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Marabá

Correias Mercúrio inaugura fábrica oficialmente em encontro privativo com os meios de comunicação

A indústria já funciona há um ano com a fabricação de correias transportadoras e viu no Pará o Estado propício para instalar sua segunda unidade

Por Eleutério Gomes – de Marabá

Aconteceu na tarde desta terça-feira (3), no Distrito Industrial de Marabá, a inauguração oficial da fábrica das Correias Mercúrio, privativa para os meios de comunicação locais, durante coletiva e visita à linha de produção. Amanhã, quarta-feira (4), a cerimônia se repete, mas somente para convidados. A indústria, que já funciona há um ano, é líder absoluta no mercado brasileiro, na fabricação de correias, tem 72 anos de fundação, nasceu em Jundiaí (SP) e, em Marabá, fez um investimento de R$ 100 milhões. Trata-se da primeira fábrica de correias transportadoras do Norte do Brasil, e, devido à alta demanda, funciona em três turnos para atender a mais de 40 segmentos da indústria nesta região e no Nordeste do País.

A formação de mão de obra é local, foi feita em parceria com o Senai (Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial), no curso de tecnologia de borracha e hoje gera 200 empregos diretos e indiretos. No momento, está em fase de implantação e testes uma unidade de preparo de compostos de borracha, que deve gerar mais 120 postos de trabalho.

Durante explanação aos jornalistas, o presidente da Mercúrio, Ivan Ciruellos, disse que o atrativo para que a indústria investisse no Pará foi o potencial de desenvolvimento desta região, sobretudo pelo ciclo ainda muito voltado para a extração mineral.

Sobre o composto de borracha, ele disse que não estava previsto na planta original, mas vai trazer ainda mais empregos, investimentos, qualificação e garantir aos clientes a entrega dos produtos no prazo acordado, porque a Mercúrio não vai ter de trazer esse composto preparado no Sul e no Sudeste do País.

A conselheira e acionista da Correias Mercúrio, Cristina Kawall, lembrou que a indústria nasceu pelas mãos dos pais dela e de outros três irmãos, em 1945, no pós-Segunda Grande Guerra, quando o mundo estava em crise, e mesmo assim deu certo. Em seguida, disse que agora, com o país em plena crise, a família resolveu repetir a façanha e decidiu construir uma indústria aqui, para atender à demanda local.

“O país está em crise e a gente resolve fazer um investimento dessa monta e numa região em que as pessoas perguntam sempre: ‘Por que no Pará?’ e eu gosto de responder ‘Por que não no Pará?’”. Ela ponderou que, pelo tamanho do Brasil, não se pode concentrar tudo no Sul e no Sudeste do país: “Então, só existe o caminho que já está pronto? Só existe a solução que alguém já acenou para você que seria a boa? Não é essa a tradição da nossa família. A
gente é movido a desafio e é um orgulho ver que esse desafio foi concluído com tamanho êxito com resultado tão bom”.

Ao responder as perguntas dos jornalistas, Ivan e Cristina afirmaram que 95% da mão de obra que trabalha na Correias Mercúrio é de Marabá e cidades vizinhas; disseram que o maior segmento que hoje compra deles é o mineral, sobretudo com a cadeia de minério de ferro, com uma demanda de 65%; afirmaram que o faturamento previsto é de R$ 80 milhões por ano e que isso representa um recolhimento de ICMS entre R$ 8 milhões e R$ 10 milhões anualmente.

Após a coletiva, os jornalistas visitaram as instalações da indústria, mas não puderam fazer imagens, por se tratar de
segredo industrial. Apenas as bobinas de correias já prontas foram liberadas para filmagem ou fotografia.

