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EFC

Vale informa invasão da EFC, em Parauapebas por integrantes da FNL. (Atualizada)

Por volta das 18 horas a ferrovia foi desobstruída após acordo entre a PM e a FNL

A Vale informa que a Estrada de Ferro Carajás (EFC) continua interditada no Km 854, no município de Parauapebas, no Pará, desde às 8h da quinta-feira, 7 de setembro, por integrantes da Frente Nacional de Luta (FNL).

A Vale obteve liminar de reintegração de posse na Justiça Estadual de Parauapebas, tendo o Oficial de Justiça intimado os invasores sobre a determinação de desocupação imediata da ferrovia. Os invasores se recusaram a cumprir a ordem judicial, caracterizando o crime de desobediência a ordem judicial.

Com a invasão, a operação da EFC está paralisada, gerando prejuízos e impactando mais de 1.300 passageiros que usam diariamente o transporte público ferroviário entre 27 municípios e povoados do Pará e do Maranhão.

A invasão da EFC também gera prejuízos para a toda região, pois é pelos trilhos e vagões da Estrada de Ferro Carajás que grande parte do combustível que abastece as cidades do Sul e Sudeste paraense é transportado. Da mesma forma, o transporte de grãos e de minérios, que geram empregos e divisas às cidades, ao Estado e à União fica comprometido e estacionado.

A Vale reforça a sua confiança no Estado Democrático de Direito e nas Autoridades Públicas, e aguarda o cumprimento da decisão judicial de reintegração pelo Comando da Polícia Militar, para liberação da ferrovia e retomada dos transportes de passageiros, de carga em geral e de minérios.

Sobre o Trem de Passageiros

Devido à interdição na Estrada de Ferro Carajás, o Trem de Passageiros teve a sua viagem interrompida ontem na Estação de Marabá, onde os passageiros tiveram de seguir de ônibus, oferecido pela Vale, até Parauapebas, destino final da linha. Nesta sexta-feira (8/9), o trem de passageiros iniciou o percurso a partir de Marabá, em função da invasão da ferrovia.

Para mais informações podem ser obtidas no Alô Ferrovias: 0800 285 7000.

Justiça

O Tenente-Coronel PM Mauro Sergio está neste momento em tratativas com os invasores da ferrovia para negociar a liberação. Ele está munido de um mandado de Reintegração de Posse expedido pelo Justiça do Pará.

Atualização às 18h30

Por volta das 18 horas, e depois de muita negociação entre o Tenente-Coronel PM Mauro Sergio e as lideranças da Frente Nacional de Luta, a ferrovia foi finalmente liberada. Funcionários Vale fazem nesse momento a limpeza da ferrovia e, muito provavelmente, o trem de carga deve seguir para São Luiz ainda hoje.

Reforma Agrária

Frente Nacional de Luta – FNL – promove atos pela Reforma Agrária no sudeste do Pará

No entorno do Carajás, a Portaria de N1 e a Estrada de Ferro Carajás estão interditadas pelo FNL.

A Frente Nacional de Luta – FNL – está realizando um “ATO PÚBLICO” neste feriado de 7 de setembro quando promove paralisações e ocupações em estradas estaduais e federais, ferrovias, Superintendência Regional do INCRA em Marabá-PA e portaria da Companhia Vale.

Eles reivindicam as seguintes demandas:

1) Infraestrutura para toda região Sul, Sudeste, Xingu e Dom Eliseu;

2) Aquisição de patrulhas mecanizadas;

3) Instalação de indústrias de derivados do leite e farinheiras, entre outras;

4) Perfuração de poços artesianos profundos nas Vilas encrustadas nos Projetos de Assentamento;

5) Repasse de parte do CFEM para ser aplicado na região;

6) Criação e instalação URGENTE de uma UNIDADE AVANÇADA DO INCRA em Parauapebas-PA, para atender aproximadamente 20.000 mil famílias assentadas nos municípios de: Eldorado dos Carajás, Parauapebas, Curionópolis, Canaã dos Carajás, Sapucaia e Marabá (área do contestado).

7) “EXONERAÇÃO IMEDIATA” do Superintendente Regional do INCRA-SR(27), Marabá-PA, senhor ASDRÚBAL MENDES BENTES e todos os Chefes de Divisão, haja vista que atual Gestão não corresponde aos anseios da clientela da Reforma Agrária e nem está cumprindo as metas propostas pelo INCRA Nacional.

