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Estágio

Vale abre mais de 450 vagas de estágio em cinco estados

Podem se inscrever candidatos de nível superior e técnico

Estudantes de nível superior e técnico de cinco estados do Brasil terão a oportunidade de se inscrever a partir desta quinta-feira, 28/10, para um dos maiores programas de estágio do Brasil. A Vale está abrindo 458 vagas para estagiários no Pará, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Espírito Santo e Maranhão. As inscrições poderão ser feitas até 16/10 pelo site www.vale.com/estagio2018.

A Vale estimula fortemente a inscrição de pessoas com deficiência, de acordo com sua política de promover a inclusão e valorizar a diversidade.

Para ajudar os candidatos a conhecerem as oportunidades que a empresa oferece, os próprios estagiários da Vale gravaram mensagens em vídeo no Instagram Stories. Assista a trechos clicando no vídeo abaixo.


Estagiários usam o Instagram Stories para contar o que fazem na Vale; assista ao vídeo

Podem se candidatar ao Programa de Estágio alunos de nível superior que estejam nos três últimos anos de curso, ou seja, com formatura prevista entre dezembro de 2018 e dezembro de 2020.
Para os candidatos de nível técnico, a exigência é que tenham formatura prevista até dezembro de 2019 ou que sejam formados na parte teórica, desde que não tenham cumprido a carga horária de estágio obrigatório e ainda estejam matriculados na instituição de ensino.
Serão aceitas inscrições para universitários de vários cursos, entre eles Engenharia, Administração de Empresas, Economia, Ciências Contábeis e Ciências da Computação. Também terão a oportunidade de se inscrever estudantes de nível técnico de mais de 20 cursos, como Mecânica, Eletrotécnica, Eletromecânica, Mineração e Segurança do Trabalho. A lista completa de cursos de nível técnico está disponível no site.
O processo seletivo é composto de uma etapa de inscrição no site, prova on line, uma dinâmica presencial e um painel de entrevistas.
Os selecionados iniciarão o estágio a partir de fevereiro de 2018 e receberão bolsa-auxílio mensal de até R$ 1.118 (os valores variam dependendo do curso, técnico ou superior, e da carga horária), assistência médica e seguro de vida. Nas unidades onde a empresa não oferece transporte e restaurante, os estagiários também receberão vale-transporte e vale-refeição. A carga horária do estágio varia entre quatro e seis horas, dependendo das atividades a serem desenvolvidas.

Zaine Raquel Santos é estagiária no Pátio Ferroviário de Marabá

Serviço:

O que: Vagas para estágio na Vale
Quando: de 28 de setembro a 16 de outubro (para pessoas com deficiência o prazo final é 10 de outubro)
Como se inscrever: acesse o site www.vale.com/estagio2018

Mineração

Buritirama anuncia sinterização de manganês em Marabá

O projeto prevê a criação de 400 empregos diretos na implantação que deverá durar 16 meses e 100 diretos quando as operações iniciarem, fora os empregos indiretos na prestação de serviços.

A Mineração Buritirama, empresa que pertence ao grupo Bonsucex, pretende instalar uma planta de sinterização de manganês em Marabá (PA), onde possui uma mina. A empresa se reuniu na terça-feira (12) com o secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, Mineração e Energia, Adnan Demachki, e pediu apoio do Estado para viabilizar o negócio.

O diretor da mineradora, Endrigo Perteffi, se reuniu também com a diretora de Mineração e Transformação Mineral da Sedeme, Marily Germano, e falou sobre o interesse da empresa em implantar a planta de sinterização em Marabá.

De acordo com Demachki, o governo do Pará tem interesse em apoiar os empreendimentos que busquem a verticalização e a criação de empregos na região.

“O Estado vai sim apoiar a empresa, em especial a qualificação de mão de obra da região, através do Pará Profissional, da Sectet (Secretaria de Ciência, Tecnologia e Educação Técnica e Tecnológica) para que a mão de obra local seja contratada e vamos trabalhar também na orientação e apoiamento da empresa para a obtenção das licenças ambientais”, afirmou o titular da Sedeme.

Segundo a secretaria, o projeto prevê a criação de 400 empregos diretos na implantação que deverá durar 16 meses e 100 diretos quando as operações iniciarem, fora os empregos indiretos na prestação de serviços. A Buritirama comercializa seus produtos, nos mercados nacional e internacional, que tem em seu processo de beneficiamento mineral a utilização apenas água como agente para a concentração dos minérios de manganês.

