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Jacundá

Quase 100% dos acidentes de trânsito são causados por motos em Jacundá

O município, segundo registros do Denatran, conta com 16.132 veículos. Destes, 11.172 (70%) são motocicletas. Na cidade também trafegam motos roubadas na região e no Estado do Maranhão
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Em 2018 já foram seis as motos roubadas em Buriticupu (MA) e nos municípios paraenses de Conceição do Araguaia, Goianésia do Pará e Jacundá, que transitavam pelas ruas da cidade até seus condutores serem flagrados pelas blitz. Praticamente 70% dos veículos registrados pelo Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), no município, de Jacundá são motocicletas. Elas são o meio de transporte mais econômico e mais rápido para ir e vir. Usadas para o lazer e trabalho, pelo homem do campo e da cidade, mas são campeãs em acidentes de trânsito e principal alvo das ações de fiscalização de trânsito.

Dois 16.132 veículos catalogados no Denatran, 11.172 são motos. “São os veículos mais fiscalizados na cidade”, reconhece o diretor do Departamento Municipal de Trânsito Urbano (DMTU), Eduardo Valmini. E a fiscalização intensa tem surtido efeitos positivos. O número de veículos apreendidos e os acidentes têm caído.

Nos últimos 12 meses foram recuperadas mais de 20 motos com registros de roubo ou furto. “Quando encontramos um veículo suspeito, geralmente está sem placa e seu condutor sem os documentos. Ele diz que vai busca e nunca mais volta”, explica Valmini.

No pátio do departamento estão recolhidos mais de 150 veículos. “Já informamos ao nosso superior sobre a situação de cada uma. Agora estamos aguardando uma orientação sobre o que devemos fazer”.

Em relação aos acidentes de trânsito, Eduardo explica que têm diminuído. “Em junho deste ano registramos apenas 57 acidentes. Comparado ao mesmo período do ano passado significa 25% a menos”. Mais de 90% dos acidentes tem o envolvimento direto de condutores de motos e a maioria dos acidentes acontece aos finais de semana.

Por Antonio Barroso – De Jacundá
Marabá

PM terá reforço de 180 policiais para atuar na Operação Verão 2018 na região

Aplicativos difundidos pela Segup para interação com cidadãos não terão quase utilidade em Marabá e região
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Na manhã desta quinta-feira, órgãos de segurança do Estado – Polícia Militar, Polícia Civil e Corpo de Bombeiros – reuniram a Imprensa para anunciar ações que serão desencadeadas em Marabá e região a partir desta sexta-feira, dia 29 na Operação Verão 2018. A entrevista ocorreu na sede do Comando de Policiamento Regional 2 (CPR2) e dela participaram, ainda, representantes da Secretaria Municipal de Segurança Institucional, por meio da Guarda Municipal e DMTU.

Pela PM, o coronel Franklin Roosevelt, comandante do 4º Batalhão de Polícia Militar, informou que a Operação Verão 2018 na região receberá o reforço de 133 alunos do curso de soldado, que está acontecendo em Marabá, além de 60 policiais que serão deslocados de Belém para ajudar nas ações que serão realizadas nas cidades que têm praias na região, como Marabá, Itupiranga, São Geraldo do Araguaia, entre outros.

Além disso, os militares farão bloqueios nas vias de acesso aos municípios, para não deixar entrar armas e drogas. “Com esse planejamento vamos garantir a ordem pública durante o veraneio deste ano. A população precisa se sentir tranquila, assim como os turistas que chegarem aos balneários”, disse o comandante.

Ele pediu prudência para quem vai aos balneários e revelou que haverá um posto de comando nas praias, onde estarão presentes todos os órgãos de segurança pública para atender os chamados. Um helicóptero e uma lancha estão à disposição da PM para atuarem de forma mais incisiva.

Coronel Roosevelt disse que os cidadãos podem fazer reclamações pelo Disque Denúncia local, tanto por ligações quanto por mensagens de Whatsapp. Questionado sobre o grau de utilidade que os dois aplicativos desenvolvidos especialmente para o mês de julho: o Praia Segura e o Emergência, que a Secretaria de Segurança do Estado está difundindo como novas ferramentas, o coronel preferiu dizer apenas que os meios já disponíveis para comunicação com a sociedade, aqui na região, são eficazes e vão ajudar a informar possíveis problemas de segurança.

