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PCCR

Em Marabá, vereadores que votaram a favor do PCCR da Educação pedem respeito e repudiam insinuações maldosas

Vereadores Alécio da Palmiteira e Cristina Mutran fizeram duros discursos e afirmaram que o voto não foi resultado de barganha

O vereador Alécio Stringari (PSB), mais conhecido como Alécio da Palmiteira pediu respeito na sessão desta quarta-feira (31), ao assumir a Tribuna da Câmara Municipal de Marabá. Ele é um dos 17 membros do Legislativo que, no último dia 23, aprovaram o polêmico Projeto de Lei 014/2017, que modifica vários pontos do PCCR da Educação. Acontece que Alécio assim como os demais que disseram “sim” ao projeto do Executivo, vêm recebendo críticas virulentas nas redes sociais e veladas nos discursos de alguns colegas contrários à aprovação do novo PCCR.

Alécio reagiu com veemência diante de insinuações de que ele e seus colegas se venderam ao Executivo e que aprovaram o projeto como barganha por nomeações de correligionários. “Não aceito isso, estou aqui no meu terceiro mandato e até aqui cheguei com muito trabalho, muito sacrifício. Nunca pedi nada ao governo em troca de benefícios para mim ou para quem quer que fosse”, bradou da Tribuna.

Sempre com a fisionomia fechada, demonstrando indignação, Alécio mais uma vez exigiu respeito e disse que votou de acordo com sua consciência, tendo em vista o momento difícil pelo qual o município atravessa. “Examinei minuciosamente o projeto e cheguei à conclusão de que as mudanças eram necessárias. Por isso aprovei, não porque alguém houvesse mandado. Repito, me respeitem, me respeitem e respeitem aos demais 16 vereadores ”, exigiu.

Em aparte, a também vereadora Cristina Mutran (PMDB) endossou as palavras do colega a também pediu respeito. Disse que, antes de dar seu voto, levou o projeto para casa e leu, estudou exaustivamente, reforçando ainda, que nunca barganhou nada com o Executivo, que aprovou porque concluiu que a proposta do governo estava correta, não deixava dúvidas de que tinha de ser aprovada e também exigiu que a respeitem.

Marabá

Adesão à greve dos professores ainda é baixa em Marabá, segundo números da Semed e do Sintepp

Secretaria de Educação está preocupada com comprometimento do ano letivo

Segundo a Assessoria de Comunicação (Ascom) da Prefeitura de Marabá, somente 44 escolas da zona urbana estão com as atividades paralisadas, 29 totalmente e outras 15 parcialmente. Já segundo o Sintepp (Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Pará) – subsede local –, são 52 os estabelecimentos de ensino, cujos professores estão em greve, como forma de protesto pela aprovação do novo PCCR da Educação, que readéqua cargos e salários. Na cidade, as escolas municipais somam atualmente 97 e no campo são 109. Juntas, totalizam nas salas de aula 56 mil alunos. Ou seja, a greve atinge nesta terça-feira (30), totalmente, apenas 14,1% das escolas municipais.

A grande preocupação da secretaria neste momento é fazer com que os professores entendam corretamente as reformulações; muitas informações estão distorcidas e é importante que a verdade prevaleça. Quanto ao estado de greve, ainda com pouca adesão, a secretaria reafirma o seu compromisso com o diálogo, que sempre é a melhor saída para qualquer crise. Segundo o subsecretário, Orlando Moraes, é importante que os educadores lutem, mas que tenham como foco principal a educação das crianças que podem vir a ter o ano letivo comprometido.

Ainda segundo a Assessoria de Comunicação, por diversas vezes o Sinttep esteve reunido com o prefeito, vereadores e secretário de Educação. Todos os pontos foram debatidos de forma incansável, na sua maioria acordados pelo próprio sindicato e grupos de professores desvinculados da entidade, que mantiveram um diálogo direto e influência nas decisões tomadas. “Nada que consta desta reformulação do PCCR foi imposto, ou decidido unilateralmente. Ainda assim o diálogo sem mantém aberto entre prefeitura e professores”, finaliza a Ascom.

