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Páscoa

Mercado em Parauapebas oferta diversidade de ovos de Páscoa

Várias escolas procuraram interagir sobre o tema Páscoa com os alunos

Grandes, médios, pequenos, de marcas conhecidas ou novas no mercado, com brinquedos ou doces dentro ou simplesmente vazios, vendido em lojas de departamento, em supermercados ou por profissionais autônomos, produzido aqui na cidade ou vindo de Gramado, sem glúter, sem lactose, doce ou amargo, é grande a variedade de opções de ovos de páscoa no mercado em Parauapebas.

A Páscoa é uma época movimentada para o mercado. As grandes redes de varejo em Parauapebas encheram as prateleiras, mas até esta quinta-feira (13) ainda tinha muito chocolate disponível para a venda. “Nossa expectativa é vender pelo menos 90% do estoque até domingo, a maioria das pessoas deixa sempre para última hora”, disse uma caixa das lojas Americanas.

“É a primeira Páscoa que estou trabalhando com chocolate de colher. Fiz uma divulgação no Facebook, também com meus amigos e tenho muitas encomendas para sábado e domingo. Estou satisfeita com o retorno. E o bom de tudo isso é que consigo fazer tudo em casa. Meu marido vai me ajudar na entrega”, disse a autônoma, Fabíola Pontes.

Comemoração da Páscoa

A professora de ensino religioso, Michele Keilla Silva Costa aproveitou o momento para trabalhar a temática do voluntariado com seus alunos. “Com minhas turmas da Escola Josias Leão, a maior parte formada por adolescentes, eu consegui organizar os alunos do sexto ao nono ano para que eles próprios organizassem atividades para as crianças das turmas da manhã. Eles compraram balinhas, confeccionaram as lembrancinhas, fizeram pintura facial nas crianças, foi bem produtivo”, informou a professora.

Já na escola municipal Olga da Silva foi realizada na quarta-feira (12) a Páscoa Solidária a partir de um trabalho interdisciplinar iniciado pela professora Michele Keila, mas que contou também com o apoio dos demais professores. “Nós organizamos uma gincana com diversas atividades para os alunos, inclusive a arrecadação de alimentos para serem doados à famílias carentes da comunidade. Os professores se juntaram e fizeram cestas de bombons para dar à equipe campeã da gincana”, relatou a professora.

Nas contas da direção da escola foram arrecadas cerca de 50 cestas básicas que serão montadas a partir de segunda-feira (17) para serem distribuídas pelos próprios alunos. Algumas crianças desta escola também ganharam chocolates. “Nós estamos muito felizes por termos ganho esse ovo de Páscoa”, disseram as irmãs Ana Paula e Ana Alice, que são alunas da escola. “Fiquei muito feliz por elas terem ganho, eu e o pai delas estamos desempregados e com certeza não daria para comprar ovos de Páscoa”, disse a mãe das meninas.

Já algumas escolas particulares, que têm uma linha mais religiosa, comemoram a Páscoa de forma diferenciada. O símbolo é uma ovelha, em vez do tradicional coelhinho, e seus alunos recebem pão e suco de uva, em vez de ovos de Páscoa para ilustrar ainda mais o significado cristão para a Páscoa, que representa a época da morte e ressurreição de Jesus.

Engenharia ambiental

Em Marabá, compostagem usa tecnologia para transformar restos da merenda escolar em adubo

Acadêmicos da Universidade do Estado do Pará - UEPA - aplicam protótipo eletrônico integrado a uma plataforma digital para melhorar o serviço

Um projeto inovador em Marabá começou como embrião entre acadêmicos de Engenharia Ambiental do campus local da Universidade do Estado do Pará (UEPA) e está conquistando estudantes do Ensino Fundamental. Eles perceberam que mais da metade de todo lixo produzido no Brasil é constituída por resíduos orgânicos, como restos de frutas, legumes e folhagens. Todo esse material acaba indo para os lixões a céu aberto ou aterros sanitários, decompondo-se de forma inadequada. Além de gerar mau cheiro, esses resíduos atraem animais causadores de doenças e aumentam os riscos de contaminação de lençóis freáticos e do solo.

