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Cultura

Centro Mulheres de Barros recebe mais de mil visitas em pouco mais de dois meses de inaugurado

A manutenção do espaço conta com recursos e apoio do Ministério da Cultura e também da Vale, por meio da Lei Rouanet. Mas, a principal fonte de renda é a venda das peças produzidas. Em contrapartida, a cooperativa realiza atividades de educação patrimonial, dentro e fora do Centro.

Inaugurado em 12 de novembro de 2016, o Centro Mulheres de Barro de Exposição e Educação Patrimonial Serra dos Carajás já registrou em seus controles mais de mil visitas realizadas até o início de fevereiro de 2017. A maior parte dos visitantes são estudantes, mas tem também outras pessoas da comunidade que se interessam em conhecer o melhor espaço cultural de Parauapebas até então.

O espaço tem recebido visitantes até mesmo de fora do município, como o grupo de universitários de cursos de Comunicação de vários lugares do Brasil, trazido pela Vale, no início de fevereiro. Além de apreciar as peças e conhecer um pouco da trajetória da Cooperativa dos Artesãos da Região de Carajás – Mulheres de Barro, os alunos participaram de uma palestra e prestigiaram apresentações de Carimbó.

Eventos como o Sarau Cultural, também realizado no início de fevereiro, atraem público para o espaço. “Há um projeto, em parceria com o escritor Paulo Poeta, de realizarmos aqui, aos domingos, um Clube do Livro, para os filhos dos feirantes e também para as crianças trazidas pelos clientes que vem comprar no mercado municipal durante a feira de domingo de manhã”, informou Sandra dos Santos Silva, coordenadora do Centro.

O espaço é aberto ao público das 9 às 18 horas durante a semana, e aos feriados e fins de semana das 10 às 17 horas, e fica localizado à Alameda Castelo Branco, quadra 187, lote 107, ao lado do Mercado Municipal, no bairro Rio Verde. O Centro é de propriedade da Cooperativa que conta com 20 cooperados e atuam no segmento há dez anos. Até o fim do ano os visitantes poderão prestigiar a Exposição Mulheres de Barro: Identidade e Memória.

Entre as peças produzidas no Centro Mulheres de Barro estão esculturas, objetos de decoração e utilitários, como panelas, bules e xícaras, feitas de barro, além de quadros de artistas locais. Em algumas peças são registradas imagens arqueológicas que foram encontradas nas cavernas e grutas da Serra dos Carajás, registradas há cerca de seis mil anos.

“Aprendemos o grafismo patrimonial da nossa região durante oficinas com professores de Belém, trazidos pela Vale. A gente reproduz toda essa riqueza em nossas peças. Parauapebas ainda não tem noção da importância cultural desse projeto” afirmou uma das cooperadas mais antigas, Neuza Kluck, que tem 72 anos.

Além de registrar nas peças essas imagens que fazem parte da história da região de Carajás, algumas delas têm em sua composição minério, reforçando ainda mais a singularidade da produção cultural. “Na pigmentação de algumas peças utilizamos o minério de Ferro e o Manganês”, informou Flora Maria Pereira, de 62 anos, atual presidente da Cooperativa.

A manutenção do espaço conta com recursos e apoio do governo federal, por meio do Ministério da Cultura, e também da Vale, por meio da Lei Rouanet, mas, a principal fonte de renda é a venda das peças produzidas. Em contrapartida, a cooperativa realiza atividades de educação patrimonial, dentro e fora do Centro. “Realizamos ao longo da semana passada uma oficina com mulheres na Palmares. Foi muito produtivo. Aquelas que se identificarem e se interessarem, podem vir participar da cooperativa”, informou a presidente.

Mulheres de Barro, como tudo começou

Os fundadores da Cooperativa são oriundos do artesanato. No início não contavam com uma estrutura bem organizada, como hoje existe no Centro. A partir da participação em eventos e feiras, perceberam que seu produto precisava ser melhorado, principalmente no aspecto comercial. “Observamos que nossos produtos não tinham valor agregado, não tinham uma identidade. Eram apenas artes manuais. Isto ficou mais claro quando participamos de uma feira em Belém e vimos vários produtos sendo comercializados e os nossos sem saída. Faltava uma referência da nossa região”, informou Sandra dos Santos.