Comércio

Definida área onde funcionará o camelódromo de Marabá

Reunião hoje definiu amplo local na Getúlio Vargas, o qual estará pronto até o final do ano. Prefeito não concordou com o retorno dos vendedores à avenida

Por Eleutério Gomes – de Marabá

Como havia antecipado o Blog, na manhã desta quarta-feira (20), aconteceu reunião entre comissão de vereadores da Câmara Municipal de Marabá, representantes dos comerciantes removidos da Avenida Getúlio Vargas, na Marabá Pioneira, há cerca de 15 dias, e o prefeito Sebastião Miranda Filho (PTB). O objetivo foi definir para onde serão realocados os vendedores, que ocupavam a via pública havia mais de 30 anos e que hoje estão na Praça Duque de Caxias, onde dizem que amargam prejuízos devido à queda nas vendas.

O prefeito já havia anunciado que estava providenciando a urbanização de um local para que a feira ficasse definitivamente, mas os mais de 100 comerciantes queriam retornar à Getúlio Vargas, até essa área fosse encontrada.

Porém, na reunião de hoje ficou definido pelo prefeito, com a aquiescência de todas as partes envolvidas, que a feira ficará mesmo na praça até o final deste ano, prazo que Tião Miranda estabeleceu para que o novo espaço seja preparado.

A nova área também fica na Avenida Getúlio Vargas, entre a Avenida Antônio Maia e a Rua Sete de Junho, e é composta por dois grandes terrenos, onde funcionavam a loja Rio Importados e a Casa da Piscina.

O prefeito disse que chegou ao fim a época em que Marabá ficava nas calçadas. Afirmou que em lugar algum do mundo não acontece mais isso. “Nosso desenvolvimento tem que ser planejado”, argumentou.

Após essas definições, o vereador Márcio do São Félix, líder do governo na Câmara Municipal, sugeriu que de hoje em diante nenhum vendedor mais fosse cadastrado na feira, como forma de evitar a aproximação de aproveitadores.

Além da comissão de feirantes, estiveram na reunião os vereadores: Pastor Ronisteu Araújo, Irismar Melo, Ilker Moraes, Marcelo Alves, Nonato Dourado, Márcio do São Félix e Pedro Corrêa, presidente da CMM.

(Foto/Anderson Damasceno)
Marabá

Vereadores criticaram a remoção de barracas do comércio informal das ruas da cidade

Prefeitura explica, em nota, que ações são para coibir a posição ilegal de quiosques em praças públicas de forma irregular

Por Eleutério Gomes – de Marabá

Na sessão desta terça-feira (29), da Câmara Municipal de Marabá, um dos assuntos de maior destaque foi a demolição de barracas de comércio informal das ruas da cidade. A remoção vem sendo realizada pela Diretoria de Postura da prefeitura, sempre à noite, e tem gerado muitas queixas e reclamações dirigidas aos vereadores, pelas pessoas que vivem dessa atividade, centenas delas vítimas do desemprego.

A vereadora Priscilla Veloso (PTB) foi a primeira a levantar o assunto, afirmando que a explicação da prefeitura é de que essas barracas estão ocupando espaços irregulares. Ela questionou ainda que o desmonte esteja sendo feito à noite, mas disse entender que a administração, agindo assim, queira evitar maiores atritos. Porém, alertou que, para a maioria desses trabalhadores, aquele pequeno comércio é o único meio de sobrevivência das famílias.      

O vereador Marcelo Alves dos Santos (PT) disse que, antes de remover as instalações desses trabalhadores, a prefeitura deveria chamá-los para uma reunião e, pelo menos, destinar um local para que possam continuar ganhando a vida. Alves afirmou ainda que é preferível ver essas pessoas trabalhando dessa forma a vê-las passando necessidade. “Já imaginou se a prefeitura retirar mesmo todas essas barracas que estão em vários locais da cidade? Muita gente vai ficar sem o sustento”.

Fizeram coro a Marcelo Alves os vereadores Pedro Corrêa Lima (PTB), presidente da Casa, Irismar Melo (PR), Ilker Morais (PHS), Priscilla Veloso (PTB) e a vereadora Cristina Mutran (PMDB), entre outros.

O coordenador de Postura da prefeitura, Túlio Rosemiro Pereira esteve na sessão, sendo, inclusive, convidado a fazer parte da Galeria de Honra, mas, retirou-se antes que os pronunciamentos começassem.

