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educação

4ª URE diz que alunos das escolas estaduais de Marabá estão preparados para o Enem 2017

Escola O Pequeno Príncipe é destaque no Pará, no Exame Nacional de Ensino Médio
 Por Eleutério Gomes de Marabá  

Treze mil alunos do Ensino Médio estudam nas 28 escolas estaduais de Marabá. Desses, 3.820 estão terminando 3º ano e a estimativa da 4ª URE (Unidade Regional de Educação) é de que 75% deles tenham se inscrito no Enem 2017, cujas provas se iniciam no próximo domingo (5). Segundo a professora Alcinara Jadão, que dirige a Unidade, a cada ano o número de aprovados aumenta. Em 2016, de acordo com ela, 60% dos estudantes que saíram das escolas públicas marabaenses foram aprovados para as universidades federais do Pará e do Sudeste do Pará e para a Universidade Estadual. E ainda para as faculdades particulares que usam a nota do Enem como referência.

Alcinara,   que se diz “uma apaixonada pela educação”, conta que a cada ano, apesar das dificuldades, que acontecem em todo o País, as escolas estaduais procuram se aperfeiçoar e oferecer o melhor aos alunos. Aqui em Marabá, por exemplo, afirma diretora da 4ª URE, desde agosto as escolas realizaram simulados nos finais de semana, com os alunos do 3º ano.

“Além disso, tivemos quatro aulões do ProPaz Enem, temos excelentes professores, cerca de 2 mil em Marabá, e estamos avançando cada vez mais. Hoje o aluno está mais inteirado e os resultados do Enem 2016 mostraram isso. Tivemos um excelente desempenho, significativo mesmo”, afirma Alcinara, empolgada.

“Pequeno Príncipe” no topo

A diretora da 4ª URE destacou ainda o desempenho da Escola O Pequeno Príncipe, localizada na Folha 32, Nova Marabá: “Das 592 escolas do Estado do Pará, essa ficou em 5º lugar e em primeiro lugar na região, tendo sido classificada pelo Instituto Unibanco, que tem projetos voltados à Educação, como uma das 30 melhores do Brasil”.

Ouvido pelo Blog, o professor Antônio Luiz Silva Soares, que dirige O Pequeno Príncipe há 16 anos, confirmou o excelente desempenho do estabelecimento, afirmando que, dos 605 alunos do Ensino Médio, 114 estão no terceiro ano e 100% se inscreveram no Enem 2017.

“No ano passado formos a primeira no ranking regional, dos 120 alunos do 3º ano, a metade foi aprovada logo na primeira chamada para as Universidades Federais do Pará, do Sul e Sudeste do Pará, do Maranhão e do Tocantins, e para a Universidade do Estado do Pará, contabiliza ele, complementando: “Isso, sem contar os que se matricularam em faculdades particulares e entraram nas públicas em segunda e terceira chamadas. Logo, colocamos no ensino superior bem mais que os 60 que entraram de primeira”.

Antônio Soares credita o sucesso da escola a vários fatores e o primeiro deles é ter estabelecido nota de aprovação 6, enquanto nas demais escolas estaduais é 5; e oferecer não só duas recuperações ao ano, mas quatro, uma a cada bimestre, “e isso tem feito a diferença”.

Interação com a comunidade

Outro motivo é a proximidade com a comunidade: “Temos procurado fazer um trabalho de gestão para responder a uma demanda social. Então, se o aluno não está indo bem, vamos falar com a família, para conversar, buscar esse apoio e também apoiá-lo. Às vezes ele tem um problema que a família não sabe e a escola descobre primeiro”, explica.

Depois disso vem a disciplina: “Aqui temos o rigor, isso não quer dizer que o aluno seja tratado com rispidez. Mas, chamamos esse aluno e a família dele e mostramos que ele é o principal o responsável pelo próprio sucesso na vida”, salienta o diretor, destacando que costumeiramente profere palestras aos alunos do primeiro ano do Ensino Médio onde explica que ali começa a caminhada para a universidade.

