaurada para “investigar os recorrentes calotes que a mineradora Vale vem perpetrando contra empresários e trabalhadores de Parauapebas”.

Que calote a Vale deu em Parauapebas?

Sem querer cercear o direito dos nobres vereadores de legislar da maneira como eles acharem que devem, investigar possível calote de uma empresa em outra, ou outras, não me parece função de vereador.

Tudo bem! A Câmara, usando do poder que tem para investigar tantas outras  ocorrências nefastas ao município oriundas da mineradora Vale poderia agir como um coricida, abrindo o coração da direção da Vale para os sérios problemas advindos da forma como hoje é tratada a inadimplência de suas terceirizadas junto ao comércio local.

Vereadores, sugiro, devem esquecer esse negócio de CPI ilegítima e partir para a negociação, propondo à Vale uma maneira de que tais empreiteiras não recebam pelos contratos sem que quitem seus débitos com o comércio local.

Uma sugestão que faço aos nobres edis é a criação de organismos que impeçam que empresas inadimplentes com associados da CDL e ACIP sejam impedidas de concorrer nas licitações oriundas da Vale em Parauapebas. Isso seria feito, por exemplo, apenas com a inclusão – pela Vale – da exigência de Certidão Negativa de Débito junto à CDL e ACIP  em seus editais futuros. Tal certidão seria cobrada, também, quando da conclusão do contrato e consequente pagamento final às empreiteiras.

Se estivéssemos na Grécia antiga, Platão diria que os vereadores estariam a “fundir ouro“. Expressão proverbial aplicável aos que abandonam os seus deveres em favor de uma atividade sedutora, todavia, menos proveitosa.

Não é necessário dizer que produz grande cartaz com os leigos o vereador que assina uma CPI para investigar a Vale. Mas, cá pra nós, há tantas outras coisas que mereceriam uma CPI acontecendo da cerca de Carajás pra lá que nossas inocentes mentes nem imaginam. E chegou a hora dos vereadores usarem – dentro dos princípios éticos – o poder de barganha que têm para fazer algumas exigências à Vale. Uma delas, que resolva essa situação de inadimplência das terceiradas com o comércio local.

Que bom seria se os vereadores de Parauapebas (em vez de lutarem para receber contas de empresários despreparados e que só olham para os lucros em vez de resguardarem com maior segurança suas relações comerciais) se preocupassem em criar uma política de expansão da relação da Vale com a comunidade visando a criação de novas matrizes econômicas diferentes da mineração e a equidade na distribuição dos lucros, já que Parauapebas, apesar de ser a maior produtora de receita da Vale, não é beneficiada pela mineradora de forma justa.

Lembrando parte da frase do vereador Pavão, que deu início a este artigo: queremos, apenas, que cada um cumpra suas obrigações!

Vereadores

Discurso da Vereadora Joelma Leite (PSD) em Sessão Solene na CMP

"Tudo o que for para o crescimento de Parauapebas terá o meu voto" (Joelma Leite) .
Trabalhar com o objetivo de fomentar, incentivar e desenvolver novas matrizes econômicas para a geração de mais emprego e renda, e aprovar projetos que garantam a extensão da produção da agricultura familiar e a transformação de Parauapebas em pólo universitário. Assim foi pautado o discurso da vereadora Joelma Leite (PSD), durante a Sessão Solene de abertura do trabalhos legislativos de 2017 em Parauapebas,m que aconteceu ontem (15).
A vereadora Joelma Leite,  que é economista por formação, demonstrou sua preocupação, sobretudo, com o legado que as autoridades atuais devem deixar para as gerações que futuras, assim que a exploração de minério de ferro acabar. Confira os principais trechos de seu discurso:
Em primeiro lugar, quero agradecer a Deus a oportunidade de estar aqui falando para todos vocês. Estar vereadora da cidade em que cresci e que estabeleci minhas referências é com certeza uma honra. Cumprimento a mesa diretora desta casa, e desde já, desejo um mandato de paz, compromisso e muitas discussões produtivas. Cumprimento os colegas vereadores e as colegas vereadoras desejando um bom mandato a todos, com muita produção legislativa, em especial aquelas que possam melhorar a qualidade de vida das pessoas. Cumprimento também, a imprensa, que sempre se faz presente a essa casa. Cumprimento nossa tribuna de honra, agradecendo a todos pela presença. Uma saudação especial a todos os presentes na plenária.

