Internet de qualidade é WKVE Liga você ao mundo!
Estatísticas

Número de passageiros no Aeroporto de Marabá despenca 27% em 2016

Um levantamento feito pelo Ministério do Turismo no ano passado constatou que o avião é o meio de transporte preferido dos turistas.

Por Ulisses Pompeu – de Marabá

O número de passageiros transportados que passaram pelo Aeroporto de Marabá, João Correa da Rocha, em 2016 apresenta queda de 27% neste ano, quando comparado a 2015. Segundo a estatística da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), até novembro deste ano passaram 287.375 passageiros, contra 397.175 em todo o ano de 2015 (este ano ainda falta contabilizar dezembro).

O número de aeronaves em trânsito teve queda maior ainda — 38,42%. Foram 7.621 aviões e helicópteros que passaram pelo terminal que serve a Marabá e diversos municípios da região, contra 12.375 em 2015. A crise é o principal fator na queda verificada neste ano na Rede Infraero.

O recorde histórico de número passageiros desde 2011 é de 47.462 passageiros, ocorrido no mês de maio de 2013. Naquele ano, a aviação alcançou crescimento de 22,12%, empolgando as companhias aéreas naquele momento. Gole TAM duplicaram seus voos para Marabá e a Azul também veio conhecer os céus da cidade.

Mas este não foi o melhor ano. Em 2014, a média de passageiros aumentou bastante, mas caiu em 2015 e despencou em 2016, fazendo com que a Gol diminuísse uma rota para este município. Foi também deste ano que a Sete deixou de operar suas linhas regionais e até mesmo retirou toda sua estrutura do Aeroporto de Marabá.

O ano de 2016 precisa acabar logo para as companhias aéreas. A série histórica prova que este foi o pior ano na década, com a média mês de 26.125 passageiros por mês.

O volume de cargas também despencou. Em 2016 – até novembro, passaram pelo aeroporto de Marabá pouco mais de 900 mil quilos contra 1.618.639 quilos do mesmo período do ano passado. Em 2011, quando o volume de cargas bateu o recorde nos últimos seis anos, a média de cargas por dia era de 7.204 quilos e de lá para cá nunca foi inferior a 4.400 quilos. Até novembro de 2016 a média era de 2.649 quilos.

Outro fato preocupante é que a licitação realizada este ano para que uma empresa construísse e administrasse um hotel nas dependências do Aeroporto de Marabá acabou esvaziada. Nenhuma empresa no circuito nacional resolveu comparecer. A mesma coisa para a gestão do estacionamento do local.

A situação preocupante nos aeroportos de todo o País começou a se alterar no segundo semestre do ano passado. Até o primeiro semestre, embora a crise já estivesse em cena, os aeroportos brasileiros ainda não sentiam tanto a crise. De janeiro a junho de 2015, os brasileiros tiveram 107,7 milhões de embarques e desembarques, o melhor resultado da série histórica, segundo dados divulgados pela Secretaria de Aviação Civil.

Um levantamento feito pelo Ministério do Turismo no ano passado constatou que o avião é o meio de transporte preferido dos turistas.

Sem licitação, Banco do Brasil ganha contrato com Prefeitura de Marabá e pagará R$ 15 milhões para ter a Folha de Pagamento

Ulisses Pompeu – de Marabá

A Prefeitura de Marabá vai vender, mais uma vez, os direitos de processamento da folha de pagamento dos servidores municipais ao Banco do Brasil, agora por R$ 15 milhões. O banco será responsável por fazer o depósito do salário de 9.702 funcionários ativos, mais inativos durante 60 meses (cinco anos), podendo ser prorrogado por mais um ano.

A contratação do serviço de banco é para recolhimento de tributos, impostos, taxas, dívida ativa e demais receitas públicas devidas à municipalidade, processamento de toda a folha de pagamento, disponibilização dos contracheques e utilização do banco de preços para realização de pregões e outros serviços bancários.

O Banco do Brasil ganhou o direito de pagar a folha não através de licitação, como ocorre em outras partes do País. Esse serviço é operado pelo BB há mais de 20 anos em Marabá, sempre gerando dividendos para o município. O contrato em vigor expira agora no final de dezembro, segundo apurou a Reportagem.

