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Turismo

Parauapebas e o seu potencial turístico!

A Secretaria de Estado de Turismo do Pará (Setur) vai percorrer, entre os dias 27 e 29 deste mês, hotéis, bares, restaurantes e outros estabelecimentos de Parauapebas para o cadastramento

Já faz algum tempo que se discute a necessidade do desenvolvimento de alternativas econômicas para que o município de Parauapebas deixe de depender tanto da mineração. Por conta das belezas e riquezas naturais da região de Carajás, o turismo tem sido apontado como um dos segmentos viáveis dentre essas possíveis alternativas. No entanto, esse potencial vem sendo explorado timidamente com o passar dos anos.

Há alguns anos nem a população da cidade tinha acesso à Serra dos Carajás, isso só mudou em 16 de junho de 2006, a partir de um convênio firmado entre a Prefeitura de Parauapebas e o IBAMA, que criou o Programa de Uso Público da Floresta Nacional (FLONA) de Carajás. Antes disso só poderia subir a serra para visitar o Zoológico, por exemplo, quem tivesse autorização da Vale ou de um dos seus funcionários residentes no Núcleo.

Esta foi a primeira iniciativa que possibilitou aos moradores de Parauapebas conhecerem um pouco das belezas naturais de Carajás, um momento embrionário para o desenvolvimento do turismo nesta região que, além de toda a riqueza mineral, conta também com um enorme potencial turístico a ser explorado com suas cachoeiras, grutas, cavernas, vegetação endêmica e floresta nativa.

Educação ambiental e Ecoturismo

Ainda em 2006 o Centro de Educação Ambiental de Parauapebas (CEAP), criado em 2005 a partir de uma parceria entre as secretarias municipais de Meio Ambiente e de Educação, a Universidade Federal do Pará (UFPA) e o ICMbio, iniciou o Programa Jovem Ambientalista, formado por alunos da rede pública estadual.

Mapeamento de monumentos ambientais, abertura de trilhas ecológicas para a prática de Educação Ambiental e sinalização ambiental da FLONA Carajás faziam parte das atividades desenvolvidas pela equipe e alunos do Programa Jovem Ambientalista. Outros programas também foram desenvolvidos pelo CEAP, sempre com o foco de Educação Ambiental.

O Ecoturismo, atividade turística que se desenvolve sem alterar o equilíbrio do meio ambiente, começou a ser desenvolvido a partir da criação da Cooperativa de Ecoturismo da Região de Carajás (Cooperture). “O ICMbio apoia a Cooperture, que desenvolve há cinco anos o Ecoturismo dentro da Floresta Nacional de Carajás, devidamente autorizada pelo órgão. Também estamos apoiando o ordenamento de uma nova Cooperativa, no Cedere I, para a exploração do ecoturismo no Parque Nacional dos Ferruginosos”, afirmou o Chefe Substituto da Flona Carajás, Marcel Regis.

Outros pontos para o turismo

Em setembro do ano passado a Secretaria Municipal de Desenvolvimento (Seden) realizou uma Audiência Pública para apresentar a metodologia de elaboração do Plano Municipal do Turismo. Uma empresa especializada foi contratada para realizar o mapeamento os pontos em potencial na cidade e conseguiu apontar cerca de 30 locais com boas possibilidades para o desenvolvimento do turismo.

Tem empreendedor também antenado no potencial desse segmento. A proprietária da Estância Águas de Maria, localizada perto da Vila Sanção, construiu uma estrutura só para receber familiares e amigos, só que o local ficou tão bom que gerou o interesse de outras pessoas. “Fiquei impressionada com a procura pelo meu espaço e aí decidi investir”, relata a proprietária do espaço, informando que construiu chalés para melhor receber o público. A entrada ao local custa R$10 e o aluguel do chalé para até seis pessoas fica R$ 250 por final de semana. O espaço conta com restaurante e também a opção de camping.

Outro lugar belíssimo é a chamada Cachoeira do Tapete Verde, localizada na área com esse mesmo nome, na zona rural de Parauapebas. A queda d’água, a pedreira e a mata fechada encantam os visitantes. Antes da cachoeira a água é rasa, ideal para crianças brincarem. O problema é que o espaço não é cuidado e as pessoas que passeiam por lá acabam deixando lixo e muita bagunça no local.

Incentivo do poder público municipal

De acordo com o coordenador de turismo da Prefeitura de Parauapebas, Alexandre Marcos Gonçalves dos Santos, o poder municipal tem focado em ações estruturais neste primeiro momento para fomentar o turismo na cidade. “Nesses primeiros meses de trabalho reativamos o Conselho do turismo; fizemos a renovação de Parauapebas no mapa turístico do Brasil, fomos classificados na categoria B, inclusive, o que indica boas possibilidades de potencial para investimentos por parte do governo federal; cadastramos junto ao Ministério do Turismo 10 propostas de projetos a serem desenvolvidos em nossa cidade com o objetivo de captar recursos, dentre eles a Construção do Centro do Turista e de um Centro de Convenções, a revitalização da Praça da Bíblia, a estruturação de uma nova Rodoviária e os eventos culturais como o nosso Festival de Música (Fempa)”, elencou o coordenador.

