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Marabá

Exército bate recorde mundial com “espinha de peixe“ gigante em Marabá

Transposição fluvial no Rio Tocantins reúne 726 militares e marca o aniversário de 42 anos da 23ª Brigada de Infantaria de Selva
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Na manhã desta quarta-feira, 27 de junho, o Rio Tocantins, em Marabá, foi palco de um recorde mundial que deve entrar para o Guinness Book em breve. Trata-se da maior “espinha de peixe do mundo”, com utilização de 728 militares num percurso de 1.676 metros.

O recorde anterior envolveu 586 militares e foi estabelecido no Lago de Tucuruí, também com a participação de militares da 23ª Brigada, em 2013.

Para cumprir a nova meta, até mesmo o general Eugênio Pacelli Vieira Mota, comandante da 23ª Brigada de Infantaria de Selva, mergulhou no desafio e nadou o percurso inteiro no tempo de cerca de 40 minutos. Ele informou que a formação da “espinha de peixe” visa ao adestramento da tropa nos meios de infiltração aquática para surpreender as bases de operações dos oponentes. “Esses exercícios são feitos periodicamente, mas nesta data especial reunimos homens de todas as unidades subordinadas à Brigada. Além de Marabá, estão conosco militares de Itaituba, Altamira, Tucuruí e Imperatriz-MA”, explicou.

A “espinha de peixe” gigante celebra, além do aniversário de 42 anos da 23ª Brigada de Infantaria de Selva, os cinco anos de criação do Comando Militar do Norte.

Ao usar a técnica “Espinha de Peixe” para transposição fluvial, o combatente conduz todo seu armamento e equipamento, como mochila, fuzil e ainda nada calçando coturno e levando no corpo cerca de 15 quilos.

Participação civil
A “espinha de peixe” contou ainda com a participação inédita de um jornalista de Marabá. Ulisses Pompeu, do blog do Zé Dudu, vestiu uniforme militar e nadou todo o percurso com a tropa. “Foi uma experiência inédita. Já atravessei o Rio Tocantins nadando algumas vezes, mas em grupo, guiados por uma corda como se fosse uma espinha de peixe, foi a primeira vez. Todos têm de contribuir com suas braçadas e pude ver como os militares trabalham em harmonia nesses exercícios”, contou ele, após o cumprimento da atividade.

Celebrações
Amanhã, sexta-feira, 29, uma formatura vai marcar o aniversário da “maior e mais poderosa Brigada da Amazônia”. A solenidade ocorrerá no 52º Batalhão de Infantaria de Selva (52º BIS), a partir de 9h30, e contará com a presença do general Eugênio Pacelli e diversas autoridades dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, entre outras personalidades civis e militares representantes dos órgãos de segurança pública.

Haverá ainda a entrega de diplomas de “Amigo da Brigada” para civis e militares que colaboraram com os diversos trabalhos realizados pela instituição.

Histórico da Brigada
Pioneira entre as Brigadas de Selva do Exército, a 23ª Brigada de Infantaria de Selva possui a denominação histórica de “Brigada Marechal Soares de Andréa”, uma homenagem ao militar que atuou no evento da Cabanagem, em 1840, e garantiu a pacificação do território paraense àquela época.

A 23ª Bda Inf Sl foi criada em 9 de junho de 1976, pelo Decreto nº 77.804, com sede em Santarém, Pará, sendo transferida para Marabá em 26 de novembro do mesmo ano. Sua implantação pelo Comando do Exército Brasileiro representou o fiel cumprimento da missão de realizar ação de presença na Amazônia. Para isso, adestra sua tropa em ambiente operacional de selva, estimulando o desenvolvimento regional e atendendo à necessidade de ocupar e desenvolver a porção meridional do Estado do Pará, em harmonia com os interesses nacionais, buscando sempre a prontidão de suas tropas, num ambiente de coesão interna e com toda a sociedade.