Sempre, em começos de ciclos, a gente tende a refletir sobre o que passou e o que há de vir. E aqui não poderia ser diferente. Estamos iniciando um novo mandato, com novos e antigos atores e esperamos um novo enredo para resolver antigos e novos  problemas. Um deles, que grita em tom ensurdecedor é o desemprego. Infelizmente, já não somos aquela cidade que outrora atraía milhares de pessoas todos os dias e que conseguia absorver grande parte dessa mão de obra rapidamente.

Hoje, o nosso comércio já não tem aquela força que nos fazia crer que Parauapebas era realmente uma cidade diferenciada. E onde erramos? Porque estamos nessa situação? Porque o que mais temíamos aconteceu… Não, o minério ainda não acabou, mas a euforia da fase inicial passou. As expansões das minas pararam. Agora resta a exploração, cada vez mais mecanizada e menos carente de mão de obra.

E não adianta ficar chorando sobre o leite derramado, porque o problema não está por vir, ele já está aqui e como eu disse, gritando de forma ensurdecedora.

Esse, bem como outros problemas, serão nossos grandes desafios enquanto legisladores. Mais do que proteger e qualificar cada vez mais a mão de obra local, precisamos criar meios, a curto, médio e longo prazo para evitar que, o que era exceção antigamente, vire regra.

Neste sentido destaco algumas ações que podem vir a ser soluções, num primeiro momento paliativas, e outras de médio prazo, mais estruturantes.

Em 2015 foi aprovado nessa casa um Projeto de Lei que criava o Programa Gerar. Um programa de qualificação de mão de obra que fornecia uma ajuda de custo para que a pessoa pudesse desenvolver algumas atividades, enquanto se qualificava. Após muita polêmica, esse Projeto de Lei foi aprovado, mas nunca foi colocado em prática. Vejo o momento atual como oportuno para minimizar o sofrimento de muitos que perderam seus empregos, colocando esse programa em prática.

A médio prazo é preciso urgentemente pensar em explorar o potencial turístico local, pois essa é uma excelente fonte de renda para muitas cidades e também pode ser para Parauapebas, visto que fica aqui o Parque Nacional de Carajás. Mas é preciso criar condições para que isso aconteça. Criar e aprovar um plano municipal de turismo, qualificando a mão de obra local e fazendo com que as potencialidades locais se tornem conhecidas a nível nacional.

Hoje Parauapebas conta com um hospital de grande porte e um convênio com a Universidade Estadual do Pará. É preciso transformar Parauapebas em um pólo de formação universitária, pois isso gera renda para o município. Ainda mais se vier junto um curso de medicina, que aliado ao hospital já mencionado, pode tornar Parauapebas um centro médico tanto em formação de profissionais como em tratamento de pessoas, o que com certeza gera renda. Exemplos próximos são conhecidos, pois quantos de nós ou nosso familiares já foram fazer algum tipo de tratamento em Araguaína, no Estado do Tocantins, ou em Teresina, no Piauí? Ou quem não conhece alguém que também se formou em um desses lugares?

Não podemos, também, negligenciar nossa agricultura e pecuária. Qual é a nossa vocação? Como incrementar a produção e mesmo agregar valor a ela gerando trabalho e renda para nossos munícipes? Quero discutir aqui nesta casa e junto com os demais vereadores e vereadoras para aprovarmos um aumento nos valores praticados no Banco do Povo, bem como a ampliação de sua área de atuação. Para produzir é preciso gerar crédito, e Parauapebas já tem um Banco do Povo, é preciso apenas aumentar a potência.

Por fim, e talvez a mais dolorosa em se tratando de gestão pública, está passando da hora de criar uma Lei Complementar para regularizar a situação da CFEM. Isso inclui a criação de um fundo próprio, como prevê a Lei Orgânica Municipal, em seu artigo 75, como se fosse uma poupança compulsória para que o município esteja preparado em situações de emergência.

É sobre estas e outras questões que quero pautar minha atuação nesta casa, ressaltando que sempre serei a favor do que for bom para o município e seus munícipes, não importando de onde partiu a proposição.

Teremos muito trabalho e não podemos nos esquivar dele. Precisamos esquecer e aprender  com o passado e mirar no futuro.

Que sejamos de fato uma casa parlamentar, e não uma casa para lamentar. Muito obrigada!