Frente Nacional de Luta

Interdição

Trabalhadores da ECB interditam a estrada que dá acesso ao Projeto Salobo, da Vale (atualizada)

A pista foi desobstruída por volta das 11 horas. ECB envia nota alegando que o ato é injustificável.

Trabalhadores da Empresa Construtora Brasil – ECB – interditam desde as primeiras horas desta segunda-feira (21) a Estrada que dá acesso ao Projeto Salobo, em Carajás. A interdição acontece na altura da Vila Santa Cruz, a 18 km da sede do município e tem como objetivo reivindicar melhores condições de trabalho. Em Parauapebas a ECB é a responsável por parte da duplicação da Estrada de Ferro Carajás

Por volta das 9 horas da manhã centenas de carros, caminhões e ônibus que transportam trabalhadores para a mina aguardavam a liberação da pista.

Foto: Japa

Atualização:

A pista foi desobstruída por volta das 11 horas.

A ECB enviou ao Blog a seguinte nota sobre o ocorrido:

A Empresa Construtora Brasil (ECB), empresa contratada pela Vale para executar as obras de duplicação da ferrovia Carajás no segmento 57-58, próximo à cidade de Parauapebas, vem por meio deste, comunicar que a interdição das vias de acesso ao Projeto Salobo não tem qualquer justificativa plausível. Isso porque a paralisação a que se refere a notícia veiculada trata-se da reivindicação de ex-funcionários, alguns funcionários e outras pessoas não afetas ao projeto para que a ECB faça o aproveitamento do pessoal já contratado em outros segmentos da obra, fora da região de Parauapebas e Palmares.

Destacamos que a ECB cumpre com todos os compromissos firmados, inclusive e especialmente as leis, regulamentos, convenções e acordos que se referem às condições de trabalho para a execução das obras contratadas. Estamos sempre abertos a receber orientações acerca de como melhorar a qualidade e a segurança da obra. Tanto é que, na última semana, realizamos reunião com o sindicato e representantes dos trabalhadores e todas as tratativas foram acordadas entre as partes. No entanto, a presente reivindicação não tem qualquer base legal, tampouco se refere a melhores condições de trabalho.

Não obstante, a ECB informa que aproveitará uma parcela da mão-de-obra já contratada neste segmento, que será transferida para o alojamento da empresa nas proximidades dos segmentos 49 ao 53, local das demais obras ECB-VALE, que fica na região próxima a Marabá e à localidade de Itainópolis, a mais de 50 km de distância de Parauapebas.

Polícia Federal

Presos pela Polícia Federal em Parauapebas por sabotagem e tentativa de extorsão contra a Vale podem pegar até 30 anos de cadeia

Eles desparafusavam as bases das torres de energia deixando-as na iminência de desabar e também colocaram explosivos nos trilhos da EFC em duas ocasiões

Por Eleutério Gomes – de Marabá

A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta segunda-feira (7), a Operação Extortore, durante a qual prendeu, em Parauapebas, dois responsáveis por mais de uma dezena de atos de sabotagem praticados naquela cidade e na Estrada de Ferro Carajás, a fim de obrigar a empresa a pagar valores milionários para que os ataques parassem. Além das duas prisões temporárias, três mandados de busca e apreensão, foram cumpridos. Na ocasião foram recolhidos materiais empregados na fabricação de explosivos. Em coletiva aos meios de Comunicações de Marabá, o delegado Igor Chagas, responsável pela operação, deu detalhes das investigações, na manhã de hoje.

De maio a dezembro do ano passado, 12 torres de transmissão de energia, voltadas ao atendimento das atividades desenvolvidas pela Vale na região, foram alvo de ataques de criminosos, que desparafusavam as bases das torres, deixando-as na iminência de cair. Em maio deste ano aconteceu novo ataque e em julho passado, explosivos foram colocados nos trilhos da Estrada de Ferro Carajás, a exemplo do que aconteceu em outubro de 2016, quando uma carga foi colocada e detonada na ponte do Rio Jacundá, danificando os trilhos e interrompendo a circulação dos trens de minérios, cargas e passageiros.

