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Marabá

Vereadores de Marabá unem forças com a ACIM e demais entidades na luta pela revitalização do Distrito Industrial

Apesar de ser o maior do estado, o parque industrial da cidade está abandonado e não oferece áreas para investimento

Por Eleutério Gomes – de Marabá

Sete dos 21 vereadores da Câmara Municipal de Marabá (CMM), representando o Poder Legislativo, estiveram na manhã desta quinta-feira (3) no Distrito Industrial. A visita ocorreu com o propósito de ver de perto a situação daquele parque, hoje um cemitério de siderúrgicas, cuja única parte disponível foi invadida por especuladores imobiliários, que já foram despejados por duas vezes, mas voltaram a ocupar os lotes. Esses dois fatores se constituem um gargalo à atração de outras indústrias para a cidade, pois, apesar de ser o município com o maior Distrito Industrial do Pará, este, contraditoriamente, não oferece espaço para a vinda de novos investimentos.

A solução mais rápida seria que as grandes áreas, hoje ocupadas pelas siderúrgicas desativadas há quase 10 anos, fossem devolvidas ao Estado pelo processo de recompra. Entretanto, os donos argumentam sempre que o mercado do ferro-gusa pode voltar a crescer e eles possam retomar a produção.

Ciceronizados por diretores da Associação Comercial e Industrial de Marabá (ACIM) e por gerentes da Companhia de Desenvolvimento Econômico do Pará (Codec), os vereadores ficaram preocupados com a situação e prometeram
envidar esforços para se unir na luta pela revitalização do Distrito.

No entanto, a solução esbarra na disposição do Estado em retirar definitivamente os invasores da área ocupada e em usar de recursos administrativos para que os lotes ocupados pelas empresas desativadas sejam devolvidos ou liberados. Somente assim o município terá condições de atrair novos investidores.

Para o vereador Pedro Correa Lima, presidente da Câmara, diante da situação, é necessário montar com urgência um grupo de trabalho, formado pelo Estado, na figura pela Codec, prefeitura, Câmara, ACIM e demais entidades representativas do empresariado local, “com o objetivo de juntar todas as forças” e tomar providências a fim de começar a revitalizar o Distrito Industrial.

Ricardo Pugliese, secretário municipal de Indústria, Comércio, Mineração, Ciência e Tecnologia, que acompanhou a visita, avalia que a disposição da Câmara Municipal em procurar o setor produtivo, e também se interessar pelo destino do Distrito Industrial, é fundamental “porque é mais um aliado na luta pela revitalização” do parque, pois “Marabá hoje não tem áreas disponíveis para empresários que queiram investir aqui”.

Ricardo Carneiro, gerente de Relações Institucionais da Codec, que também acompanhou a visita ao lado da gerente Regional Ana Cavalcante, disse que hoje o Estado, em curto prazo, está levando ao Distrito a revitalização da infraestrutura com recapeamento do asfalto em áreas críticas, abertura e pavimentação de novas vias, além de limpeza geral. “Paralelamente a isso, temos as nossas ações institucionais para tentar disponibilizar áreas, a fim de
instalar novos empreendimentos”.

Para João Tatagiba, que faz parte da diretoria da ACIM, é importante o engajamento da Câmara Municipal na luta pela revitalização do Distrito Industrial, que é o maior do Estado, mas, em contrapartida, não tem espaços para oferecer a empresas que queiram se instalar no município.

“A fase um está ocupada por grandes siderúrgicas, todas com as atividades paralisadas, ocupando áreas imensas. A fase dois está toda desocupada, mas não tem infraestrutura do Estado e, o pior, está toda invadida. O caminho é começar um movimento de todas as instituições da sociedade civil organizada com o Poder Público a fim de unir focos”, afirma ele.

O objetivo dessa união é rever parte das áreas do Distrito 1, para que hajam lotes disponíveis a novos empreendimentos, com operação de recompra ou desapropriação; depois, reaver imediatamente a área invadida. “É
uma área grande, que já está licenciada e não podemos perder. São coisas que têm de ser trabalhadas imediatamente, para que consigamos avançar no desenvolvimento industrial de Marabá”, concluiu Tatagiba, que na visita esteve acompanhado dos empresários Delano Remor, Flávio Sousa e Abérico Roque, também diretores da ACIM.