Educação

Rondon do Pará: autoridades participam de inauguração de campus da Unifesspa

Prédio abriga cursos de Administração e Ciências Contábeis, tem 2.670 m² e custou R$ 4 milhões.

Segmentos expressivos da sociedade de Rondon do Pará e da região Sul e Sudeste do Estado estiveram presentes nesta sexta-feira, 3, na solenidade de inauguração do novo prédio do ICSA (Instituto de Ciências Sociais Aplicadas), da Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará. O instituto oferece, atualmente, os cursos superiores de Administração e Ciências Contábeis.

A solenidade contou com a visita das instalações do prédio de quatro pavimentos; execução de vídeo sobre o resgate histórico do processo de implantação de ensino superior em Rondon até a criação do ICSA; execução do Hino Nacional, composição da Mesa de Honra suprapartidária e discursos das autoridades políticas, educacionais, religiosas e comunitárias.

Centenas de professores, técnicos administrativos, alunos, pais de alunos e incentivadores da educação compareceram a este momento histórico para o ensino superior em Rondon do Pará. O prédio inaugurado tem quatro andares, distribuídos em doze salas de aula, três mini auditórios, biblioteca, salas de estudos, laboratório de informática, salas administrativas – todas devidamente climatizadas – e banheiros em todos os andares, inclusive para pessoas com deficiência, masculino e feminino.

O prédio conta com sistema de elevador, hidrante e extintores contra incêndios em todos os andares; centrais de ar condicionado em todas as salas e pisos em mármore claro nas principais salas e dependências. O sistema de corrimão foi instalado para auxiliar as pessoas que optarem pela troca de andar pelas escadas. Portas e janelas de vidros reforçadas foram amplamente utilizadas interna e externamente para dar maior luminosidade natural aos ambientes comuns durante o dia, economizando no uso de energia elétrica.

O espaço construído foi de 2.670 metros quadrados, envolvendo recursos federais da ordem de R$ 4 milhões, numa arquitetura projetada para dar maior comodidade, conforto e bem-estar aos alunos, técnicos administrativos, professores e visitantes que frequentam suas dependências. Uma área de estacionamento para veículos automotores foi destinada na frente do prédio do ICSA.

O projeto inicial do ICSA prevê a possibilidade de pelo menos cinco cursos universitários em Rondon do Pará, explicou o reitor Maurílio de Abreu Monteiro. “O propósito da Unifesspa é de transformar a sociedade para um Brasil mais justo”, completou Maurílio. “Por isso o nosso compromisso, de professores, técnicos e alunos por uma educação superior, pública e de qualidade”.

História do Campus

O ICSA surgiu a partir de um embrião da educação superior existente em Rondon do Pará datado de 1988, que oferecia, inicialmente, cursos modulares de Letras e Matemática oferecidos pela Universidade Federal do Pará (UFPA). Nessa época, levou-se em consideração a importância estratégica de Rondon do Pará na produção e no escoamento da produção de outros municípios pela BR 222 – que corta o Município –, a vontade manifesta da população e as cobranças de suas lideranças políticas e comunitárias em melhorar o nível da educação das pessoas direcionando o saber para a formação das novas gerações.

Em Rondon fixou-se o Núcleo Universitário Regional Estratégico da BR-222 com cursos de universidades públicas e privadas. Mesmo com esse esforço inaugural, as demandas por educação superior persistiam, de forma que a UFPA integrada à sociedade civil organizada e a classe política se articularam para ampliar o suporte de educação superior no Sul e Sudeste do Pará.

Dessa união, manifestada em abaixo-assinado com mais de cem mil assinaturas, entregue a então presidente Dilma Rousseff e discursos no Congresso Nacional surgiu a Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará (Unifesspa) com campus em Rondon do Pará, Marabá, Xinguara, São Félix do Xingu e Santana do Araguaia. A natureza da Unifesspa é de uma universidade multicampi.

