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Emprego

Oportunidade para quem precisa, ou falácia de campanha?

O governo começa a ver manifestações pontuais por emprego. É hora de acender o sinal de alerta?

“A vida não é mais que uma sucessão contínua de oportunidades para sobreviver.”

A frase acima, retirada do livro “A má hora: o veneno da madrugada”, de Gabriel García Márquez, vem ao encontro do que acontece em Parauapebas nesse momento. Eleito após pregar durante a campanha que seu governo seria o governo das oportunidades, o prefeito Darci Lermen se depara com a cobrança dos milhares de desempregados do município que esperam ansiosamente que a atual situação se modifique em Parauapebas.

Tão logo se sentou na cadeira mais macia dos Morro dos Ventos, sede do Executivo local, Darci se deparou com a peregrinação de centenas de desempregados caminhando diuturnamente em busca da oportunidade anunciada. Ele e seu staff do gabinete ficaram, várias vezes, até altas horas da madrugada atendendo pacientemente, um a um, aqueles que buscavam vagas de trabalho, ou a oportunidade.

É bom lembrar que vivemos momentos de profunda recessão na economia do país, ou melhor, já vivíamos na época da campanha eleitoral, e não será fácil arrumar oportunidades para todos os que precisam dela no município. Darci, o populista, usa a arma que mais conhece para tentar protelar a aparente paciência que os trabalhadores do município demonstram quando em contato com o gestor: a experiência acumulada após 8 anos no Morro dos Ventos e o poder de encantar os menos favorecidos com um discurso inteligente e eficaz. Darci fala ao povo o que o povo quer ouvir, e isso lhe garante a popularidade, pelo menos até que esta população desempregada e à espera de oportunidades chute o balde. E isso já vem acontecendo.

Essa semana manifestantes interditaram o acesso a prefeitura em busca de solução para o problema do táxi-lotação. Depois de um breve bate papo com a turma do gabinete e a promessa de que o assunto seria tratado em um outro momento com o prefeito, a manifestação terminou. Os manifestantes ouviram o que precisavam ouvir. Mas, se analisarmos bem a situação, a promessa do gabinete vai de encontro aos interesses de taxistas e mototaxistas, que apoiaram incondicionalmente Darci no pleito eleitoral passado. Será que o prefeito vai regularizar a situação dos interessados em trabalhar com táxi lotação à revelia dos interesses dos concorrentes?

Na parte da tarde funcionários do GAMP fizeram manifestação em frente ao Fórum Trabalhista de Parauapebas. Esses querem receber seus salários, rescisões e, claro, a garantia do emprego na Secretaria Municipal de Saúde, que doravante tocará o Hospital Geral. A prefeitura promete pagar diretamente aos funcionários assim que receber o aval da justiça. Quanto aos empregos, há um TAC assinado com o MP para que a PMP se abstenha de admitir não concursados.

Hoje pela manhã dezenas de desempregados fizeram manifestação em frente ao SINE. Houve tumulto e queima de pneus. Um representante da prefeitura foi chamado e garantiu que o governo trabalha incansavelmente em uma solução para o desemprego no município. Insiste o governo em chamar para si a responsabilidade pelo desemprego em Parauapebas, quando deveria tentar qualificar os desempregados facilitando suas contratações pela iniciativa privada.

Inconscientemente, só pode ser assim, o governo alarda aos quatro cantos que os U$70 milhões que a prefeitura busca junto ao BID para obras de macro-drenagem e a orla do Rio Parauapebas serão a solução do problema de desemprego no município. Isso tem atraído novos desempregados para o município, agravando a crise já instalada. Esse dinheiro vai demorar a sair e as obras ainda dependem de várias outras situações burocráticas para serem iniciadas.