Eventos

Coletivo Ocupa CDC programa virada cultural em Parauapebas

Evento pretende fortalecer e dar visibilidade aos projetos locais, com uma agenda de atividades abertas ao público

Depois de ouvirem do próprio secretário de cultura que o governo municipal tem a intenção de derrubar o Centro de Desenvolvimento Cultural (CDC) de Parauapebas, tendo em vista que a construção de um novo espaço para esse propósito está em processo de conclusão, integrantes dos movimentos culturais de Parauapebas organizaram-se em um Coletivo chamado “Ocupa CDC” e decidiram realizar uma Virada Cultural na cidade.

“Nossa ideia é promover diversas atividades ao mesmo tempo, com produção cultural de todos os cantos da cidade, para mostrar a capacidade do CDC de agregar o movimento cultural, deixando claro o quanto ele é importante enquanto Patrimônio Histórico e Cultural de Parauapebas”, afirmou uma das integrantes do Coletivo, que agrega artistas e produtores culturais de vários segmentos.

A programação deverá ocorrer entre os dias 1 e 6 de agosto. “Inicialmente convidamos diversos produtores culturais que já são inscritos no Conselho Municipal de Políticas Culturais, mas, em seguida, disponibilizamos inscrições para vendas de comidas típicas e produtos de artesanatos e artes em geral. O evento contará também com vários tipos de apresentações”, informou.

Até a presente data, 70% da programação já está fechada. A meta é concluir até o dia 20 de julho e, a partir desta data, será iniciado o processo de divulgação da Virada Cultural de Parauapebas. O Coletivo é constituído por 15 artistas e produtores culturais, que atuam na organização do evento; todas as decisões são tomadas coletivamente.

“O objetivo principal é sensibilizar o poder público de que há uma necessidade de fomento da política pública cultural; que a cultura também gera economia para esta cidade; que a política de eventos não agrega a todos! Precisamos que o Sistema Municipal de Cultura se efetive! Que, a partir dele, os editais culturais sejam liberados para que os grupos culturais e pessoas físicas tenham acesso; que o CDC seja revitalizado, assim como outros equipamentos culturais”, declara o Coletivo.

O titular da Secretaria Municipal de Cultura (Secult), Popó Costa, informou ao Blog que apoia o movimento. “O Ocupa CDC é uma proposta dos grupos culturais e artistas locais para fortalecer e dar visibilidade aos projetos da cidade. Além disso, os grupos pretendem debater o uso do CDC, que vem sendo questionado depois da notícia de conclusão das obras do novo Centro Cultural. A Secult vem acompanhando de perto a iniciativa dos grupos e estamos, coletivamente, criando as condições para ajudar esses agentes culturais. A ideia é ocupar o CDC com uma agenda de atividades culturais abertas ao público”, afirmou o secretário.

Eventos

Parauapebas sediará 1º Festival Gastronômico Sabores do Pará

Evento promove a capacitação de profissionais do segmento alimentício e concurso culinário com empresas instaladas na cidade

Durante todo o mês de agosto os moradores de Parauapebas e região terão a oportunidade de saborear pratos saborosos e diversos durante a realização do 1º Festival Gastronômico Sabores do Pará, promovido pelo Sindicato de Alimentação e Hospitalidade de Parauapebas e Região (SEAHPAR), em parceria com o setor público e privado da cidade.

O evento tem duas vertentes: a primeira voltada a capacitações dos profissionais vinculados ao segmento alimentício, e a segunda destinada ao público, por meio de um concurso culinário que apresentará ao consumidor de Parauapebas as especialidades das empresas neste segmento instaladas no município.

“O objetivo geral do evento é promover a gastronomia local, através da capacitação e visibilidade das empresas participantes, de forma a atrair novos públicos, popularizando a culinária local oferecida pelas empresas instaladas na cidade”, informa o presidente do Seahpar, Jânio Valadares Veras Júnior.