Para reduzir a poluição ambiental e aproveitar as sobras da merenda escolar, de folhas que caem das árvores, de papéis jogados no lixo e todo o resto de resíduos orgânicos gerados nas Escolas de Ensino Fundamental Oneide de Sousa Tavares e Doutor Inácio de Sousa Moita, em Marabá, os egressos do curso de Engenharia Ambiental Jamerson Silva Soares, 26, e Igor Conceição Ribeiro, 25, desenvolveram um tipo de composteira que usa recursos tecnológicos para elevar a qualidade do adubo produzido. A pesquisa deles é orientada pela professora Aline Souza Sardinha.

A composteira é o recipiente no qual são acondicionados os resíduos orgânicos para dar início ao processo conhecido como compostagem, que consiste em deixar fermentar e decompor resíduos orgânicos – agrícolas, florestais, domésticos ou urbanos – misturados ou não em terra vegetal, para obter um material rico em nutrientes e minerais, chamado de “composto”, usado como adubo natural.

O diferencial da compostagem inteligente, proposta do projeto de Jamerson e Igor, é a possibilidade de mensurar os níveis de temperatura e umidade do material orgânico em decomposição. Essa identificação ocorre por meio de um protótipo eletrônico integrado à Plataforma Arduino.

A Plataforma Arduino é composta por uma placa controladora (hardware) e um sistema integrado (software). Ao ser colocado em contato com a composteira, o protótipo móvel irá detectar se os níveis de temperatura e umidade estão altos ou baixos, emitir alertas sonoros, de luzes e mensagens na tela de LCD, indicando qual procedimento seguir.

“O protótipo avisa na tela de LCD se a umidade está alta ou baixa, se é para adicionar mais água, fazer a mistura ou acrescentar mais material orgânico. É interessante poder ver e controlar a temperatura e umidade em tempo real”, destaca Jamerson Soares.

O projeto realizado nas escolas de Marabá custou R$ 20.000,00 e foi financiado pelo Banco da Amazônia por meio de um edital de patrocínio em 2016. Desenvolvido de junho do ano passado a janeiro do corrente ano, o trabalho incluiu palestras de educação ambiental, orientações sobre separação dos resíduos e domínio da Plataforma Arduino, entre os alunos do 8º e 9º ano.

Também foram entregues nas duas escolas lixeiras para a coleta de resíduos úmidos e secos e os depósitos para a compostagem. O projeto também foi tema de estudo do Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) de Jamerson e Igor, que no Prêmio Melhor TCC 2015, ganharam o segundo lugar com o tema “Sistema de monitoramento inteligente da temperatura e umidade no processo de compostagem: protótipo baseado na Plataforma Arduino”.

A atividade de educação ambiental terá continuidade em 2017 com o acadêmico de Engenharia Ambiental Vinícius Soares. A partir das pesquisas será feito o monitoramento do processo de transformação dos resíduos orgânicos em adubo. “Esta é uma alternativa para evitar que mais resíduos sejam dispostos no aterro controlado de Marabá. As Composteiras Inteligentes ficarão abrigadas nas escolas. O Vinícius vai avaliar o processo de educação ambiental dentro das instituições, se as pessoas estão se educando para separar o lixo, e também avaliará a qualidade do composto”, ressalta a professora Aline Sardinha.

Educação

Cerca de 80% dos alunos do ensino fundamental compareceram às escolas no primeiro dia de aula em Parauapebas

Os problemas ocorridos durante o primeiro dia de aula em Parauapebas foram pontuais, afirmou a Ascom

O ano letivo começou nesta segunda-feira (23) para os alunos do ensino fundamental da rede pública municipal de ensino em Parauapebas. De acordo com a Prefeitura, cerca de 80% participaram do primeiro dia de aula. Os pequenos da educação infantil, crianças de 4 a 5 anos terão suas aulas iniciadas em fevereiro, conforme o calendário escolar da Secretaria Municipal de Educação (Semed).

Ainda de acordo com a Prefeitura, o início do período escolar ocorreu dentro do esperado pela Semed. Em mudança de governo sempre é um desafio manter tudo em ordem no primeiro momento, prova disso foi o tumulto que ocorreu na Escola Municipal Olga da Silva, localizada no Complexo Altamira. A equipe recepcionou muito bem os pais, porém, em função da destinação de alguns alunos para um novo anexo, houve reclamações e questionamentos.

