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Educação

Pará já registra quase 170 mil inscritos no Enem 2017. Prazo vai até a sexta-feira (19)

No total, ENEM 2017 já teve mais de 3,6 milhões de inscritos. São Paulo e Minas Gerais foram os que mais inscreveram

O número de inscritos para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2017 chegou a 3.662.803 às 19h desta segunda-feira, 15. Os estados de São Paulo e Minas Gerais, seguindo o comportamento da edição de 2016, lideram em número de inscrições com 630.039 e 371.798, respectivamente.

O Pará até o momento é o sétimo Estado com maior número de inscrições, com 169. 359 inscritos.

O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) receberá inscrições para o Enem 2017 até as 23h59 desta sexta-feira, 19.

Esse ano as datas das provas receberam uma alteração. Em vez de sábado e domingo, como no ano passado, elas serão realizadas em dois domingos: 5 e 12 de novembro.

Estatísticas

Marabá apresenta algumas das piores taxas de desenvolvimento humano

Os números foram apresentados nesta quarta-feira no relatório “Desenvolvimento Humano para Além das Médias”

Com população estimada em 266.932 pessoas, Marabá figura entre alguns dos piores índices de desenvolvimento humano conforme levantamento divulgado hoje, quarta-feira (10), e realizado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) no Brasil, o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e a Fundação João Pinheiro (FJP).

O relatório “Desenvolvimento Humano para Além das Médias” classificou os resultados por sexo, raça e situação domiciliar, a partir de dados dos censos demográficos do IBGE, medindo a longevidade, a educação e a renda. Os dados não são nada positivos para o município do sudeste paraense.

O índice de desenvolvimento humano por município da população negra, por exemplo, quando analisada a dimensão “esperança de vida ao nascer”, define a idade de 71,8 em Marabá a menor do país. Para efeito de comparação, o município catarinense Blumenau apresenta o maior do Brasil, com expectativa de sete anos a mais. Para a população branca, os dados variam entre 73,1 anos em Maceió e 79 anos em Uberlândia.

Em relação ao gênero, considerando as disparidades entre os sexos nos municípios, o levantamento apontou que os dados do índice de desenvolvimento humano das mulheres variaram entre faixas semelhantes aos dos homens, exceto para a dimensão de renda em que variação dos homens é mais alta. Marabá, neste quesito, traz os dois piores resultados, tanto para homens quanto para mulheres.

O índice de desenvolvimento humano para mulheres variou entre 0,657 na cidade e 0,825, em Florianópolis, capital de Santa Catarina. Os mesmos municípios representam os extremos entre os homens, variando de 0,671 em Marabá a 0,862 em Florianópolis. Quando analisada a dimensão “longevidade”, os homens marabaenses também saem perdendo: 67,3 na cidade contra 74,7 em Blumenau, o maior valor nacional.

Na educação, novamente os dois gêneros se destacam negativamente como tendo os menores índices do país. O das mulheres é de 0,597 e o de homens 0,568. Os maiores índices neste sentido ficaram com Vitória, no Espírito Santo, para ambos os sexos.

O Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) foi adaptado da metodologia do IDH Global pelos três órgãos desenvolvedores do atlas para refletir de maneira mais precisa a realidade brasileira dentro dos municípios. O estudo possibilita a comparação entre Unidades da Federação, Regiões Metropolitanas e municípios. Na edição divulgada nesta quarta foram abordados os índices de acordo com os censos de 2000 e 2010, últimos realizados.

Confira o relatório completo na página http://www.ipea.gov.br

Mineração

Lucro da Vale cresce 25% e vai a R$ 7,8 bilhões

No primeiro trimestre do ano passado, lucro da mineradora tinha sido de R$ 6,3 bilhões

A mineradora brasileira Vale registrou lucro líquido de 7,891 bilhões de reais entre janeiro e março, melhor resultado desde o terceiro trimestre de 2013, com alta de 25 por cento ante o mesmo período do ano passado, informou a empresa nesta quinta-feira.