A Buritirama produz anualmente 150 mil toneladas de manganês e prevê também a duplicação da produção, para 300 mil toneladas/ano, além da planta de sinterização ora em debate com o Governo do Estado. Segundo o website da Mineração Buritirama o pátio de estocagem de minério da empresa tem capacidade para armazenar 200 mil toneladas.

A sinterização é um processo no qual o minério compactado é submetido a temperaturas elevadas, criando uma alteração na estrutura microscópica do elemento base. Sua finalidade é obter uma peça sólida coerente. Com informações da Sedeme.

Emprego

Fapespa e Seaster apresentam dados do Trabalho e Renda do Pará no 1° semestre de 2017

Em Marabá, o setor da Construção Civil foi o que mais gerou postos de trabalho.

A Fundação Amazônia de Amparo a Estudos e Pesquisas (Fapespa), em parceria com a Secretaria de Trabalho e Renda (Seaster), divulgou na terça-feira, 05 de setembro, o conteúdo analítico relacionado ao desempenho do Mercado de Trabalho no 1° semestre de 2017. Os dados apresentados estão relacionados ao desempenho do setor a partir da movimentação do emprego celetista no estado, com base nas admissões, desligamentos e saldo, além da identificação do perfil do trabalhador celetista paraense admitido e desligado quanto ao sexo, escolaridade e faixa etária. A base de dados utilizada como referência da movimentação de emprego no mercado de trabalho formal foi o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) disponibilizado pelo Ministério do Trabalho (MT), sistematizados pela Fundação.

Após dois anos de resultados negativos no Mercado de Trabalho do Brasil, para o primeiro semestre, a geração de emprego voltou a ser positiva em 2017, comportamento que totalizou saldo de 76.680 novos vínculos trabalhistas nos seis primeiros meses deste ano, cenário semelhante vem se reproduzindo no Pará nos últimos dois meses. Das 27 unidades federativas, 14 apresentaram resultados de incremento no saldo de emprego, influenciando na variação positiva de aproximadamente 0,18% no estoque de empregos nacional.

Apesar do saldo negativo no acumulado do primeiro semestre, alguns municípios registraram geração de emprego, entre eles, Marabá, que se destacou com o maior incremento, 1.058 novos vínculos empregatícios, seguido de Paragominas com 554 novos contratos formais de trabalho. Com o terceiro melhor saldo de emprego, Xinguara se destacou com 291 vínculos adicionais no estoque de trabalhadores com carteira assinada no município.

No município de Marabá, o setor da Construção Civil foi o que mais gerou postos de trabalho, com 628 novos trabalhadores empregados, bem como o mesmo setor apresentou destaque em Paragominas com a geração de 178 novos vínculos empregatícios. Dos 144 municípios analisados, 67 apresentaram saldos positivos.

Ao analisar o Mercado de Trabalho paraense com relação às ocupações com maiores movimentações de emprego no primeiro semestre, verifica-se que a ocupação “Vendedor de Comercio Varejista”, ligada ao setor do Comércio, foi a que registrou a maior movimentação, com 16.711 vínculos; seguida por Servente de Obras (ligada ao setor da Construção Civil), com movimentação de 13.845 vínculos; e na sequência aparece Auxiliar de Escritório em Geral, respondendo por 11.848 vínculos.

O presidente da Fapespa, Eduardo Costa, acrescentou que, “comumente, a movimentação de emprego no segundo semestre é maior que no primeiro, porém, dado a tendência dos últimos meses indicando um possível aquecimento da economia nacional e regional, a expectativa é de um saldo anual ainda negativo, embora em um patamar menor do que o alcançado em 2016″

Quanto ao porte dos empreendimentos constituídos no estado, apenas o recorte das empresas que empregam até quatro funcionários registrou saldo positivo, com 12.473 novos vínculos.

De acordo com o secretário adjunto da Seaster, Everson Costa, “em geral, as perspectivas de politica pública do estado focadas na geração de emprego, apoiada até por impressões externos como segmento empresarial, apresentam caminhos que podem atenuar esse cenário de desemprego no estado e melhorar as expectativas para o nosso mercado de trabalho”, disse.