Major Portilho, comandante do 5º Grupamento de Bombeiros Militar, informou que sua tropa está preparada para a Operação Verão, atuando nos municípios de Marabá (praias de Tucunaré e Geladinho), Itupiranga (Macaco); São Geraldo (Gaivota); e em Palestina (Praia do Porto). “Vamos utilizar 31 bombeiros guarda-vidas, de forma ininterrupta, e aos finais de semana iremos prover um reforço com mais 10 bombeiros para a Praia do Tucunaré, o maior balneário da região”, antecipou.

A delegada Simone Felinto, superintendente de Polícia Civil, disse que a PC vai participar da Operação Verão com todas as unidades policiais dos 16 municípios que estão sob sua coordenação, com equipes de plantão, inclusive com delegados de polícia em cada uma das cidades. “Em Marabá, teremos força integrada com ações dos órgãos do Estado, enquanto os do município estão concluindo seu planejamento”, informou a delegada.

Ainda pela Polícia Civil, foi enviada uma equipe para atuar exclusivamente em Marabá durante a Operação Verão, que vai atuar de forma específica para lavrar os procedimentos que chegarem durante os finais de semana, feriados e à noite, quando as demais delegacias estarão fechadas. Paralelamente, o DPA (Departamento de Polícia Administrativa) vai atuar com fiscalização de bares, hotéis, motéis e congêneres.

O secretário de Segurança Institucional, Jair Barata, informou que o efetivo de sua guarnição envolve cerca de 500 pessoas, entre agentes do DMTU, Guarda Municipal e agentes patrimoniais. A Prefeitura, segundo ele, está adquirindo dois quadriciclos e bafômetros para atuar durante o veraneio deste ano. “Entrei em contato com a Marinha, que vai destacar uma equipe para trabalhar com fiscalização na Praia do Tucunaré”, revelou.

As ações de todos os órgãos iniciam nesta sexta-feira, dia 29, e terminam no dia 31 de julho. Elas serão realizadas de forma integrada com o efetivo especial para a temporada das polícias Civil e Militar, Departamento de Trânsito do Estado, Corpo de Bombeiros, Defesa Civil, grupamentos Aéreo e Fluvial (Graesp e Geflu) e Centro de Perícias Renato Chaves. A Polícia Rodoviária Federal (PRF) vai atuar no apoio intensivo na fiscalização das estradas. Guarda Municipal, Secom e Semob também estarão em parceria com o sistema de segurança pública.

Ulisses Pompeu – de Marabá
Marabá

Promotora quer maior fiscalização para inibir menores dirigindo veículos em Marabá

Só nos três primeiros meses deste ano 13 menores entre 10 a 14 anos foram vítimas de acidentes no trânsito da cidade
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É uma cena quase comum encontrar menores de idade conduzindo volante de um carro ou guidão de uma motocicleta em Marabá. E o resultado disso é um grande número de acidentes envolvendo pessoas menores de 18 anos no município. Foi para discutir esse assunto preocupante que a 10ª Promotoria da Infância e Juventude realizou nesta quarta-feira, 23, uma audiência pública envolvendo representantes de diversos órgãos públicos e entidades da sociedade civil.

A audiência “Criança e Adolescente não dirige” foi realizada no auditório do MPE, conduzida pela promotora de Justiça Lígia Valente do Couto de Andrade Ferreira. Também participaram Elson Fidelis, delegado da 20ª Seccional de Polícia Civil de Marabá; Franklin Silva, chefe da Delegacia da Polícia Rodoviária Federal; Gilvan Santos de Souza, gerente do Detran em Marabá; Rogério Matias da Silva, coordenador de Educação para o Trânsito do DMTU; Valdelice Vieira, coordenadora do Samu; e Lohane Mesquita, coordenadora de Humanização do Hospital Regional do Sudeste do Pará.

