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Política

Pelo menos dez prefeitos devem deixar os cargos para concorrer nas eleições de 2018

Três prefeitos de capital hoje são tidos como certos nas disputas a governador: ACM Neto (DEM) na Bahia, Marcus Alexandre (PT) no Acre, e Carlos Amastha (PSB) no Tocantins

A cinco meses do fim do prazo para desincompatibilização para quem quer disputar as eleições, pelo menos dez prefeitos de capitais já são cotados para concorrer a governos estaduais, ao Senado e até à Presidência. Embora por vezes neguem, frequentes viagens a outras cidades e regiões deixam claro que muitos miram voos mais altos em 2018.

Caso o número se confirme, será um recorde. Desde a redemocratização, 20 prefeitos de capital deixaram seus cargos para tentarem ser governadores ou senadores; seis deles em 2010, ano em que houve mais renúncias. A história mostra que deixar o cargo traz riscos: desde 1989, destes 20 prefeitos, nove perderam nas urnas.

Três prefeitos de capital hoje são tidos como certos nas disputas a governador: ACM Neto (DEM) na Bahia, Marcus Alexandre (PT) no Acre, e Carlos Amastha (PSB) no Tocantins. Único dos dez potenciais candidatos que cumpre primeiro mandato, o prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB-SP), pode disputar a Presidência ou o governo estadual.

No Nordeste, outros três prefeitos de capital podem entrar na disputa pelo governo: Rui Palmeira (PSDB), de Maceió, Luciano Cartaxo (PSD), de João Pessoa, e Carlos Eduardo (PDT), de Natal.

Na região Norte, a prefeita de Boa Vista, Teresa Surita (PMDB), é cotada para o governo de Roraima. Caso decida concorrer, será a segunda vez que ela renuncia à prefeitura para disputar eleições.

No Pará, a falta de um nome para a sucessão de Simão Jatene (PSDB) pode alçar o prefeito de Belém à vaga. Zenaldo Coutinho (PSDB), porém, tem baixa popularidade e enfrenta processo de cassação

Política

Deputado Federal Beto Salame percorre municípios do nordeste do Pará

Em Capanema, Concórdia do Pará, Tomé-Açu, Santa Maria e São Domingos do Capim, ele se reuniu com lideranças políticas e anunciou emendas

Por Eleutério Gomes – de Marabá

No último fim de semana, de sexta-feira (7) a domingo (9), o deputado federal Beto Salame (PP/PA), acompanhado do ex-prefeito de Marabá, João Salame Neto, esteve na região nordeste do Estado, onde manteve reuniões com prefeitos, vereadores e lideranças políticas de vários municípios. As visitas visam fortalecer alianças e ouvir reivindicações que possam, pela intermediação dele, ser atendidas pelo governo federal.

“Nem sempre os prefeitos e lideranças podem ir a Brasília, em busca de melhorias em ministérios e secretarias especiais. Por isso, como um dos representantes do Pará no Congresso, venho até eles, ouvi-los e levar suas demandas ao poder central”, explica Beto Salame.

Em Tomé-Açu, ele participou de reunião do Partido Progressista (PP), com a presença da prefeita em exercício Aurenice Ribeiro, presidente da Câmara Municipal, para tratar das eleições suplementares de 4 junho próximo, quando será escolhido o novo prefeito do município, já que o prefeito eleito em outubro último, José Hildo Alves, foi cassado pelo TSE.

Nessa reunião, cujo objetivo foi debater a participação do PP no pleito, estiveram presentes também os ex-prefeitos José Alves e Gedeão Chaves, este também ex-deputado estadual, e o vereador Gedeão Chaves Jr.

Em Capanema, Beto Salame ouviu reivindicações da Apae (Associação dos Pais e Amigos dos Excepcionais) e participou de reunião política com a presença do prefeito Chico Neto.

“Quero, neste momento, reconhecer a sensibilidade e manifestar minha gratidão pela preocupação do deputado Beto Salame para com a saúde púbica de Capanema”, disse o prefeito Chico Neto, destacando ainda que, de todas as emendas parlamentares destinadas ao município, a de Beto “é uma das três maiores em benefício do povo”.

