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Marabá

Teto de escola desaba em Marabá e Seduc faz vistoria às pressas

Desabamento foi previsto dois dias antes por estudantes em manifestação no Ministério Público Estadual
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Uma equipe de engenheiros da Seduc (Secretaria de Estado de Educação) passou a tarde deste domingo, dia 20 de maio, nas instalações da Escola Estadual e Integral Dr. Gaspar Viana, localizada na Folha 16, núcleo Nova Marabá, em Marabá, para tentar determinar as causas de um desabamento ocorrido ontem, sábado, quando o teto de um dos prédios foi ao chão e o Corpo de Bombeiros determinou a imediata interdição daquele espaço.

O prédio que teve sua estrutura comprometida é o último pavilhão de um conjunto de cinco blocos. Ali funcionam um laboratório de informática, biblioteca e uma sala de aula e, segundo Nélio Palheta, da Assessoria de Comunicação da Seduc, a suspeita de desabamento teria se confirmado ainda na sexta-feira e a direção da escola conseguiu retirar estudantes às pressas. “Até ventilador ficou ligado. Os bombeiros chegaram e interditaram apenas aquele pavilhão”, explicou ele previamente à reportagem do blog na tarde deste domingo, na porta da escola.

Palheta também informou que nesta segunda-feira, dia 21, a Seduc deverá prestar mais informações à Imprensa sobre a situação do prédio e as obras que deverão ser executadas para reparar os danos.

Do lado de fora, a Reportagem acompanhou também a vistoria dos engenheiros, que encontraram infiltrações, rachaduras, instalação elétrica antiga e necessitando troca, problemas em forro, reboco, entre outros que serão apresentados em relatório minucioso. O trabalho da equipe foi acompanhado pela diretora da 4ª URE (Unidade Regional de Educação), que representa a Seduc em Marabá e em outros 16 municípios desta região.

Desabamento anunciado

Durante manifestação de estudantes de três escolas estaduais na quinta-feira da última semana na porta do Ministério Público Estadual, o estudante Felipe Dias, do 2º ano do Ensino Médio do Colégio Gaspar Viana, fez um desabafo e contou por que não tem condições de estudar em local que não tem banheiro adequado, “o teto está quase desabando”, o forro do auditório está deteriorado. “As provas do primeiro bimestre foram feitas no escuro, não tinha luz na sala de aula. E ainda implantaram, na marra, escola em tempo integral”, criticou.

Felipe observou também, na ocasião, que os gestores do ensino médio planejam que os alunos fiquem na escola todos os dias de 7h50 até 17 horas, mas não oferecem alimentação adequada. “Todo dia a gente come sardinha, isso não tem condição”, alfinetou.

Resposta da Seduc

Em nota divulgada neste domingo, a Seduc informa que uma empresa iniciará as obras de reparo imediatamente. A Escola Gaspar Viana é uma das quatro instituições de ensino, localizadas no município, com projeto de reforma em andamento e que a licitação será aberta no dia 15 de junho. Além da Gaspar Viana, a Seduc pretende reformar, em Marabá, as escolas Gabriel Sales Pimenta (em Morada Nova), Liberdade, no bairro de mesmo nome, e Plínio Pinheiro, na Marabá Pioneira, todas elas em péssimas condições estruturais, segundo relato dos estudantes e da promotora Mayanna Queiroz, que também fez vistoria nos espaços com ajuda de engenheiros do MP. Inclusive, ela chegou a entrar com Ação Civil Pública contra o Estado do Pará em 2017 para tentar garantir a reforma das referidas unidades educacionais.

Histórico

Inaugurada no ano de 1987, a Escola Gaspar Viana passou a ser a mais procurada nos anos seguintes e havia até exame de proficiência para conseguir uma vaga naquele estabelecimento, que tinha até mesmo o ensino fundamental, que ainda não havia sido municipalizado. Com o passar dos anos, a estrutura foi ficando obsoleta e apenas pequenas reformas, como pintura, eram realizadas com longa periodicidade.