O secretário municipal de Administração, Ademir Martins, informou que não tinha detalhes do contrato com o Banco do Brasil. Outra fonte do blog dentro da Prefeitura disse que não tem certeza se a renovação do contrato com o banco sai ainda este ano, mas caso isso ocorra, a administração atual só pode ter acesso a 50% do valor total, ou seja, R$ 7,5 milhões. “O banco não libera mais todo o recurso, pois o TCU (Tribunal de Contas da União) não permite que se pague o valor total no final de um governo. Se entrar esse ano, será só 50% e o restante na gestão do Tião Miranda”, explicou o informante, que pediu reserva de seu nome.

Mesmo assim, esse seria um valor bastante razoável para uma prefeitura como Marabá, que está com dificuldades de fazer caixa para pagar a folha de pagamento de novembro, dezembro e ainda o décimo terceiro salário. No mês de novembro, a Folha de Pagamento bruta da Prefeitura ficou em R$ 26.007.507,93.

Todos os servidores da Prefeitura, teoricamente, recebem via Banco do Brasil. Todavia, há a opção de fazer uma conta-salário em outro banco por causa da lei da portabilidade, onde o valor de pagamento é repassado automaticamente à instituição financeira de preferência do trabalhador.

O Banco do Brasil ganha bastante mantendo as contas da prefeitura em suas agências. Além de taxas cobradas no dia a dia, o banco também fatura alto com empréstimos consignados e uso de limite da conta por parte de milhares de servidores municipais.

O edital de Dispensa de Licitação foi publicado no Diário da Famep (Federação das Associações dos Municípios do Estado do Pará) pela Comissão de Licitação da Prefeitura.

O grande questionamento que se faz neste momento é: por que não foi feita licitação desse serviço, como ocorre em cidades do porte de Marabá para cima? É importante frisar que Caixa Econômica, Bradesco e Itaú têm condições de pagar a folha da Prefeitura e gerenciar outros serviços.

Para questionar esse assunto, a Reportagem procurou o secretário municipal de Finanças, George Hiroshy Acácio, mas ele informou que não sabia de nada sobre a renovação desse contrato. O presidente da Comissão Permanente de Licitação Chardes Chaves dos Santos, também procurado, afirmou que não passaria nenhuma informação por telefone e convidou o repórter a ir à sede da Sevop na manhã desta quarta-feira, 21, que ele passaria todas as informações. Todavia, não apenas ele não compareceu como não atendeu mais as ligações.

A Assessoria de Comunicação da Prefeitura também foi procurada, e Eleutério Gomes informou que o prefeito João Salame iria enviar uma nota para esclarecer por que não houve processo de licitação para esse serviço. Todavia, até o momento da publicação a nota não chegou ao blog.

Congem não fez vista grossa

A reportagem teve acesso ao parecer da Congem sobre o tema. Nele, há referência da existência de proposta apresentada também pela Caixa, Bradesco e Itaú, mas não tivemos acesso aos valores destas outas instituições financeiras. Mas a PMM buscou apenas uma planilha de cotação junto a esses outros bancos, sem realizar licitação. A Congem diz que a Secretaria de Administração justificou a escolha do Banco do Brasil “por considerá-la adequada, tendo em vista que a mesma atende às necessidades da Secretaria Municipal de Administração e já prestou serviços com qualidade e tempo hábil.

Em seu parecer datado do dia 9 deste mês de dezembro, a Congem informou o seguinte: “O entendimento dessa Controladoria é de que diante do regime privado e concorrencial aplicável para empresas estatais que desempenhem atividade econômica em sentido estrito (Banco do Brasil), não há como se considerar dispensável a licitação para contratação de bancos públicos no caso presente, uma vez que isso implicaria numa vantagem que contraria frontalmente a Constituição Federal.

Caberia dispensa de licitação para os casos dos itens exclusivos, conforme planilha de cotação, mas para os itens que podem ter competição entre as instituições financeiras, o aconselhável é que se proceda à licitação.

Todavia, a Congem usa de pareceres recentes do TCU sobre a matéria. Informa que este último se manifesta no sentido de que a administração pública possui discricionariedade para optar pelo processo licitatório ou pela dispensa de licitação.

