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Marabá

Amedrontados com assaltos, comerciantes pedem ajuda da PM em Marabá

Empresários da Av. Nagib Mutran, principal via do comércio da Cidade Nova, já não conseguem trabalhar nem dormir sossegados, temendo assaltos e arrombamentos
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Apavorados desde o momento em que abrem seus estabelecimentos até a hora em que fecham. Assim tem sido a rotina dos comerciantes da Avenida Nagib Mutran, principal via de negócios do Bairro Cidade Nova. Essa preocupação, porém, não cessa quando eles voltam para casa, pois ainda há o perigo de ter o desprazer de, ao chegar no dia seguinte, encontrar a loja arrombada e dela levadas mercadorias. Diante do temor crescente e do aumento do volume de queixas, o Sindicato Patronal do Comércio Varejista de Marabá (Sindicom) promoveu reunião na noite de ontem (14) para debater o assunto e encontrar soluções.

Participaram do encontro cerca de 20 comerciantes da Nagib Mutran, representando os demais empresários; o subcomandante do 4º BPM (4º Batalhão de Polícia Militar), major Hélio Ernani Oeiras Formigosa; o recém-chegado comandante de área do Núcleo Cidade Nova, capitão Harley Alves da Costa; o presidente do Sindicom, Félix Gonçalves de Miranda; o vice-presidente Raimundo Alves da Costa Neto; e os  diretores Francisco Arnilson de Assis e Maria do Livramento Sá de Almeida, a Lia da Liberdade.

Félix Miranda, Raimundo Neto e Francisco Arnilson abriram o encontro, cada um falando objetivamente dos motivos e, por fim, franqueando a palavra para a pequena plateia que ocupou uma das salas do Senac (Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial). Os relatos impressionam pela ousadia como os bandidos agem. O primeiro comerciante a falar, do ramo de confecções, lembrou que o empresário hoje recolhe uma carga muito pesada de impostos e que gostaria de ver o retorno, sobretudo em segurança pública. Ele contou que seu comércio já foi alvo de dois assaltos e informou que, em cada ataque desses as perdas são altas, variam de R$ 20 mil a R$ 30 mil. O empresário alertou ainda para o fato de que muitos, por não conseguirem suportar financeiramente os danos causados pelos assaltos, podem vir a cerrar as portas e acabar gerando desemprego. Ou seja, no rastro do problema da segurança vem também o problema social.

Uma empresária contou que está perdendo vendas no horário do almoço, período em que a rua fica com pouco movimento e, temendo ser vítima de assalto, ela fecha a porta de vidro e teme atender quem chega ali, a não ser que o cliente já seja conhecido. Outra contou que, em apenas uma noite, perdeu para arrombadores as economias que havia conseguido amealhar em 25 anos de trabalho, como funcionária de uma rede de lojas de departamentos, das quais havia investido cada centavo em uma loja.

Houve ainda relatos de outros arrombamentos; de marginais ameaçando comerciantes de arrombar suas lojas na madrugada e concretizando mesmo a ameaça; de furtos em dias de grande movimentação, como no último fim de semana, quando aconteceu o Liquida Geral; e de assaltos – vários – à luz do dia.

Após ouvir atentamente os comerciantes, o major Oeiras disse que, com a incorporação recente de 133 policiais no 4º Batalhão e com a chegada do capitão Haley, iria ajustar, a partir de hoje, a
situação da segurança no Cidade Nova, especialmente na área comercial, com policiamento a pé, e a presença de uma viatura, que já faz rondas no local 24 horas.

“Agora é uma questão de ajuste, acabamos de tomar conhecimento das demandas dos comerciantes, vamos poder ajustar esse policiamento para dar uma qualidade melhor na segurança aqui da Cidade Nova”, disse ele, anunciando a entrega, em breve, de 41 motos para o batalhão local, várias das quais serão empregadas no policiamento ostensivo daquele núcleo. “Essa reunião foi muito importante porque promoveu a união entre a PM e a comunidade do comércio e, com certeza absoluta, vamos ter um resultado mais positivo”, avaliou Oeiras.