Brasil

MPF denuncia médico do Exército suspeito de fraudar laudo na Guerrilha do Araguaia

Movimento contra a ditadura militar ocorreu na região do Bico do Papagaio e teve forte impacto nos municípios de Marabá, São Domingos do Araguaia e Xambioá
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O Ministério Público Federal (MPF) denunciou à Justiça Federal um médico suspeito de adulterar o laudo cadavérico da primeira vítima no cárcere da Guerrilha do Araguaia, durante a ditadura militar. Hoje militar reformado do Exército, Manoel Fabiano Cardoso da Costa atuava como médico legista na região da guerrilha, mais especificamente em Xambioá (TO). O MPF acusou o militar de falsificar o laudo da morte do barqueiro Lourival Moura Paulino, de forma a sustentar a versão – falsa, segundo o MPF – de que Lourival se enforcou na prisão.

O barqueiro foi sequestrado e preso ilegalmente em maio de 1972, em razão de ter transportado guerrilheiros naquele ano. Lourival morreu após ter sido torturado no cárcere por dois policiais militares do Estado de Goiás que agiam em auxílio às Forças Armadas, como consta na denúncia. São os mesmos policiais – já falecidos – que prenderam Lourival. Manoel Fabiano assinou um laudo cadavérico que encobriu a tortura e o assassinato, com o falso registro de que se tratou de um suicídio, conforme a denúncia do MPF.

A acusação foi protocolada no fim da tarde desta quinta-feira na 1ª Vara Federal de Araguaína (TO). O documento é assinado por nove procuradores da República, integrantes da força-tarefa que investiga os crimes cometidos durante a Guerrilha do Araguaia. A força-tarefa está ligada à Câmara Criminal, um colegiado que funciona no âmbito da Procuradoria Geral da República (PGR).

Esta é a quarta denúncia apresentada pelo grupo desde 2012. É a primeira que não trata de um agente da repressão diretamente relacionado a sequestro, tortura ou morte de guerrilheiros.

O Estado brasileiro reconheceu oficialmente o desaparecimento forçado de 62 pessoas na guerrilha. O barqueiro Lourival é um deles. A guerrilha do Araguaia foi um movimento encabeçado por militantes do PCdoB, que se instalaram nas proximidades do Rio Araguaia com a finalidade promover um levante rural contra a ditadura militar iniciada em 1964. Foi duramente reprimido pelas Forças Armadas.

O suposto crime cometido por Manoel Fabiano ocorreu na madrugada de 22 de maio de 1972, dentro da delegacia de polícia de Xambioá. O médico do Exército, ao falsificar o laudo cadavérico, buscou “assegurar a ocultação e a impunidade do crime de homicídio” cometido pelos PMs que prenderam Lourival. São eles: Carlos Teixeira Marra e Manoel Barbosa Abreu. Os dois já morreram.

“O denunciado e os policiais militares, em concurso de vontades, simularam o suposto suicídio de Lourival, sustentando a versão de que ele teria se suicidado com a corda da rede em que dormia, tendo Manoel Fabiano, na condição de perito nomeado e médico-legista, omitido em documento público declaração que dele devia constar e nele inserido declaração falsa, diversa da que deveria constar no auto de exame cadavérico”, registra a denúncia protocolada na Justiça Federal no Tocantins.

O MPF denunciou o militar reformado, que atuaria no Pará, por falsidade ideológica. A pena de prisão é de um a cinco anos, mas os procuradores da República pedem diversos aumentos de pena: por ser funcionário público, por ter se tratado de motivo torpe, por ter sido uma prática para assegurar a ocultação de outro crime e por abuso de poder, como consta na denúncia. O MPF pede ainda que o militar reformado perca o cargo e a aposentadoria. Até condecorações devem ser cassadas, segundo a acusação.

Lourival era paraense e vivia em Xambioá com a mulher e um filho adolescente. Ele era pai de mais quatro filhos. A prisão ilegal dele ocorreu em Marabá (PA), conforme a investigação feita pela Comissão Nacional da Verdade. De lá, foi levado para Xambioá.

O primeiro a relatar a morte do barqueiro foi o petista José Genoíno Neto, um dos guerrilheiros do Araguaia que sobreviveram às ações das Forças Armadas. O MPF ouviu o depoimento do filho de Lourival, Ruiderval Miranda Moura, que fez o seguinte relato sobre a prisão do pai: “Ele estava mancando e eu acompanhei de longe o percurso do meu pai até a delegacia. Minha mãe não queria, mas eu fui atrás e percebi que ele quase caiu uma hora e os caras seguraram. Então quer dizer, isso era sinal que meu pai estava bem machucado.”