Outra ação destacada pelo coordenador é a realização do Cadastur, pela equipe da Secretaria de Estado de Turismo do Pará (Setur), que vai percorrer, entre os dias 27 e 29 deste mês, hotéis, bares, restaurantes e outros estabelecimentos de Parauapebas para o cadastramento previsto na Lei Federal nº 11.771/08, que dispõe sobre a Política Nacional de Turismo.

O cadastramento é obrigatório, precisa ser feito a cada dois anos e vai servir para orientar e informar a prefeitura sobre a situação do atendimento turístico em Parauapebas. “O que nós sabemos é que apenas um estabelecimento tem selo de qualidade no turismo aqui no município e precisamos mudar isso”, diz Isaías de Queiroz, titular da Secretaria Municipal de Desenvolvimento (Seden), uma das pastas responsáveis em alavancar o turismo em Parauapebas.

O momento econômico do País não anima investimentos no setor, mas Isaías de Queiroz considera que é preciso começar a dar passos importantes e preparar Parauapebas para ser polo de turismo no Pará. “Potencial nós temos e muito grande. Só precisamos saber investir e como investir”, frisa o secretário.

City Tour Parauapebas

“Para atrairmos turistas de fora temos que primeiro fazer com que nossa população conheça essas riquezas naturais da nossa região. Por isso, iniciamos o projeto City Tour. Levamos o prefeito, vereadores e outras autoridades para conhecer um pouco do nosso potencial turístico em Carajás, depois vamos levar empresários e em seguida faremos uma programação para que moradores de cada bairro de Parauapebas tenha a oportunidade de fazer esse visita especial”, afirmou o secretário de desenvolvimento. (Com informações da Ascom PMP, Blog da Semma e Blog do CEAP).

418 jovens formados em Canaã são contratados no S11D

A turma de capacitação começou há dois anos e fez parte dos programas ofertados pela Vale voltados para a formação de mão de obra local para atividades na mina, usina e manutenção.

O total de 418 jovens capacitados em Canaã pelo programa de trainees de nível médio e técnico acaba de ser efetivado pela Vale para trabalhar no Complexo S11D Eliezer Batista. Entre eles, Romildo Queiroz da Silva, 20 anos, morador da Vila Planalto, zona rural da cidade, é uma das mais novas contratações da unidade de mineração de ferro, que entrou em operação no município em dezembro do ano passado.

A turma de capacitação começou há dois anos e fez parte dos programas ofertados pela Vale voltados para a formação de mão de obra local para atividades na mina, usina e manutenção. A oportunidade de contratação veio com a abertura de vagas e após avaliação da competência demonstrada pelos alunos nas fases teórica e prática.

Entrevistado ainda na primeira aula da turma, Romildo disse que iria se empenhar e que para o futuro desejava fazer o curso e crescer junto com a empresa. O esforço valeu a pena. Após cerca de dois anos de treinamento, ele foi contratado como laboratorista e comemora a contratação. “Para mim representa um desafio vencido, me dediquei, sinto felicidade e meus pais também de ver seu filho crescer na vida na região”, revela Romildo.

Além dos programas de formação profissional, um conjunto de iniciativas foi executado pela Vale, por meio do Complexo S11D em Canaã, em apoio ao desenvolvimento do município, como construção de escolas.  “Esta ação demonstra mais uma vez nosso compromisso com o crescimento da cidade, por meio das obras realizadas e da nossa contribuição na capacitação de profissionais para iniciarem suas atividades com maior competividade, na geração de trabalho e renda e no aumento na arrecadação municipal”, conclui o Diretor de Operações Ferros Serra Sul, Josimar Pires.

Portas de Entrada

A Vale desenvolve programas chamados Porta de Entrada. O objetivo é desenvolver  mão de obra qualificada por meio do acesso ao ensino. O Programa de Formação Profissional (PFP trainees) é um dos principais, para preenchimento das posições operacionais e técnicas da Vale e é voltado para a formação de jovens, com no mínimo 18 anos, moradores de comunidades próximas às áreas onde a Vale atua.

Na formação teórica, o trainee tem vínculo com a instituição de ensino, no caso o parceiro é o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai). Na prática, cuja duração máxima é um ano, ele possuí um contrato com a empresa.  A preparação poder ser operacional ou técnica, para jovens com  ensino médio completo ou ensino técnico completo, respectivamente.

Comércio

Ainda é viável investir em Parauapebas? O Sebrae responde.

É necessário que o empresário se prepare bem para conseguir entregar um produto ou serviço com diferenciação, seja no preço ou na qualidade, diz diretor do Sebrae em Parauapebas

O fluxo de abertura e fechamento de empresas sempre foi intenso em Parauapebas, de acordo com o gerente da agência do Sebrae na cidade, Raimundo Nonato de Oliveira. Mas, parece que com o aumento do desemprego e a escassez de oferta de vagas de trabalho em Parauapebas, tem crescido o movimento de abertura de novos negócios, principalmente no ramo de alimentação e desenvolvidos na informalidade.