               Dona Flora, presidente da Cooperativa

“Identificamos, então, que em Canaã dos Carajás a Vale desenvolvia um projeto de educação patrimonial muito interessante. Tivemos a oportunidade de participar e entendemos que era aquilo que nos faltava. Conseguimos trazer o projeto para Parauapebas e passamos seis anos em qualificação. Então, levantamos um questionamento: moramos em um município que é celeiro de biodiversidade e matéria prima, cerca de 80% do seu território é de reserva natural que não é utilizada de maneira alguma por nós, produtores de artesanatos. Com essa reflexão e com os conhecimentos adquiridos nas capacitações começamos a desenvolver a identidade do nosso produto, que tem como objetivo difundir a identidade cultural da região, além de gerar emprego e renda” acrescentou a coordenadora do Centro.

Cultura

Marabá ganha uma “Casa dos Rios” independente

Bairro pioneiro da cidade, Cabelo Seco sediará teatro e espaço de formação internacional

Por Ulisses Pompeu – de Marabá

O projeto eco-cultural e socioeducativo Rios de Encontro, enraizado no bairro Cabelo Seco, em Marabá, realizará residências artísticas em maio e julho deste ano, recebendo membros da Academia de Teatro e Dança em Amsterdã e da Companhia Trailler em Movimento, de São Paulo.

A “Cia Trailler em Movimento” visitou Nova Ipixuna na semana passada para pesquisar a extrativista e educadora Maria Silva, assassinada em 2011, defendendo a Amazônia. Os cinco integrantes de uma das companhias mais experientes no Brasil visitaram o projeto Rios de Encontro para conhecer e discutir seu novo espetáculo “Amanajé Caá – a Trajetória de Um Grito Suspenso”.
Edgar Castro, diretor teatral da companhia, afirma que foi uma prioridade encontrar com Dan Baron e Manoela Souza”, que coordenam o Rios de Encontro. “Maria Silva estudou Pedagogia do Campo com eles durante sete anos, na Unifesspa.”

Durante cinco horas, Edgar gravou histórias sobre Maria. Inspirada pelo projeto, a companhia estreará o novo espetáculo no teatro em construção na ‘Casa dos Rios’, no bairro Cabelo Seco. “A noite com Rios de Encontro nutriu de beleza nossa passagem na região. Seu trabalho é uma referência e os convidamos para serem nossos interlocutores em Marabá”.

Manoela Souza, gestora do projeto Rios de Encontro, revela que os jovens artistas do Cabelo Seco – um bairro pobre e marginalizado – querem estudar artes cênicas. “Em 2017, queremos que trabalhem com companhias profissionais. A colaboração com artistas sérios de São Paulo também fortalecerá a Amazônia. Edgar Castro apresentará também seu solo ‘Dezuó’ sobre a violência sofrida pelo Rio Tapajós. Em troca, levaremos nossos espetáculos a São Paulo, para promover uma Amazônia livre de devastação industrial”, diz Manoela.

Rios de Encontro vem fomentando parcerias internacionais para finalizar e equipar a ‘”asa dos Rios”, seu novo espaço de performance e formação independente. Nesta semana também, dois estudantes de teatro de Amsterdã, na Holanda, confirmaram sua residência em maio para vivenciar a cultura afro-contemporânea e criar um novo espetáculo comunitário no Cabelo Seco.

A universidade holandesa ajudará captar recursos para abastecer a “Casa dos Rios” com energia solar. “Eles querem aprender com Amazônia. Em troca, vão participar do nosso projeto “Rios de Criatividade” e ajudar transformar o celular em energia criativa. Juntos, vamos ampliar a defesa do Rio Tocantins”, explica Dan Baron, coordenador do intercâmbio.