Em seguida, eles entravam em contato com um funcionário da área de segurança da empresa, indicavam as torres que foram atacadas e exigiam quantias que começaram com R$ 5milhões, R$ 10 milhões e, em maio passado, R$ 15 milhões, para cessarem os ataques.

A investigação, que teve início na Polícia Civil, foi assumida pela Polícia Federal após a constatação de que os mesmos indivíduos foram responsáveis pelo ataque à Estrada de Ferro Carajás, em outubro, e que atraiu o interesse da União, já que a ferrovia é federal.

Após esse ataque, as ameaças chegaram a cessar por um período, dificultando o aprofundamento das investigações. Todavia, novos atos de sabotagem voltaram a ser praticados nos últimos meses, demandando um acompanhamento intenso da situação e uma ação enérgica da Polícia Federal, dada à gravidade dos atos praticados e ainda em virtude da promessa de uma série de ataques que passariam a ser praticados.

A Vale, por seu turno, nunca chegou nem a negociar com os sabotares e, em consequência, nem desembolsou valor algum. Em vez disso, procurou a Polícia Civil e a Polícia Federal. A PF chegou ao responsável pelos ataques por meio de minuciosas investigações de seu Serviço de Inteligência, que detectou conversas por celular e mensagens de texto, inclusive assumindo a autoria do ataque à ferrovia em outubro passado.  “Como forma de evitar que fossem rastreados, eles deixavam os parafusos retirados e as ferramentas nos locais em que danificavam as bases das torres. E também trocavam de chip de celular constantemente, mas não deu certo”, disse o delegado Igor Chagas.

Ele afirmou que ainda não pode revelar os nomes dos acusados porque as investigações estão em curso na tentativa de chegar a outras pessoas, mas revelou que o principal responsável pelos ataques é de Parauapebas, onde ocorreram as prisões, e já foi processado por estelionato e por crime eleitoral, “mas não é pessoa muito conhecida”. “Ele, inclusive, num primeiro interrogatório, confirmou que foi o mentor e principal autor dos ataques seguidos de tentativas de extorsão”, informou o delegado.

Sobre a possibilidade de participação de funcionário ou ex- funcionário da Vale no crime, Igor Chagas disse que ainda é muito cedo para fazer qualquer afirmação. “Só com o aprofundamento das investigações é que vamos poder dizer se houve ou não a participação de alguém de dentro da empresa. Por enquanto, ainda não temos como afirmar”, declarou o delegado.

Os dois presos foram removidos para a Delegacia de Polícia Federal de Marabá e serão autuados pelos seguintes crimes: Extorsão (art. 158, CP), Explosão (art. 251 do CP), Perigo de Desastre Ferroviário (art. 260, inc. I, do CP), Atentado contra a segurança de serviço de utilidade pública (art. 265, CP) e Fabricação de artefato explosivo (art. 16, inc. III, da Lei 10.826/2003), cujas penas somadas ultrapassam a 30 anos de reclusão.

EFC

Vídeo: Caminhão pipa pega fogo em cima da linha do trem e interdita a EFC (atualizada)

Há indícios de que o incêndio foi provocado pelo próprio motorista.

O transporte de cargas na EFC está temporariamente paralisado neste momento, às 19h35.

Um caminhão pipa está pegando fogo em cima da linha férrea desde às 18h30, em local próximo à Palmares 1.

Especula-se que o motorista de uma terceirizada tenha estacionado o veículo na linha do trem e ateado fogo, saindo do local antes que as chamas crescessem. Uma equipe da segurança da Vale está no local neste momento. Um trem de carga aguarda a desobstrução da pista para seguir para São Luiz do Maranhão.

A Vale ainda não emitiu nota à imprensa sobre o incidente.

Atualização

A Estrada de Ferro Carajás foi liberada por volta das 20h30 com a retirada do caminhão dos trilhos por funcionários da Mineradora Vale. O veículo incendiado é de propriedade da empresa Integral Engenharia Ltda. Segundo algumas testemunhas relataram ao Blog, o motorista estacionou o caminhão nos trilhos e imediatamente entrou em um veículo preto que o aguardava, segundos depois as labaredas eram vistas na cabine do caminhão.

Justiça

Professor em Marabá é absolvido de acusação da empresa Vale

Ele foi acusado de liderar uma invasão e interdição da Estrada de Ferro Carajás (EFC), na entrada do Bairro Araguaia, no dia 20 de novembro de 2015. A juíza avaliou que acusação da mineradora contra o docente é improcedente.