Ruiderval disse não ter notado qualquer indício de que o pai se suicidaria. “Nunca deu sinais de que poderia cometer suicídio, mas percebia que ele temia ser assassinado.” O então adolescente foi levado à delegacia após o suposto suicídio: “Quando eu entrei na cela, eu vi a corda dependurada na rede. Quando eu puxei a porta, eu vi o corpo dele. Ele tava de cueca, quase com o joelho encostado no chão. Ele estava muito machucado. Apresentava muitas marcas vermelhas nas pernas, nas costelas, no rosto e no pescoço. A gente percebia nitidamente que bateram muito nele.”

O filho de Lourival apontou ainda que a corda que sustentava o corpo não era a mesma levada junto com a rede. Outras testemunhas, que participaram do velório, relataram marcas nos pés e nas mãos, “como se tivesse sido amarrado”, e na cabeça, “como se tivesse sido presa em algum tipo de aparelho”. Um documento oficial das Forças Armadas, citado na denúncia, menciona que Lourival “morreu, de fato, por afogamento”.

O laudo cadavérico foi feito na madrugada, “com o cadáver já vestido”, como consta na denúncia. Os procuradores da República apontam diversas contradições no depoimento dado por Manoel Fabiano ao longo das investigações. Ele deixou de registrar no laudo qualquer informação sobre as marcas da tortura.

Aos procuradores da República, Manoel Fabiano fez a seguinte afirmação: “Fiz a análise do corpo em óbito, identifiquei que era estrangulamento, por causa da posição e das lesões no pescoço. É um exame muito superficial que se faz e lá, por exemplo, era um lugar mal iluminado.” O militar acrescentou: “O local era escuro. Dentro do local onde estava o corpo. Isso é o que recordo, que tive dificuldade, precisei pegar lanterna para examinar.”

O denunciado negou ter visto sinais de tortura: “Dentro das minhas possibilidades e conhecimento médico, eu teria que lançar se tivesse visto qualquer outra lesão.” A corda já não estava no pescoço de Lourival, segundo Manoel Fabiano. O médico não encontrou a corda nem a analisou, segundo depôs ao MPF. Para os procuradores da República, a análise da corda seria “imprescindível para as aferições técnicas necessárias a subsidiar a conclusão do laudo”.

A denúncia conclui que Manoel Fabiano objetivou dissimular a verdadeira causa da morte de Lourival. “O fato de ser oficial do Exército Brasileiro, bem como as circunstâncias do caso, permitem afirmar que o denunciado, de fato, tinha plena ciência da falsidade das informações por ele lançadas no laudo de exame cadavérico.”

Outro lado

O nome do médico legista Antonio Valentini consta na lista de 377 pessoas indicadas como responsáveis por graves violações de direitos humanos durante o regime militar pelo relatório final da CNV, divulgada em dezembro de 2014. O médico legista afirmou que é inocente e que a situação política brasileira prejudicou sua carreira. “Nunca forjei qualquer laudo. Às vezes, eu sinto vergonha de ser brasileiro”.

“Eu sou um indivíduo corretíssimo. Nunca me envolvi em política. Todas as coisas que eu fiz foram dignas aos olhos de Deus. Ficam remexendo, é uma coisa triste”, afirmou Valentini. “Cabe ao médico legista determinar a causa médica da morte. Não é seu papel dizer se determinado caso foi homicídio ou suicídio, por exemplo”, acrescenta.

Pará

EB atuou para garantir a manutenção de serviços essenciais no Norte do País

As ações integradas do Exército Brasileiro garantiram a integridade da sociedade e dos caminhoneiros, que deram o apoio necessário para o abastecimento básico da população da Amazônia Oriental durante os 12 dias de manifestações.
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Entre os dias 25 de maio e 1º de junho, O Exército Brasileiro, através do Comando Militar do Norte (CMN) realizou diversas ações de escolta e segurança no Pará, Amapá, Maranhão e norte do Tocantins, durante a Operação São Cristóvão. Todas foram finalizadas com tranquilidade e estabilidade.