Os organizadores do festival têm como meta cadastrar 90 empresas para participar do evento e alcançar pelo menos 10 mil pedidos dos pratos cadastrados, o que resultará em R$ 500 mil de movimentação financeira, segundo a estimativa projetada, contribuindo assim para o aquecimento da economia local.

Concurso gastronômico

As empresas interessadas em participar do festival devem se inscrever pelo site www.festivalsaboresdopara.com.br, ou procurar o Seahpar. Cada empresa pode cadastrar um prato ou produto por categoria e definir qual percentual de desconto será dado ao cliente, respeitando o limite do concurso que é de 10% a 50%.

Para os clientes terem esse desconto e votar nas suas empresas preferidas, deverão baixar o aplicativo Sabores do Pará, também disponível no site do evento, e fazer um rápido cadastro, com nome, celular e e-mail. No aplicativo, haverá a opção “escolher” e “receber cupom desconto” − automaticamente o cliente receberá o telefone da empresa para pedido, se for o caso, ou o endereço para ir ao local onde é comercializado; nesta tela também vai aparecer a opção votar. Para a validação do voto será necessário um breve comentário sobre o prato.

Segundo Jânio Valadares, até agora já foram realizados 320 downloads do aplicativo, “e olha que ainda nem fizemos o lançamento oficial do projeto. Até agora são 25 empresas inscritas e 48 pratos cadastrados, e todos os dias estamos visitando e cadastrando novas empresas”.

O resultado final será validado por uma comissão julgadora, cujos os integrantes serão indicados pelos parceiros do evento. O resultado final será avaliado e divulgado dia 1º de setembro, quando a comissão vai apresentar os ganhadores e a quantidade de votos nas 30 categorias disponíveis no Festival.

A premiação ocorrerá no dia 2 de setembro, no hall do Partage Shopping, com a participação de todos os parceiros e a entrega dos títulos “Melhor da Categoria” e “Melhor Produto/Prato da Cidade”, eleitos dentre os vencedores de suas respectivas categorias.

Capacitação para profissionais

Os funcionários das empresas participantes do concurso gastronômico participarão gratuitamente de treinamentos ministrados no Sebrae e Senai, com 80 vagas disponíveis, e palestras realizadas em uma sala no Partage Shopping, preparada exclusivamente para esse objetivo; lá serão 250 vagas.

Vale

Vale e COOPMASP assinam Termo de Cooperação para doação de madeira legalizada

A primeira carga deve chegar ainda nesta terça-feira (4)

De acordo com os integrantes da Cooperativa da Indústria Moveleira e Serradores de Parauapebas (COOPMASP), há mais de 20 anos a entidade luta para conseguir doação da madeira extraída da Floresta de Carajás, decorrente do processo de exploração mineral. Nos últimos meses, a união de forças políticas e o desejo da empresa de fazer a doação culminaram em um projeto piloto que disponibilizará 2.000 m³ de madeira para a cooperativa.

Para que a doação se efetivasse dentro da legalidade, foi necessária alteração na legislação estadual sobre o assunto, com isso, outros municípios poderão também ser beneficiados por conta desta mudança na Lei, aprovada pela Assembleia Legislativa do Pará (Alepa), conforme detalhou o presidente da Casa, deputado Márcio Miranda, durante o evento de assinatura do Termo de Cooperação, realizado na manhã desta terça-feira (40), no Polo Moveleiro.

A Alepa foi acionada por representantes da Prefeitura de Parauapebas, Câmara de Vereadores, ICMbio, Vale e COOPMASP, que buscaram na Casa de Leis apoio para realização do processo de doação dentro da legalidade. “Quando chegamos com essa demanda, o deputado Márcio Miranda nos deu total apoio. Nos reunimos com o secretário de meio de ambiente do Estado e buscamos apoio de todos os legisladores daquela Casa de Leis para conseguirmos celeridade na aprovação da alteração da Lei”, informou o deputado Gesmar Costa.

Projeto Piloto

A primeira carga de madeira deve chegar ao Polo Moveleiro ainda nesta terça-feira (4); estava programada para chegar no momento do evento, mas, segundo os organizadores, não foi possível. De acordo com o empreendedor do ramo de movelaria, Elionai Barbosa, que atua desde a década de 80 no segmento, a carga de hoje é de 60 metros cúbicos.