Dan aprofunda: “Os oito anos com nossos jovens arte educadores de Cabelo Seco oferecem uma ‘ressonância magnética cultural’ da atual crise mundial. Antecipamos um período doloroso de desintegração das instituições corruptas. Porém enxergamos potenciais invisíveis ao olho nu, capazes de costurar redes sustentáveis. Nesta transição, necessitaremos de comunidades de boa saúde, bem alimentadas e criativas, livres da doença, obesidade, vícios e todo tipo de violência, as sequelas da exclusão, fome e escravidão. Assim, transformaremos conivência em autonomia.”

Em março próximo, Rios de Encontro celebrará tudo que foi realizado em seu Barracão de Cultura pela biblioteca Folhas da Vida, Rabetas Vídeos, Cine Coruja e AfroMundi. “Realizamos diversas oficinas, ensaios, rodas e apresentações desde o final de 2012, quando as Latinhas de Quintal construíram o Barracão de Cultura e transformaram uma ruína em referência mundial. Mas crescemos, e a saída do Barracão já provocou mudanças necessárias. Agradecemos a família Botelho pelo apoio e esperamos que o barracão que estamos doando ao novo GAM continue beneficiando Cabelo Seco e Marabá. Nossa ‘Casa dos Rios’ será exemplo da Amazônia que queremos”, diz Camylla Alves, jovem que é protagonista do Rios de Encontro.

Férias

Casa da Cultura de Canaã abre inscrições para escolas de formação

Uma programação de férias, com oficinas gratuitas e sessões de contação de história, brincadeiras infantis e cinema, também agita a Casa neste mês.

A partir de hoje, 10/1, começam as inscrições para as escolas de formação oferecidas pela Casa da Cultura de Canaã. Uma programação de férias, com oficinas gratuitas e sessões de contação de história, brincadeiras infantis e cinema, também agita a Casa neste mês.

Flauta Doce, Canto Coral, Musicalização Infantil, Violão, Balé e Capoeira estão entre as escolas oferecidas. As inscrições dos novos alunos poderão ser feitas até o dia 14 de janeiro, no horário das 10 às 18h. No dia 17, haverá o sorteio aberto ao público, às 10h,no auditório. Já no dia 18, a divulgação dos sorteados, que poderão fazer suas matriculas no período de 19 a 21 com a entrega de documentação: comprovante de residência, declaração de matrícula na escola, e xerox da certidão de nascimento ou da identidade.

Durante as férias, também uma programação com oficinas livres, no horário das 15h. Às terças-feiras, haverá oficina de Abayomi , bonecas africanas feitas em tecido sem costura e sem cola. Nas quartas, confecção de brinquedos com prendedores de roupas. Nas quintas-feiras, oficina de instrumentos musicais com materiais alternativos. E nas sextas-feiras, serão ensinadas técnicas para a produção de artesanato com EVA.

A Casa da Cultura realiza ainda uma programação semanal na Biblioteca com o público infantil de forma gratuita. Toda sexta-feira tem mediação de leitura. A atividade vem apoiar a criança a interpretar textos. Toda quarta-feira tem contação de histórias. Além disso, no segundo sábado do mês tem resgate de brincadeiras infantis, às 10 e às 16h. O objetivo é resgatar velhas brincadeiras de infância; que favorecem o desenvolvimento da noção de espaço, da coordenação motora e a interação social.

Já os amantes da sétima arte podem aproveitar as sessões de cinema gratuitas mensais. Este mês terá exibição de curtas no Cine Cultura. Serão nove filmes documentários de curta duração nos dias 27 e 28, das 15 às 17h.