Os militares trabalharam para a garantia e manutenção dos serviços essenciais à sociedade e contaram com o apoio da população. Foram mais de 1,3 milhão de litros de combustível escoltados pelos militares do CMN, que mantiveram os trabalhos da saúde e segurança nas áreas mais atingidas pela paralisação dos caminhoneiros.

Outro destaque foi o auxílio no transporte de insumos da Companhia de Saneamento do Pará, para que a população de quatro municípios do estado pudesse consumir água tratada em suas residências. O cenário positivo é resultado do trabalho integrado e contínuo com os órgãos de segurança pública, como a Secretaria de Estado da Segurança Pública e da Defesa Social e a Polícia Rodoviária Federal.

As ações integradas garantiram a integridade da sociedade e dos caminhoneiros, que deram o apoio necessário para o abastecimento básico da população da Amazônia Oriental durante os 12 dias de manifestações.

 

Pará

Greve: Governo e Exército vão garantir abastecimento na região

Dez municípios do sul e do sudeste do Estado, entre eles Parauapebas, terão combustíveis a partir desta quarta-feira, 30
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No sul e sudeste do Estado dez municípios (Xinguara, Sapucaia, São Félix do Xingu, São Domingos do Araguaia, Curionópolis, Redenção, Santana do Araguaia, Cumaru do Norte e Parauapebas) decretaram Situação de Emergência por conta das restrições no abastecimento, resultado da paralisação dos caminhoneiros. Diante da preocupação com o atendimento de serviços básicos de Saúde, Educação e Segurança, aconteceu, em Marabá, na tarde desta segunda-feira (29), reunião extraordinária com o gabinete de crise montado pela Secretaria de Estado de Segurança Pública.

Participaram: o secretário de Segurança Pública, Luís Fernandes da Rocha; o secretário de Saúde, em exercício, Arthur Lobo; o secretário Regional, Jorge Bittencourt; o secretário adjunto de Inteligência da Segup, coronel Hugo Regateiro; o chefe da Polícia Rodoviária Federal em Marabá, inspetor Franklin Santos; o tenente-coronel André Gianasi Júnior, oficial de Comunicação da 23ª Brigada de Infantaria de Selva do Exército; o presidente da Associação Comercial e Industrial de Marabá, Ítalo Ipojucan Costa e outras autoridades e representantes do setor produtivo e do comércio de combustíveis.

Ficou decidido que, assim como o governo já está fazendo no nordeste do Estado, um comboio de 10 viaturas, sendo cinco do Exército Brasileiro, duas da Polícia Militar, uma do Corpo de Bombeiros e outra da PRF, vão seguir para Eldorado dos Carajás e acompanhar, pelo menos, dez carretas de combustíveis, para abastecer municípios do sul do Estado.

Luís Fernandes destacou que a prioridade é a saúde, principalmente para que as pessoas que necessitam de atendimento de alta e média complexidade e têm de se deslocar até Marabá; e também no atendimento às ambulâncias e postos de saúde nos municípios, assim como a parte de segurança e transportes escolares.

Jorge Bittencourt ressaltou que esse deslocamento deve começar na manhã desta quarta-feira (30) e acredita que o movimento grevista vai continuar sendo parceiro nesse sentido. “O próprio movimento tem demonstrado a sensibilidade para a liberação no atendimento às necessidades emergenciais. O governador determinou que a equipe de governo se deslocasse para Marabá para trabalhar um protocolo para, a partir desta quarta, atender os municípios. Esse plano está sendo construindo num processo de integração das forças estaduais e federais”, frisou.

Em Marabá a situação do combustível já está sendo normalizada, mas em municípios como Xinguara começam a ser prejudicados com o desabastecimento, como afirmou o presidente da Associação Comercial e Industrial de Marabá, Ítalo Ipojucan. “A informação que nos foi transmitida pela Associação Comercial de Xinguara, que está fazendo o monitoramento lá, é que há um gargalo pontual no eixo de Eldorado com um número de 30 caminhões abastecidos que estão retidos ali”, concluiu.