O volume de demissões tem só aumentado. Em janeiro desse ano pelo menos 1.531 pessoas foram demitidas contra 1.036 contratações, o que resulta em um saldo negativo de 495 postos de trabalho, conforme os dados do Caged – Cadastro Geral de Empregados e Desempregados, do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). Ainda assim, até o início deste ano, Parauapebas contava com cerca de 40 mil empregos formais, o que representa um mercado consumidor potencial.

“Há um sentimento claro de que a procura por registro do Microempreendedor Individual (MEI) se intensificou nos últimos anos. Creio que há uma relação direta com o desemprego. São pessoas que pegaram um dinheiro e decidiram investir em um negócio. Também temos observado uma procura considerável por informações a respeito do agronegócio”, afirmou o gerente do Sebrae. Atualmente Parauapebas conta com 5.234 empresas cadastradas como MEI, e de acordo com o site empresômetro são 15.171 empresas formais instaladas no município.

“Antes da crise, o mercado em Parauapebas era predominantemente comprador. Quem teve dinheiro nesse período para investir e produzir teve ótimo lucro. A realidade hoje é bem diferente, temos um equilíbrio na oferta e procura. É necessário que o empresário se prepare bem para conseguir entregar um produto ou serviço com diferenciação, seja no preço ou na qualidade. É preciso também investir em atendimento”, afirma Raimundo Nonato.

Ainda é viável investir no município?

“Claro que sim! Porém, é preciso estar preparado, não dá mais para se lançar no mercado sem o conhecê-lo e sem definir uma boa estratégia. É preciso ter um plano de negócio bem estruturado e trabalhar para ser competitivo”, reforçou Raimundo Nonato, acrescentando que um grupo de empresários antigos da cidade tem reclamado muito diante das dificuldades enfrentadas para vender como antes. Já os empresários de fora, que chegam na cidade, acham que “aqui é o paraíso”.

“O empresário de fora chega com essa referência de competitividade, de tirar leite de pedra, e então consegue enxergar oportunidades de investimentos e negócios. Parauapebas é viável, tem um grande mercado consumidor e com dinheiro. Em alguns segmentos houve um equilíbrio entre oferta e procura, em outros um desequilíbrio, como no caso do setor imobiliário e de materiais de construção, o mercado saturou e quem não estava preparado teve que sair. Quando não se está em crise, o mercado esconde pontos desfavoráveis do negócio, em tempos de crise é preciso ser competitivo”, afirma o gerente do Sebrae.

No segundo semestre de 2016 o Sebrae realizou uma pesquisa nos principais municípios do Pará para identificar os segmentos mais promissores, tendo como base o comportamento dos consumidores, empresários locais e visitantes. De acordo com a pesquisa, os segmentos com maior índice de oportunidade em Parauapebas são: academias de ginástica; agência de turismo e viagens; cyber café; empresa de vigilância; curso de língua estrangeira; curso preparatório para concurso; curso profissionalizante; restaurante; transporte escolar.

No caso das academias de ginástica, por exemplo, de acordo com a pesquisa são 42 empresas na cidade, dividindo o total de habitantes pela quantidade de empresas dá um total de 4.522 pessoas para cada academia. O percentual de consumo desse serviço é bom e mais de 70% dos entrevistados na pesquisa tem interesse nele.

A pesquisa também realizou avaliação de satisfação de serviços, e nesse quesito, as 10 casas lotéricas da cidade foram muito mal avaliadas, pelo menos 32,1% das pessoas atendidas nesses locais reclamam de insatisfação no atendimento. Um dos segmentos que tem grande número de estabelecimentos é o de comércio de água mineral e bebidas, são 311 no total, já curso preparatório para concurso são apenas três na cidade.

Emprego

Em Parauapebas, funcionários do GAMP recebem salários atrasados e verbas rescisórias, mas estão preocupados com as contratações

Alguns pagamentos não foram realizados com sucesso e a Prefeitura esclareceu a situação por meio de nota

A Prefeitura de Parauapebas se antecipou e resolveu pagar todos os valores pendentes para os funcionários do GAMP no Hospital Geral de Parauapebas. Havia um acordo firmado junto à Justiça do Trabalho, com respaldo do Tribunal de Contas do Município (TCM), que estabelecia o prazo para conclusão dos pagamentos até dia três de abril. A maior parte dos funcionários recebeu ainda na semana passada. A notícia veio por meio por intermédio de um vídeo gravado pelo gestor municipal demonstrando a importância dada à situação.

Alguns pagamentos não foram realizados com sucesso e a Prefeitura esclareceu a situação por meio da seguinte nota: “A Secretaria Municipal de Saúde informa que o valor dos pagamentos dos funcionários citados foi depositado na última semana. No entanto, por se tratarem de contas poupanças, o valor foi estornado devido à limitação desse tipo de conta. Uma nova tentativa de pagamento será feita, desta vez, por meio de cheques”.

O recebimento foi muito comemorado pelos funcionários, que estavam há meses sem receber. A prefeitura efetivou primeiro o pagamento do salário de janeiro e no segundo momento pagou o 13° salário e os salários de dezembro e fevereiro, assim como as verbas rescisórias. Os respectivos valores eram de responsabilidade do GAMP, empresa que gerenciava até então o Hospital Geral de Parauapebas (HGP), porém eles alegavam não ter recursos para pagar os funcionários em função de falta de repasse por parte da Prefeitura. A gestão municipal, por sua vez, questionava a prestação de contas e o montante alegado pela empresa como crédito junto ao município.

