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Pará

No Pará, 35% das empresas ligadas à agropecuária estão irregulares

Principais critérios de avaliação foram irregularidades no gado, desmatamento ilegal e a situação dos imóveis-sede de cada unidade
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Auditorias do Ministério Público Federal avaliaram 38 unidades de 26 empresas da agropecuária paraense, a maioria frigoríficos responsáveis por 74% do abate de gado no estado. Os principais critérios de avaliação foram irregularidades no gado, desmatamento ilegal e a situação dos imóveis-sede de cada unidade.

Cerca de 35% das empresas estão irregulares, principalmente a origem dos animais e a ligação com o desmatamento ilegal. O Ministério Público Federal elaborou recomendações para cada empresa no mercado e conforme os resultados detectados pelas auditorias.

Entre os aprimoramentos sugeridos pelos sistemas de controle das auditorias estão, por exemplo, a necessidade de criação de mecanismos para evitar a compra do gado que nasce em áreas ilegais, mas que é revendido por produtores rurais legalizados.

Também foi incluído nas recomendações que as empresas desenvolvam mecanismos eficientes de controle dos fornecedores indiretos. (Com informações do Repórter Nacional – Amazônia)

Cotidiano

Pequenos comércios continuam fechando as portas em Marabá.

Neste ano já foram mais de 30 pequenas e médias empresas que encerraram as atividades na cidade
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É perceptível ao longo dos últimos anos a diminuição do movimento na Marabá Pioneira, ao longo da Antônio Vilhena, principal rua comercial da cidade. Nesta semana, mais de 30 prédios comerciais estavam com as portas baixadas, muitos com placas de aluguel afixadas.

De acordo com o projeto Empresômetro, que mapeia as empresas ativas no país, Marabá tem hoje 18.685 empresas ativas, uma fatia de apenas 4,51% das existentes no Estado do Pará. A cidade aparece atrás de Santarém (4,82%), Ananindeua (9,10%) e Belém (27,10%).

O crescimento empresarial entre 2015 e 2016 foi de 11,00%, menor entre os municípios com mais empresas ativas no estado e também que Parauapebas (12,26%), Castanhal (11,43%), Paragominas (11,22%), Marituba (12,28%) e Capanema (13,14%).

Já o Empresômetro de Médias e Pequenas Empresas, da Confederação Nacional Do Comércio De Bens, Serviços e Turismo, destaca que a cidade tem 16.325 empresas ativas, sendo 15.215 nesta modalidade, ou seja, 93,2% do número total de empresas instaladas na cidade. O serviço afirma que neste ano já foram 38 médias e pequenas empresas fechadas na localidade, sendo que em todo o ano passado fecharam 270 e em 2015 outras 524.

Conforme o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED), do Ministério do Trabalho e Emprego, em 2014, Marabá teve 21.306 admissões, número que caiu para 16.674 no ano seguinte e para 12.250 em 2017, totalizando 50.230 admissões nos três anos.

Ainda em 2014, as demissões eram maiores que as admissões, ocorreram 25.442, com a maior variação negativa nos últimos três anos, -4.136. Em 2015 aconteceram 19.323 desligamentos e em 2016 outros 14.945. Do total de desligamento nos três anos, 59.710, mais de 42 mil pessoas foram demitidas sem justa causa e apenas 9.350 pediram desligamento.

Os setores que mais demitiram foram os de obras e comércio, com o desligamento de 4.782 serventes de obras, 1.983 pedreiros, 4.635 vendedores, 1.881 operadores de caixa e 1.138 repositores de mercadorias.

Raimundo Alves da Costa Neto, diretor do Sindicato do Comércio de Marabá (Sindicom), reconhece que está acontecendo o fechamento de muitas empresas, principalmente as menores e abertas há menos de três anos. “Se dá em função da própria economia que não está favorecendo. O comércio não traz dinheiro para a cidade, o que traz é industrialização, verticalização, o comércio só movimenta e gera empregos”, comentou.

Ele justifica grande parte dos problemas enfrentados pelas empresas locais com deficiências nos pagamentos dos servidores públicos municipais durante a administração passada e vê com otimismo os próximos meses. “A deficiência de pagamento da Prefeitura Municipal desestabilizou muito a quantidade de pequenas empresas e o comércio em geral. Agora, com a retomada do pagamento em dia do funcionalismo, já ajuda muito as pequenas empresas. Se estiverem conseguindo pagar o fornecedor em dia isso também movimenta, embora não mova a economia”.