Saúde
Nas regiões sul e sudeste, segundo Arthur Lobo, a prioridade são os atendimentos de urgência e emergência que estão sendo realizados normalmente.  “Nos hospitais regionais devido desabastecimento em relação a hortifrutigranjeiros e combustíveis, nós temos feito é reduzir as cirurgias eletivas com o intuito de dar maior prioridade a urgência e emergência, uma vez que os estoques de sangue dos hemocentros e estruturas no interior estão prejudicados. Os hospitais, de forma geral, como o do Sudeste, em Marabá, e o de Conceição estão com autonomia boa, de pelo menos, uns dez dias nos pontos cruciais de gases medicinais e medicamentos”, salientou.

Com informações da Assessoria de Comunicação do Centro Regional de Governo

Durante cerimônia, general em Marabá diz: “Exército não sucumbirá à desagregação”

Na véspera do Dia do Exército, Comandante da 23ª Brigada de Infantaria de Selva critica segurança pública e avalia que a crise em que o País vive “ameaça nossa própria identidade nacional”
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Durante sessão solene realizada na manhã desta quarta-feira, dia 18, a Câmara Municipal de Marabá celebrou o Dia do Exército com um dia de antecedência entregando 18 comendas de Cidadão Marabaense, Honra ao Mérito e Amigo de Marabá para personalidades de destaque entre os 2.500 militares que atuam nos quarteis da 23ª Brigada de Infantaria de Selva, com sede neste município.

Embora não se esperasse um discurso contundente, o comandante da referida Brigada, general Eugênio Pacelli Vieira Mota, foi um ponto fora da curva ao criticar a situação da segurança pública nacional, a corrupção que assola o País e ao afirmar que o Exército está atento e não será omisso no cumprimento de suas responsabilidades. O discurso dele está alinhado ao que outros generais têm feito de que o Exército está atendo ao que está acontecendo no âmbito político no País.

Em verdade, a primeira metade de seu discurso foi marcada por rememorar a Batalha dos Guararapes e sua importância história para o Exército e à Pátria. Também apresentou números sobre a 23ª Brigada, que está sob seu comando, criada em 1976, agregando atualmente 11 quartéis espalhados pelo sul e sudeste do Pará e no oeste do Maranhão, sendo responsável por mais de 11% do território nacional, abrangendo 133 municípios, inclusive da parte norte do Tocantins.

Depois, o discurso ganhou um viés mais político, às vezes de forma velada, outra hora mais contundente: “Vivemos um momento em que as coincidências de crises extensas e profundas trazem risco ao sonho de Guararapes. Apesar dos esforços dos governos, do colapso da segurança pública nos cobrar dezenas de milhares de vidas por ano; a aguda crise moral expressa em incontestáveis escândalos de corrupção nos compromete o futuro; a ineficiência nos retarda o crescimento; a ausência, em cada um de nós brasileiros, de um mínimo de disciplina social, indispensável à convivência civilizada; e uma irresponsável aversão ao exercício da autoridade, oferece campo fértil ao comportamento transgressor e à intolerância desagregadora.

Essa crise que ora vivemos fere gravemente a alma da nossa gente, ameaça nossa própria identidade nacional, deprime-nos o orgulho pátrio e, mais grave, embaça a percepção de nosso projeto de nação, dispersando-nos em lutas por interesses pessoais e corporativos sobrepostos, infelizmente, ao interesse nacional.

Nossa gente não é assim e não merece isso.

O país, seu povo e o seu Exército não sucumbirão ao pessimismo e à desagregação. Somos feitos da mesma têmpera.

Temos fé nos valores da democracia, na nossa gente, na resiliência que nos fez vitoriosos tantas vezes e na cordialidade que requer respeito à desigualdade e às diferenças”, discursou o general.

Por fim, general Pacelli agradeceu a iniciativa da Câmara em homenagear o Exército Brasileiro e lembrou que a 23ª Brigada, da qual é comandante, é a maior e mais poderosa da Amazônia. “Essa cidade hospitaleira é nosso cenário de operações e de vida. Trazemos a Marabá o legado da Batalha de Guararapes, com sentimento de pertencimento e amor à terra que nos hospeda”.