O resultado foi impulsionado pelo aumento da produção de minério de ferro, sua principal commoditie, e ocorreu apesar do impacto negativo do menor volume de vendas sazonal.

O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado subiu para 13,523 bilhões de reais, alta de 82,5 por cento em relação ao mesmo período do ano passado.

Em comparação com o quarto trimestre, no entanto, o Ebitda caiu 13,4 por cento, com o impacto das menores vendas.

Além do efeito da sazonalidade, a Vale anunciou na semana passada que as vendas deveriam ser mais fracas que os embarques registrados no primeiro trimestre por uma estratégia da companhia de aumentar estoques no exterior, apesar de ter reportado um recorde de produção para o período.

Os preços mais altos do minério, por outro lado, compensaram parcialmente o menor volume de vendas, segundo a Vale.

A receita líquida da companhia somou 26,742 bilhões de reais no primeiro trimestre, alta de 30 por cento ante o mesmo período de 2016.

O diretor financeiro da Vale, Luciano Siani, afirmou em um vídeo na internet que a empresa iniciou o ano “em grande estilo”, embalada pela inauguração do projeto S11D, em Canaã dos Carajás, no Pará, o maior de sua história, que entrou em operação comercial neste ano.

“O lucro líquido de 7,9 bilhões de reais foi o melhor resultado da empresa desde 2013, ficamos muito orgulhosos com essa recuperação da companhia após vários anos”, disse Siani.

O executivo destacou que, com os resultados do primeiro trimestre, a empresa conseguiu reduzir a dívida de forma substancial para 22,8 bilhões de dólares ante 25 bilhões de dólares no fim de 2016.

“O que mostra que a companhia está em trajetória de desalavancagem e, nos próximos trimestres, com aumentos sucessivos da produção em todas as linhas de negócios, vamos atingir resultados ainda melhores”, afirmou.

O lucro líquido da Vale em dólares foi de 2,49 bilhões, abaixo da estimativa média de analistas, de 3,325 bilhões de dólares, publicada no Thomson Reuters Eikon. O resultado, contudo, superou as expectativas da média dos analistas apurada pela reportagem da Reuters, de 2,43 bilhões de dólares. (Reuters)

Receita Federal

Pará já entregou mais de 328 mil declarações do IRPF 2017

O prazo final de entrega da declaração é 28 de abril.

Até hoje (24/4) às 11 horas,  328.596 declarações foram recebidas pelos sistemas da Receita no Pará.  O prazo de entrega da declaração vai até 28 de abril.

Na 2ª Região Fiscal (AC, AM, AP, PA, RO, RR), 747.821 contribuintes cumpriram a obrigação com o fisco federal. A expectativa da Receita Federal é que 1.282.300 contribuintes entreguem suas declarações até o prazo final na 2ª RF.. No ano passado foram entregues 1.273.009.

Neste ano o programa Receitanet foi incorporado ao PGD IRPF 2017, não sendo mais necessária a sua instalação em separado.

Todas as informações sobre a declaração do IRPF 2017 estão disponíveis
no endereço http://idg.receita.fazenda.gov.br/interface/cidadao/irpf/2017

Trânsito

Marabá registrou 248 acidentes de trânsito em 2016, com saldo negativo de 47 mortes

A falta de atenção e o excesso de confiança dos condutores colaboram para aumentar os índices negativos

Por Eleutério Gomes – De Marabá

O Anuário Estatístico de Acidentes de Trânsito – 2016, do Departamento Municipal de Trânsito e Transporte Urbano (DMTU), ao qual o blog teve acesso com exclusividade, informa que no ano passado foram registradas 248 ocorrências nas ruas de Marabá, com um saldo negativo de 47 mortes, quase quatro a cada mês.

As causas prováveis desses acidentes foram: falta de atenção, 55,7%; distância de segmento, 24,4%; desobediência à sinalização, 11,4%; ultrapassagem indevida, 3,25%; ingestão de álcool, 1,21%; e outros, 4,04%.