 A promotora Ligia Valente explica que o objetivo, daqui para frente, é realizar várias ações de atuação extrajudicial e medidas destinadas à inserção social por parte do Ministério Público, entre as quais reuniões com a comunidade, campanhas de mobilização social, projetos sociais, fiscalizações e inspeções; termos de ajustamento de conduta e recomendações. “Hoje estamos dando um grande passo para conscientizar, fomentar e promover o debate sobre a relação Infância e Juventude x trânsito, com a participação do poder público e sociedade civil de Marabá”.

Ela também observou que quando chegou a Marabá foi informada sobre uma prática cultural de alguns pais presentearem filhos adolescentes com motocicleta ou carro, mesmo não tendo permissão da legislação para dirigir. “Precisamos acabar com essa cultura e já estamos fazendo palestras em escolas, mas precisamos desenvolver mais atividades para reduzir as estatísticas de acidentes envolvendo crianças e adolescente na direção de veículos automotores”.

Por outro lado, ela cobrou das autoridades de trânsito que elaborem e mantenham atualizados dados estatísticos de crianças e adolescentes na condução de veículos automotores. Ela também lembrou que é preciso alertar os pais de que eles poderão ser responsabilizados por eventuais danos que seus filhos venham a causar dirigindo sem habilitação para isso.

Dados de acidentes

Com base em informações das autoridades de trânsito locais, a promotora lembrou que em 2017, foram registrados 1.181 acidentes em Marabá, os quais deixaram 969 feridos e 59 mortos, contra 1.309 acidentes de 2016 com 62 mortes. No agregado dos últimos dois anos foram nada menos que 2.490 acidentes.

De janeiro a março deste ano, o DMTU contabilizou junto a vários órgãos a ocorrência de 242 acidentes e em pelo menos 13 deles as vítimas eram pessoas da faixa etária entre 10 a 14 anos e 25 de 15 a 19 anos. “Marabá tem uma frota de 110 mil veículos e o número de motocicletas passa de 60 mil veículos, um percentual muito alto. Muitas das vítimas lotam os leitos dos hospitais, sobretudo o Regional, que é de referência para traumas dessa natureza”, sustenta.

Rogério Matias reconheceu a gravidade do número de acidentes de trânsito nas vias de Marabá, mas sustentou que há um grande esforço do governo para que esses índices sejam reduzidos. Para isso, fortaleceu as equipes de fiscalização e também de educação para o trânsito. Esta última percorre escolas, empresas e órgãos públicos para conscientizar condutores sobre o grave risco de acidente.

Ao final da audiência, ficou definido que as autoridades vão se manter unidas para frear o número de menores de idade dirigindo veículos pela cidade.

Ulisses Pompeu – de Marabá
Marabá

Campanha Maio Amarelo quer puxar freio de mão dos acidentes

Para autoridades, fiscalização intensiva diminui até mesmo índice de homicídios, que é de 65 para cada grupo de 100 mil habitantes em Marabá.
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Durante a Sessão Ordinária desta quarta-feira, 2 de maio, representantes da segurança pública em Marabá participaram do lançamento da campanha Maio Amarelo, deslanchada pelo DMTU (Departamento Municipal de Trânsito), em parceria com a Polícia Rodoviária Federal, Polícia Militar e Polícia Civil. Durante todo o mês de maio, várias ações serão realizadas na cidade para conscientizar os condutores sobre o risco de acidente e formas de prevenção.

A campanha foi apresentada pelo diretor do DMTU, Jocenilson Silva, o qual lembrou que o símbolo é um laço amarelo usado no peito, representando o movimento internacional de segurança no trânsito. “No Brasil, enfatizou, ocorrem 23 mortes a cada 100 mil habitantes e a meta é reduzir para 11 mortes por 100 mil habitantes”.

Ele destacou que é preciso que a sociedade de Marabá se converta por um transito mais organizado e seguro, que salve vidas. Segundo ele, as ações que vêm sendo desencadeadas no município nos últimos meses conseguiu reduzir em 87% os leitos ocupados por vítima de acidentes de trânsito no Hospital Regional do Sudeste, num trabalho em conjunto dos órgãos de segurança.

