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Legislativo

Falta de acessibilidade em espaços públicos e privados de Parauapebas é a maior dificuldade de pessoas com deficiência

Esse foi um dos assuntos debatidos durante a sessão desta terça-feira na Câmara Municipal de Parauapebas

O Conselho Municipal dos Direitos da Pessoas com Deficiência de Parauapebas realiza a 9º semana de luta pelos direitos do deficiente. Como parte das atividades de sensibilização, representantes do conselho participaram da sessão da câmara de vereadores, nesta terça-feira, 19, para falar da luta pela inclusão social.

O Conselho foi criado em 21 de março de 2012, mas só em 2013 foi efetivado e hoje conta com 12 conselheiros da sociedade civil e do poder público. Segundo o presidente do Conselho, Edivaldo Lima, não existe um censo que aponta quantas pessoas com deficiência vivem em Parauapebas, mas a estimativa é de cerca de 3 mil. A criação do Conselho trouxe algumas melhorias. “Ao longo dos 4 anos, conseguimos implantar no município a reabilitação para crianças com deficiência, que é feita na Policlínica, e antes era realizada pela Apae, mas o Conselho conseguiu fazer com que o município assumisse essa responsabilidade. Outra conquista foi a criação e execução da lei do passe livre municipal, que dá direito à gratuidade no transporte público, não só para o deficiente, mas como também para o acompanhante”, enfatizou Edivaldo.

Falta de acessibilidade

Mas o maior problema enfrentado pelas pessoas com deficiência, ainda é a falta de acessibilidade nas ruas de Parauapebas. “A maior dificuldade são os espaços públicos do executivo e até do legislativo que não garante acessibilidade, como também os espaços privados, as ruas não são padronizadas e muitos comerciantes acham que as calçadas são extensão de suas lojas, dos seus estabelecimentos e lanchonetes, colocando mesas, cadeiras em cima das calçadas. As pessoas também estacionam sobre a calçadas, não respeitando o direito de ir e vir do deficiente”, relatou Edivaldo Lima.

A carta feita pelo Conselho dos Direitos das Pessoas com Deficiência expondo as dificuldades enfrentadas no cotidiano foi lida pelo vereador Luiz Castilho (PROS). “Eu me sinto honrado em ser um agente do poder executivo, de passar a mensagem do Conselho. Existem, de fato, muitas leis que os contemplam, mas, se não houve sensibilidade das pessoas, do poder público, comerciantes e da sociedade de uma forma geral, a gente não consegue fazer a tão sonhada inclusão social”, destacou o vereador.

Aprovada lei que cria a semana da cultura evangélica

Durante a sessão de ontem foi apresentado o Projeto de Lei de autoria do vereador José Marcelo, o Parcerinho (PSC), que instituía a semana de Cultura Evangélica na cidade. Segundo o vereador, em Parauapebas 30% da população é de evangélicos. “O objetivo é que Parauapebas se torne a capital do evangelho, promovendo a cidade como polo turístico, como já acontece em outras cidades do país”. O projeto de lei foi analisado pela Comissão de Justiça e Redação e aprovado por todos os vereadores presentes.

Sinalização Inteligente

O vereador Zacarias Marques (PSDB), apresentou o indicativo para que o Departamento Municipal de Transito e Transporte (DMTT), instale nas ruas de Parauapebas, semáforos inteligentes, que são os semáforos acionados pelo pedestre quando precisa atravessar a faixa. “A gente sabe que hoje existe o trabalho educativo como o pé na faixa, mas não é suficiente para evitar os acidentes no trânsito, como o que aconteceu ontem, em frente ao hospital municipal. A sinalização inteligente vem tanto proteger o motorista como também o pedestre”, conclui Zacarias.

O pedido é para que a nova sinalização seja feita na rodovia Faruk Salmen, próximo do Hospital Geral de Parauapebas, nas ruas do bairro Cidade Nova, onde há concentração de agências bancárias.

