Internet de qualidade é WKVE Liga você ao mundo!
Educação

Cadeiras marcam lugar em filas para matrícula em escolas de Marabá

Para garantir um lugar na fila de matrículas, pais amarram cadeiras no muro da escola e formam uma fila com mais de 20 metros de extensão.

Por Ulisses Pompeu – de Marabá

Uma tradição de vários anos se repete em uma escola de ensino fundamental e em um Núcleo de Educação Infantil de Marabá agora em 2017, ambos localizados no bairro Marabá Pioneira. Para garantir um lugar na fila de matrículas, pais amarram cadeiras no muro da escola e formam uma fila com mais de 20 metros de extensão. As cadeiras começaram a ser amarradas ainda no final de 2016 e a matriculas só iniciam esta semana.

Moradora da Vila do Rato, na Marabá Pioneira, Vanice Pinto Dias, 24, diz que tem quatro filhos e o mais novo, agora com seis anos, precisa ir para a escola porque ela tem de trabalhar. “Quero ver se consigo uma vaga pra ele ali no Núcleo de Educação Infantil Arco Íris, que não é tão longe de casa e o ensino lá é muito bom, porque dois filhos meus passaram por lá e saíram lendo”, elogia.

A diretora da Escola José Mendonça, Nilva Américo, disse que as matrículas este ano foram atípicas, apesar de os pais continuarem colocando cadeiras no muro para tentar garantir vagas. “Por conta das greves no ano passado, tivemos algumas transferências para escolas particulares, assim como as transferências normais de um bairro para outro. A escola ainda tem 47 vagas distribuídas: 12 no primeiro ano, 8 vagas para o segundo ano, 12 para o quarto ano e 15 para o quinto ano. Então, veja, temos vagas, mas essas cadeiras viraram costume, mesmo a gente falando para os pais que não há necessidade”, explicou.

Segundo o secretário adjunto de Educação de Marabá, Orlando Moraes, nesta quinta-feira, dia 12, a Secretaria Municipal de Educação (Semed) vai realizar a primeira reunião com diretores para discutir as demandas de cada uma delas e alinhar projetos de melhorias para o setor, também avaliando as vagas que serão disponibilizadas por escola, bairro e núcleo. Ele disse que as escolas, em geral, têm vagas, mas que nem sempre é possível matricular todos os estudantes no estabelecimento mais próximo da residência de todas as famílias. “O início do ano letivo de 2017 está marcado para o dia 13 de fevereiro para os estudantes dos dois níveis: educação infantil e ensino fundamental”, disse.

Orlando Moraes informou que o censo escolar aponta que a rede de ensino municipal de Marabá conta com 56 mil alunos, que serão distribuídos em 215 escolas localizadas nas zonas urbana e rural. O número de professores ainda está sendo quantificado, porque a Semed pretende trabalhar, inicialmente, apenas com concursados, para evitar contratações e inchaço da Folha de Pagamento, considerada um dos maiores gargalos da administração municipal.

Vale

Um novo olhar sobre a mineração

Jovem professor da UFRA em Parauapebas conta como vê a relação da Vale com o município

Quando Álvaro Lédo Ferreira formou-se em Engenharia de Produção pela Universidade do Estado do Pará (UEPA), decidiu seguir carreira acadêmica e mudou-se para Minas Gerais, para cursar o mestrado na mesma área de conhecimento, na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

Concluída mais essa etapa, o novo mestre voltou a Belém e logo se deparou com a possibilidade de entrar para o quadro de professores do Campus de Parauapebas da Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA), por meio de concurso público.

Aprovado, o professor Álvaro mudou de cidade, mudou de vida e mudou, também, a sua visão sobre a mineração. Ele mora em Parauapebas desde abril deste ano e garante que quer ficar por lá. “Vou à capital para visitar meus pais e amigos, mas sempre digo que bastam 15 minutos dirigindo em Belém e logo dá saudade de Parauapebas e do trânsito mais simples e organizado que tem por aqui”, conta entre risos.

