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Canaã dos Carajás

Agricultura em Canaã: alternativa econômica para vencer a crise

Após parcerias de sucesso, secretário faz balanço de 2017 e garante que o produtor rural estará ainda mais forte em 2018

A Secretaria Municipal de Desenvolvimento Rural traz consigo a árdua missão de fazer Canaã dos Carajás voltar às suas origens de município forte na produção do campo. A Terra Prometida já foi conhecida, antes das atividades minerárias, pela alta produção de leite e de produtos agrícolas. Com o tempo, a vertente econômica foi preterida, o minério ganhou espaço e a agricultura ficou esquecida.

No entanto, o fim do Projeto S11D trouxe consigo o fantasma do desemprego e a necessidade de se criar alternativas para a geração de renda ficou evidente. A produção rural, esquecida no tempo, renasceu das cinzas e ganhou força outra vez em Canaã. O ano de 2017 ficou marcado pelos bons números no campo. Entre os destaques, mais de 9 mil sacas de milho foram colhidas e cerca de 230 mil mudas de várias espécies foram produzidas no viveiro municipal. Somente o açaí teve mais de 50 mil mudas cultivadas durante o ano.

De acordo com o Secretário Municipal de Desenvolvimento Rural, Divino Sousa, os números são bastante positivos: “O viveiro tem produzido muito bem. O que eu acho mais importante é que as mudas produzidas têm tido um destino interessante: nós doamos mudas a produtores que apresentam projetos convincentes e para órgãos públicos parceiros. Até quero destacar que o açaí, pelo que percebo, é um mercado que está aberto, as pessoas descobriram isso e estão investindo. Há muitos projetos que a gente, além de doar a muda, também acompanha. É uma alternativa interessante, pois todo o açaí que é consumido aqui vem de fora.”

A pasta tem agido em parceria com algumas entidades locais, entre elas, a Agência Canaã é a principal. Juntos, os órgãos são os responsáveis por um projeto que atende atualmente 16 produtores de açaí. As ações de auxílio preveem o maquinário, mudas, assistência técnica e ainda qualificação dos produtores. Ainda em parceria com a Agência, a pasta também atendeu no ano passado 16 avicultores.

Outro projeto que ganhou imenso destaque foi a produção de codornas no município: ao todo, 20 criadores decidiram apostar na produção e já estão conseguindo obter bons resultados nas vendas.

De acordo com balanço da Secretaria, as máquinas públicas trabalharam, em média, 480 horas por mês no atendimento aos homens do campo. Entre os principais trabalhos, o apoio na produção de grãos, hortifrúti e também da mandioca.

Na pecuária, mais de 150 famílias foram contempladas com represas no ano que passou. Segundo o secretário, as prioridades foram atendidas: “Sabemos que nos últimos anos a estiagem foi maior; a demanda foi muito grande e nós procuramos atender quem já estava sem água na terra. Teve gente que foi obrigada a levar o gado para o pasto do vizinho, pois a sua terra já não tinha água para o gado beber. Desde 2013, já estamos trabalhando nisso e atendemos bastante gente. Esperamos que até 2020, final do mandato, todas as demandas sejam atendidas.”

Ainda segundo o gestor, os produtores foram agraciados com várias ações para o fortalecimento da terra em 2017: “Demos o apoio em vários momentos: na análise do solo e no transporte do calcário. Recebemos o apoio da Secretaria de Obras nisso e vamos continuar com essa ajuda nesse ano.”

Para 2018, o secretário afirmou que pretende continuar as ações e incentivar ainda mais o carro chefe da atual gestão, o Procampo. O projeto prevê o fortalecimento da produção agrícola municipal. Entre as ações do ano, o cultivo de alevinos é uma das maiores. Conforme explicou Divino, a Secretaria será a responsável por doar toda a estrutura para o produtor, desde os tanques para cultivo, até as bombas. Em contrapartida, o produtor será o responsável apenas pela mão-de-obra, energia, os próprios alevinos e também pela ração. De acordo com o planejamento da pasta, Divino disse esperar que mais pessoas sejam atendidas no atual ano em várias vertentes. Confira abaixo:

  • Fruticultura: Mais 20 famílias (Seleção dos agricultores, análise, adubação do solo e sementes.)
  • Horticultura: Mais 40 famílias.
  • Avicultura: Mais 10 famílias.
  • Apicultura: Mais 30 famílias.
  • Suinocultura: Mais 3 famílias.
  • Produção de grãos: Mais 100 famílias

Ainda em entrevista, o secretário citou algumas parcerias que deram certo no ano que se passou: “Tivemos a felicidade de conseguir boas parcerias no ano. Além da Agência Canaã, tivemos outras importantes: com a vigilância sanitária, conseguimos ajudar com a mão-de-obra de veterinários; com o Sindicato dos Produtores Rurais (SICAMPO), auxiliamos no apoio à cavalgada e na Expocanaã; já com a Adepará, nosso trabalho é de auxílio nas campanhas de vacinação, inspeção e coleta de frascos de agrotóxicos.”