Confira mais informações sobre a programação deste mês:

Escolas de Formação com inscrições abertas:

Musicalização Infantil – Primeiro contato da criança com vários tipos e características de instrumentos musicais. Idade: 5 a 7 anos

Flauta Doce – Base dos instrumentos de sopro. Ensino prático aliado à teoria em partitura. Idade: 7 a 10 anos

Violão – Ensino teórico e prático do instrumento. Idade: 10 a18 anos

Canto Coral – Ensino da prática de cantar peças musicais clássicas e populares. Idade: 10 a 18 anos

Balé – Idade: a partir dos 3 anos

Capoeira – Idade: a partir das 6 anos

Público infantil

Todas as sextas-feiras – Mediação de leitura, às 10 e às 16h. Ato de ler para outras crianças e o apoio para aprender como interpretar um texto.

Todas as quartas-feiras – Contação de histórias infantis – às 10h e às 16h. A atividade tem como objetivo de instigar a imaginação, a criatividade e a oralidade, incentivando o gosto pela leitura e também contribuir na formação da personalidade da criança envolvendo o social e o afetivo.

Segundo sábado do mês – Resgate de brincadeiras, às 10 e 16h – O objetivo é resgatar velhas brincadeiras de infância; proporcionar o desenvolvimento da noção de espaço, da lateralidade, da coordenação motora, da interação com o grupo entre outras habilidades;

Oficinas Livres

Pré-requisito: ter mais de 8 anos

Todas as terças-feiras, às 15h – Oficina de Abayomi ( bonecas africanas feitas em tecido, sem costura e sem cola).

Todas as quartas-feiras, às 15h – Confecção de Brinquedos com Prendedores de roupas.

Todas as quintas-feiras, às 15h – Oficina de instrumentos musicais com materiais alternativos

Todas as sextas-feiras, às 15h – Artesanato com EVA: porta caneta; porta-retrato; flores; imã de geladeira; capa de caderno ou agenda;

Exibição de Curtas Cine Cultura

Dia 27/1/2017

15h – Gente que Brilha. Classificação livre. Documentário aborda toda a trajetória de jovens de Parauapebas que se organizam para participar da quadra junina no Festival Jeca Tatu

16h – O Filme de Carlinhos – Duração: 15 min – Livre. Sinopse: Carlinhos tem um sonho de fazer um filme e conta com a ajuda dos seus amigos

Mestre Damasceno – Duração: 20 Min – Livre. Sinopse: Documentário conta a história de um dos grandes mestres do carimbó do estado do Pará, Mestre Damasceno.

17h – A pandorga e o peixe – Duração: 17 min – Livre. Sinopse: No sul do país, os pescadores possuem uma técnica muito curiosa de pescar.

No movimento da fé – Duração: 20 min – Livre. Sinopse: Os bastidores da maior festa religiosa do estado do Pará, o Círio de Nazaré, visto do meio do povo e por aqueles que ajudam no evento.

28/01/2017

15hs – Minuano Kid – Duração: 10 min- Livre. Sinopse: Juninho tem um amigo que só ele ver, mas Juninho tá crescendo.

O time da Croa – Duração: 15 min – Livre. Sinopse: No litoral paraense homens pescadores aproveitam a baixa da maré para brincar com a paixão nacional, o futebol.

17h -Joaquim Bralhador – – Duração: 20 min – Livre. Sinopse: Joaquim foi criado na roça, um certo dia ele vira um cavalo bralhador.

Sapato Vermelho – Duração 20 min – 12 anos. Sinopse: Ele ganhou na loteria e ficou rico, mas um dia comete um grande vacilo.

Cotidiano

Feira apresenta potencial do artesanato em Parauapebas

Feira de artesanato foi de 05 a 10 de dezembro na Praça de Eventos

“Não fazia ideia que em Parauapebas tinha tanta produção de artesanato”, disse a comerciante Josiane Maria Pinheiro, que visitou a I Feira de Artesanato Estrela da Arte, no sábado (10), último dia de exposições. O evento iniciou na segunda-feira (5) e os organizadores contabilizaram um resultado de R$ 20.800 comercializados durante a feira.

“Estou muito feliz com o resultado da nossa feira, tivemos muitas dificuldades para realizar esse evento, mas vejo que valeu a pena, agora, somos mais conhecidos, ampliamos nossa rede de contatos e mostramos o potencial que o artesanato tem em Parauapebas”, destacou a organizadora da feira, Cristina Rodrigues, artesão há 30 anos.