Nota

Em nota emitida na última semana, a Assessoria de Comunicação da prefeitura afirma que Departamento de Postura da Prefeitura de Marabá “está agindo em toda a cidade para coibir o posicionamento ilegal de quiosques fixados em praças públicas de forma irregular, assim como placas colocadas sem autorização do poder público e comércios ilegais funcionando sem alvará e sem pagamento dos devidos tributos que autorizam a operação”. Mais adiante, explica que essas ações são sempre precedidas de notificações.

Cosanpa

Outro assunto levado a plenário foram as constantes falhas no abastecimento de água na cidade, como aconteceu de sexta-feira a domingo últimos, quando cerca de 100 mil domicílios ficaram sem o líquido nas torneiras, por defeito simultâneo nas quatro bombas de sucção da Cosanpa (Companhia de Saneamento do Pará).

O vereador Ilker Moraes Ferreira (PHS) fez duras críticas estatal e disse que a companhia de água e esgoto trabalha corretamente no atendimento à população “ou passa em frente”. As palavras dele foram endossadas pelo colega Gilson Dias Cardoso (PCdoB), o qual disse que “a Cosanpa não tem compromisso com Marabá”.

Tucupi

Pesquisa da Embrapa-PA estabelece protocolo de segurança para a fabricação de tucupi

A pesquisa apresenta ainda mais importância, pois o produto começa a conquistar paladares fora da região Norte e já é conhecido como um dos carros-chefes da culinária amazônica.

Chamado de “shoyo do novo século”, o tucupi é um líquido de cor amarela, coproduto da mandioca, típico da rica e exótica gastronomia amazônica. É feito de maneira artesanal, tendo como matéria-prima a mandioca ou mandioca-brava, tubérculo que ganhou essa definição de “brava” por apresentar altos índices de ácido cianídrico (HCN) em sua composição, ou seja, um veneno conhecido como cianeto.

Para garantir a segurança microbiológica e toxicológica do produto, pesquisadores da Embrapa Amazônia Oriental (PA) estabeleceram um protocolo com as diretrizes básicas à padronização da produção do tucupi, definindo critérios no processo de fabricação do líquido.

De acordo com a pesquisadora Ana Vânia Carvalho, uma das autoras do trabalho, o resultado da pesquisa indica que, para ser segura ao consumo humano, a iguaria amazônica precisa passar por 24 horas de fermentação e 40 minutos de cocção. “Se não for processado de maneira adequada, o tucupi pode apresentar níveis elevados de HCN e, consequentemente, riscos ao consumo humano”, alerta.

A cientista esclarece, no entanto, que não é preciso deixar de consumir o produto, que faz parte da cultura alimentar do amazônida, porém frisa que alguns cuidados no preparo devem ser tomados e dá uma dica importante: “ao levar o produto para casa, o consumidor deve ferver o líquido por 40 minutos e, depois, acrescentar água, para completar o que foi reduzido com o cozimento, caso necessário”, recomenda.

A pesquisa apresenta ainda mais importância, pois o produto começa a conquistar paladares fora da região Norte e já é conhecido como um dos carros-chefes da culinária amazônica, que está sob constante holofote da mídia e no radar de chefs nacionais e internacionais. A iguaria é indispensável, por exemplo, aos tradicionais pato no tucupi e tacacá.

O produto final, elaborado a partir do chamado “parâmetro ótimo” de processamento, se apresentou condizente ao padrão de identidade e qualidade do tucupi estipulado pela Agência de Defesa Agropecuária do Pará (Adepara), órgão estadual que regulamenta a fabricação e comercialização dos produtos de origem animal e vegetal no estado, além de níveis microbiológicos e de toxidade seguros. A legislação, no entanto, não determina os índices de ácido cianídrico para a comercialização do produto.