Além destas, o gestor destacou outros trabalhos em conjunto:

  • Secretaria de Educação: Doação de mudas e orientação técnica; hortas nas escolas, mudas, semente e terra;
  • Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (EMATER): Palestras, cadastros, seleção de produtores;
  • Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA): Começa-se uma parceria na qualificação de produtores e visitas às propriedades;
  • Secretaria de Meio Ambiente: Mudas para nascentes e recuperação de Áreas de Preservação Permanente (APP). Arborização da cidade;
  • Secretaria de Obras: Transporte de calcário e terra para ações.

O retorno às origens rurais pode ser crucial para o desenvolvimento sustentável do município. A ideia é que se crie, através deste fortalecimento, uma cidade completamente independente da mineração: “O trabalho mineral vai passar, a agricultura precisa permanecer. É bom que a mineração brilhe, mas é importante que a agricultura também brilhe junto. Essa é uma alternativa econômica para vencer a crise. Tenho certeza que nossos produtores serão ainda mais fortes em 2018” concluiu Divino.

Marabá

Vigilância Sanitária flagrou irregularidades em diversos segmentos comercias e de serviços em 2017

Este ano o foco será ampliado e vai atingir até oficinas de refrigeração e lojas de confecções

Por Eleutério Gomes – de Marabá

Com ações, em 2017, voltadas para a fiscalização de clínicas médicas, consultórios odontológicos, hotéis, motéis, panificadoras e restaurantes, a Divisão de Vigilância Sanitária (Divisa) de Marabá fechou o ano com 51 processos administrativos. Porém, segundo o advogado Daniel Soares da Silva, coordenador do órgão, todos os estabelecimentos notificados já se adequaram ou estão se adequando às normas sanitárias vigentes, caso contrário seriam multados ou até mesmo interditados.

Ouvido pelo Blog, Daniel garante que o trabalho da Divisa não é perseguir empresas, mas zelar pela saúde da população que adquire alimentos ou se utiliza dos serviços oferecidos pelos mais diversos estabelecimentos comerciais da cidade; e garantir a tranquilidade do próprio empresário, que, oferecendo mercadoria ou serviço de boa qualidade, tem clientela garantida.

Daniel relata que durante as fiscalizações em clínicas médicas e consultórios odontológicos, foram encontrados equipamentos sem a devida manutenção, muitos dos quais enferrujados e outros até mesmo obsoletos ou com o prazo de vida útil vencido, que colocavam em risco a saúde dos pacientes.

Em panificadoras, sobretudo as da periferia, funcionários foram flagrados manipulando a matéria prima sem luvas nem máscaras e até sem treinamento sobre como preparar o alimento a ser comercializado; o mesmo se registrando na cozinha de vários restaurantes.

Em boa parte dos hotéis e motéis fiscalizados, ainda de acordo com Daniel, a estrutura física não oferecia conforto aos hóspedes e a cozinha não eram um exemplo de limpeza nem de higiene, como deveriam ser. “Em dois motéis visitados, havia muita sujeira, mau cheiro, instalações precárias, uma coisa totalmente inadequada. Nós demos dois meses de prazo para que eles se enquadrassem nas normas de saúde pública e eles estão em fase final de adaptação”, conta ele, acrescentando: “A maior infração, entretanto, presente em todos os segmentos fiscalizados, era a falta de Licenciamento Sanitário”.

2018

O coordenador da Divisa adiantou ao Blog que neste ano de 2018 a fiscalização focará nas clínicas de estética – muitas das quais denunciadas por provocarem queimaduras durante o bronzeamento artificial –, salões de beleza, academias de ginástica, farmácias, hospitais públicos, Unidades Básicas de Saúde, supermercados, açougues, pizzarias, lojas de confecções e oficinas de refrigeração.

“Digo aos nossos fiscais que eles são os olhos da população, que nunca vê o que se passa nas cozinhas dos restaurantes, dos hotéis e nos bastidores de outros estabelecimentos”, afirma Daniel Soares da Silva, informando que a Divisa recolheu R$ 500 mil em 2017, resultado de Licenciamentos Sanitários expedidos para empresas que cumpriram todas as normas de higiene.

Canaã dos Carajás

Um ano depois de inaugurada, Feira do Produtor de Canaã já movimentou mais de R$ 1 milhão em volume de negócios

Feira surgiu com o objetivo de melhorar o escoamento da produção local e dar um novo fôlego ao comércio de Canaã

Canaã dos Carajás ganhou de presente, há pouco mais de um ano, a Feira do Produtor Municipal. A estrutura do prédio impressiona a todos pela imponência e modernidade da sua arquitetura. Estimado em pouco mais de R$ 10 milhões, o empreendimento reuniu em um só lugar, e de forma definitiva, todos os feirantes do município. Estes eram obrigados, em outros tempos, a vender toda a sua produção a céu aberto, expostos ao sol e à chuva. Além do mais, o comércio só ocorria nos fins de semana, já que uma via era interrompida no município para que a feira pudesse acontecer.