Questionado se acredita que as empresas de grandes redes que estão se instalando de alguns anos para cá na cidade pode estar diminuindo a força do pequeno comerciante, o diretor diz que há um impacto inicial, mas com o tempo o cenário se estabiliza. “Precisamos de grandes investimentos e também de indústria e verticalização. Não acredito que a chegada de novas empresas contribua com esta crise. Quando abre um comércio grande de porte varejista, isso vai causar certo impacto nas empresas pequenas, mas depois elas vão se estabilizando. Fecham algumas empresas que já não vinham muito bem, mas dá vida a outras”.

Por fim, ele afirma acreditar nos empresários marabaenses que mantêm os pés no chão e continuam trabalhando com afinco diante das crises. “Nós acreditamos muito no pequeno e médio empreendedor que está apostando na cidade de Marabá. Se mantem hoje com essa crise só quem está bem estruturado e bem organizado para se manter. Graças a essas pessoas hoje estamos passando por essa crise e o comerciante de Marabá é muito otimista, o que devemos à região como um todo”.

Sonegação

Receita Federal e Polícia Federal intensificam fiscalização sobre empresas fantasmas

Diversas operações estão em andamento em todo o país com o objetivo de identificar estabelecimentos fictícios. Em Guajará-Mirim/RO, 50 empresas apresentaram irregularidades.
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Um dos principais alvos são as empresas de fachada conhecidas como noteiras, ou seja, emitem nota fiscal da venda para produtos que nunca estiveram em seu estoque, não possuem endereço válido, trabalhadores registrados ou movimentação financeira compatível, revelando a sua incapacidade em desenvolver atividades comerciais. A utilização de empresas noteiras pelo comércio varejista e de e-commerce busca dar uma aparência de regularidade a produtos importados ilicitamente, prejudicando não apenas a arrecadação de tributos federais e estaduais, mas principalmente a indústria nacional, a livre concorrência e a geração de empregos.

Na 2ª Região Fiscal (composta pelos Estados do Acre, Amapá, Amazonas, Pará, Rondônia e Roraima), especialmente nas chamadas Áreas de Livre Comércio (ALC), bem como na região da Zona Franca de Manaus, que são regiões onde existem incentivos fiscais beneficiando empresas nelas sediadas que adquirirem mercadorias de outras regiões com suspensão de tributos, e as revenderem dentro da própria ALC ou as exportarem, boa parte dos casos identificados envolvem empresas criadas com objetivo de realizar essas aquisições de mercadorias beneficiadas com suspensão/isenção de impostos. Em muitos casos essas empresas não existem, mas se utilizam dos benefícios fiscais como se realmente estivessem localizadas nessas regiões. O propósito do incentivo visa desenvolver economicamente estas regiões, geralmente afastadas geograficamente dos grandes centros consumidores do país.

Operação “Caça Fantasmas”

Entre os dias 14 e 23 de março de 2017, uma operação da Receita Federal com a Polícia Federal realizou diligências nos endereços de mais de 120 empresas na cidade de Guajará-Mirim, situada a 330km da capital do estado de Rondônia, Porto Velho.

A operação foi denominada “Caça Fantasmas” e busca combater crimes como sonegação de impostos e lavagem de dinheiro.

Em Guajará-Mirim há uma Área de Livre Comércio (lei nº 8.210/91), cujo objetivo é incentivar o progresso econômico e social na região por meio da concessão de benefícios fiscais. As empresas locais devem adquirir as mercadorias para consumo ou revenda no próprio município.

As empresas fraudulentas foram identificadas por meio do cruzamento de dados e também pelo trabalho de campo de ambas as instituições. A Polícia Federal também apurará crimes como falsidade ideológica, falsidade material e possível associação criminosa.

As verificações em campo foram realizadas nos endereços declarados pelas empresas, a fim de constatar, entre outros, se o estabelecimento existe de fato, se possui funcionários trabalhando ou se o sócio-administrador estava presente.

Foram constatadas diversas situações. Empresas sediadas em terrenos baldios, em escritórios de contabilidade, em imóveis abandonados e em endereços inexistentes.

Aproximadamente 50 empresas serão baixadas, o que corresponde a quase 10% das empresas sediadas no município e, com a fraude, estima-se que a sonegação pode chegar a R$ 10 milhões ao ano, informou a Receita Federal.

Atualmente, estão em execução procedimentos de fiscalização que envolvem casos de grande relevância e abrangência, em sua maioria com cometimento de ilícitos como lavagem de dinheiro, interpostas pessoas, empresas de fachada, empresas noteiras e fraudes diversas.