Mais à frente, a Congem faz uma observação importante sobre esse assunto: “Quanto à demonstração de vantajosidade, esta não restou devidamente comprovada, posto que os itens 2 e 6 estão acima dos preços médios orçados pela Administração, bem como necessários esclarecimentos quanto às propostas apresentadas pelas instituições financeiras, posto que o Banco do Brasil apresentou proposta direta para o município de Marabá. Por sua vez, as demais instituições tiveram os orçamentos extraídos dos respectivos sítios eletrônicos, com preços de serviços para qualquer interessado, sem opção de lançarem proposta específica para o município”.

Dentre outras orientações e alertas, a Congem informou também aos responsáveis pela Dispensa de Licitação: “É necessário que se esclareça nos autos como será feita a contrapartida por parte da instituição financeira ao município de Marabá, bem como, qual a periodicidade”.

Michel Temer

Presidente Temer anuncia projeto-piloto a ser instalado em Marabá

Até o fim do próximo ano, um projeto-piloto será aplicado em cinco cidades brasileiras

Marabá está na rota do governo federal para instalação de um projeto-piloto juntamente com outros quatro municípios do Brasil. O presidente Michel Temer e a equipe econômica anunciaram um pacote de medidas de estímulo do Governo à economia. As ações incluem apoio ao crédito e desburocratização para empresas, incentivo à redução dos juros do cartão e parcelamento especial para quitação de dívidas com a Receita de pessoas físicas e jurídicas. O principal objetivo é reduzir o endividamento, incentivar o crédito e estimular o emprego e, assim, “ativar a economia”, nas palavras de Temer.

Confira as medidas anunciadas:

O governo pretende estender a nota fiscal eletrônica para a prestação de serviços a todos os municípios. Até o fim do próximo ano, um projeto-piloto será aplicado em cinco cidades: Belo Horizonte, Porto Alegre, São Paulo, Rio de Janeiro e Marabá (PA). Em 2018, o sistema será estendido a todos os municípios.

Regularização de dívidas

O Programa de Regularização Tributária permitirá parcelar débitos de pessoas físicas e jurídicas vencidos até 30 de novembro de 2016. Será possível, ainda, a quitação de dívidas previdenciárias com créditos de qualquer tributo administrado pela Receita Federal e uso de créditos de prejuízos fiscais.

Multa do FGTS

Por meio de um projeto de lei complementar, o governo quer eliminar a multa, hoje em 10% sobre o saldo do FGTS, cobrada nos casos de demissão sem justa causa. O objetivo é reduzir um ponto percentual por ano, durante dez anos. Ao anunciar a medida, o presidente Michel

Temer defendeu que os valores não são repassados aos trabalhadores e disse que a multa “naturalmente onera os empresários”.

Distribuição do resultado do FGTS

Haverá uma distribuição de metade do resultado líquido do fundo para as contas dos trabalhadores. O cálculo será apurado após todas as despesas, inclusive com subsídio para habitação. Segundo o ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira, o objetivo é ampliar a remuneração dos valores depositados em pelo menos dois pontos percentuais, fazendo com que o rendimento fique mais semelhante ao que o trabalhador teria se depositasse o dinheiro na poupança.

Desburocratização

O governo anunciou uma simplificação do pagamento de obrigações trabalhistas. Será estendido às empresas o eSocial, sistema que simplifica a quitação de obrigações trabalhistas e previdenciárias dos empregados domésticos. A versão para empresas entrará em fase de teste em julho de 2017. O sistema será obrigatório para grandes empresas em janeiro e para as demais em julho de 2018.

Crédito

Pessoas jurídicas com faturamento anual de até R$ 300 milhões poderão ser consideradas micro, pequenas e médias empresas para ter acesso ao crédito, segundo esse quesito, junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Microcrédito produtivo

Ampliação do limite de enquadramento no programa de microcrédito produtivo de R$ 120 mil para R$ 200 mil de faturamento por ano. Além disso, o governo pretende alterar regras operacionais para facilitar concessão e acompanhamento do crédito. Também vai ampliar o limite de endividamento total de endividamento de R$40 mil para R$ 87 mil.

Crédito imobiliário

Regulamentação da Letra Imobiliária Garantida, instrumento de captação para o crédito imobiliário, a fim de ampliar a oferta no longo prazo para a construção civil. A regulamentação será por resolução do Conselho Monetário Nacional (CMN).

Redução do spread

O spread é a diferença entre o que os bancos pagam para captar recursos e o que cobram para emprestá-los. Para reduzi-lo e estimular o crédito, o governo pretende criar um sistema eletrônico de duplicatas. Por meio de uma medida provisória, será criada uma central de registro de duplicatas emitidas pelas empresas e de recebíveis do cartão de crédito.

