Internet de qualidade é WKVE Liga você ao mundo!
Eleições 2018

Geraldo Alckmin conhece a realidade de Curionópolis

Em Serra Pelada, Alckmin assumiu o compromisso de retomar os investimentos na extração legal do ouro em Serra Pelada e dar condições jurídicas para que a cooperativa possa realizar o trabalho.
Continua depois da publicidade

Primeiro pré-candidato a presidência da república a visitar o município de Curionópolis, o presidente nacional do PSDB, Geraldo Alckmin, conheceu a realidade da região de Carajás na tarde deste sábado (07), após visitar o distrito de Serra Pelada, mundialmente conhecida pela extração do ouro.

O prefeito Adonei Aguiar acompanhou a ilustre visita do presidenciável, Geraldo Alckmin, e apresentou a realidade do município e mostrou seu empenho em atrair os olhares do poder público para Curionópolis com o objetivo de impulsionar o desenvolvimento do município.

Ao visitar as estruturas para extração de ouro inoperantes, Geraldo Alckmin, reconheceu que o governo federal tem uma dívida com a região e assumiu o compromisso de retomar os investimentos na extração legal do ouro em Serra Pelada e dar condições jurídicas para que a cooperativa possa realizar o trabalho e assim melhorar a qualidade de vida daquela comunidade, também falou sobre outros investimentos, como fomentar a agricultura.

“Quero agradecer essa oportunidade de conhecer Serra Pelada e ouvir a comunidade. Ver esse investimento gigantesco que foi feito aqui na extração e ver que temos uma riqueza enorme debaixo desse solo, mas que a população está passando dificuldades. É nosso dever, unir o governo federal, com o Estado, o município e a comunidade encontrarmos uma solução economicamente e juridicamente viável para formar a cooperativa, poder receber investimentos e melhorar a vida da nossa população”, disse Geraldo Alckmin.

O compromisso de Adonei em buscar investimentos para Curionópolis tem sido uma prioridade em sua gestão. As parcerias firmadas com o governo do Estado, abriu portas para a execução de obras importantes, como a implantação do asfalto em Serra Pelada e a recente inauguração da Escola Estadual Joaquina Diamantina.

“É uma satisfação saber que um pré-candidato a presidência da república realmente está se propondo a ajudar-nos. Juntamente com o governo do Estado e a força do município, é possível retomar esse importante projeto de ouro de forma mecanizada trazendo renda, emprego e melhor qualidade de vida para nossa gente”, expressou o prefeito Adonei Aguiar.

Fonte: ASCOM PMC

 

Política

Pré-candidatos ao governo do Estado visitam Canaã dos Carajás

Os eventos, que aconteceram simultaneamente, reuniram grande número pessoas, entre simpatizantes e aliados políticos que lançaram apoio aos dois grandes nomes ao governo
Continua depois da publicidade

A manhã deste sábado (7) foi movimentada no município de Canaã dos Carajás. Logo nas primeiras horas do dia, o salão de festas de um hotel, localizado no Bairro Novo Brasil, ficou tomado por centenas de pessoas que aguardavam pela chegada do pré-candidato ao governo do Pará, pelo Movimento Democrático Brasileiro (MDB), Hélder Barbalho, que foi muito aplaudido ao chegar ao local acompanhado de sua comitiva. O evento, que teve início por volta das 11h, reuniu representantes partidários de Canaã e diversas cidades da região, além de membros da sociedade em geral.

A visita do ex-ministro da Integração Nacional teve como objetivo ouvir um pouco mais de perto o anseio da população das regiões sul e sudeste do Pará. “Estou visitando todas as cidades para ouvir os sentimentos de toda a população desta região, tão próspera e, ao mesmo tempo, tão abandonada pelo governo do estado. Essa é uma população que deseja ser enxergada, que deseja um governo presente,” disse o pré-candidato.

Na ocasião, Hélder, que pela segunda vez tentará ocupar o cargo de governador do Pará, recebeu apoio político de diversos partidos aliados de Canaã e cidades vizinhas, que, representados por seus presidentes, reforçaram as necessidades de cada município. “Neste momento de pré-campanha, eu quero construir um projeto de olhar atento para cada cidade, para cada região. Eu tenho certeza de que é uma decisão importante, de que a sociedade haverá de ter para vivermos um futuro melhor,” concluiu.