“Era para chegar essa madeira agora, durante o evento, mas teve um atraso. O importante é saber que já está a caminho. Esta é uma luta de muitos anos, que chega ao seu final; foi feito todo o procedimento burocrático e agora é começar a madeira a cair aqui no pátio”, afirmou Elionai Barbosa.

As madeiras são de espécies variadas, oriundas de atividades de supressão vegetal, devidamente autorizada pelo órgão ambiental. O Termo de Cooperação estabelece que a madeira, após retirada da área da empresa, será de inteira responsabilidade da COOPMASP, incluindo beneficiamento e repasse às empresas moveleiras legalizadas.

Todo o processo será acompanhado por uma Comissão de Fiscalização, que terá como uma das suas atribuições a análise da documentação de regularização da Cooperativa junto ao Sisflora (Sistema de Comercialização e Transporte de Produtos Florestais) e ao Ceprof (Cadastro de Consumidores de Produtos Florestais).

Ambos os sistemas são primeira condição para a movimentação de madeira legal, constituindo um grande banco de dados, que tem como objetivo auxiliar e controlar a comercialização e o transporte de produtos florestais no Estado. Além disso, a Comissão deverá acompanhar o andamento das atividades, as movimentações e beneficiamento da madeira doada.

Com esse incremento, a expectativa é que sejam gerados 400 novos empregos, considerando as 85 movelarias em condições de se beneficiar com a assinatura do Termo de Cooperação. José Gilson Freitas é outro moveleiro que está no segmento há 10 anos − ele tem dois empregados atualmente e já prevê novas contratações com a chegada da madeira: “antes a gente não tinha como trabalhar, não havia matéria-prima legalizada, agora será diferente, estou muito animado, certeza que vou precisar de mais profissionais trabalhando comigo”.

Saúde

Dia Mundial do Rim: saiba as dificuldades de se ter doença renal crônica e como se prevenir

Parauapebas conta com um trabalho de destaque no diagnóstico da doença.

Imagine você precisar de uma máquina para realizar o papel desenvolvido pelos seus rins? Com certeza não é algo simples de ser executado, afinal, esses órgãos são vitais e tem um papel muito importante dentro do corpo humano: o de filtrar as impurezas para eliminá-las por meio da urina. Quando os rins já não conseguem cumprir esse papel é necessário realizar a hemodiálise, procedimento que salva muitas vidas de pacientes com Doenças Renais Crônicas (DRCs).

Estes pacientes devem fazer sessões de hemodiálise em três dias na semana, com duração de aproximadamente quatro horas. Durante estas sessões o sangue do paciente sai totalmente do seu corpo, pouco a pouco, para ser purificado, em um processo que necessita de competência técnica dos profissionais e da qualidade dos equipamentos e materiais utilizados. “São 300ml de sangue por minuto, impulsionados pela máquina. Ela substitui o rim do paciente”, explica a técnica responsável pelo centro de diálise do Hospital Geral de Parauapebas (HGP), Euciane Sara Kundi.

Os pacientes que tem DRC correm risco de vida, pois durante o processo de hemodiálise podem haver intercorrências como a baixa repentina da pressão. Por isso, as unidades de saúde que contam com o funcionamento deste serviço necessitam da retaguarda permanente da UTI. O paciente que faz hemodiálise deverá fazer o tratamento pelo resto da vida ou até a realização de um transplante de rim, processo muito difícil de conseguir na região.

Maria Neurilene do Nascimento, de 39 anos, faz parte do grupo de 42 pacientes que realizam hemodiálise no HGP desde outubro do ano passado, quando o serviço foi inaugurado. Ela precisou deixar suas atividades como professora por conta da doença e até mesmo mudar de cidade. “Esse processo é uma batalha pela vida, graças a Deus que a gente pode contar com esses recursos, caso contrário, não estaríamos mais vivos”, afirmou a professora, que descobriu que tinha a doença em 2010.

