Internet de qualidade é WKVE Liga você ao mundo!
Polícia

Foragido do Crama flagrado com pedra de crack no fundo da cueca

Informação repassada ao disque-denúncia alertou a Polícia Militar, que flagrou Loirinho da Rua do Meio numa van que seguia de Marabá para Parauapebas
Continua depois da publicidade

Marcelo Gleison Cardoso, conhecido no mundo do crime como “Loirinho da Rua do Meio”, voltou ontem, segunda-feira (18), para onde saiu sem autorização: o Centro de Recuperação Agrícola “Mariano Antunes” (Crama), em Marabá. Ele foi preso por uma guarnição da Polícia Militar formada pelo tenente Freitas e pelo cabo Freitas, que solicitaram apoio para interceptar uma van que seguia de Marabá Para aquela Parauapebas. É que, via disque-denúncia, eles receberam a informação de que um passageiro transportava entorpecentes naquele veículo.

O apoio chegou e junto com os demais policiais o subcomandante do 23º Batalhão de Polícia Militar, major Emmett Alexandre Moulton. Com a descrição do traficante, a PM não demorou a identificar Loirinho da Rua do Meio que carregava, no fundo da cueca, uma pedra de crack.

Ao verificar no sistema de informações o nome do acusado, os policiais militares constataram que era foragido do Sistema Penal em Marabá. Ele contou que saiu beneficiado pelo indulto do Dias das Mães e não mais retornou ao cárcere. Essa história, porém, foi desmentida pelo diretor do Centro de Recuperação, tenente-coronel Alan, o qual contou que, como foi negada a Marcelo Loirinho a licença do Dia das Mães, ele resolveu sair por conta própria, fugindo da penitenciária.

Marabá

“Curicão” pega 7 anos de prisão 7 meses após ser preso com 18 papelotes de crack

Na sentença, juiz Alexandre Arakaki considerou grave o fato de o rapaz já ter antecedentes criminais e mandado de prisão em aberto
Continua depois da publicidade

Rápida e implacável. Foi assim que a Justiça agiu nesta semana para com Josiel Ramos Paixão, popularmente conhecida como “Curicão”, preso no dia 5 de setembro do ano passado em companhia de Antônio Carlos Santos em um bar no Bairro Jardim União, em Marabá. Com o primeiro a polícia encontrou 18 papelotes de droga e com o segundo uma pistola calibre 380 com numeração raspada.

Segundo a acusação do Ministério Público, no dia 5 de setembro de 2017, policiais militares receberam informações, via Disque Denúncia, indicando um local onde pessoas estariam em posse de arma de fogo e de drogas. A fim de averiguar a delação, os agentes da lei foram ao local indicado e ao chegarem ali, passaram a realizar revista nas pessoas ali presentes. Durante estas buscas, encontraram com Antônio Carlos Santos Araújo uma pistola 380 com numeração suprimida, com 14 munições não deflagradas, e uma munição alimentada na câmara, pronta para o disparo, bem como um papelote da droga conhecida como maconha, contendo 1,5 gramas.

Dando continuidade às buscas pessoais, as autoridades policiais encontraram com Josiel Ramos Paixão 18 pequenas porções da droga conhecida como crack, que depois a perícia confirmou que 5,9 gramas do entorpecente. Logo em seguida, os agentes deslocaram-se à residência de Josiel e, após a revista, encontraram várias munições deflagradas e três ainda intactas, de calibre 380.

Apesar da acusação do Ministério Público, para o juiz Alexandre Hiroshi Arakaki não ficou claro que a pistola fora encontrada, de fato, em poder de Antônio Carlos Santos. Testemunhas relataram que ela estava próxima do acusado, mas não exatamente com ele. Por causa disso, ele foi considerado inocente e colocado em liberdade.

Todavia, o caldo engrossou para Josiel Curicão. As provas foram consideradas robustas contra ele, além do fato de não ser réu primário. Por isso, foi sentenciado a sete ano, nove meses e dez dias de prisão em regime fechado.

Em seu interrogatório, Josiel negou as práticas criminosas imputadas contra ele, afirmando ter sido vítima de um flagrante armado e arquitetado pelos policiais militares. “Acatar a tese do réu seria infirmar todos os depoimentos prestados pelas testemunhas advertidas e compromissadas nos termos da lei e ouvidas em contraditório.  Percebo na versão do acusado o caráter fantasioso e desarrazoado, pois trata-se de narrativa claramente inócua e dissociada de qualquer outro elemento de prova. Há, claramente, a tentativa de se esquivar da aplicação da lei penal”, disse o magistrado.