De acordo com Ana Vânia, o trabalho de pesquisa teve diversas etapas, que envolveram desde a análise de amostras de tucupi comercializado nas feiras e supermercados da capital paraense e entrevistas com produtores artesanais, até o planejamento experimental, no qual o processo de fabricação foi reproduzido em laboratório para se chegar aos parâmetros estabelecidos como seguros. “Testes sensoriais para garantir o sabor característico do tucupi e o tempo de prateleira também foram observados”, explica.

Riscos

Para entender os riscos e o que isso representa, é necessário conhecer o processo de fabricação e o tubérculo que dá origem ao tucupi. A mandioca (Manihot esculenta Crantz) é uma raiz que apresenta glicosídeos cianogênicos em sua composição, pertencendo, dessa forma, ao grupo de plantas classificadas como cianogênicas. Os compostos cianogênicos (linamarina e lotaustralina) por si só não são tóxicos, mas liberam o ácido cianídrico (HCN), responsável pela toxidez, após a ação de enzimas (linamarase).

O tucupi é um coproduto da mandioca, obtido durante a fabricação da farinha. O tubérculo é descascado, higienizado e depois triturado, resultando em uma massa úmida que então é levada a uma prensa, que no processo de fabricação artesanal é um utensilio de palha chamado de tipiti.

Com a prensagem, obtém-se a massa mais seca que será torrada e transformada em farinha e um líquido residual conhecido como manipueira. É da manipueira que se faz a goma (fécula) e tucupi. Para se chegar ao produto final, o tucupi, o líquido passa por um processo de fermentação e cozimento (cocção).

Identidade do produto é mantida após padronização

De sabor e cheiro marcantes, caracteristicamente ácido, o tucupi recebe temperos como alho e ervas aromatizantes regionais, tais como o coentro, chicória e alfavaca, antes de ser comercializado ou utilizado na culinária.

Ao propor uma padronização, enfatiza Ana Vânia, a Embrapa não quer tirar a identidade do produto, mas sim trazer segurança a quem consome e, com isso, agregar valor e abrir a possibilidade de novos mercados.

A especialista defende que o charme do produto é ser artesanal e ter um toque especial, o gosto particular associado a cada fabricante, com os temperos de preferência. “Quando se fala em padronizar, na área de alimentos, é manter um nível mínimo de segurança. O tucupi começa a rodar o mundo e queremos um produto seguro em termos microbiológicos no que se refere a níveis de cianeto”, defende.

No caso do tucupi, destaca Ana Vânia, a pesquisa revelou que os produtos existentes no mercado não têm padrão de fabricação e não há tempo mínimo de fermentação e de cocção. Assim, cada fabricante prepara do seu jeito. Além da análise laboratorial, entrevistas com fabricantes  revelaram que a variação de tempo de fermentação e cozimento era desproporcional, de dez minutos de fervura até o cozimento de duas horas. “Um produto seguro, somado às características marcantes presentes no tucupi, possui potencial para ganhar o mundo”, afirma.

Fabricação em pequena escala ainda é barreira para expansão

Um dos mais conhecidos chefs brasileiros, Alex Atala, se confessa apaixonado pela gastronomia amazônica e tem um interesse especial pelo tucupi, ingrediente que usa em seus pratos e divulga aos colegas de ofício por onde anda.  “O tucupi é bom com tudo, de qualquer jeito, quente, frio, na pimenta. Eu sei que no Pará se usa muito, mas o Brasil ainda desconhece e ainda existe um certo preconceito pelo desconhecimento, mas o tucupi está ganhando cada vez mais espaço no Brasil”, declara o chef.

Para ele, o tucupi pode ganhar o status de “shoyo do novo século”, frase repetida por ele em diversas ocasiões, e várias são as razões para essa afirmação. Ele conta que a comparação do tucupi com o molho de soja tem relação com o potencial de ganhar mercado e ao sabor, pois o produto paraense tem uma nota de sabor ácido muito presente e bastante apreciada principalmente na culinária asiática. “O molho de soja tem uma alta concentração de glutamato monossódico também presente no tucupi naturalmente. É fascinante”, relata.

