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TJPA

TJPA lança em Marabá o projeto “Judiciário na Escola”

Convênio entre os dois poderes visa frear o alto índice de violência contra a mulher em ambiente familiar
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Na manhã desta segunda-feira, 5 de março, uma cerimônia realizada no Fórum da Comarca de Marabá marcou a assinatura de um convênio e lançamento do projeto “Judiciário nas escolas: unindo forças no combate à violência doméstica e familiar contra a mulher”. O projeto será desenvolvido em 40 escolas de cinco bairros de Marabá e é fruto de uma parceria entre o Poder Judiciário e a Prefeitura Municipal, por intermédio da Secretaria de Educação.

Participaram da cerimônia a desembargadora Diracy Nunes Alves, coordenadora das Mulheres em Situação de Violência Doméstica e Familiar do Tribunal de Justiça do Pará; prefeito Tião Miranda; secretário municipal de Educação, Luciano Lopes Dias; juiz Alexandre Hiroshi Arakaki, da Vara da Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher, entre outras autoridades. Coordenadores e orientadores pedagógicos das 40 escolas inseridas no projeto Judiciário na Escola participaram da cerimônia de lançamento nesta segunda-feira e ainda assistiram à palestra inicial proferida por técnicos do Tribunal de Justiça do Estado.

A atuação do Poder Judiciário do Pará em caráter preventivo com ações na comunidade foi um dos pontos destacados pela desembargadora Diracy Nunes Alves. “Ao Poder Judiciário, não cabe apenas mais processar, julgar e aplicar penas, mas, sobretudo, pacificar, prevenir e buscar fontes alternativas de solucionar conflitos. A parceria é um marco na busca de formação de indivíduos conscientes acerca do respeito às diferenças de gênero e a prevenção e combate à violência contra a mulher”, afirmou.

De acordo com a desembargadora Diracy Nunes Alves, a conscientização e o andamento dos processos têm papel fundamental na erradicação da violência contra a mulher. “A conscientização atua como forma de mudança de conduta e até de cultura, pois temos uma cultura machista”, explicou, afirmando que é importante que o Judiciário dê respostas, considerando que a realização de audiências, prolações de sentenças e despachos, enfim, a movimentação processual, “são formas de dizer à sociedade que a Justiça está sendo feita, que o cidadão tem pleno acesso a ela, e ela fornece uma resposta em tempo hábil. Um crime não pode ficar sem punição, e esta é uma resposta que inibe a violência, porque a impunidade a estimula”.

O juiz Alexandre Arakaki ressaltou a importância do convênio e disse que ele consiste em realizar capacitação de educadores em escolas municipais para levar informações sobre prevenção, repressão e males causados pela violência doméstica, considerando os altos índices de violência que chegam à cidade. “Toda semana precisamos conceder diversas medidas protetivas de urgência, com casos de agressão contra a mulher no âmbito doméstico e familiar. Queremos mostrar quão ruim e traumático é para a família a agressão contra a mulher. Para nós, é prazeroso saber que Marabá é o primeiro município do interior a aderir ao Judiciário na Escola, o que demonstra preocupação do gestor e comunidade de levar a informação para as escolas, alcançando educadores, pais e alunos. Parabenizo o prefeito Tião Miranda, o secretário Luciano Lopes, que se engajaram nessa luta no combate à violência efetiva contra a mulher”, disse o magistrado.

No evento, o prefeito Tião Miranda reconheceu que a chegada do projeto Judiciário na Escola será importante para Marabá, porque contribui para enfrentar um problema social grave, que é a violência contra a mulher. “Nossos professores receberão treinamento e vão contribuir para uma cultura de pacificação da família. Há muita questão cultural envolvida, por causa do machismo. É preciso combater a causa para conscientização das pessoas”, avalia o prefeito.