Percorrendo as ruas de Marabá não é difícil saber os motivos pelos quais a falta de atenção é a campeã das causas dos acidentes. O que mais se vê são condutores falando ao celular enquanto dirigem, digitando mensagens, virando a cabeça para falar com o interlocutor que está no banco de trás, casais brigando e até – pasme leitor – motociclista digitando no celular com a moto em alta velocidade.

Quanto aos tipos de acidentes, a colisão lateral sai na frente, com 48,37%, seguida de colisão traseira, 32,9%; colisão frontal, 12,19%; colisão com objeto fixo (poste, árvore, muro, parede) 1,2%; atropelamento, 1,2%; colisão com bicicleta 0,81%; e outros, 3,25%.

A colisão traseira é irmã da distância de segmento, ou distância mínima entre a frente de um veículo e a traseira do outro. O que também não é difícil de ver no trânsito marabaense. Não raramente, é fácil perceber veículos quase colados uns aos outros, o que resulta em batidas, sobretudo quando o condutor da frente precisa frear bruscamente para, por exemplo, evitar um atropelamento.

O dia da semana em que mais aconteceram acidentes, no ano passado, foi terça-feira, 17,07%; depois vêm: sexta-feira, 15,85%; quarta-feira, 15,04%; quinta-feira, 15,04%; segunda-feira, 14,63%; sábado, 13%; e domingo, 9,35%.

Foi no Núcleo Nova Marabá onde ocorreu a maioria dos acidentes, 129 ou 52,03%. Depois vêm: Cidade Nova, 34,55%; Velha Marabá, 11,38%; 1,22%; e Morada Nova, 0,81%.

Quanto ao turno, 38,21% dos acidentes aconteceram à tarde; 34,55%, pela manhã; e 27,23%, à noite.

Prejuízos chegam a R$ 45 bilhões anuais aos cofres públicos. Motociclistas lotam UTIs

No Brasil, conforme levantamento da CNT (Confederação Nacional dos Transportes), baseado em dados de 2008 a 2015, a Previdência Social e o SUS (Sistema Único de Saúde) amargam um prejuízo médio de R$ 45 bilhões ao ano, pela internação hospitalar na rede pública e pela concessão de aposentadoria por invalidez, em consequência dos acidentes de trânsito.

E são as ocorrências envolvendo motocicletas que fazem mais vítimas, 75%, embora a frota de motos do país corresponda a apenas 26% do total dos veículos em circulação. Número este que destoa em Marabá, onde, de acordo com o levantamento de 2016, do Denatran (Departamento Nacional de Trânsito), do total de 104.857 veículos registrados no município até 31 de dezembro, 57. 644 (54,97%) eram motos.

O Anuário do DMTU de 2016 não cita o percentual de carros nem de motos envolvidos nos acidentes, mas os dados de 2015 mostram que, dos 330 acidentes ocorridos naquele ano, 168 (51%) envolveram com carros; e 162 (49%), motos.

As perdas, entretanto, não se referem somente à Previdência e ao SUS. Nas casas de saúde pública País afora, sobretudo as que oferecem atendimento de média alta complexidade, vítimas de acidentes de trânsito, muitas das quais com grandes traumas, têm preferência no atendimento, pela situação de risco de morte.

Mas isso acaba por fazer crescerem as filas de espera de outros pacientes que também precisam de atendimento e, na maioria das vezes, têm de recorrer ao erário municipal, que custeia o TFD (Tratamento Fora do Domicílio). Mais prejuízo financeiro.

No Hospital Regional Público do Sudeste do Pará “Dr. Geraldo Veloso”, em Marabá, que dispõe de 115 leitos, entre Unidades de Internação e Unidade de Terapia Intensiva e atende a pacientes de 22 municípios da região, no ano passado 3.385 pacientes foram internados e, desse total, 2.031 (60%) eram vítimas de acidentes de trânsito, desses, 1.624 (79,96%) relacionadas a traumas com motocicleta; e 407 (20,94%) com carros.