“Eu já vinha com vários sintomas, mas foi durante um check-up que descobri que tinha problema renal, a partir de um exame simples. A partir de então comecei a me cuidar mais. Tive uma crise forte em 2013 e se não fosse pela doutora Verônica eu não estaria aqui para contar história”, relatou Maria Neurilene, que desenvolveu a doença hereditariamente.

Diferentemente da entrevistada dessa matéria, a maior parte dos pacientes que realizam hemodiálise entrou no quadro mais grave da doença renal por falta de cuidado com alimentação e de atividades físicas, muitos também já eram diabéticos, uma das causas mais comuns no desenvolvimento de doença que fragiliza os rins.

Dia Mundial do Rim

Comemorado todo 9 de março, o Dia Mundial do Rim tem como objetivo divulgar informações relacionadas à prevenção de doenças renais. A Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN) definiu o seguinte tema para 2017: “Doença Renal e Obesidade: estilo de vida saudável para rins saudáveis”. A obesidade é um fator de risco das DRCs.

De acordo com a SBN, para prevenir a doença é interessante: manter-se em forma; praticar atividade física regularmente; manter alimentação saudável; evitar sobrepeso; manter-se hidratado; controlar o nível de açúcar no sangue (glicemia) para evitar o diabetes; monitorar pressão arterial; consultar médico regularmente para acompanhar a situação dos rins; não fumar; evitar bebidas alcoólicas; não tomar remédios sem orientação médica.

O grupo de risco da doença é composto por quem está acima do peso ideal, tem pressão alta, sofre de diabetes mellitus, tem histórico familiar de DRC, fuma, tem mais que 50 anos, tem problema no coração ou nas veias (vasos) das pernas – doença cardiovascular ou tem obesidade. Quem integra esse grupo deve consultar um médico, dosar a creatinina no sangue e fazer o exame de urina.

Parauapebas conta com um trabalho de destaque no diagnóstico, acompanhamento de pacientes com doenças renais e fortalecimento das ações preventivas graças ao empenho notório da nefrologista Verônica Costa, médica efetiva da rede pública na cidade.

Além de atender de forma cuidadosa e responsável os seus pacientes, a médica dedica parte do seu tempo para investir em educação e saúde, realizando treinamentos, palestras e capacitações para médicos, enfermeiros, agentes comunitários e odontólogos da rede de saúde em Parauapebas.

Durante a campanha alusiva ao Dia Mundial do Rim, a médica, apoiada pelas equipes da Atenção Básica e do Humaniza SUS, realiza diversas programações para levar mais informações para a população e assim gerar maior prevenção contra as doenças renais. A abertura da campanha ocorreu durante a sessão legislativa de terça-feira (7), e nesta quarta-feira (9), por exemplo, paralelo às atividades da Semana da Mulher, uma equipe de saúde esteve presente na Praça de Eventos realizando aferição de pressão, orientação nutricional e atendimento com foco na prevenção.

Ambulatório de Nefrologia

O atendimento aos pacientes com doenças renais é realizado no posto de saúde para os casos menos graves, “os nossos profissionais estão preparados para realizar esse atendimento. Temos algumas dificuldades em função da alta rotatividade de médicos, mas aí contamos com o apoio das equipes de enfermagem, que são servidores efetivos da rede e estão sempre participando das capacitações sobre doenças renais”, informou Verônica Costa.

Os pacientes que necessitam do acompanhamento do serviço de nefrologia são encaminhados pelos médicos do posto para atendimento na Policlínica, onde funciona o ambulatório da referida especialidade. Atualmente cerca de 350 pacientes são atendidos regularmente. “Temos um trabalho em conjunto com a equipe de nutrição. Nosso esforço em parceria também com o paciente é para evitar que a doença se agrave e que ele vá para a diálise”, explicou a médica.

Atualmente sete pacientes estão internados no HGP e tem outros treze na lista de espera aguardando vaga para diálise em outros municípios, já que em Parauapebas o centro de hemodiálise está completamente ocupado desde a inauguração do serviço. “Temos dados preocupantes, a doença renal se tornou epidemia. Pelo menos 60% dos pacientes que fazem diálise tem entre 20 e 54 anos. Antes, o maior público era acima de 60 anos. A maior parte dos pacientes não desenvolveu a doença por questão hereditária e sim pelo estilo de vida”, alertou Verônica Costa, que também é presidente da SBN – seção Pará.