Jair Guimarães, secretário de Segurança Institucional de Marabá, pondera que o movimento veio em boa hora, para combater a violência no trânsito. Morrem mais de 62 mil pessoas no trânsito no Brasil. “Em Marabá, temos investindo em equipamentos e fardamento para melhorar a estrutura e capacitação de nossos agentes, para que desempenhem um bom trabalho”, ressaltou.

Guimarães diz que 90% dos acidentes são de responsabilidade de quem dirige o veículo, por isso é importante falar e educar. Ele antecipou que este ano a SMSI vai adquirir uma van para trabalhar com o projeto Cinema Rodoviário, para aliar a fiscalização de trânsito à educação para o trânsito.

Franklin Jorge, chefe de segurança da Policia Rodoviária Federal em Marabá, fez uma proposta de trabalho de operações em conjunto na área de atuação dos dois órgãos fiscalizadores, para que os agentes do DMTU atuem na cidade e a PRF nas BR´s. “A educação vem primeiro, mas a fiscalização tem que vir a reboque. Esse movimento é para tentar diminuir os acidentes e preservar a vida”, ressalta o agente federal.

Coronel Roosevelt Fayal, comandante do 4° Batalhão de Polícia Militar reconheceu que o tema trânsito é muito complexo e envolve diversas variáveis e a PM não está alheia a isso. “Hoje, o crime anda em duas rodas e a grande maioria utiliza uma motocicleta. Temos um olhar firme em relação ao trânsito. A sociedade não deve ficar alheia a esse processo. Sou adepto à polícia comunitária. O modelo de segurança que só age reativamente está ultrapassado”, desabafou.

Segundo o militar, a média de homicídios em Marabá é de 14 por mês. Revela que em janeiro deste ano subiu para 27, mas a partir daí os órgãos de segurança agiram com mais firmeza e em fevereiro foram registrados 10 homicídios, média que permaneceu nos dois meses subsequentes. “Esse é o resultado do trabalho de todos os órgãos de segurança pública. A media nacional de índice de homicídios é 28,9 para cada grupo de 100 mil habitantes, enquanto a média de Marabá é de 65 homicídios por 100 mil habitantes”, compara.

A delegada Simone Felinto, nova superintende de Policia Civil do Sudeste, comunga do pensamento do coronel Roosevelt visualizaram a diferença e vitória no trabalho árduo da segurança. “É importante que sejam retiradas de circulação as motocicletas que são usadas em crimes. Os bandidos utilizam veículos de outros para cometerem crimes e, quando há fiscalização e apreensão, os índices de criminalidade e nós preservamos vidas”, sustenta.

O vice-prefeito Tony Cunha, presente à sessão, elogiou o trabalho de fiscalização que vem sendo feito na cidade, embora reconheça que quem trabalha no serviço público sempre sofrerá críticas. “Em Marabá a redução da violência no trânsito tem tido sucesso. Precisamos proteger o bem maior, que é a vida. É preciso ter bom senso, razoabilidade e educação, mas é preciso implementarmos as ações de fiscalização e a própria repressão”, sintetizou.

Os vereadores se manifestaram favoráveis à campanha do Maio Amarelo, mas fizeram concessões em relação à fiscalização que vem sendo feita de forma implacável pela cidade. Pedro Corrêa, presidente da Câmara, enalteceu o trabalho do DMTU e o trabalho de convergência de todos os órgãos de segurança para diminuir os índices de violência no município, conforme os dados apresentados.

Por Ulisses Pompeu
Marabá

Marabá: Proprietários de veículos combinam motim contra as blitzes do Detran e DMTU

Pelos grupos de WhatsApp, eles fazem convocação para quebra-quebra na prefeitura, na Câmara Municipal e no pátio de retenção
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Em mensagens de áudio postadas e compartilhadas em vários grupo de WhatsApp, durante esta segunda-feira (2), proprietários de carros e motocicletas de Marabá, revoltados com as blitzes frequentes do DMTU (Departamento Municipal de Trânsito e Transporte Urbano) e do Detran (Departamento Estadual de Trânsito), incitam uns aos outros a se reunirem em motim e investirem contra o poder público municipal a fim de frear à força as fiscalizações.

