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Polícia

Polícia prende três membros de uma quadrilha que planejava assaltar o Fórum de Eldorado do Carajás

Os meliantes foram informados de que havia ouro e armas no Fórum, o que despertou o interesse da quadrilha.

A Polícia Militar do Pará prendeu ontem (20) a tarde, em Parauapebas, três elementos suspeitos de associação criminosa para cometer um furto ao Fórum de Eldorado do Carajás.

Dois meliantes, em atitude suspeita, foram abordados pelos cabos PM Castro e Andrade, responsáveis pela ronda escolar em Parauapebas. Quando os PMs olharam os celulares do abordados se depararam com imagens e conversas que caracterizavam o planejamento da ação delituosa. Os meliantes foram conduzidos à Depol e a Polícia Civil deu prosseguimento às investigações, que culminaram com a prisão de outro suspeito em uma residência no bairro Betânia, em Parauapebas, arregimentando mais criminosos para a execução do crime.

Segundo o Delegado Fabrício Andrade, da 20ª Seccional de Polícia Civil de Parauapebas, onde os suspeitos foram apresentados, a polícia civil, através dos investigadores Almeida e Bomfim, munidos de um celular pertencente a um dos suspeitos, deu prosseguimento nas conversas via Aplicativo WhatsApp onde ficou claro que o meliantes pretendiam roubar um veículo tipo Hilux em Parauapebas e, daí, partir para Eldorado do Carajás, onde, segundo informou um dos presos, haveria ouro e armas armazenadas. Ainda segundo o delegado, eles serão indiciados pelo crime de associação criminosa, já que, segundo apurado, cada um teria uma função na execução do crime.

A investigação prosseguirá até que todos os envolvidos sejam presos, já que, segundo o delegado, “certamente mais pessoas estão envolvidas no esquema criminoso.”

Os presos, que chegaram em Parauapebas há pouco mais de vinte dias e já têm passagem pela polícia, foram encaminhados ao IML local para a realização de exames de corpo de delito e serão encaminhados à carceragem do Rio Verde, onde aguardarão o desenrolar do inquérito.

Inaugurado há um ano, o edifício do Fórum de Eldorado do Carajás possui 260 m². Lá não são depositados ouro, armas ou qualquer outro tipo de peças oriundas de crimes cometidos na comarca. Até a instalação da Comarca em Eldorado do Carajás, o expediente forense do município estava sob a jurisdição da Comarca de Curionópolis.

Propina

Em coletiva, PF e Ibama detalham início meio e fim da Operação Concisor

Em relação promíscua com madeireiros, servidores se passavam por fiscais e avisavam sobre as operações do órgão ambiental. Confira os áudios.
Por Eleutério Gomes – de Marabá

A Polícia Federal deflagrou, na manhã de hoje (31), a Operação Concisor, com objetivo de coibir crimes ambientais no Estado. Cerca de 60 agentes cumpriram 15 mandados judiciais: quatro de prisão, cinco de busca e apreensão e seis de conduções coercitivas, bem como ordens judiciais de afastamento de servidores da função pública, em Marabá, Parauapebas, Breu Branco, Canaã dos Carajás e Eldorado dos Carajás.

Embora a PF mantenha sob sigilo os nomes dos envolvidos, o Blog levantou que o empresário de Parauapebas Sidney Carlos Osterman, mais conhecido como “Macarrão”, proprietário da Madeiras Rio Verde, de cujo escritório foram apreendidos computadores e documentos, foi conduzido coercitivamente para prestar esclarecimentos. Em Marabá havia mandados de prisão temporária para três servidores do Ibama , além de um de condução coercitiva. Os servidores envolvidos são os de prenome Noleto, Ramon, Cláudio e Marinho, mas, segundo o Blog apurou, apenas três destes foram presos. O quarto prestou esclarecimentos e foi liberado.

A operação, que contou com o apoio de informações do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis), durante toda a investigação, tem entre os presos, servidores do órgão ambiental suspeitos de repassar informações para madeireiras e outras pessoas fiscalizadas pela autarquia federal em troca de vantagens indevidas ou dinheiro em espécie.

Os investigados vão responder por corrupção passiva, ativa e concussão. Se condenados, podem pegar penas de prisão de até oito anos de reclusão, além de multa.