O professor de apenas 26 anos não conhecia o município. “Pensava que Parauapebas era bem menor, mais simples, com menos habitantes. Mas é totalmente diferente do que eu imaginava. Quando a gente chega à cidade por Carajás, parece que o avião vai pousar nas árvores. Descer a Serra é uma visão que encanta a qualquer um”. O acesso ao aeroporto passa pela área florestal mantida pela ICMBio (Instituto Chico Mendes de Biodiversidade) com apoio da Vale.

A percepção sobre presença da Vale na região foi outra mudança de paradigma para Álvaro. “Conhecer a Vale, todo mundo conhece. Mas de uma forma superficial. Antes, quando eu pensava em mineração, tinha uma ideia de exploração e destruição. Só quando passei a morar em Parauapebas, pude entender a importância e a magnitude das operações da empresa, além de identificar todas as atividades que ela realiza para o desenvolvimento social da região, como o projeto Mulheres de Barro, por exemplo”.

Além de perceber os impactos positivos na cidade, o professor teve a oportunidade de conhecer a empresa por dentro, a partir de visitas técnicas realizadas à mina, junto com seus alunos. “Já realizei duas visitas à mina de Carajás com as turmas da UFRA, quando pudemos conhecer melhor as atividades, vimos a parte geofísica da mineração, a forma como a Vale trata seus resíduos, fomos ao centro de controle de operações e, também, aos mirantes da mina e da usina, um dos momentos mais marcantes, pois é onde você consegue ver a mineração propriamente dita. É uma experiência única! Uma foto ou um vídeo não conseguem mostrar a dimensão do que a gente vê lá”, ressalta.

Nesses oito meses em Parauapebas, o que não faltam são experiências positivas. Porém, uma das que mais impressionam o professor Álvaro é o contato direto com a natureza em suas visitas ao Parque Zoobotânico Vale. “Geralmente, os zoológicos tentam imitar uma floresta. Quando você vai ao Parque Zoobotânico, você realmente está em uma floresta, é muito diferente”. Por tudo isso, quando perguntado sobre o que Parauapebas representa para o seu dia a dia, o professor Álvaro rapidamente responde: “qualidade de vida!”. Uma sensação que, para ele, é fruto da infraestrutura da cidade e de sua característica acolhedora.

“Parauapebas não tem 30 anos e já é mais desenvolvida de que muitos outros municípios do interior do Pará, fundados há mais tempo. Com toda a certeza, a cidade não teria crescido tanto sem as operações da Vale na região. A própria presença da empresa atrai mais investimentos, pessoas e serviços. Além da questão social e cultural, Parauapebas ganhou melhor estrutura de saúde também. Sem o apoio e incentivo da Vale, isso seria muito mais difícil”, analisa.

Mulheres de Barro

Em Parauapebas, a Vale apoiou a criação e o desenvolvimento de uma cooperativa de artesãs, que produz suas peças inspiradas em artefatos de povos que habitaram a região há milhares de anos. Por meio do artesanato, as mulheres ajudam a proteger e preservar o legado cultural da região, na medida em que utilizam vestígios desse período como referência visual e histórica em suas produções.

Em sintonia com o meio ambiente

Algumas das mais importantes operações da Vale são desenvolvidos em áreas com florestas que a Vale ajuda a proteger. No Pará, há operações nas florestas nacionais de Carajás e Tapirapé-Aquiri. Em Carajás, por exemplo, as atividades ocupam apenas 3% do total de reserva. A empresa também mantém o Parque Zoobotânico Vale, onde são realizadas ações para reprodução da vida silvestre, além de atividades de educação ambiental e lazer para a comunidade.