Cadastro Positivo

Como o cadastro positivo teve baixa adesão em função da burocracia, a inclusão do consumidor passará a ser automática e a exclusão dependerá de manifestação. A mudança será implementada por meio de medida provisória.

Redução dos juros do cartão de crédito

Também via medida provisória, o governo pretende permitir a diferenciação de preço entre as formas de pagamento: dinheiro, boleto, cartão de crédito e débito. Com isso, espera estimular a competição entre as diferentes modalidades e contribuir para a redução dos juros do cartão de crédito.

Lojista

Via medida provisória, será reduzido o prazo que o lojista leva para receber o valor de um bem pago com cartão de crédito. Hoje, o comerciante leva em média 30 dias para receber o pagamento, o que segundo a equipe econômica do governo se reflete no aumento dos juros do cartão. Outra medida com impacto no comércio é a universalização das máquinas de cobrança nos estabelecimentos comerciais, que serão compatíveis com todas as bandeiras de cartões de crédito, impedindo a exclusividade. O prazo de implementação da medida, já determinada anteriormente pelo Banco Central, é até 24 de março de 2017.

ICMS

Os formulários de declaração do Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), cobrado pelos estados, serão incluídos no Sistema Público de Escrituração Contábil (SPED), simplificando a operação. Em julho, o layout de escrituração simplificada estará disponível. O projeto-piloto passará a ser aplicado em dezembro de 2017.

Rapidez na restituição e compensação de tributos

Simplificação dos procedimentos de restituição e compensação dos tributos administrados pela Receita Federal, inclusive a compensação entre a contribuição previdenciária. Até junho, o governo pretende acelerar o ressarcimento das contribuições previdenciárias. Para os demais tributos, os novos procedimentos entrarão em vigor em dezembro de 2017.

Abertura e fechamento de empresas

Simplificação do processo de registro e de fechamento de empresas por meio da criação de uma rede nacional que integrará o Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) com todos os órgãos de registros e licenciamento.

Registro de imóveis

Unificação do registro de imóveis, títulos e documentos por meio do Sistema Nacional de Gestão de Informações Territoriais (Sinter). O cadastro unificado entrará em vigor em junho para os imóveis rurais. Até dezembro, os cartórios de registros serão integrados.

Comércio exterior

Expansão do portal único de comércio exterior, com a consolidação, em um único ponto de entrada, do encaminhamento de todos os documentos e dados exigidos nas operações. A meta é reduzir em 40% o tempo para procedimentos de importação e exportação. A unificação dos formulários entrará em vigor em março para as exportações e em dezembro para as importações. (Com informações do Blog do Planalto)

Marabá

Açaí e chopp se misturam com revistas para tentar frear crise das bancas

DIVERSIFICAÇÃO – Quem ainda aposta no setor diz que precisa vender “de tudo” para não fechar as portas

Por Ulisses Pompeu – correspondente do Blog em Marabá

Procure uma banca de revistas e jornais em Marabá e você vai precisar andar bastante para encontrar uma. O número diminuiu nos últimos anos e as poucas que permaneceram em lugares esparsos precisaram se reinventar, encontrando alternativas para driblar a crise instalada com a popularização da internet e a facilidade de acesso à informação.

Até para os adeptos dos jornais diários e revistas, que no passado precisavam recorrer às bancas para comprarem as “notícias do dia” ou da semana, a expansão da internet e dos pontos de venda, que hoje incluem comércios e até as esquinas, facilitou o acesso à informação e criou uma distância dessa antiga tradição. Pudera: atualmente, a informação está, literalmente, na palma da mão, por meio de smartphones e tablets.

Os donos de bancas tradicionais venderam o ponto. Quem adquiriu também abandonou o segmento ou precisou ir atrás de novas estratégias contra a Internet. Para disputar espaço no mercado com essa “concorrência desleal”, proprietários de algumas das bancas de revistas de Marabá adaptaram seus pontos para não perder a clientela e acompanhar as mudanças editoriais que as publicações também estão promovendo para atrair leitores.

As bancas tiveram de se adaptar à nova realidade, aumentando o “cardápio” de serviços para atrair os clientes e manter uma tradição de décadas. Agora, têm internet para imprimir boleto, serviço de xerox, sorvetes e o indispensável açaí.