Em São Domingos do Capim. Ao lado do prefeito Paulo Elson da Silva e Silva – Elsinho – e do ex-prefeito de Bujaru, Emanoel Muniz, Beto discursou e disse que estava ali naquele momento para reafirmar os compromissos assumidos em campanha e confirmar a destinação de uma emenda de R$ 700 mil para investimentos no setor da saúde. “Vamos continuar trabalhando para ajudar o povo batalhador deste município. Quero dizer também que conseguimos ainda um caminhão basculante para a Secretaria de Obras e que continuaremos à disposição do povo de São Domingos do Capim, em Brasília”, manifestou-se Salame.

Eltinho, por seu turno, agradeceu ao apoio do deputado e lembrou de outros políticos que, em época de eleição, se dirigem ao município para pedir votos, depois desaparecem, “ao contrário do deputado Beto Salame, que sempre esteve de mãos dadas com São Domingos do Capim”.

Beto e João Salame também estiveram em Santa Maria do Pará, onde se reuniram ainda com o prefeito de Ourém, além de políticos e militantes do partido.

Na ocasião, o deputado disse que estava ali para refirmar seu compromisso de poder ajudar esses municípios. “Já destinei emenda parlamentar para a aquisição de uma retroescavadeira, a fim de ajudar na infraestrutura de Santa Maria”, afirmou Salame, que ouviu palavras de apoio e agradecimento, em seguida.

O deputado federal e o ex-prefeito de Marabá estiveram também em Concórdia do Pará, onde cumpriram a mesma rotina, de reforçar os laços político-partidários e declarar a apoio às demandas da população.

Política

Governo do Pará quer bancada maior de deputados federais já pra 2018

Simão Jatene entrou com uma Ação Direta de Inconstitucionalidade contra o Congresso Nacional. A pretensão é de mais quatro parlamentare

O governador do Pará, Simão Jatene (PSDB), ingressou no Supremo Tribunal Federal (STF) com uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) contra o Congresso Nacional com o objetivo de garantir um maior número de deputados federais à bancada do estado.

De acordo com a peça, o estado tem representatividade menor do que deveria e o Congresso ignora o assunto.

O número atual de deputados do Pará, 17, está relacionado ao contingente populacional do estado em 1988, ano da promulgação da Constituição. Dessa forma, o governador pleiteia que quatro novos deputados federais façam parte da bancada, chegando a 21.

Ainda de acordo com a peça, a definição por um maior número de deputados deveria sair ainda neste ano, para que já valha para as eleições de 2018.

A Adin é assinada também pelo procurador do estado, Ophir Cavalcante Júnior, que já ocupou a presidência do Conselho Federal da OAB entre 2010 e 2013.

Justiça

Associação dos magistrados do Pará emite nota de repúdio contra deputado federal

A Associação dos Magistrados do Estado do Pará – AMEPA, entidade que congrega os juízes estaduais, por meio de seu presidente, vem externar irrestrito apoio e solidariedade ao magistrado César Leandro Pinto Machado, que responde pela 3ª Vara Cível da Comarca de Marabá, acerca das insinuações assacadas pelo Deputado Federal Beto Salame, em manifestação sobre os acontecimentos judiciais naquela cidade.

O legislador federal, aparentemente divorciado de qualquer conhecimento técnico, questiona dois atos perpetrados pelo magistrado: a) o afastamento do gestor municipal em ação de improbidade, irmão do Deputado; b) a prisão do servidor público Pedro Souza. Ataca, ainda, o Egrégio Tribunal de Justiça quando afirma que Desembargadores se esquivam de decidir.

A atitude do Deputado Federal mostra o quanto vivemos tempos de assombro com a política brasileira: sua nota não tem qualquer conteúdo aproveitável para a discussão na esfera jurídica democrática. É verborragia de esperneio e ofende à magistratura paraense sem precedentes, no tocante ao relacionamento entre os poderes. Tal manifestação de um membro do legislativo ao Judiciário é inédita e mostra rancor e desconhecimento dos meandros dos processos.

O associado Cesar Leandro vem demonstrando coragem e independência na condução dos processos na Comarca de Marabá, que, como todos sabem, é uma sede historicamente conhecida pela dificuldades no exercício da judicância. Forças poderosas sempre tentaram calar a magistratura e repulsar juízes que não se calam diante de pressões.

Quem não entende a força da magistratura, realmente não vai compreender decisões de afastamento de prefeito e prisão de vereador. O nobre Deputado Federal deve aprender que se tratam de feitos conduzidos com imparcialidade e sem temor de inconformismos dados na base da “carteirada”.