Marabá

Rios de Encontro ganha espaço na sessão da Câmara Municipal e diz “não” à Hidrelétrica de Marabá

A participação se deu em razão do Dia da Amazônia, que transcorre nesta terça-feira, 5 de setembro

Por Eleutério Gomes – de Marabá

Pelo transcurso do Dia da Amazônia, nesta terça-feira (5), o Projeto Rios de Encontro, coordenado pelo ativista cultural galês Dan Baron, teve espaço de 30 minutos na sessão da Câmara Municipal de Marabá, durante o qual fez o encerramento do Fórum Bem Viver, evento que iniciou no último dia 28 de agosto com várias atividades culturais.

Voltado para a defesa do meio ambiente, à preservação dos bens naturais e, consequentemente, do ser humano, o discurso de abertura de Baron defendeu um amplo debate acerca dos grandes projetos para o município e região, com destaque para a Hidrelétrica de Marabá e a derrocagem do Pedral do Lourenção, no Rio Tocantins, em Itupiranga.

Ele afirma que esse modelo de desenvolvimento é falido, norteado pela ganância de poder político de grupos que não têm compromissos com as comunidades atingidas. Lembra de Belo Monte e cita Altamira, onde o que ficou depois da implantação da hidrelétrica foi a pobreza a e violência.

Participou também da apresentação, o vereador Leonardo Santana, da Câmara Municipal de São João do Araguaia, cidade que será atingida pela Hidrelétrica de Marabá. Ele disse que não quer a barragem, afirmando que o empreendimento não só enterrará a história do município com destruirá as raízes do povo são-joanense. “Queremos o rio para a vida e não o rio da morte”, exclamou, encerrando sua fala.

Em seguida falaram a dançarina colombiana Claudia Giraldo e o músico equatoriano Oscar Paredes, ambos também ambientalistas, que protestaram contra o modelo de desenvolvimento que destrói florestas, rios e desaloja comunidades, disseminando a violência e a pobreza. O discurso foi o mesmo de um terceiro ativista, este norte-americano. Aconteceram também apresentação de música de percussão e dança, executados por jovens que participam do Rios de Encontro.

O que é o Rios de Encontro?

É um projeto desenvolvido na comunidade ribeirinha afrodescendente do Cabelo Seco, bem na ponta entre os Rios Tocantins e Itacaiúnas, o bairro matriz da cidade de Marabá. Nele, Dan Baron procura transformar a riqueza cultural adormecida, pela formação artística, gestão cultural e produção transcultural, em uma proposta que integra quatro gerações da comunidade, gestores do poder público e profissionais de educação, saúde, cultura e segurança.

Formado por um núcleo gestor de jovens artistas de microprojetos artístico-culturais da comunidade Cabelo Seco, apoiados por um núcleo gestor de suas mães produtoras na sua Casinha de Cultura, o Projeto hoje atua em sete frentes: o grupo musical Latinhas de Quintal; a companhia de dança AfroMundi Pés no Chão, o projeto de jornalismo social Nem Um Pingo; o coletivo audiovisual Rabeta Vídeos, um Cine Coruja, e Folhas da Vida: bibliotecas familiares.

Eventos

Coletivo Ocupa CDC programa virada cultural em Parauapebas

Evento pretende fortalecer e dar visibilidade aos projetos locais, com uma agenda de atividades abertas ao público

Depois de ouvirem do próprio secretário de cultura que o governo municipal tem a intenção de derrubar o Centro de Desenvolvimento Cultural (CDC) de Parauapebas, tendo em vista que a construção de um novo espaço para esse propósito está em processo de conclusão, integrantes dos movimentos culturais de Parauapebas organizaram-se em um Coletivo chamado “Ocupa CDC” e decidiram realizar uma Virada Cultural na cidade.

“Nossa ideia é promover diversas atividades ao mesmo tempo, com produção cultural de todos os cantos da cidade, para mostrar a capacidade do CDC de agregar o movimento cultural, deixando claro o quanto ele é importante enquanto Patrimônio Histórico e Cultural de Parauapebas”, afirmou uma das integrantes do Coletivo, que agrega artistas e produtores culturais de vários segmentos.

A programação deverá ocorrer entre os dias 1 e 6 de agosto. “Inicialmente convidamos diversos produtores culturais que já são inscritos no Conselho Municipal de Políticas Culturais, mas, em seguida, disponibilizamos inscrições para vendas de comidas típicas e produtos de artesanatos e artes em geral. O evento contará também com vários tipos de apresentações”, informou.