A criação da Unifesspa se deu por meio da Lei Federal nº 12.824, de 05 de junho de 2013, a partir do desmembramento do Campus da UFPA de Marabá. Desde então, a Unifesspa tem trabalhado para pautar-se por princípios orientadores de integração da região e o desenvolvimento de municípios que compõem sua vasta área de influência com abrangência nos estados do Maranhão, Tocantins e Mato Grosso.

Autoridades presentes

Estiveram presentes à solenidade o professor doutor e reitor Maurílio de Abreu Monteiro; a vice-reitora, professora doutora Idelma Santiago os pró-reitores de Administração, Leandro de Oliveira Ferreira; pró-reitora de Pesquisa e Inovação Tecnológica, Fernanda Ferreira; pró-reitor de Ensino de Graduação, Elias Fagury Neto; próximo pró-reitor de Extensão e Assuntos Estudantis, Diego; e pró-reitor de Gestão de Pessoas, Marcel Ferreira, diretora do Campus de Rondon do Pará, Érica Júcio dos Reis, professores, técnicos administrativos, alunos e pais de alunos.

Do campo político se fizeram presentes o prefeito de Rondon do Pará, Arnaldo Ferreira Rocha; os deputados federais Roberto Salame Filho, o Beto Salame e Arnaldo Jordy Figueiredo; os deputados estaduais Dirceu Ten Caten, Hildegard Nunes e João Chamon, este último representou, também, o ministro da Integração Nacional, Helder Barbalho; o ex-deputado Wander Cock, representando o Governo do Estado do Pará; a ex-prefeita de Rondon do Pará, Cristina Malcher, que representou na solenidade o senador Flexa Ribeiro; o padre Juraci, pároco de Rondon do Pará; prefeitos da região, ex-prefeitos e ex-prefeitas, vereadores, ex-vereadores, lideranças políticas e a imprensa local e regional. (Com informações da Ascom Unifesspa)

Educação

Projeto Tutoria inicia capacitação de menores aprendizes em Parauapebas

Este projeto-piloto é uma iniciativa do Ministério Público do Pará e conta com a parceria da Vale, que está contratando os alunos selecionados como menores aprendizes. O ProjetoTutoria conta também com a parceria das secretarias estadual e municipal de Educação e do Senai

A primeira turma de menores aprendizes selecionados para o Projeto Tutoria do Ensino Médio e Qualificação Profissional iniciou suas atividades. Os 20 alunos que atuarão como tutores de estudantes da rede municipal de ensino, nas disciplinas de matemática e português, participaram da aula inaugural do curso de aprendizagem de assistente administrativo, realizada na última semana no Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) de Parauapebas.

Este projeto-piloto é uma iniciativa do Ministério Público do Pará e conta com a parceria da Vale, que está contratando os alunos selecionados como menores aprendizes. O ProjetoTutoria conta também com a parceria das secretarias estadual e municipal de Educação e do Senai, onde serão desenvolvidas as atividades de qualificação em práticas administrativas empresariais e formação em tutoria.  “Até o mês de setembro, eles receberão qualificação aqui conosco. Nós preparamos uma grade para capacitá-los como assistente administrativo. Porém vamos investir na capacitação em português e matemática, que é o foco da tutoria”, destacou o diretor de Senai de Parauapebas, Carlos Felipe.

A prática da tutoria, por sua vez, ocorrerá em escolas mapeadas pela equipe da Secretaria Municipal de Educação, com acompanhamento pedagógico. A partir de maio, os menores devem iniciar as atividades de tutoria nas escolas municipais Paulo Fonteles de Lima, no bairro Rio Verde, e Chico Mendes, na Cidade Nova.