Já o capitão Harley afirmou que com todo o apoio logístico garantido pelo 4º BPM, iria, a partir de hoje, começar seu trabalho implantando uma rede de segurança, usando os grupos de WhatsApp, para que o comerciante possa interagir diretamente como a PM no dia a dia, informando sobre pessoas e movimentações suspeitas, além de outras providências. “Creio que os índices da criminalidade vão diminuir”, disse ele.

Marabá vai ganhar mais um Batalhão da Polícia Militar 

O major Oeiras anunciou ainda que, considerando o grande crescimento da cidade, em breve haverá a instalação de mais um batalhão em Marabá, o 34º BPM, que vai garantir o policiamento ostensivo na parte de Marabá após a ponte do Rio Itacaiúnas, na Região do Rio Preto, na Região do Sororó e em Itupiranga, São Geraldo do Araguaia e Piçarra.

Segundo ele, só falta a assinatura do governador Simão Jatene para que ocorra a instalação. Lia da Liberdade lembrou que essa era uma reivindicação bem antiga da população do outro lado do Itacaiúnas e também falou das conquistas e avanços no setor da segurança, quando o Cisju (Conselho Interativo de Segurança e Justiça) funcionava em sua plenitude, afirmando que aquele era o caminho, a interação entre a população e os órgãos de segurança, para que a tranquilidade volte reinar no Cidade Nova.

Nova reunião deve ocorrer em breve, esta também com a presença de representantes da Polícia Civil, Ministério Público Estadual, Secretaria Municipal de Segurança Institucional e Secretaria Municipal do Meio Ambiente.

Por Eleutério Gomes – Correspondente em Marabá

Pará

Oeste do Pará está bem perto de ter Área de Livre Comércio

Projeto do senador paraense Flexa Ribeiro (PSDB), a ALC será criada em Santrém e impulsionará o desenvolvimento da região
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A classe política da região oeste do Pará recebeu com entusiasmo a notícia de que o projeto que cria a Área de Livre Comércio de Santarém (PLS 143/2010), de autoria do senador Flexa Ribeiro (PSDB-PA) está pronto para ser votado na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), após o fim do recesso parlamentar, no decorrer do mês de agosto. A matéria aguarda apenas a conclusão do parecer do relator, senador Omar Aziz (PSD-AM), na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) para votação e seguir o trâmite regimental.

“Não é de agora que defendo lá no Senado a importância deste projeto para a região e para o Pará. Somos o único estado brasileiro na Amazônia que não tem nenhuma área de livre tributação”, ressaltou Flexa, que defende a ALC como forma de impulsionar o desenvolvimento na região oeste paraense.

O senador explicou que o projeto foi aprovado em 2013 na Comissão de Desenvolvimento Regional e Turismo (CDR), atendendo a um antigo pleito do Pará, o único Estado da Região Amazônica sem ter uma área com benefício fiscal. Quando implantada na região, a Área de Livre Comércio deverá incentivar o processamento da matéria-prima local, agregando valor econômico e gerando emprego e renda na região.

Entenda os detalhes do projeto de que cria a área de livre comércio

A criação de uma ALC de importação e exportação, sob regime fiscal especial, em Santarém, compete ao Poder Executivo, por indicação de projeto nesse sentido, conforme apresentado pelo senador Flexa Ribeiro.

Na prática, após aprovado o PLS, é demarcada a superfície territorial da área; especificadas quais são as mercadorias estrangeiras que entram na Área de Livre Comércio que terão isenção do IPI; são especificadas também quais as mercadorias que estão excluídas dos benefícios fiscais concedidos e é definido que o órgão gestor das políticas públicas de desenvolvimento da indústria, do comércio e dos serviços e das políticas públicas de comércio exterior, será o responsável em administrar a Área de Livre Comércio de Santarém.