Conheça mais esta e outras histórias de quem cresce lado a lado com a gente. Acesse vale.com/ladoalado
Acesso a informação

Prefeitos do sudeste paraense receberam selo de Gestor Transparente

Prefeitos de Água Azul do Norte, Bannach, Canaã dos Carajás, Itupiranga, Tucumã, Piçarra e Xinguara atingiram 100% das metas

Os municípios de Água Azul do Norte, Bannach, Canaã dos Carajás, Itupiranga, Tucumã, Piçarra e Xinguara, que integram a Associação dos Municípios do Araguaia, Tocantins e Carajás (AMATCarajás), foram destaque na manhã da última quarta-feira (14) durante a entrega do selo Gestor Transparente às Prefeituras e Câmaras Municipais que atingiram 100% das metas estabelecidas no Termo de Ajustamento de Gestão (TAG/2016), assinado com o Tribunal de Contas dos Municípios (TCM-Pa). O Termo garante a aplicação da Lei de Acesso à Informação (LAI), a qual institui a obrigatoriedade de criação e manutenção do Portal da Transparência. O evento aconteceu no Auditório Alacid Nunes, do TCM-Pa, em Belém.

Durante a cerimônia, foram apresentados os resultados consolidados durante este ano, o qual apenas 24 municípios alcançaram as metas estabelecidas. Desse total, 16 prefeituras e 8 câmaras de vereadores. Para receber a premiação, os sites eletrônicos das  prefeituras e câmaras municipais foram avaliados através de um projeto elaborado pela Controladoria Geral da União (CGU), Universidade Federal do Pará (UFPA), Observatório Social de Belém (OsBelém), em parceria com Ministério Público Federal (MPF) e o TCM.

Segundo o Presidente do Tribunal, Cezar Colares, é importante reconhecer aquelas prefeituras e aquelas câmaras municipais, que se destacaram e implantaram seus sites transparentes, sabendo que o descumprimento do Portal da Transparência causa punições sérias. Então, é importante reconhecer aqueles que se empenharam e alcançaram as metas, concluiu.

O Projeto estabelece uma análise anual do cenário dos Portais da Transparência dos Municípios Paraenses, no qual são avaliados cinco itens, entre eles estão o Site Eletrônico, Portal da Transparência, e-SIC eletrônico, edital e resultado de licitações.

O objetivo do projeto é apresentar à sociedade em geral o cenário de atendimento à Lei de Acesso da Informação (Lei 12.527/11) e à Lei Complementar (nº131/2009), do Portal da Transparência, que regulamenta divulgação de informações de gastos de recursos públicos, através de meios de comunicação viabilizados pela tecnologia da informação.

Além das prefeituras associadas à AMATCarajás, receberam o selo os prefeitos de Afuá, Capanema, Jacareacanga, Marituba, Moju, Paragominas, Peixe-boi, São Miguel do Guamá e Terra Santa. As câmaras dos municípios de Afuá, Belém, Marituba, São Miguel do Guamá, Paragominas, São Sebastião da Boa Vista, Muaná e Barcarena, também receberam selos.

 TAG

Os Termos foram assinados pelas 144 prefeituras ao longo deste ano, onde todos os municípios se comprometeram em cumprir, com a criação e manutenção de sites eletrônicos, disponibilizando as informações dos gastos públicos.

As prefeituras e câmaras municipais que não atenderam as metas estabelecidas no Termo receberão uma notificação dos conselheiros responsáveis pelas contas daquele município. Entre os problemas enfrentados pelos que descumpriram o TAG, ficam impedidos de celebrar convênios, pagar multas e as contas anuais reprovadas, como punições estabelecidas pelo TCM-Pa.

Educação

Pré-matrícula na rede estadual de ensino segue até primeiro de janeiro de 2017

Matrícula dos alunos que já estudam nas escolas estaduais será renovada automaticamente

Todos os novos alunos que entrarão na rede estadual de ensino do Pará, em 2017, sejam oriundos de escola pública ou particular, devem fazer o cadastro para reserva de vaga por meio da pré-matrícula, procedimento disponibilizado pela Secretaria Estadual de Educação (Seduc) desde 14 de novembro e que encerrará dia primeiro de janeiro do ano que vem.