Na prefeitura não cabe mais ninguém. Todos os cargos possíveis e imagináveis foram ocupados pelos carregadores de bandeira, sejam eles capazes ou não para ocupá-los. Resta ao prefeito nesse momento buscar junto aos grandes parceiros do governo solucionar parte dessa demanda dando oportunidades aqueles que batem à porta da PMP. São vários parceiros que já foram contemplados com contratos que superam milhões de Reais. Todos eles, claro, doadores da campanha de Darci. Ora, se a PMP fecha um contrato com a rede de Supermercados Hipersena de mais de R$10 milhões é justo que esta empresa, em contrapartida, contrate pelo menos uns cem desempregados que estão na porta do gabinete em busca de oportunidade! Assim poderia ser proposto à White Tratores, ao Rafael Saldanha Júnior, apenas para citar alguns dos privilegiados até o momento pelo atual governo. É hora de cada um dar sua parcela de contribuição!

Claro que empregar a população é meta prioritária desse governo. Mas, seria bom que ele focasse nas ações que promoverão a melhoria na educação, na saúde, na segurança… assim, quem sabe as oportunidades aparecerão,  e por consequência, contribuirão para que nossa comunidade seja um lugar com mais qualidade de vida para se morar.

Emprego

152 vagas do concurso de 2014 da Prefeitura de Parauapebas ainda não foram ocupadas

A espera das "oportunidades", sindicato reúne aprovados no concurso que aguardam a vaga

Nesta quarta-feira (11) o Sindicato dos Servidores Públicos de Parauapebas (Sinseppar) convocou os candidatos aprovados no concurso de 2014 para a Prefeitura de Parauapebas. O objetivo foi apresentar as ações que estão sendo desenvolvidas junto à nova gestão para acelerar a convocação dos candidatos e, dessa forma, ocuparem as 152 vagas que ainda estão disponíveis. O prefeito Darci Lermen esteve presente na sede do sindicato, porém não participou da reunião.

“A nossa prioridade é zerar logo essas vagas. Por isso, no primeiro dia de trabalho deste ano encaminhamos ofício para o gabinete do prefeito solicitando agendamento de reunião para tratar do assunto. Também conversamos com o responsável pelo CTRH, que nos garantiu a convocação de todos os candidatos necessários para ocupação das vagas”, informou o presidente do Sinseppar, Carlos Alessander.

Além disso, os dirigentes sindicais estão realizando reuniões com todos os gestores de pastas visando sensibilizá-los para a urgência de realizar levantamento de suas necessidades de pessoal para dessa forma contribuir com a celeridade na convocação. Apesar de todas as explicações fornecidas pelo sindicato, muitos candidatos cobraram uma ação mais energética e informaram que vão realizar movimentos paralelos para pressionar o governo quanto à convocação.

“Nós, os aprovados, temos que saber para onde vamos e quando vamos, quais ações faremos no sentido de pressionar o governo. Contaremos com o apoio do sindicato para brigar por nossos direitos? Estamos há quase dois anos nesta peleja”, disse um dos candidatos durante a reunião.

O presidente do sindicato afirmou que tem buscado o diálogo primeiramente. Porém, após o fechamento da folha de pagamento referente ao mês de janeiro irá verificar quais os cargos tiveram pessoal contratado e, caso sejam constatadas irregularidades, acionará juridicamente a Prefeitura. “O governo garantiu que contrataria apenas para os cargos não ofertados em concurso. Vamos acompanhar isso de perto”, informou Carlos Alessander.

“Eu achei interessante essa iniciativa do sindicato de nos passar todas essas informações e principalmente de lutar junto ao governo para que possamos ser convocados. Se não fosse assim, não teríamos força sozinhos. Faz a diferença ter o sindicato nesta briga. É uma mão na roda”, disse a candidata Maria Luzanir Nascimento Araújo, técnica de enfermagem, aprovada na colocação número 190 e que espera ser convocada.

O caso dos enfermeiros e técnicos de enfermagem

De acordo com Carlos Alessander, em 2015, uma Lei municipal ampliou o número de vagas nas áreas de enfermagem. Porém, depois da inauguração da UPA, do posto de saúde do bairro dos Minérios, Policlínica e Hospital Geral de Parauapebas (HGP), o total de vagas disponibilizadas por lei (110 enfermeiros e 390 técnicos de enfermagem), não foi suficiente para atender toda a demanda.