Cabe também ao Poder Executivo, regulamentar a aplicação do regime aduaneiro especial às mercadorias estrangeiras destinadas à Área de Livre Comércio e estabelecer anualmente o limite global para as importações.

Ao Banco Central cabe a normatização dos procedimentos cambiais aplicáveis às operações realizadas na Área de Livre Comércio. À Secretaria da Receita Federal do Brasil caberá exercer a vigilância da Área de Livre Comércio e a repressão ao contrabando e descaminho; definindo o prazo de 25 anos para a concessão de isenções e benefícios a partir da entrada em voga da lei.

O projeto prevê também que o Poder Executivo tem a competência para estimar o montante da renúncia fiscal decorrente do demonstrativo regionalizado do efeito, sobre as receitas e despesas, decorrente de isenções, anistias, remissões, subsídios e benefícios de natureza financeira, tributária e creditícia que acompanha o projeto de lei orçamentária.

Por Val-André Mutran – Correspondente em Brasília.
Marabá

Conselho de Jovens Empresários lança o 3º Liquida Geral Marabá

Este ano a campanha, que aquece o comércio local, acontece em 10 e 11 de agosto. No ano passado, nos dois dias, as 125 empresas que aderiram faturaram R$ 9,4 milhões
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O Conselho de Jovens Empresários de Marabá (Conjove) lançou, na noite de ontem, terça-feira (3), no auditório da Associação Comercial e Industrial de Marabá (Acim), o 3º Liquida Geral. A campanha acontece desde 2016 na cidade e durante dois dias aquece o comércio e setor de serviços, que concedem descontos que podem ir de 25% a 80%. Isso faz com que tenham faturamento extra, levem o consumidor – que também sai ganhando – para dentro das lojas e renovem seus estoques. No ano passado, 125 empresas participaram do Liquida Geral Marabá e, juntas, faltaram R$ 9,4 milhões em dois dias. Este ano a campanha acontece nos dias 10 e 11 de agosto próximo.

Caetano Reis Neto, presidente do Conjove Marabá, conta que há testemunhos de empresários revelando que nos dois dias tiveram faturamento surpreendente, afirmando que venderam mais que no Natal, Dia das Mães e Dia dos Namorados, as três datas mais fortes para o comércio. Este ano a expectativa é de que 150 empresas possam aderir à campanha.

A iniciativa tem a parceria do Sindicom (Sindicato do Comércio Varejista de Marabá), CDL (Câmara dos Dirigentes Lojistas), Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas), Prefeitura de Marabá e Acim, entidade da qual o Conjove é órgão permanente.

“Nesta terceira edição, a gente vem com novidades para atender a essa demanda do comerciante local, oferecendo, inclusive novas ferramentas para esse desenvolvimento”, afirma Caetano, informando que, este ano o Liquida Vem com três novidades.

A primeira é a mudança de data, antecipada para agosto – nos dois primeiros anos aconteceu em outubro -, em razão do adiamento da Expoama (Exposição Agropecuária de Marabá) para setembro; e das eleições, em outubro. A segunda é o abatimento no valor dos kis – camisetas, bandeirolas e adesivos da campanha – para quem adquirir maior quantidade.

E a terceira inovação será uma capacitação voltada ao comércio de mercadorias e serviços usando as redes sociais. “Tanto na parte do e-comerce, para quem já tem site, quanto na área de marketing digital voltado para as redes sociais”, explica Caetano, lembrando ainda que os vendedores das empresas participantes terão palestras motivacionais antes do 3º Liquida Geral.

Além do Liquida Geral, o Conjove promove outras duas grandes campanhas que movimentam o comércio local: o Saldão de Aniversário, que acontece há dois anos; e o Feirão do Imposto, que ocorre há oito anos. As três datas já fazem parte do calendário de eventos empresariais da cidade.