Até agora, a Seduc não informou se as aulas ficarão suspensas totalmente no Colégio Gaspar Viana, ou apenas parcialmente.

Por Ulisses Pompeu – Correspondente em Marabá

Canaã dos Carajás

Vídeo: Briga entre alunas de Escola de Canaã dos Carajás deixa adolescente ferida

Conselho Escolar foi acionado e deve decidir sobre a permanência das estudantes na escola
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Duas adolescentes protagonizaram uma verdadeira confusão na noite desta terça-feira, 24, em frente a Escola Estadual de Ensino Médio João Nelson dos Prazeres, em Canaã dos Carajás.

As duas, que não tiveram suas identificações divulgadas, haviam saído das dependências da instituição quando começaram a se agredir. Um vídeo gravado por outro estudante está circulando nas redes sociais. Nele é possível ver outros jovens gritando a aplaudindo a agressão. Nas imagens, nota-se que a estudante que aparece uniformizada está armada com uma faca. Logo em seguida, do braço da adolescente de blusa preta, o sangue começa a escorrer. Quando percebem que a briga ficou séria demais, os colegas começam a separar as duas.

Ao notar o sangramento, a estudante ferida desmaia e a gravação é interrompida. Ainda não se sabe o que causou a briga entre as duas adolescentes.

Para o psicólogo Wagner Caldeira, consultado pelo Blog sobre a violência nas escola, “as brigas entre escolares, dentro e fora da escola, sempre existiram. A questão central aqui nessa briga, e em outras que temos visto, é como se resolvem essas contendas. O que observo é que cada vez menos os jovens recorrem ao diálogo e mais à violência física. Isso porque a infância de hoje tem pouquíssimos espaços de socialização, de encontro e de negociação de seus dilemas. Uma infância passada na frente da TV ou tablet (como a gente tem visto com muita frequência hoje em dia) é uma infância que não aprendeu o valor do diálogo e tende a resolver tudo eliminando o mais rápido possível a situação de conflito“.

A coordenadoria pedagógica da escola informou que o Conselho Escolar já foi acionado e deve decidir em uma reunião prevista para acontecer na noite desta quinta-feira, 26, se as estudantes permanecerão ou não na escola.

Violência entre alunos

Conforme Diagnóstico Participativo das Violências nas Escolas produzido pela Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais, em parceria com o Ministério da Educação, publicado em 2017,  69,7% dos jovens afirmam terem visto algum tipo de agressão dentro da escola. Em 65% dos casos, a violência parte dos próprios alunos; em 15,2% , dos professores; em 10,6%, de pessoas de fora da escola; em 5,9%, de funcionários; e em 3,3%, de diretores.

Marabá

No aniversário de Tião Miranda, aluna emociona prefeito, que dá indireta sobre segundo mandato

Gestor marabaense diz que quer trabalhar por Marabá “por muitos anos, enquanto tiver forças” e antecipa candidatura para 2020
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Por Ulisses Pompeu

No início da noite desta segunda-feira (2), a Prefeitura Municipal de Marabá inaugurou a Escola Cristo Rei, no Bairro Jardim União. Uma multidão de moradores compareceu à cerimônia e o prefeito Tião Miranda, que chegou por último ao evento, acabou recebendo várias homenagens de educadores, estudantes e servidores por seu aniversário de 61 anos de idade.

Logo no início da cerimônia, a aluna Maria Paula, da Escola Cristo Rei, lhe entregou uma placa de homenagem a por seu natalício, que transcorreu neste dia 2 de abril. O prefeito, conhecido por sua natureza comedida, estava só alegria e passou o restante do evento distribuindo sorrisos aos colegas de mesa.