Apesar da alegria em receber seus salários atrasados, uma das profissionais que atuava na equipe de enfermagem do HGP fez os seguintes questionamentos ao Blog: “Mas desde já  questiono sobre esses 246 funcionários desempregados, o que irão fazer? Desativaram o 3º andar do HGP, juntando clínica médica com cirúrgica. Nesta última tinha 35 leitos e agora foram reduzidos para 20 por causa da demissão dos funcionários. O Pronto Socorro (PS) tá bombando, pois não há vagas para internação, o povo tá internado no PS sentado. Me pergunto como ficará a situação de senhoras que dedicaram 17, 18 anos da vida naquele hospital. Acredito que elas, mais do que justo, deveriam ser efetivadas. Quem vai contratar esse povo com mais de 50 anos de idade? É lamentável”, relatou a profissional.

Sobre o contrato do GAMP, a empresa informa que não houve nem cancelamento e nem rescisão do contrato, e sim uma suspensão por parte do TCM para que as prestações de contas sejam avaliadas no prazo de 30 dias. O referido contratado foi firmado pela gestão passada e deve encerrar no final de agosto deste ano. Uma equipe de profissionais da empresa continua dentro do HGP.

Profissionais que atuarão no HGP

O secretário de saúde, o médico Francisco Cordeiro informou durante coletiva de imprensa realizada dia 24 de fevereiro sobre a situação do pagamento dos funcionários, que na semana seguinte faria convocação dos aprovados no concurso para dar início ao processo de substituição dos profissionais. Porém, tal convocação ainda não foi efetivada. A convocação é necessária para completar o quadro funcional, já que a Prefeitura não pode realizar contratação para vagas ofertadas no último concurso, que tem vigência até dia 17 de abril. O Blog solicitou informações específicas sobre o assunto para a Assessoria de Comunicação da Prefeitura mas não obteve retorno.

“Hoje, junto com o Conselho, a gente realizou visitas em alguns postos de saúde em Parauapebas e contatamos que muitos profissionais estão realizando horas extras demasiadamente e se sobrecarregando. Tem gente que está dormindo na UPA, no Hospital, e não está nem indo em casa. Tem gente que está trabalhando mais de 3 horas direto. Isso é desumano. Isso dá a entender que a gestão não quer chamar logo o pessoal do concurso, mesmo precisando. Amanhã realizaremos uma manifestação em frente ao gabinete do executivo no intuito de cobrar celeridade na convocação”, disse Fabilson Barros, presidente da comissão que representa os aprovados no concurso da Prefeitura.

Emprego

Oportunidade para quem precisa, ou falácia de campanha?

O governo começa a ver manifestações pontuais por emprego. É hora de acender o sinal de alerta?

“A vida não é mais que uma sucessão contínua de oportunidades para sobreviver.”

A frase acima, retirada do livro “A má hora: o veneno da madrugada”, de Gabriel García Márquez, vem ao encontro do que acontece em Parauapebas nesse momento. Eleito após pregar durante a campanha que seu governo seria o governo das oportunidades, o prefeito Darci Lermen se depara com a cobrança dos milhares de desempregados do município que esperam ansiosamente que a atual situação se modifique em Parauapebas.

Tão logo se sentou na cadeira mais macia dos Morro dos Ventos, sede do Executivo local, Darci se deparou com a peregrinação de centenas de desempregados caminhando diuturnamente em busca da oportunidade anunciada. Ele e seu staff do gabinete ficaram, várias vezes, até altas horas da madrugada atendendo pacientemente, um a um, aqueles que buscavam vagas de trabalho, ou a oportunidade.

É bom lembrar que vivemos momentos de profunda recessão na economia do país, ou melhor, já vivíamos na época da campanha eleitoral, e não será fácil arrumar oportunidades para todos os que precisam dela no município. Darci, o populista, usa a arma que mais conhece para tentar protelar a aparente paciência que os trabalhadores do município demonstram quando em contato com o gestor: a experiência acumulada após 8 anos no Morro dos Ventos e o poder de encantar os menos favorecidos com um discurso inteligente e eficaz. Darci fala ao povo o que o povo quer ouvir, e isso lhe garante a popularidade, pelo menos até que esta população desempregada e à espera de oportunidades chute o balde. E isso já vem acontecendo.

Essa semana manifestantes interditaram o acesso a prefeitura em busca de solução para o problema do táxi-lotação. Depois de um breve bate papo com a turma do gabinete e a promessa de que o assunto seria tratado em um outro momento com o prefeito, a manifestação terminou. Os manifestantes ouviram o que precisavam ouvir. Mas, se analisarmos bem a situação, a promessa do gabinete vai de encontro aos interesses de taxistas e mototaxistas, que apoiaram incondicionalmente Darci no pleito eleitoral passado. Será que o prefeito vai regularizar a situação dos interessados em trabalhar com táxi lotação à revelia dos interesses dos concorrentes?