Com a inauguração da Feira do Produtor, que também abriga o Mercado Municipal Clarindo Moraes da Silva, os produtores e pequenos comerciantes de Canaã passaram a vender os seus produtos com mais qualidade, rapidez e higiene. O controle da Feira é feito de forma rigorosa e a limpeza do local é exemplar. Um ano depois de inaugurada, o local se tornou referência em toda a região e hoje tem cerca de 400 feirantes, entre os efetivos e os que se revezam no usos dos boxes.

Jurandir José, Secretário de Desenvolvimento de Canaã dos Carajás, afirmou que o local se tornou um shopping do produtor e ainda um ponto de encontro para a população local: “Precisamente um ano depois de inaugurada, a Feira se transformou em um grande comércio, que gera postos de trabalho, emprego e renda para o município. Aos finais de semana, quando vem toda a zona rural para cá, a movimentação é enorme. Nós conseguimos até hoje manter a mesma organização, o padrão é o mesmo, a higiene e a qualidade dos produtos são grandes. Estamos sempre capacitando os feirantes também. Por isso, essa feira tem agregado muitos valores à cidade; a Feira se tornou referência não só em Canaã, mas em toda a região.”

O secretário falou ainda sobre o incentivo que a Feira deu para a produção rural local: “Temos resultados muito interessantes no fomento dessa produção. É evidente que, se temos onde vender o produto, as pessoas plantam mais e todos ganham com isso. Eu espero que tudo isso aqui se torne cada dia melhor e não vamos medir esforços para manter esse lugar bem.”

O feirante Naron Silva é filho de produtores rurais e toma conta do boxe da família na Feira. Em entrevista, o comerciante, que trabalha com hortifrúti, disse que os negócios melhoraram muito com a mudança para a Feira: “Vendemos aqui verduras e frutas, mas o que predomina mesmo é a farinha. Temos farinha baiana, maranhense, paraense… Estamos aqui desde o início e tudo melhorou bastante. Antigamente, só tínhamos um dia na semana de feira e ainda tínhamos que levar as coisas de volta para a roça. Agora não! Temos o local fixo, podemos deixar as coisas aqui. Só não trabalhamos aos sábados, pois somos adventistas. Nos outros dias, estamos sempre aqui. Tudo melhorou, pois agora estamos centralizados.”

De acordo com cálculos iniciais da Secretaria de Desenvolvimento de Canaã dos Carajás, cerca de R$ 1,2 milhão foi gerado em volume de negócios na Feira Municipal só no primeiro ano. A ideia é que a produção aumente e novos investimentos sejam trazidos para o local. A partir daí, os bons números devem ser ainda melhores e toda a população acaba ganhando com a nova fonte de renda.

Pará

Secretário de Estado da Fazenda anuncia o fim da invasão das feiras itinerantes nos municípios

Nilo Noronha anunciou ainda a emissão da Nota Fiscal Avulsa pela internet e outras medidas importantes

Por Eleutério Gomes – de Marabá

Reunido na tarde desta quinta-feira (4), em Marabá, com prefeitos, secretários municipais de Finanças e de Fazenda,
contadores e empresários, o Secretário de Estado da Fazenda Nilo Rendeiro de Noronha, fez quatro importantes anúncios: a proibição das feiras itinerantes de outros estados nos municípios do Pará; a emissão da Nota Fiscal (NF) Avulsa pelo Portal da Secretaria de Estado da Fazenda (SEFA); a isenção de imposto para o transporte de gado em pé; e a obrigatoriedade para empresas de fora que estão no estado há mais de um ano – prestando serviços ou estabelecidas definitivamente – de legalizarem seus veículos automotores na cidade onde estejam domiciliadas, recolhendo o IPVA para o fisco paraense.

Nilo Noronha falou para uma plateia de aproximadamente duzentas pessoas no auditório do Golden Ville Hotel e anunciou que, a partir do dia 23 deste mês, a Nota Fiscal Avulsa vai poder ser emitida via internet, corrigindo uma distorção que influencia no cálculo do Fundo de Participação dos Municípios (FPM).

Segundo ele, muitas cidades não dispõem de posto da SEFA e quem precisa de Nota Fiscal tem que se deslocar a outro município. Logo, a NF é emitida com o código daquela, que sai ganhando no volume de impostos, enquanto o lugar em que o bem foi produzido ou negociado sai perdendo. Com a emissão do documento pela Internet, não haverá mais perdas.