Parauapebas

Empresa de Ananindeua vence processo de mais de 5 milhões para realizar serviços de saúde em Parauapebas

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O presidente da Comissão Permanente de Licitação da Prefeitura de Parauapebas, Rodrigo Gonçalves Ribeiro, comunicou o resultado do processo de credenciamento de empresas para atender à Secretaria Municipal de Saúde, com valor total de R$ 5.121.631,30.

A proponente M.C. Alves Clínica Médica (Eye Clinic) foi habilitada e classificada para a realização de procedimentos ambulatoriais e cirúrgicos oftalmológicos, com preços praticados na tabela unificada SUS, para atender às demandas do Fundo Municipal de Saúde – FMS.

A Eye Clinic, é uma Sociedade Empresaria Limitada com sede em Ananindeua, município situado na Zona Metropolitana de Belém. Foi fundada em 2010 e sua atividade primária de acordo com a Classificação Nacional de Atividades Econômicas é Atividade Médica Ambulatorial Restrita A Consultas.

A sociedade também está autorizada a desenvolver outras atividades, como realização de procedimentos cirúrgicos, realização de exames complementares; clínicas e residências geriátricas;assistência a deficientes físicos, imunodeprimidos e convalescentes; apoio a pacientes com câncer e com AIDS; fornecimento de infra-estrutura de apoio e assistência a paciente no domicílio;atividades de centros de assistência psicossocial, de assistência psicossocial e à saúde a portadores de distúrbios psíquicos, deficiência mental e dependência química; além de assistência social prestadas em residências coletivas e particulares.

Pará

Mais de 7 mil empresas já fecharam as portas no Pará em 2015

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Em Belém foram 2.200. No mesmo período de 2014 foram 174. Custos de produtos, luz e até assaltos são motivos que faliram empresários.

O Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação divulgou os dados de empresas no estado do Pará que fecharam as portas em 2015. O número é alto e também reflete a crise financeira pela qual o país passa. Foram 7.313 empresas contra 629 no mesmo período de 2014. Na capital paraense esse número corresponde a 2.200 empresas contra 174 em 2014.

Para o jovem empresário Júlio Souza, o sonho de ter uma hamburgueria teve que ter um fim devido às imensas dificuldades que ele encontrou. No início, o negócio era lucrativo, mas depois o custo dos produtos aumentou: a energia ficou mais cara e ele ainda foi assaltado. Com um ano e nove meses de negócio ele teve que fechar a empresa.

“O preço da carne cresceu demais, o queijo que a gente usava bastante passou de R$ 12 para R$18. Então foi muito complicado pra gente manter o negócio por muito tempo aberto”, disse.

Em Belém 2.200 empresas fecharam as portas em 2015. (Foto: Reprodução/ TV Liberal)Em Belém 2.200 empresas fecharam as portas em 2015. (Foto: Reprodução/ TV Liberal)

Planejamento
Apesar do clima não favorável para os empreendedores, os especialistas garantem que os desafios são o planejamento do negócio e principalmente a inovação. “É preciso olhar um acesso novo ao mercado, rever o atendimento, pensar nos seus produtos, se eles estão de fato bem posicionados perante a concorrência, a exigência dos clientes. Enfim, isso é importante para um novo posicionamento da empresa”, pontua Fabrizio Guaglianone, superintendente do Sebrae/PA.

Para Célio Lima, presidente do Conselho de Administração o caminho é o mesmo. “O empreendedor precisa antes de tudo se planejar, porque o grande problema das empresas é que elas já pensam na área financeira e nós estamos em uma grande crise. Hoje é mais vantagem guardar o dinheiro em um banco e se planejar para depois ir para a área produtiva, porque muitas vezes não é possível tirar renda do próprio negócio e ainda lucrar com ele”, indica. (G1-PA)

Brasil

Empresa quer Santos em torneio com dupla do Pará e Cosmos em janeiro

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29-12-2014-11-12-06-empresa-quer-santos-em-torneio-com-dupla-do-para-e-cosmos-em-janeiro

A nova diretoria do Santos, que toma posse no dia 2 de janeiro, receberá convite para disputar a Copa Amazônia entre os dias 21/1 e 25/1, com dois jogos realizados no Mangueirão, em Belém (PA). Uma empresa sediada em Teresina (PI) afirma já ter conversado com o presidente Modesto Roma Júnior e, assim, faltariam apenas acertos legais para que a participação do Peixe seja confirmada já nos primeiros dias de 2015.