Na parte da tarde funcionários do GAMP fizeram manifestação em frente ao Fórum Trabalhista de Parauapebas. Esses querem receber seus salários, rescisões e, claro, a garantia do emprego na Secretaria Municipal de Saúde, que doravante tocará o Hospital Geral. A prefeitura promete pagar diretamente aos funcionários assim que receber o aval da justiça. Quanto aos empregos, há um TAC assinado com o MP para que a PMP se abstenha de admitir não concursados.

Hoje pela manhã dezenas de desempregados fizeram manifestação em frente ao SINE. Houve tumulto e queima de pneus. Um representante da prefeitura foi chamado e garantiu que o governo trabalha incansavelmente em uma solução para o desemprego no município. Insiste o governo em chamar para si a responsabilidade pelo desemprego em Parauapebas, quando deveria tentar qualificar os desempregados facilitando suas contratações pela iniciativa privada.

Inconscientemente, só pode ser assim, o governo alarda aos quatro cantos que os U$70 milhões que a prefeitura busca junto ao BID para obras de macro-drenagem e a orla do Rio Parauapebas serão a solução do problema de desemprego no município. Isso tem atraído novos desempregados para o município, agravando a crise já instalada. Esse dinheiro vai demorar a sair e as obras ainda dependem de várias outras situações burocráticas para serem iniciadas.

Na prefeitura não cabe mais ninguém. Todos os cargos possíveis e imagináveis foram ocupados pelos carregadores de bandeira, sejam eles capazes ou não para ocupá-los. Resta ao prefeito nesse momento buscar junto aos grandes parceiros do governo solucionar parte dessa demanda dando oportunidades aqueles que batem à porta da PMP. São vários parceiros que já foram contemplados com contratos que superam milhões de Reais. Todos eles, claro, doadores da campanha de Darci. Ora, se a PMP fecha um contrato com a rede de Supermercados Hipersena de mais de R$10 milhões é justo que esta empresa, em contrapartida, contrate pelo menos uns cem desempregados que estão na porta do gabinete em busca de oportunidade! Assim poderia ser proposto à White Tratores, ao Rafael Saldanha Júnior, apenas para citar alguns dos privilegiados até o momento pelo atual governo. É hora de cada um dar sua parcela de contribuição!

Claro que empregar a população é meta prioritária desse governo. Mas, seria bom que ele focasse nas ações que promoverão a melhoria na educação, na saúde, na segurança… assim, quem sabe as oportunidades aparecerão,  e por consequência, contribuirão para que nossa comunidade seja um lugar com mais qualidade de vida para se morar.

Emprego

152 vagas do concurso de 2014 da Prefeitura de Parauapebas ainda não foram ocupadas

A espera das "oportunidades", sindicato reúne aprovados no concurso que aguardam a vaga

Nesta quarta-feira (11) o Sindicato dos Servidores Públicos de Parauapebas (Sinseppar) convocou os candidatos aprovados no concurso de 2014 para a Prefeitura de Parauapebas. O objetivo foi apresentar as ações que estão sendo desenvolvidas junto à nova gestão para acelerar a convocação dos candidatos e, dessa forma, ocuparem as 152 vagas que ainda estão disponíveis. O prefeito Darci Lermen esteve presente na sede do sindicato, porém não participou da reunião.

“A nossa prioridade é zerar logo essas vagas. Por isso, no primeiro dia de trabalho deste ano encaminhamos ofício para o gabinete do prefeito solicitando agendamento de reunião para tratar do assunto. Também conversamos com o responsável pelo CTRH, que nos garantiu a convocação de todos os candidatos necessários para ocupação das vagas”, informou o presidente do Sinseppar, Carlos Alessander.

Além disso, os dirigentes sindicais estão realizando reuniões com todos os gestores de pastas visando sensibilizá-los para a urgência de realizar levantamento de suas necessidades de pessoal para dessa forma contribuir com a celeridade na convocação. Apesar de todas as explicações fornecidas pelo sindicato, muitos candidatos cobraram uma ação mais energética e informaram que vão realizar movimentos paralelos para pressionar o governo quanto à convocação.

“Nós, os aprovados, temos que saber para onde vamos e quando vamos, quais ações faremos no sentido de pressionar o governo. Contaremos com o apoio do sindicato para brigar por nossos direitos? Estamos há quase dois anos nesta peleja”, disse um dos candidatos durante a reunião.

O presidente do sindicato afirmou que tem buscado o diálogo primeiramente. Porém, após o fechamento da folha de pagamento referente ao mês de janeiro irá verificar quais os cargos tiveram pessoal contratado e, caso sejam constatadas irregularidades, acionará juridicamente a Prefeitura. “O governo garantiu que contrataria apenas para os cargos não ofertados em concurso. Vamos acompanhar isso de perto”, informou Carlos Alessander.

“Eu achei interessante essa iniciativa do sindicato de nos passar todas essas informações e principalmente de lutar junto ao governo para que possamos ser convocados. Se não fosse assim, não teríamos força sozinhos. Faz a diferença ter o sindicato nesta briga. É uma mão na roda”, disse a candidata Maria Luzanir Nascimento Araújo, técnica de enfermagem, aprovada na colocação número 190 e que espera ser convocada.

