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Vale

Vale interrompe transporte de passageiros após descarrilamento

Ocorrido no município de Açailândia, o incidente causou o cancelamento de viagem nesta quinta-feira (15)

Após um descarrilamento no Km 542 da Estrada de Ferro Carajás (EFC), no município de Acailândia (MA), está temporariamente impedido o serviço de transporte de cargas e passageiros oferecido pela Vale. O incidente ocorreu na madrugada desta quinta-feira (15) e, por conta disso, foi cancelada a viagem que partiria hoje da Estação Ferroviária de São Luís (MA), com Parauapebas (PA) como destino final.

Reembolsos serão concedidos aos passageiros que já haviam adquirido seus bilhetes, podendo eles remarcar as passagens ou solicitar a restituição diretamente nas estações de trem. Mais informações podem ser obtidas através do Alô Ferrovias, pelo número 0800 285 7000.

A Vale informa que suas equipes estão trabalhando na manutenção da via para reestabelecer a operação o mais rapidamente possível. O trem de passageiros deve retomar a circulação nesse sábado (17), com a viagem de São Luís (MA) a Parauapebas (PA).

polícia

Líder da FNL preso por desobedecer ordem judicial, outros quatro estão com preventiva decretada

Robson Carvalho da Silva se “rebarbou” e foi recolhido à prisão, após comandar fechamento da EFC

Lula ainda não foi preso, mas Robson Carvalho da Silva – o Bob – vai passar o fim de semana e mais alguns dias vendo o sol nascer quadrado. Ele se atreveu a desobedecer ordem da Justiça e seguiu com a interdição da Estrada de Ferro Carajás, após ordem de liberação. Se deu mal, assim como os companheiros Adriano Silva de Souza, Vanelma Rocha e de uma terceira pessoa identificada apenas com Arionaldo – o Ceará -, esses também com prisão preventiva decretada, mas foragidos. Os quatro são líderes de um grupo da Frente Nacional de Luta (FNL), que ocupou a ferrovia no último dia 24, data do julgamento do recurso de Lula, em solidariedade ao ex-presidente e por supostos acordos não cumpridos pela mineradora Vale.

Com as atividades ferroviárias paralisadas por mais de 30 horas, o município de Parauapebas deixou de arrecadar mais de um milhão de reais correspondente à Cfem. Além disso, 1.300 pessoas que deveriam viajar para o Maranhão tiveram de adiar seus compromissos naquele Estado por causa do fechamento da ferrovia, conforme noticiado por este Blog.

Durante a manifestação, os integrantes da FNL bloquearam os trilhos, à altura do quilômetro 854, assim como a portaria de acesso à Serra dos Carajás. Queimaram, pneus, cometeram depredações, exibiram armas e, por último desafiaram a lei. A Vale, por seu turno, afirma que não existe acordo algum firmado com a Frente Nacional de Luta.

EFC

Vale informa retorno do transporte de cargas

Em nota, a Vale lamenta pelos transtornos e reitera seu compromisso com a segurança de suas operações e das comunidades ao longo da ferrovia.

A Vale informa que foi restabelecida, na manhã de hoje (15), a operação ferroviária do transporte de cargas da Estrada de Ferro Carajás, interrompida ontem (14), devido a descarrilamento de vagões, no município de Bom Jesus do Tocantins (PA).

O transporte de passageiros volta a circular na sexta-feira, 17, com o trem partindo de Parauapebas (PA), com destino a São Luís (MA).

As remarcações de bilhetes já estão disponíveis a partir de hoje, 15, e os reembolsos iniciam amanhã, quinta-feira (16). Os passageiros devem se dirigir aos pontos de venda ou às estações para efetuarem os serviços. Mais informações, podem ser obtidas pelo Alô Ferrovias: 0800 285 7000.

A Vale lamenta pelos transtornos e reitera seu compromisso com a segurança de suas operações e das comunidades ao longo da ferrovia.

Para evitar embarques clandestinos, Vale instala câmeras na Estrada de Ferro Carajás

Monitoramento faz parte de pacto com MP do Pará e Maranhão no caso “Meninos do Trem”

Por Ulisses Pompeu – de Marabá

O TAC (Termo de Ajuste de Conduta) firmado entre a Vale e o Ministério Público Estadual do Pará e Maranhão em 15 de junho de 2015 obrigou a mineradora a adotar uma série de condutas para evitar que crianças e adolescentes embarquem no trem de minério na Estrada de Ferro Carajás entre Parauapebas e São Luís, numa viagem perigosa para eles.