O professor universitário Evandro Medeiros venceu uma das batalhas judiciais contra a mineradora Vale S/A. Ele foi absolvido da acusação de “fazer justiça pelas próprias mãos”, conforme artigo 345 do Código Penal. A sentença foi publicada nesta terça-feira (4) no Diário Oficial do Tribunal de Justiça do Estado do Pará e foi registrada em maio pela juíza Adriana Divina da Costa Tristão, da 1ª Vara do Juizado Especial Cível e Criminal de Marabá.

Medeiros foi acusado de liderar uma invasão e interdição da Estrada de Ferro Carajás (EFC), na entrada do Bairro Araguaia, no dia 20 de novembro de 2015. Com cartazes pintados à mão, estudantes e outros professores da Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará (Unifesspa) se manifestaram em apoio e solidariedade às vítimas do rompimento da barragem de rejeitos da empresa Samarco, controlada pela Vale e pela BHP Billiton, em Mariana, interior de Minas Gerais.

De acordo com a avaliação da juíza, após a análise das provas, a intenção do docente era de realizar uma manifestação, não o interesse em em substituir a Justiça, visto que não era representante das vítimas: “O fato de ir às ruas e manifestar nas linhas férreas, em apoio às vítimas do desastre de Mariana, não configura pretenso de satisfazer interesse que poderia ser resolvido judicialmente, mormente porque não representante daquelas vítimas”.

A partir dos depoimentos e documentos juntados aos autos, a juíza verificou que o ato não foi realizado apenas por uma pessoa, mas por várias, o que “dificulta a individualização da conduta e indivisibilidade da ação privada”. A magistrada acrescentou ainda que a manifestação não durou muito tempo e por isso não há provas efetivas de que i tenha ocasionado atraso no transporte de cargas e/ou passageiros feitos pela mineradora, e, muito menos, que o ato seria capaz de interferir na atuação da Vale S/A ou da Samarco.

A juíza conclui que os atos praticados pelo autor não se enquadram na definição na qual é acusado, julgando assim improcedente a acusação e absolvendo o professor.

Medeiros comemorou a decisão da justiça e disse que se sente aliviado: “Que bom que a justiça prevaleceu, mais que um alívio, bate um sentimento de que ainda é possível acreditar que as instituições não estão todas corrompidas e há a possibilidade de prevalecer a justiça neste país”.

Ele disse que espera que a decisão também sirva de exemplo em outros processos em favor da população e daqueles que lutam por direitos e que “são criminalizados e processados continuamente pela Vale”.

A empresa, por meio de sua assessoria de comunicação, afirmou que mineradora tomou conhecimento da sentença e que, no prazo legal, adotará as providências cabíveis para a reforma da decisão. (Com informações do site Correio de Carajás)

Vale

EFC: locomotivas da Vale ganham “piloto automático”

Na EFC, o equipamento será instalado em 114 locomotivas, iniciando no segundo semestre.

A mineradora Vale e a GE Transportation desenvolveram um sistema, inédito no Brasil, que permite conduzir automaticamente os trens da empresa por meio de um computador de bordo. O sistema, tecnicamente conhecido como Trip Optimizer, é mais um recurso à disposição do maquinista, como ocorre com o piloto automático de um avião.

Durante três anos, foram realizados testes em quatro locomotivas na Estrada de Ferro Carajás (EFC), que liga as minas da Vale no Sudeste do Pará ao Terminal Marítimo de Ponta da Madeira, no Maranhão. Os testes permitiram reduzir o consumo de combustível em até 2,45%. Quando o sistema estiver totalmente implantado, a partir de 2019, a economia será de R$ 35 milhões por ano na compra de diesel para aquela ferrovia. Serão 9,4 milhões de litros de diesel B8 que deixarão de ser consumidos[1]. Isso significa uma redução de 22,7 mil toneladas de CO2 equivalente por ano. Esta quantidade é igual à emissão de cerca de 31 mil carros populares, motor Flex 1.0, rodando 10 mil quilômetros por ano ou quase 30 quilômetros por dia.