Uma das barreiras para o produto alcançar seu potencial, analisa o chef, é a escala de fabricação e exportação para outros estados, mas ele lembra que a empresária Joanna Martins, filha do chef paraense Paulo Martins, que abriu a cozinha da Amazônia para o Brasil e o mundo, já consegue fazer com que o tucupi chegue aos chefs de São Paulo e do resto do País.

O sobrenome Martins é conhecido no mercado gastronômico associado ao chef Paulo Martins, idealizador do festival Ver-o-Peso da Cozinha Paraense, que potencializou a difusão da culinária regional durante cerca de 15 anos trazendo para Belém renomados chefs nacionais e internacionais. Após a morte do pai, a empresária Joanna Martins continuou, com a irmã Tânia, no mercado da comida regional.

A empresa de Joanna é uma das únicas no Pará que possui autorização para comercializar para fora do estado produtos alimentícios regionais amazônicos, como o tucupi. Para Joanna, a ausência de uma padronização dificulta a expansão. Ela conta que, como não existe na legislação normatização da composição química, a escolha dos fornecedores é muito cuidadosa e laboratórios particulares são contratados para testar também o teor de cianeto e garantir a segurança do produto comercializado.

“A cadeia da mandioca ainda carece de organização e pesquisa para que os coprodutos possam ganhar mercado. O trabalho da Embrapa é um alento, pois a regularização vai trazer desenvolvimento, emprego e renda ao setor”, enfatiza.

Em busca da qualidade e da rastreabilidade

Na Embrapa Amazônia Oriental, o trabalho foi desenvolvido pelas pesquisadoras Ana Vânia Carvallho e Rafaella de Andrade Mattietto, juntamente com a bolsista Ana Paula Rocha Campos, resultando em diversas publicações técnicas e uma tese de mestrado.

A Embrapa espera que o resultado da pesquisa possa servir de embasamento para que os órgãos reguladores estabeleçam um padrão mínimo de comercialização, facilitando a inserção no mercado nacional de produtos artesanais.

E exatamente por ser eminentemente artesanal, não há dados de quanto tucupi se produz ou se comercializa no estado, mas o produto é facilmente encontrado nas feiras e mercados ou, ainda, como ingrediente em pratos típicos em restaurantes e nas tradicionais barraquinhas de comida de rua, comuns nas esquinas e praças da capital e das principais cidades do Pará.

Para garantir a qualidade e rastreabilidade dos ingredientes das comidas típicas que comercializa, o microempresário Daniel Mendonça de Souza passou a fabricar seu próprio tucupi e até a plantar as hortaliças utilizadas. Há mais de 30 anos no ramo como “tacacazeiro”, como são chamados no Pará, Daniel chega a produzir mil litros de tucupi por semana.

Ele explicou que o produto feito por ele fermenta por 12 horas e em seguida é levado aos caldeirões para cozinhar por até quatro horas seguidas. “Sei dos riscos, por isso cozinho muito bem para fornecer um produto saudável e com a cara do Pará”, garante.

Agricultura

Produção agrícola de Parauapebas ainda é insuficiente para atender consumo local

O prefeito Darci Lermen disse no início do seu governo que pretende investir na produção rural do município com o objetivo de fortalecer o segmento e de o consolidar como uma das matrizes econômicas de Parauapebas.

A dependência econômica da mineração em Parauapebas é um assunto bastante lembrado pelos políticos em geral, porém, são raras as ações concretas no sentido de fomentar novas matrizes econômicas. A produção rural é apontada por muitos como um segmento potencial, que pode contribuir para o desenvolvimento econômico do município.

O atual prefeito, Darci Lermen disse no início do seu governo que pretende investir na produção rural do município com o objetivo de fortalecer o segmento e de o consolidar como uma das matrizes econômicas de Parauapebas.

Nesta sexta-feira (28) é comemorado o Dia do Agricultor, data sugestiva para se falar sobre como anda um dos pilares da produção rural no município, a produção agrícola.