Simultaneamente, a poucos metros dali, em uma casa de shows localizada na Avenida Weyne Cavalcante, o também pré-candidato ao governo, Márcio Miranda do Democratas (DEM), participava do evento de lançamento da pré-candidatura ao Senado do pastor Ibanês Taveira, do Partido dos Trabalhista Cristão (PTC).

Acompanhado de sua comitiva, aliados políticos e simpatizantes, o presidente licenciado da Assembleia Legislativa do Estado do Pará (Alepa) declarou total apoio ao presidente da Igreja Assembleia de Deus Madureira no Pará.

“Eu vim aqui hoje representando todas as forças políticas que estão nos apoiando para prestigiar o lançamento da pré-candidatura do pastor Ibanês. Ele está preparado para defender os projetos sociais, uma vez que já faz isso na igreja,” atestou Miranda.

O presidente da Alepa disse ainda que o pastor Ibanês está sendo convocado pelos próprios membros da comunidade evangélica para representar a sociedade paraense no Senado. “Ele é um homem preparado para acolher a todos os cidadãos que acreditam que o país tem jeito. Eu acredito nesta candidatura e neste projeto que nós temos aqui hoje,” destacou o pré-candidato ao governo.

Este slideshow necessita de JavaScript.

Eleições 2018

Geraldo Alckmin visita a região de Carajás neste sábado (07)

Pré-candidato do PSDB fará campanha para presidente em Marabá, Curionópolis e Canaã dos Carajás
Continua depois da publicidade

O pré-candidato a presidente da República pelo Partido da Social Democracia Brasileira – PSDB – Geraldo Alckmin, desembarca em Marabá às 8 horas do sábado (07), onde se reúne com empresários e apoiadores do PSDB no município. De lá, o pré-candidato segue de carro para os municípios Curionópolis – onde pretende visitar Serra Pelada – e, depois, vai à Canaã dos Carajás.

Geraldo José Rodrigues Alckmin Filho (Pindamonhangaba, 7 de novembro de 1952) é um médico, professor universitário e político brasileiro. Foi Governador do Estado de São Paulo entre 2001 e 2006 e de 2011 a 2018, quando renunciou para disputar as eleições de outubro daquele ano.

Formado em medicina pela Universidade de Taubaté, iniciou sua carreira política em Pindamonhangaba, onde foi eleito vereador, presidente da Câmara dos Vereadores e prefeito. Depois, foi eleito para a Assembleia Legislativa nas eleições de 1982 e para deputado federal em 1986 e 1990. Em 1988, foi um dos fundadores do PSDB. Entre 1991 a 1994, presidiu o PSDB-SP. Em 1994, elegeu-se vice-governador de Mário Covas. Em 2000, concorreu à prefeitura de São Paulo, sendo derrotado no primeiro turno. Com a morte de Covas, em março de 2001, assumiu o governo e se reelegeu em 2002.

Em março de 2006, renunciou ao governo paulista para concorrer à presidência na eleição do mesmo ano. Obteve 39,17% dos votos no segundo turno, sendo derrotado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em 2008, candidatou-se a prefeitura de São Paulo, sendo novamente derrotado no primeiro turno. Em 2009, foi nomeado secretário de desenvolvimento do estado de São Paulo pelo governador José Serra.

Foi eleito governador no primeiro turno da eleição de 2010, retornando ao Palácio dos Bandeirantes em janeiro de 2011. Em 2014, reelegeu-se governador no primeiro turno. Alckmin foi o político que por mais tempo comandou o governo de São Paulo desde a redemocratização do Brasil.

Em 9 de dezembro de 2017, Alckmin foi eleito presidente nacional do PSDB, substituindo o senador mineiro Aécio Neves. A convenção que o elegeu com 470 votos a 3, foi uma das maiores da história do partido, com mais de quatro mil presentes.

Após a eleição como presidente do PSDB, em 9 de dezembro de 2017, Alckmin lançou sua pré-candidatura ao Planalto. Em 23 de fevereiro de 2018, após a desistência do prefeito manauara Arthur Virgílio Neto, virou candidato único das prévias. A cúpula do partido homologou em 6 de março de 2018 a candidatura de Alckmin.

Ao deixar o governo paulista, Alckmin perdeu o foro privilegiado e passou a ser investigado pela Justiça Eleitoral de primeira instância devido a alegação, refutada por Alckmin, de que a empreiteira Odebrecht repassou-lhe ilicitamente 10 milhões de reais nas campanhas de 2010 e 2014.