Eu moro na rua atrás da escola, meu filho estuda aqui já faz quatro anos. Não tem lógica colocá-lo para um anexo que fica bem longe da minha casa, mesmo tendo a série que ele vai estudar aqui no Olga. E eu vi que uns alunos que não moram tão perto da escola vão continuar aqui, não vão para o anexo. Eu não vou aceitar isso”, disse a dona de casa Silverleide Seguins.

Outras reclamações surgiram: “eu tenho o comprovante de matrícula aqui, mas o nome da minha filha caçula não está em nenhuma lista da escola, outra coisa, quando eu fiz a matrícula, escolhi o período da manhã. Agora a diretora disse que não tem mais vaga nesse horário e terá que colocá-la no intermediário. Como assim? Ela já não estava matriculada? Não entendi nada”, disse Aparecida Carvalho, que foi orientada a levar a sua filha mais velha, também matriculada na escola Olga da Silva, para o novo anexo escolar, e quando chegou ao local o vigia disse que não tinha cadeiras e que o espaço ainda estava sendo organizado para receber os alunos.

Segundo a Assessoria de Comunicação (Ascom), em nota, o problema é pontual. “Devido à demanda de matrículas na unidade educacional, houve a necessidade de transferir alguns alunos do prédio-sede para o anexo, que funciona na antiga Escola Renascer. A transferência gerou transtornos pontuais, mas a ação foi tomada para melhor atender aos estudantes”.

Tal demanda é comprovada, já que este é o segundo anexo que a Semed teve que providenciar para a escola Olga da Silva, que fica localizada em uma das regiões mais populosas da cidade. Os reparos no prédio do anexo estão sendo providenciados para que as aulas tenham início ainda esta semana, informou a Ascom.

Situação na Palmares II

O impasse na escolha dos gestores das escolas públicas na Palmares II, que culturalmente é realizada pela comunidade escolar e neste ano teve interferência da vereadora Eliene Soares no processo, conforme matéria publicada pelo Blog anteriormente, gerou o atraso no início das aulas naquela localidade.

De acordo com um comunicado da Coordenação de Representantes de Setores da Comunidade, em reunião realizada na última quinta-feira (19), quando estiveram presentes o prefeito Darci Lermen, seu chefe de Gabinete e o secretário de Educação, foi orientado que a aulas iniciassem apenas nesta terça-feira (24), depois da definição de quem serão os gestores escolares. O comunicado diz também que “Darci reafirmou o compromisso de respeitar as decisões da nossa comunidade, acerca das eleições diretas para direção escolar”.

Dos bastidores da Semed chega a informação de que a escolha das direções das escolas municipais – todas elas – foi usada como moeda de troca com os vereadores, o que faz notar que os antigos métodos praticados na política local não sofreram a mudança anunciada.

Educação

Cadeiras marcam lugar em filas para matrícula em escolas de Marabá

Para garantir um lugar na fila de matrículas, pais amarram cadeiras no muro da escola e formam uma fila com mais de 20 metros de extensão.

Por Ulisses Pompeu – de Marabá

Uma tradição de vários anos se repete em uma escola de ensino fundamental e em um Núcleo de Educação Infantil de Marabá agora em 2017, ambos localizados no bairro Marabá Pioneira. Para garantir um lugar na fila de matrículas, pais amarram cadeiras no muro da escola e formam uma fila com mais de 20 metros de extensão. As cadeiras começaram a ser amarradas ainda no final de 2016 e a matriculas só iniciam esta semana.

Moradora da Vila do Rato, na Marabá Pioneira, Vanice Pinto Dias, 24, diz que tem quatro filhos e o mais novo, agora com seis anos, precisa ir para a escola porque ela tem de trabalhar. “Quero ver se consigo uma vaga pra ele ali no Núcleo de Educação Infantil Arco Íris, que não é tão longe de casa e o ensino lá é muito bom, porque dois filhos meus passaram por lá e saíram lendo”, elogia.