Sobre a operação, Polícia Federal e Ibama concederam entrevista coletiva na Delegacia da PF em Marabá, dando conta de que as investigações, iniciadas há mais de um ano, partiram de uma suspeita levantada dentro da própria Gerência Executiva do Ibama, em Marabá, de que servidores poderiam estar passando informações privilegiadas a empresários madeireiros denunciados por crimes ambientais. Essas suspeitas foram motivadas pelo fato de, ao chegarem ao local em que estariam acontecendo as irregularidades, geralmente serrarias, os fiscais encontrarem estas fechadas, com as máquinas paradas e sem movimentação de pessoas, como se ali nada estivesse acontecendo. Fato que se repetiu inúmeras vezes. “Isso causou prejuízo fortíssimo para as atividades do Ibama durante a fiscalização”, disse o delegado Josiel Brito, responsável pela investigação.

Ele contou ainda, que na manhã de hoje, durante o cumprimento dos mandados, quando teve acesso aos aparelhos celulares dos envolvidos, constatou, ao verificar mensagens de WhatsApp, um “íntimo relacionamento entre fiscalizados e fiscalizadores”, embora não se tratem de fiscais e sim de servidores de outras atividades que se faziam passar por fiscais. “Alguns desses fiscalizados estavam envolvidos em outras atividades irregulares, transportando madeira em meio a caminhão de tijolos e diversas outras”, detalhou o delegado regional de Investigação e Combate ao Crime Organizado, Rômulo Rodovalho.

Hildemberg da Silva Cruz, gerente executivo do Ibama em Marabá, que assumiu o órgão em fevereiro do ano passado, disse que as suspeitas foram levantadas ainda pela gerente que o antecedeu, a qual comunicou à Polícia Federal que várias fiscalizações em madeireiras que exploravam a espécie castanheira e também em áreas de preservação nunca eram pegas em flagrante.

“Na minha gestão intensificamos e mostramos claramente que, quando o Ibama chegava até o local de empreendimentos que seriam alvo de fiscalização, encontrava tudo fechado, não conseguindo flagrar o crime ambiental sendo cometido”, reforçou o gerente.

Segundo Hildemberg, uma das graves consequências disso foi que, em 2016, de 40 ações de fiscalização desencadeadas, baseadas em denúncias concretas, metade caiu por terra devido ao vazamento de informações. De acordo com Rodovalho, as recompensas não eram pagas em valores altos e muitas vezes se traduziam em benefícios pessoais como abastecimento de veículos, entre outros, “embora qualquer propina seja condenável”, resultando em grande prejuízo “para o meio ambiente e ao órgão fiscalizador”.

Durante as investigações, segundo Rômulo Rodovalho, a PF começou a observar o estreitamento das relações entre madeireiros ilegais e os servidores do Ibama: “Isso, por si só, de ter várias ligações e íntimo contato de amizade, amistosidade, é como se um policial fosse amigão de um criminoso. Já é uma conduta suspeita, além das provas que conseguimos angariar durante tanto tempo de investigação”.

Indagado se os madeireiros conduzidos estão contribuindo com as investigações, o delegado afirmou que alguns se negam a  admitir envolvimento, mas disse que a PF, em um caso, identificou uma pessoa “que era uma peça que faltava no quebra-cabeça” da investigação, e esta delatou toda a atividade da propina e confessou que pagou aos servidores pelo vazamento de informações.

Relação promíscua
A PF também divulgou três áudios que provam a relação promíscua entre servidores e madeireiros. No primeiro, um dos servidores presos e um amigo fazem chacota a respeito do desmatamento no País. Nos outros dois, mais um servidor, também preso, avisa um madeireiro sobre operações na região e pede R$ 200,00 a título de empréstimo. Confira:

Áudio 1

Amigo – Tá de folga?
Servidor – Nós estamos indo ali resolver um problema…
Amigo – Qual o problema? É mineração ou é madeireira?
Servidor – (risos) Rapaz, pare com isso, rapaz (risos).
Amigo – Se o Brasil um dia precisasse de oxigênio e dependesse
de vocês pra sobreviver, com uma árvore em pé, virava o deserto
do Saara. Era mais fácil plantar árvore no Saara.
Servidor – Se o Brasil perder oxigênio, nós estamos f… (risos)