Em sua vez de usar a palavra, Tião agradeceu a celebração do seu aniversário e caracterizou a ocasião como um dos “aniversários mais marcantes da minha vida, porque quando cheguei na escola, desde a entrada, uma multidão de crianças veio me recepcionar. Fico feliz em comemorar meus 61 anos no meio de pessoas simples, mas verdadeiras”.

Miranda declarou ainda que a alegria maior em suas gestões sempre foi a inauguração de escolas, porque se trata de um prédio que contribui para o futuro de centenas de pessoas. “Eu trabalho todo dia, sou viciado em trabalhar e meu compromisso é com essa cidade,” reafirmou também, em seu discurso clássico, que julga muito importante a realização de obras, sempre com seriedade e compromisso com a comunidade.

Ele confirmou o discurso de seus secretários de que é um prefeito que cobra muito da equipe que coordena, garantindo que não vai abrir mão disso. “Depois de seis décadas de vida, chego à conclusão de que o tempo é mais precioso do que o dinheiro: a grana você pode perder e recuperar, mas o tempo não volta. O tempo é precioso e o resto da minha vida será dedicado a Marabá. Só peço a Deus que me dê saúde, porque coragem eu tenho para trabalhar e fazer muito mais por essa cidade”.

Tião não deixou de relembrar o “pepino” que recebeu quando assumiu o governo, revelando que já pagou mais de R$ 70 milhões em dívidas deixadas pelas gestões anteriores. “Às vezes, a população pode achar que Tião Miranda é um prefeito duro. Mas como homem público, sempre digo que o Brasil e Marabá dão certo, o que precisamos é trabalhar com responsabilidade. Se o município de Marabá paga suas contas em dia, atualmente, é porque tem um gestor preocupado com a cidade e a comunidade,” declarou.

O discurso enfatizando que seu modo de governar é o mais recomendado para Marabá, dá a impressão de que ele pretende mesmo disputar a prefeitura mais uma vez, embora tenha dito, até o ano passado, que só governaria o município por um mandato. “A cidade pode ir para frente ou para trás, depende muito do prefeito. Mas enquanto eu tiver vontade e Deus me der saúde, estarei trabalhando pela população de Marabá,” concluiu.

Sobre a escola inaugurada

O prefeito de Marabá explicou que a Escola Cristo Rei começou a ser construída no último ano de sua gestão e passou dois governos paralisada. No ano passado, ele retomou as obras, e agora, a escola está sendo inaugurada com 12 salas de aula, onde receberá 600 alunos, inicialmente.

Parauapebas

Escola do Parque das Nações II deverá ser inaugurada em maio

A data foi anunciada hoje, 13, durante uma visita técnica do secretário de Educação, Raimundo Neto, e da secretária de Obras, Silvana Faria à obra, que beneficiará mais de 550 crianças de 4 e 5 anos de idade do Complexo VS10.
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A escola, que atenderá alunos da educação infantil, é composta por 11 salas de aulas, biblioteca, laboratório de informática, sala multiuso, brinquedoteca, cozinha, pátio coberto, bloco administrativo e banheiros acessíveis.

“Estamos organizando uma grande solenidade para fazer a entrega da escola para a comunidade no mês de maio, durante as comemorações do aniversário da cidade”, adianta o secretário Raimundo Neto, acrescentando que o prédio da unidade infantil é um dos mais modernos da cidade, ele. Ele tem uma área construída de 2.446 metros quadrados .

A secretária de Obras, Silvana Faria, garante que está sendo mobilizada uma força-tarefa para que a escola seja entregue o quanto antes para a comunidade. “A previsão é que a entreguemos ainda no mês de maio. É uma obra de grande porte, com uma ótima infraestrutura que irá dar o suporte para que as crianças tenham um ensino de qualidade. Além desta, estamos com mais três escolas em construção: uma no bairro da Paz, outra no Alto Bonito e uma muito grande no bairro Tropical”, afirmou a gestora.