O secretário Luciano Lopes Dias revelou que as escolas foram escolhidas para participar do projeto por intermédio de um diálogo com o juiz Alexandre Arakaki, considerando cinco bairros com maior vulnerabilidade social. “A partir de agora, as pessoas que receberem capacitação serão multiplicadores da ideia para que possamos, com ajuda do Judiciário, frear a violência contra a mulher, um fator que causa impactos negativos na escola, prejudicando a educação das crianças. Fatores externos contribuem para piora ou melhora dos indicadores de ensino. Além de combater esse problema social grave, podemos diminuir uma situação que não favorece o ambiente escolar”, pondera o secretário.

Idealizada pela presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e do CNJ, ministra Cármen Lúcia Rocha, a Campanha Justiça pela Paz em Casa conta com a parceria das varas e juizados especializados em violência doméstica para ampliar a efetividade da Lei Maria da Penha e julgar as ações penais relativas à violência de gênero.

Por Ulisses Pompeu – correspondente em Marabá

Marabá: Durante inauguração, Tião afirma que prepara mais de 70 obras para educação em 2018

O prefeito revelou que a Prefeitura de Marabá mantém obras, atualmente, “nos quatro cantos” da cidade
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Por ocasião da inauguração da reforma da Escola Maria das Graças Ribeiro de Souza, no Bairro Bela Vista, no final da tarde desta quinta-feira, 8, o prefeito Tião Miranda anunciou aos presentes que está preparando um pacote com mais de 70 obras para a educação, com construção e reforma de escolas e quadras cobertas, inclusive da própria Maria das Graças.

O gestor lembrou que sua maior alegria é construir ou reformar escola, por entender que é ela quem abre as portas para o desenvolvimento do cidadão desde a mais tenra idade. “Estou no terceiro mandato como prefeito e mais de 20 anos na vida pública, mas reconheço que a base da vida da gente passa pela educação. Por isso é importante conscientizarmos as crianças para que saibam que essa escola pertence a elas e precisam conservá-la”, destacou.

UNIFORME PARA TODOS

Sob aplausos dos pais, estudantes, professores e líderes comunitários presentes, o prefeito Tião Miranda anunciou que também pretende adquirir, por meio de licitação, kits com uniforme, mochila e material escolar para os mais de 55 mil estudantes da rede municipal. “Gosto de ver as crianças uniformizadas nas escolas e motivadas para estudar”, justificou.

Tião revelou que a Prefeitura mantém obras, atualmente, “nos quatro cantos” da cidade, inclusive na zona rural, onde construiu e reformou pontes e bueiros para permitir que os produtores rurais escoem a produção do campo.

Miranda também destacou que o maior investimento da Prefeitura, atualmente, é na área de saúde, tendo sua gestão retomado a realização das cirurgias eletivas, apesar de todas as dificuldades. Até agora, já foram feitos mais de 700 procedimentos e muito mais ainda será realizado. “Não ficamos olhando para trás, para os problemas, mas focamos no que precisávamos fazer para melhorar as condições de vida de nossa gente. Já pagamos mais de R$ 60 milhões em dívida da gestão anterior. Em 2018, temos mais recursos em caixa e vamos fazer muito mais pela população de Marabá”, afirmou.

Falando aos moradores do Bela Vista, Tião recordou que foi ele, como prefeito, quem adquiriu aquela área do saudoso fazendeiro Manoel de Barros para repassar às famílias carentes. “Não sou de ficar prometendo, mas quero fazer mais coisas boas aqui nesse bairro a partir do verão deste ano”, garantiu.

O vice-prefeito Toni Cunha também destacou a seriedade da gestão atual e o compromisso em melhorar as condições de trabalho para os educadores nas escolas, além de torná-las um ambiente agradável para os alunos. “Com obras como esta, estamos possibilitando que nossas crianças tenham uma educação adequada para enfrentar os desafios da vida para escolherem a profissão que desejarem. Esta reforma e tantas outras obras de infraestrutura são a prova de que o grande instrumento da democracia, que é o voto, é importante para mudarmos a realidade das coisas”, disse Cunha.

O secretário de Educação, Luciano Lopes Dias, destacou que a Escola Maria das Graças foi a quinta instituição de ensino entregue totalmente revitalizada, mas reconheceu também que a gestão ainda tem um desafio muito grande, com 100 escolas na zona urbana e outras 95 no campo que carecem de reforma, as quais passaram muitos anos sem apoio do poder público. “A demanda é muito grande e esperamos atender a todas, oferecendo melhores condições de ensino”.