O caso dos enfermeiros e técnicos de enfermagem

De acordo com Carlos Alessander, em 2015, uma Lei municipal ampliou o número de vagas nas áreas de enfermagem. Porém, depois da inauguração da UPA, do posto de saúde do bairro dos Minérios, Policlínica e Hospital Geral de Parauapebas (HGP), o total de vagas disponibilizadas por lei (110 enfermeiros e 390 técnicos de enfermagem), não foi suficiente para atender toda a demanda.

“Inauguraram novos serviços, porém se esqueceram de planejar o quantitativo de pessoal para esses novos postos de atendimento”, informou o dirigente sindical. Só no HGP são mais de 200 profissionais nas áreas de enfermagem.

Quando questionado pelos candidatos sobre a grande demanda na rede pública de saúde e o número insuficiente de vagas ofertadas na legislação municipal, Carlos Alessander informou que a ampliação de postos de trabalho só pode ocorrer mediante nova Lei. O caso da terceirização do gerenciamento do HGP também foi muito questionado.

Outra falha apontada neste caso por técnicos da área é relacionada à formatação do concurso. “Eles deveriam ter descrito no edital o direcionamento de profissionais com experiência em UTI e Hemodiálise. Não basta ser enfermeiro. É preciso ter especialização e de preferência experiência para atuar nestas áreas”, informou um profissional de enfermagem que atua na UTI do HGP.

Novos concursos e reforma administrativa

“É importante e necessário, com urgência, uma reforma administrativa da Prefeitura e do PCCR. Quando assumimos o Sinseppar haviam apenas 980 servidores concursados. Hoje são 3.800. Isso é fruto de muita luta da nossa categoria. Precisamos avançar neste sentido, até moralizar o serviço público municipal. Já conversamos com o secretário de finanças e com o gestor do Departamento de Arrecadação Municipal (DAM) e possivelmente ainda neste semestre deverá ocorrer concurso para as áreas de arrecadação”, antecipou o presidente durante a reunião.

Emprego

E a busca por empregos prometidos durante a campanha continua na Prefeitura de Parauapebas

Eleito pela promessa da oportunidade, Darci Lermen vem tendo dificuldades para agasalhar quem busca emprego na PMP

Desde o primeiro dia de trabalho da atual gestão, centenas de pessoas em busca dos empregos prometidos durante a campanha se aglomeram nos espaços do Centro Administrativo da Prefeitura, em especial no gabinete do prefeito e na Secretaria de Educação. Nesta segunda-feira (9), início da segunda semana de governo do prefeito Darci Lermen, não foi diferente e o fluxo de pessoas foi intenso. Até a primeira dama teve que ajudar a atender a multidão.

“Trabalhei de sol a sol na campanha, de domingo a domingo, eu e muitos outros companheiros. Nós merecemos uma oportunidade”, disse uma das aspirantes às vagas na Prefeitura.

Ainda pela manhã, o chefe de gabinete, Edson Luiz Bonetti, se reuniu com mais de 300 pessoas que estão à procura de empregos. “Vamos atender a todos que estão nos procurando, de forma humanizada. Porém, estamos deixando claro que somente as contratações essenciais para a prefeitura estão sendo realizadas. Além disso, o governo está trabalhando para gerar emprego e renda na cidade. Amanhã (10) teremos uma reunião com a equipe do BID – Banco  Interamericano de Desenvolvimento – para tratarmos do financiamento do projeto de Macrodrenagem e Orla do Rio Parauapebas. Estimamos que esse empreendimento vá gerar mais de três mil empregos”, adiantou o chefe de gabinete ao Blog.

O entrave do concurso público vigente

O governo deve estar enfrentando muita dificuldade para fazer contratos temporários. Isso porque existe um concurso público em vigor onde foram ofertadas vagas para 06 áreas profissionais em nível fundamental, médio e técnico, e 13 em áreas de nível superior. Legalmente nenhum profissional dessas áreas pode ser contratado antes de encerrar o prazo de validade do concurso, previsto para abril deste ano.

As áreas que foram ofertadas neste concurso são: auxiliar administrativo; técnico de enfermagem; técnico de enfermagem do trabalho; técnico de segurança no trabalho; eletricista; agente de combate a endemias; administrador; assistente social; economista; enfermeiro; enfermeiro do trabalho; engenheiro civil; engenheiro eletricista; engenheiro sanitarista; engenheiro de segurança do trabalho; médico do trabalho; nutricionista; psicólogo; e sociólogo.

GAMP
Por conta da vigência desse concurso, o governo municipal deverá permanecer com o contrato do GAMP, empresa que gerencia o Hospital Geral de Parauapebas (HGP), por pelo menos três meses, caso contrário, não terá condições de conduzir os trabalhos no hospital com o atual quadro de efetivos e terá que convocar os demais classificados no concurso. Porém, para realizar tal ato, será necessário solicitar autorização da Câmara de Vereadores.