“Estamos muito felizes com a notícia que recebemos. Nossa comunidade aguarda ansiosa pela inauguração desta escola. Esse prédio é uma referência para nós. Agora nossas crianças não precisarão mais estudar em anexos”, comenta Francisco Freitas, presidente da Associação dos Moradores do Complexo VS 10.

Francisco Freitas também enviou um ofício à Prefeitura Municipal solicitando que a escola receba o nome de Aurino Gonçalves dos Santos, um dos pioneiros da comunidade. “Recebemos a solicitação e a sugestão atende aos requisitos exigidos. Iremos encaminhar a história desse pioneiro à Câmara de Vereadores, pois eles que irão definir qual será o nome da escola”, esclarece o secretário Raimundo Neto.

Educação

Curionópolis: construção de escola de tempo integral em Serra Pelada é pleiteada

A escola contará com um teatro, duas piscinas, 25 salas de aula, quatro laboratórios, uma biblioteca, refeitório, quadra poliesportiva aberta, com capacidade para cinco mil pessoas, e pista de atletismo.
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O prefeito Adonei Aguiar se reuniu com representantes da mineradora Vale, nesta terça-feira (20), para solicitar a construção de uma escola de tempo integral em Serra Pelada, localidade que fica na região do Projeto Serra Leste, de propriedade da empresa.

Participaram da reunião o diretor executivo, Luiz Eduardo Osório e a diretora de relações governamentais da empresa, Selma Torres Ferrari. Além do prefeito de Curionópolis estiveram na reunião o presidente da Câmara, vereador Francisco Aderbal, o deputado federal Hélio Leite e o professor Danilo de Melo Souza, que é secretário de Educação, em Palmas-TO, e também atua como consultor.

“Queremos construir em Serra Pelada uma escola de tempo integral de referência, que segure o aluno por nove horas diárias com atividades extra sala de aula, focando principalmente nas atividades esportivas e também em disciplinas de empreendedorismo”, destacou o prefeito Adonei Aguiar.

De acordo com o prefeito, “a diretoria da Vale deixou a reunião satisfeita com a apresentação do projeto e já comunicou com a presidente da Fundação Vale, Isis Pagy, para fazer uma visita in loco em uma escola modelo de Palmas, capital do Tocantins, que será referência para a construção da escola em Serra Pelada”.

Escola de Tempo Integral

De acordo com o professor Danilo, o projeto da Escola de Tempo Integral (ETI) em Serra Pelada conta com uma área construída de 10 mil metros, com capacidade para 1.200 alunos. Dentro da estrutura será construído um teatro, duas piscinas, sendo uma semi-olímpica com 25 metros e 8 raias, 25 salas de aula, quatro laboratórios, uma biblioteca, refeitório, quadra poliesportiva aberta, com capacidade para cinco mil pessoas, e pista de atletismo.

Na escola serão desenvolvidas atividades como: Horta Escolar, Panificação e Orquestra Sinfônica com a banda escolar. O prédio contará com geração de energia elétrica fotovoltaica, captação e reuso de água das chuvas. “A escola será a maior unidade escolar do estado do Pará, o padrão de acabamento e construção é o mesmo das melhores escolas privadas do Brasil”, destacou o professor.

educação

4ª URE diz que alunos das escolas estaduais de Marabá estão preparados para o Enem 2017

Escola O Pequeno Príncipe é destaque no Pará, no Exame Nacional de Ensino Médio
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 Por Eleutério Gomes de Marabá  

Treze mil alunos do Ensino Médio estudam nas 28 escolas estaduais de Marabá. Desses, 3.820 estão terminando 3º ano e a estimativa da 4ª URE (Unidade Regional de Educação) é de que 75% deles tenham se inscrito no Enem 2017, cujas provas se iniciam no próximo domingo (5). Segundo a professora Alcinara Jadão, que dirige a Unidade, a cada ano o número de aprovados aumenta. Em 2016, de acordo com ela, 60% dos estudantes que saíram das escolas públicas marabaenses foram aprovados para as universidades federais do Pará e do Sudeste do Pará e para a Universidade Estadual. E ainda para as faculdades particulares que usam a nota do Enem como referência.