E foi no ápice da crise que Alan Borba comprou a banca Estado do Carajás, localizada na rotatória entre as folhas 16, 17, 21 e 20, na Nova Marabá. Inicialmente, pensou que apenas o bom atendimento faria a diferença, mas depois viu que precisava de uma alternativa se não quisesse fechar como os proprietários anteriores. Vendia créditos para telefone celular, balas, mas mesmo assim o lucro não era suficiente para manter as despesas.

Mesmo sendo do Mato Grosso, ele viu no açaí uma alternativa para atrair clientes e aumentar seu lucro. E junto veio a farinha de tapioca e a d’água, que estão fazendo sucesso e levando mais clientes à banca. “Comecei a vender açaí a três meses e de lá para cá as coisas mudaram muito para melhor”, comemora.

Ele explica que o lucro com venda de revista e jornais é de apenas 15%, enquanto do açaí e da farinha é de 30%. “Vendo dez revistas por dia e 30 litros de açaí e 30 litros de farinha”, comemora.

Alan é uma das poucas exceções no segmento. Uma das mais tradicionais bancas da cidade, a Superbanca Carajás, localizada na Folha 27, fechou as portas há mais de dois anos. Zé Carneiro estava cansado de atuar por mais de 10 anos na área no setor e, com dívidas, acabou passando o ponto.

O distribuidor de revistas na região, conhecido como Alexandre, comprou a banca, tentou revitalizar, colocou funcionários, mas acabou desistindo e vendeu para um terceiro, funcionário da Vale. Quando o Supermercado Valor, localizado em frente, fechou as portas, aconteceu o efeito dominó com vários comércios da área, entre eles um ponto de táxi e a banca de revista, que nunca mais reabriu.

Também fechou a banca que havia na Rodoviária da Folha 32, outra na Folha 12 e uma terceira em frente ao Hospital Municipal de Marabá. Liberdade e Morada Nova também perderam bancas.

Na Velha Marabá, a única banca que ainda resiste ficou fechada por mais de quatro meses este ano e só reabriu no último domingo, por intermédio de um morador do bairro (Webert Paixão), que resolveu apostar no escuro. Ao reabrir a banca, ele promoveu até uma festinha com amigos na Praça Duque de Caxias, que dá nome à banca.

Após uma reforma ampla na banca e uma pesquisa de mercado, Webert entendeu que precisava diversificar também para manter o negócio e não quebrar, como fizeram os outros dois últimos proprietários.

Por isso, oferece chocolate, água de coco, produtos de beleza de uma marca bem conhecida e até chopp (não a bebida alcóolica, mas o geladim). Este último produto é fabricado por sua mãe e bastante popular na Velha Marabá. Um carrinho com isolante térmico foi colocado do lado de fora da banca e passa a ser uma das apostas do rapaz. “Nos próximos dias vamos implementar outros produtos para atrair a clientela”, avisa.

Comércio

Açaí vira fonte de renda de mais de 1,2 mil pessoas em Marabá

No país inteiro ele se tornou uma superfruta e tem um forte apelo ao consumo

Por Ulisses Pompeu – de Marabá

Quando toma um guaraná de açaí na esquina, um sorvete do mesmo produto no shopping ou ainda quando compra um litro de açaí em um pequeno negócio (batedor) próximo a sua casa para tomar com a família, você não sabe que por trás desses três locais há centenas de pessoas que atuam para que o suco mais desejado da Amazônia seja amplamente comercializado. A cadeia do açaí em Marabá é predominantemente artesanal e informal, mas mesmo assim movimenta cerca de 1.200 pessoas.

Desde a extração, em grande parte manual, passando pelo processamento, transporte, sobretudo da produção da polpa congelada e, depois de produtos como sorvetes, bombons, doces, cosméticos etc, há pessoas que trabalham o ano inteiro neste segmento. A demanda por açaí é crescente e não se restringe ao mercado local.

No país inteiro ele se tornou uma superfruta e tem um forte apelo ao consumo, com inúmeros formatos de produtos de alimentos e bebidas. A gama de clientes – comerciais – é ampla.