Até a presente data, 70% da programação já está fechada. A meta é concluir até o dia 20 de julho e, a partir desta data, será iniciado o processo de divulgação da Virada Cultural de Parauapebas. O Coletivo é constituído por 15 artistas e produtores culturais, que atuam na organização do evento; todas as decisões são tomadas coletivamente.

“O objetivo principal é sensibilizar o poder público de que há uma necessidade de fomento da política pública cultural; que a cultura também gera economia para esta cidade; que a política de eventos não agrega a todos! Precisamos que o Sistema Municipal de Cultura se efetive! Que, a partir dele, os editais culturais sejam liberados para que os grupos culturais e pessoas físicas tenham acesso; que o CDC seja revitalizado, assim como outros equipamentos culturais”, declara o Coletivo.

O titular da Secretaria Municipal de Cultura (Secult), Popó Costa, informou ao Blog que apoia o movimento. “O Ocupa CDC é uma proposta dos grupos culturais e artistas locais para fortalecer e dar visibilidade aos projetos da cidade. Além disso, os grupos pretendem debater o uso do CDC, que vem sendo questionado depois da notícia de conclusão das obras do novo Centro Cultural. A Secult vem acompanhando de perto a iniciativa dos grupos e estamos, coletivamente, criando as condições para ajudar esses agentes culturais. A ideia é ocupar o CDC com uma agenda de atividades culturais abertas ao público”, afirmou o secretário.

Cultura

Projeto “Imerys Cultura e Sustentabilidade” leva teatro, cinema e oficinas de reciclagem ao Pará

Iniciativa tem por objetivo democratizar o acesso à cultura e, por meio dela, incentivar a conscientização ambiental e a preservação do planeta

Criado com o objetivo de democratizar o acesso à cultura e estimular a conscientização sobre a importância de preservar o meio ambiente, o projeto Imerys Cultura e Sustentabilidade levará espetáculos teatrais, exibição de filmes, palestras e oficinas culturais e de conscientização ambiental a dois municípios paraenses: Barcarena e Ipixuna do Pará. A iniciativa terá duas etapas. A primeira será realizada a partir desta terça-feira (11) e segue até o dia 21 deste mês, e a segunda em setembro. Todas as apresentações são gratuitas e ocorrem em uma grande arena itinerante, com um palcomóvel e estrutura para receber 250 pessoas por apresentação.

A programação de julho prevê apresentações teatrais, exibições de filmes, palestras e oficinas de reciclagem. O projeto é coordenado pela Magma Cultura e patrocinado pela Imerys, por meio da Lei de Incentivo à Cultura do Ministério da Cultura. Em Barcarena, o Palcomóvel ficará em Vila do Conde e em Ipixuna do Pará, na comunidade Vila Canaã.

No palco, duas companhias de teatro vão animar o público. A Casa do Bispo Atelier encena “Era uma vez …Dom Quixote”, que tem como atração extra, além do texto divertido e da dança, o resgate de clássicos do cancioneiro infantil. Já o Circo Fool apresenta “Circo Reciclado”, que aborda a importância da preservação da água e da mobilização de todos para mudar o mundo. “Selecionamos as atrações através de uma chamada pública. Isso possibilitou contarmos com duas companhias que têm grande experiência nesse tipo de apresentação e conquistam a plateia, geralmente formada por crianças e jovens, ao usar muita interatividade e bom humor”, diz o produtor Jefferson Bevilacqua, da Magma Cultura.

O teatro é a atração principal do projeto. Mas os participantes também vão acompanhar oficinas e palestras sobre consumo consciente, geração e seleção do lixo, aproveitamento de alimentos e redução do desperdício. As oficinas de reciclagem e as palestras de conscientização serão ministradas pelo grupo Casa 11.