Alcinara,   que se diz “uma apaixonada pela educação”, conta que a cada ano, apesar das dificuldades, que acontecem em todo o País, as escolas estaduais procuram se aperfeiçoar e oferecer o melhor aos alunos. Aqui em Marabá, por exemplo, afirma diretora da 4ª URE, desde agosto as escolas realizaram simulados nos finais de semana, com os alunos do 3º ano.

“Além disso, tivemos quatro aulões do ProPaz Enem, temos excelentes professores, cerca de 2 mil em Marabá, e estamos avançando cada vez mais. Hoje o aluno está mais inteirado e os resultados do Enem 2016 mostraram isso. Tivemos um excelente desempenho, significativo mesmo”, afirma Alcinara, empolgada.

“Pequeno Príncipe” no topo

A diretora da 4ª URE destacou ainda o desempenho da Escola O Pequeno Príncipe, localizada na Folha 32, Nova Marabá: “Das 592 escolas do Estado do Pará, essa ficou em 5º lugar e em primeiro lugar na região, tendo sido classificada pelo Instituto Unibanco, que tem projetos voltados à Educação, como uma das 30 melhores do Brasil”.

Ouvido pelo Blog, o professor Antônio Luiz Silva Soares, que dirige O Pequeno Príncipe há 16 anos, confirmou o excelente desempenho do estabelecimento, afirmando que, dos 605 alunos do Ensino Médio, 114 estão no terceiro ano e 100% se inscreveram no Enem 2017.

“No ano passado formos a primeira no ranking regional, dos 120 alunos do 3º ano, a metade foi aprovada logo na primeira chamada para as Universidades Federais do Pará, do Sul e Sudeste do Pará, do Maranhão e do Tocantins, e para a Universidade do Estado do Pará, contabiliza ele, complementando: “Isso, sem contar os que se matricularam em faculdades particulares e entraram nas públicas em segunda e terceira chamadas. Logo, colocamos no ensino superior bem mais que os 60 que entraram de primeira”.

Antônio Soares credita o sucesso da escola a vários fatores e o primeiro deles é ter estabelecido nota de aprovação 6, enquanto nas demais escolas estaduais é 5; e oferecer não só duas recuperações ao ano, mas quatro, uma a cada bimestre, “e isso tem feito a diferença”.

Interação com a comunidade

Outro motivo é a proximidade com a comunidade: “Temos procurado fazer um trabalho de gestão para responder a uma demanda social. Então, se o aluno não está indo bem, vamos falar com a família, para conversar, buscar esse apoio e também apoiá-lo. Às vezes ele tem um problema que a família não sabe e a escola descobre primeiro”, explica.

Depois disso vem a disciplina: “Aqui temos o rigor, isso não quer dizer que o aluno seja tratado com rispidez. Mas, chamamos esse aluno e a família dele e mostramos que ele é o principal o responsável pelo próprio sucesso na vida”, salienta o diretor, destacando que costumeiramente profere palestras aos alunos do primeiro ano do Ensino Médio onde explica que ali começa a caminhada para a universidade.

“Mostramos que o Enem começa no primeiro ano, não só no terceiro. Quando chegam ao último ano, promovemos duas semanas de aulão. Ou seja, os alunos têm um tratamento diferenciado quando se aproxima o Enem. E são turmas para as quais nós, com a URE, não deixamos que faltem professores. E isso faz com que a gente venha obtendo esse sucesso”, afirma Antônio.

No próximo dia 8, o diretor, quatro professores e o aluno João Gabriel, do 3º ano, estarão em Belém, em evento do Programa Pacto pela Educação, pelo destaque em Língua Portuguesa e Matemática, informa ele.