Também participaram da inauguração os vereadores Priscila Veloso (autora do Requerimento para reforma da Escola Maria das Graças), Mariozan Quintão, Cabo Rodrigo, os secretários municipais Fábio Moreira (Obras), Ricardo Pugliese (Indústria e Comércio), Nilton Medeiros (Administração) e Silvânia Ribeiro (presidente do Ipasemar), além da diretora da Escola, Maira Suanze Manheze.

A Escola Maria das Graças conta com nove salas de aula, onde estudam 680 alunos do 1º ao 5º ano do Ensino Fundamental, além de duas turmas do Ensino de Jovens e Adultos (EJA) e mais um grupo de alunos do 6º ao 9º, provenientes da Escola Irmã Teodora.

Hoje, sexta-feira, 9, ocorre a reinauguração da Escola Heloísa de Souza Castro.

Páscoa

Mercado em Parauapebas oferta diversidade de ovos de Páscoa

Várias escolas procuraram interagir sobre o tema Páscoa com os alunos
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Grandes, médios, pequenos, de marcas conhecidas ou novas no mercado, com brinquedos ou doces dentro ou simplesmente vazios, vendido em lojas de departamento, em supermercados ou por profissionais autônomos, produzido aqui na cidade ou vindo de Gramado, sem glúter, sem lactose, doce ou amargo, é grande a variedade de opções de ovos de páscoa no mercado em Parauapebas.

A Páscoa é uma época movimentada para o mercado. As grandes redes de varejo em Parauapebas encheram as prateleiras, mas até esta quinta-feira (13) ainda tinha muito chocolate disponível para a venda. “Nossa expectativa é vender pelo menos 90% do estoque até domingo, a maioria das pessoas deixa sempre para última hora”, disse uma caixa das lojas Americanas.

“É a primeira Páscoa que estou trabalhando com chocolate de colher. Fiz uma divulgação no Facebook, também com meus amigos e tenho muitas encomendas para sábado e domingo. Estou satisfeita com o retorno. E o bom de tudo isso é que consigo fazer tudo em casa. Meu marido vai me ajudar na entrega”, disse a autônoma, Fabíola Pontes.

Comemoração da Páscoa

A professora de ensino religioso, Michele Keilla Silva Costa aproveitou o momento para trabalhar a temática do voluntariado com seus alunos. “Com minhas turmas da Escola Josias Leão, a maior parte formada por adolescentes, eu consegui organizar os alunos do sexto ao nono ano para que eles próprios organizassem atividades para as crianças das turmas da manhã. Eles compraram balinhas, confeccionaram as lembrancinhas, fizeram pintura facial nas crianças, foi bem produtivo”, informou a professora.

Já na escola municipal Olga da Silva foi realizada na quarta-feira (12) a Páscoa Solidária a partir de um trabalho interdisciplinar iniciado pela professora Michele Keila, mas que contou também com o apoio dos demais professores. “Nós organizamos uma gincana com diversas atividades para os alunos, inclusive a arrecadação de alimentos para serem doados à famílias carentes da comunidade. Os professores se juntaram e fizeram cestas de bombons para dar à equipe campeã da gincana”, relatou a professora.

Nas contas da direção da escola foram arrecadas cerca de 50 cestas básicas que serão montadas a partir de segunda-feira (17) para serem distribuídas pelos próprios alunos. Algumas crianças desta escola também ganharam chocolates. “Nós estamos muito felizes por termos ganho esse ovo de Páscoa”, disseram as irmãs Ana Paula e Ana Alice, que são alunas da escola. “Fiquei muito feliz por elas terem ganho, eu e o pai delas estamos desempregados e com certeza não daria para comprar ovos de Páscoa”, disse a mãe das meninas.