A pré-matrícula é exclusiva para quem vai entrar na rede a partir de 2017 e pode ser realizada no endereço eletrônico www.seduc.pa.gov.br, disponível 24 horas por dia, ou por meio da Central de Atendimento (08002800078, que funcionada das 8 às 18 horas, de segunda a sexta).

A matrícula dos alunos que já estudam nas escolas estaduais será renovada automaticamente, após o resultado do ano letivo de 2016, destes, quem precisar solicitar transferência para outra unidade de ensino, também da rede, não poderá acessar a pré-matrícula e sim, deverá procurar a secretaria da escola para fazer a referida solicitação.

A Seduc informa em seu site que as pré-matrículas não são garantia de vaga, apenas uma reserva. O aluno ou responsável deverá comparecer entre os dias 2 e 4 de janeiro de 2017, à escola na qual se inscreveu, na data e horário definido, para levar a documentação de habilitação da matrícula. No caso de aluno com deficiência, a confirmação da vaga deve ser realizada dia 02, mediante apresentação de documentos que comprovem a deficiência do estudante.

Os seguintes documentos deverão ser apresentados para habilitação da matrícula dos novos alunos:

  • Certidão de Nascimento ou de Casamento (original e cópia);
  • Histórico Escolar ou ressalva (original);
  • comprovante de residência (cópia);
  • duas fotos 3×4 (idênticas e recentes);
  • Certificado (original e cópia) ou atestado de conclusão do Ensino Fundamental (original e cópia) para os alunos que cursarão o Ensino Médio; comprovante de trabalho para o aluno do período noturno.

Segundo a Seduc, cerca de 250 mil vagas são ofertadas para todo o Estado, em Parauapebas, as vagas são para o ensino médio e também para Educação de Jovens e Adultos (EJA).

Convênio

Projeto Tutoria é lançado em Parauapebas com foco na melhoria da educação

Parceria do Ministério Público e Vale viabiliza primeiros passos da iniciativa inédita no Pará

Foi assinado na terça-feira, 22/11, em Parauapebas, o Termo de Cooperação Técnica para a realização do projeto “Tutoria”, voltado à formação e à melhoria da educação pública. A iniciativa do Ministério Público do Estado do Pará (MPE), Ministério Público do Trabalho (MPT), Secretaria de Educação do Estado e Prefeitura de Parauapebas e conta com o apoio da Vale.

Por meio do projeto, 20 estudantes do ensino médio serão selecionados, a partir do desempenho em sala de aula, e contratados como menores aprendizes da Vale. Esses alunos atuarão com tutoria a estudantes do ensino fundamental da rede municipal que cursem o 7ª, 8ª ou 9ª ano, que apresentem dificuldade com as disciplinas de Português e Matemática.

O procurador Geral de Justiça do Pará, Marcos Antonio Ferreira Neves, ressaltou a importância da parceria com a Vale e a contribuição do projeto para impulsionar a educação pública. “Esse é um grande passo para tentar melhorar a qualidade de ensino. Qualquer cidadão poderia adotar, mas a Vale foi além e acreditamos que o projeto despertará o interesse dos alunos”.

Para o diretor de Operações Ferrosos Norte da Vale, Paulo Horta, o projeto tem grande potencial multiplicador e chance de êxito. “A nossa participação no desenvolvimento socioeconômico dos municípios onde atuamos é um fato e faz parte da responsabilidade que temos como empresa”, disse. Segundo Horta, é uma satisfação para a Vale participar de um projeto do Ministério Público que dá oportunidade de desenvolvimento aos jovens.