Eles ameaçam quebra-quebra na prefeitura, na Câmara Municipal, no pátio de retenção, de onde tirariam os veículos apreendidos, e manifestações ruidosas na porta casa do prefeito Tião Miranda e até na porta casa da mãe do gestor municipal.

Procurado pelo Blog, o DMTU, por meio de sua diretoria, informa que hoje, logo cedo, detectou essas mensagens, fez cópias dos áudios, inclusive com os números de celulares de onde foram originados nos vários grupos, e registrou Boletim de Ocorrência na 23ª Seccional Urbana de Polícia Civil. Em um dos áudios, a pessoa afirma que “as blitze estão demais” e, partir do momento em que apreendem o veículo “estão roubando” aquele patrimônio, já que não foram autorizados a rebocá-los. A pessoa argumenta que “ninguém vai deixar de comer pra pagar IPTU” e, por isso, milhares devem se reunir para lutar contra a blitze.

Em outro áudio, a pessoa aconselha que “a população de Marabá”, siga o exemplo de Goianésia, onde, segundo a gravação, o prefeito foi pressionado a mandar o Detran se retirar da cidade e ordenar que o Departamento de Trânsito daquela cidade suspendesse as fiscalizações. Em mais uma gravação outra pessoa diz: “Vamos reunir a galera
aqui de Marabá, bora lá pra Câmara Municipal, bora entrar lá, e vamos acabar com isso lá, no cacete. Entendeu? Bora, acabar com tudo, derrubar tudo. Entendeu?”.

A princípio, em uma das gravações, eles marcam a ação para sexta-feira (6), “que dá tempo de organizar uma galera boa”. “Tem que ir muita gente mesmo pra ver que nós não estamos de brincadeira. E bora pra cima”, ameaça.

Confira os áudios:

Marabá

Juíza defere liminar liberando automóvel que fazia transporte clandestino tipo Uber

A justificativa para a liberação se baseou no CTB, mas, o DMTU entende que a lei municipal é que deveria ter sido levada em consideração
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A juíza Maria Aldecy Pissolati, da 3ª Vara Cível e Empresarial de Marabá, deferiu pedido de Liminar em Mandado de Segurança impetrado pelo proprietário do veículo Chevrolet ONIX 1.0 OMT LT, Chassi: 9bgks48b0fg255204, Gilvan das Neves Lima, determinando a imediata liberação do automóvel pelo DMTU (Departamento Municipal de Trânsito e Transporte Urbano), que se encontra no Parque de Retenção do órgão. O veículo, segundo os autos do processo, foi apreendido e multado por estar fazendo transporte remunerado de passageiros, sem ter licença para isso. O carro era dirigido pelo condutor Francisco Souza Matos no ato da apreensão.

O DMTU, por meio de seu agente reteve o veículo e aplicou a multa, fundamentado no Artigo 48 da Lei Municipal 1033/2011, mas a juíza argumenta que o município, nesse caso, vai além da legislação federal, o CTB (Código de Trânsito Brasileiro), o qual não determina a apreensão do veículo, mas sim a retenção e liberação, após sanada a conduta irregular.

“Sendo o Código de Trânsito Brasileiro norma de caráter geral, exarada pela União Federal, dentro de suas competências para legislar sobre trânsito e transporte, não pode o município atribuir ao mesmo fato penalidade mais severa do que a prevista na norma geral. O entendimento sumulado no verbete 510 do STJ é: A liberação de veículo retido apenas por transporte irregular de passageiros não está condicionada ao pagamento de multas e despesas”, cita a magistrada em sua justificativa para liberar o veículo, “sem pagamento de taxas ou multas relacionadas ao auto de infração”.

Outro lado

Procurado pelo Blog, o diretor do DMTU, Jocenilson Souza Silva, disse que o carro em questão estava transportando passageiros como Uber. Por isso, foi apreendido e recolhido ao pátio de retenção.

“A juíza, ao sentenciar, entendeu que teríamos de fiscalizar esse tipo de situação pelo CTB (Código de Trânsito Brasileiro), mas, no nosso entendimento o município tem uma lei que regulamenta seu transporte público”, afirma Jocenilson Silva.