Atravessadores de outros estados como Tocantins, Goiás, Minas e até São Paulo vêm a Marabá pelo menos uma vez por mês para comprar polpa do produto e revender para sorveterias de seus estados. Por lá,atualmente, se oferece e consome açaí na praia, em lanchonetes, mercados, padaria, lojas de conveniência, mercados, cantinas de faculdades e colégios, academias de ginástica e clubes, hotéis etc.

Atualmente, há mais de 120 pontos de venda do produto na forma líquida ou em polpa na cidade. A radiografia que se faz é que é preciso investir mais na base da cadeia produtiva para alçar voos mais altos. A primeira constatação que fazemos serve de alerta. A maior parte do açaí produzido no município ainda é oriunda de açaizais nativos, ou seja, aqueles que nasceram por conta própria ao longo do tempo e só produzem em maior quantidade nos meses de sol intenso e calor mais forte.

Entre dezembro e junho a produção despenca, o produto que chega ao consumidor não tem o sabor textura desejados e toda a cadeia produtiva acaba ficando prejudicada. José Carlos Dias, 32, é um experiente tirador de açaí que reside na Folha 16. Ele sabe onde estão os principais açaizeiros perto da cidade de Marabá ou nos municípios vizinhos onde vai apanhar o produto de segunda a sábado. Geralmente, entra nas matas das fazendas por uma estrada vicinal, retira o produto, enche dois sacos de fibra de 50 quilos cada e volta para cidade, onde vende cada um por R$ 120,00. “Às vezes, o gerente da fazenda exige que a gente pague uma ponta pra ele. Aí a gente dá entre R$ 20 e R$ 30. Mesmo assim, dá pra ganhar uma boa grana por semana”, contabiliza.

Como Carlos André há dezenas de tiradores de açaí que transportam os caroços em sacos de fibra jogados na garupa da motocicleta. Eles gastam, geralmente, o dia inteiro entre deslocamento, retirada do produto e retorno para a cidade. “Eu e outros três amigos vivemos do açaí o ano inteiro. Na entressafra é que a gente ganha dinheiro mesmo, porque o produto fica escasso”.

Irismar Sousa Assis trabalha há 13 anos na Feira da Laranjeiras, em Marabá, processando e vendendo açaí. Ele conta com a ajuda do filho, já casado, e de duas funcionárias que trabalham de terça-feira a domingo. O comerciante diz que bate, em média, 15 sacos de açaí por semana durante a safra e 30 na entressafra, quando o produto fica mais caro e a demanda aumenta. “Vendo muito para fora de Marabá. Quem vai viajar leva para parentes e quem vem passar férias por aqui compra também para estocar em casa”, revela. Julimar Manoel Zeferino diz que toma uma “dose” de açaí todo domingo na banca de Irismar e ainda leva um litro para casa para tomar com a esposa. Paraense, ele toma açaí desde criança e garante que mesmo na entressafra, quando o produto chega ao valor de até R$ 20,00 o litro, ele não faz economia.

Na mesma feira, Antônio Moura Lima, o Antônio do Açaí, é concorrente de Irismar. Ele processa uma média de 15 sacos por semana e diz cada um rende uma média de 20 a 25 litros. A diferença, segundo ele, está na origem do açaí. “O melhor é da região do Rio Preto, que rende entre 30 a 40 litros”. Gerando quatro empregos diretos em seu ponto de processamento e venda, Antônio coloca à disposição do cliente até mesmo o “Disque Polpa” e se orgulha com o fato de que seus colaboradores utilizam touca durante o trabalho. “Todos fizeram curso de manipulação de alimentos porque sei que devemos oferecer o melhor para o cliente”, destaca. Ao ser questionado se sua empresa é registrada, Antônio assustou-se e disse que não. Ele considera que a burocracia é grande e os custos para abertura e manutenção do CNPJ são elevados, mas até hoje não procurou o Sebrae para se informar sobre o assunto. “Estou há nove anos nesse ramo e ainda não vi necessidade de abrir empresa”, conta. Além do açaí, Antônio e Irismar comercializam polpas de outras frutas regionais, como cupuaçu, murici, buriti, goiaba, cajá e até acerola. Um fato comum entre os dois é que não falam em crise. “Os fregueses sempre compram com a gente, não sobra nada, porque quando os consumidores locais acham caro, vendemos tudo para outros estados”, diz Antônio, com um sorriso largo.

Sebrae

Belém sedia a maior feira do empreendedorismo da Amazônia

Feira do Empreendedor, que será realizada pelo Sebrae no Pará entre os dias 16 e 19 de novembro, no Hangar.