Áudio 2

Servidor – Nós estamos retornando amanhã.
Madeireiro – Estão retornando pra Marabá. Hoje não tem ninguém pra cá, não? Só amanhã?
Servidor – Só amanhã.
(…)
Servidor – Aí eu tô indo também acompanhando eles, segunda-feira a gente vai pra Anapu ou então São Félix do Xingu.
Madeireiro – É? Essa turma que saiu daí ainda vem hoje à noite e ainda dorme em Marabá?
Servidor – É, dorme em Marabá. E aí segunda-feira é que nós vamos pra um lado e pra outro. Pois é, hein? Tem jeito de me emprestar aí 200 reais, que as nossas diárias não saíram e nesse período de meio-dia eu tava passando amanhã aí.
Madeireiro – Tá, aí tu me avisa aí, manhã…
Servidor – Quando eu tiver no posto, né?
Madeireiro – É. E eu vejo o que é que eu faço.

Áudio 3 

Madeireiro – Fale, doutor.
Servidor – O rapaz falou que vinha cedo. Não veio não?
Madeireiro – Foi nada.
Servidor – Aquele negócio que eu te falei já começou.
Madeireiro – É? E não sabe pra que lado vai?
Servidor – Já começou aqui mesmo.
(…)
Madeireiro – Mas… chegou a equipe de fora?
Servidor – É.
Madeireiro – Vai cumprir as demandas todas.

Confira as fotos:

MST

Bloqueio da BR-155 segue pelo segundo dia e agora à tarde o clima ficou tenso por conta de ação da PRF

MST exige a revisão na política de cortes do orçamento e a não extinção do Pronera. Negociações com o governo federal foram retomadas depois das 15h.
Por Eleutério Gomes – de Marabá

Segue interditada, desde ontem, quarta-feira (18), a Rodovia BR-155, à altura da Fazenda Cedro, entre Marabá e Eldorado do Carajás. O MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) é o responsável pelo bloqueio, como integrante da Jornada Nacional de Lutas em Defesa da Reforma Agrária, que acontece em vários Estados. Na noite de ontem a estrada foi liberada, mas, por volta das 6h30 de hoje voltou a ser fechada.

Manoel Souza, um dos coordenadores do MST no Pará, afirma que não há previsão de desbloqueio tão cedo, a não ser que o Incra, em Brasília (DF), dê uma posição sobre a pauta de reivindicações do movimento.

As negociações, em Brasília (DF) iniciaram logo pela manhã, mas ao meio-dia foram suspensas. Porém no meio desta tarde foram retomadas.

Segundo Souza, o fato de o governo, por meio do Incra, ter se mantido em silêncio ontem, só piorou a situação. A passagem está liberada apenas para ambulâncias e carros transportando pessoas doentes. Ele sentenciou que, caso não haja uma posição, o bloqueio será mantido sem prazo para terminar.

Na quarta, a estrada ficou interditada da manhã à noite e causou muitos protestos de condutores e pessoas que estavam viajando pela rodovia, quando o congestionamento, de mais de dois quilômetros se formou. Hoje, a situação se repete.

As reivindicações do MST são: revisão da política de corte de orçamento que diminuiu os recursos para a reforma agrária; e manutenção do Pronera (Programa Nacional de Educação da Reforma Agrária), que estaria ameaçado de extinção diante da política de cortes do governo.

Na Capital Federal, o Ministério do Planejamento também está ocupado. Uma comissão nacional foi formada a fim de negociar com o governo, tentando a revisão do orçamento da reforma agrária.

Em Marabá, na margem da estrada, 700 famílias estão acampadas. Vieram dos acampamentos Frei Henri, Dalcídio Jurandir, Hugo Chaves e Helenira Rezende.

PM e e agentes da Polícia Rodoviária Federal (PRF) permanecem no local da ocupação para evitar tumulto, como o que iniciou ontem, mas foi contido a gás de pimenta, quando um condutor tentou atropelar os manifestantes, que revidaram.