Parauapebas

Vereador Elias da Construforte é eleito por unanimidade o novo presidente da Câmara

Elias chegou à Câmara Municipal escoltado por índios. Ele foi o vereador mais votado pelos indígenas de Parauapebas na última eleição

Depois da cerimônia de posse do prefeito José Darci Lermen, do seu vice Sérgio Balduíno de Carvalho e dos 15 vereadores eleitos, realizada neste domingo (01), ocorreu a votação para composição da mesa diretora da Câmara Municipal de Vereadores para o biênio 2017/2018. O vereador Elias Ferreira de Almeida Filho, conhecido como Elias da Construforte foi eleito por unanimidade para ser o novo presidente da casa de leis e terá como vice, primeiro secretário e segundo secretário, os vereadores José Francisco Amaral Pavão, José Marcelo Alves Filgueiras e Francisca Ciza respectivamente.

A informação de que Elias seria o futuro presidente da Câmara já tinha vazado, porém, ainda não havia unanimidade entre os vereadores até no sábado (31), quando em uma reunião coletiva o martelo foi batido. Não teve surpresa nesse processo eleitoral para presidente da Câmara. Por conta de uma alteração regimental, que determina o prazo de inscrição das chapas para concorrer ao cargo até as 9 horas do dia da posse, diferente do que ocorreu em 2013, que as chapas poderiam ser inscritas na hora da votação, na oportunidade Josineto Feitosa assumiu a presidência da Câmara, quebrando o acordo fechado para que o José Pavão assumisse.

Quando questionado sobre o que será feito em relação à melhoria da imagem da Câmara, muito desgastada depois das operações realizadas pela justiça e que resultaram no afastamento de vários vereadores no último pleito, Elias Ferreira respondeu simplesmente que “a população não deve olhar pelo retrovisor”. O novo presidente não adiantou ações que serão feitas pelo legislativo neste sentido.

Cerimônia de posse

De acordo com o Regimento Interno da Câmara, o vereador de maior idade deve presidir a sessão de posse. Por este motivo, Horácio Martins Filho foi o escolhido. Ele também foi o responsável por colocar a faixa de prefeito em Darci Lermen, já que o prefeito anterior, Valmir Queiroz Mariano, não apareceu no evento.

Os discursos dos vereadores foram marcados por agradecimentos diversos. A vereadora Francisca Ciza extrapolou o seu tempo de dez minutos para explanação e recebeu vaias do público presente, assim como o vereador Maridé Gomes, que falou por oito minutos ao som de muitas manifestações negativas por parte da plateia, ele foi afastado do cargo no ano passado, acusado de envolvimento em um esquema de mensalinho na Câmara. O vereador Ivanaldo Braz também criou um mal estar com o público quando disse a frase “as mãos que hoje aplaudem, amanhã estarão jogando pedras”.

“Apenas cinco vereadores foram reeleitos”, destacou a vereadora Eliene Soares. Já a vereadora Joelma Leite informou que esta é a legislatura que teve o maior número de mulheres escolhidas nas urnas e destacou que “é preciso desenvolver com urgência novas ações para trabalhar alternativas econômicas para nosso município.”

O vereador José das Dores Couto pediu aos secretários que conduzam a cidade no rumo certo e alertou “estaremos aqui, vigilantes ao que estiver acontecendo. Estaremos vigilantes quanto à qualidade do trabalho prestado para nossa população e ao atendimento de suas necessidades”.

O último a falar, Darci Lermem, reafirmou que não permitirá que seus secretários façam de suas pastas pequenas prefeituras e destacou a necessidade dos vereadores cumprirem seu papel. “A relação da Câmara de Vereadores com o Executivo não deve ser de subserviência, o vereador não deve ser puxa-saco do prefeito e sim pensar no futuro da cidade. Quero que todos assumam suas responsabilidades para que possamos, daqui a quatro anos, nos reencontrar nesse local, em uma cerimônia dessas, com esse mesmo sentimento de querer fazer”, afirmou o prefeito.

Câmara Municipal

Juiz Líbio Moura recebe Título de Cidadão Honorário de Parauapebas

Ele exerceu a magistratura em Parauapebas por seis anos

A homenagem foi entregue ao magistrado na manhã da terça-feira (6) pelo vereador Israel Pereira, o Miquinha. O título de Cidadão Honorário é uma forma de homenagear aqueles que prestaram relevantes serviços à comunidade parauapebense. A entrega do título ao juiz foi proposta pelos vereadores Israel Miquinha, Euzébio Rodrigues e Ivanaldo Braz, por meio do Projeto de Decreto Legislativo nº 06/2016.