Estrutura de cargos da Prefeitura

De acordo com os Anexos I, II e III da Lei 4.230/2002 que trata do Plano de Cargos e Salários dos servidores da Prefeitura, o executivo disponibiliza 8.922 vagas. Dentre elas os desejados cargos comissionados e de assessoria, que totalizam 1.226. Os maiores salários são pagos para os procuradores do município, cargo que só pode ser ocupado mediante concurso público. Os que ocupam essas vagas há mais tempo no município o vencimento básico é de R$ 22.412,77 (vinte e dois mil quatrocentos e doze Reais e setenta e sete centavos). Atualmente são nove procuradores no quadro.

Os cobiçados Cargos Comissionados Especiais 1 (CCE), ocupados pelos secretários de governo e titulares da Coordenadoria de Treinamento e Recursos Humanos (CTRH), Coordenadoria Municipal da Juventude (CMJ), Ouvidoria e Controladoria têm como remuneração básica para seus ocupantes, R$ 12.800,00 (doze mil e oitocentos Reais) mensais, fora demais vantagens.

O Plano de Cargos e Salário da Prefeitura é antigo. Foi criado há 15 anos e nele existem diversas distorções, tais como profissões que praticamente já não existem no mercado e discrepâncias nas remunerações. Um secretário de saúde, por exemplo, ganha o mesmo salário que o coordenador de juventude, que tem dificuldades bem menores na gestão da sua pasta, comparado ao primeiro.

Os demais cargos estabelecidos na Lei 4.230/2002 estão descritos a seguir. Cerca de quatro mil dessas vagas já estão ocupados por servidores concursados.

Nível elementar: auxiliar de serviços urbanos (280); auxiliar de manutenção (20); auxiliar de mecânica (10); auxiliar de serviços gerais (537); auxiliar operacional (30); coveiro (10); jardineiro (20); merendeiro (140); vigia (400); viveirista (140), totalizando 1.587 vagas.

Nível auxiliar: agente de combate às endemias (100); agente comunitário de saúde (399); auxiliar de cuidador social (17); eletricista (20); agente de saneamento (10); auxiliar de consultório dentário (10); auxiliar de laboratório (5); auxiliar de educação infantil (55); desenhista copista (4); mecânico (3); motorista (58); operador de ETA – Estação de Tratamento de Esgoto (10); operador de máquinas leves (10); telefonista (17); mecânico de máquinas pesadas (3); operador de máquinas pesadas (10), são 731 vagas ao todo.

Nível médio: auxiliar administrativo (1436); cuidador social (17); entrevistador social (20); instrutor de informática (6); monitor social (30); agrimensor (3); agente de fiscalização (36); desenhista projetista (5); fiscal de controle ambiental (15); fiscal de saúde pública (15); fiscal de urbanismo (25); fiscal de vigilância sanitária (15); instrutor esportivo (24); técnico administrativo 368); técnico agrícola (20); técnico de enfermagem (390); técnico de enfermagem no trabalho (4); técnico de higiene dental (10); técnico de laboratório (10); técnico de radiologia (5); técnico de agroindústria (20); técnico em contabilidade (10); técnico em edificações (5); topógrafo (5); guarda municipal (150); agente de trânsito e transporte (100); técnico em segurança do trabalho (15), somando 2.759 vagas.

Nível superior: administrador (20); advogado (10); analista ambiental (14); analista de segurança no trabalho (3); analisa de sistemas (8); antropólogo (1); arqueólogo (1); arquiteto (12); arquiteto urbanista (3); assistente social (70); auditor fiscal (10); biomédico (4); bibliotecário (2); contador (3); economista (5); enfermeiro (110); enfermeiro do trabalho (4); engenheiro civil (33); engenheiro agrônomo (5); engenheiro de segurança do trabalho; engenheiro eletricista (6); engenheiro sanitarista (5); farmacêutico-bioquímico (7); fisioterapeuta (3); fonoaudiólogo (4); historiador (1); jornalista (2); médico veterinário (9); museólogo (2); nutricionista (20); odontólogo (15); psicólogo (40); sociólogo (6); tecnólogo em saúde pública (4); zootecnista (4); médico do trabalho (4); cirurgião geral, clínico gral, pediatra, ginecologista e dermatologista (65); procurador do município (20); professor de música (10), totalizando 549 vagas.

Professor: educação infantil e anos iniciais do ensino fundamental – 1º e 2º ciclo e 1º e 2º etapa do EJA (1.270); anos finais do ensino fundamental (800).

Enquanto não consegue “agasalhar” todos os que alegam ter trabalhado na campanha, o prefeito e seus secretários vão demitindo e/ou remanejando os trabalhadores contratados pela gestão anterior. Com o país em crise e a recessão em níveis estratosféricos, a criação de novos postos de trabalho fica quase que exclusivo da PMP. Um grande dilema para Darci Lermen, que está em uma grande sinuca de bico. Se não contratar perde o crédito e a popularidade em alta que atualmente tem com a população. Se contratar indiscriminadamente, atendendo esse apelo, pode se ver em rota de colisão com o Ministério Público, que há meses anda de olho na Folha de Pagamento da prefeitura, com a qual já assinou vários Termos de Ajustamento de Conduta.