Escolas municipais

As escolas Paulo Fonteles de Lima, no bairro Rio Verde, e Chico Mendes, na Cidade Nova, serão as primeiras a receber os menores tutores do projeto. A diretora pedagógica da Secretaria de Educação de Parauapebas, Maria Arnete Damasceno, disse que, nesse primeiro momento com a atuação dos 20 tutores, a previsão é beneficiar 120 alunos, do 7º ao 9º ano, em cada um desses estabelecimentos de ensino. “Um coordenador pedagógico irá acompanhar os tutores e alunos orientados e sistematizar o processo de avaliação de ambos”, informou.

O Projeto Tutoria é executado pela Coordenação do Centro de Apoio Operacional da Infância e Juventude do Ministério Público. São parceiros o Ministério Público do Trabalho, a Prefeitura de Parauapebas, por meio da Secretaria Municipal de Educação, e a Secretaria de Educação do Estado do Pará, Vale e Senai.

Educação

MP do Pará recomenda ensino da cultura afro-indígena nas escolas

Matérias buscam valorizar devidamente a história e a cultura de seu povo afrodescendente e indígena

O Ministério Público Federal expediu nessa segunda-feira uma recomendação para que as escolas do Pará incluam disciplinas sobre a história e a cultura afro-brasileira e indígena. A medida vale para todas as escolas de ensino básico das redes municipais e estadual.

De acordo com o Ministério Público, faz mais de 12 anos que as escolas não cumprem a Lei de Diretrizes e Bases da Educação.

O objetivo é resgatar a contribuição desses povos nas áreas social, econômica e política para a história do Brasil. Além de valorizar a formação da população brasileira. Para o Ministério Público, o desconhecimento sobre a participação de negros e indígenas na formação da nossa identidade deixa os descendentes desses povos vulneráveis física, territorial e culturalmente.

O resultado direto é aquele que a gente já conhece: precariedade na saúde, na educação e na proteção territorial; discriminação e intolerância, principalmente contra expressões religiosas.

A Secretaria de Estado de Educação e as prefeituras terão 15 dias para apresentar resposta. Caso não respondam ou se as respostas forem consideradas insatisfatórias, o MPF pode tomar outras medidas que considerar necessárias. Inclusive entrar com ações na Justiça.

A Secretaria de Educação do Pará ainda não recebeu a recomendação e só irá se posicionará após ler o documento.

Marabá

Marabá: em Sessão Extraordinária, Câmara susta efeitos de Decreto do prefeito Luiz Carlos Pies

Por unanimidade, vereadores derrubam Decreto que tirava direitos de 1.100 educadores da rede municipal de ensino

Em Sessão Extraordinária ocorrida na manhã desta quinta-feira, 14, os 21 vereadores presentes votaram “sim” e sustaram os efeitos do Decreto nº 24/2016, de 4 de fevereiro de 2016, e do Decerto nº 152/2016, de 30 de junho de 2016, do Poder Executivo. O primeiro foi editado pelo prefeito afastado João Salame Neto e o segundo pelo interino Luiz Carlos, o qual chegou a descontar 50% dos salários da categoria recebidos no início deste mês de julho, gerando manifestações e todo tipo de descontentamento.

O “sim” dos vereadores foi uníssono através do Decreto Legislativo número 1.381. Todavia, os educadores ainda terão de enfrentar o desafio de conseguir negociar com o Executivo onde o Plano de Cargos e Carreira e Remuneração do Magistério (PCCR) pode ser tocado para que haja adequações necessárias ao enxugamento da folha salarial da Semed.

Primeira a usar da palavra, a vereadora Irismar Melo reconheceu que os educadores estavam indignados, mas que deveriam ficar com expectativa positiva. “É no esforço, na luta que avança. De ontem para hoje esta Casa se mobilizou, e os 21 vereadores estiveram envolvidos para sustar os efeitos do Decreto do prefeito Luiz Carlos. Várias reuniões foram realizadas na Assessoria Jurídica para que não seja questionado o ato do Poder Legislativo na Justiça”, explicou Irismar.