Para Juliana Carvalho, Coordenadora de Comunicação & Relações com as Comunidades da Imerys, difundir a cultura é levar educação ambiental e conscientização para as comunidades. “Acreditamos que a cultura seja um excelente meio para levar informações sobre o respeito ao meio ambiente à crianças e jovens. A realização desse projeto oferece a oportunidade de participar de atividades divertidas e, ao mesmo tempo, apoiar uma geração a disseminar e a praticar o desenvolvimento sustentável”, afirma Juliana.

Programação

Barcarena / Vila do Conde: Espaço Cultural de Vila do Conde, a partir das 8h30.

11/7
8h30 – “Dom Quixote” – Casa do Bispo Atelier
9h30 – “Circo Reciclado” – Circo Fool
14h – “Dom Quixote” – Casa do Bispo Atelier
15h -“Circo Reciclado” – Circo Fool
19h30 – Sessão de cinema

12/7
8h30 – “Dom Quixote” – Casa do Bispo Atelier
9h30 – “Circo Reciclado” – Circo Fool
14h – “Dom Quixote” – Casa do Bispo Atelier
15h -“Circo Reciclado” – Circo Fool
19h30 – Palestra de conscientização

13/7
8h30 – “Dom Quixote” – Casa do Bispo Atelier
9h30 – Oficina de reciclagem
14h -“Circo Reciclado” – Circo Fool
15h – Oficina de reciclagem
19h30 – Palestra de conscientização

14/7
8h30 – “Dom Quixote” – Casa do Bispo Atelier
9h30 – “Circo Reciclado” – Circo Fool

Ipixuna do Pará / Vila Canaã: Em frente ao Galpão do Agricultor, a partir das 8h30.

18/7
8h30 – “Dom Quixote” – Casa do Bispo Atelier
9h30 – “Circo Reciclado” – Circo Fool
14h – “Dom Quixote” – Casa do Bispo Atelier
15h -“Circo Reciclado” – Circo Fool
19h30 – Sessão de cinema

19/7
8h30 – “Dom Quixote” – Casa do Bispo Atelier
9h30 – “Circo Reciclado” – Circo Fool
14h – “Dom Quixote” – Casa do Bispo Atelier
15h -“Circo Reciclado” – Circo Fool
19h30 – Palestra de conscientização

20/7
8h30 – “Dom Quixote” – Casa do Bispo Atelier
9h30 – Oficina de reciclagem
14h -“Circo Reciclado” – Circo Fool
15h – Oficina de reciclagem
19h30 – Palestra de conscientização

21/7
8h30 – “Dom Quixote” – Casa do Bispo Atelier
9h30 – “Circo Reciclado” – Circo Fool

Sobre a Imerys

Há mais de 20 anos presente no Pará, a Imerys é a mineradora que atua com caulim no Estado. Detentora da maior planta de beneficiamento do minério no mundo, a Imerys faz parte de um grupo francês que está presente em cerca de 50 países. No Pará, a empresa possui duas minas no município de Ipixuna do Pará, além de uma planta de beneficiamento e um porto próprio em Barcarena.

Desde 2012, a empresa desenvolve diversos projetos sociais que têm por objetivo levar saúde, educação, geração de renda e qualidade de vida para as comunidades dos municípios onde atua. O principal projeto social, Casa Imerys, possui três unidades físicas no Estado e já beneficiou mais de 10 mil pessoas, entre crianças, jovens e idosos, com atividades como reforço escolar, cursos de qualificação profissional, atendimento odontológico e oftalmológico, aulas de balé, karatê, hidroginástica, artesanato, entre outros.

Parauapebas

Exposição 1.000 TONS, do artista plástico Afonso Camargo, será lançada dia 13 de maio

Conheça um pouco mais da carreira desse artista que é referência na cultura parauapebense.

O artista plástico Afonso Camargo Fona é um dos ícones do movimento cultural de Parauapebas. Seu trabalho é reconhecido na cidade e sua contribuição no processo de formação do segmento é indiscutível. O artista veio residir em Parauapebas ainda na década de 80, à convite da então Companhia Vale do Rio Doce (CVRD), com a proposta de trabalhar no Centro de Atividades Culturais (CAC), em Carajás.