Quanto ao imposto do transporte do boi em pé, quando o gado sai da propriedade, a isenção foi autorizada pelo governo do estado, por meio de lei, atendendo a antiga reivindicação dos criadores do Pará.

Já em relação ao IPVA (Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores), Noronha disse que em outubro passado o governo promulgou lei que obriga empresas de fora, que estão estabelecidas no Pará há mais de um ano, prestando serviços, como empreiteiras e locadoras a serviço de empreiteiras ou mineradoras, cujas placas dos carros ou motos são do lugar de origem, são obrigados a transferir a documentação desses veículos ao Estado do Pará, passando a reverter o IPVA e as taxas ao erário paraense.

Após receber reclamações não só de Marabá, mas de outros municípios por onde já passou, como Abaetetuba, de que
comerciantes de fora chegam nas cidades, montam feiras temporárias, faturam em concorrência desleal com o comércio local, vendendo, inclusive, produtos de procedência duvidosa, e depois se retiram sem nada deixar para o município, Nilo Noronha determinou que, até que haja uma lei específica para controlar esse tipo de comércio, abrangendo os interesses do estado e dos municípios, elas estão proibidas de acontecer nos municípios do Pará por tempo indeterminado.

No decorrer da reunião, foram apresentadas informações sobre a cota parte do ICMS dos municípios 2018; mudanças no Simples Nacional; implantação da Nota Fiscal Avulsa eletrônica (NFC-e) e do Programa de Apoio à Gestão e Integração dos Fiscos no Brasil (Profisco II), visando o compartilhamento de informações e o uso de soluções tecnológicas buscando o crescimento da arrecadação municipal e estadual.

Participaram ainda da mesa dos trabalhos o Diretor de Fiscalização, Shu Yung Fon; a Diretora de Arrecadação e Informações Fazendárias, Edna Farage; o Presidente do Sindicato dos Produtores Rurais de Marabá, Antônio Vieira Caetano; e outros técnicos da SEFA.

Estado conseguiu equilibrar as contas sem reajustar os impostos

Ao Blog, Noronha disse que o grande objetivo é integrar cada vez mais as várias regiões e municípios do estado à administração tributária estadual para que, “de forma coerente e responsável, o estado possa se desenvolver”, com tecnologias e aparelhamentos e se possa ter receitas oriundas de alguns tributos que a população possa pagar.

“Com isso, o imposto retorna para que o povo tenha melhor condição de vida, melhor educação, melhor saúde, melhor segurança. Então, a gente vem propondo para as prefeituras, para os municípios, uma parceria para que tenhamos, em curto espaço de tempo, resultados satisfatórios no que concerne à arrecadação de impostos”, afirmou o secretário.

Segundo ele, ao constatar que o imposto acaba revertendo em benefícios, a população passa a recolher mais tributos e a sonegação diminui; Noronha cita como um bom exemplo disso o Programa Nota Fiscal Cidadã, que estimula o consumidor a pedir NF, tornando-se automaticamente “um fiscal do estado”. Ele afirma que, apesar da crise que se abate sobre o país, com muito esforço e medidas econômicas acertadas, o governo do estado vem conseguindo equilibrar receitas e despesas, nunca gastando mais do que arrecada.

Ele afirma que a arrecadação própria estadual de 2017 foi de R$ 10 bilhões, sem que o governo tenha reajustado as alíquotas dos impostos recolhidos pelo estado, diferentemente do que aconteceu nas demais unidades da federação, evitando o desemprego.

Indagado sobre qual a maior dúvida levantada pelos representantes dos municípios, o Secretário de Estado da Fazenda disse que é em relação à cota-parte, “o Fundo de Participação dos Municípios e suas transferências”.

“A nossa proposta é justamente não depender tanto das transferências. Se formos ver, em 2010 o Estado do Pará tinha de receita transferida 50% da sua receita total e hoje é 30%. Ou seja, 70% é receita própria. Por que o município também não pode alcançar uma meta dessa?”, indaga Nilo Noronha.

Reunião no próximo dia 18, em Belém, discute evasão de IPVA 

Presente à reunião, inclusive fazendo parte da mesa dos trabalhos, o empresário Reinaldo Zucatelli, concessionário de várias marcas em Marabá, falou sobre a evasão de divisas do Estado do Pará, sobretudo para Goiás, Tocantins, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Distrito Federal.

O empresário se referiu a um problema antigo que afeta o negócio de veículos na região, provocando queda de vendas e, consequentemente, desemprego: licenciamento de carros com isenção do primeiro IPVA nos estados citados e no DF, ao contrário do que acontece no Pará.

Com a cobrança do IPVA aqui, muitas pessoas, ao comprarem carros, levam para licenciar lá. Ou, pior, adquirem e licenciam lá, depois trazem para o Pará, onde moram ou têm negócios. E durante o tempo em que usam o carro, nunca transferem a documentação ao estado, que deixa de arrecadar também as taxas de licenciamento.