Agora há pouco – 16h50 desta quinta –, de acordo com Poliana Barbosa, uma das líderes do movimento na BR-155, houve muita discussão com agentes da PRF que chegaram ao local encapuzados, tentando furar o bloqueio.

“O clima está tenso novamente e nós tememos pelo que pode acontecer devido essa atitude repressiva deles, tentando nos intimidar”, disse Poliana. O Blog tentou, mas não conseguiu contato com a PRF ou com a Assessoria de Comunicação do órgão, em Belém.

Formação de Praças

Polícia Militar de Parauapebas vai receber 90 alunos para a formação de novos soldados

Depois de formados, os policias militares vão ser distribuídos entre Parauapebas, Eldorado do Carajás, Curionópolis e Canaã dos Carajás.

Por Dayse Gomes

O curso começa na próxima terça-feira, dia 10, no 23º Batalhão da Polícia Militar de Parauapebas. São 90 alunos que foram aprovados no concurso público para admissão ao Curso de Formação de Praças (CFP) da Polícia Militar do Pará.  A primeira fase do concurso foi realizada em julho de 2016, com a oferta de 2.194 vagas para todo o Estado.

No curso de formação de praças, o aluno soldado recebe a remuneração de R$ 788,00 e após a conclusão do curso, receberá R$ 2.836,80. Já para o aluno oficial, a remuneração é de R$ 1.005,71, e após o curso, passará para R$ 5.781,31. Todos os cargos receberão auxílio alimentação de R$ 650,00. A turma destinada ao Batalhão de Parauapebas é formada apenas por alunos soldados, sendo que entre os 90 alunos, há 1 mulher.

O Comandante e Tenente-Coronel, José Luiz Vallinoto de Souza, da Policia Militar de Parauapebas informou que os alunos serão distribuídos em duas turmas que vão passar pelo treinamento físico militar, armamento e tiros, noções de direito e abordagem, entre outras matérias práticas e teóricas. O curso terá duração de 8 meses e será coordenado pelo Major Sergio Pastana, com a previsão de conclusão, em junho de 2018, quando os soldados estarão aptos a fazer o policiamento nas ruas.

O 23º BPM tem um efetivo de 240 policiais militares que cobre além de Parauapebas, os municípios de Eldorado do Carajás, Curionópolis e Canaã dos Carajás. Todas essas cidades receberão os novos policiais militares e a distribuição deles, dependerá de um levantamento da violência feito nessas regiões. “Nós trabalhamos com uma mancha criminal e por isso, é importante fazer um estudo e verificar onde a violência está mais migrando para que possamos alocar para Parauapebas e as nossas circunscrições, o quantitativo possível de policiais militares formados para somar o efetivo nesse local”, explicou o comandante.

Com a formação de novos soldados, o batalhão deve receber até o próximo ano, mais armamentos e viaturas. Atualmente, em Parauapebas, há 6 motocicletas utilizadas pela equipe da ROCAM e 8 viaturas. “É uma soma satisfatória que possamos lançar mais policiais em campo e combater a criminalidade. A gente vê que a criminalidade está migrando para certos locais e não temos pernas para combatê-la. E a gente também pretende colocar um policiamento ostensivo a pé e não só em viatura. O bairro do comércio, por exemplo, é um bairro que precisa de um policiamento ostensivo a pé, para a prevenção. A polícia militar não está só para reprimir. A base do policiamento primeiro é a prevenção. Quem ganha é a sociedade porque a população vai se sentir mais segura”, destacou o José Vallinoto.

O comandante também anunciou que no 23º BPM, já está em processo de instalação o telefone 190, que é exclusivo da Polícia Militar e que vai ajudar no combate a criminalidade. “Hoje, quem liga para esse número cai na PM de Marabá”, informou o comandante que também divulgou os números 181 do disque-denúncia e o Whatzapp (94) 98402-9995. Vallinoto chamou atenção para a importância de registrar o boletim de ocorrência para a atuação da PM. “É importante quem as vítimas de assalto, roubos e furtos, compareçam à delegacia de polícia para fazer o registro porque nós trabalhamos através de estatística. Naquela área que a pessoa diz que está tendo muita violência e eu puxar os números da estatística e não visualizar isso, não tem como migrar o policiamento para esse lugar”, concluiu Vallinoto.

assalto a banco

Bandidos usaram fuzis no assalto às agências bancárias de Eldorado do Carajás

A ação dos criminosos durou por cerca de 1 hora.