Tecnologia

Grupo de WhatsApp “Umbora” propõe mais atividades presenciais e menos interação virtual

Três amigos criaram o “Umbora”, grupo de WhatsApp que ironicamente promove a diminuição do uso do aplicativo.

O WhatsApp é o aplicativo de interação social mais famoso dos últimos tempos, considerado como umas das mais poderosas ferramentas de mídia social. A maior parte dos seus usuários utiliza grupos criados no aplicativo com assuntos específicos para se comunicar, trocar informações, comprar, entreter-se, trabalhar, e assim, cumprir com o objetivo principal de um grupo, que é a interação, e isto faz com que as pessoas fiquem ligadas, uma boa parte do seu tempo, no WhatsApp.

Indo na contramão deste objetivo e com uma proposta de fazer com que as pessoas se desconectem um pouco do mundo virtual e vivenciem mais a interação presencial, três amigos criaram o “Umbora”, grupo de WhatsApp que ironicamente promove a diminuição do uso do aplicativo.

“Estávamos voltando de um passeio em uma cachoeira, na Vila Sanção. A experiência foi tão boa. Daí, durante as nossas conversas sobre como deveríamos fazer isso mais vezes, o Carlos teve a ideia de criar o grupo”, disse Wesley de Almeida Guedes, um dos idealizadores do grupo.

“Percebemos que quando a gente sai, todo mundo fica ligado no WhatsApp. A ideia foi criar um grupo que pudesse estimular as pessoas a se desconectar um pouco mais desse mundo virtual, a se movimentar, e assim, promover mais interação presencial”, disse Carlos Alessander, criador do grupo. Atualmente são 45 integrantes do Umbora, e o detalhe interessante é que todos são administradores.

Praticamente todo grupo tem regras de participação. No Umbora, os integrantes não devem: cumprimentar, apresentar-se, postar correntes ou informações comerciais. Somente enviar convites para eventos, passeios, viagens ou mesmo para uma caminhada ou para ajudar em uma mudança de casa.

O convite para eventos ou qualquer tipo de atividade deve ser feito a partir da criação de um subgrupo, desta forma já foram criados o Umbora para o cinema, Umbora para a cachoeira, Umbora na roça, Umbora para Belém, Umbora fazer uma mudança, Umbora caminhar, entre outros subgrupos desde a criação do grupo principal, em 28 de agosto de 2015. Não importa o tipo de atividade, o objetivo é tirar os integrantes do WhatsApp por um período e proporcionar mais contato presencial.

No início de janeiro deste ano teve o Umbora Docenorte, clube de esporte e lazer localizado em Carajás e, recentemente, foi criado o Umbora Rio de Janeiro, uma viagem que promete muitas aventuras e um belo passeio pela cidade maravilhosa à um custo impressionantemente baixo.

“Eu encontrei passagens à R$ 250,00, ida e volta, de Carajás para o Rio de Janeiro. Logo que postei essa informação no grupo o pessoal se interessou e agente começou a organizar a viagem. Conseguimos também um hotel, em Copacabana, por R$ 225,00 para cada pessoa, sete dias de hospedagem”, comemorou Wesley Guedes. Onze pessoas estão programadas para o Umbora Rio de Janeiro, que será entre os dias 8 e 15 de março.

“Conheci a ideia do grupo através de uma boa e velha carona do Carlos. Me interessei principalmente porque estava há apenas dois meses na cidade e queria me enturmar. Participei de várias atividades. Muita gente entrou e depois saiu por não compreender a metodologia. Hoje posso dizer que o Umbora é o melhor grupo do meu aplicativo, não é chato. Sei que quando começa a chegar mensagens é por que vai rolar algo, daí eu opto por participar ou não, sem estresse, sem cobranças. Com o grupo conheci mais pessoas, lugares e comidas diferentes”, disse a enfermeira Lígia Miranda.