                      Pais assinam contratos juntamente com filhos menores de 18 anos

Filhos entusiasmados e pais orgulhosos

Wanderlei Silva, pai de Naielly de Sousa Silva, de 16 anos, fez questão de acompanhar a filha e disse estar realizado com a conquista dela. “É uma oportunidade que muitos não têm, mas acho que ela irá aproveitar e crescer muito”, comentou ao elogiar a parceria do Ministério Público com a Vale e secretarias de Educação. A aluna Nicolle de Sousa Morais estava animada com a oportunidade. “Espero crescimento e muito aprendizados. E que a gente possa se doar, de verdade, e se abrir para aprender o máximo que a gente puder”.

Educação

IFPA de Parauapebas terá curso superior de Tecnologia em Automação Industrial

O curso abrange conhecimentos em sistemas mecânicos, eletro-eletrônicos e computação.

O campus Parauapebas recebeu, nesta quarta-feira (18), a portaria de autorização para funcionamento do curso superior de tecnologia em Automação Industrial. Esta permissão caracteriza-se como um marco histórico para a educação do município e, também, para o campus, que passa a ter o primeiro curso superior na grade de cursos oferecidos à sociedade.

O curso de tecnologia em Automação Industrial abrange conhecimentos em sistemas mecânicos, eletroeletrônicos e computação, necessários à otimização do esforço humano, de modo a tornar os processos mais seguros e eficientes, viabilizando o desenvolvimento industrial.

Conforme especifica o Catálogo Nacional de Cursos Superiores de Tecnologia (CNCST), o egresso do curso em Automação Industrial é o profissional apto a atuar no planejamento, instalação e supervisão de sistemas de integração e automação. Podendo desenvolver projetos e gerenciamento de instalação e o uso de sistemas automatizados de controle e supervisão de processos industriais.

De acordo com Rubens Chaves, diretor geral do campus Parauapebas, “o mercado de trabalho tornou-se mais competitivo e exigente, tanto em produtos como em serviços, o que requer uma nova postura profissional, assim, a abertura do curso atende a necessidade de profissionais nesta área, possibilitando educação de qualidade aos jovens do nosso município”, conta.

O Projeto Pedagógico do novo curso foi aprovado pelo Conselho Superior (Consup) e autorizado pelo reitor substituto do IFPA, André Moacir Lage Miranda. O curso terá 40 vagas para ingresso anual e carga horária total de 3.692 horas/aula.

O PPC foi elaborado pelo Núcleo Docente Estruturante (NDE) do campus Parauapebas composto pelos professores Daniel da Conceição Moutinho, Diego Almir da Silva e Silva, Renato Araújo da Costa, Rubens Rodrigues Chaves, Sebastião Rodrigues Moura e Thabatta Moreira Alves de Araújo.

O professor Sebastião Moura, diretor de Ensino em exercício, que também fez parte da formulação do PPC, declarou que “o curso em Automação Industrial representa um avanço significativo na qualidade de ensino oferecido pelo IFPA à sociedade, contribuindo para o desenvolvimento socioeconômico local e regional, formando profissionais que tenham embasamento teórico e prático para inovar sistemas na área de automação industrial”.

Além dos membros do NDE, o PPC do curso superior tecnológico em Automação Industrial foi construído com a colaboração dos docentes Hélio Fernando Pessoa Bentzen, Laís Mota De Brito Da Fonseca, Lucas Araújo do Nascimento, Maria Reinize Semblano Gonçalves e Rafael Pires Pinheiro.

Forma de Ingresso

O acesso ao curso superior de tecnologia em Automação Industrial será realizado por meio de Edital para ingresso no primeiro período e/ou por transferência ou por reingresso. Os processos seletivos serão oferecidos a candidatos que tenham certificado de conclusão do ensino médio ou de curso que resulte em certificação equivalente.

Marabá

Marabá tem o triplo de escolas de Parauapebas

Com o triplo de escolas de Parauapebas, Marabá quer aglutinar para frear despesas.

Ulisses Pompeu – de Marabá

Na ponta da caneta, nos últimos meses a Semed (Secretaria de Educação de Marabá) tinha um déficit na Folha no valor de R$ 4 milhões, isso utilizando todo o recurso do Fundeb e mais os 25% de contrapartida da arrecadação própria do município.