Ela também reclamou que o gestor interino age sorrateiramente para colocar a sociedade contra os educadores, como se tivessem lutando por algo que não têm direito. “Estamos buscando todas as formas para que essa conduta dele seja invalidada e vocês recebam o pagamento de forma correta. O poder administrativo é dele, mas a força é nossa”.

Leodato Marques reconheceu que é preciso colocar as coisas em seu devido lugar. “Não ficamos escondidos neste momento de indignação. Fomos para as redes sociais para nos posicionar contra a retirada de qualquer direito da categoria”, avisou.

O vereador José Sidney Ferreira elogiou a união da categoria e mobilização dos educadores. Disse que estava de recesso de São Luiz, mas veio rápido para votar em favor dos trabalhadores.

Antônia Carvalho, a Toinha do PT, fez um breve histórico sobre a luta em torno do PCCR e dos direitos dos trabalhadores, desde 2003, quando ela era presidente do Sintepp e Luiz Carlos vereador. Lembro que em 2013 haviam sido detectados problemas entre despesa e receita da Semed. Precisaria fazer alguns ajustes, inclusive gratificações para doutores e mestres, diretores, para acabar o efeito cascata do plano. “Passamos a fase de panfletagem. Precisamos por os pés no chão e resolver com responsabilidade esse dilema. Me espanta o atual gestor – que em 2003 era vereador e debatemos exaustivamente esse tema. Pegamos sugestão do Rio de Janeiro que o próprio Luiz Carlos trouxe. Depois, esses professores foram apelidados de Iluminados pelo professor Dionísio Gonçalves”, recorda.

Naquele tempo, segundo Toinha, os “iluminados” não chegavam a 60, depois o número subiu para 2015. “Mas as pessoas que foram prejudicadas agora estão todas sendo chamadas de Iluminados. São vantagens pessoais. Qualquer um que tivesse naquela condição lutaria para sua manutenção. O discurso dele (prefeito interino) se estende agora para 1.100 profissionais de educação, dizendo que são responsáveis pela quebradeira da Prefeitura e da Semed”, lamenta a vereadora.

Hipoteticamente, Toinha disse que se estivesse no cargo de prefeita tentaria o diálogo com a categoria, mas se o problema não fosse resolvido, ela renunciaria, deixando essa medida como sugestão para o prefeito em exercício. “Agora, não nos resta outra saída a não ser derrubar esse decreto e iniciar uma discussão responsável sobre o assunto”, ressaltou.

Para o vereador Orlando Elias, esse decreto nasceu morto. “Não se anula lei através de Decreto. Toda a Casa está a favor dos trabalhadores. Não podemos retirar direitos adquiridos”.

Mais exaltado, o vereador Adelmo Azevedo disse que ao invés de derrubar o Decreto de Luiz Carlos, a Câmara devia era cassar seu mandasto. “Encaminhei Requerimento pedindo para o prefeito mandar ao Legislativo quantos contratados foram demitidos para enxugar despesas, mas até agora ele não mandou. Cabe a mim também pedir o afastamento dele do cargo”.

A vereadora Vanda Américo pediu dispensa dos interstícios regimentais para votação do Decreto Legislativo que susta os efeitos dos Decretos 24 e o 152. Disse que pediu ao Ministério Público pedir análise do Decreto do prefeito Luiz Carlos Pies.

Lamentou que o gestor tenha ignorado uma Comissão de Educação formada no final do ano passado, a qual propôs mudanças no PCCR, mas criticou que o parecer emitido por esse grupo tenha sido ignorado. Havia membro desta Casa fazendo parte da Comissão. Não podemos aceitar essa atitude arbitrária. Esta Casa precisa tomar outras medidas, inclusive convidado o prefeito para vir se explicar aqui.

