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Sicredi tem aumento de 31,5% na carteira de consórcio de serviços no 1º semestre

Vendas de novas cotas na região Centro Norte tiveram incremento de 7,8% no mesmo período, totalizando R$ 2,978 milhões

Considerada uma forma eficiente e segura na compra de bens e serviços, os consórcios estão sendo cada vez mais procurados pelos brasileiros. Isso porque esta modalidade de aquisição é programada e bem mais econômica se comparada a um financiamento. Os consórcios permitem a compra de bens como veículos (leves, pesados e motocicletas), imóveis, eletroeletrônicos e serviços. Este último, homologado pelo Banco Central em 2008, é um dos que mais cresce no país, com incremento de 107,5% nas vendas de novas cotas no 1º semestre deste ano, na comparação com igual intervalo de 2016, segundo dados da Associação Brasileira de Administradoras de Consórcio (Abac).

Acompanhando esta onda de crescimento, o Sicredi na região Centro Norte, que abrange os estados de Mato Grosso, Rondônia, Pará e Acre, registra evolução de 31,5% na carteira de consórcio de serviços e de 7,8% na venda de novas cotas nos primeiros seis meses deste ano, em relação a igual intervalo do ano passado. A carteira desta categoria evoluiu de R$ 12,856 milhões para R$ 16,907 milhões de um ano para outro e a comercialização de novas cotas passou de R$ 2,762 milhões para R$ 2,978 milhões na mesma base de comparação.

Atualmente, segundo ranking do BC, o Sicredi – instituição financeira cooperativa com mais de 3,5 milhões de associados e atuação em 21 estados brasileiros – é líder em consórcio de serviços, com mais de 50% do mercado nacional neste segmento. Este ano, a instituição financeira cooperativa atingiu a marca de R$ 10 bilhões em carteira de créditos ativos de consórcio, e deste total cerca R$ 300 milhões são relativos ao segmento de serviços.

Segundo a Abac, os destinos mais comuns das cartas de crédito dos consórcios de serviços são reformas, saúde e estética, eventos, viagens, tratamentos odontológicos e cursos de educação. No Sicredi, o consórcio de serviços é ofertado aos associados em créditos de R$ 5 mil a R$ 24 mil no prazo de 36 meses, com parcelas mensais a partir de R$ 168,47.

Segundo a consultora de Negócios Pessoa Física, da Central Sicredi Centro Norte, Juliana Rodrigues, o consórcio de serviços pode ser usado em pacotes de viagens; na organização de festas como casamento, formatura, aniversário, entre outros; cirurgias estéticas e reparadoras; cursos técnicos, superior, especialização, MBA e informática; consultoria; assessoria jurídica, contábil e tributária, ou projetos para reforma de imóveis. Neste caso, o crédito é usado para a elaboração do projeto e mão de obra na construção, não incluindo a compra dos materiais.

“O benefício da contratação de um consórcio de serviços é o planejamento. O associado paga mensalmente o valor e pode ser contemplado por sorteio, lances fixos ou livres, conforme a sua programação. Tem a vantagem de ser contemplado por sorteio antes do fim do período e desfrutar do crédito com aquilo que planejou”, diz Juliana ao acrescentar que o consorciado contemplado tem a liberdade de escolher o fornecedor que prestará o serviço, precisando apenas apresentar o contrato e a nota fiscal do serviço para o acesso à carta de crédito.

Da programação à e realização

O presidente da Central Sicredi Centro Norte, João Spenthof, afirma que o consórcio, independentemente da modalidade, é uma forma de o associado se programar financeiramente e planejar uma aquisição futura. “Se a pessoa não tem a cultura de poupar ou investir, o consórcio é uma maneira simples de se fazer uma poupança, pois mensalmente ela tem o compromisso de pagar a parcela da sua carta de crédito e com isso vai fazendo uma reserva financeira, uma poupança programada para compra de um bem ou contratação de um serviço”.

E foi justamente seguindo este planejamento que a cirurgiã dentista Lizia Raquel Rotilli, 39, conquistou o sonho de ter o próprio consultório. Com 16 anos de carreira, por 14 anos ela atendeu os pacientes em um imóvel alugado na cidade de Juscimeira e há um ano está no espaço que agora pode “chamar de seu”. “Eu sempre tentava juntar dinheiro e nunca conseguia atingir o valor necessário para a obra. Já tinha um terreno, muito bem localizado, mas não conseguia ter essa disciplina de juntar todo mês um montante, sempre fazia retiradas. Foi quando conheci o consórcio de serviços e contratei logo dois, no valor de R$ 18 mil cada”, diz ela ao acrescentar que deu um lance, conseguiu a carta de crédito e realizou a obra tão sonhada.

O dinheiro foi usado para o pagamento de parte do projeto que não havia sido concluído e da mão de obra da construção, que tem 80 metros quadrados. “Não era o custo do aluguel que me incomodava e sim estar em um lugar que não era meu, que não foi construído do jeito que eu queria. Agora não, tudo está como eu sonhei para o meu ambiente de trabalho”, ressalta Lizia comentando que já está pensando na aquisição de um novo consórcio de serviços.