Enquanto Parauapebas – que tem quase a mesma população de Marabá – mantém 68 escolas funcionando, a centenária do sudeste do Pará acumula um total de 210 estabelecimentos de ensino, o que aumenta sobremaneira as despesas com manutenção e pagamento de professores. Embora tenha mais que o triplo de escolas da Prima Rica, Marabá não recebe o mesmo volume de recursos para fazer frente às despesas da educação.

E uma das saídas para esse dilema, segundo o secretário adjunto de Educação, Orlando Moraes, será diminuir o número de escolas (hoje são 210), principalmente na zona rural, onde estão instalados 110 prédios, vários deles abrigando entre 8 a 15 alunos.

O ano letivo na rede municipal de ensino só deve iniciar no dia 13 de fevereiro, mas até lá a nova gestão da Semed tem de fazer contas, analisar os problemas envolvidos no fechamento de cada escola. Orlando Moraes afirma que as medidas que forem adotadas para fazer os ajustes necessários só serão tomadas após o diálogo com a comunidade diretamente interessada, como pais e educadores.

O caso da escola José Mendonça Vergolino representa uma nova realidade na rede municipal. Sobram vagas em algumas turmas porque muitos pais ficaram preocupados com a possibilidade de os filhos perderem o ano letivo em 2016 por causa das greves dos educadores e transferiram os rebentos para escolas particulares. “Soube de casos assim em duas ou três escolas, pelo menos, mas não é regra geral”, avalia Moraes.

Segundo o secretário adjunto, relatos de diretores nos primeiros dias de janeiro revelam um outro fator, que segundo ele também é preocupante. Vários pais tiraram os filhos das escolas públicas locais por causa da greve e acabaram matriculando em outros municípios. Agora, estão voltando e essas crianças não devem fazer parte do censo escolar atual, que é feito com base na matrícula do ano passado.

Acompanhado das diretoras de ensino Urbano, Cristina do Socorro Arcanjo da Silva, e do Campo, Lorena Bogea da Silva, Orlando mostrou à Reportagem uma dura realidade na educação municipal em vários aspectos.

Cristina Arcanjo explica que a aglutinação de escolas não vai acontecer unicamente por causa da racionalização de recursos, mas porque a população de alguns bairros está diminuindo consideravelmente e “há escolas com apenas 65 alunos e a estrutura para mantê-la é muito cara. Como há outras na redondeza que têm vagas, então poderemos transferir os estudantes para lá. Esta é uma questão de responsabilidade social”, explica Orlando.

O secretário adjunto informa que ainda não é possível apontar as escolas que serão, de fato, fechadas, porque o levantamento ainda está sendo feito. Ele ressalva que a pesquisa deveria ter sido realizada no período de transição de governo, mas a secretária de Educação da época não permitiu que a equipe da atual gestão percorresse as escolas para realizar esse trabalho. “A ideia era remanejar antes de abrir para matrícula, só que o pedido foi indeferido e apenas agora estamos fazendo o mapeamento. Mesmo assim, devemos fazer alguns ajustes ainda este início de ano”, avisou.

Por outro lado, Orlando Moraes ressalta que há casos em que se imaginava que determinada escola pudesse ser fechada, mas quando a equipe foi avaliar, há cerca de 250 alunos matriculados, o que descarta a possibilidade de remanejamento. “Acreditamos que até o início de março teremos todo o mapeamento e as medidas necessárias serão tomadas para realizar os ajustes na rede”, ressalta.

Sobre o grande número de rotas escolares no transporte de alunos na zona rural, Orlando Moraes diz que as escolas do campo têm uma dinâmica diferente da cidade. Provavelmente, segundo ele, muitas escolas fecharão na zona rural porque têm entre 7 a 15 alunos.