Como Josiel “Curicão” já cumpriu pena em regime fechado no Centro de Recuperação Agrícola Mariano Antunes (Crama) por assalto, e havia saído em 2014 e que também tinha um mandado de prisão em aberto pelo crime de homicídio, ele começará a responder a cumprir a pena em regime fechado. (Ulisses Pompeu)

polícia

Parauapebas: PM prende casal suspeito de tráfico de entorpecentes no Bairro da Paz

Jeovane e Antônia negam ser traficantes e dizem serem apenas viciados, mas foram pegos com seis petecas de crack
Continua depois da publicidade

Após receber de denúncia de que um casal estava vendendo entorpecentes na esquina das ruas Sol Poente e Lauro Corona, no Bairro da Paz, uma guarnição da Polícia Militar se dirigiu ao local e prendeu Jeovane Correia Campos, 18 anos, e Antônia Pereira da Silva, 35. Com eles foram encontradas seis petecas de crack. A prisão aconteceu por volta da 0h30 desta quinta-feira (8), quando os acusados estavam em frente ao estabelecimento conhecido como Bar do João, local de muita movimentação à noite. Porém, quando perceberam a chega da polícia, cada um foi para um lado.

Mas, a guarnição do sargento J. Ricardo, formada pelo cabo P. Silva e pelo soldado Oliveira, na revista, encontrou três petecas com Jeovane. A mulher, por seu turno, negou que estivesse vendendo a droga, mas, trêmula de nervoso, deixou cair uma peteca no chão. Levada ao quartel da PM, ela foi revistada por uma agente da Guarda Municipal, que encontrou em um dos bolsos de Antônia mais duas petecas.

“Tivemos sorte em pegar esse casal com essa droga e agora eles estão aqui na delegacia para os procedimentos cabíveis”, disse o sargento ao entregar o casal na 20ª Seccional Urbana de Polícia Civil.

Ouvida pela Reportagem, a mulher disse ser apenas viciada e que havia ido ao local comprar uma cabeça de crack para fumar. Também ouvido, o rapaz contou já ter sido preso pelo mesmo motivo, afirmando também que só é dependente químico. Ambos negaram ser traficantes.

Por Caetano Silva
Reabilitação

Em Marabá, Chácara Emaús completou oito anos tirando pessoas das garras do crack e do alcoolismo

Tudo começou em 2009, com a ajuda do empresário Leonildo Rocha, que comprou o espaço onde hoje funciona o Centro de Recuperação de Dependentes Químicos
Continua depois da publicidade

Por Eleutério Gomes – de Marabá

Eles são pessoas de idades entre 20 e 40 anos, em geral do sexo masculino, mas envelhecidos pelo sofrimento e pelo vício, têm baixíssima ou nenhuma escolaridade, são, em sua maioria, pedreiros, auxiliares de pedreiro, pintores, carpinteiros ou auxiliares de serviços gerais, um ou outro tem profissão diferente, foram abandonados pela família e já viveram nas ruas. Oitenta por cento deles foram escravizados pelo crack e 20%, pelo álcool.

Esse é o perfil das pessoas que chegam quase diariamente à Chácara Emaús – Centro de Recuperação de Dependentes Químicos – em busca de ajuda. Querem ter a vida de volta, mas não sabem como começar ou como recomeçar.

De tanto ver essas pessoas amanhecerem dormindo no vão sob a torre da Igreja de São Francisco de Assis, onde era pároco, em 2009 o padre Mário José Maestri decidiu que era hora de ajudá-las, mas não sabia como nem por onde começar, pois precisava de um local que pudesse abrigá-las com dignidade.

De conversa em conversa, o empresário Leonildo Rocha, – já falecido – acabou sabendo do projeto do padre Mário e abraçou a causa, adquiriu uma grande área que estava à venda no Bairro Amapá – Complexo Cidade Nova –, onde já havia uma casa que serve até hoje de alojamento.

Solidariedade

“De início ganhamos 10 mil camisetas da Nokia e começamos a primeira campanha em busca de recursos. Vendemos todas e reformamos a casa e compramos o mobiliário”, lembra padre Mário, que, de doação em doação, de parceria em parceria, ampliou a chácara, construiu mais dois prédios e uma bela capela desenhada pelo arquiteto Honório Aires, tudo sem desembolsar um centavo.

Hoje ele continua contando com doações de 40 sócios colaboradores, como denomina, metade deles empresários, a outra metade, “pessoas de bom coração” que procuram o centro voluntariamente.

O trabalho começou com 12 dependentes químicos e hoje prossegue com 26. É um número pequeno, mas suficiente para que a instituição, dentro de suas possibilidades, possa oferecer conforto, boa alimentação e qualidade de vida, a fim de ajudar a livrá-los da teia das drogas.

“Aqui eles têm atividade diariamente. Temos uma rotina com horários obedecidos rigorosamente, do levantar ao deitar”, descreve padre Mário que, indagado se há algum tipo de sanção para quem desobedece as regras, disse que não há punição, mas uma conversa franca, “sempre baseada na palavra de Deus, a Bíblia”.