“Mostramos que o Enem começa no primeiro ano, não só no terceiro. Quando chegam ao último ano, promovemos duas semanas de aulão. Ou seja, os alunos têm um tratamento diferenciado quando se aproxima o Enem. E são turmas para as quais nós, com a URE, não deixamos que faltem professores. E isso faz com que a gente venha obtendo esse sucesso”, afirma Antônio.

No próximo dia 8, o diretor, quatro professores e o aluno João Gabriel, do 3º ano, estarão em Belém, em evento do Programa Pacto pela Educação, pelo destaque em Língua Portuguesa e Matemática, informa ele.

Educação

Marabá: Ensino em tempo integral vira polêmica e provoca reunião em escola

Está tudo caminhando, a compra da merenda está sendo feita, tudo está em andamento”, afirmou o diretor.

Por Eleutério Gomes – de Marabá

Alunos, professores, pais, responsáveis e a direção da Escola Estadual de Ensino Médio “Gaspar Vianna”, em Marabá, mantiveram reunião na manhã desta quinta-feira (21) para tratar da situação do Ensino Integral, implantado este ano naquele estabelecimento e em três outros da cidade. Os estudantes e seus responsáveis, assim como seis professores em greve afirmam que a escola ainda não tem condições de manter esse regime.

Fernando Ferreira Santiago, diretor da escola, disse ao Blog que ainda estão havendo adequações, preparação de projetos, processos de licitação, em meio a mudanças que levam algum tempo para acontecer. Ele afirmou que a mobilização dos estudantes hoje teve o apoio de professores que estão em greve e se uniram aos alunos por considerarem que morosidade do Estado atrapalha rendimento. A escola mantém 800 alunos nos três turnos, mais 180 em estabelecimento anexo.

“Não atrapalha, porque as adequações já haviam sido esclarecidas, o Estado tem feito webconferências para nos deixar informados do passo a passo desse processo. Está tudo caminhando, a compra da merenda está sendo feita, tudo está em andamento”, afirmou o diretor.

Também ouvido, o professor Marcos Antônio Leal, um dos seis em greve, diz que a luta da categoria é para que o Estado pague o piso nacional, reajustado em 2015, de R$ 1.972,62 para R$ 2.298,80, mas que nunca chegou aos contracheques dos professores do Pará.

“A nossa luta também é pela reforma das escolas do Pará, todas estão em estado calamitoso, aqui mesmo, na Gaspar Vianna, não há condições de funcionar com o Ensino Regular, imagine com Ensino Integral. Os banheiros estão em situação precária, na cozinha faltam pratos e talheres, o refeitório não é adequado, os laboratórios de Física e Química e de Informática, além da biblioteca estão fechados e faltam funcionários e monitores”, relata Marcos Antônio.

A aluna Liandra Coelho, do primeiro ano do Ensino Médio, endossou e reforçou as palavras do professor e disse que a escola “está muito precária”. “Aqui nada funciona, não temos a mínima estrutura. Nós, alunos, já enviamos até documento ao Ministério Público do Estado relatando essa situação, aqui faltam até pratos e colheres”, afirmou.

Ouvida pelo telefone, a diretora da 4ª URE (Unidade Regional de Educação), da Secretaria de Estado de Educação, disse que tanto a Gaspar Vianna, quanto a Liberdade, a Plínio Pinheiro e a Gabriel Pimenta estão passando por adequações, adaptações e melhorias nas suas instalações para que, em 2018, possam funcionar efetivamente como Escolas de Ensino Integral.

Ela afirmou que, mesmo assim, em meio período, as primeiras turmas já estudam nesse regime, entrando às 7h30 e saindo a meio-dia: “Estamos passando por adaptações, esse projeto de Ensino Integral é do governo federal. Nas outras três escolas, onde não há essa revolução, o regime já é de Ensino Integral e, em todas, os professores já estão, inclusive, ganhado as 40 horas do Ensino Integral”.

Educação

Jovem professor brasileiro concorre ao Global Teacher Prize, o Nobel da Educação

Professor capixaba foi o vencedor do "Prêmio Professor Nota 10" de 2016 e está entre os dez finalistas do Global Teacher Prize de 2017, considerado o Nobel da Educação.