Educação

Marabá: Ensino em tempo integral vira polêmica e provoca reunião em escola

Está tudo caminhando, a compra da merenda está sendo feita, tudo está em andamento”, afirmou o diretor.
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Por Eleutério Gomes – de Marabá

Alunos, professores, pais, responsáveis e a direção da Escola Estadual de Ensino Médio “Gaspar Vianna”, em Marabá, mantiveram reunião na manhã desta quinta-feira (21) para tratar da situação do Ensino Integral, implantado este ano naquele estabelecimento e em três outros da cidade. Os estudantes e seus responsáveis, assim como seis professores em greve afirmam que a escola ainda não tem condições de manter esse regime.

Fernando Ferreira Santiago, diretor da escola, disse ao Blog que ainda estão havendo adequações, preparação de projetos, processos de licitação, em meio a mudanças que levam algum tempo para acontecer. Ele afirmou que a mobilização dos estudantes hoje teve o apoio de professores que estão em greve e se uniram aos alunos por considerarem que morosidade do Estado atrapalha rendimento. A escola mantém 800 alunos nos três turnos, mais 180 em estabelecimento anexo.

“Não atrapalha, porque as adequações já haviam sido esclarecidas, o Estado tem feito webconferências para nos deixar informados do passo a passo desse processo. Está tudo caminhando, a compra da merenda está sendo feita, tudo está em andamento”, afirmou o diretor.

Também ouvido, o professor Marcos Antônio Leal, um dos seis em greve, diz que a luta da categoria é para que o Estado pague o piso nacional, reajustado em 2015, de R$ 1.972,62 para R$ 2.298,80, mas que nunca chegou aos contracheques dos professores do Pará.

“A nossa luta também é pela reforma das escolas do Pará, todas estão em estado calamitoso, aqui mesmo, na Gaspar Vianna, não há condições de funcionar com o Ensino Regular, imagine com Ensino Integral. Os banheiros estão em situação precária, na cozinha faltam pratos e talheres, o refeitório não é adequado, os laboratórios de Física e Química e de Informática, além da biblioteca estão fechados e faltam funcionários e monitores”, relata Marcos Antônio.

A aluna Liandra Coelho, do primeiro ano do Ensino Médio, endossou e reforçou as palavras do professor e disse que a escola “está muito precária”. “Aqui nada funciona, não temos a mínima estrutura. Nós, alunos, já enviamos até documento ao Ministério Público do Estado relatando essa situação, aqui faltam até pratos e colheres”, afirmou.

Ouvida pelo telefone, a diretora da 4ª URE (Unidade Regional de Educação), da Secretaria de Estado de Educação, disse que tanto a Gaspar Vianna, quanto a Liberdade, a Plínio Pinheiro e a Gabriel Pimenta estão passando por adequações, adaptações e melhorias nas suas instalações para que, em 2018, possam funcionar efetivamente como Escolas de Ensino Integral.

Ela afirmou que, mesmo assim, em meio período, as primeiras turmas já estudam nesse regime, entrando às 7h30 e saindo a meio-dia: “Estamos passando por adaptações, esse projeto de Ensino Integral é do governo federal. Nas outras três escolas, onde não há essa revolução, o regime já é de Ensino Integral e, em todas, os professores já estão, inclusive, ganhado as 40 horas do Ensino Integral”.

Educação

Jovem professor brasileiro concorre ao Global Teacher Prize, o Nobel da Educação

Professor capixaba foi o vencedor do "Prêmio Professor Nota 10" de 2016 e está entre os dez finalistas do Global Teacher Prize de 2017, considerado o Nobel da Educação.
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Wemerson era uma criança hiperativa na escola. Prestava atenção nas aulas, tirava notas boas, mas o jeito agitado acabava atrapalhando um pouco. Sem querer desestimular o bom aluno, a professora encontrou uma solução que agradou a todos: Wemerson passou a ajudá-la como monitor, orientando os coleguinhas com mais dificuldade de aprendizagem. Pode-se dizer que foi daí que começou a tomar gosto pelo magistério. Mais do que isso, foi quando ficou clara a vocação que seguiria por toda a vida.