O jovem servidor público Abimael Oliveira Sousa mora sozinho em Parauapebas e também esteve envolvido na criação do grupo. Ele conta que a partir de sua participação conseguiu estabelecer novas amizades na cidade, “achei uma ideia inovadora, pois tira as pessoas do ‘zap’ e faz a gente ter experiências legais”, acrescentou.

“Fico sem palavras ao refletir sobre todas as histórias do grupo e ver que o objetivo foi cumprido: de sair do isolamento da vida moderna e usar a tecnologia para juntar as pessoas, fazendo com que todos se percebam numa grande família”, relatou Carlos Alessander.

Emprego

Pelo menos 38 classificados no concurso do Saaep devem ser convocados até sexta-feira (03)

Essa já é a segunda data que a gestão do órgão deu para iniciar a convocação dos classificados.

O compromisso de convocar até sexta-feira (3) pelo menos 38 candidatos classificados no concurso do Serviço Autônomo de Água e Esgoto de Parauapebas (Saaep), realizado em 2016, foi firmado durante uma reunião que ocorreu na manhã desta quarta-feira (1°), entre a gestora do órgão Claudenir Rocha, o presidente do Sindicato dos Servidores Públicos de Parauapebas (Sinseppar) Carlos Alessander e a comissão dos classificados e aprovados no concurso.

Essa já é a segunda data que a gestão do órgão deu para iniciar a convocação dos classificados, que estão ansiosos desde o ano passado para tomarem posse nos seus respectivos cargos. A última data dada para convocação foi 24 de janeiro, conforme publicado pelo Blog.

Dificuldades de ordem administrativa, em função da situação caótica em que a gestão recebeu a autarquia, impediram a realização da convocação até então, essa foi a justificativa dada ao sindicato e à comissão. Inclusive, o pagamento dos servidores do Saaep referente ao mês de janeiro só deveria ocorrer hoje, em função desses problemas administrativos.

“Creio que o fato da administração se comprometer em fazer a primeira convocação até sexta-feira já é um avanço, mas creio que o Saaep deve melhorar esse vínculo com os aprovados e classificados no concurso”, afirmou um dos candidatos que também integra a comissão.

O Sinseppar fará uma reunião nesta quinta-feira (2) para apresentar aos candidatos que foram aprovados e classificados no concurso o resultado da reunião e deliberarem quais as próximas ações. “Estamos aguardando a folha de pagamento do mês de dezembro e de janeiro do Saaep para fazermos um comparativo. Essa informação é importante para embasar nossas ações”, informou Carlos Alessander.

Os dados fiscais, contábeis e de pessoal do Saaep não estão disponíveis no Portal da Transparência há muito tempo, por isso o Sindicato depende que a autarquia envie esses dados para as devidas análises.

A gestora do Saaep informou em reunião, ainda, que precisa de pelo menos 90 dias para colocar a casa em ordem e que dentro desse prazo entregará um cronograma com a convocação dos demais classificados, que foram 85 no total. Para que o serviço de tratamento e distribuição da água não parasse no município, a autarquia precisou realizar contratações temporárias de caráter emergencial. Com a ciência do sindicato, os ocupantes das vagas que foram ofertadas em concurso serão paulatinamente substituídos por servidores efetivos.

Classificados no concurso da Prefeitura

Outro grupo que está ansioso para ser convocado é composto pelos aprovados no concurso da Prefeitura, realizado em 2014. A comissão que os representa aguarda agendamento de reunião com o executivo para deliberarem o processo.

De acordo com o titular da Coordenadoria de Treinamento de Recursos Humanos (CTRH), José Roberto Marques Vieira, a convocação dos candidatos para ocupar as 116 vagas (em realidade, são 117, mas no levantamento inicial não foi contabilizada vaga para portador de necessidades especiais) ocorrerá até março, já que em abril encerra o prazo do concurso, e para realizar tal ato de forma mais eficiente possível, foi enviado um memorando para todas as secretarias e departamentos da Prefeitura, solicitando suas respectivas demandas de pessoal.

Em documento enviado semana passada para o Gabinete do Prefeito, o Ministério Público (MP) recomendou que a gestão pública municipal “se abstenha de realizar contratação de servidores temporários em detrimento de candidatos que estão aprovados e/ou classificados em concurso público vigente no município”.