A ideia do evento começou depois da criação de um grupo de Whatsapp composto por artesãos da cidade. Todos enfrentavam dificuldades para comercializar seus produtos, principalmente por conta de crise financeira que se instalou na cidade, mas, também por falta de divulgação dos produtos. Desse contexto, o grupo começou a discutir possíveis soluções e decidiu realizar a feira.

“Neste primeiro evento contamos com a participação de 45 artesãos e deu tão certo que já temos quase 100 pessoas interessadas em participar da próxima feira, que queremos realizar também no final do ano que vem”, acrescentou Cristina Rodrigues. Durante o evento foi montada uma praça de alimentação e organizada apresentações de atividades culturais com a presença de grupos folclóricos.

“Estou vendendo aqui as peças de madeira produzidas pelo meu marido, ele vive do artesanato. A ideia da feira foi muito boa, uma ótima inciativa. Além das vendas, já tivemos muitas encomendas. Acredito que os artesãos de Parauapebas estão ganhando muito com esse evento”, disse Lindinalva Conceição.

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Arte

Exposição “Mulheres de Barro: identidade e memória” inaugura Centro Mulheres de Barro

Cooperativa vem desenvolvendo ações para valorização da história e cultura de Carajás

Iniciativas são patrocinadas pela Vale, por meio da Lei Roaunet

Foi inaugurado no sábado, 12/11, o Centro Mulheres de Barro de Exposição e Educação Patrimonial da Serra dos Carajás com a abertura da exposição “Mulheres de Barro: identidade e memória”. As iniciativas fazem parte de um conjunto de ações da Cooperativa dos Artesãos da Região de Carajás – Mulheres de Barro, patrocinadas pela Vale, por meio da Lei Roaunet. O objetivo do projeto é valorizar o patrimônio artístico-arqueológico e difundir a identidade cultural da região, além de fomentar a geração de emprego e renda, por meio da produção artesanal.

Ao visitar o local, o público vislumbraram a beleza e singularidade do artesanato típico da região. Parte das 85 peças que envolvem esculturas, objetos de decoração e utilitários, como panelas, bules, xícaras e moringas feitas de barro que têm a inspiração e o diferencial de peças que foram feitas e usadas nos tempos dos primeiros habitantes da região, a cerca de 11 mil anos, e que foram conhecidas por membros da Cooperativa durante oficinas do Programa de Educação Patrimonial executado pela Vale, na época da implantação do projeto Salobo.

Além de um espaço para exposição no município, o projeto irá promover a formação artístico-cultural, por meio de oficinas, que visem cada vez mais à profissionalização da produção e comercialização do artesanato local e fortaleçam a economia da região. Também serão realizadas visitas guiadas e ações educativas para ampliar o conhecimento sobre o patrimônio artístico-arqueológico da Serra de Carajás.

A coordenadora do projeto, Sandra Santos, comenta sobre a importância desse momento. “Para nós é a realização de um sonho antigo. Essa parceria e esse incentivo da Vale tornam possível exibir o talento dos artesãos locais e tornar sua atividade uma fonte sustentável de trabalho e renda, valorizar a cultura e disseminar conhecimento sobre o patrimônio que é nossa região”, declara.

O espaço dispõe de galeria de arte e um ateliê para o trabalho dos artesãos. A programação de abertura contou com apresentações artísticas do grupo de Carimbó Raízes Parauaras e do grupo de Teatro Escola Arte Vida, que participou da abertura das Olimpíadas 2016 no Rio de Janeiro, além de voz e violão com o cantor local Vamberto.

A unidade ficará aberta ao público de terça a sexta-feira, das 9h às 18h. E aos sábados, domingos e feriados, das 10h às 17h. O espaço está com agendamento para visita de grupos pelo fone (94) 99165-1604 e pelo e-mail mulheresdebarro@gmail.com.