Participaram da palestra de abertura: o presidente da Acim, Ítalo Ipojucan Costa; o vice-presidente, Eugênio Alegretti Neto; os diretores Sueli Pianho, Delano Remor, João Tatagiba, Marcelo Almeida Araújo; Ricardo Pugliese, também secretário municipal de Comércio e Indústria; o vice-presidente do Sindicom, Raimundo Alves Neto; e o gerente do Sebrae em Marabá, Marcelo Araújo, além de diretores do Conjove.

Por Eleutério Gomes – Correspondente em Marabá
Parauapebas

Queijos e manteiga de produtores de Parauapebas comercializam em supermercados

A atividade impulsiona a diversificação econômica no município
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Queijos muçarela, minas frescal e manteiga feitos com matéria-prima de 90 produtores de Parauapebas estão em supermercados locais e também em Marabá, Castanhal e Belém, além de pizzarias, padaria, casa de massas e hotel. A produção leiteira é transformada no Laticínio Estação Área de Proteção Ambiental (APA) do Gelado, gerida pela Fundação Vale.

O laticínio tem favorecido a diversificação econômica em Parauapebas. São 90 produtores que atualmente fornecem para o laticínio. Por mês, são 123 mil litros de leite captados. Somente de manteiga são produzidos 216 quilos e 12 mil quilos de queijos muçarela e frescal com a marca “Estação”.

A meta é ampliar a captação local, o que depende também da visão empreendedora dos produtores sobre os seus negócios e da abertura do mercado e dos consumidores para os novos produtos e na valorização dessa produção local.

Pioneiro na região, o modelo de trabalho criou uma cadeia produtiva dentro da própria comunidade. Mais de R$ 1 milhão foram repassados aos produtores na aquisição do leite em 2017, e hoje gera 15 empregos diretos, ocupados por moradores da APA.

Inaugurado em 2015, o Laticínio da Estação Conhecimento APA do Igarapé Gelado é uma iniciativa da Fundação Vale, apoiada pela Vale e pela Prefeitura Municipal de Parauapebas com o objetivo colaborar com a geração de emprego e o aumento da renda familiar dos produtores locais.

Marabá

Sindicatos dos comerciantes e dos comerciários ainda sem acordo em Marabá

Seis reuniões já aconteceram e as duas categorias não chegam a um denominador comum. A convenção venceu e, 30 de abril passado
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Após seis reuniões, a última ocorrida ontem (9), Sindicato Patronal do Comércio de Marabá (Sindicom) e Sindicato dos Empregados no Comércio de Marabá e Região (Sindecomar) ainda não chegaram a um consenso quanto à nova convenção do setor. Já se passaram 10 dias que o prazo da convenção 2016/2018 expirou, em 30 abril passado, e nem patrões nem empregados sabem quais seus deveres e direitos para os próximos dois anos. O Blog conversou com os representantes dos dois sindicados e ambos apresentaram suas razões quanto ao impasse.

Pelo Sindicom, o vice-presidente Raimundo Alves da Costa Neto disse que o sindicato dos trabalhadores tem de entender que houve uma mudança na lei trabalhista e se houve essa mudança, as regras nas convenções também têm de mudar, “não só aqui em Marabá, mas no Pará e no Brasil também”.

Segundo ele, algumas coisas mudaram, como, por exemplo, a homologação, o imposto sindical e o negociado sobre o legislado entre muitos outros pontos. “Obviamente que há pontos nos quais nós podemos mexer, mas onde pudermos mudar, vamos mudar. Temos de nos adequar, Marabá está crescendo, está evoluindo em termos de comércio, novas empresas estão chegando com estilo de trabalho diferente e temos de mudar sim”, enfatiza Raimundo Neto.

De acordo com ele, o grande gargalo da atual negociação é o Sindicato dos Trabalhadores querer impor horário de abertura e de fechamento das empresas: “Nós não vamos aceitar isso porque não é papel de sindicato laboral nem do patronal. Isso é atribuição da prefeitura, conforme o artigo 30 da Constituição Federal. Compete a nós tratar da jornada de trabalho, que deve constar na Convenção Coletiva, que é homologada pelo Ministério do Trabalho e vale dois anos”.