No documento o MP solicita o quantitativo de pessoal contratado e seus respectivos cargos. O pagamento dos servidores da Prefeitura, referente a janeiro, já foi realizado, porém, os dados ainda não foram publicados no Portal da Transparência. O último registro lá é o da Folha de Pagamento de dezembro de 2016.

Comunidade

Diretoria do Conselho da Comunidade é empossada para o biênio 2017/2019

O prefeito Darci Lermen compareceu à solenidade de posse do Conselho da Comunidade.

A solenidade de posse dos integrantes do Conselho da Comunidade que atuarão no biênio 2017/2019 foi realizada na tarde desta sexta-feira (27), no Salão do Tribunal de Júri do Fórum de Parauapebas. O evento contou com a presença do prefeito Darci Lermen, da juíza responsável pela segunda vara criminal, Alessandra Rocha da Silva Souza, do vice-presidente da OAB/PA subseção Parauapebas, Guilherme Lima Carvalho, e do atual presidente do conselho, que foi reeleito para mais um mandato, Helder Igor Sousa Gonçalves.

Contribuir com o judiciário e o Ministério Público (MP) quanto à execução e aplicação da lei penal, assim como colaborar para o desenvolvimento de ações que auxiliem no processo de reinserção dos presos na sociedade, faz parte das atribuições de um conselho da comunidade, que deve ser estruturado com base na Lei 7.210, de 1984 – Lei de Execução Penal. Em Parauapebas, o Conselho da Comunidade foi criado em 2007, pela juíza Andreia Brito, e reativado a partir de 2010, pelo juiz Líbio Moura.

Antes das autoridades se pronunciarem, foi apresentada uma sequência de fotos registradas pelos conselheiros que apresentavam as condições precárias da cadeia pública do município e a situação da obra do novo presídio, paralisada há anos. “A violência tem sido crescente em nossa cidade. Vamos continuar trabalhando e unindo forças para que esses índices sejam reduzidos”, afirmou o presidente reeleito do Conselho, o advogado Helder Igor Sousa Gonçalves, que solicitou apoio ao prefeito para que contribua na cobrança, junto ao governo estadual, para a retomada da obra do novo presídio.

“Sabemos que o governo estadual não tem dado a atenção devida à nossa região. Além do abandono da obra do presídio, tem prédios de escolas estaduais que não foram concluídos também. Vamos cobrar sim, pois entendemos que cada um tem que fazer o seu papel para que a população seja beneficiada”, reforçou Darci Lermen.

“As cadeias têm sido escolas do crime, é lá que se aprende a ser bandido. Espero que não chegue o ponto de dizerem que esta geração está perdida. Para que isso não aconteça precisamos reagir, e assim o Conselho tem uma missão árdua. Se não tivermos atividades que envolvam essas pessoas, eles voltarão ao crime. Precisamos promover, além de ações sociais, oportunidade de trabalho”, declarou o prefeito.

A importância do Conselho foi reforçada pela juíza Alessandra Rocha. “A violência cresce a passos largos. A participação da sociedade se faz essencial por meio do Conselho, principalmente por seu caráter educacional e informacional, tendo em vista que, se a sociedade for mais informada, terá mais condições de cobrar quem de fato tem a responsabilidade de desenvolver determinados projetos”, afirmou a juíza.

A composição do Conselho conta com representantes das seguintes entidades, setores da Prefeitura e organizações: OAB-Sub Seção de Parauapebas; Comissão de Articulação Intermunicipal de Assistência Social de Parauapebas (CAI); Associação Comercial e Industrial de Parauapebas (ACIP); Secretaria Municipal de Assistência Social (Semas); Secretaria Municipal de Segurança Institucional e Defesa do Cidadão (Semsi); Associação de Imprensa e Comunicação de Parauapebas (Aicop); Pastoral Carcerária; Sindicato dos Servidores Públicos de Parauapebas (Sinseppar); Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (Comdcap); Sindicato dos Produtores Rurais de Parauapebas (Siproduz).