Por Dayse Gomes

A polícia militar encontrou cápsulas de fuzil 556, arma de uso exclusivo do exército e de rifle calibre 44 nos locais do crime. Essas foram algumas das armas usadas pelos criminosos na madrugada desta quinta-feira, dia 5, durante o assalto às agências do Banco da Amazônia (Basa) e Banpará, no município de Eldorado do Carajás, no sudeste do Pará.

A Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social informou que uma aeronave do Grupamento Aéreo decolou, ainda pela manhã, até a cidade de Marabá transportando os policiais da Companhia de Operações Especiais (COE), que em conjunto com os integrantes da Delegacia de Roubo a Banco, fazem buscas pela quadrilha. O Grupamento Tático Operacional (GTO) e os policias militar e civil das cidades de Marabá, Parauapebas e Xinguara também estão dando apoio para localizar os assaltantes.

Por volta das 4h30 da madrugada, cerca de 10 homens encapuzados, teriam utilizados três carros para fazer o assalto. Parte da quadrilha seguiu até a unidade da polícia militar onde dispararam vários tiros contra uma viatura para impedir a ação da PM. Outros dois grupos foram até as agências do Basa e do Banpará onde usaram explosivos para abrir os cofres, de onde levaram o dinheiro. O valor não foi divulgado.

Os bandidos fizeram de reféns, os seguranças das agências bancárias e funcionários de uma empresa de segurança da cidade, que foram soltos durante a fuga quando os assaltantes bloquearam a BR 155, utilizando um caminhão e um ônibus. Depois seguiram pela rodovia, sentido Marabá, pegando a “Curva do S” em direção à cidade de São Geraldo do Araguaia. A ação dos criminosos durou por cerca de 1 hora.

Ainda pela manhã, a polícia civil localizou numa estrada vicinal, dois carros incendiados que foram usados pelos bandidos na fuga. Nas agências bancárias havia muitos vidros quebrados pelos tiros disparados pelos criminosos. O atendimento nos dois bancos está suspenso.

gestão pública

TCM capacita durante três dias, em Marabá, prefeitos, secretários e servidores dos 12 municípios da Região Carajás

O objetivo do Tribunal de Contas dos Municípios do Pará é ensinar para não punir

Por Eleutério Gomes – de Marabá

Começou na manhã desta segunda-feira (2) e vai até quarta-feira (4), na Câmara Municipal de Marabá (CMM), o Projeto Capacitação, promovido pelo TCM/PA (Tribunal de Contas dos Municípios do Pará), por meio da Escola de Contas Públicas “Conselheiro Irawaldyr Rocha”. O objetivo é ensinar para não punir. Além do prefeito Sebastião Miranda Filho (Tião Miranda), secretários municipais e técnicos da Prefeitura de Marabá, participam gestores e servidores de outras 11 prefeituras da Região Carajás: Bom Jesus do Tocantins, Brejo Grande do Araguaia, Canaã dos Carajás, Curionópolis, Eldorado do Carajás, Palestina do Pará, Parauapebas, Piçarra, São Domingos do Araguaia, São Geraldo do Araguaia e São João do Araguaia.

Fizeram parte da solenidade de abertura Mara Lúcia Barbalho da Cruz, vice-presidente do TCM e diretora-geral da Escola de Contas, representando o presidente do Tribunal, conselheiro Luiz Daniel Lavareda Reis Filho; o prefeito Tião Miranda; deputado Márcio Miranda, presidente da Assembleia Legislativa do Pará; vereador Pedro Correa Lima, presidente da CMM; conselheiro Aloisio Chaves, ouvidor do TCM; e Elizabete Salame da Silva, procuradora do Ministério Público de Contas dos Municípios (MPCM), representando a procuradora-geral Maria Regina Franco Cunha.

Para a vice-presidente do TCM, esse tipo de capacitação é uma forma de dizer aos gestores, secretários e servidores públicos que tenham a consciência de que os tempos mudaram, o foco na transparência está elevadíssimo. Ela afirma que todos são parte – independentemente de qualquer função que exerçam na administração pública -, e constroem essa administração que será apreciada pelo tribunal “e, fundamentalmente, pela sociedade”.