Ouras cláusulas que estão sendo negociadas, ainda conforme o presidente do Sindicom, já foram flexibilizadas. “Por exemplo, a contrapartida dos feriados. Queremos fechar só em quatro feriados mais o Dia do Comerciário e estamos cedendo para que eles façam a homologação dos seus filiados, em caso de demissão, no sindicato da classe, até mesmo para valorizar o trabalhador e a entidade”, explicou Neto, a propósito da nova lei trabalhista que desobriga a realização das homologações nos sindicatos.

“Então, nós precisamos evoluir e melhorar”, reafirma ele, explicando que as cláusulas constantes nas convenções são de 25 anos atrás, quando tudo era resolvido pelas entidades representativas de empresários e empregados em Belém e o que era decidido valia para todo o Estado, cabendo ao comerciante de Marabá, por exemplo, apenas cumprir.

“Veja o caso de Itupiranga, São Domingos do Araguaia, São João do Araguaia, onde até hoje os comerciantes pagam o mesmo salário de Belém, auxílio funerário, vale refeição, exatamente como as empresas da capital”, exemplifica Neto, acrescentado: “E agora, com a nova legislação trabalhista, é preciso ajustar essa convenção. E isso não é tirar o direito do trabalhador. Precisamos enxugar os gastos, sob pena de, aumentando as despesas, promovermos demissões e não é isso que queremos”.

Outro gargalo – afirma Neto – é o Dia do Comerciário “que não é feriado”, hoje comemorado na quarta segunda-feira de outubro. “Nós propusemos que mude para a segunda-feira de Carnaval. Hoje é comemorado num dia útil, sendo bom para uns segmentos e ruim para outros, porque cai num dia em que os bancos e todas as repartições públicas estão funcionando”, explica Neto, argumentando: “Já na segunda-feira de Carnaval, os bancos e as repartições estão fechadas, não causando prejuízos a ninguém”.

Quanto à questão dos feriados, Neto diz que a exceção é para o comércio de gêneros alimentícios, por se tratar de um setor essencial à população e regulado por decreto presidencial que flexibiliza o funcionamento.

Acerca do reajuste salarial para a classe dos trabalhadores no comércio, o vice-presidente do Sindicom informa que para este será empregado do INPC de abril, que ainda não foi divulgado, mas cujas projeções apontam que será em torno de 1,83%.

Atualmente, segundo o Sindicom, Marabá hoje conta com 4.500 estabelecimentos comerciais, que, de acordo com o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados do Ministério do Trabalho, empregam 13.270 comerciários.

Também ouvido pelo Blog, o presidente do Sindecomar, João Luís da Silva Barnabé, disse que a parte que mais está travando as negociações é o horário de funcionamento dos supermercados: “Eles [os empresários] querem tirar direitos já adquiridos dos trabalhadores e nós não estamos aceitando”, disse ele.

Barnabé afirmou que esses direitos são: adicional de tempo de serviço, estabilidade de retorno de férias, as homologações no sindicato e reajuste salarial, considerado muito baixo; “Querem que seja horário livre para supermercados. A convenção venceu dia 30, mas nós garantimos, na Justiça, as cláusulas, até que saia a nova convenção, conforme o que a Lei 3.467 diz. Querem tirar o que já está garantido há 20 anos. Continuamos negociando, esperamos chegar a um denominador comum”, encerrou ele.

Por Eleuterio Gomes – Correspondente em Marabá
Parauapebas

Em visita ao Karajás Shopping, diretoria da CDL se surpreende com instalações

O empreendimento contará com a Estação Cidadania e vai oferecer boas oportunidades de negócios.
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Na tarde desta terça-feira, 03, membros da diretoria da Câmara dos Dirigentes Lojistas de Parauapebas e empresários estiveram visitando as instalações do Karajás Shopping e a estrutura surpreendeu. De acordo com Euler Ronny, presidente da CDL, a cidade só tem a ganhar com o novo empreendimento.