A diretora da Escola José Mendonça, Nilva Américo, disse que as matrículas este ano foram atípicas, apesar de os pais continuarem colocando cadeiras no muro para tentar garantir vagas. “Por conta das greves no ano passado, tivemos algumas transferências para escolas particulares, assim como as transferências normais de um bairro para outro. A escola ainda tem 47 vagas distribuídas: 12 no primeiro ano, 8 vagas para o segundo ano, 12 para o quarto ano e 15 para o quinto ano. Então, veja, temos vagas, mas essas cadeiras viraram costume, mesmo a gente falando para os pais que não há necessidade”, explicou.

Segundo o secretário adjunto de Educação de Marabá, Orlando Moraes, nesta quinta-feira, dia 12, a Secretaria Municipal de Educação (Semed) vai realizar a primeira reunião com diretores para discutir as demandas de cada uma delas e alinhar projetos de melhorias para o setor, também avaliando as vagas que serão disponibilizadas por escola, bairro e núcleo. Ele disse que as escolas, em geral, têm vagas, mas que nem sempre é possível matricular todos os estudantes no estabelecimento mais próximo da residência de todas as famílias. “O início do ano letivo de 2017 está marcado para o dia 13 de fevereiro para os estudantes dos dois níveis: educação infantil e ensino fundamental”, disse.

Orlando Moraes informou que o censo escolar aponta que a rede de ensino municipal de Marabá conta com 56 mil alunos, que serão distribuídos em 215 escolas localizadas nas zonas urbana e rural. O número de professores ainda está sendo quantificado, porque a Semed pretende trabalhar, inicialmente, apenas com concursados, para evitar contratações e inchaço da Folha de Pagamento, considerada um dos maiores gargalos da administração municipal.

Educação

Pais devem ficar atentos sobre credenciamento das escolas dos filhos no Conselho de Educação

Você sabe se a escola do seu filho está credenciada?

Nesta época do ano muitos pais procuram creches e escolas para matricular os filhos. E para terem um pouco mais de garantia na prestação do serviço é bom que fiquem atentos e verifiquem se o estabelecimento de ensino escolhido é credenciado junto ao Conselho Municipal de Educação de Parauapebas (Comepa).

O Certificado de Credenciamento é um documento emitido pelo Comepa e garante que aquela escola atende aos pré-requisitos básicos para desenvolvimento do processo educacional. Muitas empresas que pagam o reembolso da mensalidade escolar para os funcionários cobram esse documento. Para obtê-lo, a direção da escola precisa encaminhar os documentos da empresa para o Conselho, tais como Cópia do Contrato Social, da Inscrição no CNPJ, e uma apresentação da estrutura da escola, incluindo informações sobre o espaço físico em que funciona e o currículo da equipe de trabalho, de preferência.

Os documentos da escola serão avaliados e uma equipe do Comepa fará uma visita técnica ao estabelecimento. Após a reunião de todas essas informações a proposta de credenciamento será avaliada pelo Colegiado de Conselheiros, que decidirá pela emissão ou não do Certificado de Credenciamento. As creches e escolas de educação infantil são credenciadas pelo Comepa, já o processo para as instituições de ensino fundamental e médio é feito junto ao Conselho Estadual de Educação.

Em Parauapebas existem 74 escolas particulares com inscrição municipal ativa, conforme os dados do Departamento Municipal de Arrecadação (DAM). Esse número engloba creches, escolas de educação infantil, fundamental e médio. Junto ao Comepa existem apenas 17 estabelecimentos de ensino credenciados, sendo que dentre eles alguns não renovaram o processo e, portanto, estão sendo descredenciados.

De acordo com José Orlando Vieira Reis, técnico do Comepa, não é atribuição do conselho monitorar a situação das escolas de educação infantil e creches particulares do município. Segundo ele, os empresários do ramo devem ter ciência da importância do credenciamento e buscar o órgão para iniciar o processo.

“Nós não temos um levantamento do número exato de escolas de educação infantil e creches no município da rede privada, sabemos que são muitas. Vamos propor na próxima reunião com os conselheiros que seja feito um levantamento da situação das escolas credenciadas, por meio de visitas às mesmas, e também vamos discutir ações que possam ser realizadas junto às escolas que ainda não têm a documentação emitida pelo Comepa”, adiantou José Orlando.