Emprego

Transformando o lixo em luxo, ONG promete a criação de 12 mil novos empregos no Pará

A previsão é de que serão criados 448 empregos diretos na Confederação e outros 11.960 empregos nas usinas do Grupo INER e nas cooperativas COOPERINER, parceiros da ONG,

A Confederação do Elo Social Brasil (CESB), ONG da sociedade civil com atividades voltadas a combater a desigualdade social dará posse a diretores estaduais e regionais do CESB no Pará e vai apresentar o projeto de construção de Centros de Triagem e Transbordo (CTT) que vai solucionar o problema do lixo em todo o Estado.

Jomateleno dos Santos Teixeira, presidente do CESB, diz que a Confederação está instalando suas regionais em todo o país e que este é o primeiro passo para que cada Estado do Pará tenha usinas e prédios sociais que, além de gerarem empregos, vão oferecer cursos gratuitos a população.

A Confederação terá a parceria do Sindicato Nacional dos Decoradores e Tapeceiros (SINDETAP) nessas ações o que é uma prova de que a sociedade civil organizada pode dar soluções a problemas que os poderes municipais e estaduais não dão conta sozinhos. “Os CTTs – afirma Jomateleno – serão uma revolução na cultura do lixo no Brasil, transformando o lixo em luxo”. No próximo dia 02 de setembro acontecerá o primeiro treinamento, das 08 às 18 h, na Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, Travessa das Mercês, 304 – São Brás, Belém – PA.

Empregos e Usinas

Em cada um dos Estados, o presidente da Confederação visitará terrenos para a construção dos CTTs (usinas) e, em áreas de risco social, um prédio do Elo Social que oferecerá à população serviços de psicologia, assistência social, e advocacia, além de promover cursos de formação profissional.

No Pará, a Confederação prevê a criação de 448 empregos diretos na Confederação e outros 11.960 empregos nas usinas do Grupo INER e nas cooperativas COOPERINER, parceiros da ONG, que construirá no Estado 58 CTTs (Centro de Triagem e Transbordo), 05 usinas de compostagem, 05 usinas de incineração e 05 usinas de cremação de animais, além das 58 cooperativas. Também estão previstos 64 prédios sociais do Elo Social onde serão desenvolvidos cursos para famílias de baixa renda. “Vamos dar ao lixo o tratamento que ele merece e transformá-lo em riqueza para o Estado de Pará”, afirma o presidente da Confederação, com o programa “Lixo Zero Social 10”, completando que a proposta é acabar com os lixões e “aquelas cenas dramáticas de crianças buscando alimentos em meio ao lixo”.

Como funciona

A equipe técnica da Confederação agrupou os municípios paraenses em regionais com até cem mil habitantes que atuarão em consórcios. Assim, um CTT atenderá o grupo de municípios com cem mil habitantes e cada CTT estará preparado para receber 100 toneladas de lixo orgânico diárias. “Cada pessoa produz, em média, 1 quilo de lixo por dia. As Usinas receberão todo esse lixo, triará as riquezas, deixando o lixo para se tornar novamente matéria prima para compostagem”, explica Jomateleno.

As Usinas do Grupo INER, destaca o presidente do Elo Social, tem o diferencial de reciclar e aproveitar 100% do lixo produzido pelo cidadão. “Isto quer dizer que o nosso compromisso com a implantação do Lixo Zero Social 10 é acabar com todos os lixões ilegais e aterros sanitários”.

O programa “Lixo Zero Social 10” absorve todo o complexo de recepção, tratamento e destinação final dos resíduos, inclusive do lixo hospitalar. De acordo com Jomateleno todo o lixo produzido pelo cidadão e por empresas será recolhido, colocando todos os 144 municípios do Pará em conformidade com a Lei 12.305/10 que cuida da Política Nacional de Resíduos Sólidos.

Turismo

Parauapebas e o seu potencial turístico!

A Secretaria de Estado de Turismo do Pará (Setur) vai percorrer, entre os dias 27 e 29 deste mês, hotéis, bares, restaurantes e outros estabelecimentos de Parauapebas para o cadastramento

Já faz algum tempo que se discute a necessidade do desenvolvimento de alternativas econômicas para que o município de Parauapebas deixe de depender tanto da mineração. Por conta das belezas e riquezas naturais da região de Carajás, o turismo tem sido apontado como um dos segmentos viáveis dentre essas possíveis alternativas. No entanto, esse potencial vem sendo explorado timidamente com o passar dos anos.