Política

“A eleição de 2014 foi uma fraude”, diz Marina Silva

Pré-candidata pela Rede afirma que “desta vez, sociedade não será enganada”
Continua depois da publicidade

Fundadora da Rede em 2015, a pré-candidata defende um plano voltado para “sustentabilidade social, econômica, cultural, e política”. Ela também concorreu ao cargo de Presidente da República em 2010, pelo PV, e em 2014, pelo PSB, mas ficou em terceiro lugar no primeiro turno. Agora, Marina confia que vai ao segundo turno e será vitoriosa. Confira a entrevista, publicada originariamente aqui.

A senhora acha que há algum risco de não ter eleições este ano?

Em hipótese nenhuma. Nós temos uma democracia que foi conquistada a duras penas. Não podemos permitir que qualquer tipo de saudosismo autoritário possa ter espaço nesse debate, apesar daqueles que sabotam a República. Todos os democratas, independente de partido e ideologia, devem rechaçar com veemência esse discurso. As Forças Armadas tem o seu papel na Constituição, em combinação com um governo democraticamente eleito.

A senhora está ocupando uma posição de destaque nas pesquisas. Está jogando com a expectativa de ir para o segundo turno? 

A sociedade brasileira tem a expectativa de que, dessa vez, não vai ser enganada pelos marqueteiros, pelo dinheiro roubado da Petrobras, dos fundos de pensão da Caixa Econômica, e do Banco do Brasil. A Lava Jato trouxe a verdade do envolvimento dos grandes partidos, PT, PSDB, e PMDB, com suas principais lideranças juntas com o DEM, nos graves casos de corrupção do Brasil. A sociedade quer recuperar uma governança que não seja na base do toma lá dá cá. Nós temos que fazer a mudança.

As intenções de voto na senhora são fruto do recall, como alguns especialistas dizem, ou do desejo de mudança? 

Em 2010 e 2014, a sociedade sinalizou que queria mudança de verdade. Só não aconteceu, porque a eleição foi fraudada pelo abuso do poder econômico, do poder político, e pela corrupção e caixa dois. A eleição de 2014 foi uma fraude, um verdadeiro golpe na democracia brasileira.

A senhora tem convicção de que, dessa vez, será eleita? 

Estou com muita convicção de que, dessa vez, a sociedade não vai ser enganada de novo. Vai prevalecer a sua postura de querer mudar o Brasil.

Há reuniões que tem sido feita no campo da esquerda pelo PSOL, PT, PCdoB, PDT, e que não conta com a presença da Rede. Como a senhora explica a ausência do seu partido nessas discussões?

A Rede é um partido independente. Quando eu fui para o Partido Verde, já vinha de um processo longo de amadurecimento, de que é possível buscar novas sínteses. Há um movimento no mundo que não fica preso a essa visão simplista de esquerda e de direita. Isso no Brasil já não diz muita coisa. Se a esquerda se juntou com [Paulo] Maluf, Renan [Calheiros], [Fernando] Collor, Jáder Barbalho, [José] Sarney, eu não sei mais o que é esquerda.

Não há a possibilidade, mesmo no segundo turno, de apoiar ou firmar aliança com candidato da esquerda?

Eu tenho respeito pelos partidos. Com relação ao segundo turno, a gente discute no segundo turno. Em cima de programa, princípios e valores, a gente pode até fazer alianças pontuais.

A senhora defende o direito de Lula disputar as eleições este ano?  

A lei de Ficha Limpa estabelece que ninguém que tenha sido condenado pode participar de eleição. E a lei deve ser aplicada igualmente por todos. Nós não podemos ter uma lei que se adapte a quem está sendo julgado e condenado. É lamentável o que aconteceu no Brasil com figuras importantes de diferentes partidos. Temos que trabalhar para que outras lideranças políticas possam pagar pelos seus erros. O próprio senador Aécio tem que responder à Justiça.

Como a senhora vê as ações do governo com relação a crise dos combustíveis? 

O governo dispõe de mecanismo para se antecipar de uma situação como essa. E se eles tiveram que agir depois da situação instalada, por que não tiveram a mesma atitude antes? E mais, o governo não tem credibilidade e legitimidade para negociar com qualquer setor. Além das medidas emergenciais, tem que adotar medidas estruturantes. Nós precisamos de um governo com credibilidade para fazer uma Reforma Tributária.