“Inauguraram novos serviços, porém se esqueceram de planejar o quantitativo de pessoal para esses novos postos de atendimento”, informou o dirigente sindical. Só no HGP são mais de 200 profissionais nas áreas de enfermagem.

Quando questionado pelos candidatos sobre a grande demanda na rede pública de saúde e o número insuficiente de vagas ofertadas na legislação municipal, Carlos Alessander informou que a ampliação de postos de trabalho só pode ocorrer mediante nova Lei. O caso da terceirização do gerenciamento do HGP também foi muito questionado.

Outra falha apontada neste caso por técnicos da área é relacionada à formatação do concurso. “Eles deveriam ter descrito no edital o direcionamento de profissionais com experiência em UTI e Hemodiálise. Não basta ser enfermeiro. É preciso ter especialização e de preferência experiência para atuar nestas áreas”, informou um profissional de enfermagem que atua na UTI do HGP.

Novos concursos e reforma administrativa

“É importante e necessário, com urgência, uma reforma administrativa da Prefeitura e do PCCR. Quando assumimos o Sinseppar haviam apenas 980 servidores concursados. Hoje são 3.800. Isso é fruto de muita luta da nossa categoria. Precisamos avançar neste sentido, até moralizar o serviço público municipal. Já conversamos com o secretário de finanças e com o gestor do Departamento de Arrecadação Municipal (DAM) e possivelmente ainda neste semestre deverá ocorrer concurso para as áreas de arrecadação”, antecipou o presidente durante a reunião.

Emprego

E a busca por empregos prometidos durante a campanha continua na Prefeitura de Parauapebas

Eleito pela promessa da oportunidade, Darci Lermen vem tendo dificuldades para agasalhar quem busca emprego na PMP

Desde o primeiro dia de trabalho da atual gestão, centenas de pessoas em busca dos empregos prometidos durante a campanha se aglomeram nos espaços do Centro Administrativo da Prefeitura, em especial no gabinete do prefeito e na Secretaria de Educação. Nesta segunda-feira (9), início da segunda semana de governo do prefeito Darci Lermen, não foi diferente e o fluxo de pessoas foi intenso. Até a primeira dama teve que ajudar a atender a multidão.

“Trabalhei de sol a sol na campanha, de domingo a domingo, eu e muitos outros companheiros. Nós merecemos uma oportunidade”, disse uma das aspirantes às vagas na Prefeitura.

Ainda pela manhã, o chefe de gabinete, Edson Luiz Bonetti, se reuniu com mais de 300 pessoas que estão à procura de empregos. “Vamos atender a todos que estão nos procurando, de forma humanizada. Porém, estamos deixando claro que somente as contratações essenciais para a prefeitura estão sendo realizadas. Além disso, o governo está trabalhando para gerar emprego e renda na cidade. Amanhã (10) teremos uma reunião com a equipe do BID – Banco  Interamericano de Desenvolvimento – para tratarmos do financiamento do projeto de Macrodrenagem e Orla do Rio Parauapebas. Estimamos que esse empreendimento vá gerar mais de três mil empregos”, adiantou o chefe de gabinete ao Blog.

O entrave do concurso público vigente

O governo deve estar enfrentando muita dificuldade para fazer contratos temporários. Isso porque existe um concurso público em vigor onde foram ofertadas vagas para 06 áreas profissionais em nível fundamental, médio e técnico, e 13 em áreas de nível superior. Legalmente nenhum profissional dessas áreas pode ser contratado antes de encerrar o prazo de validade do concurso, previsto para abril deste ano.

As áreas que foram ofertadas neste concurso são: auxiliar administrativo; técnico de enfermagem; técnico de enfermagem do trabalho; técnico de segurança no trabalho; eletricista; agente de combate a endemias; administrador; assistente social; economista; enfermeiro; enfermeiro do trabalho; engenheiro civil; engenheiro eletricista; engenheiro sanitarista; engenheiro de segurança do trabalho; médico do trabalho; nutricionista; psicólogo; e sociólogo.