Há alguns anos nem a população da cidade tinha acesso à Serra dos Carajás, isso só mudou em 16 de junho de 2006, a partir de um convênio firmado entre a Prefeitura de Parauapebas e o IBAMA, que criou o Programa de Uso Público da Floresta Nacional (FLONA) de Carajás. Antes disso só poderia subir a serra para visitar o Zoológico, por exemplo, quem tivesse autorização da Vale ou de um dos seus funcionários residentes no Núcleo.

Esta foi a primeira iniciativa que possibilitou aos moradores de Parauapebas conhecerem um pouco das belezas naturais de Carajás, um momento embrionário para o desenvolvimento do turismo nesta região que, além de toda a riqueza mineral, conta também com um enorme potencial turístico a ser explorado com suas cachoeiras, grutas, cavernas, vegetação endêmica e floresta nativa.

Educação ambiental e Ecoturismo

Ainda em 2006 o Centro de Educação Ambiental de Parauapebas (CEAP), criado em 2005 a partir de uma parceria entre as secretarias municipais de Meio Ambiente e de Educação, a Universidade Federal do Pará (UFPA) e o ICMbio, iniciou o Programa Jovem Ambientalista, formado por alunos da rede pública estadual.

Mapeamento de monumentos ambientais, abertura de trilhas ecológicas para a prática de Educação Ambiental e sinalização ambiental da FLONA Carajás faziam parte das atividades desenvolvidas pela equipe e alunos do Programa Jovem Ambientalista. Outros programas também foram desenvolvidos pelo CEAP, sempre com o foco de Educação Ambiental.

O Ecoturismo, atividade turística que se desenvolve sem alterar o equilíbrio do meio ambiente, começou a ser desenvolvido a partir da criação da Cooperativa de Ecoturismo da Região de Carajás (Cooperture). “O ICMbio apoia a Cooperture, que desenvolve há cinco anos o Ecoturismo dentro da Floresta Nacional de Carajás, devidamente autorizada pelo órgão. Também estamos apoiando o ordenamento de uma nova Cooperativa, no Cedere I, para a exploração do ecoturismo no Parque Nacional dos Ferruginosos”, afirmou o Chefe Substituto da Flona Carajás, Marcel Regis.

Outros pontos para o turismo

Em setembro do ano passado a Secretaria Municipal de Desenvolvimento (Seden) realizou uma Audiência Pública para apresentar a metodologia de elaboração do Plano Municipal do Turismo. Uma empresa especializada foi contratada para realizar o mapeamento os pontos em potencial na cidade e conseguiu apontar cerca de 30 locais com boas possibilidades para o desenvolvimento do turismo.

Tem empreendedor também antenado no potencial desse segmento. A proprietária da Estância Águas de Maria, localizada perto da Vila Sanção, construiu uma estrutura só para receber familiares e amigos, só que o local ficou tão bom que gerou o interesse de outras pessoas. “Fiquei impressionada com a procura pelo meu espaço e aí decidi investir”, relata a proprietária do espaço, informando que construiu chalés para melhor receber o público. A entrada ao local custa R$10 e o aluguel do chalé para até seis pessoas fica R$ 250 por final de semana. O espaço conta com restaurante e também a opção de camping.

Outro lugar belíssimo é a chamada Cachoeira do Tapete Verde, localizada na área com esse mesmo nome, na zona rural de Parauapebas. A queda d’água, a pedreira e a mata fechada encantam os visitantes. Antes da cachoeira a água é rasa, ideal para crianças brincarem. O problema é que o espaço não é cuidado e as pessoas que passeiam por lá acabam deixando lixo e muita bagunça no local.

Incentivo do poder público municipal

De acordo com o coordenador de turismo da Prefeitura de Parauapebas, Alexandre Marcos Gonçalves dos Santos, o poder municipal tem focado em ações estruturais neste primeiro momento para fomentar o turismo na cidade. “Nesses primeiros meses de trabalho reativamos o Conselho do turismo; fizemos a renovação de Parauapebas no mapa turístico do Brasil, fomos classificados na categoria B, inclusive, o que indica boas possibilidades de potencial para investimentos por parte do governo federal; cadastramos junto ao Ministério do Turismo 10 propostas de projetos a serem desenvolvidos em nossa cidade com o objetivo de captar recursos, dentre eles a Construção do Centro do Turista e de um Centro de Convenções, a revitalização da Praça da Bíblia, a estruturação de uma nova Rodoviária e os eventos culturais como o nosso Festival de Música (Fempa)”, elencou o coordenador.

