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Marabá

Obra Kolping do Brasil em Marabá pede socorro. O Centro Profissionalizante mais antigo da cidade precisa de tudo.

Em 28 anos de existência, a instituição já formou 40 mil jovens profissionais. Hoje, a duras penas, segue em sua missão, mas precisa de apoio financeiro para poder tocar seus projetos

Por Eleutério Gomes – de Marabá   

No desfile do Sete de Setembro, em Marabá, na última quinta-feira, alunos dos cursos profissionalizantes da Obra Kolping do Brasil portavam várias faixas, uma delas com a inscrição “Acorda Marabá, nossa juventude clama por oportunidades, educação profissionalizante, trabalho decente e políticas públicas”. Mais que um protesto, a frase traduz um pedido de socorro, clama pela ajuda do poder público, nas esferas municipal e estadual, e da própria comunidade. O Centro Profissionalizante “Pedro Arrupe”, escola mantida pela instituição, foi fundado em 1989, em Marabá, pelo padre italiano Pedro Colzani, que morreu em 2014, na Itália.

De lá para cá, já formou mais de 40 mil profissionais, cerca de 30 mil dos quais foram absorvidos pele mercado de trabalho marabaense e, em suas salas, já chegou a abrigar até 600 alunos dos cursos de Auxiliar Administrativo, Informática, Almoxarifado, Mecânica, Eletricidade. Hoje, porém, esse número não passa de 200, por falta de apoio financeiro.

“Estamos buscando, incansavelmente, comunidade, prefeitura e Estado, há três anos, para custear os projetos sociais voltados aos jovens. Hoje não temos um projeto financeiro para poder tocar nossos cursos como gostaríamos”, lamenta Andreia Moura, que dirige a instituição há 22 anos. “E pagamos aqui todos os impostos, como se fôssemos uma empresa”, lembra ela.

O Centro Profissionalizante “Pedro Arrupe” tem um orçamento mensal que beira os R$ 50 mil, mas, hoje sobrevive quase milagrosamente de doações de alguns empresários e de pequenos eventos sociais, conseguindo R$ 10 mil por mês. “Precisamos de reformas no nosso prédio, de material de limpeza, de material didático, de material de expediente e, principalmente, de dinheiro para custear nossos projetos, que são voltados para a comunidade”, enumera Andreia, afirmando que nos últimos oito anos não recebeu um centavo de ajuda da Prefeitura de Marabá e, agora, novamente está buscando ajuda do poder municipal.

“Enviamos um projeto e estamos aguardando resposta e, além da prefeitura, encaminhamos outro projeto para o Ministério Público Estadual, estamos torcendo para que desta vez dê certo”, espera a diretora da Kolping.

Segundo ela, a escola, que têm capacidade para até 1.500 alunos, 500 em cada turno, em outubro completa 28 anos e precisa de profundas reformas. “Nosso quadro de funcionários é pequeno e estamos tentando parceria com a prefeitura para nos ajudar na limpeza, na reforma. É preciso também que a comunidade se una ao poder público e nos ajude”, apela Andreia Moura.

Ela entende que na mesma medida em que a comunidade tem a preocupação de matricular os filhos na escola profissionalizante também pode dar uma contrapartida à escola, se não com dinheiro, mas com mão de obra, no caso de algum conserto ou uma pequena obra.

“Na época das chuvas caiu um raio e queimou 20 computadores do nosso laboratório de Informática”, lembra Andreia, afirmando que, qualquer colaboração será bem recebida para cobrir as despesas mensais. “Mesmo assim, estamos levando essa missão árdua em prol da comunidade, entregamos também um projeto de contratação, pela prefeitura e pela Câmara, de menores aprendizes”, conta.

Ao falar no Programa Menor Aprendiz, que hoje ajuda 100 dos 200 alunos da escola, a diretora da Obra Kolping afirma que “é o melhor projeto” que já conheceu de profissionalização de jovens, mas diz que o governo federal poderia também ajudar as escolas profissionalizantes.

“Nosso público é formado por jovens de 14 a 22 anos que não podem pagar, mas querem se qualificar profissionalmente. Por isso, precisamos, urgentemente, de parcerias para poder ajudar, pois temos 500 jovens na fila de espera”, salienta Andreia, lembrando que, recentemente, na tentativa de atender a todos lançou o programa Qualifica para a Vida, em que pede a união de todos, município, Estado e comunidade.