O Trip Optimizer calcula, em tempo real, o melhor momento de acelerar e frear com eficiência a partir de um percurso pré-definido com base em um programa especialmente elaborado para este tipo de operação, considerando fatores como comprimento do trem, peso, qualidade e condições da via, assim como a quantidade, potência e desempenho das locomotivas. Durante a viagem, os computadores do Trip Optimizer, interligados aos demais sistemas de bordo e de GPS, planejam constantemente a melhor forma de conduzir cada trem, avaliando mudanças que possam ocorrer durante o trajeto, de modo que o trem possa chegar a tempo, com segurança e com uso mínimo de combustível.

“O Trip Optimizer permite a Vale aumentar a sua produtividade logística e, evidentemente, cada ganho como este nos ajuda a reduzir a desvantagem natural que temos em relação aos nossos concorrentes australianos, que estão muito mais perto de nossos clientes do que nós. Outro aspecto importante é o ganho ambiental, pois reduzimos também as emissões de gás carbônico ao gastar menos combustível”, afirma Humberto Freitas, diretor-executivo de Logística e Pesquisa Ambiental. Já o presidente e CEO da GE Transportation para a América Latina, Marcos Costa, destaca a solução customizada usada para desenvolver o sistema, já que, na EFC, circulam os maiores trens do mundo, com 3,4 quilômetros de extensão, formados por 334 vagões e três locomotivas – a principal, que puxa a composição, e duas auxiliares, colocadas a cada lote de 110 vagões. Neste caso, o Trip Optimizer é instalado na locomotiva principal.

“Para atender às necessidades da Vale, a solução foi customizada pelos pesquisadores do Centro de Pesquisa da GE no Brasil, localizado no Rio de Janeiro, em conjunto com o time de Engenharia da GE dos Estados Unidos e da Engenharia Ferroviária da Vale. As características específicas do relevo brasileiro e de nossas ferrovias foram consideradas no desenvolvimento desta solução”, explica Marcos Costa, presidente e CEO da GE Transportation para a América Latina.

A customização da tecnologia também permitiu chegar a uma ferramenta mais completa de padronização da operação, trazendo uma série de outros benefícios que garantem mais eficiência durante o trajeto. Exemplo disso é a identificação dos limites de velocidade da ferrovia que o software realiza e tira o máximo proveito durante a condução do trem, operando muito próximo da marcação permitida, mas sem ultrapassá-la, o que nem sempre acontece com a operação manual. Dessa forma, também é possível reduzir os riscos de quebra dos engates entre os vagões, o que pode ocorrer em momentos de aceleração e desaceleração muito rápida.

“Hoje, o Trip Optimizer começa a operar quando o veículo atinge a velocidade de 19km/h. O nosso próximo passo em busca da melhoria constante de tecnologias inovadoras é desenvolver um sistema no qual o software entre em atividade desde o início da operação da máquina, a partir de 0km/h”, conclui Alexandre Silva, líder da área de Sistemas Inteligentes do Centro de Pesquisas Global da GE no Brasil.

Na EFC, o equipamento será instalado em 114 locomotivas, iniciando no segundo semestre. Testes pilotos na Estrada de Ferro Vitória a Minas, que liga as minas da Vale ao Porto de Tubarão, e no Corredor Nacala, em Moçambique, onde a empresa tem operações de carvão, serão iniciados brevemente. Segundo o gerente de Engenharia Ferroviária da Vale, Leonardo Vieira Machado Alexandre, a intenção é permitir que o trem circule o máximo possível no piloto automático para atingir a meta de redução do consumo de diesel. “A atuação do maquinista somente é necessária em determinadas situações como por exemplo a aplicação de freio quando ele vir algo cruzando a linha férrea”, explica

Para evitar embarques clandestinos, Vale instala câmeras na Estrada de Ferro Carajás

Monitoramento faz parte de pacto com MP do Pará e Maranhão no caso “Meninos do Trem”

Por Ulisses Pompeu – de Marabá

O TAC (Termo de Ajuste de Conduta) firmado entre a Vale e o Ministério Público Estadual do Pará e Maranhão em 15 de junho de 2015 obrigou a mineradora a adotar uma série de condutas para evitar que crianças e adolescentes embarquem no trem de minério na Estrada de Ferro Carajás entre Parauapebas e São Luís, numa viagem perigosa para eles.

