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Área do “Costa pra rua” volta a ser ocupada irregularmente em Parauapebas

Ambulantes aproveitaram a "oportunidade" e voltaram à área desocupada pela gestão anterior.

Dezenas de comerciantes voltaram a ocupar irregularmente a área conhecida como “Costa pra rua”, infringindo o Código de Posturas do município e criando novamente uma desorganização nas proximidades da Praça dos Metais, no centro de cidade.

No final de 2015, depois de muita resistência, a Prefeitura de Parauapebas, com o apoio do poder judiciário, conseguiu retirar todos os comerciantes da área do “Costa pra rua” e também da outra próxima conhecida como “pé inchado”. Violência, muita sujeira e vendas de drogas faziam parte do dia a dia dessas localidades, o que levou com que a sociedade se juntasse em uma força-tarefa com o objetivo de retirar de lá os ambulantes.

Na oportunidade o galpão da antiga Feira do Produtor foi destruído, assim como várias barracas de lona e madeira. Os comerciantes receberam apoio financeiro para ajudá-los no processo de mudança e também ganharam barracas novas e padronizadas. Foi dada a opção de escolherem trabalhar no Mercado Municipal do bairro Rio Verde ou no Centro de Abastecimento de Parauapebas (CAP).

“Ninguém mais da Prefeitura passou por aqui, e também eles pararam de mexer na reforma da Praça. Tem gente que está voltando para cá. No meu caso, saí do aluguel e vim montar minha barraca aqui”, disse um comerciante.

A cabeleireira Cláudia Mascarenhas, que mora nas proximidades disse que foi muito boa a desocupação da área, que melhorou até mesmo a segurança no local. Mas agora ela teme o retorno de toda a “bagunça da época anterior à retirada do pessoal”.

O retorno dos ambulantes ao local se deu no domingo, logo após a posse de Darci Lermen como prefeito de Parauapebas. Mas a reportagem não conseguiu vincular o novo governo à ação, nem tampouco os invasores alegaram terem sido autorizados pelo novo gestor a voltarem à área.

Segundo o chefe de gabinete do prefeito, Luis Bonetti, a gestão não comunga com a ação dos ambulantes.“No domingo (1º) pedimos à Polícia para desmobilizar a ocupação. Marcamos uma reunião com os camelôs para dia 20 e vamos usar o diálogo como primeira alternativa. Mas não podemos permitir desordem na cidade”, garantiu Bonetti ao blog.

O vereador Luiz Castilho (PROS)mora próximo à área e deu seu testemunho ao Blog afirmando que a situação de segurança e limpeza daquela área melhorou muito depois da retirada dos ambulantes. Castilho, no entanto, disse que é preciso buscar alternativas para que os ambulantes recebam um local não só digno fisicamente para trabalhar, mas que seja um local onde o comércio realmente possa ser aplicado. “Não adianta tirar esses cidadãos desse local e jogá-los em um local onde não conseguirão dar sustento às suas famílias. Buscarei junto ao governo que ajudei a eleger alternativas viáveis para resolver a situação dos ambulantes”, concluiu o vereador.

O vereador Zacarias Marques (PSD) também falou sobre o assunto ao blog: “sou contra a ocupação irregular daquela área, que tanto deu trabalho para ser revitalizada. Lutarei para que isso não aconteça. Parauapebas tem que avançar. Quanto aos feirantes, devemos buscar uma alternativa que venha os valorizar com dignidade.”

Para o juiz Líbio Moura, que contribuiu diretamente com o processo determinando a retirada dos comerciantes, “nada justifica o retorno dos vendedores ambulantes ao local. Como todos sabem, a desocupação foi objeto de uma recomendação do Ministério Público cumprida por todos os poderes. O município precisa fazer a sua parte, com a continuidade de utilização adequada daquele espaço, a exemplo de como já feito com a revitalização da Praça dos Metais. A manutenção de um ambiente saudável e limpo, no que outrora se chamou de “pé inchado” é uma demonstração de evolução da sociedade de Parauapebas e um caminho para que as normas sejam cumpridas indistintamente”.

Opinião do Blogger

O país passa por dificuldades relacionadas à geração de emprego e renda. Todavia, não se pode usar esse argumento e autorizar o retorno dos ambulantes para que as mazelas que aconteciam naquele local voltem a acontecer. O MP pediu e a Justiça determinou a retirada dos ambulantes e a revitalização da área, e não houve contestação do município à época. Portanto, determinação judicial deve ser cumprida e a área deve ser obra de ação do novo governo buscando para o local investimentos que tragam à população segurança e lazer, em vez de drogas, violência e imundice. O novo gestor deve sim se reunir com os invasores e mostrar definitivamente a posição do novo governo no que tange às invasões e apropriações dos bens públicos ou privados. Retirar os ambulantes não é defenestrar oportunidades àqueles cidadãos, é mostrar que o governo, apesar de populista, é também legalista. Esse caso é um caso de segurança pública, acima de tudo!

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