Diferentemente de negar a Justiça, aplicá-la indistintamente mostra à sociedade que ela pode confiar nos seus juízes, pois não nos rendemos ao que outrora imperava nos rincões mais afastados: a lei do silêncio e do medo contra os “donos do poder”.

As decisões proferidas em Marabá se sujeitam ao duplo grau de jurisdição e não representam qualquer perseguição. Ao contrário, são resultado de um amadurecimento democrático que descortina que ocupantes de cargos públicos não são soberanos ou déspotas: devem prestar contas diuturnamente de seus atos, seja quem for.

A AMEPA, mais uma vez, como tem feito a cada ataque à magistratura estadual paraense, faz a defesa de seus associados e atuará para evitar que pessoas divorciadas de conhecimento de causa maculem a honra de magistrados.

Belém, 23 de julho de 2016

HEYDER TAVARES DA SILVA FERREIRA
Presidente da AMEPA

Veja o que disse o deputado, que gerou a nota da AMEPA:

JUSTIÇA PRA QUEM PRECISA!!!!

Na qualidade de deputado federal eleito para defender os interesses da minha região e, especialmente, da nossa Marabá, e ainda lutar pela justiça e pela supremacia do Império da Lei, uma vez que também sou advogado, venho repudiar publicamente a prisão do professor Pedro Souza, nesta quinta-feira, dia 21 de julho.

Esse infeliz acontecimento nos leva a refletir sobre o fato de o professor Pedro ter sido condenado sem ao menos ter sido julgado; e enviado para o cárcere sem que tenha cometido crime que mereça tal punição.

Tudo nos leva a crer que o professor Pedro Souza, assim como meu irmão, o prefeito afastado João Salame, estejam sendo neste momento vítimas de perseguição por onde deveria haver Justiça!!!

Em três anos e meio, a prefeitura executou mais de 400 obras que melhoraram a qualidade de vida da população na Educação, na Saúde, na Infraestrutura, nos Esportes, na Assistência Social, na Agricultura, entre outros. Obras que promoveram uma verdadeira inversão de prioridades, olhando mais para os bairros mais distantes do centro da cidade. Definitivamente uma prefeitura que pela primeira vez olha com atenção para os que mais precisam.

Mas, por isso mesmo, por ter feito mais obras nesse curto espaço de tempo, do que em 20 anos, mais do que qualquer prefeito já fez, ele está sendo perseguido politicamente, e o Poder Judiciário que agora pune Pedro Souza, sendo usado pra isso, quando procrastina uma decisão cujo objetivo claro é deixar João fora da corrida eleitoral deste ano.

Vários recursos contra a decisão de afastamento de João Salame foram apresentados ao Tribunal de Justiça do Estado e o que se vê são Desembargadores pedindo licenças ou se esquivando de darem uma Decisão judicial.

Porque será????

Rogo a Deus que meu amigo Pedro Souza não seja mais uma vítima do que acontece no submundo de um lugar onde deveríamos contar com a Justiça.

Prendê-lo por estar exercendo a função de vereador, conferida pelo povo, sendo q a decisão inicial era de afastamento das atividades de Secretário de Educação, foge do bom senso.

Uma perseguição movida por aqueles que querem se apoderar a qualquer custo de Marabá, para mais uma vez deixá-la mergulhado no atraso em que se encontrava quatro anos atrás.

Aos que utilizam da judicialização nefasta para tirar vantagens em razão de grupos políticos, a nossa resposta será denunciar toda forma de perseguição e utilização indevida da Justiça!!!

Dep. Beto Salame
Via página pessoal no Facebook
Pará

TRE-PA cassa mandato do deputado federal Wladimir Costa

A Corte do Tribunal Regional Eleitoral do Pará (TRE-PA) julgou, em unanimidade, pela cassação do diploma de mandato do deputado federal Wladimir Afonso da Costa Rabelo por violação ao art. 30-A da Lei 9.504/1997, configurando o ato de arrecadação e gastos ilícitos em campanha eleitoral. A decisão foi proferida na sessão de julgamento dessa sexta-feira (08), na Plenária do TRE-PA.

A representação foi proposta pelo Ministério Público Eleitoral e teve a relatoria da Juíza Federal Lucyana Said Daibes Pereira, que a partir das provas produzidas concluiu pela existência de gastos eleitorais não escriturados na prestação de contas e indícios de falsidade documental, que, em conjunto, alcançaram o montante de R$410.800 mil de recursos financeiros.