Desde então, Afonso Camargo se envolveu profundamente com a cidade, atuando no projeto Barriga Cheia, realizado pela Prefeitura por meio da Secretaria de Assistência social, onde promovia diversas atividades culturais com crianças e adolescentes, e seguiu contribuindo até então em praticamente todo o processo de construção do movimento cultura de Parauapebas, ora trabalhando em eventos como o carnaval, ora em sala de aula, ora atuando no desenvolvimento de políticas culturais para o município.

Mas, antes de se instalar em Parauapebas, Afonso Camargo vivenciou ricas experiências culturais. Filho de artesões, começou sua produção aos nove anos de idade, quando já pintava e desenhava muito bem, a partir dos aprendizados adquiridos na oficina de seu pai, o mestre Pedro Fona.

Entre as pinturas de cuias e telas, seu trabalho ganhou dimensão e reconhecimento, experimentou a escultura com o mestre Renato, quando iniciou o estudo do barroco, que ainda reflete sobre os trabalhos do artista em obras sacras e religiosas que produz. Afonso Camargo participou de várias exposições e salões. Em uma delas, ele ficou em terceiro lugar, no Arte Pará, logo na sua implantação. O artista também fez exposições nos Estados Unidos, o que lhe abriu portas para atuação no Brasil, especificamente no Amazonas.

“Manaus foi uma porta que me abriu muitas oportunidades. O Estado do Amazonas me acolheu – minha produção – primeiro como aderecista do Caprichoso e depois também o Garantido, na época em que estava no auge as festas dos Bumbás, então a mão-de-obra nessa época era muito qualificada”, relatou o artista sobre sua experiência na cidade de Parintins.

A partir do seu envolvimento e trabalho com as festas em Parintins, inclusive como carnavalesco, novos desafios para o artista surgiram e ele foi trabalhar, em seguida, como cenógrafo, no teatro Amazonas, atuando nas grandes companhias da época, creditando prestígio e renome em suas atividades artísticas.

De Manaus o artista retornou para sua cidade de origem. “Depois dessa temporada voltei para Santarém, onde cuidei de produzir algumas exposições também. Estive intensamente ligado ao movimento cultural e artístico da cidade, quando então veio a proposta de trabalhar aqui em Parauapebas. Me identifiquei com a cidade”, informou Afonso Camargo.

Desde então o artista tem desenvolvido várias atividades artísticas. Atuou como professor de arte e ofício; foi Secretário de Cultura do município; e foi escolhido como Mestre da Cultura Popular na epígrafe artesanal pelo programa do governo do Estado do Pará.

Afonso Camargo realiza mostra e exposições, tanto local quanto internacional e seus trabalhos são reconhecidos nos EUA, Canadá, Portugal e na Itália, onde sua produção chegou através da obra missionária do Padre Robertinho, que fez a doação de uma de suas obras ao Papa Bento XVl e hoje está exposta no Vaticano, por ocasião das bodas Papais.

Na sua avaliação sobre o movimento cultural de Parauapebas, ele diz que “a criação da secretaria de cultura e respectivamente do fundo foi um ganho. Se a gente for observar, ainda existem municípios em nossa região que não contam com uma secretaria de cultura. Temos também um Conselho, que está trabalhando, afiadamente, juntamente com o governo, para tentar levar um trabalho de coletividade, um trabalho sério voltado para a gestão da cultura”.

No entanto, ele critica o foco das políticas culturais voltado para as massas. “Vejo a cultura hoje focada em políticas de massa, não vejo atividades voltadas verdadeiramente para os produtores culturais do municípios. Isso é muito ruim, pois se formos verificar, temos uma agenda a ser construída e essa agenda não está sendo cumprida. Um dos embates que estamos tendo é a questão dos editais, isso vai proporcionar aos produtores culturais, que vivam da sua arte, para que tenham recursos para sua produção. É melhor termos um produção local intensa aqui, do que termos grandes shows”.

Exposição 1.000 TONS

A partir do dia 13 de maio, no espaço cultural do Partage Shopping, iniciará a vernissage da Exposição 1.000 tons, de Afonso Camargo Fona.

“Agradeço muito a direção do shopping por essa abertura, não só para mim mas para outros colegas da área de cultura também. Isso e muito importante, dar esse espaço para os artistas locais, isso aquece as vendas, dá visibilidade ao nosso trabalho, enfim, todos ganham”, afirmou o artista.