Quem também usou a carta de crédito para construção foi a comerciante Vanessa Alves Rocha, 29, da cidade de Dom Aquino. Há três meses as obras para edificação de uma suíte, da cozinha, da área e do banheiro foram concluídas. Também aproveitou para trocar as portas e as janelas, reformando por completo a casa. Contratou uma carta de crédito de R$ 24 mil, que usou para pagar os pedreiros. “Fui à agência para contratar um financiamento e na época não pude acessar porque não tinha conta no Sicredi. Abri a conta e me ofereceram o consórcio de serviços. Não pensei duas vezes em contratar e conquistei a tão sonhada reforma da casa”. Vanessa, que é mãe de duas meninas, já pensa na próxima contratação do consórcio de serviços, a partir de janeiro. “Vou contratar outro, agora para um procedimento estético. Depois que a mulher se torna mãe o corpo muda. E já que tenho a opção de programar a cirurgia, vou fazê-la através do consórcio”.

Um procedimento estético foi o que motivou a administradora de empresas Márcia Faccio, 33, a contratar o consórcio. Ela paga a carta no valor de R$ 7 mil há dois anos, e em novembro próximo pretende ir a Maringá (PR) fazer uma rinoplastia, um procedimento estético no nariz. “É uma cirurgia que planejava fazer há algum tempo, mas não me disciplinava para juntar o dinheiro. Com o consórcio tenho certeza da destinação do valor pago para este serviço. Já está quase tudo pronto e a carta cobre o custo com o hospital, o cirurgião e o anestesista. Estou bastante contente”. Ela diz que no fim deste ano termina de pagar o consórcio e já está planejando o próximo que vai contratar.

Segundo dados da Abac, no 1º semestre deste ano, 6,1 mil consorciados foram contemplados e tiveram a oportunidade de contratar os serviços, um aumento de 16,2% sobre os 5,3 mil do mesmo período de 2016. O volume de crédito disponibilizado somou R$ 34,2 milhões este ano, contra R$ 29,5 milhões no ano passado, avanço de 16,1%. Ainda conforme as estatísticas da entidade, o tíquete médio dos consórcios de serviços é de R$ 7,1 mil este ano, ante os R$ 6,9 mil de 2016.

Outros atrativos do consórcio de serviços, lembra a consultora de Negócios da Central Sicredi Centro Norte, Juliana Rodrigues, são a não incidência de juros na contratação, apenas a taxa de administração, que é bem inferior às taxas dos financiamentos, e a atualização da carta de crédito, o que garante ao consorciado o poder de compra do bem ou serviço em qualquer época durante a vigência do plano. “Esses custos são bem inferiores às taxas cobradas em financiamentos considerando o mesmo valor do crédito”.

Sobre o Sicredi

O Sicredi é uma instituição financeira cooperativa comprometida com o crescimento dos seus associados e com o desenvolvimento das regiões onde atua. O modelo de gestão valoriza a participação dos 3,5 milhões de associados, os quais exercem um papel de dono do negócio. Com presença nacional, o Sicredi está em 21 estados*, com 1.500 agências, e oferece mais de 300 produtos e serviços financeiros. Mais informações estão disponíveis em www.sicredi.com.br.

 *Acre, Alagoas, Bahia, Ceará, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe e Tocantins.

 

O Sicredi Centro Norte, composto pelos estados de Mato Grosso, Rondônia, Pará e Acre, tem cerca de 363 mil associados, com 166 agências em 131 municípios.

Consórcio desiste de concessão de usina em Santa Isabel

Um consórcio formado por cinco pesos-pesados da indústria devolveu ao governo, na sexta-feira, a concessão da usina hidrelétrica de Santa Isabel. Com 1.087 megawatts (MW) de capacidade, o projeto foi licitado em 2001, mas jamais saiu do papel.

Obstáculos socioambientais impediram avanços no licenciamento da usina e os empreendedores, depois de anos tentando buscar o reequilíbrio econômico-financeiro do contrato, desistiram do projeto. O Consórcio Geração Santa Isabel (Gesai), responsável pela hidrelétrica, é composto por cinco empresas: Vale (43,85%), BHP Billiton (20,60%), Alcoa (20%), Votorantim (10%) e Camargo Corrêa (5,55%).

A usina de Santa Isabel, localizada no rio Araguaia, é um projeto polêmico que fica na divisa do Tocantins com o Pará. O empreendimento afeta uma terra indígena e duas comunidades quilombolas, além de estar na mesma área que serviu de palco para a guerrilha do Araguaia, no fim da década de 1960. Ela é a maior de um grupo de pelo menos oito hidrelétricas licitadas antes de 2004, que nunca conseguiram se viabilizar. Naquele ano, a então ministra Dilma Rousseff promoveu uma reformulação do setor.