A ideia da empresa chamada “Rainha Turismo e Eventos” é ter o Santos na disputa ao lado do New York Cosmos, dos Estados Unidos, e dos dois maiores clubes do Pará, o Remo e o Paysandu. De acordo com Rivaldo Alves, proprietário da firma de eventos, o Remo já tem participação confirmada, o Paysandu deve assinar nesta segunda-feira e o Santos só depende da assinatura de Modesto para que a campanha publicitária envolvendo os jogos seja iniciada.

– O Santos acaba sendo bem legal nesse sentido de público, de jogadores badalados, e tem a ver também com a vinda do Cosmos, porque existe uma relação graças ao Pelé. É um evento muito bacana para a cidade. Belém merece ver seus dois principais clubes enfrentando gigantes do mundo. Só estamos esperando o ok dos outros três clubes para iniciar a divulgação – disse, ao LANCE!Net, o organizador da Copa Amazônia.

O torneio, realizado em parceria com a prefeitura de Belém, prevê quatro jogos no Mangueirão: no primeiro, dia 21, o Remo enfrenta Santos ou Cosmos – o adversário será definido por sorte. Já no dia 22 é a vez do Paysandu pegar quem não for sorteado para o primeiro embate. No dia 25 de janeiro de 2015, um domingo, os derrotados se enfrentaria em um embate preliminar e os vencedores duelariam na final no Mangueirão.

Todos os clubes receberão um cachê pela participação na Copa Amazônia, mas o valor será mantido em sigilo por contrato. De acordo com o “Diário do Pará”, no entanto, a cota gira em torno de R$ 400 mil para cada clube, além das despesas com traslado e hospedagem.

O valor é semelhante ao que o Santos recebeu por um amistoso contra o Vasco, em 2010. Na ocasião, a mesma “Rainha Turismo e Eventos” pagou pouco mais de R$ 300 mil para levar o Peixe a Teresina, onde foi derrotado por 1 a 0 no amistoso. O estádio Albertão recebeu bom público na ocasião, mas Santos e Vasco atuaram com times reservas. Atuaram pelo time paulista jogadores como Vinicius Simon, Rodrigo Possebon, Roberto Brum ou Keirrison.

Na semana passada, o Santos recusou participar de um torneio com Galatasaray, Besiktas e River Plate na Turquia. O campeonato seria entre os dias 15 e 18 de janeiro e, segundo o Peixe, atrapalharia o planejamento da pré-temporada, que começa em 7 de janeiro.

Fonte:Mundo On-Line

Notícias

Coca-Cola na mesa do paraense

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A engarrafadora de refrigerantes Compar aposta em redução de custos para dobrar de tamanho até 2020 e se manter na liderança no Estado do Pará

Controlada pelo grupo Simões, de Manaus, um dos mais poderosos conglomerados empresariais do Norte do País, com um faturamento de R$ 2 bilhões, a Companhia Paraense de Refrigerantes (Compar) se tornou a distribuidora número 1 da Coca-Cola no Pará e uma das principais engarrafadoras da marca americana na região. Com uma receita de R$ 397 milhões em 2012, alta de 19% em comparação ao ano anterior, a Compar é a vencedora do ranking do setor de bebidas de AS MELHORES DO MIDDLE MARKET. E uma das mais rentáveis: no ano passado, a empresa registrou na última linha do balanço um lucro de R$ 65 milhões, um crescimento de 44% sobre o período anterior.

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Literalmente, a Compar andou na contramão do mercado nacional de bebidas. Acostumado a crescer a taxas superiores a dois dígitos, o volume de fabricação de refrigerantes e cervejas caiu 3,3% e 2,4%, respectivamente, de acordo com o Sistema de Controles de Produção de Bebidas (Sicobe) da Receita Federal. “A inflação e os impostos para o nosso setor realmente atrapalham”, diz Aristarco Neto, presidente do Grupo Simões. “Mas isso nos estimulou a otimizar ainda mais nossos custos e trazer mais saúde financeira para a empresa.” A receita do sucesso da Compar vai além de água gaseificada, açúcar e xarope, necessários para a produção dos refrigerantes da Coca-Cola. 

Na segunda metade dos anos 1960, o empresário Antônio Simões, com experiência no setor alimentício, dono de uma padaria e de uma fábrica de massas, enxergou o potencial de consumo dos produtos Coca-Cola, que passavam pelas suas caixas registradoras e acompanhavam as massas que ele mesmo produzia. Ele percebeu que era um filão a ser explorado e, com a ajuda de dois sócios, Petrônio Pinheiro e Osmar Pacífico, iniciou as conversas com a fabricante americana. A abertura da Zona Franca de Manaus, em 1967, representou o empurrão definitivo na tomada de decisão para a construção da fábrica da Brasil Norte Bebidas, primeira franquia da Coca-Cola na região, inaugurada três anos depois. 