Pesquisa de preço aponta reajuste médio de 7,3% nas mensalidades escolares para 2017 em Parauapebas

Enquanto na capital do Estado os órgãos de defesa do consumidor e o Sindicato das Escolas Particulares ainda não entraram em consenso com relação ao percentual de reajuste para as mensalidades escolares de 2017, em Parauapebas, as escolas já definiram suas tabelas de preços. Alguns estabelecimentos estão trabalhando com um percentual menor que o da inflação para conquistar e manter alunos.

Em uma pesquisa de preços realizada pelo blog junto a cinco escolas particulares do município, o percentual de reajuste da mensalidade de educação infantil para 2017 ficou em média 7,3% e os valores para o nível fundamental não estão muito distantes disso. “Diferente dos anos anteriores, neste tivemos que trabalhar com um percentual menor que o da inflação acumulada, a crise bateu forte e precisamos manter nossos alunos e conquistar novos”, destacou a atendente de uma das escolas pesquisadas.

De acordo com a Fundação Getúlio Vargas, a inflação acumulada em novembro desse ano, levando em consideração os últimos 12 meses, ficou em 7,14%. Cada estabelecimento de ensino deve estruturar seus preços levando em consideração o percentual da inflação, avaliação dos custos e dos possíveis investimentos. Caso seja constada prática de aumento abusivo das mensalidades escolares, o Procon pode notificar a escola.

“Para verificar se a empresa pratica preços considerados abusivos, a gente compara com o percentual de aumento das mensalidades escolares definidos para a capital, que também vale para todo o Estado. A perspectiva para 2017 é que esse percentual seja fechado em 12%”, informou Evellyn Salomão Melo Moutinho, coordenadora do Procon em Parauapebas.

Desafio para manter e conquistar alunos

Em função do grande número de desempregados na cidade, é possível que muitos pais decidam mudar seus filhos das escolas particulares para as públicas, ou, procurem escolas que ofereçam menores preços. Esse contexto tem incentivado os proprietários de estabelecimentos de ensino privado a investirem mais em publicidade e em promoções variadas.

Praticamente todas as escolas pesquisadas oferecem um desconto especial para pagamento das mensalidades escolares em dia. Uma delas propõe uma promoção bem tentadora: os pais que indicarem três novos alunos para se matricularem na escola ganham meia bolsa para o ano inteiro, e quem conseguir cinco novos alunos não paga nada de mensalidade escolar.

Entre as cinco escolas pesquisadas em Parauapebas, os preços praticados para a educação infantil variam entre R$380,00 e R$571,67.

Convênio

Projeto Tutoria é lançado em Parauapebas com foco na melhoria da educação

Parceria do Ministério Público e Vale viabiliza primeiros passos da iniciativa inédita no Pará

Foi assinado na terça-feira, 22/11, em Parauapebas, o Termo de Cooperação Técnica para a realização do projeto “Tutoria”, voltado à formação e à melhoria da educação pública. A iniciativa do Ministério Público do Estado do Pará (MPE), Ministério Público do Trabalho (MPT), Secretaria de Educação do Estado e Prefeitura de Parauapebas e conta com o apoio da Vale.

Por meio do projeto, 20 estudantes do ensino médio serão selecionados, a partir do desempenho em sala de aula, e contratados como menores aprendizes da Vale. Esses alunos atuarão com tutoria a estudantes do ensino fundamental da rede municipal que cursem o 7ª, 8ª ou 9ª ano, que apresentem dificuldade com as disciplinas de Português e Matemática.

O procurador Geral de Justiça do Pará, Marcos Antonio Ferreira Neves, ressaltou a importância da parceria com a Vale e a contribuição do projeto para impulsionar a educação pública. “Esse é um grande passo para tentar melhorar a qualidade de ensino. Qualquer cidadão poderia adotar, mas a Vale foi além e acreditamos que o projeto despertará o interesse dos alunos”.