O documento prevê a implementação, pela empresa, de um plano de segurança, com ações de prevenção, monitoramento, controle, interceptação e recambiamento (quando necessário) de crianças e adolescentes ao longo da EFC, nos estados do Maranhão e Pará. Para cumprir parte desse acordo, a Vale instalou em Marabá mais de dez câmeras num trecho de dois quilômetros próximo ao núcleo São Félix, num ponto em que sabidamente o trem para e que transformou-se em um ponto de embarque e desembarque de adolescentes e crianças.
As câmeras estão instaladas em postes de oito metros de altura, têm longo alcance e trabalham com auxílio de refletores para possibilitar a fiscalização à noite.

A reportagem do blog esteve no local por duas ocasiões: uma com o trem parado e outra sem a presença do trem. O local em que as subidas e descidas ocorriam (ou continuam ocorrendo?) é meio deserto, há duas estradas vicinais ao lado da ferrovia e o fluxo de veículos é pequeno, facilitando.

Os dois pontos de maior incidência de embarque, segundo estudo encomendado pela própria Vale, foram Marabá e São Luís, e os menos incidentes Açailândia e Santa Inês. O embarque de crianças e adolescentes ocorria com frequência quando há pontos de cruzamento ou troca de maquinista.

A Reportagem do blog pediu informações à Vale sobre a quantidade de pontos e câmeras espalhadas ao longo da Estrada de Ferro Carajás, mas a empresa não informou com precisão, alegando questão de segurança.

Em nota, a empresa informou o seguinte: “A Vale possui câmeras espalhadas ao longo da ferrovia e informa que já concluiu a instalação do sistema de monitoramento previsto em ajuste firmado com os Ministérios Públicos do Maranhão e Pará, abrangendo as cidades de Marabá (PA), Açailândia (MA) e São Luís (MA). Associado a estes equipamentos de monitoramento, a Vale informa que reforçou a fiscalização com equipes móveis ao longo da EFC, somando essas ações às contempladas no Plano de Segurança voltado a impedir o acesso de pessoas, crianças e adolescentes, de forma clandestina, aos trens de carga da companhia”.

No TAC assinado entre MP e a Vale consta que “como medida de identificação de viajantes clandestinos, deve haver a implantação e a implementação de sistema de monitoramento, diuturnamente, por meio de circuito fechado de TV (CFTV), além de geração de alarmes, localização estratégica de câmeras, nas cidades de São Luís, Açailândia e Marabá (PA).

Também deveriam ser incluídas medidas de segurança e prevenção contra arrombamentos em toda a frota de locomotivas. As mesmas medidas devem, ainda, integrar o plano de manutenção preventiva da empresa.

INFORMAÇÃO
Outra cláusula estabelece que a Vale S/A incluísse, no prazo de 120 dias, o artigo 83 do Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei nº 8.069, de 13 de julho de 1990) nas placas informativas de todas estações e paradas de seus trens de passageiros ao longo da linha férrea, o que já ocorreu.
O artigo dispõe que “nenhuma criança poderá viajar para fora da comarca onde reside, desacompanhada dos pais ou responsável, sem expressa autorização judicial”.

Pelo acordo, a empresa também deve incluir em suas campanhas de comunicação anuais abordagens específicas sobre os riscos do acesso clandestino de crianças e adolescentes aos trens de carga da empresa.

CUSTEIO
Na transação, estão previstos os valores a serem custeados pela empresa no caso de recambiamento de crianças e adolescentes flagrados viajando clandestinamente nos trens. A recondução deve ser feita às localidades mais próximas aos domicílios dos jovens, ao longo da Estrada de Ferro Carajás.
Para hospedagem, foi estabelecido o valor até o limite de R$ 150 diários. A acomodação deve ser feita em apartamento duplo. Para alimentação, o valor é de R$ 50 individuais para almoço e jantar. Por sua vez, o transporte deve ser feito nos trens de passageiros da empresa.

ACOMPANHAMENTO
A transação também prevê a realização de reuniões anuais entre os Ministérios Públicos do Maranhão e do Pará e a empresa para revisão e discussão de eventuais melhorias dos itens do plano de segurança. A promotora Alexssandra Muniz Mardegan, da Infância e Juventude de Marabá, diz que tem monitorado o cumprimento do TAC com a Vale e que as medidas adotadas têm melhorado bastante a situação na EFC.

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