GAMP
Por conta da vigência desse concurso, o governo municipal deverá permanecer com o contrato do GAMP, empresa que gerencia o Hospital Geral de Parauapebas (HGP), por pelo menos três meses, caso contrário, não terá condições de conduzir os trabalhos no hospital com o atual quadro de efetivos e terá que convocar os demais classificados no concurso. Porém, para realizar tal ato, será necessário solicitar autorização da Câmara de Vereadores.

Estrutura de cargos da Prefeitura

De acordo com os Anexos I, II e III da Lei 4.230/2002 que trata do Plano de Cargos e Salários dos servidores da Prefeitura, o executivo disponibiliza 8.922 vagas. Dentre elas os desejados cargos comissionados e de assessoria, que totalizam 1.226. Os maiores salários são pagos para os procuradores do município, cargo que só pode ser ocupado mediante concurso público. Os que ocupam essas vagas há mais tempo no município o vencimento básico é de R$ 22.412,77 (vinte e dois mil quatrocentos e doze Reais e setenta e sete centavos). Atualmente são nove procuradores no quadro.

Os cobiçados Cargos Comissionados Especiais 1 (CCE), ocupados pelos secretários de governo e titulares da Coordenadoria de Treinamento e Recursos Humanos (CTRH), Coordenadoria Municipal da Juventude (CMJ), Ouvidoria e Controladoria têm como remuneração básica para seus ocupantes, R$ 12.800,00 (doze mil e oitocentos Reais) mensais, fora demais vantagens.

O Plano de Cargos e Salário da Prefeitura é antigo. Foi criado há 15 anos e nele existem diversas distorções, tais como profissões que praticamente já não existem no mercado e discrepâncias nas remunerações. Um secretário de saúde, por exemplo, ganha o mesmo salário que o coordenador de juventude, que tem dificuldades bem menores na gestão da sua pasta, comparado ao primeiro.

Os demais cargos estabelecidos na Lei 4.230/2002 estão descritos a seguir. Cerca de quatro mil dessas vagas já estão ocupados por servidores concursados.

Nível elementar: auxiliar de serviços urbanos (280); auxiliar de manutenção (20); auxiliar de mecânica (10); auxiliar de serviços gerais (537); auxiliar operacional (30); coveiro (10); jardineiro (20); merendeiro (140); vigia (400); viveirista (140), totalizando 1.587 vagas.

Nível auxiliar: agente de combate às endemias (100); agente comunitário de saúde (399); auxiliar de cuidador social (17); eletricista (20); agente de saneamento (10); auxiliar de consultório dentário (10); auxiliar de laboratório (5); auxiliar de educação infantil (55); desenhista copista (4); mecânico (3); motorista (58); operador de ETA – Estação de Tratamento de Esgoto (10); operador de máquinas leves (10); telefonista (17); mecânico de máquinas pesadas (3); operador de máquinas pesadas (10), são 731 vagas ao todo.

Nível médio: auxiliar administrativo (1436); cuidador social (17); entrevistador social (20); instrutor de informática (6); monitor social (30); agrimensor (3); agente de fiscalização (36); desenhista projetista (5); fiscal de controle ambiental (15); fiscal de saúde pública (15); fiscal de urbanismo (25); fiscal de vigilância sanitária (15); instrutor esportivo (24); técnico administrativo 368); técnico agrícola (20); técnico de enfermagem (390); técnico de enfermagem no trabalho (4); técnico de higiene dental (10); técnico de laboratório (10); técnico de radiologia (5); técnico de agroindústria (20); técnico em contabilidade (10); técnico em edificações (5); topógrafo (5); guarda municipal (150); agente de trânsito e transporte (100); técnico em segurança do trabalho (15), somando 2.759 vagas.

Nível superior: administrador (20); advogado (10); analista ambiental (14); analista de segurança no trabalho (3); analisa de sistemas (8); antropólogo (1); arqueólogo (1); arquiteto (12); arquiteto urbanista (3); assistente social (70); auditor fiscal (10); biomédico (4); bibliotecário (2); contador (3); economista (5); enfermeiro (110); enfermeiro do trabalho (4); engenheiro civil (33); engenheiro agrônomo (5); engenheiro de segurança do trabalho; engenheiro eletricista (6); engenheiro sanitarista (5); farmacêutico-bioquímico (7); fisioterapeuta (3); fonoaudiólogo (4); historiador (1); jornalista (2); médico veterinário (9); museólogo (2); nutricionista (20); odontólogo (15); psicólogo (40); sociólogo (6); tecnólogo em saúde pública (4); zootecnista (4); médico do trabalho (4); cirurgião geral, clínico gral, pediatra, ginecologista e dermatologista (65); procurador do município (20); professor de música (10), totalizando 549 vagas.