O Centro Mulheres de Barro de Exposição e Educação Patrimonial da Serra dos Carajás está localizado na Alameda Castelo Branco, quadra 187, lote 107, ao lado do Mercado Municipal do bairro Rio Verde, com entrada pela Rua Araguaia.

Mulheres de Barro

O grupo Mulheres de Barro nasceu no período entre 2005 e 2011, fruto das oficinas do Programa de Educação Patrimonial, uma das atividades ambientais realizadas pela Vale, na época da implantação do projeto Salobo. Desde então, a cooperativa vem desenvolvendo ações para valorização da história e cultura de Carajás e para o fortalecimento da atividade artesanal, com a produção, venda e divulgação de produtos cerâmicos inspirados em artefatos encontrados, por meio de pesquisas arqueológicas.

Parauapebas

Peça infantil “Uma aventura no Rio Negro” estreia em Parauapebas

A empresa RIP Serviços Industriais, em parceria com a Secretaria de Educação de Parauapebas apresenta à comunidade de Parauapebas a peça teatral infantil “Uma aventura no Rio Negro”. Durante o evento, que acontece nos dias 25, 26 e 27 de outubro em alguma escolas de Parauapebas, haverá oficinas e distribuição de cartilhas aos alunos presentes. A produção fica por conta da Renovarte Produções Culturais.

Nas oficinas serão feitas experiências com filtro feito de garrafa PET e areia, propondo aos expectadores que o façam em casa com seus amigos e familiares, estimulando assim a perpetuação do conhecimento e também consciência ecológica. A iniciativa conta com o incentivo do Ministério da Cultura, através da Lei Rouanet.

A peça

Durante uma caminhada, onde reflete sobre os importantes ensinamentos passados pelo peixe mestre Barba, Tuca se perde no redemoinho que surge no meio da correnteza e vai parar num lugar desconhecido (Rio Negro), onde conhece Acaban, um peixe que vive às margens por não aceitar as ordens da grande Traíra, uma peixe dominadora que tem posse de toda a água potável. Numa aventura de volta para casa, Tuca percorre o grande Rio Negro e descobre que parte dele se encontra em alarmante estado de degradação, lembra-se dos ensinamentos do mestre Barba e compartilha com todos, tornando toda essa aventura um grande aprendizado.

SERVIÇO

“Uma aventura no Rio Negro” – Peça teatral infantil, oficinas e distribuição de cartilhas – Gratuito
Patrocinadora: RIP Serviços Industriais
Produção: Renovarte Produções Culturais
Parceria: Secretaria de educação de Parauapebas/PA

25 de outubro
Escola Municipal Dorothy Stang
Avenida B, s/n
Oficina: 8h e 11h40
Teatro: 9h30 e 12h30

26 de outubro
EMEF Paulo Freire
Rua Porto Velho – Vila Palmares Sul
Oficina: 8h e 12h50
Teatro: 9h30 e 13h30

27 de outubro
EMEF Jean Piaget
Endereço: Av. Goiás, S/N – Liberdade
Oficina: 8h30 e 11h40
Teatro: 9h30 e 12h30

Marabá

Bairro Pioneiro de Marabá faz pontes entre as Américas para defender a Amazônia

Por Ulisses Pompeu – de marabá

Rios de Encontro, um projeto socioeducativo e eco-cultural enraizado na comunidade Cabelo Seco, em Marabá, realizou três dias de roda-oficinas na escola São Sebastião, na região de Caxiuanã, em Marajó, na segunda quinzena deste mês, como primeiro passo do projeto de colaboração internacional Lifelines – Aspectos Vitais: A convergência entre Artes, Ecologia e Cultura na Amazônia e Nova Inglaterra (EUA).