Já algumas escolas particulares, que têm uma linha mais religiosa, comemoram a Páscoa de forma diferenciada. O símbolo é uma ovelha, em vez do tradicional coelhinho, e seus alunos recebem pão e suco de uva, em vez de ovos de Páscoa para ilustrar ainda mais o significado cristão para a Páscoa, que representa a época da morte e ressurreição de Jesus.

Engenharia ambiental

Em Marabá, compostagem usa tecnologia para transformar restos da merenda escolar em adubo

Acadêmicos da Universidade do Estado do Pará - UEPA - aplicam protótipo eletrônico integrado a uma plataforma digital para melhorar o serviço
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Um projeto inovador em Marabá começou como embrião entre acadêmicos de Engenharia Ambiental do campus local da Universidade do Estado do Pará (UEPA) e está conquistando estudantes do Ensino Fundamental. Eles perceberam que mais da metade de todo lixo produzido no Brasil é constituída por resíduos orgânicos, como restos de frutas, legumes e folhagens. Todo esse material acaba indo para os lixões a céu aberto ou aterros sanitários, decompondo-se de forma inadequada. Além de gerar mau cheiro, esses resíduos atraem animais causadores de doenças e aumentam os riscos de contaminação de lençóis freáticos e do solo.

Para reduzir a poluição ambiental e aproveitar as sobras da merenda escolar, de folhas que caem das árvores, de papéis jogados no lixo e todo o resto de resíduos orgânicos gerados nas Escolas de Ensino Fundamental Oneide de Sousa Tavares e Doutor Inácio de Sousa Moita, em Marabá, os egressos do curso de Engenharia Ambiental Jamerson Silva Soares, 26, e Igor Conceição Ribeiro, 25, desenvolveram um tipo de composteira que usa recursos tecnológicos para elevar a qualidade do adubo produzido. A pesquisa deles é orientada pela professora Aline Souza Sardinha.

A composteira é o recipiente no qual são acondicionados os resíduos orgânicos para dar início ao processo conhecido como compostagem, que consiste em deixar fermentar e decompor resíduos orgânicos – agrícolas, florestais, domésticos ou urbanos – misturados ou não em terra vegetal, para obter um material rico em nutrientes e minerais, chamado de “composto”, usado como adubo natural.

O diferencial da compostagem inteligente, proposta do projeto de Jamerson e Igor, é a possibilidade de mensurar os níveis de temperatura e umidade do material orgânico em decomposição. Essa identificação ocorre por meio de um protótipo eletrônico integrado à Plataforma Arduino.

A Plataforma Arduino é composta por uma placa controladora (hardware) e um sistema integrado (software). Ao ser colocado em contato com a composteira, o protótipo móvel irá detectar se os níveis de temperatura e umidade estão altos ou baixos, emitir alertas sonoros, de luzes e mensagens na tela de LCD, indicando qual procedimento seguir.

“O protótipo avisa na tela de LCD se a umidade está alta ou baixa, se é para adicionar mais água, fazer a mistura ou acrescentar mais material orgânico. É interessante poder ver e controlar a temperatura e umidade em tempo real”, destaca Jamerson Soares.

O projeto realizado nas escolas de Marabá custou R$ 20.000,00 e foi financiado pelo Banco da Amazônia por meio de um edital de patrocínio em 2016. Desenvolvido de junho do ano passado a janeiro do corrente ano, o trabalho incluiu palestras de educação ambiental, orientações sobre separação dos resíduos e domínio da Plataforma Arduino, entre os alunos do 8º e 9º ano.

Também foram entregues nas duas escolas lixeiras para a coleta de resíduos úmidos e secos e os depósitos para a compostagem. O projeto também foi tema de estudo do Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) de Jamerson e Igor, que no Prêmio Melhor TCC 2015, ganharam o segundo lugar com o tema “Sistema de monitoramento inteligente da temperatura e umidade no processo de compostagem: protótipo baseado na Plataforma Arduino”.