Professor: educação infantil e anos iniciais do ensino fundamental – 1º e 2º ciclo e 1º e 2º etapa do EJA (1.270); anos finais do ensino fundamental (800).

Enquanto não consegue “agasalhar” todos os que alegam ter trabalhado na campanha, o prefeito e seus secretários vão demitindo e/ou remanejando os trabalhadores contratados pela gestão anterior. Com o país em crise e a recessão em níveis estratosféricos, a criação de novos postos de trabalho fica quase que exclusivo da PMP. Um grande dilema para Darci Lermen, que está em uma grande sinuca de bico. Se não contratar perde o crédito e a popularidade em alta que atualmente tem com a população. Se contratar indiscriminadamente, atendendo esse apelo, pode se ver em rota de colisão com o Ministério Público, que há meses anda de olho na Folha de Pagamento da prefeitura, com a qual já assinou vários Termos de Ajustamento de Conduta.

Independente da boa vontade da nova gestão, empregar todos esses que agora buscam vagas na PMP será praticamente impossível. Eleito graças ao enredo de que faria um governo de oportunidades, Darci está situação difícil e terá que usar de toda a expertise política do corpo a corpo (e nisso ele é campeão) para sair dessa situação com o mínimo de pontos perdidos. No momento, o velho jargão popular explica bem a situação de Darci: “se correr o bicho pega, se ficar o bicho come”.

Vale

Um novo olhar sobre a mineração

Jovem professor da UFRA em Parauapebas conta como vê a relação da Vale com o município

Quando Álvaro Lédo Ferreira formou-se em Engenharia de Produção pela Universidade do Estado do Pará (UEPA), decidiu seguir carreira acadêmica e mudou-se para Minas Gerais, para cursar o mestrado na mesma área de conhecimento, na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

Concluída mais essa etapa, o novo mestre voltou a Belém e logo se deparou com a possibilidade de entrar para o quadro de professores do Campus de Parauapebas da Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA), por meio de concurso público.

Aprovado, o professor Álvaro mudou de cidade, mudou de vida e mudou, também, a sua visão sobre a mineração. Ele mora em Parauapebas desde abril deste ano e garante que quer ficar por lá. “Vou à capital para visitar meus pais e amigos, mas sempre digo que bastam 15 minutos dirigindo em Belém e logo dá saudade de Parauapebas e do trânsito mais simples e organizado que tem por aqui”, conta entre risos.

O professor de apenas 26 anos não conhecia o município. “Pensava que Parauapebas era bem menor, mais simples, com menos habitantes. Mas é totalmente diferente do que eu imaginava. Quando a gente chega à cidade por Carajás, parece que o avião vai pousar nas árvores. Descer a Serra é uma visão que encanta a qualquer um”. O acesso ao aeroporto passa pela área florestal mantida pela ICMBio (Instituto Chico Mendes de Biodiversidade) com apoio da Vale.

A percepção sobre presença da Vale na região foi outra mudança de paradigma para Álvaro. “Conhecer a Vale, todo mundo conhece. Mas de uma forma superficial. Antes, quando eu pensava em mineração, tinha uma ideia de exploração e destruição. Só quando passei a morar em Parauapebas, pude entender a importância e a magnitude das operações da empresa, além de identificar todas as atividades que ela realiza para o desenvolvimento social da região, como o projeto Mulheres de Barro, por exemplo”.