“Eu fiquei bastante surpreso com a estrutura. Realmente, a população será beneficiada com os serviços que serão oferecidos. Sem contar claro, com o ganho que a cidade vai ter no ponto de vista econômico devido à geração de emprego e renda e acesso a cidadania”, destaca Euler.

“Estão de parabéns a Jussara e o Marx porque estão inovando na reestruturação do shopping, o que é muito importante, pois alavanca outros empresários do município e traz um leque de oportunidades para aqueles que assim como nós, pioneiros, continuem acreditando no desenvolvimento de Parauapebas”, ressalta o empresário Hipólito Gomes, que representou a Associação Comercial e Industrial de Parauapebas – ACIP – no evento.

Localização e estrutura
O Shopping fica localizado no cento da cidade em uma das vias mais movimentadas, a Rodovia Faruk Salmen, que é a principal via de acesso ao complexo Altamira e zona rural de Parauapebas.

O Karajás Shopping ressurge com uma estrutura de excelência para quem deseja empreender com uma boa localização e planos acessíveis, com valores bem acessíveis abaixo do praticado atualmente no mercado. E as vantagens são inúmeras. O empreendimento conta com dez mil metros quadrados de área construída. São 80 lojas
(estão mais amplas do que o projeto original), praça de alimentação (com cafeterias, fast-foods, restaurantes, choperias e lanchonetes), 8 pistas de boliche adulto e 2 infantil, 3 salas de cinema, áreas amplas pra facilitar de circulação de pessoas, escada rolante e elevador para garantir a acessibilidade dos visitantes.

Estação Cidadania
Além de oferecer atrativos ligados ao lazer e entretenimento, os visitantes poderão contar serviços que serão disponibilizados pela Estação Cidadania. A estrutura reunirá em um só lugar dez órgãos públicos das esferas estadual e federal como: Polícia Civil, Detran, Jucepa (Junta Comercial do Estado do Pará) e Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).

A terceira unidade da Estação Cidadania no interior do Pará será inaugurada este mês e a expectativa é que por dia atenda uma média de 400 pessoas. Segundo a empresária Jussara Jordy, proprietária do empreendimento, os serviços vão beneficiar não apenas a população de Parauapebas, mas de toda a região de Carajás. “Nós acreditamos na cidade e sempre trabalhamos para buscar investimentos de forma a beneficiar as pessoas. Com todos esses serviços, o lojista que quer empreender tem aqui tudo que precisa para realizar bons negócios. Um ambiente adequado, comodidade, rotatividade de visitantes que buscam serviços e entretenimento. Tem tudo isso em um só lugar e com valor interessantes e acessíveis para a nossa realidade”, ressalta Jussara.

Fontinere Vieira é um dos empresários que acredita na nova proposta do empreendimento. “Eu sempre acreditei no potencial do shopping. Ele está num ponto muito bom, com muita estrutura agradável e com as novas instalações as expectativas são as melhores possíveis”, conta Fontinere.

É importante frisar que no Karajás Shopping ainda existem unidades disponíveis e os empresários interessados podem procurar a gerência do empreendimento em horário comercial.

Oportunidade para franquias
O gerente do Banco do Brasil do bairro Cidade Nova, Manoel Silveira, também esteve acompanhando a visita às instalações do shopping e relatou que empresários podem procurar a agência em busca de investimentos, em especial os interessados em administrar franquias, já que a instituição conta com linha de crédito especial da agência. “O empresário deve procurar o franquiador do ramo de seu interesse e fazer o cadastro. Aprovando este cadastro, há grandes chances de o banco já disponibilizar a linha de crédito. Desta forma, buscamos contribuir com o crescimento da cidade e seu desenvolvimento, fortalecendo a economia”, explica o gerente.