A senhora já tem um nome para conduzir a economia caso seja eleita? 

O André Lara Resende e o Eduardo Giannetti [um dos pais] do Plano Real.

O André toparia voltar a um cargo executivo? 

Não. O André fará a elaboração do plano. Nenhum Presidente deve dizer a sua equipe antes de ganhar as eleições. Aqueles que fazem isso são tão fracos, que precisam se esconder atrás de uma forte equipe econômica para poder passar alguma credibilidade. Ter um governo que é governado pela equipe econômica dá no que deu: a equipe do Temer é de enfeite. Nós não vamos inventar rótulos. O plano real vai ser mantido.

Pará

Em nota, vice-governador Zequinha Marinho diz que não renunciará. Atitude inviabiliza candidatura de Jatene em outubro

O projeto de Jatene era a renúncia, para abrir as portas à reeleição de Marcio Miranda, que assumiria com a renúncia do governador e vice.
Continua depois da publicidade

Circula hoje (21) nas redes sociais uma nota de esclarecimento assinada pelo vice-governador do Pará, Zequinha Marinho (PSC), dando conta de uma suposta renúncia do vice. Especulava-se que seria uma notícia falsa, como tantas outras que circulam diariamente país a fora. Todavia, a nota é verdadeira. Apesar de mal redigida, já que em nenhum momento a nota diz que Zequinha renunciou, a verdade é que ele não renunciará ao cargo, inviabilizando, portanto, a saída de Jatene para se candidatar.

Fontes palacianas, em off, afirmam que um acordo estava sendo costurado entre Jatene e Zequinha Marinho para que ambos renunciassem, com o atual presidente da ALEPA, Marcio Miranda, assumindo o cargo e. assim, ser o candidato natural do governo a reeleição.

Ainda segundo a fonte, não existe a possibilidade de Jatene renunciar para que Zequinha assuma. Portanto, na atual conjuntura, Jatene  não será candidato nas próximas eleições.

Na nota, logo abaixo, Zequinha diz: “Lamento não ter como colaborar com o projeto do governador renunciando ao meu mandato”, Ora, todos sabemos que o projeto do governador era a renúncia de ambos.

NOTA DE ESCLARECIMENTO

Sempre fui solícito e colaborativo com todos. Quem me conhece, sabe disso!

Após ouvir exaustivos debates, com a Executiva Estadual e a Executiva Nacional do meu partido, as duas, unanimemente, discordaram da possibilidade de renúncia.

Por uma questão de princípios, quem me conhece sabe que tenho uma linha de conduta, uma palavra, firmeza e um estilo próprio de pensamento e comportamento. Dessa forma, meus amigos, lamento não ter como colaborar com o projeto do governador renunciando ao meu mandato. Não nos furtaremos ao diálogo na construção de qualquer outra alternativa.

Deixo claro que não tenho nada contra ninguém. Só quero continuar tendo condições de andar na rua de cabeça erguida nesse difícil momento da política do Brasil.

ZEQUINHA MARINHO
VICE-GOVERNADOR DO PARÁ

Política

A imprevisível eleição presidencial brasileira de 2018

Um panorama da eleição presidencial que acontece em 7 de outubro
Continua depois da publicidade

O Brasil celebra em 7 de outubro sua eleição mais importante e mais imprevisível desde 1989, quando ocorreu a primeira escolha nas urnas de um presidente após o fim da ditadura. A única coisa que se sabe com certeza é que a surpresa daquela eleição, o então líder metalúrgico esquerdista Luiz Inácio Lula da Silva, será também um protagonista da próxima disputa. Não se sabe se Lula, presidente por duas vezes pelo PT e agora recorrendo de uma condenação da Justiça, poderá ser candidato e se, caso não seja, terá, como líder das pesquisas até agora, força para galvanizar apoios em torno do nome que o substituir.

Do lado da centro-direita, também afetada pela Operação Lava Jato, tampouco o panorama é claro. O veterano governador de São Paulo, Geraldo Alckmim, do PSDB, caminha a passos largos para obter a candidatura do seu partido, mas ainda trabalha para obter apoios de mais siglas enquanto tenta vencer sua fragilidade nas pesquisas, especialmente no Nordeste. Há 24 anos no poder do principal Estado do país, tentará conjugar o sentimento anti-Lula com algum aceno de política social num país em que 70% do eleitorado tem renda familiar de até 2 salários mínimos. Não é tarefa fácil, já que parte do apoio entre investidores e empresários depende do endosso de Alckmin a indigestas reformas, como a da Previdência.