Outra ação destacada pelo coordenador é a realização do Cadastur, pela equipe da Secretaria de Estado de Turismo do Pará (Setur), que vai percorrer, entre os dias 27 e 29 deste mês, hotéis, bares, restaurantes e outros estabelecimentos de Parauapebas para o cadastramento previsto na Lei Federal nº 11.771/08, que dispõe sobre a Política Nacional de Turismo.

O cadastramento é obrigatório, precisa ser feito a cada dois anos e vai servir para orientar e informar a prefeitura sobre a situação do atendimento turístico em Parauapebas. “O que nós sabemos é que apenas um estabelecimento tem selo de qualidade no turismo aqui no município e precisamos mudar isso”, diz Isaías de Queiroz, titular da Secretaria Municipal de Desenvolvimento (Seden), uma das pastas responsáveis em alavancar o turismo em Parauapebas.

O momento econômico do País não anima investimentos no setor, mas Isaías de Queiroz considera que é preciso começar a dar passos importantes e preparar Parauapebas para ser polo de turismo no Pará. “Potencial nós temos e muito grande. Só precisamos saber investir e como investir”, frisa o secretário.

City Tour Parauapebas

“Para atrairmos turistas de fora temos que primeiro fazer com que nossa população conheça essas riquezas naturais da nossa região. Por isso, iniciamos o projeto City Tour. Levamos o prefeito, vereadores e outras autoridades para conhecer um pouco do nosso potencial turístico em Carajás, depois vamos levar empresários e em seguida faremos uma programação para que moradores de cada bairro de Parauapebas tenha a oportunidade de fazer esse visita especial”, afirmou o secretário de desenvolvimento. (Com informações da Ascom PMP, Blog da Semma e Blog do CEAP).

418 jovens formados em Canaã são contratados no S11D

A turma de capacitação começou há dois anos e fez parte dos programas ofertados pela Vale voltados para a formação de mão de obra local para atividades na mina, usina e manutenção.

O total de 418 jovens capacitados em Canaã pelo programa de trainees de nível médio e técnico acaba de ser efetivado pela Vale para trabalhar no Complexo S11D Eliezer Batista. Entre eles, Romildo Queiroz da Silva, 20 anos, morador da Vila Planalto, zona rural da cidade, é uma das mais novas contratações da unidade de mineração de ferro, que entrou em operação no município em dezembro do ano passado.

A turma de capacitação começou há dois anos e fez parte dos programas ofertados pela Vale voltados para a formação de mão de obra local para atividades na mina, usina e manutenção. A oportunidade de contratação veio com a abertura de vagas e após avaliação da competência demonstrada pelos alunos nas fases teórica e prática.

Entrevistado ainda na primeira aula da turma, Romildo disse que iria se empenhar e que para o futuro desejava fazer o curso e crescer junto com a empresa. O esforço valeu a pena. Após cerca de dois anos de treinamento, ele foi contratado como laboratorista e comemora a contratação. “Para mim representa um desafio vencido, me dediquei, sinto felicidade e meus pais também de ver seu filho crescer na vida na região”, revela Romildo.

Além dos programas de formação profissional, um conjunto de iniciativas foi executado pela Vale, por meio do Complexo S11D em Canaã, em apoio ao desenvolvimento do município, como construção de escolas.  “Esta ação demonstra mais uma vez nosso compromisso com o crescimento da cidade, por meio das obras realizadas e da nossa contribuição na capacitação de profissionais para iniciarem suas atividades com maior competividade, na geração de trabalho e renda e no aumento na arrecadação municipal”, conclui o Diretor de Operações Ferros Serra Sul, Josimar Pires.

Portas de Entrada

A Vale desenvolve programas chamados Porta de Entrada. O objetivo é desenvolver  mão de obra qualificada por meio do acesso ao ensino. O Programa de Formação Profissional (PFP trainees) é um dos principais, para preenchimento das posições operacionais e técnicas da Vale e é voltado para a formação de jovens, com no mínimo 18 anos, moradores de comunidades próximas às áreas onde a Vale atua.

Na formação teórica, o trainee tem vínculo com a instituição de ensino, no caso o parceiro é o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai). Na prática, cuja duração máxima é um ano, ele possuí um contrato com a empresa.  A preparação poder ser operacional ou técnica, para jovens com  ensino médio completo ou ensino técnico completo, respectivamente.