Afirmou que nesses três dias os técnicos estarão à disposição para tirar dúvidas de quem queira obter esclarecimentos. Desejou que o encontro seja proveitoso e exitoso, tanto aos que fazem o controle quanto aos controlados. “Essa relação tem de ser respeitosa, não no sentido de hierarquia, mas para entender a função, tanto do tribunal quanto dos jurisdicionados. Não fiquem tímidos, não percam tempo, não adianta nos procurar no final da gestão”, alertou, colocando o TCM e a Escola de Contas à disposição de todos os que fazem a administração municipal nos 12 municípios.

A procuradora Elizabete Salame da Silva manifestou a alegria de estar de volta a Marabá e desejou a todos os participantes que aproveitem os ensinamentos que serão expostos para fazer as prestações de contas de “forma correta, transparente e exitosa”.

O vereador Pedro Correa Lima, que é servidor público há 25 anos, lembrou que antes o TCM era visto como um órgão punitivo e disse que, agora, ver o Tribunal ir aos municípios qualificar os servidores o deixa muito alegre. “Muitas vezes o servidor erra muito por falta de conhecimento, sem má intenção”, destacou.

O deputado Márcio Miranda ressaltou o fato de a Assembleia Legislativa ser parceria no projeto e lembrou que o TCM não quer punir, quer prevenir, orientar, levar informação, conhecimento e capacitação. “Isso é muito importante, nos dias de hoje a lei muda com muita rapidez, todo dia tem lei nova, quem não se capacita vai ficando para trás e não cabe a nenhum de nós dizer que não sabia que não conhecia”, alertou, informando em seguida, que, na última gestão municipal, dos 144 prefeitos do Estado do Pará, 75 tiveram problemas com licitações e 45 “amanheceram com o Ministério Público e a polícia na porta da casa deles”.

“Nós queremos que agora seja diferente, que o gestor saiba que não dá mais para fazer o que se fazia antes, mesmo uma simples transferência de recursos, de pasta ou de programa”, acentuou.

Último a discursar, o prefeito Tião Miranda disse que o “o melhor jeito de administrar é a transparência”, reforçando o que disse o presidente da Câmara: “Muitas vezes o erro acontece por falta de conhecimento”.

O TCM pretende levar o Projeto Capacitação a todos os municípios do Estado, repassando informações sobre prestação de contas e gestão de recursos públicos de forma transparente e didática.

PROGRAMAÇÃO

Segunda-feira (2)

Palestras:

Função Fiscalizadora do TCM-PA, por Rafael Maués, diretor jurídico do TCM;

Ouvidoria – Instrumento de Interação do TCM com a sociedade, por Marcus Vinícius Goes Monteiro, coordenador da Ouvidoria do TCM;

Funcionalidades do Integrador Pará, por Cilene Moreira Sabino de Oliveira, presidente da Jucepa (Junta Comercial do Estado do Pará);

Política Pública de Apoio aos Pequenos Negócios, por Roberto Bellucci, Sebrae; e

Desafios da Gestão Ambiental, por Susany de Sena Nery, Ibam.

Terça-feira (3)  

8h às 18h

Turma 1 – Gestão de Fundos Municipais: Educação, Saúde e Assistência Social, por Ticianna Sauma Gontijo Saraiva, analista do TCM-PA.

8h às 18h

Turma 2 – Atos de Pessoal, por Romeu Romanholy Ferreira, analista do TCM-PA.

Quarta-feira (4)

8h às 12h

Turma 1 – Controle Interno, por Débora Moraes Gomes, secretária de Controle Interno do TJE/PA (Tribunal de Justiça do Estado do Pará).

8h às 12h

Turma 2 – Receitas Próprias Municipais, por Luiz Fernando Costa, analista do TCM-PA.

14h às 16h

Turmas 1 e 2 – Prestação de Contas ao TCM-PA, UNICAD, SPE e Mural de Licitações, por Marcus Antônio de Souza e Sebastião Mauro Rabelo, analistas do TCM-PA.

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