Muitos dos acidentados com motos são vítimas de múltiplas fraturas, o chamado paciente politraumatizado, que necessita de uma abordagem multidisciplinar envolvendo, com isso, várias especialidades médicas, como a Ortopedia-Traumatologia, Neurocirurgia, Cirurgia Geral e Cirurgia Vascular.

A maioria apresenta fraturas nos membros inferiores (tíbia, fíbula e fêmur) e superiores, além de traumatismo cranioencefálico (TCE). E, dependendo da gravidade do caso, é possível que muitas vítimas de trânsito fiquem com sequelas, algumas permanentes.

Com isso, precisam de acompanhamento ambulatorial no HR, a partir de sessões de reabilitação com fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais, além do atendimento médico.

Em fevereiro deste ano, dos 20 leitos de UTI do Hospital Regional, cerca de 50% foram ocupados por vítimas de acidente com motocicletas.

Segundo o diretor-geral do HRSP, Valdemir Girato, geralmente, as vítimas de acidente de trânsito apresentam múltiplas fraturas, o que aumenta os custos para tratamento e faz com que elas tenham uma permanência mais longa no hospital, “inviabilizando o alto giro de cirurgias eletivas, como as de hérnia de disco e pedra na vesícula, em idosos, e em casos de menor complexidade”.

Autossuficiência exagerada, má formação e excessos são ingredientes mortais

Rogério Matias da Silva, do setor de Educação para o Trânsito do DMTU, tem mais de 15 anos de departamento e diz que no “trânsito se vê de tudo”, apesar das campanhas educativas com as quais os governos investem milhares de reais.

Ele é de opinião as pessoas muitas vezes se acham muito autossuficientes a ponto de pregarem que o errado é que está certo: “A gente chega a ouvir a asneira de gente que diz, ‘eu dirijo até melhor quando bebo (álcool)’”.

“Para evitar esses números de vítimas fatais no trânsito, as pessoas deveriam pensar, em primeiro lugar, em si mesmas, ter maior responsabilidade com a própria vida”, afirma Rogério, acrescentando que, em seguida, esses mesmos condutores deveriam ser mais responsáveis também “com a vida do próximo”.

Para ele, a esperança está nas futuras gerações, em educar as crianças, que são os condutores do futuro. “Eu aposto muito nisso, creio que os motoristas do futuro vão mudar esse cenário [de mortes no trânsito]. Eu sou um entusiasta da educação para o trânsito e otimista quanto a isso”.

O engenheiro e perito criminal Guidoval Pantoja Girard pilota motocicleta há mais de 30 anos e afirma que nunca sofreu um acidente. Para ele, um dos fatores pelos quais motociclistas se acidentam diariamente – muitos dos quais morrem – é a má formação. “O condutor pode até passar pelos trâmites legais para obter a Carteira Nacional de Habilitação, efetuar os testes e tudo mais, mas isso não significa que ele está preparado para pilotar”, opina Girard. Outro fator apontado por ele é o excesso de velocidade, quando o condutor ignora as regras de trânsito, ignora o perigo, “acha que é muito bom piloto e corre muito”.

“O próprio Código de Trânsito Brasileiro diz que você tem de adequar a velocidade do seu veículo à condição da via. Aqui nós não temos estradas, boas pistas, então a atenção tem de ser redobrada. Vacilou, cai”, adverte o perito, acrescentando que um terceiro fator, este também muito grave, é pilotar após haver ingerido bebida alcoólica. “Moto e álcool não combinam”, conclui.

Comércio

Vendas de veículos no Pará iniciam o ano em queda, afirma Sincodiv

Segundo o Sincodiv, o Pará comercializou/emplacou durante o mês de janeiro 6.961 unidades entre automóveis, comerciais leves, caminhões, ônibus, motocicletas, implementos rodoviários e outros. Em janeiro de 2016 haviam sido 8.466. Já em dezembro, as vendas somaram 11.169 unidades.