Comércio

Ainda é viável investir em Parauapebas? O Sebrae responde.

É necessário que o empresário se prepare bem para conseguir entregar um produto ou serviço com diferenciação, seja no preço ou na qualidade, diz diretor do Sebrae em Parauapebas

O fluxo de abertura e fechamento de empresas sempre foi intenso em Parauapebas, de acordo com o gerente da agência do Sebrae na cidade, Raimundo Nonato de Oliveira. Mas, parece que com o aumento do desemprego e a escassez de oferta de vagas de trabalho em Parauapebas, tem crescido o movimento de abertura de novos negócios, principalmente no ramo de alimentação e desenvolvidos na informalidade.

O volume de demissões tem só aumentado. Em janeiro desse ano pelo menos 1.531 pessoas foram demitidas contra 1.036 contratações, o que resulta em um saldo negativo de 495 postos de trabalho, conforme os dados do Caged – Cadastro Geral de Empregados e Desempregados, do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). Ainda assim, até o início deste ano, Parauapebas contava com cerca de 40 mil empregos formais, o que representa um mercado consumidor potencial.

“Há um sentimento claro de que a procura por registro do Microempreendedor Individual (MEI) se intensificou nos últimos anos. Creio que há uma relação direta com o desemprego. São pessoas que pegaram um dinheiro e decidiram investir em um negócio. Também temos observado uma procura considerável por informações a respeito do agronegócio”, afirmou o gerente do Sebrae. Atualmente Parauapebas conta com 5.234 empresas cadastradas como MEI, e de acordo com o site empresômetro são 15.171 empresas formais instaladas no município.

“Antes da crise, o mercado em Parauapebas era predominantemente comprador. Quem teve dinheiro nesse período para investir e produzir teve ótimo lucro. A realidade hoje é bem diferente, temos um equilíbrio na oferta e procura. É necessário que o empresário se prepare bem para conseguir entregar um produto ou serviço com diferenciação, seja no preço ou na qualidade. É preciso também investir em atendimento”, afirma Raimundo Nonato.

Ainda é viável investir no município?

“Claro que sim! Porém, é preciso estar preparado, não dá mais para se lançar no mercado sem o conhecê-lo e sem definir uma boa estratégia. É preciso ter um plano de negócio bem estruturado e trabalhar para ser competitivo”, reforçou Raimundo Nonato, acrescentando que um grupo de empresários antigos da cidade tem reclamado muito diante das dificuldades enfrentadas para vender como antes. Já os empresários de fora, que chegam na cidade, acham que “aqui é o paraíso”.

“O empresário de fora chega com essa referência de competitividade, de tirar leite de pedra, e então consegue enxergar oportunidades de investimentos e negócios. Parauapebas é viável, tem um grande mercado consumidor e com dinheiro. Em alguns segmentos houve um equilíbrio entre oferta e procura, em outros um desequilíbrio, como no caso do setor imobiliário e de materiais de construção, o mercado saturou e quem não estava preparado teve que sair. Quando não se está em crise, o mercado esconde pontos desfavoráveis do negócio, em tempos de crise é preciso ser competitivo”, afirma o gerente do Sebrae.

No segundo semestre de 2016 o Sebrae realizou uma pesquisa nos principais municípios do Pará para identificar os segmentos mais promissores, tendo como base o comportamento dos consumidores, empresários locais e visitantes. De acordo com a pesquisa, os segmentos com maior índice de oportunidade em Parauapebas são: academias de ginástica; agência de turismo e viagens; cyber café; empresa de vigilância; curso de língua estrangeira; curso preparatório para concurso; curso profissionalizante; restaurante; transporte escolar.

No caso das academias de ginástica, por exemplo, de acordo com a pesquisa são 42 empresas na cidade, dividindo o total de habitantes pela quantidade de empresas dá um total de 4.522 pessoas para cada academia. O percentual de consumo desse serviço é bom e mais de 70% dos entrevistados na pesquisa tem interesse nele.

A pesquisa também realizou avaliação de satisfação de serviços, e nesse quesito, as 10 casas lotéricas da cidade foram muito mal avaliadas, pelo menos 32,1% das pessoas atendidas nesses locais reclamam de insatisfação no atendimento. Um dos segmentos que tem grande número de estabelecimentos é o de comércio de água mineral e bebidas, são 311 no total, já curso preparatório para concurso são apenas três na cidade.