Ao receber o título, o magistrado o dedicou ao Poder Judiciário. “O país passa por uma crise institucional, entretanto, este título demonstra que em Parauapebas há harmonia entre os poderes. Recebo este título como um prêmio e como um incentivo para transformar Parauapebas. Agradeço aos vereadores que tive contato neste período. No mais, estarei sempre à disposição da comunidade parauapebense”, destacou Líbio Araújo Moura.

O vereador Marcelo Parcerinho ressaltou que o juiz fez história em Parauapebas, pois foi um divisor de águas. Em seguida, o vereador Raimundo Nonato alegou que o Judiciário tem se manifestado de uma forma precisa. “Estamos enfrentando uma tribulação política no país e aqui em Parauapebas não está sendo diferente. Pude acompanhar por meio da mídia o trabalho do juiz durante este período”.

João do Feijão aproveitou a oportunidade para parabenizar o magistrado, enquanto Devanir Martins explicou que vontade, trabalho e competência o juiz tem para chegar aos tribunais superiores. O vereador Josineto Feitosa, por sua vez, assegurou que seria excelente se todas as instituições estivessem atentas aos problemas que acontecem nesta cidade.

Ao se pronunciar, o vereador Israel Miquinha elogiou os serviços realizados pelo magistrado. “Nesses anos de convivência, dr. Líbio tem mostrado que não é simplesmente um juiz, mas um parceiro da comunidade e, principalmente, das pessoas mais carentes. Ele interveio com muita inteligência nas demandas levadas a ele. Por isso, essa homenagem é pela forma como o senhor tratou nosso município. E é o mínimo que podemos fazer para reconhecer o seu trabalho, pois vossa excelência sempre procurou ouvir todas as partes envolvidas em cada caso”, reconheceu Israel Miquinha.

O vereador Charles Borges definiu o juiz como uma pessoa acessível. “Acredito que a escada que o senhor tem subido é merecida. Este galgar de degrau é mérito seu, uma homenagem simbólica, mas que representa toda a sociedade de Parauapebas”, afirmou.

Em suas palavras, o vereador José Arenes explicou que nas oportunidades que teve de ter contato com o magistrado encontrou um cidadão justo e um homem que age como um bom pai. “Quando tem que castigar, castiga; mas se tiver que abraçar, abraça. Suas atitudes vão lhe levar muito mais longe”.

Já Eliene Soares destacou que sempre viu no juiz uma pessoa interessada nas causas sociais do município. Luzinete Batista desejou ao magistrado saúde e paz para que o juiz possa aplicar a justiça sempre de modo correto.

Vereador Antônio Chaves, o Major, desejou que Líbio Moura fizesse um bom trabalho na comarca de Castanhal – local onde o magistrado passará a atuar. José Pavão expressou votos de sucesso ao magistrado.

Por fim, o presidente da Casa, Ivanaldo Braz, demonstrou admiração por Líbio Moura. “Durante minha gestão, por muitas vezes me pautei nas palavras do juiz, devido à conduta ilibada que o doutor Líbio sempre expressou”, finalizou o vereador Braz.

Trajetória de Líbio Moura

Líbio Araujo Moura nasceu em 15 de junho de 1978, em Belém. Cursou Direito na Universidade da Amazônia, onde se formou em janeiro de 2001. Obteve aprovação no exame da Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Pará – em março de 2001.

Foi aprovado no concurso da magistratura estadual do Pará em agosto de 2002. Em abril de 2004, foi nomeado juiz de direito substituto, destacado para atuação na comarca de Marabá. Na atividade judicante, atuou também nas cidades de Jacundá, Itupiranga, São João do Araguaia, Santana do Araguaia e Redenção. Em 2010, assumiu a Vara Criminal de Parauapebas.

Em 2006, recebeu a Medalha Coronel Fontoura da Polícia Militar do Estado do Pará, maior honraria militar outorgada a um civil no estado. Em 2011, foi reconhecido como Cidadão de Marabá, comarca na qual trabalhou por mais de quatro anos, mesmo ano em que assumiu a vice-presidência de prerrogativas da Associação dos Magistrados do Estado do Pará (Amepa) desde 2011, cargo que exerce até a presente data. Em 2015, recebeu o Título de Comendador, concedido pela presidência do egrégio Tribunal de Justiça do Pará. No mesmo ano, ganhou a medalha da Polícia Civil. Recebeu, por dois anos, o Mérito Lojista na cidade de Parauapebas.