Um levantamento está sendo feito com apoio do departamento de transportes da Semed para avaliar qual o custo da escola de forma global e qual o valor de uma rota de ônibus para aquela comunidade. “Aquilo que for mais vantajoso para o município vai prevalecer. Então, pode ser que o número de rotas aumente, caso o fechamento desta ou daquela escola seja inevitável. Temos uma meta a cumprir, mas as necessidades da rede é que vão dar o tom da mudança”, pondera, explicando que todas as rotas serão visitadas para analisar quais funcionavam legitimamente.

Educação

Cadeiras marcam lugar em filas para matrícula em escolas de Marabá

Para garantir um lugar na fila de matrículas, pais amarram cadeiras no muro da escola e formam uma fila com mais de 20 metros de extensão.

Por Ulisses Pompeu – de Marabá

Uma tradição de vários anos se repete em uma escola de ensino fundamental e em um Núcleo de Educação Infantil de Marabá agora em 2017, ambos localizados no bairro Marabá Pioneira. Para garantir um lugar na fila de matrículas, pais amarram cadeiras no muro da escola e formam uma fila com mais de 20 metros de extensão. As cadeiras começaram a ser amarradas ainda no final de 2016 e a matriculas só iniciam esta semana.

Moradora da Vila do Rato, na Marabá Pioneira, Vanice Pinto Dias, 24, diz que tem quatro filhos e o mais novo, agora com seis anos, precisa ir para a escola porque ela tem de trabalhar. “Quero ver se consigo uma vaga pra ele ali no Núcleo de Educação Infantil Arco Íris, que não é tão longe de casa e o ensino lá é muito bom, porque dois filhos meus passaram por lá e saíram lendo”, elogia.

A diretora da Escola José Mendonça, Nilva Américo, disse que as matrículas este ano foram atípicas, apesar de os pais continuarem colocando cadeiras no muro para tentar garantir vagas. “Por conta das greves no ano passado, tivemos algumas transferências para escolas particulares, assim como as transferências normais de um bairro para outro. A escola ainda tem 47 vagas distribuídas: 12 no primeiro ano, 8 vagas para o segundo ano, 12 para o quarto ano e 15 para o quinto ano. Então, veja, temos vagas, mas essas cadeiras viraram costume, mesmo a gente falando para os pais que não há necessidade”, explicou.

Segundo o secretário adjunto de Educação de Marabá, Orlando Moraes, nesta quinta-feira, dia 12, a Secretaria Municipal de Educação (Semed) vai realizar a primeira reunião com diretores para discutir as demandas de cada uma delas e alinhar projetos de melhorias para o setor, também avaliando as vagas que serão disponibilizadas por escola, bairro e núcleo. Ele disse que as escolas, em geral, têm vagas, mas que nem sempre é possível matricular todos os estudantes no estabelecimento mais próximo da residência de todas as famílias. “O início do ano letivo de 2017 está marcado para o dia 13 de fevereiro para os estudantes dos dois níveis: educação infantil e ensino fundamental”, disse.

Orlando Moraes informou que o censo escolar aponta que a rede de ensino municipal de Marabá conta com 56 mil alunos, que serão distribuídos em 215 escolas localizadas nas zonas urbana e rural. O número de professores ainda está sendo quantificado, porque a Semed pretende trabalhar, inicialmente, apenas com concursados, para evitar contratações e inchaço da Folha de Pagamento, considerada um dos maiores gargalos da administração municipal.

Vale

Um novo olhar sobre a mineração

Jovem professor da UFRA em Parauapebas conta como vê a relação da Vale com o município

Quando Álvaro Lédo Ferreira formou-se em Engenharia de Produção pela Universidade do Estado do Pará (UEPA), decidiu seguir carreira acadêmica e mudou-se para Minas Gerais, para cursar o mestrado na mesma área de conhecimento, na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

Concluída mais essa etapa, o novo mestre voltou a Belém e logo se deparou com a possibilidade de entrar para o quadro de professores do Campus de Parauapebas da Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA), por meio de concurso público.