Além de perceber os impactos positivos na cidade, o professor teve a oportunidade de conhecer a empresa por dentro, a partir de visitas técnicas realizadas à mina, junto com seus alunos. “Já realizei duas visitas à mina de Carajás com as turmas da UFRA, quando pudemos conhecer melhor as atividades, vimos a parte geofísica da mineração, a forma como a Vale trata seus resíduos, fomos ao centro de controle de operações e, também, aos mirantes da mina e da usina, um dos momentos mais marcantes, pois é onde você consegue ver a mineração propriamente dita. É uma experiência única! Uma foto ou um vídeo não conseguem mostrar a dimensão do que a gente vê lá”, ressalta.

Nesses oito meses em Parauapebas, o que não faltam são experiências positivas. Porém, uma das que mais impressionam o professor Álvaro é o contato direto com a natureza em suas visitas ao Parque Zoobotânico Vale. “Geralmente, os zoológicos tentam imitar uma floresta. Quando você vai ao Parque Zoobotânico, você realmente está em uma floresta, é muito diferente”. Por tudo isso, quando perguntado sobre o que Parauapebas representa para o seu dia a dia, o professor Álvaro rapidamente responde: “qualidade de vida!”. Uma sensação que, para ele, é fruto da infraestrutura da cidade e de sua característica acolhedora.

“Parauapebas não tem 30 anos e já é mais desenvolvida de que muitos outros municípios do interior do Pará, fundados há mais tempo. Com toda a certeza, a cidade não teria crescido tanto sem as operações da Vale na região. A própria presença da empresa atrai mais investimentos, pessoas e serviços. Além da questão social e cultural, Parauapebas ganhou melhor estrutura de saúde também. Sem o apoio e incentivo da Vale, isso seria muito mais difícil”, analisa.

Mulheres de Barro

Em Parauapebas, a Vale apoiou a criação e o desenvolvimento de uma cooperativa de artesãs, que produz suas peças inspiradas em artefatos de povos que habitaram a região há milhares de anos. Por meio do artesanato, as mulheres ajudam a proteger e preservar o legado cultural da região, na medida em que utilizam vestígios desse período como referência visual e histórica em suas produções.

Em sintonia com o meio ambiente

Algumas das mais importantes operações da Vale são desenvolvidos em áreas com florestas que a Vale ajuda a proteger. No Pará, há operações nas florestas nacionais de Carajás e Tapirapé-Aquiri. Em Carajás, por exemplo, as atividades ocupam apenas 3% do total de reserva. A empresa também mantém o Parque Zoobotânico Vale, onde são realizadas ações para reprodução da vida silvestre, além de atividades de educação ambiental e lazer para a comunidade.

Conheça mais esta e outras histórias de quem cresce lado a lado com a gente. Acesse vale.com/ladoalado
Pará

Qualificação combate o desemprego

Uma reunião realizada no dia 7 (sexta-feira), em Belém, com representantes do governo federal, Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), classe trabalhadora e governo estadual discutiu os desafios e ações que estão sendo e serão tomadas para frear o desemprego. O encontro contou com a presença do secretário de Relações do Trabalho, do Ministério do Trabalho, Carlos Cavalcante Lacerda.

Segundo ele, o governo federal vem transmitindo a mensagem de que o Brasil só sairá da crise com desenvolvimento regional, principalmente as regiões Norte e Nordeste. ‘’Com produtos regionais. O Pará, por exemplo, tem seu potencial no minério. A solução tem que vir daqui. É preciso investir no potencial do Estado, com qualificação profissional’’, afirmou.Em novembro, o governo federal lançará um projeto nacional de qualificação profissional e o Pará, ainda de acordo com Carlos, será beneficiado. Ele ainda não podia informar, porém, o número de profissionais que devem ser qualificados no Estado e nem quanto será investido nessa ação, porque os números ainda estão sendo fechados.

Para esse trabalho, haverá o apoio do Dieese, que deve repassar os dados por segmento econômico. ‘’Essa qualificação é primordial e achamos importantíssima a união das regiões, dos trabalhadores, dos governantes e empresários em prol disso’’, disse Carlos Lacerda.De acordo com o supervisor técnico do Dieese, Roberto Sena, entre 2012 e 2014, houve recorde de emprego, com mais de 400 mil postos de trabalho criados ao ano. Em 2015, os números começaram a cair. Esse ano, tudo leva a crer que não serão criados mais de 300 mil postos. ‘’O saldo vai ser negativo. Se chegarmos a 300 mil, estamos no lucro. Estamos admitindo menos e desligando mais. Nos últimos 12 meses, houve um saldo negativo de 50 mil postos de trabalho’’.