O secretário concordou com os argumentos, disse que, realmente, é necessária uma medida urgente para o caso de evasão de divisas, mas lembrou que é preciso avaliar os impactos que uma isenção causaria na capital e em outros municípios.

Segundo ele, seria necessário fazer mudanças na legislação, o que, em princípio, precisa ser bem avaliado. Imediatamente, Nilo Noronha marcou uma audiência com Reinaldo Zucatelli e outros representantes do setor, no próximo dia 18, às 13h, na SEFA, em Belém.

Marabá

Correias Mercúrio inaugura fábrica oficialmente em encontro privativo com os meios de comunicação

A indústria já funciona há um ano com a fabricação de correias transportadoras e viu no Pará o Estado propício para instalar sua segunda unidade

Por Eleutério Gomes – de Marabá

Aconteceu na tarde desta terça-feira (3), no Distrito Industrial de Marabá, a inauguração oficial da fábrica das Correias Mercúrio, privativa para os meios de comunicação locais, durante coletiva e visita à linha de produção. Amanhã, quarta-feira (4), a cerimônia se repete, mas somente para convidados. A indústria, que já funciona há um ano, é líder absoluta no mercado brasileiro, na fabricação de correias, tem 72 anos de fundação, nasceu em Jundiaí (SP) e, em Marabá, fez um investimento de R$ 100 milhões. Trata-se da primeira fábrica de correias transportadoras do Norte do Brasil, e, devido à alta demanda, funciona em três turnos para atender a mais de 40 segmentos da indústria nesta região e no Nordeste do País.

A formação de mão de obra é local, foi feita em parceria com o Senai (Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial), no curso de tecnologia de borracha e hoje gera 200 empregos diretos e indiretos. No momento, está em fase de implantação e testes uma unidade de preparo de compostos de borracha, que deve gerar mais 120 postos de trabalho.

Durante explanação aos jornalistas, o presidente da Mercúrio, Ivan Ciruellos, disse que o atrativo para que a indústria investisse no Pará foi o potencial de desenvolvimento desta região, sobretudo pelo ciclo ainda muito voltado para a extração mineral.

Sobre o composto de borracha, ele disse que não estava previsto na planta original, mas vai trazer ainda mais empregos, investimentos, qualificação e garantir aos clientes a entrega dos produtos no prazo acordado, porque a Mercúrio não vai ter de trazer esse composto preparado no Sul e no Sudeste do País.

A conselheira e acionista da Correias Mercúrio, Cristina Kawall, lembrou que a indústria nasceu pelas mãos dos pais dela e de outros três irmãos, em 1945, no pós-Segunda Grande Guerra, quando o mundo estava em crise, e mesmo assim deu certo. Em seguida, disse que agora, com o país em plena crise, a família resolveu repetir a façanha e decidiu construir uma indústria aqui, para atender à demanda local.

“O país está em crise e a gente resolve fazer um investimento dessa monta e numa região em que as pessoas perguntam sempre: ‘Por que no Pará?’ e eu gosto de responder ‘Por que não no Pará?’”. Ela ponderou que, pelo tamanho do Brasil, não se pode concentrar tudo no Sul e no Sudeste do país: “Então, só existe o caminho que já está pronto? Só existe a solução que alguém já acenou para você que seria a boa? Não é essa a tradição da nossa família. A
gente é movido a desafio e é um orgulho ver que esse desafio foi concluído com tamanho êxito com resultado tão bom”.

Ao responder as perguntas dos jornalistas, Ivan e Cristina afirmaram que 95% da mão de obra que trabalha na Correias Mercúrio é de Marabá e cidades vizinhas; disseram que o maior segmento que hoje compra deles é o mineral, sobretudo com a cadeia de minério de ferro, com uma demanda de 65%; afirmaram que o faturamento previsto é de R$ 80 milhões por ano e que isso representa um recolhimento de ICMS entre R$ 8 milhões e R$ 10 milhões anualmente.

Após a coletiva, os jornalistas visitaram as instalações da indústria, mas não puderam fazer imagens, por se tratar de
segredo industrial. Apenas as bobinas de correias já prontas foram liberadas para filmagem ou fotografia.

Comércio

Definida área onde funcionará o camelódromo de Marabá

Reunião hoje definiu amplo local na Getúlio Vargas, o qual estará pronto até o final do ano. Prefeito não concordou com o retorno dos vendedores à avenida

Por Eleutério Gomes – de Marabá

Como havia antecipado o Blog, na manhã desta quarta-feira (20), aconteceu reunião entre comissão de vereadores da Câmara Municipal de Marabá, representantes dos comerciantes removidos da Avenida Getúlio Vargas, na Marabá Pioneira, há cerca de 15 dias, e o prefeito Sebastião Miranda Filho (PTB). O objetivo foi definir para onde serão realocados os vendedores, que ocupavam a via pública havia mais de 30 anos e que hoje estão na Praça Duque de Caxias, onde dizem que amargam prejuízos devido à queda nas vendas.