Segundo ele, pela lei municipal o Uber ainda não foi regulamentado para atuar em Marabá, então, por enquanto é considerado transporte clandestino de passageiros, pois não está cadastrado no DMTU. “Como a juíza determinou, nós liberamos o carro, sem o pagamento de multas e de diárias do pátio, e enviamos o caso à Progem (Procuradoria Geral do Município)”, disse o diretor do DMTU.

Por Eleutério Gomes – Correspondente em Marabá
Marabá

Vereadores criticam com veemência a atuação de agentes do DMTU

Diretor do órgão rebate. Afirma que o rigor da fiscalização fez com que diminuíssem o número de acidentes e de internações hospitalares de vítimas do trânsito na cidade
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Na sessão ordinária desta terça-feira (6), da Câmara Municipal de Marabá, o vereador Gilson Dias Cardoso (PC do B), subiu à tribuna e dirigiu veementes críticas à atuação dos agentes do DMTU (Departamento Municipal de Trânsito e Transporte Urbano). Os acusou de cometerem arbitrariedades no exercício da função, sobretudo na aplicação de multas e da retenção de veículos. Na oportunidade, ele solicitou ao presidente da Casa, vareador Pedro Correa Lima (PTB), que convoque para uma audiência o diretor do departamento, Jocenilson Silva Souza, e secretário municipal de Segurança Institucional, Jair Barata Guimarães, a quem o órgão de trânsito é subordinado.

Gilson Dias afirmou que, como vereador, tem sido interpelado por condutores que se sentiram de alguma forma prejudicados, a tomar uma providência, principalmente quanto à retenção de veículos no pátio, onde o valor da diária é considerado alto. “Alguém está sendo beneficiado com esse pátio de retenção, que é terceirizado”, disse o vereador, deixando suspeita no ar.

Em aparte, o também vereador Francisco Carreiro Varão (PSB) endossou as palavras de Dias, relatando que o carro de um médico conhecido dele foi rebocado nos últimos dias, aparentemente sem motivo, em área que não estava sinalizada.

Outro vereador, Marcelo Alves dos Santos (PT), questionou o valor das diárias no pátio e a forma como a empresa terceirizada foi contratada, sem que a Câmara tenha tido conhecimento.

Outro lado

Procurado pelo Blog, o diretor do DMTU, agente Jocenilson Silva Souza, explicou que, assim que assumiu o departamento, este não tinha competência para efetuar a fiscalização integral do trânsito, haja vista que vários atos eram de competência exclusiva do Detran (Departamento Estadual de Trânsito). Porém, com celebração do convênio com o órgão, os agentes tiveram ampliado o leque de ações a serem fiscalizadas, como, por exemplo, licenciamento e Carteira de Habilitação vencidos.

“Além desse convênio com o Detran, firmamos convênio com a Arcon (Agência de Regulação e Controle dos Serviços Públicos do Estado do Pará). Com dois convênios de fiscalização, conseguimos diminuir os índices de acidentes no nosso município e também o número de leitos ocupados nas casas de saúde pública, por acidentados de trânsito. Então, vale ressaltar que, não somente a fiscalização aumentou como tivemos uma melhoria na saúde pública”, destacou o diretor do DMTU.

Sobre as reclamações quanto ao comportamento dos agentes, Jocenilson Souza disse que o DMTU é transparente. “Estamos abertos a qualquer questionamento. Não há arbitrariedade, conheço o comportamento do usuário na via, pois estou diretor agora, mas sou agente”, afirmou ele.

“Se houver abuso de autoridade, quem se sentir ofendido procure abrir um procedimento contra o agente que porventura cometer. Não concordo com ilícitos no departamento”, enfatizou o diretor do DMTU.

Ele lembrou que só em 2017, os 89 agentes do DMTU foram reciclados várias vezes, passaram por quatro cursos de capacitação. “Fizemos reciclagem com um profissional reconhecido nacionalmente, Israel Moura, coronel da reserva da PM de Pernambuco e uma das maiores autoridades de trânsito do País, integrante do Contran”, relatou ele ao Blog.