Em sua atuação no município de Parauapebas, destaca-se o profundo envolvimento com as questões sociais do município. A desocupação da área do “Pé Inchado”, que permitiu o retorno da Praça dos Metais; a apreensão de dinheiro durante as eleições em 2012; a reativação do Conselho da Comunidade; a atuação como professor na Universidade Federal do Pará (UFPA) e da Universidade Federal Rural da Amazônia (Ufra); e a promoção de maior integração entre o Judiciário e as polícias são exemplos de ações que beneficiaram a comunidade e tiveram a participação fundamental do juiz Líbio Moura.

Josiane Quintino / AscomLeg

MP x Legislativo

Projeto que prevê redução de cargos na Câmara Municipal já está tramitando

TAC assinado entre o Legislativo de Parauapebas e o MP-PA prevê a reorganização dos cargos na CMP

Foi lida na sessão ordinária desta quinta-feira (3), a proposição que tratará da reorganização da estrutura organizacional da Câmara Municipal de Parauapebas, com a extinção de 144 cargos comissionados. Trata-se do Projeto de Lei nº 043/2016 que prevê alterações no plano de cargos, carreiras e vencimentos dos servidores do Legislativo.

A medida é resultado de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) firmado entre a Câmara e o Ministério Público do Estado do Pará, no dia 28 de outubro.

Com a implementação do projeto, o número de assessorias de gabinetes será reduzido, alguns cargos de direção serão extintos, outros passarão por readequações e deverão ser assumidos por servidores efetivos da Câmara. Essa redução resultará em uma economia de R$ 496.177,47.

O presidente da Câmara, Ivanaldo Braz (PSDB), defendeu a readequação do quantitativo de cargos do Legislativo como uma das medidas a serem adotadas para enfrentar a crise financeira pela qual passa Parauapebas. Segundo ele, se não houver redução dos custos a máquina pública ficará inviável em 2017. “A nossa arrecadação no ano que vem será outra. Vamos perder quase R$ 10 milhões do duodécimo da Câmara. Então, se não fizermos isso agora, o próximo presidente não vai dar conta de pagar a folha”.

O Projeto de Lei nº 043/2016, que tramita em regime de urgência, está em análise nas comissões e passará por duas votações. A previsão é que ele seja aprovado até o final de novembro e entre em vigor no mês de dezembro.

Texto: Nayara Cristina – ASCOMLEG

Parauapebas

Entra em vigor a Lei de Videomonitoramento de Parauapebas

videomonitoramentoO Projeto de Lei nº 07/2015, de autoria do Poder Executivo, institui e regulamenta o sistema de videomonitoramento das vias e logradouros públicos, que consiste na instalação e uso de câmeras de vídeo de vigilância nos espaços públicos da cidade.

Os objetivos do videomonitoramento, conforme os incisos do artigo 1º, serão auxiliar no controle de tráfego de veículos, proteger o meio ambiente e patrimônio artístico, paisagístico, histórico, urbanístico e cultural. O sistema aperfeiçoa os métodos e técnicas de fiscalização da ampliação das normas de posturas municipais, além de auxiliar na prevenção da criminalidade, em apoio às autoridades de segurança pública.

O projeto estabelece também que a operação do sistema de videomonitoramento seja executada pelo Poder Executivo municipal, através da Secretaria Municipal de Segurança Institucional e Defesa do Cidadão (Semsi), ficando assegurada a participação de instituições estaduais, federais e privadas, mediante celebração de convênios ou outro instrumento legal.

Os parlamentares colocaram o projeto para apreciação durante a sessão ordinária desta terça-feira, 3 de novembro. Ao ser votada em segunda discussão, a proposição foi aprovada unanimemente e já se encontra em vigor. Os gastos com a execução desta lei serão suportados por dotações próprias do orçamento municipal. (Josiane Quintino / AscomLeg)

Parauapebas

Tribuna da Câmara de Parauapebas vira mesa de boteco e é pauta da Globo

Mais uma fez Parauapebas é mencionada em rede nacional de televisão. Os programas Fantástico e Bom Dia Brasil retrataram a corrupção que tomou conta da Câmara Municipal de Parauapebas durante a administração Josineto Feitosa. De quebra, ainda repercutiu a imbecil declaração do vereador Major da Mactra (PSDB) desdenhando da população.