De acordo com um representante da rede de supermercado Hipersena, apenas 15% do que é comercializado nas unidades da empresa é comprado dos produtores rurais locais, o restante vem de Goiânia e de Petrolina, no Pernambuco. O diretor de operações do Atacadão Macre, Gilberto Menezes, disse que a rede compra dos produtores rurais locais hortaliças diversas, frutas e verduras. Ele aponta algumas dificuldades encontradas na aquisição de produtos locais.

“Compramos de fora o que não é produzido aqui, como a uva, por exemplo. Mas, mesmo os produtos que as condições climáticas favorecem a sua produção local, como a banana, o maracujá, o limão, entre outros, não há, por parte dos produtores, frequência, não tem produção o ano inteiro”, relata Gilberto Menezes apontando também que nem sempre os produtos têm a qualidade que a rede prima por ofertar aos seus clientes.

O agricultor Francisco Nunes Pereira, que tem uma propriedade pequena perto da zona urbana da cidade e trabalha no ramo desde 87, diz que já vendeu para grandes supermercados de Parauapebas, mas não conseguiu manter o ritmo de produção e nem a qualidade do produto. “Eu vendi mamão para os supermercados por um bom tempo, mas deu um amarelão neles e eu não consegui mais recuperar”, disse o agricultor, que hoje comercializa seus produtos apenas no Centro de Abastecimento de Parauapebas (CAP) e no Mercado Municipal. Ao ser perguntado se haveria motivos para comemorar o Dia do Agricultor, seu Francisco Nunes relatou seu anseio.

“Infelizmente nossa classe tem pouco o que comemorar. Meu sonho é ver a Feira do Produtor (atual CAP) funcionando igual antigamente, quando a gente vendia barato e as pessoas nos procuravam. Hoje, lá no CAP, não é do mesmo jeito, eu vendo toda a minha produção por que sou eu quem planto e colho, por isso consigo fazer um preço bom. Vendo mamão, macaxeira, por R$ 2,00 o quilo. Lá no CAP tem muito atravessador e poucos agricultores, isso afasta os clientes. Um dia fui comprar uma batata doce e o preço lá era R$ 4,00. Preferi comprar no supermercado que tava de R$ 2,50”, relatou o agricultor.

Solicitamos uma nota para a Assessoria de Comunicação da Prefeitura e também enviamos uma mensagem ao secretário de produção rural do município solicitando algumas informações como: qual a quantidade aproximada de agricultores da cidade? Que produtos têm maiores índices de produção no município? Por que a produção rural do município ainda é insuficiente para atender a demanda local e quais ações a Prefeitura tem feito no sentido de fomentar esse segmento? Até o fechamos desta matéria as informações ainda não tinham chegado ao Blog.

Marabá

ATUALIZADO – Corpo de Demétrius Ribeiro está sendo velado no Parque das Flores, em Marabá

Família está decidindo se o sepultamento ocorrerá em Marabá ou em Imperatriz (MA)

Começou às 17h, no Cemitério Parque das Flores, Km 5,5 da Rodovia Transamazônica, sentido Itupiranga, o velório do corpo do empresário Demétrius Fernandes Ribeiro, 61 anos, executado na manhã desta sexta-feira (21). No início da tarde, o IML de Marabá expediu o laudo da necropsia. O documento aponta que Ribeiro levou 12 tiros, 11 do lado esquerdo do peito e um no pescoço. As balas provavelmente são de pistola calibre 380, cujas cápsulas foram encontradas no local do crime.

O corpo do empresário será sepultado em Marabá mesmo, no Parque das Flores, às 9 horas. A princípio, cogitou-se fazer o traslado para sepultamento em Imperatriz (MA), onde ele viveu por muito tempo. Demétrius era natural de Tumtum, também no Maranhão.

Ele foi morto por volta das 8h30, no carro que dirigia, ao lado da mulher, Ielma Silva, que não saiu ferida, quando dois homens em uma motocicleta encostaram no veículo e dispararam a saraivada de balas.