“Essa exposição é um trabalho voltado à pintura acadêmica e está dividida em coleções. A primeira é sobre família, onde retratamos companheiros e amigos, colocamos pintura de época neles, ficou muito bacana. A segunda é a coleção natureza morta, onde retratamos um pouco da técnica de cavalete. Já na terceira são obras de paisagem, que é o meu carro chefe de trabalho, inspirado principalmente pelas belezas por nossa região amazônica.

Parauapebas

Cultura Viva: Conselho Municipal de Políticas Culturais elege nova diretoria

Ivan Oliveira foi eleito presidente do Conselho

No dia 19 de Abril, às 19h, na sede do Conselho Municipal de Políticas Culturais de Parauapebas (CMPC), localizado no CDC, foi realizada Assembleia para eleição da diretoria executiva do Conselho. Participaram do processo os conselheiros municipais de cultura que foram recentemente empossados por meio de decreto municipal assinado pelo prefeito de Parauapebas, Darci Lermen.

Os conselheiros oriundos da sociedade civil, que foram eleitos na V Conferência Municipal de Cultura, realizada em junho de 2016, finalmente foram nomeados, assim como os conselheiros indicados pelo governo para composição do pleno. O CMPC conta atualmente com 18 conselheiros, entre representantes da sociedade civil e do governo.

As chapas ‘’Cultura Viva” e “Por uma Cultura Universal” concorreram durante às eleições para composição da nova diretoria executiva do CMPC e, pela maioria dos votos, a chapa “Cultura Viva” foi eleita. A diretoria foi ocupada de seguinte forma: Presidente, Ivan Oliveira; Vice-Presidente, Sandra Santos; 1º Secretário, Clodoaldo Souza; 2ª Secretário, Jaerli Campos.

“Estamos num momento de reconstrução das políticas públicas voltadas para cultura de Parauapebas, na verdade, o termo correto seria afirmação de tais políticas, visto que as mesmas já são demandas antigas e precisam ser implementadas, como o Sistema Municipal de Cultura, que irá enquadrar o município no Sistema Nacional de Cultura, possibilitando o acesso a recursos do governo federal, assim como a criação da Lei Municipal de Incentivo à Cultura, que irá permitir a iniciativa privada investir em projetos culturais via renúncia fiscal, além dos editais de cultura”, reforçou Ivan Oliveira.

“Hoje, mais do que nunca, é necessário entender que a cultura é um fator econômico, que gera renda e qualidade de vida, e que o fomento a economia da cultura possibilita a geração de negócios em vários outros segmentos da economia local. O Conselho de Cultura, juntamente com a Secretaria Municipal de Cultura, deve buscar o diálogo junto ao poder público e ao legislativo para que o Sistema Municipal de Cultura seja implantado no município, e que possamos ser referência em geração de renda através de políticas culturais no estado do Pará. Tá na hora de pensarmos grande,” afirmou o novo presidente do Conselho de Cultura.

Cultura

Centro Mulheres de Barros recebe mais de mil visitas em pouco mais de dois meses de inaugurado

A manutenção do espaço conta com recursos e apoio do Ministério da Cultura e também da Vale, por meio da Lei Rouanet. Mas, a principal fonte de renda é a venda das peças produzidas. Em contrapartida, a cooperativa realiza atividades de educação patrimonial, dentro e fora do Centro.

Inaugurado em 12 de novembro de 2016, o Centro Mulheres de Barro de Exposição e Educação Patrimonial Serra dos Carajás já registrou em seus controles mais de mil visitas realizadas até o início de fevereiro de 2017. A maior parte dos visitantes são estudantes, mas tem também outras pessoas da comunidade que se interessam em conhecer o melhor espaço cultural de Parauapebas até então.

O espaço tem recebido visitantes até mesmo de fora do município, como o grupo de universitários de cursos de Comunicação de vários lugares do Brasil, trazido pela Vale, no início de fevereiro. Além de apreciar as peças e conhecer um pouco da trajetória da Cooperativa dos Artesãos da Região de Carajás – Mulheres de Barro, os alunos participaram de uma palestra e prestigiaram apresentações de Carimbó.