Local
Os pontos fortes do novo empreendimento são sua localização e a comodidade para o usuário. O local conta com estacionamento gratuito para 150 carros, além de estar em área de fácil acesso, transporte coletivo na porta interligando vários bairros e a zona rural de Parauapebas. Para Diego Santana Cruz, 44 anos, que tem um pequeno comércio próximo à delegacia, “a instalação da Estação Cidadania no Karajás Shopping aumentará o fluxo de gente na região e fomentará o comércio, trazendo mais emprego e renda“. Já para Kalil Izaac, 18 anos, o shopping será um local para se divertir com os amigos: “Nós que moramos desse lado da cidade estávamos reféns de um outro local onde temos que pagar estacionamento e percorrer toda a cidade para lá chegar. Aqui tem uma linda pista de Boliche, que eu adoro“.

Feira do Produtor de Parauapebas começará a funcionar à noite todas as sextas-feiras.

Cerca de 230 feirantes estão trabalhando na feira, que fica na Av. Faruk Salmen
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Será iniciada hoje, 16, a feira noturna da Feira do Produtor, localizada na rodovia Faruk Salmen. O horário de funcionamento da feira permanecerá durante todo o dia, com a diferença nas sextas-feiras que se estenderá até as 22h.

A novidade é uma das medidas implementadas pela Prefeitura de Parauapebas para impulsionar o comércio no local e oferecer mais oportunidade para novos trabalhadores participarem das edições noturnas.

Nesta primeira semana, a ideia é realizar a feira noturna apenas no interior do prédio enquanto estão sendo feitos os ajustes finais para estender também para a área onde hoje funciona o estacionamento.

O prédio da Feira do Produtor é administrado pela Secretaria de Serviços Urbanos (Semurb), enquanto que os feirantes são coordenados pela Secretaria de Produção Rural (Sempror), segundo a qual contabiliza atualmente 230 feirantes trabalhando no local.

SERVIÇO:

Assunto: Feira do Produtor oferece nova opção de horário ao consumidor
Data: 16 de março
Horário: Das 18h às 22h
Local: Feira do Produtor

Assessoria de Comunicação – Ascom/PMP

Canaã dos Carajás

Agricultura em Canaã: alternativa econômica para vencer a crise

Após parcerias de sucesso, secretário faz balanço de 2017 e garante que o produtor rural estará ainda mais forte em 2018
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A Secretaria Municipal de Desenvolvimento Rural traz consigo a árdua missão de fazer Canaã dos Carajás voltar às suas origens de município forte na produção do campo. A Terra Prometida já foi conhecida, antes das atividades minerárias, pela alta produção de leite e de produtos agrícolas. Com o tempo, a vertente econômica foi preterida, o minério ganhou espaço e a agricultura ficou esquecida.

No entanto, o fim do Projeto S11D trouxe consigo o fantasma do desemprego e a necessidade de se criar alternativas para a geração de renda ficou evidente. A produção rural, esquecida no tempo, renasceu das cinzas e ganhou força outra vez em Canaã. O ano de 2017 ficou marcado pelos bons números no campo. Entre os destaques, mais de 9 mil sacas de milho foram colhidas e cerca de 230 mil mudas de várias espécies foram produzidas no viveiro municipal. Somente o açaí teve mais de 50 mil mudas cultivadas durante o ano.

De acordo com o Secretário Municipal de Desenvolvimento Rural, Divino Sousa, os números são bastante positivos: “O viveiro tem produzido muito bem. O que eu acho mais importante é que as mudas produzidas têm tido um destino interessante: nós doamos mudas a produtores que apresentam projetos convincentes e para órgãos públicos parceiros. Até quero destacar que o açaí, pelo que percebo, é um mercado que está aberto, as pessoas descobriram isso e estão investindo. Há muitos projetos que a gente, além de doar a muda, também acompanha. É uma alternativa interessante, pois todo o açaí que é consumido aqui vem de fora.”

A pasta tem agido em parceria com algumas entidades locais, entre elas, a Agência Canaã é a principal. Juntos, os órgãos são os responsáveis por um projeto que atende atualmente 16 produtores de açaí. As ações de auxílio preveem o maquinário, mudas, assistência técnica e ainda qualificação dos produtores. Ainda em parceria com a Agência, a pasta também atendeu no ano passado 16 avicultores.