Sena afirma que, para voltar a ter equilíbrio no emprego, não basta abertura de vagas, mas qualificação profissional. ‘’O desemprego está generalizado. O setor da construção praticamente parou, comércio está com dificuldade. Prioritariamente, deve-se olhar os setores que mais necessitam de mão de obra, para que eles possam voltar a crescer. Entre as áreas em destaque no Estado, temos o turismo e o extrativismo, mas de maneira geral, todos os setores necessitam de atenção’’, completou.

Qualificação

Presidente da Força Sindical-PA, Ivo Borges de Freitas também participou da reunião. Ele é metalúrgico e conta que várias empresas do setor fecharam no território paraense. ‘’Nosso segmento perdeu mais de dez mil postos de trabalho. Então, essa relação com o secretário é boa para trazer a qualificação pra cá e garantir a empregabilidade. 2016 está perdido, mas estamos montando o time para 2017’’.

O Governo do Estado, por sua vez, tem a expectativa de qualificar, apenas esse ano, 3 mil trabalhadores. ‘’E vamos reforçar a qualificação no Estado com esse projeto anunciado pelo secretário Carlos Lacerda’’, destacou o secretário adjunto do Trabalho, Emprego e Renda do Estado, Everson Luiz Moraes Costa.No Pará, há em andamento o Plano Estadual de Qualificação Social e Profissional, voltado a setores como extrativa mineral, indústria da transformação, construção civil, comércio, serviços, agropecuária, turismo e empreendedorismo e economia solidária. No tal, serão 842 turmas atendendo os 144 municípios paraenses, com o objetivo de qualificar, até 2019, 16.790 trabalhadores da área urbana e rural. ‘’O Governo precisa e vem dialogando. A Amazônia precisa ser olhada não só no âmbito de quem vive dela. Nos interessa o desenvolvimento e a geração de emprego e, nesse sentido , todas as parcerias são bem-vindas’’, disse Everson.

Norte e Nordeste são considerados essenciais na retomada do desenvolvimento

Durante a reunião também foram discutidas essas novas parcerias, o fortalecimento do Sine (Sistema Nacional de Emprego) e rotina de atendimento do Sine no Estado.

Fonte: O Liberal 

Marabá

Julho/16: na região norte, o Pará foi o estado que fechou mais postos de trabalho

O emprego formal voltou a apresentar fechamento de postos de trabalho no Pará, no mês de julho de 2016. De janeiro a julho deste ano, o Estado perdeu mais de 18 mil postos de emprego formais. Os setores da construção civil, comércio e serviço foram os mais afetados. Os dados são de pesquisa divulgada nesta quinta-feira (25) pelo Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos do Pará (Dieese-PA).

No mês de julho foram feitas 21.219 admissões contra 22.750 desligamentos, gerando um saldo negativo de 1.531 postos de trabalhos, uma queda de 0,20% em relação ao mês de anterior. No mesmo período do ano passado, o Pará apresentou saldo positivo 2.364 postos de empregos.

Os setores econômicos que apresentaram as maiores perdas de empregos formais foram a Construção Civil com queda de 0,81%, seguido do setor comércio com decréscimo de 0,28% e o setor indústria de transformação que caiu 0,23%. O destaque positivo é do setor serviço de indústria de utilidade pública com crescimento de 1,08%, o setor da agropecuária com 0,42% e o setor extrativo mineral que cresceu 0,11%.

Na região norte desde janeiro, o Pará foi o estado que apresentou a maior queda na geração de empregos. Em seguida, o estado do Amazonas com saldo negativo de 672 postos de trabalhos e do Tocantins com menos 654 postos de trabalhos.