Emprego

Em Parauapebas, funcionários do GAMP recebem salários atrasados e verbas rescisórias, mas estão preocupados com as contratações

Alguns pagamentos não foram realizados com sucesso e a Prefeitura esclareceu a situação por meio de nota

A Prefeitura de Parauapebas se antecipou e resolveu pagar todos os valores pendentes para os funcionários do GAMP no Hospital Geral de Parauapebas. Havia um acordo firmado junto à Justiça do Trabalho, com respaldo do Tribunal de Contas do Município (TCM), que estabelecia o prazo para conclusão dos pagamentos até dia três de abril. A maior parte dos funcionários recebeu ainda na semana passada. A notícia veio por meio por intermédio de um vídeo gravado pelo gestor municipal demonstrando a importância dada à situação.

Alguns pagamentos não foram realizados com sucesso e a Prefeitura esclareceu a situação por meio da seguinte nota: “A Secretaria Municipal de Saúde informa que o valor dos pagamentos dos funcionários citados foi depositado na última semana. No entanto, por se tratarem de contas poupanças, o valor foi estornado devido à limitação desse tipo de conta. Uma nova tentativa de pagamento será feita, desta vez, por meio de cheques”.

O recebimento foi muito comemorado pelos funcionários, que estavam há meses sem receber. A prefeitura efetivou primeiro o pagamento do salário de janeiro e no segundo momento pagou o 13° salário e os salários de dezembro e fevereiro, assim como as verbas rescisórias. Os respectivos valores eram de responsabilidade do GAMP, empresa que gerenciava até então o Hospital Geral de Parauapebas (HGP), porém eles alegavam não ter recursos para pagar os funcionários em função de falta de repasse por parte da Prefeitura. A gestão municipal, por sua vez, questionava a prestação de contas e o montante alegado pela empresa como crédito junto ao município.

Apesar da alegria em receber seus salários atrasados, uma das profissionais que atuava na equipe de enfermagem do HGP fez os seguintes questionamentos ao Blog: “Mas desde já  questiono sobre esses 246 funcionários desempregados, o que irão fazer? Desativaram o 3º andar do HGP, juntando clínica médica com cirúrgica. Nesta última tinha 35 leitos e agora foram reduzidos para 20 por causa da demissão dos funcionários. O Pronto Socorro (PS) tá bombando, pois não há vagas para internação, o povo tá internado no PS sentado. Me pergunto como ficará a situação de senhoras que dedicaram 17, 18 anos da vida naquele hospital. Acredito que elas, mais do que justo, deveriam ser efetivadas. Quem vai contratar esse povo com mais de 50 anos de idade? É lamentável”, relatou a profissional.

Sobre o contrato do GAMP, a empresa informa que não houve nem cancelamento e nem rescisão do contrato, e sim uma suspensão por parte do TCM para que as prestações de contas sejam avaliadas no prazo de 30 dias. O referido contratado foi firmado pela gestão passada e deve encerrar no final de agosto deste ano. Uma equipe de profissionais da empresa continua dentro do HGP.

Profissionais que atuarão no HGP

O secretário de saúde, o médico Francisco Cordeiro informou durante coletiva de imprensa realizada dia 24 de fevereiro sobre a situação do pagamento dos funcionários, que na semana seguinte faria convocação dos aprovados no concurso para dar início ao processo de substituição dos profissionais. Porém, tal convocação ainda não foi efetivada. A convocação é necessária para completar o quadro funcional, já que a Prefeitura não pode realizar contratação para vagas ofertadas no último concurso, que tem vigência até dia 17 de abril. O Blog solicitou informações específicas sobre o assunto para a Assessoria de Comunicação da Prefeitura mas não obteve retorno.

“Hoje, junto com o Conselho, a gente realizou visitas em alguns postos de saúde em Parauapebas e contatamos que muitos profissionais estão realizando horas extras demasiadamente e se sobrecarregando. Tem gente que está dormindo na UPA, no Hospital, e não está nem indo em casa. Tem gente que está trabalhando mais de 3 horas direto. Isso é desumano. Isso dá a entender que a gestão não quer chamar logo o pessoal do concurso, mesmo precisando. Amanhã realizaremos uma manifestação em frente ao gabinete do executivo no intuito de cobrar celeridade na convocação”, disse Fabilson Barros, presidente da comissão que representa os aprovados no concurso da Prefeitura.

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