O primeiro mês do ano ainda não apresentou um prenúncio do crescimento esperado para este ano no Pará na venda de veículos novos. Em janeiro, o número de emplacamentos fechou com queda de 17,78% em relação ao mesmo período do ano anterior e de 37,68% na comparação com mês de dezembro de 2016, conforme dados divulgados pelo Sindicato das Concessionárias e Distribuidoras de Veículos do Pará e Amapá (Sincodiv PA/AP).

Segundo o sindicato, o Pará comercializou/emplacou durante o mês de janeiro 6.961 unidades entre automóveis, comerciais leves, caminhões, ônibus, motocicletas, implementos rodoviários e outros. Em janeiro de 2016 haviam sido 8.466. Já em dezembro, as vendas somaram 11.169 unidades.

Para Leonardo Pontes, presidente do Sincodiv, tradicionalmente, janeiro é um mês mais fraco nas vendas de veículos em função da antecipação de compras em dezembro e dos compromissos da população no início do ano. “O início de ano é marcado por muitos compromissos financeiros para as famílias, como IPVA, matrícula e material escolar, entre outros. Com isso, o consumidor se retrai para fazer novos investimentos no primeiro mês do ano, o que não quer dizer que teremos um ano difícil. A expectativa ainda é boa”.

Todos os principais segmentos levantados pelo sindicato – entre automóveis, comerciais leves, caminhões, ônibus, motocicletas, implementos rodoviários – com exceção de implementos rodoviários, encerraram o primeiro mês de 2017 com retração. O de maior peso no mercado, pela participação no volume de vendas, os automóveis, recuaram 40,60%, ao passarem de 3.813 unidades emplacadas em dezembro de 2016 para 2.265 unidades no mês passado. Se comparado com janeiro do ano passado (2.450 unidades), o resultado aponta queda de 7,55%.

A Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave) acredita que as vendas no mercado nacional vão continuar a crescer, mas o ritmo vai ser bem mais moderado este ano. Antecipa um aumento de apenas 2% este ano, repetindo-se o ritmo de crescimento em 2018.

Entre os veículos pesados, o segmento de caminhões registrou vendas de 45 unidades, ao passo que o segmento de ônibus, registrou a comercialização de oito unidades. As vendas e o licenciamento de ciclomotores, motocicletas e motonetas, a partir de 50 cilindradas, somaram 4.500 unidades. O segmento de implementos rodoviários foi o único que apresentou crescimento de 56,25% em relação ao último mês de 2016.

O município de Castanhal se destacou na venda de caminhões, representando 44,44% do total vendido em janeiro, em comparação com dezembro de 2016. Belém vem em seguida com 20% das vendas. As informações são da Assessoria de imprensa do Sincodiv-PA/AP.

Estatísticas

Número de passageiros no Aeroporto de Marabá despenca 27% em 2016

Um levantamento feito pelo Ministério do Turismo no ano passado constatou que o avião é o meio de transporte preferido dos turistas.

Por Ulisses Pompeu – de Marabá

O número de passageiros transportados que passaram pelo Aeroporto de Marabá, João Correa da Rocha, em 2016 apresenta queda de 27% neste ano, quando comparado a 2015. Segundo a estatística da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), até novembro deste ano passaram 287.375 passageiros, contra 397.175 em todo o ano de 2015 (este ano ainda falta contabilizar dezembro).

O número de aeronaves em trânsito teve queda maior ainda — 38,42%. Foram 7.621 aviões e helicópteros que passaram pelo terminal que serve a Marabá e diversos municípios da região, contra 12.375 em 2015. A crise é o principal fator na queda verificada neste ano na Rede Infraero.

O recorde histórico de número passageiros desde 2011 é de 47.462 passageiros, ocorrido no mês de maio de 2013. Naquele ano, a aviação alcançou crescimento de 22,12%, empolgando as companhias aéreas naquele momento. Gole TAM duplicaram seus voos para Marabá e a Azul também veio conhecer os céus da cidade.