Sem falar que Alckmin – ou quem quer que ocupe seu lugar no espectro político- terá pela primeira vez um adversário não só à esquerda, mas também à direita. A novidade da eleição até o momento é o surgimento da candidatura isolada de extrema direita do deputado e militar reformado Jair Bolsonaro, que aparece em segundo lugar nas pesquisas baseada na pregação contra Lula e até na licença para matar para policiais, um discurso de apelo em um país onde a violência urbana alcança níveis alarmantes. Bolsonaro, por sua vez, terá de provar que sua força eleitoral, é sustentável e perene, o que a maioria dos analistas duvida.

Seja como for, na crise profunda de credibilidade da classe política atual, não se descarta que gente de fora destes citados venham a surgir. No Brasil, o clichê repetido é que tudo só se define mesmo é na campanha da TV, nas quais os candidatos têm tempo gratuito para se vender aos eleitores de acordo com os apoios partidários que consigam obter. Na divisão do tempo na TV, até o apoio do PMDB, um partido à frente de um Governo com recorde de impopularidade, passa a ter peso. Esse panorama, argumentam, costuma cortar o voo de qualquer pessoa de fora. No entanto, com os últimos acontecimentos dentro e fora do país, pode ser que clichês tenham ficado sem validade. Essa será a primeira campanha em que os políticos poderão pagar por propaganda no Facebook, um passo com um potencial imenso e ainda difícil de medir.

O calendário eleitoral já começará, na prática, com tudo neste janeiro. O ano começará com mais um capítulo da novela jurídica de Lula, acusado de ter obtido ganhos pessoais ilícitos como contrapartida por supostamente ter facilitado contratos públicos. Lula já foi condenado em uma das ações pelo juiz Sergio Moro. No dia 24 de janeiro, um tribunal superior vai julgar se confirma ou não a pena. Tudo leva a crer que o ex-presidente deve, sim, ser considerado culpado de novo, o que pela lei que visa tirar os corruptos da política o impediria de concorrer. Ainda assim, resta um longo caminho de contestações judiciais até o Supremo Tribunal Federal e o PT já declarou que vai até o fim para manter Lula na corrida.

Não é uma questão menor: Lula, símbolo de uma era de ouro especialmente para os brasileiros mais pobres, é o favorito isolado nas mais recentes pesquisas, ainda que descontada a efetividade deste tipo de levantamento tantos meses antes das urnas. O instituto Datafolha, de São Paulo, estima que 38% dos eleitores como “lulistas” mais ou menos dispostos a seguir sua indicação. Sem ele na disputa, cresce, por ora, a fatia de brancos e nulos, abrindo ainda mais o campo das incertezas. (El País)

Política e religião

A um ano da eleição, todos os caminhos levam a Belém

Nesta semana, a capital do Pará transformou-se em cenário de peregrinações: uma com milhares de católicos durante a passagem de Nossa Senhora do Nazaré, e outra, de políticos em busca de mais popularidade.
Continua depois da publicidade

Nesta semana, a capital do Pará transformou-se em cenário de peregrinações: uma com milhares de católicos durante a passagem de Nossa Senhora de Nazaré, e outra, de políticos em busca de mais popularidade. Não fosse pela primeira romaria, a segunda provavelmente não aconteceria.

O Círio de Nazaré é um dos maiores eventos religiosos do mundo – estimativas oficiais falam em 2 milhões de devotos nas ruas de Belém. Por sua vez, os políticos querem surfar nessa onda, mostrar agendas positivas, tirar selfies com populares e aproveitar que a atenção dos católicos está voltada para a cidade.

Apareceram três nomes: o presidente Michel Temer (PMDB), o prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), e o deputado federal Jair Bolsonaro (PSC) – os dois últimos são pré-candidatos à Presidência da República. O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva também cogitou uma visita, mas acabou desistindo.