O prefeito já havia anunciado que estava providenciando a urbanização de um local para que a feira ficasse definitivamente, mas os mais de 100 comerciantes queriam retornar à Getúlio Vargas, até essa área fosse encontrada.

Porém, na reunião de hoje ficou definido pelo prefeito, com a aquiescência de todas as partes envolvidas, que a feira ficará mesmo na praça até o final deste ano, prazo que Tião Miranda estabeleceu para que o novo espaço seja preparado.

A nova área também fica na Avenida Getúlio Vargas, entre a Avenida Antônio Maia e a Rua Sete de Junho, e é composta por dois grandes terrenos, onde funcionavam a loja Rio Importados e a Casa da Piscina.

O prefeito disse que chegou ao fim a época em que Marabá ficava nas calçadas. Afirmou que em lugar algum do mundo não acontece mais isso. “Nosso desenvolvimento tem que ser planejado”, argumentou.

Após essas definições, o vereador Márcio do São Félix, líder do governo na Câmara Municipal, sugeriu que de hoje em diante nenhum vendedor mais fosse cadastrado na feira, como forma de evitar a aproximação de aproveitadores.

Além da comissão de feirantes, estiveram na reunião os vereadores: Pastor Ronisteu Araújo, Irismar Melo, Ilker Moraes, Marcelo Alves, Nonato Dourado, Márcio do São Félix e Pedro Corrêa, presidente da CMM.

(Foto/Anderson Damasceno)
Marabá

Vereadores criticaram a remoção de barracas do comércio informal das ruas da cidade

Prefeitura explica, em nota, que ações são para coibir a posição ilegal de quiosques em praças públicas de forma irregular

Por Eleutério Gomes – de Marabá

Na sessão desta terça-feira (29), da Câmara Municipal de Marabá, um dos assuntos de maior destaque foi a demolição de barracas de comércio informal das ruas da cidade. A remoção vem sendo realizada pela Diretoria de Postura da prefeitura, sempre à noite, e tem gerado muitas queixas e reclamações dirigidas aos vereadores, pelas pessoas que vivem dessa atividade, centenas delas vítimas do desemprego.

A vereadora Priscilla Veloso (PTB) foi a primeira a levantar o assunto, afirmando que a explicação da prefeitura é de que essas barracas estão ocupando espaços irregulares. Ela questionou ainda que o desmonte esteja sendo feito à noite, mas disse entender que a administração, agindo assim, queira evitar maiores atritos. Porém, alertou que, para a maioria desses trabalhadores, aquele pequeno comércio é o único meio de sobrevivência das famílias.      

O vereador Marcelo Alves dos Santos (PT) disse que, antes de remover as instalações desses trabalhadores, a prefeitura deveria chamá-los para uma reunião e, pelo menos, destinar um local para que possam continuar ganhando a vida. Alves afirmou ainda que é preferível ver essas pessoas trabalhando dessa forma a vê-las passando necessidade. “Já imaginou se a prefeitura retirar mesmo todas essas barracas que estão em vários locais da cidade? Muita gente vai ficar sem o sustento”.

Fizeram coro a Marcelo Alves os vereadores Pedro Corrêa Lima (PTB), presidente da Casa, Irismar Melo (PR), Ilker Morais (PHS), Priscilla Veloso (PTB) e a vereadora Cristina Mutran (PMDB), entre outros.

O coordenador de Postura da prefeitura, Túlio Rosemiro Pereira esteve na sessão, sendo, inclusive, convidado a fazer parte da Galeria de Honra, mas, retirou-se antes que os pronunciamentos começassem.

Nota

Em nota emitida na última semana, a Assessoria de Comunicação da prefeitura afirma que Departamento de Postura da Prefeitura de Marabá “está agindo em toda a cidade para coibir o posicionamento ilegal de quiosques fixados em praças públicas de forma irregular, assim como placas colocadas sem autorização do poder público e comércios ilegais funcionando sem alvará e sem pagamento dos devidos tributos que autorizam a operação”. Mais adiante, explica que essas ações são sempre precedidas de notificações.

Cosanpa

Outro assunto levado a plenário foram as constantes falhas no abastecimento de água na cidade, como aconteceu de sexta-feira a domingo últimos, quando cerca de 100 mil domicílios ficaram sem o líquido nas torneiras, por defeito simultâneo nas quatro bombas de sucção da Cosanpa (Companhia de Saneamento do Pará).

O vereador Ilker Moraes Ferreira (PHS) fez duras críticas estatal e disse que a companhia de água e esgoto trabalha corretamente no atendimento à população “ou passa em frente”. As palavras dele foram endossadas pelo colega Gilson Dias Cardoso (PCdoB), o qual disse que “a Cosanpa não tem compromisso com Marabá”.