Na região do Carajás, Parauapebas se destacou em julho com a criação de 150 novas vagas de emprego enquanto Curionópolis criou três vagas. Já Marabá e Canaã dos Carajás foram os destaques negativos, o primeiro município teve 157 postos de emprego fechados e o segundo liderou o ranking negativo com 1.072 trabalhadores demitidos.

Pará

Canaã dos Carajás foi o município que mais gerou emprego com carteira assinada no Brasil nos últimos dois anos

Dados do Ministério do Trabalho no Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) apontam que alguns municípios nadam contra a maré da baixa geração de emprego no país. De 2014 até junho de 2016, Canaã dos Carajás, no Pará, desponta como a cidade que mais abriu vagas com carteira assinada – o saldo de contratações foi de 5,1 mil.

Ponto fora da curva em relação às demais, o resultado da cidade de apenas 33,6 mil habitantes se deu principalmente pelo desempenho no setor de construção civil, responsável por 82% das vagas formais criadas no período.

Um projeto bilionário da Vale, considerado o maior empreendimento da história da mineradora, também responde pelo saldo positivo. A operação do S11D, que implantará um complexo minerário em Canaã dos Carajás, alcançou a marca de 12,6 mil empregados trabalhando no pico das obras, em 2015. Na fase atual, o projeto está gerando 2 mil empregos permanentes.

Desde 2014, quando a economia brasileira esfriou e o país passou a trilhar um caminho de desempenho fraco, mais de 1,5 milhão de pessoas perderam seus empregos.(Exame)

S11D

Projeto inovador da Vale abre vaga para profissionais especializados

São cerca de 180 vagas para engenheiros e técnicos

Engenheiros, geólogos e técnicos especializados têm uma grande oportunidade de participar da história do setor mineral brasileiro e contribuir para o desenvolvimento socioeconômico da região amazônica. A Vale está oferecendo cerca de 180 vagas para o Projeto S11D, que introduzirá tecnologias inovadoras na produção de minério de ferro no Brasil. As inscrições podem ser feitas pelo site www.vale.com/oportunidades .

Projeto S11D da Vale

“Oferecemos a oportunidade de participar de um projeto inovador para o segmento de mineração”, explica o diretor de Operação do S11D, Josimar Pires. “Estamos aplicando no S11D inovações tecnológicas como o uso de correias transportadoras na mina em substituição a caminhões de grande porte e o processamento de minério de ferro a umidade natural. Além disso, deixaremos um legado que contribuirá para o desenvolvimento sustentável do sudeste do Pará”. 

Para concorrer às vagas, é preciso ter qualificação e experiência na área, além de disponibilidade para morar em Canaã dos Carajás (PA). A lista completa das oportunidades disponíveis está no site www.vale.com/oportunidades

O início da operação do S11D está previsto para o segundo semestre.

Projeto Ferro Carajás S11D

Localizado no município de Canaã dos Carajás, no sudeste do Pará, o S11D é o maior projeto de minério de ferro da história da Vale e um dos maiores investimentos privados no Brasil nesta década. Em cenário desafiador pelo qual passa o mercado mundial de minério de ferro, o projeto vem favorecer a manutenção da competividade brasileira no mercado de mineração. Seu produto irá complementar a produção de Carajás, oferecendo um minério de alto teor de ferro com excelente qualidade. As obras da mina e usina estão 80% concluídas

O S11D é também referência em termos ambientais.  Entre as principais soluções tecnológicas está a adoção do sistema truckless, um conjunto de estruturas composto por escavadeiras e britadores móveis interligados por correias transportadoras, que vem substituir os caminhões fora de estrada, reduzindo em 70% do consumo de diesel em relação a uma mina de mesmo porte.

O uso de correias transportadoras permitirá também uma redução anual de, no mínimo, 50% das emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE). A tecnologia permitiu ainda a construção da usina de processamento em uma região de pastagem, fora da área de floresta.  A usina foi projetada para operar a umidade natural, ou seja, sem a geração de rejeitos e sem barragens e ainda permitindo reduzir em 93% o consumo de água, o equivalente ao abastecimento de uma cidade de 400 mil habitantes.

Para saber mais sobre as inovações tecnológicas do Projeto S11D, clique aqui .