Neste mês, Belém torna-se oficialmente a capital do empreendedorismo. De 16 a 19, o Sebrae no Pará realiza a oitava edição da Feira do Empreendedor, no Hangar Centro de Convenções da Amazônia. A grande novidade deste ano é que o empreendedor, além de ter acesso a estudos inéditos na área de mercado, poderá formalizar a sua empresa. Esse atendimento será prestado no estande Redesimples.

No total de 3.500m2 de área de exposição, a Feira será dividida em três espaços: Atendimento, Oportunidades de Negócios e Modelos de Negócios. Serão montadas Lojas modelo nos segmentos de Beleza, Alimentação Fora do Lar, Moda e Minimercado. Os espaços de modelos de negócios pretendem disponibilizar aos visitantes informações e conhecimentos que direcionem a melhor forma para abrir, melhorar e ampliar negócios em diversos segmentos.

O evento também terá a Arena do Conhecimento, onde empresários paraenses relatarão suas experiências de sucesso. Serão compartilhados cases nos segmentos de alimentação e bebida, economia criativa, empreendedorismo feminino, marketing digital, entre outros temas.

Na parte de tecnologia e inovação, a Feira do Empreendedor linka suas ferramentas a um ambiente totalmente digital. Serão utilizados Beacons – aparelhos de proximidade que emitem informações, por meio da tecnologia bluetooth, diretamente aos smartphones cadastrados. Um visitante que chegar próximo a um determinado estande, por exemplo, se tiver baixado o aplicativo, receberá as informações da programação e de todas as ferramentas que o estande oferece.

Também como destaques, a Feira oferecerá a Cozinha Show, um espaço onde chefs ministrarão aulas sobre massas, panificação, confeitaria, gelados e comestíveis, mostrando as dicas para se ter um produto com qualidade, além de levar informações sobre rendimento, custos, inovação e sustentabilidade.  Entre os temas que serão abordados na Cozinha Show, estão “Lucrando com pães integrais”, “Alimentação Fora do Lar” e a “Arte de criar sobremesas com soluções práticas e criativas”.

E para falar de empreendedorismo de uma forma divertida e interativa, o Sebrae no Pará promoverá o “Cine Sebrae”, com a exibição de filmes que fazem alusão ao comportamento e dia a dia do empresário, entre eles “O homem que mudou o jogo”, “Missão Impossível – Nação secreta”, “Mãos talentosas” e “Zootopia”.

A Feira do Empreendedor disponibilizará, ainda, 15 salas e  quatro auditórios no piso superior do Hangar, que serão dedicados à educação e orientação coletiva, por meio de palestras, seminários, workshops, encontros de negócios, rodadas e oficinas. Serão cerca de 300 eventos de capacitação e momentos para troca de experiências, que irão abordar mais de cem temas diferentes. Mais de 20 mil vagas. Tudo gratuito.

Parauapebas

Sine Parauapebas prevê poucas contratações temporárias para o final do ano

Geralmente nessa época do ano, as empresas do comércio já começam a realizar seleção para contratação temporária, se preparando dessa forma para o aumento do movimento e das vendas decorrentes do período natalino, mas, a retração econômica está tão forte que muitas empresas além de não contratar pessoal ainda pretendem demitir, é o que afirma o coordenador do Sine Parauapebas, após realizar visitas em diversos estabelecimentos comerciais na cidade.

Coordenador do Sine Parauapebas em visita às empresas

“Visitamos empresas nas ruas E, F, 14, do Comércio e lojas no Shopping, e infelizmente as perspectivas para geração de emprego não são boas, e isso ocorre desde as empresas de grande porte, como as lojas de departamento, como também com as pequenas, alguns empresários nos informaram que se as coisas continuarem como estão, terão que demitir, em vez de contratar”, informa Batista Everton , coordenador do Sine.

E a procura por emprego só aumenta. De acordo com Rafael Cardoso de Oliveira, administrador em Parauapebas da rede de Lojas Maranata, a procura por vagas de emprego é diária. “Nós temos pelo menos 500 currículos cadastrados em nosso banco de dados e praticamente todos os dias a gente recebe de cinco a seis pessoas em média procurando por emprego”, disse o administrador.