O vereador Guido Mutran advertiu que essa decisão do Legislativo só susta os efeitos do Decreto, mas não resolve definitivamente o problema dos educadores. “Vejo que vocês estão vivendo um momento de total repressão. O trabalho que realizam acaba sendo questionado pelo Executivo. Me preocupo com o emocional dos professores que voltarão para a sala de aula em breve.

Coronel Araújo avaliou que o ato do Executivo está longe de ser de responsabilidade de algum vereador, tendo sido de absoluta responsabilidade do gestor municipal. “Tenho muitos amigos professores, que me ligaram. Foi fácil entender que não houve critério. O ato foi unilateral e arbitrário. Além de sustar os efeitos, é preciso ir à Justiça para tentar garantir o pagamento do que foi retirado. A retomada do diálogo é fundamental”, disse.

Ilker Moraes considerou a ruptura do diálogo com os educadores como um desrespeito aos trabalhadores e aos seus direitos. “As despesas da educação foram amplificadas nesta gestão e acredito que essa decisão não tem validade constitucional”, disse.

O vereador Pedro Correa cobrou do Executivo respeito pelos servidores do município, muitos dos quais têm mais de década de serviços prestados. “Mais ainda pelos educadores. A meritocracia que recebem é esta pelo trabalho que desenvolvem? Estão causando um atentado à família”, criticou.

O vereador Miguel Gomes Filho, o Miguelito, lamentou o clima de intranquilidade que assola os professores em pleno mês de julho, quando deveriam estar descansando para recuperar as energias para voltar ao trabalho em sala de aula no mês de agosto e completar o ano letivo de 2016. “Pela primeira vez vê a Câmara de Marabá com sentimento igual, de injustiça. Tenho 30 anos no Legislativo e vocês, professores, conseguiram fazer com que todos nós nos sensibilizássemos com o problema de vocês”.

Ao final, Miguelito votou a dispensa dos interstícios e o parecer da Comissão de Justiça e Redação, tendo o Decreto do Executivo sendo sustado pelo ato do Legislativo em uma única votação.

Pará

Inscrições abertas para Pós-Graduação a distância do Senac

Com mais de 24 opções diferentes de cursos, estão abertas as inscrições para o processo seletivo do 2º semestre de 2016 para Pós-Graduação (lato sensu), na modalidade de Educação a Distância (EAD) do Senac. As especializações são diversas nos segmentos de Educação, Gestão, Informática, Meio Ambiente e Produção de Alimentos.

Destaque para títulos novos como Pós-Graduação em Projetos Sociais e Políticas Públicas, Pós-Graduação em Engenharia da Qualidade de Software e Pós-Graduação em Tecnologias e Inovações Web. Outras especializações diferenciadas como Gestão Cultural: cultura, desenvolvimento e mercado, Gestão de Marketing e Gestão de Pessoas também estão inscrevendo.

Alunos do Pará podem se inscrever, contudo precisam escolher o polo para o momento de avaliações presenciais, previsto nas normas de Pós-Graduação a distância.  As unidades do Senac em Belém, Castanhal, Parauapebas e Santarém são polos da EAD.

Para pleitear uma das mais de 880 vagas nos cursos de Pós-Graduação a distância do Senac, os interessados devem se inscrever até 1º de agosto, exclusivamente no site: www.ead.senac.br/pos-graduacao. A taxa de inscrição é de R$20,00.

Todas as informações acerca do processo seletivo para ingresso estão descritas no edital, que exige ao candidato diploma de graduação, dentre outros documentos. A seleção ocorrerá conforme as especificidades de cada curso e os selecionados deverão realizar matrícula no site www.sp.senac.br.

Os cursos da modalidade EAD contam com material didático próprio, publicações e recursos multimídia, com uma metodologia especialmente planejada para quem precisa conciliar estudos e outras atividades, concentrando as aulas no ambiente virtual sem perder a qualidade do aprendizado. Além disso, na Pós-Graduação lato sensu Senac EAD os alunos contam com professores titulados para orientar e esclarecer dúvidas.