Independente da boa vontade da nova gestão, empregar todos esses que agora buscam vagas na PMP será praticamente impossível. Eleito graças ao enredo de que faria um governo de oportunidades, Darci está situação difícil e terá que usar de toda a expertise política do corpo a corpo (e nisso ele é campeão) para sair dessa situação com o mínimo de pontos perdidos. No momento, o velho jargão popular explica bem a situação de Darci: “se correr o bicho pega, se ficar o bicho come”.

Vale

Um novo olhar sobre a mineração

Jovem professor da UFRA em Parauapebas conta como vê a relação da Vale com o município

Quando Álvaro Lédo Ferreira formou-se em Engenharia de Produção pela Universidade do Estado do Pará (UEPA), decidiu seguir carreira acadêmica e mudou-se para Minas Gerais, para cursar o mestrado na mesma área de conhecimento, na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

Concluída mais essa etapa, o novo mestre voltou a Belém e logo se deparou com a possibilidade de entrar para o quadro de professores do Campus de Parauapebas da Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA), por meio de concurso público.

Aprovado, o professor Álvaro mudou de cidade, mudou de vida e mudou, também, a sua visão sobre a mineração. Ele mora em Parauapebas desde abril deste ano e garante que quer ficar por lá. “Vou à capital para visitar meus pais e amigos, mas sempre digo que bastam 15 minutos dirigindo em Belém e logo dá saudade de Parauapebas e do trânsito mais simples e organizado que tem por aqui”, conta entre risos.

O professor de apenas 26 anos não conhecia o município. “Pensava que Parauapebas era bem menor, mais simples, com menos habitantes. Mas é totalmente diferente do que eu imaginava. Quando a gente chega à cidade por Carajás, parece que o avião vai pousar nas árvores. Descer a Serra é uma visão que encanta a qualquer um”. O acesso ao aeroporto passa pela área florestal mantida pela ICMBio (Instituto Chico Mendes de Biodiversidade) com apoio da Vale.

A percepção sobre presença da Vale na região foi outra mudança de paradigma para Álvaro. “Conhecer a Vale, todo mundo conhece. Mas de uma forma superficial. Antes, quando eu pensava em mineração, tinha uma ideia de exploração e destruição. Só quando passei a morar em Parauapebas, pude entender a importância e a magnitude das operações da empresa, além de identificar todas as atividades que ela realiza para o desenvolvimento social da região, como o projeto Mulheres de Barro, por exemplo”.

Além de perceber os impactos positivos na cidade, o professor teve a oportunidade de conhecer a empresa por dentro, a partir de visitas técnicas realizadas à mina, junto com seus alunos. “Já realizei duas visitas à mina de Carajás com as turmas da UFRA, quando pudemos conhecer melhor as atividades, vimos a parte geofísica da mineração, a forma como a Vale trata seus resíduos, fomos ao centro de controle de operações e, também, aos mirantes da mina e da usina, um dos momentos mais marcantes, pois é onde você consegue ver a mineração propriamente dita. É uma experiência única! Uma foto ou um vídeo não conseguem mostrar a dimensão do que a gente vê lá”, ressalta.

Nesses oito meses em Parauapebas, o que não faltam são experiências positivas. Porém, uma das que mais impressionam o professor Álvaro é o contato direto com a natureza em suas visitas ao Parque Zoobotânico Vale. “Geralmente, os zoológicos tentam imitar uma floresta. Quando você vai ao Parque Zoobotânico, você realmente está em uma floresta, é muito diferente”. Por tudo isso, quando perguntado sobre o que Parauapebas representa para o seu dia a dia, o professor Álvaro rapidamente responde: “qualidade de vida!”. Uma sensação que, para ele, é fruto da infraestrutura da cidade e de sua característica acolhedora.

“Parauapebas não tem 30 anos e já é mais desenvolvida de que muitos outros municípios do interior do Pará, fundados há mais tempo. Com toda a certeza, a cidade não teria crescido tanto sem as operações da Vale na região. A própria presença da empresa atrai mais investimentos, pessoas e serviços. Além da questão social e cultural, Parauapebas ganhou melhor estrutura de saúde também. Sem o apoio e incentivo da Vale, isso seria muito mais difícil”, analisa.

Mulheres de Barro

Em Parauapebas, a Vale apoiou a criação e o desenvolvimento de uma cooperativa de artesãs, que produz suas peças inspiradas em artefatos de povos que habitaram a região há milhares de anos. Por meio do artesanato, as mulheres ajudam a proteger e preservar o legado cultural da região, na medida em que utilizam vestígios desse período como referência visual e histórica em suas produções.

Em sintonia com o meio ambiente

Algumas das mais importantes operações da Vale são desenvolvidos em áreas com florestas que a Vale ajuda a proteger. No Pará, há operações nas florestas nacionais de Carajás e Tapirapé-Aquiri. Em Carajás, por exemplo, as atividades ocupam apenas 3% do total de reserva. A empresa também mantém o Parque Zoobotânico Vale, onde são realizadas ações para reprodução da vida silvestre, além de atividades de educação ambiental e lazer para a comunidade.

Conheça mais esta e outras histórias de quem cresce lado a lado com a gente. Acesse vale.com/ladoalado