Demétrius deixa viúva Ielma Silva e órfãos de pai seis filhos, três do primeiro casamento, dois do segundo e um do último.

Manifestação

Passeata paralisou por algumas horas Centro Comercial da Marabá Pioneira, mas não houve greve geral

Aproximadamente 850 militantes de sindicatos, partidos de esquerda, movimentos sociais e centrais de trabalhadores protestaram contra o Governo Temer

Por Eleutério Gomes – de Marabá

A não ser pela paralisação no expediente interno de algumas agências bancárias e pela passeata organizada por sindicatos, centrais de trabalhadores, partidos de esquerda e movimentos sociais, Marabá funcionou normalmente nesta sexta-feira (3), dia de greve geral em muitas cidades do País, em protesto contra o Governo Temer e contra as reformas trabalhistas e da previdência social. Secretarias municipais funcionaram sem alterações, assim como órgãos do governo do Estad0. Na esfera federal, poucas repartições e as instituições de ensino paralisaram as atividades. Comércio, indústria, setor de serviços, casas de saúde e transporte público também não aderiram à greve.

De acordo com o professor universitário Rigler Aragão, um dos organizadores da manifestação, aproximadamente 850 pessoas participaram da passeata, que se iniciou logo cedo, com concentração em frente ao Estádio Municipal “Zinho Oliveira”, no Núcleo Pioneiro, e, por volta das 9h seguiu pela Avenida Antônio Maia, principal via do comércio, ocupando a pista no sentido Nova Marabá.

Depois, por volta das 10h, os manifestantes fecharam o bambuzal de acesso ao Núcleo Pioneiro, permanecendo assim por cerca de uma hora, o que provocou protestos de condutores e passageiros de ônibus, mototáxis e táxis-lotação. Às 11h a passeata seguiu rumo ao Núcleo Cidade Nova, onde ocupou uma das pistas da ponte do Rio Itacaiúnas, se dispersando logo após o meio-dia. A manifestação não teve o acompanhamento da Polícia Militar, DMTU ou Guarda Municipal.

Comércio

Basa disponibiliza mais de R$ 90 milhões para investimentos na região de Carajás

A Instituição realizou visita à Parauapebas na última sexta-feira (26) para apresentar suas propostas de crédito ao empresariado local

Grandes e pequenos empreendedores, na zona urbana ou rural, podem contar com linhas de créditos facilitadas pelo Banco da Amazônia (Basa), por meio do Fundo Constitucional do Desenvolvimento do Norte (FNO). A instituição financeira está realizando uma série de visitas aos municípios pólos da Região Norte para apresentar as propostas de crédito: é a ROTA do FNO.

Parauapebas foi o décimo primeiro município que recebeu a caravana da ROTA do FNO, o evento contou com a parceria da Prefeitura e ocorreu no auditório do Centro Administrativo, nesta sexta-feira (26). Entre outras destinações, o crédito pode ser disponibilizado para a aquisição de máquinas e equipamentos, custeio ou capital de giro, com uma margem de juros baixa – dependendo da opção, pode chegar à 0,53% ao ano.

De acordo com Luiz Sampaio, diretor comercial do Basa, são 90 milhões de reais de investimentos destinados às cidades de Parauapebas, Canaã dos Carajás, Curionópolis e Eldorado dos Carajás. “Sei que muitos estão temerosos em investir, mas temos dados que apontam para um novo aquecimento na economia, tanto que vamos criar uma nova superintendência do Basa só para atender a região sul e sudeste do Pará”, adiantou o representante do banco.

O empresariado local compareceu em peso ao evento e saiu satisfeito, não só com as facilidades de crédito apresentadas pela instituição financeira, mas também com as notícias compartilhadas pelo prefeito de Parauapebas, Darci Lermen, sobre as ações locais para o desenvolvimento da economia.