Apesar da pouca idade, apenas 26 anos, e de uma trajetória profissional ainda curta, iniciada em 2012, depois de se formar em ciências biológicas – hoje, dá aulas de ciências no ensino fundamental e de química no ensino médio –, Wemerson Nogueira já tem muita história para contar, mas não qualquer história. Ele é autor de inúmeros projetos que lhe renderam o reconhecimento nacional, como o título de Educador Nota 10 de 2016, concedido pela Fundação Roberto Civita a professores de destaque em práticas inovadoras – e também no exterior.

Professor da rede pública capixaba, da pequena Nova Venécia, Wemerson é o único brasileiro entre os dez finalistas do Global Teacher Prize de 2017, considerado o Nobel da Educação. A lista foi divulgada esta semana. O prêmio inclui, além do reconhecimento mundial, um cheque de US$ 1 milhão, pago pela Varkey Foundation, da Inglaterra. Ganhará o melhor conjunto da obra, ou seja, tudo o que aconteceu durante os anos de dedicação ao magistério.

Wemerson é conhecido no meio pela criatividade das aulas e pelos projetos que melhoraram não só a qualidade do ensino em sua cidade, mas também a vida das comunidades locais. “A primeira escola em que trabalhei foi na periferia, em um lugar com alto índice de violência, uso de drogas e baixíssima perspectiva de um futuro promissor entre crianças e jovens”, conta. “Procurei a diretora e ofereci ajuda para a formação dos professores, e participação mais ativa das famílias na educação dos filhos. Em dois anos reduzimos em 90% a criminalidade, em 70% a evasão escolar e em 50% a reprovação.”

A partir de então, Wemerson passou a trabalhar sempre com projetos próprios, mas enriquecidos por sugestões dos alunos. No início de cada ano letivo ele costuma apresentar o plano de ensino à classe, um esboço do conteúdo que pretende ensinar nos meses seguintes. Mas são os estudantes que indicam a forma mais interessante de tudo acontecer. “No começo eles se assustam, só que logo passam a criar a partir do que é proposto. Eles são uma caixinha de surpresa, que deixa escapar ideias geniais quando é aberta.”

Grande parte dos projetos de Wemerson vem desse diálogo com os alunos e tudo acaba sempre muito adaptado à realidade e necessidades deles. “Houve turmas, por exemplo, que aprenderam química cantando. Outras, usando um aplicativo que criei no celular. E, em um projeto recente, criamos um filtro de descontaminação da água do Rio Doce, poluído pelo desastre ecológico de Mariana”, informa.

O projeto Filtrando as Lágrimas do Rio Doce, por sinal, tem resultados práticos não apenas para os alunos – que ajudaram a construir o filtro e, de quebra, aprenderam a tabela periódica analisando pessoalmente os elementos químicos nas águas turvas do rio –, mas igualmente à população ribeirinha. “Começamos com 55 filtros. Hoje são mais de 500. Nossa meta é ajudar 3 milhões de pessoas afetadas pela poluição”, afirma.

Quanto ao prêmio de U$ 1 milhão, caso venha a vencer no Global Teacher Prize de 2017, que terá o resultado divulgado em 19 de março, durante evento em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, Wemerson sabe muito bem no que vai aplicar. Vai criar a Fundação Nogueira de bolsa de estudos para licenciatura em educação e de orientação a professores no ensino pedagógico contemporâneo, fora o instituto de ciência e tecnologia, de apoio a escolas públicas na região de Nova Venécia.

“Também quero investir na minha formação. Vou viajar, conhecer outras experiências em educação – dos ambientes escolares totalmente adaptados às novas tecnologias em países como a Finlândia, por exemplo, às salas de aula onde os alunos sentam no chão no interior de algumas nações africanas.”