Dan Baron, coordenador do Rios de Encontro e diretor artístico da colaboração entre as Américas, viajou 20 horas de barco e voadeira até a Estação Cientifica do Museu Emílio Goeldi, em Caxiuanã, para conhecer a coordenadora do projeto, Socorro Andrade, visitar uma escola ribeirinha e apresentar a seus alunos, os jovens artistas e arte-educadores do Coletivo Afro-Raiz de Cabelo Seco. “Eu fiquei emocionado pela experiência, tanto para vivenciar a beleza do Rio Anapu, quanto para conhecer pesquisadores amazônicos de tanta qualidade que se aliaram com Cabelo Seco e à sustentabilidade do Rio Tocantins. Nossas jovens dançarinas, percussionistas e criadores de vídeo foram chamados para formar os 33 jovens em artes amazônicas, mas estarão transformados para sempre pela convivência na floresta”, disse o coordenador.

Dan Baron, que idealizou o monumento em memória aos 19 sem terra em Eldorado do Carajás, realizou uma primeira roda com os 25 alunos de São Sebastião, trocando cantos, aprendendo com as histórias da vida cotidiana e escutando grandes sonhos profissionais de cada um. “A comunidade tem pouco acesso à medicina, justiça e à tomada de decisões sobre obras públicas que definem Amazônia, também não tem acesso ao ensino médio para se preparar para o ENEM. Estes jovens vão sensibilizar os visitantes de New York e Connecticut pela sua vida em comunidade, que segue os ritmos dos rios e das chuvas. Mas também vão surpreender nossos jovens artistas, pela sua gentileza e inteligência ecológica. Quando se encontrarem no final de novembro, todos os 120 jovens ribeirinhos que participam das Olimpíadas de Caxiuanã, ciência e esporte na floresta, vão responder a nossas oficinas e apresentações com uma sensibilidade de bem viver que a cidade está carecendo”.

A visita à Escola São Sebastião incluiu uma oficina lúdica de retratos poéticos e fotográficos em preparação para a criação de desenhos sobre a vida ribeirinha, que seguirão a New York por Socorro Andrade em outubro e trocados com pinturas de uma escola urbana norte americana.

A oficina iniciou com timidez, explica Dan, mas em pouco tempo, estávamos rindo e tocando questões profundas sobre identidades e línguas indígenas, o significado da Amazônia para o mundo e a contribuição da escola ao nosso projeto Rios de Criatividade e à defesa do Pedral do Loureço”. Esta primeira colaboração encerrou com uma conversa com a coordenadora da Estação Cientifica, Socorro Andrade, e o grande pesquisador e professor Antônio Lola, da UFPA, sobre mudança climática na Amazônia brasileira. Preocupados com a gravidade da situação ecológica no Pará e no mundo, além de decretos recentes dos Ministérios do Meio Ambiente e da Educação, no Brasil, que colocam a Amazônia em extremo risco, os dois se comprometeram em participar do Festival de Beleza Amazônica 2016, que será realizado em Marabá.

“Respostas à nossa carta-convite de mais de 24 países mostram que o mundo está de olho em Marabá. Cada candidato a vereador e prefeito deve responder à questão chave que surge de 150 anos de pesquisa, realizada por cientistas mundiais na Estação Científica de Caxiuanã. Por que não preservar a Amazônia e investir em energia solar, em vez de destrui-la através de projetos hidrelétricos, ineficientes e cegos? No próximo mês de novembro, jovens das Américas publicarão suas alternativas criativas”, antecipa Dan.

Mais informação sobre a colaboração e o Festival Beleza Amazônica e como escolas e projetos em Marabá e no sudeste do Pará podem se envolver, deve ser solicitada à Manoela Souza (94 99192-0171).

Pará

MTPS lança linha de crédito inédita para a área musical

“Agora é a vez do Pará”, afirmou a compositora de Carimbó e música ribeirinha do Pará, Dona Onete da Silva, no lançamento da linha de financiamento FAT Cultura – Música no Pará. O evento foi nesta quinta-feira (5), em Belém, e serviu para apresentar a músicos, compositores, produtores e ativistas culturais essa nova possibilidade de fomentar o mercado. Ao todo, serão disponibilizados R$ 100 milhões, que estarão disponíveis a partir de segunda-feira (9) para todo o país.