A atividade de educação ambiental terá continuidade em 2017 com o acadêmico de Engenharia Ambiental Vinícius Soares. A partir das pesquisas será feito o monitoramento do processo de transformação dos resíduos orgânicos em adubo. “Esta é uma alternativa para evitar que mais resíduos sejam dispostos no aterro controlado de Marabá. As Composteiras Inteligentes ficarão abrigadas nas escolas. O Vinícius vai avaliar o processo de educação ambiental dentro das instituições, se as pessoas estão se educando para separar o lixo, e também avaliará a qualidade do composto”, ressalta a professora Aline Sardinha.

Educação

Cerca de 80% dos alunos do ensino fundamental compareceram às escolas no primeiro dia de aula em Parauapebas

Os problemas ocorridos durante o primeiro dia de aula em Parauapebas foram pontuais, afirmou a Ascom
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O ano letivo começou nesta segunda-feira (23) para os alunos do ensino fundamental da rede pública municipal de ensino em Parauapebas. De acordo com a Prefeitura, cerca de 80% participaram do primeiro dia de aula. Os pequenos da educação infantil, crianças de 4 a 5 anos terão suas aulas iniciadas em fevereiro, conforme o calendário escolar da Secretaria Municipal de Educação (Semed).

Ainda de acordo com a Prefeitura, o início do período escolar ocorreu dentro do esperado pela Semed. Em mudança de governo sempre é um desafio manter tudo em ordem no primeiro momento, prova disso foi o tumulto que ocorreu na Escola Municipal Olga da Silva, localizada no Complexo Altamira. A equipe recepcionou muito bem os pais, porém, em função da destinação de alguns alunos para um novo anexo, houve reclamações e questionamentos.

Eu moro na rua atrás da escola, meu filho estuda aqui já faz quatro anos. Não tem lógica colocá-lo para um anexo que fica bem longe da minha casa, mesmo tendo a série que ele vai estudar aqui no Olga. E eu vi que uns alunos que não moram tão perto da escola vão continuar aqui, não vão para o anexo. Eu não vou aceitar isso”, disse a dona de casa Silverleide Seguins.

Outras reclamações surgiram: “eu tenho o comprovante de matrícula aqui, mas o nome da minha filha caçula não está em nenhuma lista da escola, outra coisa, quando eu fiz a matrícula, escolhi o período da manhã. Agora a diretora disse que não tem mais vaga nesse horário e terá que colocá-la no intermediário. Como assim? Ela já não estava matriculada? Não entendi nada”, disse Aparecida Carvalho, que foi orientada a levar a sua filha mais velha, também matriculada na escola Olga da Silva, para o novo anexo escolar, e quando chegou ao local o vigia disse que não tinha cadeiras e que o espaço ainda estava sendo organizado para receber os alunos.

Segundo a Assessoria de Comunicação (Ascom), em nota, o problema é pontual. “Devido à demanda de matrículas na unidade educacional, houve a necessidade de transferir alguns alunos do prédio-sede para o anexo, que funciona na antiga Escola Renascer. A transferência gerou transtornos pontuais, mas a ação foi tomada para melhor atender aos estudantes”.

Tal demanda é comprovada, já que este é o segundo anexo que a Semed teve que providenciar para a escola Olga da Silva, que fica localizada em uma das regiões mais populosas da cidade. Os reparos no prédio do anexo estão sendo providenciados para que as aulas tenham início ainda esta semana, informou a Ascom.

Situação na Palmares II

O impasse na escolha dos gestores das escolas públicas na Palmares II, que culturalmente é realizada pela comunidade escolar e neste ano teve interferência da vereadora Eliene Soares no processo, conforme matéria publicada pelo Blog anteriormente, gerou o atraso no início das aulas naquela localidade.

De acordo com um comunicado da Coordenação de Representantes de Setores da Comunidade, em reunião realizada na última quinta-feira (19), quando estiveram presentes o prefeito Darci Lermen, seu chefe de Gabinete e o secretário de Educação, foi orientado que a aulas iniciassem apenas nesta terça-feira (24), depois da definição de quem serão os gestores escolares. O comunicado diz também que “Darci reafirmou o compromisso de respeitar as decisões da nossa comunidade, acerca das eleições diretas para direção escolar”.

Dos bastidores da Semed chega a informação de que a escolha das direções das escolas municipais – todas elas – foi usada como moeda de troca com os vereadores, o que faz notar que os antigos métodos praticados na política local não sofreram a mudança anunciada.