Tucupi

Pesquisa da Embrapa-PA estabelece protocolo de segurança para a fabricação de tucupi

A pesquisa apresenta ainda mais importância, pois o produto começa a conquistar paladares fora da região Norte e já é conhecido como um dos carros-chefes da culinária amazônica.

Chamado de “shoyo do novo século”, o tucupi é um líquido de cor amarela, coproduto da mandioca, típico da rica e exótica gastronomia amazônica. É feito de maneira artesanal, tendo como matéria-prima a mandioca ou mandioca-brava, tubérculo que ganhou essa definição de “brava” por apresentar altos índices de ácido cianídrico (HCN) em sua composição, ou seja, um veneno conhecido como cianeto.

Para garantir a segurança microbiológica e toxicológica do produto, pesquisadores da Embrapa Amazônia Oriental (PA) estabeleceram um protocolo com as diretrizes básicas à padronização da produção do tucupi, definindo critérios no processo de fabricação do líquido.

De acordo com a pesquisadora Ana Vânia Carvalho, uma das autoras do trabalho, o resultado da pesquisa indica que, para ser segura ao consumo humano, a iguaria amazônica precisa passar por 24 horas de fermentação e 40 minutos de cocção. “Se não for processado de maneira adequada, o tucupi pode apresentar níveis elevados de HCN e, consequentemente, riscos ao consumo humano”, alerta.

A cientista esclarece, no entanto, que não é preciso deixar de consumir o produto, que faz parte da cultura alimentar do amazônida, porém frisa que alguns cuidados no preparo devem ser tomados e dá uma dica importante: “ao levar o produto para casa, o consumidor deve ferver o líquido por 40 minutos e, depois, acrescentar água, para completar o que foi reduzido com o cozimento, caso necessário”, recomenda.

A pesquisa apresenta ainda mais importância, pois o produto começa a conquistar paladares fora da região Norte e já é conhecido como um dos carros-chefes da culinária amazônica, que está sob constante holofote da mídia e no radar de chefs nacionais e internacionais. A iguaria é indispensável, por exemplo, aos tradicionais pato no tucupi e tacacá.

O produto final, elaborado a partir do chamado “parâmetro ótimo” de processamento, se apresentou condizente ao padrão de identidade e qualidade do tucupi estipulado pela Agência de Defesa Agropecuária do Pará (Adepara), órgão estadual que regulamenta a fabricação e comercialização dos produtos de origem animal e vegetal no estado, além de níveis microbiológicos e de toxidade seguros. A legislação, no entanto, não determina os índices de ácido cianídrico para a comercialização do produto.

De acordo com Ana Vânia, o trabalho de pesquisa teve diversas etapas, que envolveram desde a análise de amostras de tucupi comercializado nas feiras e supermercados da capital paraense e entrevistas com produtores artesanais, até o planejamento experimental, no qual o processo de fabricação foi reproduzido em laboratório para se chegar aos parâmetros estabelecidos como seguros. “Testes sensoriais para garantir o sabor característico do tucupi e o tempo de prateleira também foram observados”, explica.

Riscos

Para entender os riscos e o que isso representa, é necessário conhecer o processo de fabricação e o tubérculo que dá origem ao tucupi. A mandioca (Manihot esculenta Crantz) é uma raiz que apresenta glicosídeos cianogênicos em sua composição, pertencendo, dessa forma, ao grupo de plantas classificadas como cianogênicas. Os compostos cianogênicos (linamarina e lotaustralina) por si só não são tóxicos, mas liberam o ácido cianídrico (HCN), responsável pela toxidez, após a ação de enzimas (linamarase).

O tucupi é um coproduto da mandioca, obtido durante a fabricação da farinha. O tubérculo é descascado, higienizado e depois triturado, resultando em uma massa úmida que então é levada a uma prensa, que no processo de fabricação artesanal é um utensilio de palha chamado de tipiti.

Com a prensagem, obtém-se a massa mais seca que será torrada e transformada em farinha e um líquido residual conhecido como manipueira. É da manipueira que se faz a goma (fécula) e tucupi. Para se chegar ao produto final, o tucupi, o líquido passa por um processo de fermentação e cozimento (cocção).

Identidade do produto é mantida após padronização

De sabor e cheiro marcantes, caracteristicamente ácido, o tucupi recebe temperos como alho e ervas aromatizantes regionais, tais como o coentro, chicória e alfavaca, antes de ser comercializado ou utilizado na culinária.

Ao propor uma padronização, enfatiza Ana Vânia, a Embrapa não quer tirar a identidade do produto, mas sim trazer segurança a quem consome e, com isso, agregar valor e abrir a possibilidade de novos mercados.