O trabalho feito com os dependentes consiste em evangelização, mas não só no catolicismo, sacerdotes de outras religiões também participam, reafirmando a liberdade religiosa; laborterapia, o tratamento pelo trabalho; e a integração da convivência social.

“Muitos chegam aqui e a gente vê que não tinham horário para nada, não respeitavam o espaço do outro, não sabiam conviver em sociedade, enfim”, conta o padre, afirmando que depois que entram da chácara começam a mudar para melhor.

Choro de mãe

Um desses que está mudando para melhor é Beija-Flor – nome fictício para manter o anonimato da pessoa em tratamento. Hoje com 28 anos, ele, que é ajudante de pedreiro, conta que trabalhava em uma obra quando o próprio patrão, que era traficante, o que ele veio saber depois, o contratou como “avião”, entregador. “Daí para que eu usasse foi rápido”, conta Beija-Flor, que chegou ao fundo do poço após ter vendido tudo o que tinha em casa, até roupas e chegou a morar nas ruas por oito meses. “Um dia fui à casa da minha mãe, ela, desconfiada, trancou todos os quartos e foi tomar banho. Aproveitei e roubei as vasilhas de Tuperware que estavam no armário. Fui vender para comprar crack”, conta.

Ele lembra que, quando voltou para casa, viu a mãe chorando muito. “Foi o que me fez procurar a chácara. Nunca vou esquecer aquela cena”. Estou aqui há dois meses e tenho certeza de que vou chegar aos nove meses (tempo do tratamento)”, afirma ele, dizendo que ali se sente entre amigos e em paz.

Fogão de lenha

Outro que também está há dois meses na Chácara Emaús é Pardal. Trinta e cinco anos, motorista, ele conta que experimentou a primeira pedra de crack oferecida por um cunhado. Daí para frente, dominado pelo vício, passou a vender tudo o que via em casa, móveis, eletroeletrônicos, eletrodomésticos e até o fogão. “Minha mulher cozinhava na lenha”, lembra, com tristeza.

A esposa de Pardal recebia uma pensão, um valor razoável que dava para sustentar a casa e viver tranquilamente, mas, ele chegou ao ponto de começar a sacar o dinheiro do banco para comprar crack e, assim, chegou ao fundo do poço. “Acabei nas ruas”, conta.

Certo dia, porém, uma irmã dele o socorreu. “Liguei para ela, eu estava com fome e pedi dinheiro para comprar uma quentinha. Minha irmã levou pra mim e me convidou para, naquela noite, dormir na casa dela”, lembra Pardal que, pela manhã, foi convidado pela irmã a procurar uma vaga no Emaús. “Aceitei e deu certo, estou aqui faz dois meses. Depois que cheguei aqui, vi minha vida melhorar e a vida da minha família também. Até minha mãe ganhou peso, ela emagreceu muito, de tanta preocupação com a minha vida”, declara Pardal.

Padre Mário comemora, fica alegre cada vez que um interno, após os nove meses de tratamento, vai embora e toma novo rumo na vida. “Fico mais feliz ainda quando eles aparecem aqui, empregados, com a família, muitos de carro ou moto, e dão seu testemunho aos que estão em tratamento”.

Festa

No próximo dia 29, quando se comemora São Pedro, vai ter festa junina na chácara, pelo segundo ano consecutivo. “Vai ter quadrilha, música ao vivo, comida típica, arraial, brincadeiras, mas nada de bebida alcoólica. E toda a renda será para obras na chácara”, avisa o padre, convidando toda a comunidade. O Centro de Recuperação fica na Rua das Cacimbas, 123. Bairro Amapá. As missas de domingo pela manhã são abertas à comunidade e os colaboradores também participam delas.

Canaã dos Carajás: polícia civil apreende 60 petecas de crack

Continua depois da publicidade

pedras_crack Em operação denominada “Carnaval”, que vem sendo desenvolvida pela Polícia Civil de Canaã dos Carajás no intuito de coibir o uso de entorpecentes no município, foi preso na madrugada dessa sexta-feira, 17, o traficante Sergio Luiz Costa Souza, vulgo “baixinho”. Ele perambulava pelas vias do município em uma moto quando foi abordado pelo delegado José Euclides Aquino da Silva e os agentes investigadores Abraão e Nonato. Com ele foram encontradas 60 petecas de crack.

A prisão se deu após denúncias recebidas pela Depol daquele município. “Baixinho tem 38 anos, é natural do Maranhão e há seis meses reside em Canaã dos Carajás. No celular usado pelo traficante, conta o delegado Aquino, já foram recebidas cerca de cinquenta ligações de clientes do traficante solicitando o fornecimento de drogas.

Segundo o delegado José Euclides Aquino, a operação policial será intensificada na região. “Pedimos que a população denuncie anonimamente qualquer suspeita de tráfico de drogas pelo telefone 181 (Disque-Denúncia) ou pelo (94) 3346-2250 (Disque-Denúncia regional do Sudeste do Estado)”, conclamou o delegado.