“Com esse crédito dá para os músicos viajarem, até para o exterior, para apresentarem seus trabalhos, comprarem instrumentos, porque o resto eles já sabem. Vai ser um projeto positivo para o Pará, porque o músico precisa deste incentivo”, comemorou Dona Onete.

O secretário-executivo do Ministério do Trabalho e Previdência Social, Claudio Puty, destacou o ineditismo dessa linha de financiamento que vai ajudar a promover o desenvolvimento da cultura no país. “Ela financia investimento para trabalhadores e trabalhadoras da arte e da música. Esse é o conceito básico, que reflete o avanço das políticas públicas para o financiamento da cultura no país nos últimos anos”, afirmou.

O diretor de políticas culturais do Ministério da Cultura, Pedro Vasconcellos, lembrou que a economia da cultura tem crescido mais de 10% ao ano em relação ao Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, superando o crescimento de diversos outros setores econômicos. “Precisamos pensar novas maneiras de encontrar recursos para dar vazão ao potencial criativo da música, e esse projeto responde ao desafio”, destacou.

Incentivo e profissionalização
O movimento artístico-musical gera história, catalogação, profissionalismo, emprego e renda, e dá dignidade para o trabalho artístico no Brasil. O FAT Cultura-Música pode fazer com que haja uma profissionalização maior no setor, composto principalmente por pequenos empreendedores, como ponderou o músico e compositor paraense, Salomão Habib. “É exatamente a arte independente, a pequena produção, nesse trabalho de formiguinha, que está o movimento do mercado, que mudou muito nos últimos anos. É a primeira vez que acontece isso, esse foco nas pequenas empresas da música. Esse é um projeto pioneiro, é o primeiro passo dessa caminhada gigante que daremos”, avaliou Habib.

Para o membro do conselho municipal de políticas culturais de Belém do Pará Valcir Santos, a nova linha de financiamento preenche uma lacuna na área do fomento cultural, especialmente da música, que é um dos principais produtos culturais da Amazônia. “Esses recursos vão ajudar a desenvolver o mercado local porque muitas vezes os músicos daqui precisam sair do estado para ser reconhecidos”, disse Santos.

“O FAT Cultura é imprescindível, porque não se pode desenvolver uma cadeia produtiva independente na área da música se não houver incentivos”, acrescentou o coordenador da executiva do Fórum Nacional de Música, Augusto Hijo. “Aqui no estado do Pará temos vários coletivos e pessoas que trabalham com personalidade jurídica que precisam de incentivos financeiros para que essa cadeia tenha condições de criar ramificações do empreendedorismo da música em outros estados da região amazônica”, concluiu.

FAT Cultura – Música

A Linha de Crédito FAT Cultura vai disponibilizar recursos para capital de giro e investimentos para Micro e Pequenas Empresas (MPEs) com faturamento bruto anual de até R$ 3,6 milhões e Micro Empreendedores Individuais (MEI). São R$ 100 milhões que estarão disponíveis no Banco do Brasil. A partir de segunda-feira (9), para estimular a inclusão produtiva de empreendimentos da cadeia da Música no país.

Os limites de financiamento podem chegar a R$ 400 mil, com prazo de pagamento de 60 meses, 24 meses de carência e limite financiável de 100% do valor do projeto. Os encargos do financiamento serão estabelecidos pela Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP) acrescidos de até 5% ao ano de custo financeiro. Esta linha será operada pelo Banco do Brasil e serão admitidas garantias de fundos garantidores.

As empresas que acessarem a FAT Cultura poderão financiar projetos como aquisição de bens e serviços, pesquisa e desenvolvimento de produtos, seleção e capacitação de elenco e equipe técnica e infraestrutura.

Com a criação da linha, o Governo Federal dá suporte à atuação das MPEs e MEis, segmentos responsáveis por mais de 70% das vagas criadas no mercado de trabalho nos últimos 13 anos, segundo o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).

Fonte: Assessoria de Imprensa do Ministério do Trabalho e Previdência Social