Antes, as usinas eram leiloadas sem licença ambiental prévia e pelo maior valor de outorga, com pagamento de taxa pelo uso do bem público (UBP). Depois, as concessões passaram a ser feitas por menor tarifa e somente com a primeira etapa do licenciamento cumprida. Uma portaria do Ministério de Minas e Energia, publicada no mês passado, permitiu a devolução das concessões e fixou o prazo de 9 de agosto para a manifestação de interesse das empresas em rescindir contratos.

A Associação Brasileira de Investidores em Autoprodução de Energia (Abiape) obteve uma liminar, na 16ª Vara Federal de Brasília, que suspendeu esse prazo para um conjunto de cinco usinas. No caso de Santa Isabel, que estava fora da ação judicial, quatro dos cinco acionistas já haviam concordado em devolver a concessão da hidrelétrica. A Votorantim ainda resistia, mas aceitou finalmente seguir os demais sócios e protocolou o pedido ao ministério, na manhã de sexta-feira.

“O projeto perdeu completamente o equilíbrio econômico-financeiro”, afirma um executivo que a acompanha de perto o assunto. Mesmo sem ter gerado um único megawatt até hoje, a usina já gastou 12 dos 35 anos do prazo de concessão. Outro problema é que a UBP da hidrelétrica tinha valores muito altos: R$ 13 milhões por mês. Uma liminar ainda isentava o consórcio da cobrança, mas havia o risco de pagamento a qualquer momento.

“Nós tentamos fazer o reequilíbrio econômico-financeiro do contrato, mas o governo nunca aceitou”, diz o executivo. A MP 579, que propiciou a redução das contas de luz e a renovação das concessões de energia em 2012, recebeu uma emenda que viabilizaria essas usinas. Dilma vetou o artigo. Na MP 609, houve nova tentativa de recomposição, a favor das atuais concessionárias. Mais uma vez, houve veto presidencial. As empresas pediam duas mudanças: contar o prazo de concessão a partir da emissão da licença prévia e a cobrança de UBP apenas com o início a operação comercial das usinas. Alegavam que o equilíbrio dos contratos foi afetado por razões alheias à vontade delas.

Fonte: Valor Econômico

Parauapebas

Trabalhadores reclamam de falta de pagamento por parte do Consórcio Canter Paranasa

Manifestação funcionários Consórcio - foto Waldyr Silva Centenas de trabalhadores (eles disseram que foram dois mil) realizaram hoje pela manhã uma manifestação em frente à entrada da Flona Carajás, que dá acesso à Serra de Carajás, em Parauapebas, para protestar contra a falta de pagamento por parte do Consórcio Canter Paranasa, prestador de serviços para a mineradora Vale, que tem escritório na Av. Presidente Kennedy nº 115, em Parauapebas (PA). Os manifestantes alegam também que “a empresa não cumpre com os abonos prometidos, não paga hora extra e serve até comida estragada com rato no feijão”. A maioria dos trabalhadores é de jovens.

Procurados, os representantes do consórcio, mas ninguém quis se manifestar. Após insistência do repórter, um jovem cidadão respondeu que “o assunto não era de interesse da imprensa por se tratar de uma coisa interna da empresa e que as providências já estariam sendo tomadas para resolver o problema junto ao sindicado dos trabalhadores”. O cidadão, que não quis se identificar, negou que a empresa sirva comida estragada e alegou que “houve apenas uma diferença salarial, cujo erro já estaria sendo corrigido”.

Por Lima Rodrigues, de Parauapebas

Empresa oferece consórcio para compra de helicópteros

De olho em quem tem dinheiro, mas nem tanto, uma empresa de consórcios de Curitiba oferece uma linha para a compra de helicópteros e jatinhos “tipo B”. As aeronaves ofertadas custam de R$ 750 mil a R$ 1,5 milhão, valores bastante modestos perto dos R$ 16 milhões de modelos de ponta.

“Elas são como o “fusquinha” das aeronaves. A manutenção é barata, têm o básico, não gastam e fazem tudo o que você precisa”, diz Sidney Marlon de Paula, dono do consórcio Unilance. A ideia é atrair empresários “emergentes”, “gente que nunca teve um helicóptero”.

As parcelas do consórcio custam entre R$ 7.000 e R$ 12 mil por mês, a serem pagas durante dez anos.
Segundo o empresário, é um bom custo-benefício. “Pegue um BMW: num financiamento de 60 meses, a parcela é de R$ 5.000. E o que ele traz de retorno? Traz o prazer de dirigir, mas que prazer você tem? Você entra no carro e fica parado no trânsito.”

Os modelos oferecidos por meio do consórcio –helicópteros Robinson 44 e aviões monomotores da Cirrus Aircraft– são considerados “a porta de entrada” no mundo das aeronaves.

A nova linha começou a ser ofertada no fim do ano passado. Segundo de Paula, cerca de 80 pessoas já acertaram a participação no consórcio. Para iniciar a operação do grupo, são necessárias 140.

A ideia é sortear uma aeronave e um helicóptero por mês. A maioria dos interessados é de empresários ascendentes, que precisam fazer rápidas viagens de médias distâncias a negócio. (FSP)