Outro projeto que ganhou imenso destaque foi a produção de codornas no município: ao todo, 20 criadores decidiram apostar na produção e já estão conseguindo obter bons resultados nas vendas.

De acordo com balanço da Secretaria, as máquinas públicas trabalharam, em média, 480 horas por mês no atendimento aos homens do campo. Entre os principais trabalhos, o apoio na produção de grãos, hortifrúti e também da mandioca.

Na pecuária, mais de 150 famílias foram contempladas com represas no ano que passou. Segundo o secretário, as prioridades foram atendidas: “Sabemos que nos últimos anos a estiagem foi maior; a demanda foi muito grande e nós procuramos atender quem já estava sem água na terra. Teve gente que foi obrigada a levar o gado para o pasto do vizinho, pois a sua terra já não tinha água para o gado beber. Desde 2013, já estamos trabalhando nisso e atendemos bastante gente. Esperamos que até 2020, final do mandato, todas as demandas sejam atendidas.”

Ainda segundo o gestor, os produtores foram agraciados com várias ações para o fortalecimento da terra em 2017: “Demos o apoio em vários momentos: na análise do solo e no transporte do calcário. Recebemos o apoio da Secretaria de Obras nisso e vamos continuar com essa ajuda nesse ano.”

Para 2018, o secretário afirmou que pretende continuar as ações e incentivar ainda mais o carro chefe da atual gestão, o Procampo. O projeto prevê o fortalecimento da produção agrícola municipal. Entre as ações do ano, o cultivo de alevinos é uma das maiores. Conforme explicou Divino, a Secretaria será a responsável por doar toda a estrutura para o produtor, desde os tanques para cultivo, até as bombas. Em contrapartida, o produtor será o responsável apenas pela mão-de-obra, energia, os próprios alevinos e também pela ração. De acordo com o planejamento da pasta, Divino disse esperar que mais pessoas sejam atendidas no atual ano em várias vertentes. Confira abaixo:

  • Fruticultura: Mais 20 famílias (Seleção dos agricultores, análise, adubação do solo e sementes.)
  • Horticultura: Mais 40 famílias.
  • Avicultura: Mais 10 famílias.
  • Apicultura: Mais 30 famílias.
  • Suinocultura: Mais 3 famílias.
  • Produção de grãos: Mais 100 famílias

Ainda em entrevista, o secretário citou algumas parcerias que deram certo no ano que se passou: “Tivemos a felicidade de conseguir boas parcerias no ano. Além da Agência Canaã, tivemos outras importantes: com a vigilância sanitária, conseguimos ajudar com a mão-de-obra de veterinários; com o Sindicato dos Produtores Rurais (SICAMPO), auxiliamos no apoio à cavalgada e na Expocanaã; já com a Adepará, nosso trabalho é de auxílio nas campanhas de vacinação, inspeção e coleta de frascos de agrotóxicos.”

Além destas, o gestor destacou outros trabalhos em conjunto:

  • Secretaria de Educação: Doação de mudas e orientação técnica; hortas nas escolas, mudas, semente e terra;
  • Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (EMATER): Palestras, cadastros, seleção de produtores;
  • Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA): Começa-se uma parceria na qualificação de produtores e visitas às propriedades;
  • Secretaria de Meio Ambiente: Mudas para nascentes e recuperação de Áreas de Preservação Permanente (APP). Arborização da cidade;
  • Secretaria de Obras: Transporte de calcário e terra para ações.

O retorno às origens rurais pode ser crucial para o desenvolvimento sustentável do município. A ideia é que se crie, através deste fortalecimento, uma cidade completamente independente da mineração: “O trabalho mineral vai passar, a agricultura precisa permanecer. É bom que a mineração brilhe, mas é importante que a agricultura também brilhe junto. Essa é uma alternativa econômica para vencer a crise. Tenho certeza que nossos produtores serão ainda mais fortes em 2018” concluiu Divino.