O ruim de tudo isso, se já não fosse ruim ver um município rico e pujante como Parauapebas servir de chacota Brasil a fora, é que tudo o que até agora foi publicado parece ser apenas a ponta de um enorme iceberg, e que muito ainda há por vir. Certamente, novas prisões devem estar sendo pedidas e tão logo a justiça receba esses pedidos eles serão autorizados.

Para alguns que moram há anos em Parauapebas, e conhecem a realidade daqui, tudo isso que vem sendo mostrado em rede nacional parece não causar nenhum tipo de surpresa. Um município onde um candidato a vereador chega a gastar um milhão de reais para se eleger e depois receber pouco mais de R$500 mil durante o mandato não podia ser diferente. A matemática explicaria esse fato facilmente, salvo não fosse a maioria anjos que nasceram para ajudar os pobres munícipes deste rico município.

Rasga a boca ai, pode rasgar quem quiser que eu estou cagando e andando”, disse o vereador tucano a uma galeria que o vaiava durante uma sessão da Câmara Municipal de Parauapebas. Josineto Feitosa (SDD), o pouco investigado que era presidente da Câmara quando todos esses fatos de corrupção aconteceram disse, também usando a tribuna, que “se eu cair não caio sozinho, derrubo todo mundo”. Irmã Luzinete (PV), a que já não bastasse alegar ser uma enviada de Deus, disse ter recebido proposta de R$1 milhão por seu voto em um candidato a sucessão de Josineto.  Ou seja, a tribuna da Câmara Municipal de Parauapebas virou bancada de boteco. Ali se pode dizer tudo sem receio algum de ser admoestado por falta de decoro.

O vereador Braz, atual presidente, até onde se sabe, não renovou o contrato com o Supermercado e com a locadora de Edmar Boi de Ouro; não renovou o contrato com o Lava Jato Pit Stop, da família do vereador Odilon. Ponto para o atual presidente!

Agora, sem medo de errar, sem medo de retaliações políticas, sem temer por nada, o presidente deve imediatamente, sob forma de moralizar aquela Câmara, usar o Regimento, o Código de Postura, usar o que for necessário e afastar preventivamente todos os vereadores envolvidos nesse processo. Para isso, Braz vai precisar de apoio. Apoio de alguns de seus pares e da população. Não se pode, sob pena de que todos os edis sejam jogados vala comum, deixar passar um fato tão relevante como esses denunciados em rede nacional.

O prefeito Valmir Mariano, também para mostrar que corrupção não é permitida em seu governo, deve afastar imediatamente o secretário Judson (Semas), a quem tenho o maior apreço e confiança e cujo o trabalho a frente da secretaria já foi por mim elogiado. Todavia, a política não permite erros. Judson errou ao confiar no vereador Odilon, mesmo devendo a ele obrigações que não cabem a mim relatar.

Parauapebas é o que é politicamente, e agora tudo está vindo à baila, porque nossos políticos confiam na impunidade. Culpa da justiça? Não! A justiça local é uma das mais eficientes do Estado. Nossos magistrados estão lotados de  processos. Trabalham diuturnamente para melhorar a eficiência das Varas. Ela, a justiça, vem fazendo sua parte. Vereadores e empresário foram presos e responderão por seus erros, e receberão, certamente a companhia de outros, tudo a seu tempo.

A população, esperançosa de que a corrupção será erradicada de Parauapebas, deve fazer sua parte no ano que vem, quando serão escolhidos os vereadores e o prefeito. Essa sim é a hora de se dizer não à corrupção.

Confesso que fiquei meio que decepcionado com a matéria de ontem reproduzida pelo Fantástico. Para mim o foco da matéria, a corrupção generalizada na gestão Josineto Feitosa, foi subtraída pela infeliz declaração do vereador Major da Mactra. Ao final da matéria, sem dizer que os vereadores corruptos deveriam estar preocupados com a educação, a reportagem mostra a situação precária de uma escola infantil e de um ônibus transportando alunos além de sua capacidade. Não ouviram o outro lado, cláusula pétrea do jornalismo. Mas isso fica pra outra oportunidade.