A experiência agradou tanto à empresa americana que o Grupo Simões foi convidado, em 1976, a assumir o engarrafamento da marca, em Belém, com a criação da Compar, responsável por 30% do seu faturamento. Por contrato, a Compar, que pretende dobrar de tamanho até 2020, não pode expandir os seus negócios para outros Estados, mas essa condição parece não reduzir seus sonhos de expansão, que poderiam se dar através da aquisição de outras engarrafadoras regionais. “Temos muito a crescer antes de cogitarmos a possibilidade de extrapolar fronteiras”, afirma Neto.

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Fonte: Istoé Dinheiro

Marabá

Contratada da Vale em Marabá, Camargo Correa é criticada por desprezar mão de obra local

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Por Paulo Costa – de Marabá

Preocupado com informações obtidas junto a empresários locais de que a Camargo Corrêa, empresa contratada pela Vale para efetuar a duplicação da Estrada de Ferro Carajás no perímetro que compreende o município de Marabá, estaria subsidiando serviços para comerciantes e empresários de outras localidades, preterindo os locais, o vereador Antônio Araújo (PR) ingressou na sessão ordinária na Câmara Municipal de Marabá esta semana, com um pedido para que seja marcada uma audiência pública com a Vale e a Camargo Corrêa para se debater os moldes do empreendimento, e disse ser primordial que seja dada prioridade ao comércio marabaense. “Nossa taxa de desemprego já é alta, e o nosso comércio precisa desse incentivo”, disse o vereador.

Para ilustrar o assunto, Araújo passou alguns slides sobre uma matéria do jornalista Lúcio Flávio Pinto sobre a atuação da empresa na região, em que são apresentados os números lucrativos da Vale e seu crescimento, apontando para que até 2017 o Estado do Pará seja o maior extrativista de minério do País, superando Minas Gerais. Com isso, a Vale será a maior comercializadora intercontinental do produto. “A previsão é de que em 40 anos tenhamos apenas uma cratera de lembrança do que um dia foi a maior mina a céu aberto, e o que ficará para a comunidade?”, indagou, revelando ainda que obteve informação de que a Camargo Corrêa vem contratando empresa de fora para realizar medicina do trabalho, e pediu que as empresas locais sejam prestigiadas.

Muito ligada no que tange a forma de atuação da Vale e o tratamento da mineradora com a região e, principalmente, com Marabá, a vereadora Antônia Albuquerque, a Toinha do PT, disse que a Vale tem uma relação altamente discriminatória com o sul e sudeste paraense, bem diferente do que ocorre com Minas Gerais. “É uma pena que sejamos tão pacíficos. Conversei com alguns empresários para partirmos para a ocupação, mas os empresários têm uma relação muito próxima com a empresa, e não senti apoio na época”, finalizou Toinha.

Por sua vez, a vereadora Vanda Américo disse que esse requerimento vem no momento certo e pediu, também, para que seja convocada para essa reunião a direção do Sine (Sistema Nacional de Emprego). De acordo com a vereadora, está havendo denúncias nas redes sociais e blogs sobre uma negociação de vagas com algumas empresas para favorecimento pessoal. “Temos notícia de que se estava vendendo vagas no Sine. Essa audiência tem que ter a participação do Sine para esclarecermos essa situação”, ressaltou.

Camargo Corrêa

Por meio de nota emitida pela sua Assessoria de Imprensa, a Camargo Corrêa esclarece que somente contrata profissionais para as obras que executa por meio do SINE (Sistema Nacional de Empregos) e sempre prioriza contratação de mão de obra local, como parte de sua política de fortalecimento das comunidades onde está inserida. “Em Marabá, aproximadamente 75% da mão de obra contratada pela Construtora Camargo Corrêa é do próprio município”, afirma a nota enviada pela assessoria.

A Camargo Corrêa informou ainda que fez um levantamento visitando com uma equipe médica multidisciplinar várias clinicas de medicina ocupacional da região, e levantou as que teriam capacidade de atendimento de grandes demandas, estrutura física e capacidade técnica. Deste levantamento, foram qualificados até o momento apenas três empresas de cinco avaliadas. As três foram contratadas. Uma delas é a MTA, que iniciou contrato em São Luís (MA) e possui filial em Marabá com mão de obra local. As outras duas contratadas são originárias de Marabá.