Da decisão da Justiça Eleitoral do Pará cabe recurso ao Tribunal Superior Eleitoral com efeito suspensivo.

Marabá

PROS sai em defesa de Beto Salame no tocante à prestação de contas

A Assessoria do deputado diplomado Beto Salame (PROS) encaminhou nota da direção regional do partido em resposta ao post “ Irmão do prefeito de Marabá foi o campeão de gastos entre deputados federais eleitos na campanha de 2014”, publicado na semana que passou. Eis a íntegra da nota:

Em relação à matéria jornalística veiculada neste blog, no dia 8 de janeiro, a Direção Regional do PROS entende ser necessário esclarecer o que segue:

1 – O PROS – Partido Republicano da Ordem Social, tem por diretriz máxima o respeito absoluto à lei.

2 – Por conta desse compromisso, o PROS orienta os candidatos que concorrem pela legenda no sentido de que se portem com lisura absoluta no que se refere à arrecadação, gasto e prestação de contas de recursos dispendidos nas campanhas eleitorais.

3 – Um exemplo disso foi a campanha do jovem deputado federal Beto Salame que, graças à capacidade de articulação contou com a força política de Asdrúbal Bentes, João Salame Neto e tantos outros líderes, especialmente aqueles do sul e sudeste do Pará, para conduzir sua caminhada vitoriosa.

4 – O grupo político que organizou-se sob a legenda do PROS conseguiu perceber, com a devida antecedência, a necessidade em construir alternativa viável que garantisse a representatividade do interior do Estado, em especial, do sul e sudeste paraense, na Câmara Federal.

5 – Caso outros nomes – como o de Asdrúbal Bentes – não estivessem disponíveis, o que infelizmente acabou por acontecer, seria imprescindível termos um representante a disputar uma vaga na Câmara Federal com chances reais de vitória. Isso se refletiu em um cuidadoso planejamento que alcançou nada menos que 70 municípios, com bases organizadas e coesas. Desconhecer a força dessa articulação é lastimável e pode prejudicar qualquer análise .

6 – Por outro lado, a candidatura de Beto Salame sempre esteve nos marcos da discussão, necessária e inadiável, sobre a formação do futuro Estado do Carajás. Em suas palestras e reuniões, ao longo de mais de um ano, o deputado deixou claro que as dificuldades que enfrentam os municípios do interior do Pará são decorrentes da pouca importância que lhes é dada pela maioria dos políticos paraenses, quase todos comprometidos com suas bases na capital e cidades adjacentes. Sendo ele filho de Marabá, cidade-polo do Sul e Sudeste do Pará, nada mais natural que esteja por inteiro na luta pela criação do novo estado, sonho maior da população da região.

7 – A capacidade de articulação política e o discurso baseado na interiorização do desenvolvimento, criação do Estado do Carajás e valorização das médias e pequenas cidades do Pará despertaram o interesse de empresas que compartilham as mesmas ideias e que acreditam que a atuação de Beto Salame no Congresso Nacional vai contribuir para criar um ambiente de prosperidade econômica e equilíbrio social em nossa região. Este interesse se materializou na forma de doações.

8 – No que diz respeito à prestação de contas, enfatizamos que todas as doações foram devidamente identificadas e obedeceram rigorosamente ao que preceitua a legislação eleitoral.

9 – Todos os gastos de campanha foram devidamente comprovados através de farta documentação contábil.

10 – A conduta correta da campanha de Beto Salame, no que concerne à arrecadação de recursos, gastos e prestação de contas eleitorais, foi devidamente avaliada pela Justiça Eleitoral, única instituição apta a julgar este tipo de feito, sendo aprovada sem qualquer ressalva.

11 – É preciso expor a verdade dos fatos para impedir que ilações destituídas de qualquer base nos fatos sugiram gastos outros que não aqueles constantes na prestação de contas apresentada à Justiça Eleitoral ou uso de meios não idôneos para angariar votos.

12 – O PROS sabe que os quase 100 mil votos entregues pelos paraenses ao deputado federal Beto Salame serão honrados através de uma atuação parlamentar comprometida com o desenvolvimento do interior do Pará e que seu mandato será uma via facilitadora capaz de atrair mais e melhores investimentos para nossa região.