Mas este não foi o melhor ano. Em 2014, a média de passageiros aumentou bastante, mas caiu em 2015 e despencou em 2016, fazendo com que a Gol diminuísse uma rota para este município. Foi também deste ano que a Sete deixou de operar suas linhas regionais e até mesmo retirou toda sua estrutura do Aeroporto de Marabá.

O ano de 2016 precisa acabar logo para as companhias aéreas. A série histórica prova que este foi o pior ano na década, com a média mês de 26.125 passageiros por mês.

O volume de cargas também despencou. Em 2016 – até novembro, passaram pelo aeroporto de Marabá pouco mais de 900 mil quilos contra 1.618.639 quilos do mesmo período do ano passado. Em 2011, quando o volume de cargas bateu o recorde nos últimos seis anos, a média de cargas por dia era de 7.204 quilos e de lá para cá nunca foi inferior a 4.400 quilos. Até novembro de 2016 a média era de 2.649 quilos.

Outro fato preocupante é que a licitação realizada este ano para que uma empresa construísse e administrasse um hotel nas dependências do Aeroporto de Marabá acabou esvaziada. Nenhuma empresa no circuito nacional resolveu comparecer. A mesma coisa para a gestão do estacionamento do local.

A situação preocupante nos aeroportos de todo o País começou a se alterar no segundo semestre do ano passado. Até o primeiro semestre, embora a crise já estivesse em cena, os aeroportos brasileiros ainda não sentiam tanto a crise. De janeiro a junho de 2015, os brasileiros tiveram 107,7 milhões de embarques e desembarques, o melhor resultado da série histórica, segundo dados divulgados pela Secretaria de Aviação Civil.

Um levantamento feito pelo Ministério do Turismo no ano passado constatou que o avião é o meio de transporte preferido dos turistas.

Setor de Serviços

Rio de Janeiro, Mato Grosso e Pará apresentam as maiores quedas mensais em Setembro de 2016

Confira todos os detalhes sobre o desempenho do setor de serviços no Brasil em setembro de 2016.

De acordo com a Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) realizada mensalmente pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em relação aos resultados regionais do setor de serviços de setembro frente a agosto, as maiores variações negativas de volume de serviços prestados foram registradas no Rio de Janeiro (-5,8%), Mato Grosso (-5,3%) e Pará (-3,2%).. Por outro lado, as maiores variações negativas ocorreram em Rondônia (6,5%), Sergipe (6,2%) e Espírito Santo (4,3%).

Nas Atividades turísticas com ajuste sazonal, segundo os estados selecionados, as variações positivas de volume foram observadas em São Paulo (6,4%), Distrito Federal (5,0%), Bahia (4,9%), Espírito Santo (3,9%), Pernambuco (3,6%), Ceará (3,5%), Rio Grande do Sul (2,9%), Minas Gerais (2,5%), Paraná (1,4%) e Goiás (0,3%). As negativas foram registradas no Rio de Janeiro (-5,2%) e Santa Catarina (-5,1%).

Resumo da Pesquisa Mensal de Serviços em Setembro de 2016

Em setembro de 2016, o volume dos serviços recuou 0,3% quando comparado a agosto, na série livre de influências sazonais, após retração de 1,4% em agosto (dado revisado) e avanço de 0,6% em julho (dado revisado). Na série sem ajuste sazonal, no confronto com igual mês do ano anterior, o setor apontou queda de 4,9%, a maior para o mês de setembro na série iniciada em janeiro de 2012, e a 18ª taxa negativa consecutiva nesse tipo de comparação. Com esses resultados, a taxa acumulada nos primeiros nove meses ficou em -4,7% e, nos últimos 12 meses, em -5,0%.

Clique aqui e confira todos os detalhes sobre o desempenho do setor de serviços no Brasil em Setembro de 2016.

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