Aprovado, o professor Álvaro mudou de cidade, mudou de vida e mudou, também, a sua visão sobre a mineração. Ele mora em Parauapebas desde abril deste ano e garante que quer ficar por lá. “Vou à capital para visitar meus pais e amigos, mas sempre digo que bastam 15 minutos dirigindo em Belém e logo dá saudade de Parauapebas e do trânsito mais simples e organizado que tem por aqui”, conta entre risos.

O professor de apenas 26 anos não conhecia o município. “Pensava que Parauapebas era bem menor, mais simples, com menos habitantes. Mas é totalmente diferente do que eu imaginava. Quando a gente chega à cidade por Carajás, parece que o avião vai pousar nas árvores. Descer a Serra é uma visão que encanta a qualquer um”. O acesso ao aeroporto passa pela área florestal mantida pela ICMBio (Instituto Chico Mendes de Biodiversidade) com apoio da Vale.

A percepção sobre presença da Vale na região foi outra mudança de paradigma para Álvaro. “Conhecer a Vale, todo mundo conhece. Mas de uma forma superficial. Antes, quando eu pensava em mineração, tinha uma ideia de exploração e destruição. Só quando passei a morar em Parauapebas, pude entender a importância e a magnitude das operações da empresa, além de identificar todas as atividades que ela realiza para o desenvolvimento social da região, como o projeto Mulheres de Barro, por exemplo”.

Além de perceber os impactos positivos na cidade, o professor teve a oportunidade de conhecer a empresa por dentro, a partir de visitas técnicas realizadas à mina, junto com seus alunos. “Já realizei duas visitas à mina de Carajás com as turmas da UFRA, quando pudemos conhecer melhor as atividades, vimos a parte geofísica da mineração, a forma como a Vale trata seus resíduos, fomos ao centro de controle de operações e, também, aos mirantes da mina e da usina, um dos momentos mais marcantes, pois é onde você consegue ver a mineração propriamente dita. É uma experiência única! Uma foto ou um vídeo não conseguem mostrar a dimensão do que a gente vê lá”, ressalta.

Nesses oito meses em Parauapebas, o que não faltam são experiências positivas. Porém, uma das que mais impressionam o professor Álvaro é o contato direto com a natureza em suas visitas ao Parque Zoobotânico Vale. “Geralmente, os zoológicos tentam imitar uma floresta. Quando você vai ao Parque Zoobotânico, você realmente está em uma floresta, é muito diferente”. Por tudo isso, quando perguntado sobre o que Parauapebas representa para o seu dia a dia, o professor Álvaro rapidamente responde: “qualidade de vida!”. Uma sensação que, para ele, é fruto da infraestrutura da cidade e de sua característica acolhedora.

“Parauapebas não tem 30 anos e já é mais desenvolvida de que muitos outros municípios do interior do Pará, fundados há mais tempo. Com toda a certeza, a cidade não teria crescido tanto sem as operações da Vale na região. A própria presença da empresa atrai mais investimentos, pessoas e serviços. Além da questão social e cultural, Parauapebas ganhou melhor estrutura de saúde também. Sem o apoio e incentivo da Vale, isso seria muito mais difícil”, analisa.

Mulheres de Barro

Em Parauapebas, a Vale apoiou a criação e o desenvolvimento de uma cooperativa de artesãs, que produz suas peças inspiradas em artefatos de povos que habitaram a região há milhares de anos. Por meio do artesanato, as mulheres ajudam a proteger e preservar o legado cultural da região, na medida em que utilizam vestígios desse período como referência visual e histórica em suas produções.

Em sintonia com o meio ambiente

Algumas das mais importantes operações da Vale são desenvolvidos em áreas com florestas que a Vale ajuda a proteger. No Pará, há operações nas florestas nacionais de Carajás e Tapirapé-Aquiri. Em Carajás, por exemplo, as atividades ocupam apenas 3% do total de reserva. A empresa também mantém o Parque Zoobotânico Vale, onde são realizadas ações para reprodução da vida silvestre, além de atividades de educação ambiental e lazer para a comunidade.

Conheça mais esta e outras histórias de quem cresce lado a lado com a gente. Acesse vale.com/ladoalado