Quanto ao pátio de retenção, com 40 mil metros quadrados e que hoje conta com quatro guinchos, Jocenilson disse que foi terceirizado para a empresa Puma, “tudo feito com licitação e publicado no Portal da Transparência”, cabendo à prefeitura e percentual de 20,03% sobre o que for arrecadado pela diárias e guincho.

Jocenilson informou que, conforme a tabela da empresa, para motos, o custo do guincho é de R$ 119,00 e a diária, R$ 23,00; para veículos até R$ 3.500 kg (automóveis), guincho R$ 261,00 e diária R$ 38,00; acima de 3.500 kg, guincho R$ 538,00 e diária R$ 140,00.

Sobre a sinalização, Jocenilson afirma que a cidade está sendo cada vez mais sinalizada e diz que não existe o fato de agente multar veículos em vias em que não há placas com os sinais de trânsito. “Eu, como diretor, não aceito esse tipo de comportamento”.

O diretor do DMTU lembra que hoje Marabá tem uma frota de 110 mil veículos, mais 35 mil de outros municípios que transitam diariamente na cidade, mesmo assim o número de acidentes diminuiu e esse fato foi, inclusive, “motivo de elogio por parte do Ministério Público Estadual”.

segurança

Conselho de Segurança instalado em Jacundá

O Conselho está coordenando a elaboração, a revisão e o acompanhamento da execução do plano Municipal voltado para o combate à violência
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Uma conquista da sociedade civil organizada do município começa a ganhar novos contornos. Trata-se do Conselho Interativo de Segurança Pública e Justiça de Jacundá (CISJUS), que já tem como presidente a professora Cristiane Ferreira Aguiar Dias, eleita na semana, com outros integrantes. Entre as finalidades do conselho está coordenando a elaboração, a revisão e o acompanhamento da execução do plano Municipal voltado para o combate à violência, bem como opinar acerca da proposta orçamentária destinada a política de atenção e prevenção à violência, assessorando o poder executivo municipal nos projetos e propostas de políticas de prevenção ao crime e recuperação de adolescentes criminalizados.

Zaqueu Catarino, relator do processo eleitoral, explica que o CISJUS é composto por titulares e suplentes, sendo 11 representantes de organizações da sociedade civil organizada e 1 representante do Poder legislativo, 1 representante do Poder Executivo, 1 representante da secretaria Municipal  de assistência social, 1 representante da secretaria Municipal de Cultura, desporto e lazer, 1 representante do Conselho tutelar , 1 representante do DMTU, 1 representante da policia civil, 1 representante da policia Militar, 1 representante do Poder Judiciário, 1 representante do Ministério Público Estadual.

Zaqueu detalha que após a nomeação realizada pelo chefe do Poder Executivo, o Conselho Interativo de Segurança Pública e Justiça de Jacundá CISJUS, reuniu- se para deliberar sobre a diretoria. Durante o processo eleitoral da mesa diretora foi eleito para presidente a servidora pública Cristiane Ferreira Aguiar Dias, represente da sociedade civil organizada (Primeira Igreja Batista de Jacundá), vice-presidente o Eduardo Valmini, representante governamental (Departamento Municipal de Trânsito Urbano) e secretário-geral vereador Daniel Siqueira, Representante de órgão governamental (Poder Legislativo).

“Este Colegiado tem o importante papel em parceria com a gestão municipal demais colaboradores, atuar enquanto órgão consultivo e deliberativo das atividades e programas referentes a promoção social de combate às drogas e política de enfrentamento a crimes, assaltos e da manutenção da ordem pública do município de Jacundá, bem como coordenar à elaboração, a revisão e o acompanhamento da execução do plano Municipal voltado ao combate à violência em nosso município em consonância com o Poder Legislativo”.

A criação e instalação do conselho é uma “luta da sociedade  civil  organizada  em parceria com o pode legislativo e deu origem a lei municipal n 2.514/2011, de 03 de Maio de 2011. Durante todo esse período a lei municipal não foi colocada em prática, motivo pelo qual  algumas lideranças da sociedade civil organizada (Zaqueu Catarino da igreja católica, Vera Lúcia do Sindicato dos trabalhadores rurais, José Maria do banco do Brasil e outros  representantes se mobilizaram e com apoio do Ministério Público Estadual a regulamentação da lei.