Educação

Cadeiras marcam lugar em filas para matrícula em escolas de Marabá

Para garantir um lugar na fila de matrículas, pais amarram cadeiras no muro da escola e formam uma fila com mais de 20 metros de extensão.
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Por Ulisses Pompeu – de Marabá

Uma tradição de vários anos se repete em uma escola de ensino fundamental e em um Núcleo de Educação Infantil de Marabá agora em 2017, ambos localizados no bairro Marabá Pioneira. Para garantir um lugar na fila de matrículas, pais amarram cadeiras no muro da escola e formam uma fila com mais de 20 metros de extensão. As cadeiras começaram a ser amarradas ainda no final de 2016 e a matriculas só iniciam esta semana.

Moradora da Vila do Rato, na Marabá Pioneira, Vanice Pinto Dias, 24, diz que tem quatro filhos e o mais novo, agora com seis anos, precisa ir para a escola porque ela tem de trabalhar. “Quero ver se consigo uma vaga pra ele ali no Núcleo de Educação Infantil Arco Íris, que não é tão longe de casa e o ensino lá é muito bom, porque dois filhos meus passaram por lá e saíram lendo”, elogia.

A diretora da Escola José Mendonça, Nilva Américo, disse que as matrículas este ano foram atípicas, apesar de os pais continuarem colocando cadeiras no muro para tentar garantir vagas. “Por conta das greves no ano passado, tivemos algumas transferências para escolas particulares, assim como as transferências normais de um bairro para outro. A escola ainda tem 47 vagas distribuídas: 12 no primeiro ano, 8 vagas para o segundo ano, 12 para o quarto ano e 15 para o quinto ano. Então, veja, temos vagas, mas essas cadeiras viraram costume, mesmo a gente falando para os pais que não há necessidade”, explicou.

Segundo o secretário adjunto de Educação de Marabá, Orlando Moraes, nesta quinta-feira, dia 12, a Secretaria Municipal de Educação (Semed) vai realizar a primeira reunião com diretores para discutir as demandas de cada uma delas e alinhar projetos de melhorias para o setor, também avaliando as vagas que serão disponibilizadas por escola, bairro e núcleo. Ele disse que as escolas, em geral, têm vagas, mas que nem sempre é possível matricular todos os estudantes no estabelecimento mais próximo da residência de todas as famílias. “O início do ano letivo de 2017 está marcado para o dia 13 de fevereiro para os estudantes dos dois níveis: educação infantil e ensino fundamental”, disse.

Orlando Moraes informou que o censo escolar aponta que a rede de ensino municipal de Marabá conta com 56 mil alunos, que serão distribuídos em 215 escolas localizadas nas zonas urbana e rural. O número de professores ainda está sendo quantificado, porque a Semed pretende trabalhar, inicialmente, apenas com concursados, para evitar contratações e inchaço da Folha de Pagamento, considerada um dos maiores gargalos da administração municipal.

Educação

Pais devem ficar atentos sobre credenciamento das escolas dos filhos no Conselho de Educação

Você sabe se a escola do seu filho está credenciada?
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Nesta época do ano muitos pais procuram creches e escolas para matricular os filhos. E para terem um pouco mais de garantia na prestação do serviço é bom que fiquem atentos e verifiquem se o estabelecimento de ensino escolhido é credenciado junto ao Conselho Municipal de Educação de Parauapebas (Comepa).

O Certificado de Credenciamento é um documento emitido pelo Comepa e garante que aquela escola atende aos pré-requisitos básicos para desenvolvimento do processo educacional. Muitas empresas que pagam o reembolso da mensalidade escolar para os funcionários cobram esse documento. Para obtê-lo, a direção da escola precisa encaminhar os documentos da empresa para o Conselho, tais como Cópia do Contrato Social, da Inscrição no CNPJ, e uma apresentação da estrutura da escola, incluindo informações sobre o espaço físico em que funciona e o currículo da equipe de trabalho, de preferência.