“Tudo isso é muito bom, sou cliente do Basa há 17 anos e 98% da minha movimentação financeira é toda por lá. Fiquei também muito satisfeito em ouvir do prefeito os investimentos e ações para as áreas de turismo e formação superior. Precisamos reagir, nossa cidade tem potencial”, disse o pecuarista Magliano Baesse Carvalho, um dos clientes que assinou contrato de financiamento com a Basa, durante o evento.

As dificuldades enfrentadas pelos empresários do município também foram destacadas durante o evento. “Nossos colegas empresários estão pedindo socorro; pessoas competentes, que estão no mercado há anos, estão com suas empresas quebrando”, relatou Leonardo Pinheiro, que representou a Associação Comercial e Industrial em Parauapebas (ACIP), durante o evento.

Cenário com boas perspectivas

Darci Lermen apresentou uma série de possibilidades de desenvolvimento da economia local em seu discurso e elencou algumas ações que a gestão municipal tem realizado no sentido de diversificar a economia e de reaquecer o movimento no mercado local. “Temos que fazer um pacto por essa cidade, precisamos nos unir”, declarou o prefeito, deixando os empresários animados quando informou que, dentro de poucos dias, mais de R$ 30 milhões estarão nas mãos dos professores da rede pública, graças ao repasse de verbas da educação, conquistado depois de um processo judicial.

“Quase 100 mil metros cúbicos de madeira estão se estragando em Carajás. Com essa quantidade, é possível o pessoal do Pólo Moveleiro trabalhar por uns 10 anos, gerando emprego e renda, por isso estamos lutando para conseguir esse matéria-prima junto à Vale; temos um potencial turístico enorme: são 111 mil hectares de floresta, com cavernas, cachoeiras, temos aldeias indígenas, águas termais; o porto-seco também é outro foco de trabalho nosso, em junho faremos a primeira visita; vamos contar com o apoio do ministro Helder Barbalho para asfaltar até as Quatro Bocas, o que vai possibilitar a implantação de frigorífico; temos o projeto da Orla, os consultores contratados pelo BID já estão em nossa cidade, é uma obra de 400 milhões de reais; na agricultura familiar, estamos implantando 140 pastos rotacionados, para o pequeno produtor trabalhar com o leite, temos um laticínio subutilizado na Estação do Conhecimento, na Apa, precisamos investir lá; até o final do ano, Parauapebas contará com um curso de medicina, de uma faculdade particular, e estamos avançando para a implantação do Campus da UEPA, que foi iniciado na gestão anterior”, acrescentou Darci Lermen.

Seguindo a “Rota do FNO”

A Rota do FNO é uma ação promovida pela área comercial do Banco da Amazônia e que objetiva dinamizar a aplicação do FNO através da divulgação das linhas de crédito de forma próxima aos empreendedores de todos os portes e segmentos da cadeia produtiva.

Assim, foi traçado um percurso e cronograma de realização dos eventos que ocorrerão em 25 municípios pólos de toda a Região Norte, abrangendo os Estados do Pará, Amapá, Rondônia, Tocantins, Amazonas, Roraima e Acre. Na oportunidade, serão apresentadas as linhas de financiamentos disponíveis para fomentar os negócios do empreendedor individual, agricultor familiar, produtor rural, micro e pequena empresa, bem como a média e grande empresa, e com destaque para as contratações destinadas ao custeio agrícola e pecuário, capital de giro e aquisição de máquinas e equipamentos, utilizando a metodologia de crédito pré-aprovado.

Para atender toda demanda existente, o Banco da Amazônia dispõe de R$4,6 bilhões de recursos do FNO para o ano de 2017, e quem participar da Rota do FNO irá conhecer o diferencial do Banco da Amazônia que são suas linhas de crédito, tanto comercial e de fomento. Terá a oportunidade de conhecer também sobre às condições de acesso ao FNO, linhas de crédito com prazos, limites e encargos financeiros diferenciados. Além disso, conhecerá sobre os benefícios da Lei 13.340 que informa sobre soluções para liquidar ou renegociar suas dívidas, com descontos de até 85%.

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