Promoções de final de ano no comércio

“Se o ritmo de vendas continuar do jeito que esta, infelizmente não teremos como contratar pessoal temporário, mas estamos trabalhando para realizar promoções e ações de incentivo às vendas e, se alcançarmos o resultado que esperamos, acredito que precisaremos sim contratar mais pessoas, porém, vamos deixar para última hora, final de novembro ou início de dezembro”, disse Rafael Cardoso de Oliveira.

De acordo com o presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Parauapebas, Marksan Silva, está programado para o dia 25 de novembro o Black Friday, uma ação que deve movimentar o comércio local. Esse aquecimento pode gerar alguns postos de trabalho, pois eventos e promoções atraem mais clientes e geralmente implicam na necessidade de contratação de mão de obra.

Marabá

Carrefour compra área de 40 mil metros quadrados em Marabá para implantar já uma unidade do Atacadão

Por Ulisses Pompeu – de Marabá

Desde 2012, notícias esparsas davam conta da chegada da rede supermercadista Carrefour a Marabá, além de Santarém e Belém. Inicialmente, a empresa teria adquirido, segundo notícia, uma área da quase falida Transbrasiliana na Folha 29, mas os boatos não se confirmaram.

No ano passado, sem grande alarde, a rede francesa fechou negócio, de fato, na terra de Francisco Coelho, comprando uma área de 40.000 metros quadrados na Rodovia Transamazônica, ao lado de um imenso templo da Assembleia de Deus, na Folha 33. Há alguns anos, uma tradicional família de Marabá proprietária da área alugava uma parte para o Areal e Concreto Paraná, que precisou se deslocar para um terreno ao lado, que não foi comercializado.

Apesar de ficar em frente à Rodovia Transamazônica, o grupo Carrefour terá de investir em um acesso mais seguro de veículos para sua sede, que deve abrigar não um supermercado, mas um atacadão, uma vez que o grupo francês só implanta supermercado em capitais ou cidades grandes.

Segundo informações, o projeto já foi aprovado no Plano Diretor Municipal no dia 18 de setembro último, inclusive estando com todas as licenças já liberadas: instalação e implantação. Durante as obras, o Atacadão do Grupo Carrefour deve gerar cerca de 800 empregos em Marabá durante a fase de implantação (prevista para começar ainda este ano) e outros 600 na operação, a partir de março de 2017.

Uma fonte da SDU (Superintendência de Desenvolvimento Urbano), que pediu reserva de seu nome, revela que os representantes do Grupo Carrefour estavam irritados com a burocracia do município para aprovação do projeto no Plano Diretor e ainda obtenção das demais licenças. “Eles queriam estar operando já neste ano de 2016, mas tiveram de atrasar o projeto”, revela a fonte.

Um escritório deve ser aberto ainda neste mês de outubro no terreno onde vai será construído o Atacadão.

E a comunidade marabaense recebe a notícia da chegada do Atacadão com alívio, porque atualmente, vive amarrada aos preços praticados pelo Grupo Mateus, que detém duas unidades no município, com reclamações de que teria praticado o famoso dumping no comércio local. O dumping, de uma forma geral, é a comercialização de produtos a preços bem abaixo do mercado, basicamente para eliminar a concorrência e conquistar uma fatia maior de mercado. Depois que o Mateus chegou, vários supermercados fecharam as portas e agora o grupo pratica um preço que muitos consumidores consideram bastante salgado.

A enfermeira Ana Raquel Santos Miranda, de Marabá, revela que os altos preços praticados pelo Supermercado e Atacado Mateus na cidade a levou a fazer compras para casa em uma unidade do Atacadão do Carrefour em Araguaína-TO, a 280 km de Marabá. “Vou visitar todo mês minha filha que faz faculdade lá e aproveito para fazer as compras, porque aqui em Marabá está cada vez mais caro. E olha que compensa bastante”, garante ela. Todavia, a enfermeira alerta que o Atacadão em Araguaína só vende a dinheiro e cartão de débito, não aceitando cartão de crédito. Atualmente, o Carrefour já possui mais de 120 lojas do Atacadão no Brasil.

Charles Desmartis, CEO do Grupo Carrefour, explica que entre suas principais bandeiras está a rede Atacadão. “Vamos abrir de 10 a 12 lojas em 2016 e ampliar ainda mais nossa capacidade de atendimento, que já contempla mais de 100 milhões de clientes por ano”.