Temer foi o primeiro a pisar na capital e deu um agrado aos devotos de Nossa Senhora de Nazaré, padroeira do Estado. Em evento no centro de Belém, o peemedebista anunciou a doação de um terreno da União à Igreja Católica. A área, de cerca de 10 mil m², pertencia ao Exército e era um antigo pleito da arquidiocese paraense – que foi dona do imóvel até 1849.

Desde 2010, congressistas do Pará criam emendas parlamentares para beneficiar a troca de dono do terreno. Segundo Dom Alberto Taveira Corrêa, arcebispo de Belém, o dinheiro era entregue diretamente para o Exército, sem participação da Igreja – foram R$ 43 milhões. Faltava ainda a assinatura do presidente.

Temer classificou a cessão do terreno como “um ato religioso, e não administrativo”. Ressaltou também a rapidez com que o processo foi resolvido: foram sete dias para que todas as questões burocráticas – há anos paradas nos escaninhos do Planalto – fossem resolvidas e ele pudesse anunciar a doação às vésperas do Círio.

“Vejam, esse ato foi consolidado em sete dias desde que caiu na minha mão. Nosso governo é um governo rápido. Toda vez que você pratica um ato dessa natureza, você está fazendo uma religação espiritual”, disse Temer, em evento ocupado por líderes religiosos e políticos locais, como Jader Barbalho, ex-governador do Pará, e seu filho Helder, hoje ministro da Integração Nacional.

A agenda positiva, em semana de Círio, buscava melhorar a imagem do presidente na região Norte. Pesquisa Datafolha de setembro apontou que 93% dos moradores da área avaliam o governo Temer como regular, ruim ou péssimo. Apenas 4% acham a gestão boa ou ótima.

Críticas da Igreja

Também foi um agrado à Igreja Católica, que vem reiteradamente criticando Temer por meio da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). Em agosto, por exemplo, a Igreja repudiou o decreto presidencial que liberou a Reserva Nacional de Cobre e seus Associados (Renca), no Pará. Disse que ação “cedia aos grandes empresários da mineração” e que não houve consulta aos povos indígenas.

Nesta sexta, a CNBB se voltou novamente contra Temer e divulgou relatório com críticas à forma como seu governo vem tratando a violência contra indígenas. “No governo de Michel Temer”, diz o relatório, “há um processo em curso de ofensiva, articulado com a bancada ruralista do Congresso Nacional, que busca retirar direitos já conquistados (por povos indígenas) na Constituição de 1988”.

Essa foi apenas a segunda visita de Temer a um Estado da região Norte desde que assumiu o governo, em 12 de maio do ano passado, quando herdou o cargo de Dilma Rousseff (PT), destituída por impeachment. Ele não respondeu a perguntas da imprensa.

Para Edir Veiga, doutor em ciências políticas e professor da Universidade Federal do Pará, o aceno de Temer à Igreja, na semana do Círio de Nazaré, “quis mostrar uma agenda positiva, alegrar a Igreja nesse momento de homenagem a padroeira do Estado. É uma aposta que faz para tentar melhorar sua popularidade, que pode ter um salto caso a economia volte a crescer”.

Já Hilton Cesario Fernandes, cientista político e professor da Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo, acredita que a doação tenha mais efeito de consolidar alianças locais do que melhorar a imagem de Temer na região. “Ele só quer sobreviver politicamente e precisa se segurar para não perder poder depois do mandato. Ele precisa fortalecer essas lideranças locais. É um movimento que vai se repetir, para que depois do mandato ele não fique abandonado. A popularidade não dá mais para recuperar”.

Bolsonaro corre sozinho

Outro que buscou a multidão de Belém nesta semana foi o deputado Jair Bolsonaro, pré-candidato da direita conservadora.

No aeroporto, ele foi recebido por milhares de pessoas, como um “popstar”. Em suas falas, Bolsonaro voltou a temas recorrentes em seus discursos: pediu a prisão de Lula, prometeu o fim restrição ao porte de armas no país, fez elogios à ditadura e críticas à imprensa. Evangélico, o parlamentar falou que, caso eleito, vai respeitar todas as religiões e que admira “essa festa tão bonita que é o Círio de Nazaré”.

Pesquisa Datafolha divulgada nesta semana mostrou Bolsonaro na segunda posição em intenções de voto para presidente, com 16%. Lula vem em primeiro (36% ) e Marina Silva em terceiro (14%).