Marabá (PA), 12 de janeiro de 2015

Direção Regional do PROS/Pará

Pará

Irmão do prefeito de Marabá foi o campeão de gastos entre deputados federais eleitos na campanha de 2014

Beto SalameUm ilustre desconhecido que conquistou uma das cobiçadas 17 cadeiras de deputado federal pelo Estado do Pará. Este é o perfil inicial de Roberto Salame Filho, que precisou de mais do que o sobrenome do irmão João Salame Neto (ex-deputado e atual prefeito de Marabá)  para chegar à Câmara dos Deputados nos próximos quatro anos. Ele precisou de R$ 1.342.770,20 (hum milhão, trezentos e quarenta e dois mil, setecentos e setenta Reais e vinte centavos) para eleger-se com surpreendentes 93.524 votos.

Beto Salame declarou bens no valor de apenas R$ 24.431,00 à justiça eleitoral, mas sua campanha foi de colosso paraense, com direito a alguns voos de helicópteros entre cidades desta região durante a acirrada disputa eleitoral que o fez figurar acima de nomes respeitados de deputados federais na região, como Giovanni Queiroz e Wandenkolk Gonçalves, que viram seus mandatos ruírem, enquanto Salame era galgado ao posto de um dos dois representantes federais do sudeste paraense, ao lado da também desconhecida Júlia Marinho, que conquistou a vaga com a mesma estratégia: usando o nome e prestígio do marido, ex-deputado federal Zequinha Marinho, agora eleito vice-governador do Pará. Só que Júlia declarou ter gastos míseros R$ 142.203,33 na campanha. De fato uma baita economia que representa pouco mais que 10% do que foi gasto por Salame (o deputado).

A eleição de Beto Salame surpreendeu até mesmo políticos experientes de Marabá, os quais apostavam entre si antes da eleição de 3 de outubro passado sobre quantos votos o irmão do prefeito levaria. E nenhum dos otimistas chegava a arriscar mais de 30 mil votos. E todos eles tiveram suas previsões derrubadas antes da meia noite do dia da votação e apuração naquele outubro. Eles tiveram de render-se à capacidade de João Salame em captar votos para o irmão, principalmente fora de Marabá, onde ele conseguiu a simpatia de cerca de 60 mil eleitores.

Beto-e-JoãoCom isso, Beto Salame, como é mais conhecido o advogado e procurador do município de Marabá, foi o décimo candidato mais bem votado ao cargo de federal no Estado. Ele abocanhou nada menos que 2,49% de todos os votos válidos do Pará, um número bastante surpreendente. Há um grupo reduzido de pessoas que tenta computar sua vitória nas urnas ao apoio que Beto recebeu do ex-deputado federal Asdrúbal Bentes, que não pode se candidatar novamente porque estava inelegível por ter sido condenado na Justiça numa emblemática troca de votos por cirurgias de laqueaduras em algumas mulheres na eleição de 2008, quando Bentes concorreu à Prefeitura de Marabá.

Mas a capacidade de transferência de votos de Asdrúbal não foi algo fora do comum para que seja dada como fator preponderante para a ida de Beto Salame para o Planalto Central.

Em toda campanha eleitoral, fala-se que os candidatos gastam muito mais do que os valores que realmente declaram à Justiça Eleitoral, com financiamento oriundo geralmente por quem tem interesse empresarial na eleição deste ou daquele candidato. Enquanto Beto Salame declarou ter arrecadado e gasto pouco mais de R$ 1,3 milhão, especulações em Marabá dão conta de que a campanha teria custado algo em torno de R$ 8 milhões, de fato, o que nunca foi informado pelo candidato nem por seu irmão João Salame.

O leitor curioso que desejar abrir o site do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) para analisar quem são os doadores da campanha de Beto Salame verá que as doações estão bastante pulverizadas. O principal doador é foi o Comitê Financeiro da campanha através da empresa Construtora Aterpa S/A, com o montante de R$ 280.000,00. Depois, aparecem DAG Construtora, com dadivosos R$ 200.000,00; Bugati Brasil Válvulas, com R$ 100.000,00; Guetner & Martins Ltda, com R$ 80.000,00; Siderúrgica Norte Brasil (Sinobras) com R$ 60.000,00; VCK Engenharia, com R$ 50.000,00; e o próprio irmão e prefeito João Salame, que tirou do bolso R$ 30.000,00 para investir na expansão do latifúndio político da família Salame.

A prestação de contas de Beto Salame foi aprovada sem ressalvas pelo Tribunal Regional Eleitoral do Pará.