Para o diretor de Operações Ferrosos Norte da Vale, Paulo Horta, o projeto tem grande potencial multiplicador e chance de êxito. “A nossa participação no desenvolvimento socioeconômico dos municípios onde atuamos é um fato e faz parte da responsabilidade que temos como empresa”, disse. Segundo Horta, é uma satisfação para a Vale participar de um projeto do Ministério Público que dá oportunidade de desenvolvimento aos jovens.

Escolas municipais

As escolas Paulo Fonteles de Lima, no bairro Rio Verde, e Chico Mendes, na Cidade Nova, serão as primeiras a receber os menores tutores do projeto. A diretora pedagógica da Secretaria de Educação de Parauapebas, Maria Arnete Damasceno, disse que, nesse primeiro momento com a atuação dos 20 tutores, a previsão é beneficiar 120 alunos, do 7º ao 9º ano, em cada um desses estabelecimentos de ensino. “Um coordenador pedagógico irá acompanhar os tutores e alunos orientados e sistematizar o processo de avaliação de ambos”, informou.

O Projeto Tutoria é executado pela Coordenação do Centro de Apoio Operacional da Infância e Juventude do Ministério Público. São parceiros o Ministério Público do Trabalho, a Prefeitura de Parauapebas, por meio da Secretaria Municipal de Educação, e a Secretaria de Educação do Estado do Pará, Vale e Senai.

Educação

Escolas particulares devem apresentar percentual de reajuste para 2017 ao Procon

Começou o período de renovação de matrículas nos estabelecimentos de ensino da rede privada, época em que os pais são informados sobre o valor da anuidade escolar para o próximo ano. Essa informação faz toda a diferença na decisão da família em permanecer ou não com a matrícula nas escolas em que seus filhos estudam, principalmente no contexto de crise financeira.

Para evitar abusos na prática de preços, o Procon deve oficiar todos os estabelecimentos de ensino da rede privada a partir de novembro, para que as empresas justifiquem os respectivos percentuais de aumento adotados na composição de preços da anuidade escolar de 2017, conforme preconizado na Lei 9870/99.

“As escolas devem informar os índices de reajuste com as devidas comprovações. De posse das informações fazemos as avaliações e, se houver necessidade, chamamos a empresa para fazer as adequações necessárias”, informa Evellyn Melo Moutinho, coordenadora geral do Procon Parauapebas.

Com relação aos preços definidos, a coordenadora do órgão de defesa do consumidor informa ainda que a escola pode trabalhar com um percentual de reajuste na anuidade acima da inflação, porém, é necessário justificar a decisão por meio da contabilidade e também de uma planilha de custos que deverá, inclusive, ser disponibilizada aos pais, conforme estabelecido na Lei.

“Também é importante observar quais investimentos a escola fará para o próximo ano letivo a fim de que a mensalidade seja compatível com o serviço oferecido. Aqui em Parauapebas as escolas não eram acostumadas a apresentar as planilhas de custos, todavia, após nossa recomendação e até mesmo alguns processos administrativos instaurados pela não observância dessa determinação, passaram a elaborá-la e já apresentam aos responsáveis quando da comunicação do reajuste escolar” acrescentou Evellyn Melo.

A comerciante Lélia Maria Gomes de Araújo tem dois filhos em escola particular e já renovou as matrículas, “eu gosto muito da escola, e eles já estudam há muito tempo aqui, tem amizades e conhecem os profissionais, facilita muito, mas é claro que se o preço ficasse muito acima da mensalidade desse ano eu iria pensar duas vezes antes de fechar a renovação da matrícula”, informou.

Lista de material escolar

No ato da renovação de matrícula, a lista de material escolar para o ano seguinte já é entregue. Sobre esse assunto, a recomendação do Procon é que os pais não são obrigados a entregar na escola itens de uso coletivo, apenas adquirir o que for de uso individual, e devem observar com muita atenção as quantidades solicitadas. “Qualquer problema ou desconfiança em relação à lista de material escolar é só procurar o Procon pra receber as orientações devidas”, informou Evellyn Melo.

Demais dúvidas podem ser levadas ao órgão para esclarecimento por meio do telefone 3346-7252/7253, e-mail procon@parauapebas.pa.gov.br ou pessoalmente na sede do órgão em Parauapebas, localizada à Rua Araguaia, número 40, bairro Rio Verde.