Os documentos da escola serão avaliados e uma equipe do Comepa fará uma visita técnica ao estabelecimento. Após a reunião de todas essas informações a proposta de credenciamento será avaliada pelo Colegiado de Conselheiros, que decidirá pela emissão ou não do Certificado de Credenciamento. As creches e escolas de educação infantil são credenciadas pelo Comepa, já o processo para as instituições de ensino fundamental e médio é feito junto ao Conselho Estadual de Educação.

Em Parauapebas existem 74 escolas particulares com inscrição municipal ativa, conforme os dados do Departamento Municipal de Arrecadação (DAM). Esse número engloba creches, escolas de educação infantil, fundamental e médio. Junto ao Comepa existem apenas 17 estabelecimentos de ensino credenciados, sendo que dentre eles alguns não renovaram o processo e, portanto, estão sendo descredenciados.

De acordo com José Orlando Vieira Reis, técnico do Comepa, não é atribuição do conselho monitorar a situação das escolas de educação infantil e creches particulares do município. Segundo ele, os empresários do ramo devem ter ciência da importância do credenciamento e buscar o órgão para iniciar o processo.

“Nós não temos um levantamento do número exato de escolas de educação infantil e creches no município da rede privada, sabemos que são muitas. Vamos propor na próxima reunião com os conselheiros que seja feito um levantamento da situação das escolas credenciadas, por meio de visitas às mesmas, e também vamos discutir ações que possam ser realizadas junto às escolas que ainda não têm a documentação emitida pelo Comepa”, adiantou José Orlando.

Pesquisa de preço aponta reajuste médio de 7,3% nas mensalidades escolares para 2017 em Parauapebas

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Enquanto na capital do Estado os órgãos de defesa do consumidor e o Sindicato das Escolas Particulares ainda não entraram em consenso com relação ao percentual de reajuste para as mensalidades escolares de 2017, em Parauapebas, as escolas já definiram suas tabelas de preços. Alguns estabelecimentos estão trabalhando com um percentual menor que o da inflação para conquistar e manter alunos.

Em uma pesquisa de preços realizada pelo blog junto a cinco escolas particulares do município, o percentual de reajuste da mensalidade de educação infantil para 2017 ficou em média 7,3% e os valores para o nível fundamental não estão muito distantes disso. “Diferente dos anos anteriores, neste tivemos que trabalhar com um percentual menor que o da inflação acumulada, a crise bateu forte e precisamos manter nossos alunos e conquistar novos”, destacou a atendente de uma das escolas pesquisadas.

De acordo com a Fundação Getúlio Vargas, a inflação acumulada em novembro desse ano, levando em consideração os últimos 12 meses, ficou em 7,14%. Cada estabelecimento de ensino deve estruturar seus preços levando em consideração o percentual da inflação, avaliação dos custos e dos possíveis investimentos. Caso seja constada prática de aumento abusivo das mensalidades escolares, o Procon pode notificar a escola.

“Para verificar se a empresa pratica preços considerados abusivos, a gente compara com o percentual de aumento das mensalidades escolares definidos para a capital, que também vale para todo o Estado. A perspectiva para 2017 é que esse percentual seja fechado em 12%”, informou Evellyn Salomão Melo Moutinho, coordenadora do Procon em Parauapebas.

Desafio para manter e conquistar alunos

Em função do grande número de desempregados na cidade, é possível que muitos pais decidam mudar seus filhos das escolas particulares para as públicas, ou, procurem escolas que ofereçam menores preços. Esse contexto tem incentivado os proprietários de estabelecimentos de ensino privado a investirem mais em publicidade e em promoções variadas.

Praticamente todas as escolas pesquisadas oferecem um desconto especial para pagamento das mensalidades escolares em dia. Uma delas propõe uma promoção bem tentadora: os pais que indicarem três novos alunos para se matricularem na escola ganham meia bolsa para o ano inteiro, e quem conseguir cinco novos alunos não paga nada de mensalidade escolar.

Entre as cinco escolas pesquisadas em Parauapebas, os preços praticados para a educação infantil variam entre R$380,00 e R$571,67.