Eventos como o Sarau Cultural, também realizado no início de fevereiro, atraem público para o espaço. “Há um projeto, em parceria com o escritor Paulo Poeta, de realizarmos aqui, aos domingos, um Clube do Livro, para os filhos dos feirantes e também para as crianças trazidas pelos clientes que vem comprar no mercado municipal durante a feira de domingo de manhã”, informou Sandra dos Santos Silva, coordenadora do Centro.

O espaço é aberto ao público das 9 às 18 horas durante a semana, e aos feriados e fins de semana das 10 às 17 horas, e fica localizado à Alameda Castelo Branco, quadra 187, lote 107, ao lado do Mercado Municipal, no bairro Rio Verde. O Centro é de propriedade da Cooperativa que conta com 20 cooperados e atuam no segmento há dez anos. Até o fim do ano os visitantes poderão prestigiar a Exposição Mulheres de Barro: Identidade e Memória.

Entre as peças produzidas no Centro Mulheres de Barro estão esculturas, objetos de decoração e utilitários, como panelas, bules e xícaras, feitas de barro, além de quadros de artistas locais. Em algumas peças são registradas imagens arqueológicas que foram encontradas nas cavernas e grutas da Serra dos Carajás, registradas há cerca de seis mil anos.

“Aprendemos o grafismo patrimonial da nossa região durante oficinas com professores de Belém, trazidos pela Vale. A gente reproduz toda essa riqueza em nossas peças. Parauapebas ainda não tem noção da importância cultural desse projeto” afirmou uma das cooperadas mais antigas, Neuza Kluck, que tem 72 anos.

Além de registrar nas peças essas imagens que fazem parte da história da região de Carajás, algumas delas têm em sua composição minério, reforçando ainda mais a singularidade da produção cultural. “Na pigmentação de algumas peças utilizamos o minério de Ferro e o Manganês”, informou Flora Maria Pereira, de 62 anos, atual presidente da Cooperativa.

A manutenção do espaço conta com recursos e apoio do governo federal, por meio do Ministério da Cultura, e também da Vale, por meio da Lei Rouanet, mas, a principal fonte de renda é a venda das peças produzidas. Em contrapartida, a cooperativa realiza atividades de educação patrimonial, dentro e fora do Centro. “Realizamos ao longo da semana passada uma oficina com mulheres na Palmares. Foi muito produtivo. Aquelas que se identificarem e se interessarem, podem vir participar da cooperativa”, informou a presidente.

Mulheres de Barro, como tudo começou

Os fundadores da Cooperativa são oriundos do artesanato. No início não contavam com uma estrutura bem organizada, como hoje existe no Centro. A partir da participação em eventos e feiras, perceberam que seu produto precisava ser melhorado, principalmente no aspecto comercial. “Observamos que nossos produtos não tinham valor agregado, não tinham uma identidade. Eram apenas artes manuais. Isto ficou mais claro quando participamos de uma feira em Belém e vimos vários produtos sendo comercializados e os nossos sem saída. Faltava uma referência da nossa região”, informou Sandra dos Santos.

               Dona Flora, presidente da Cooperativa

“Identificamos, então, que em Canaã dos Carajás a Vale desenvolvia um projeto de educação patrimonial muito interessante. Tivemos a oportunidade de participar e entendemos que era aquilo que nos faltava. Conseguimos trazer o projeto para Parauapebas e passamos seis anos em qualificação. Então, levantamos um questionamento: moramos em um município que é celeiro de biodiversidade e matéria prima, cerca de 80% do seu território é de reserva natural que não é utilizada de maneira alguma por nós, produtores de artesanatos. Com essa reflexão e com os conhecimentos adquiridos nas capacitações começamos a desenvolver a identidade do nosso produto, que tem como objetivo difundir a identidade cultural da região, além de gerar emprego e renda” acrescentou a coordenadora do Centro.