Andreia também apela para que as famílias façam sua parte, procurando providenciar a documentação do jovem assim que ele completar 14 anos; e apela também aos órgãos que emitem esses documentos, que procurem priorizar ou facilitar a emissão para esses jovens. “Temos um caso aqui que conseguimos encaminhar um jovem para estágio numa grande empresa de Marabá. Ele teve um bom desempenho e foi chamado, mas perdeu a vaga porque a mãe não o ajudou a providenciar a Carteira de Trabalho”, conta ela.

Quem puder ajudar a Obra Kolping deve se dirigir à sede da instituição, na Avenida Manaus, 730, Bairro Belo Horizonte, ou contatar Andreia pelo celular (94) 99176-2226. “Qualquer ajuda é bem-vinda”, afirma ela.

Educação

IFPA oferece 80 vagas para cursos técnicos em Parauapebas

As inscrições para os cursos de Eletromecânica e Meio Ambiente serão realizadas nos dias 11 e 12 de maio, na sede da instituição.

A partir desta quinta-feira (11), o campus Parauapebas do Instituto Federal do Pará (IFPA) abre inscrições para dois novos cursos técnicos subsequente, em Eletromecânica e Meio Ambiente. Ao todo, o IFPA oferece 80 vagas para ingresso nos cursos subsequente, respeitando a distribuição de vagas pelo Sistema de Cotas. As aulas dos dois cursos ocorrerão no turno noturno e têm duração de 2 anos.

As inscrições são gratuitas e podem ser realizadas, presencialmente, das 8h às 12h e das 14h às 18h, na sede do campus, localizada na PA 275, S/N, próximo à portaria da Floresta Nacional de Carajás. Para se candidatar a uma vaga, é necessário que o interessado tenha concluído o Ensino Médio ou equivalente. O preenchimento do formulário de inscrição e do formulário socioeconômico é de inteira responsabilidade do candidato.

Para se inscrever no processo seletivo, o candidato deve apresentar, no ato da inscrição, Cadastro de Pessoa Física (CPF); certificado de conclusão do Ensino Médio ou equivalente; histórico escolar de conclusão de Ensino Médio ou ensino equivalente; documento oficial com foto e assinatura. No ato da inscrição, o candidato deverá escolher apenas um único curso ofertado.

O processo seletivo tem duas etapas. Sendo a primeira a fase de inscrições e a segunda a realização de redação em Língua Portuguesa, a ser realizada no dia 14 de maio. A sala e horário das provas serão divulgados em breve pela instituição. Os candidatos aprovados no processo seletivo deverão fazer a matrícula nos dias 19 e 22 de maio.

Como técnico em Eletromecânica, o profissional é habilitado a executar serviços de manutenção e reparos em equipamentos mecânicos e instalações elétricas em baixa tensão; atuar na execução de serviços de manutenção em equipamentos elétricos e eletrônicos, inclusive em equipamentos de acionamentos de cargas em processos industriais; executar e supervisionar a execução dos serviços de manutenção; auxiliar na elaboração e avaliar planos de manutenção; e administrar equipes, metas e resultados de manutenção eletroeletrônica industrial, comercial e predial.

Já o técnico em meio ambiente compreende os processos de gestão ambiental nos ecossistemas naturais, os impactos ambientais e poluições ambientais, processos produtivos e saúde coletiva para garantir a preservação e conservação do meio ambiente natural através do controle nos estabelecimentos urbanos e rurais. Tem a função de gerenciar esses diversos segmentos para garantir o desenvolvimento social, econômico e político da região, atua na organização de programa de educação ambiental, redução, reuso e reciclagem. Identifica os problemas ambientais, analisa suas consequências, operacionaliza e executa ações de preservação, conservação, otimização, minimização e remediação dos efeitos e causas.

Os cursos da forma subsequente são organizados e planejados para proporcionar formação profissional técnica de nível médio ao aluno, ampliando a qualificação profissional e inserção no mundo do trabalho. Ao concluir o curso, o aluno recebe diploma de técnico de nível Médio.

PESSOAS COM DEFICIÊNCIA

Os candidatos com deficiência que desejarem participar do Processo Seletivo devem solicitar, por meio de formulário, atendimento especial nos dias 11 e 12 de maio e, também, laudo médio original e expedido no prazo máximo de 12 meses, atestando o topo e o grau de deficiência, com referência ao código correspondente da Classificação Internacional de Doenças (Cid) e provável causa da deficiência. As pessoas com deficiência terão igualdade de condições com os demais candidatos no que se refere ao processo e critérios de aprovação. Com informações da Assessoria de Comunicação do IFPA – campus Parauapebas.

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