A solenidade foi coordenada pelo presidente da Câmara, Pedro Corrêa, e contou ainda com a participação do Capelão Militar e 1º tenente José da Cruz; major Gianasi, chefe da Comunicação Social da 23ª Brigada de Infantaria de Selva; do secretário municipal de Segurança Institucional, Jair Guimarães; e cerca de 300 militares da Organizações Militares em Marabá.

O presidente Pedro Corrêa lembrou que a Sessão Solene é realizada anualmente e que o Poder Legislativo se orgulha da presença do Exército no município de Marabá, onde atuam em torno de 2.500 militares em cinco quarteis. “O que seria de Marabá se não fosse a mão amiga do Exército em momentos de dificuldades? E nunca recebemos uma fatura para pagar”, reconheceu.

Major André Gianasi disse ser privilegio comemorar, em sessão solene, o Dia do Exército e a 23ª Brigada agradece a iniciativa da Câmara, que homenageia 18 militares, os quais representam todos os quarteis sediados em Marabá.

O capelão José da Cruz ressaltou que a imagem que o Exército mostra que a instituição se preocupa com a comunidade. “Mas, ao mesmo tempo, eles têm de mostrar o que há de melhor em cada um. Agir da forma certa é a melhor maneira de se encontrar a paz”, enfatizou.

O secretário municipal de Segurança Institucional, Jair Guimarães, reconhece que o Exército é um grande parceiro do município e clamou para que a instituição se aproxime mais das forças de segurança estadual e municipal. “Na área social, o EB está sempre presente, ajudando às vítimas da enchente, por exemplo”.

UM FATO NA HISTÓRIA

Com quase 30 anos como vereador, Miguel Gomes Filho, o Miguelito, deu uma aula de história durante a cerimônia, rememorando um tempo difícil em Marabá em que a Câmara precisou da ajuda do Exército para realizar sessão ordinária. “Temos de reverenciar os senhores, sempre. Houve época em que, para conseguirmos realizar sessão, precisávamos da ajuda do Exército. Para entrarmos na Câmara era uma loucura porque um grupo político que mandava em tudo e em todos na cidade ameaçava de morte os vereadores da oposição, como eu e a vereadora Vanda Américo. Pedimos socorro ao general Valésio Guilherme de Figueiredo, o qual disse que a partir daquele dia o Exército estava democratizando Marabá. Os homens da Brigada foram dar segurança para nós, vereadores, realizarmos a sessão. Eu costumo dizer que os militares participam do orçamento de Marabá injetando milhões no comércio, mas também da vida social, reformando escolas, ajudando nas enchentes e em ações médicas”, elogiou Miguelito.

Os agraciados com título de Cidadão Marabaense foram: General de Brigada Eugênio Pacelli Vieira Mota; Tenente Coronel QMB Alexandre Magno Deveza Pereira; 1º Sargento Adauto Rodrigues da Silva Filho; 2º Sargento Marcio Antonio Macambira Lobato; 2º Sargento Ismael Moreira dos Santos; e 3º Sargento Jurandir Mendes Lisboa.

Homenageados com Honra ao Mérito: Major Médico Cassiano Francisco Barbosa; 1º Sargento Márcio André Pedro dos Santos; 3º Sargento Ademar Ramos de Andrade; 3º Sargento Sidney Amorim Martins; 3º Sargento Marsoniel Monteiro Baima Teixeira; Cabo músico Romário Anderson dos Santos Araújo.

Os militares que receberam o título de “Amigo de Marabá”: 1º tenente Emmannuel Francisco Vieira; Subtenente Marcio Menezes Agertt; subtenente Alexandre de Almeida José; Subtenente Jonh Alexandre Bobsin Benício; cabo Francisco Júnior Miranda França; e soldado Otniel Araújo dos Santos.