Bolsonaro não se encontrou com políticos importantes da região, como os da família Barbalho, o prefeito de Belém, Zenaldo Coutinho, ou o governador do Pará, Simão Jatene – ambos PSDB. O deputado foi recebido por seu colega Éder Mauro (PSD), ex-delegado no Pará, que foi quem bancou a visita.

O parlamentar conservador deu uma palestra na cidade – o evento acabou em confusão. Foram distribuídos 8 mil ingressos, mas o espaço só comportava mil pessoas. Do lado de fora, o público era formado principalmente por jovens e adolescentes.

Para o cientista político Edir Veiga, Bolsonaro tem grande potencial de votos entre os jovens da região Norte, “porque ele tem respostas simples para problemas complexos, como a violência. Ele acha que a melhor forma de combatê-la é matando bandido ou tornando o rito jurídico mais simples, por exemplo. A juventude alienada, que não discute politica de forma profunda, encontra nele um referencial, um super-herói”.

Já Hilton Cesario Fernandes acredita que Bolsonaro, quando viaja pelo país, está correndo praticamente sozinho nessa pré-campanha, por conta da indefinição de quais serão seus concorrentes em 2018. “Não se sabe se Lula será candidato (por conta de sua condenação por corrupção, ainda sem decisão da segunda instância). O PSDB não se definiu entre Geraldo Alckmin ou Doria. Marina Silva não está fazendo pré-campanha. Com isso, Bolsonaro está competindo sozinho e, onde ele vai, suas falas polêmicas repercutem”, diz o professor.

João Doria e os empresários

O prefeito de São Paulo, João Doria, desembarcou em Belém nesta sexta, sem a recepção calorosa de Bolsonaro. Foi recebido por empresários e ganhou o título de cidadão da capital paraense. Esse tipo de homenagem tem sido usado pelo tucano para justificar viagens país afora. Em São Paulo, há quem critique o método, dizendo que o político se ausenta da administração da cidade para compromissos não relacionados ao seu cargo de prefeito.

Doria afirma que não é “ainda” pré-candidato à Presidência. Um de seus concorrentes para ser o protagonista no PSDB é o governador Geraldo Alckmin, seu padrinho político. O prefeito defende que o nome da sigla na disputa seja escolhido por meio de prévias, no início de 2018.

Em evento com empresários, Doria fez suas tradicionais críticas ao PT e também elogios ao Pará e ao Círio de Nazaré. “Contem comigo para levantar a bandeira do Pará e do Brasil”, afirmou. Depois pediu para que os presentes cantassem o Hino Nacional e o hino do Estado. Neste sábado, o tucano participou do Círio de Nazaré em um barco da cantora Fafá de Belém, uma das maiores celebridades paraenses.

Para Hilton Cesario Fernandes, o tucano está “testando” sua imagem durante suas viagens. “Ele está tentando se colocar como uma alternativa, como um plano B caso Alckmin não seja candidato por algum motivo. O PT está fazendo a mesma coisa com o (ex-prefeito de São Paulo) Fernando Haddad”.

A visibilidade do Círio

Em 2014, a região Norte correspondeu a apenas 8% do total do colégio eleitoral brasileiro – 10,8 milhões de votos. O Sudeste ficou com a maior fatia e representou 44% (ou 62 milhões); e o Nordeste, 27% (38,3 milhões de votos).

Por conta dessa importância menor em número de votos, os postulantes à Presidência não devem priorizar a região em suas viagens de campanha. “Os candidatos costumam ir às grandes cidades dessa área, até por uma questão de logística e porque, para eles, não vale a pena chegar em cidades menores”, diz Cesario Fernandes.

Segundo ele, o Círio de Nazaré é um dos eventos que mais reúnem pessoas no país – daí sua relevância política. “É o momento de aproveitar a visibilidade do Círio, que é importante nacionalmente e localmente. A mídia está voltada para a cidade. É comum politico aparecer para tirar foto, que depois vai mostrar em propaganda, em vídeo na internet. É como aquela foto com o papa que político gosta de mostrar. Ele não tem contato efetivo nenhum com o papa nem com a cúpula católica, mas a foto representa que ele é importante”, diz o professor.

Por outro lado, o prefeito de Belém, Zenaldo Coutinho, afirmou que as presenças de Temer, Bolsonaro e Doria não têm relação com a religião. “Não dá para misturar o Círio de Nazaré com política, né? Eu não faço essa ligação. O que houve foi uma bela coincidência”, disse.