O documento prevê a implementação, pela empresa, de um plano de segurança, com ações de prevenção, monitoramento, controle, interceptação e recambiamento (quando necessário) de crianças e adolescentes ao longo da EFC, nos estados do Maranhão e Pará. Para cumprir parte desse acordo, a Vale instalou em Marabá mais de dez câmeras num trecho de dois quilômetros próximo ao núcleo São Félix, num ponto em que sabidamente o trem para e que transformou-se em um ponto de embarque e desembarque de adolescentes e crianças.
As câmeras estão instaladas em postes de oito metros de altura, têm longo alcance e trabalham com auxílio de refletores para possibilitar a fiscalização à noite.

A reportagem do blog esteve no local por duas ocasiões: uma com o trem parado e outra sem a presença do trem. O local em que as subidas e descidas ocorriam (ou continuam ocorrendo?) é meio deserto, há duas estradas vicinais ao lado da ferrovia e o fluxo de veículos é pequeno, facilitando.

Os dois pontos de maior incidência de embarque, segundo estudo encomendado pela própria Vale, foram Marabá e São Luís, e os menos incidentes Açailândia e Santa Inês. O embarque de crianças e adolescentes ocorria com frequência quando há pontos de cruzamento ou troca de maquinista.

A Reportagem do blog pediu informações à Vale sobre a quantidade de pontos e câmeras espalhadas ao longo da Estrada de Ferro Carajás, mas a empresa não informou com precisão, alegando questão de segurança.

Em nota, a empresa informou o seguinte: “A Vale possui câmeras espalhadas ao longo da ferrovia e informa que já concluiu a instalação do sistema de monitoramento previsto em ajuste firmado com os Ministérios Públicos do Maranhão e Pará, abrangendo as cidades de Marabá (PA), Açailândia (MA) e São Luís (MA). Associado a estes equipamentos de monitoramento, a Vale informa que reforçou a fiscalização com equipes móveis ao longo da EFC, somando essas ações às contempladas no Plano de Segurança voltado a impedir o acesso de pessoas, crianças e adolescentes, de forma clandestina, aos trens de carga da companhia”.

No TAC assinado entre MP e a Vale consta que “como medida de identificação de viajantes clandestinos, deve haver a implantação e a implementação de sistema de monitoramento, diuturnamente, por meio de circuito fechado de TV (CFTV), além de geração de alarmes, localização estratégica de câmeras, nas cidades de São Luís, Açailândia e Marabá (PA).

Também deveriam ser incluídas medidas de segurança e prevenção contra arrombamentos em toda a frota de locomotivas. As mesmas medidas devem, ainda, integrar o plano de manutenção preventiva da empresa.

INFORMAÇÃO
Outra cláusula estabelece que a Vale S/A incluísse, no prazo de 120 dias, o artigo 83 do Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei nº 8.069, de 13 de julho de 1990) nas placas informativas de todas estações e paradas de seus trens de passageiros ao longo da linha férrea, o que já ocorreu.
O artigo dispõe que “nenhuma criança poderá viajar para fora da comarca onde reside, desacompanhada dos pais ou responsável, sem expressa autorização judicial”.

Pelo acordo, a empresa também deve incluir em suas campanhas de comunicação anuais abordagens específicas sobre os riscos do acesso clandestino de crianças e adolescentes aos trens de carga da empresa.

CUSTEIO
Na transação, estão previstos os valores a serem custeados pela empresa no caso de recambiamento de crianças e adolescentes flagrados viajando clandestinamente nos trens. A recondução deve ser feita às localidades mais próximas aos domicílios dos jovens, ao longo da Estrada de Ferro Carajás.
Para hospedagem, foi estabelecido o valor até o limite de R$ 150 diários. A acomodação deve ser feita em apartamento duplo. Para alimentação, o valor é de R$ 50 individuais para almoço e jantar. Por sua vez, o transporte deve ser feito nos trens de passageiros da empresa.

ACOMPANHAMENTO
A transação também prevê a realização de reuniões anuais entre os Ministérios Públicos do Maranhão e do Pará e a empresa para revisão e discussão de eventuais melhorias dos itens do plano de segurança. A promotora Alexssandra Muniz Mardegan, da Infância e Juventude de Marabá, diz que tem monitorado o cumprimento do TAC com a Vale e que as medidas adotadas têm melhorado bastante a situação na EFC.