Cultura

Marabá ganha uma “Casa dos Rios” independente

Bairro pioneiro da cidade, Cabelo Seco sediará teatro e espaço de formação internacional

Por Ulisses Pompeu – de Marabá

O projeto eco-cultural e socioeducativo Rios de Encontro, enraizado no bairro Cabelo Seco, em Marabá, realizará residências artísticas em maio e julho deste ano, recebendo membros da Academia de Teatro e Dança em Amsterdã e da Companhia Trailler em Movimento, de São Paulo.

A “Cia Trailler em Movimento” visitou Nova Ipixuna na semana passada para pesquisar a extrativista e educadora Maria Silva, assassinada em 2011, defendendo a Amazônia. Os cinco integrantes de uma das companhias mais experientes no Brasil visitaram o projeto Rios de Encontro para conhecer e discutir seu novo espetáculo “Amanajé Caá – a Trajetória de Um Grito Suspenso”.
Edgar Castro, diretor teatral da companhia, afirma que foi uma prioridade encontrar com Dan Baron e Manoela Souza”, que coordenam o Rios de Encontro. “Maria Silva estudou Pedagogia do Campo com eles durante sete anos, na Unifesspa.”

Durante cinco horas, Edgar gravou histórias sobre Maria. Inspirada pelo projeto, a companhia estreará o novo espetáculo no teatro em construção na ‘Casa dos Rios’, no bairro Cabelo Seco. “A noite com Rios de Encontro nutriu de beleza nossa passagem na região. Seu trabalho é uma referência e os convidamos para serem nossos interlocutores em Marabá”.

Manoela Souza, gestora do projeto Rios de Encontro, revela que os jovens artistas do Cabelo Seco – um bairro pobre e marginalizado – querem estudar artes cênicas. “Em 2017, queremos que trabalhem com companhias profissionais. A colaboração com artistas sérios de São Paulo também fortalecerá a Amazônia. Edgar Castro apresentará também seu solo ‘Dezuó’ sobre a violência sofrida pelo Rio Tapajós. Em troca, levaremos nossos espetáculos a São Paulo, para promover uma Amazônia livre de devastação industrial”, diz Manoela.

Rios de Encontro vem fomentando parcerias internacionais para finalizar e equipar a ‘”asa dos Rios”, seu novo espaço de performance e formação independente. Nesta semana também, dois estudantes de teatro de Amsterdã, na Holanda, confirmaram sua residência em maio para vivenciar a cultura afro-contemporânea e criar um novo espetáculo comunitário no Cabelo Seco.

A universidade holandesa ajudará captar recursos para abastecer a “Casa dos Rios” com energia solar. “Eles querem aprender com Amazônia. Em troca, vão participar do nosso projeto “Rios de Criatividade” e ajudar transformar o celular em energia criativa. Juntos, vamos ampliar a defesa do Rio Tocantins”, explica Dan Baron, coordenador do intercâmbio.

Dan aprofunda: “Os oito anos com nossos jovens arte educadores de Cabelo Seco oferecem uma ‘ressonância magnética cultural’ da atual crise mundial. Antecipamos um período doloroso de desintegração das instituições corruptas. Porém enxergamos potenciais invisíveis ao olho nu, capazes de costurar redes sustentáveis. Nesta transição, necessitaremos de comunidades de boa saúde, bem alimentadas e criativas, livres da doença, obesidade, vícios e todo tipo de violência, as sequelas da exclusão, fome e escravidão. Assim, transformaremos conivência em autonomia.”

Em março próximo, Rios de Encontro celebrará tudo que foi realizado em seu Barracão de Cultura pela biblioteca Folhas da Vida, Rabetas Vídeos, Cine Coruja e AfroMundi. “Realizamos diversas oficinas, ensaios, rodas e apresentações desde o final de 2012, quando as Latinhas de Quintal construíram o Barracão de Cultura e transformaram uma ruína em referência mundial. Mas crescemos, e a saída do Barracão já provocou mudanças necessárias. Agradecemos a família Botelho pelo apoio e esperamos que o barracão que estamos doando ao novo GAM continue beneficiando Cabelo Seco e Marabá. Nossa ‘Casa dos Rios’ será exemplo da Amazônia que queremos”, diz Camylla Alves, jovem que é protagonista do Rios de Encontro.

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