A especialista defende que o charme do produto é ser artesanal e ter um toque especial, o gosto particular associado a cada fabricante, com os temperos de preferência. “Quando se fala em padronizar, na área de alimentos, é manter um nível mínimo de segurança. O tucupi começa a rodar o mundo e queremos um produto seguro em termos microbiológicos no que se refere a níveis de cianeto”, defende.

No caso do tucupi, destaca Ana Vânia, a pesquisa revelou que os produtos existentes no mercado não têm padrão de fabricação e não há tempo mínimo de fermentação e de cocção. Assim, cada fabricante prepara do seu jeito. Além da análise laboratorial, entrevistas com fabricantes  revelaram que a variação de tempo de fermentação e cozimento era desproporcional, de dez minutos de fervura até o cozimento de duas horas. “Um produto seguro, somado às características marcantes presentes no tucupi, possui potencial para ganhar o mundo”, afirma.

Fabricação em pequena escala ainda é barreira para expansão

Um dos mais conhecidos chefs brasileiros, Alex Atala, se confessa apaixonado pela gastronomia amazônica e tem um interesse especial pelo tucupi, ingrediente que usa em seus pratos e divulga aos colegas de ofício por onde anda.  “O tucupi é bom com tudo, de qualquer jeito, quente, frio, na pimenta. Eu sei que no Pará se usa muito, mas o Brasil ainda desconhece e ainda existe um certo preconceito pelo desconhecimento, mas o tucupi está ganhando cada vez mais espaço no Brasil”, declara o chef.

Para ele, o tucupi pode ganhar o status de “shoyo do novo século”, frase repetida por ele em diversas ocasiões, e várias são as razões para essa afirmação. Ele conta que a comparação do tucupi com o molho de soja tem relação com o potencial de ganhar mercado e ao sabor, pois o produto paraense tem uma nota de sabor ácido muito presente e bastante apreciada principalmente na culinária asiática. “O molho de soja tem uma alta concentração de glutamato monossódico também presente no tucupi naturalmente. É fascinante”, relata.

Uma das barreiras para o produto alcançar seu potencial, analisa o chef, é a escala de fabricação e exportação para outros estados, mas ele lembra que a empresária Joanna Martins, filha do chef paraense Paulo Martins, que abriu a cozinha da Amazônia para o Brasil e o mundo, já consegue fazer com que o tucupi chegue aos chefs de São Paulo e do resto do País.

O sobrenome Martins é conhecido no mercado gastronômico associado ao chef Paulo Martins, idealizador do festival Ver-o-Peso da Cozinha Paraense, que potencializou a difusão da culinária regional durante cerca de 15 anos trazendo para Belém renomados chefs nacionais e internacionais. Após a morte do pai, a empresária Joanna Martins continuou, com a irmã Tânia, no mercado da comida regional.

A empresa de Joanna é uma das únicas no Pará que possui autorização para comercializar para fora do estado produtos alimentícios regionais amazônicos, como o tucupi. Para Joanna, a ausência de uma padronização dificulta a expansão. Ela conta que, como não existe na legislação normatização da composição química, a escolha dos fornecedores é muito cuidadosa e laboratórios particulares são contratados para testar também o teor de cianeto e garantir a segurança do produto comercializado.

“A cadeia da mandioca ainda carece de organização e pesquisa para que os coprodutos possam ganhar mercado. O trabalho da Embrapa é um alento, pois a regularização vai trazer desenvolvimento, emprego e renda ao setor”, enfatiza.

Em busca da qualidade e da rastreabilidade

Na Embrapa Amazônia Oriental, o trabalho foi desenvolvido pelas pesquisadoras Ana Vânia Carvallho e Rafaella de Andrade Mattietto, juntamente com a bolsista Ana Paula Rocha Campos, resultando em diversas publicações técnicas e uma tese de mestrado.

A Embrapa espera que o resultado da pesquisa possa servir de embasamento para que os órgãos reguladores estabeleçam um padrão mínimo de comercialização, facilitando a inserção no mercado nacional de produtos artesanais.

E exatamente por ser eminentemente artesanal, não há dados de quanto tucupi se produz ou se comercializa no estado, mas o produto é facilmente encontrado nas feiras e mercados ou, ainda, como ingrediente em pratos típicos em restaurantes e nas tradicionais barraquinhas de comida de rua, comuns nas esquinas e praças da capital e das principais cidades do Pará.

Para garantir a qualidade e rastreabilidade dos ingredientes das comidas típicas que comercializa, o microempresário Daniel Mendonça de Souza passou a fabricar seu próprio tucupi e até a plantar as hortaliças utilizadas. Há mais de 30 anos no ramo como “tacacazeiro”, como são chamados no Pará, Daniel chega a produzir mil litros de tucupi por semana.

Ele explicou que o produto feito por ele fermenta por 12 horas e em seguida é levado aos caldeirões para cozinhar por até quatro horas seguidas. “Sei dos riscos, por isso cozinho muito bem para fornecer um produto saudável e com a cara do Pará”, garante.

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