A influência de Salame como prefeito foi, sim, determinante para arrecadar essa dinheirama toda, inclusive de empresas de renome fora de Marabá, onde Beto é menos conhecido ainda.

Por falar nisso, Salame, o prefeito, já havia sido deputado estadual por dois mandatos, depois tentou eleger o irmão vereador em 2012, junto com ele, e quase sua esposa Bia Cardoso não seria candidata a deputada estadual ou mesmo a vice-governadora ao lado de Helder Barbalho. Vamos aguardar o que reserva 2016 para quem carrega Salame no nome.

Ranking dos gastos dos 17 deputados federais eleitos

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Parauapebas

A cinco dias da eleição, pesquisa DOXA aponta alto índice de indecisos em Parauapebas

Pesquisa DOXA aponta vitórias de Marina, Helder Barbalho, Paulo Rocha, Marcelo Catalão e Coutinho em Parauapebas. Índice de indecisos ainda é muito alto.

A Doxa Comunicação realizou pesquisa eleitoral no município de Parauapebas no período compreendido entre os dias 24 e 27 de setembro. A pesquisa, registrada no TRE sob o número 0038/2014, colheu 400 entrevistas e tem margem de erro de 3 pontos percentuais, com margem de segurança de 95%. Em Parauapebas, segundo o TRE, 111.144 eleitores estão aptos a votar.

Para presidente Dilma Rousseff (PT) perde a eleição no município em todas as simulações para o segundo turno. O Blogger estranhou esse resultado por algumas razões. O PT é disparado o partido com maior número de simpatizantes no município; o candidato Helder Barbalho, coligado com o PT, vence seu principal oponente mas não transfere os votos para a presidente Dilma; o mesmo acontece com Paulo Rocha, candidato ao Senado, Marcelo Catalão (federal) e Coutinho (estadual), que lideram as intenções de voto em Parauapebas e que apoiam Dilma Rousseff.

Para o governo do Estado, Helder Barbalho do PMDB venceria, segundo a pesquisa, Simão Jatene (PSDB) no primeiro e no segundo turno em Parauapebas.

Para o Senado o vencedor em Parauapebas será o petista Paulo Rocha.

As consultas para deputado federal apontaram o candidato Marcelo Catalão (DEM) como o mais votado no município, seguido muito de perto pelo ex-prefeito Faisal Salmen (PPS).

Para deputado estadual, Coutinho (PMDB) é disparado o mais votado no município, seguido por Gesmar Rosa (PSD).

A apenas cinco dias da eleição, é de se estranhar o alto índice de eleitores que afirmaram não saber em quem  irão votar nas eleições de domingo próximo. Para governador são 24,1% os indecisos, para o Senado 38,7%; para deputado federal 49,8%; e para deputado estadual 33,4%.

Confira o resultado:

Intenção de voto para governador (Espontânea)

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Intenção de voto para governador (Estimulada)

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Intenção de voto para Senador

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Intenção de voto para deputado estadual (Espontânea)

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Intenção de voto para deputado Federal (Espontânea)

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Intenção de Voto para Presidente da República ( Estimulada)

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Segundo Turno – Presidente – Dilma x Aécio
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Segundo Turno – Presidente – Dilma x Marina

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A pesquisa foi encomendada por Amazônia C. Marketing Ltda ME e custou R$10.000,00.

Técnica de amostragem: do parâmetro de eleitores foi estabelecida a estratificação respeitando a proporcionalidade das variáveis que atuam como filtros adequados da amostragem: sexo, idade, renda e nível de instrução do eleitorado. Masculino 51,9%; Feminino 48,1%. Faixa etária 16 a 24 anos 22,3%; 25 a 34 anos 27,3%; 35 a 44 anos 22,3%; 45 a 59 anos 19,6%; acima de 59 anos 8,6%. Sem escolaridade 2,3%; Ensino fundamental 29,6%; ensino médio 53,7%; superior/pós 14,4%. Até 01 Salário Mínimo 27,8%; Acima de 1 até 2 salários mínimos 45,6; Acima de 2 até 3 salários mínimos 5,2% Acima de 3 até 4 salários mínimos 0,9%; Acima de 5 salários mínimos 2,4%. A margem de erro amostral: respeitando o intervalo de confiança estimada foi de 95% e significância de 5% (bicaudal), tendo a margem de erro amostral de 3,0 pontos percentuais para mais ou para menos na amostra.

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