Wemerson era uma criança hiperativa na escola. Prestava atenção nas aulas, tirava notas boas, mas o jeito agitado acabava atrapalhando um pouco. Sem querer desestimular o bom aluno, a professora encontrou uma solução que agradou a todos: Wemerson passou a ajudá-la como monitor, orientando os coleguinhas com mais dificuldade de aprendizagem. Pode-se dizer que foi daí que começou a tomar gosto pelo magistério. Mais do que isso, foi quando ficou clara a vocação que seguiria por toda a vida.

Apesar da pouca idade, apenas 26 anos, e de uma trajetória profissional ainda curta, iniciada em 2012, depois de se formar em ciências biológicas – hoje, dá aulas de ciências no ensino fundamental e de química no ensino médio –, Wemerson Nogueira já tem muita história para contar, mas não qualquer história. Ele é autor de inúmeros projetos que lhe renderam o reconhecimento nacional, como o título de Educador Nota 10 de 2016, concedido pela Fundação Roberto Civita a professores de destaque em práticas inovadoras – e também no exterior.

Professor da rede pública capixaba, da pequena Nova Venécia, Wemerson é o único brasileiro entre os dez finalistas do Global Teacher Prize de 2017, considerado o Nobel da Educação. A lista foi divulgada esta semana. O prêmio inclui, além do reconhecimento mundial, um cheque de US$ 1 milhão, pago pela Varkey Foundation, da Inglaterra. Ganhará o melhor conjunto da obra, ou seja, tudo o que aconteceu durante os anos de dedicação ao magistério.

Wemerson é conhecido no meio pela criatividade das aulas e pelos projetos que melhoraram não só a qualidade do ensino em sua cidade, mas também a vida das comunidades locais. “A primeira escola em que trabalhei foi na periferia, em um lugar com alto índice de violência, uso de drogas e baixíssima perspectiva de um futuro promissor entre crianças e jovens”, conta. “Procurei a diretora e ofereci ajuda para a formação dos professores, e participação mais ativa das famílias na educação dos filhos. Em dois anos reduzimos em 90% a criminalidade, em 70% a evasão escolar e em 50% a reprovação.”

A partir de então, Wemerson passou a trabalhar sempre com projetos próprios, mas enriquecidos por sugestões dos alunos. No início de cada ano letivo ele costuma apresentar o plano de ensino à classe, um esboço do conteúdo que pretende ensinar nos meses seguintes. Mas são os estudantes que indicam a forma mais interessante de tudo acontecer. “No começo eles se assustam, só que logo passam a criar a partir do que é proposto. Eles são uma caixinha de surpresa, que deixa escapar ideias geniais quando é aberta.”

Grande parte dos projetos de Wemerson vem desse diálogo com os alunos e tudo acaba sempre muito adaptado à realidade e necessidades deles. “Houve turmas, por exemplo, que aprenderam química cantando. Outras, usando um aplicativo que criei no celular. E, em um projeto recente, criamos um filtro de descontaminação da água do Rio Doce, poluído pelo desastre ecológico de Mariana”, informa.

O projeto Filtrando as Lágrimas do Rio Doce, por sinal, tem resultados práticos não apenas para os alunos – que ajudaram a construir o filtro e, de quebra, aprenderam a tabela periódica analisando pessoalmente os elementos químicos nas águas turvas do rio –, mas igualmente à população ribeirinha. “Começamos com 55 filtros. Hoje são mais de 500. Nossa meta é ajudar 3 milhões de pessoas afetadas pela poluição”, afirma.

Quanto ao prêmio de U$ 1 milhão, caso venha a vencer no Global Teacher Prize de 2017, que terá o resultado divulgado em 19 de março, durante evento em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, Wemerson sabe muito bem no que vai aplicar. Vai criar a Fundação Nogueira de bolsa de estudos para licenciatura em educação e de orientação a professores no ensino pedagógico contemporâneo, fora o instituto de ciência e tecnologia, de apoio a escolas públicas na região de Nova Venécia.

“Também quero investir na minha formação. Vou viajar, conhecer outras experiências em educação – dos ambientes escolares totalmente adaptados às novas tecnologias em países como a Finlândia, por exemplo, às salas de aula onde os alunos sentam no chão no interior de algumas nações africanas.”

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