Também participaram da solenidade os vereadores Márcio do São Félix, Cabo Rodrigo, Gilson Dias, Priscila Veloso, Marcelo Alves, Nonato Dourado, Pastor Ronisteu e Ray Athiê. (Ulisses Pompeu – correspondente em Marabá)

Marabá

Rio Tocantins atinge maior nível do ano e Defesa Civil e Exército ficam de prontidão

Boletim da Eletronorte prevê que rio passe encha até amanhã e volte a descer nove centímetros esta semana
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O Rio Tocantins deu repique. É a expressão usada para dizer que houve uma nova cheia dias depois da anterior. E desta vez, o nível alcançou a maior marca de 2018 até agora: 11 metros e 20 centímetros acima do nível normal, exatamente 12 centímetros a mais o do que o registrado em fevereiro, com 11,08 metros. Muitas pessoas que tinham voltado para suas casas nas últimas três semanas acabaram surpreendidas com a forte chuva do domingo, 25, e precisaram da ajuda do Exército para retornar aos abrigos.

A cheia chegou a recuar com a diminuição das chuvas nas cabeceiras dos afluentes do Tocantins e Itacaiunas, mas o nível voltou a subir nos últimos dias.

Segundo a Secretaria Municipal de Comunicação da Prefeitura de Marabá, a Defesa Civil, Exército, Secretarias de Obras, Saneamento Ambiental e de Assistência Social estão de prontidão em caso de mais famílias ficarem desabrigadas.

Segundo dados da Prefeitura, há 510 famílias morando em abrigos improvisados e cerca de 150 se mudaram para casas de parentes ou encontraram outro imóvel para passar o período de enchente.

Em 14 de fevereiro, o prefeito Tião Miranda decretou Situação de Emergência no município em função da grande quantidade de famílias desalojadas, recebendo liberação legal para aquisição de produtos em caráter de urgência para assistir aos necessitados.

Há cinco abrigos oficiais que estão recebendo auxílio do Poder Público Municipal, inclusive com cestas básicas de alimentos. Mas quem está vivendo há quase 60 dias em barracas de lonas já dá sinais de cansaço. É o caso de Isaura Ramos Carvalho, 48, que vive com quatro filhos no abrigo da Obra Kolping, Bairro Belo Horizonte, e diz que há um sofrimento muito grande para manter os filhos em boas condições no local. “Nunca é como a casa da gente. Muita coisa não podemos fazer aqui e até o choro dos filhos incomoda os outros”, alega ela.

Isaura diz que as cestas de alimentos doados pela Defesa Civil não duram 15 dias e que muitas pessoas que estão nos abrigos têm de pedir ajuda para dar comida aos filhos. “No início, o pessoal das igrejas vinha, ajudava, mas agora parou mais. Estamos muitos dias aqui, o rio não baixa e fora de casa fica difícil sair, deixar os filhos e tentar conseguir um trabalho, um bico de lavar roupa ou fazer uma faxina, alguma coisa assim”, explica ela.

Leide de Souza Silva, balconista, mora na Rua João Salame, na Velha Marabá, e conta que havia saído de casa logo após o Carnaval e 15 dias depois, quando a enchente baixou, retornou. “Neste domingo, foram seis horas de chuva e saímos às pressas de novo por causa dela. Pobre sofre muito”, disse ela.

MAIS ÁGUA ATÉ AMANHÃ

Enquanto muitas famílias reclamam do longo tempo fora de suas casas, a Eletronorte publicou nesta segunda-feira um boletim de vazões e níveis do Rio Tocantins, no qual prevê que amanhã, terça-feira, dia 17, o nível do rio alcance 11,22 metros acima do nível normal; baixe para 11,21 na quarta; e desça a 11,12 na quinta-feira.

Por Ulisses Pompeu
marabá

Projeto da Unifesspa luta para revitalizar Rio Tauari, em Marabá

Exército colabora com a universidade para resgatar a mata ciliar do entorno do rio, que deságua no Tocantins
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Um grupo de 50 pessoas, envolvendo pesquisadores, professores e alunos, trabalha para recuperar uma área de reserva ecológica, localizada bem atrás do Campus III da Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará (Unifesspa), no Bairro Cidade Jardim, em Marabá. Iniciado em há um ano, o projeto “Tauari Vivo” é desenvolvido em cooperação com o Exército Brasileiro.

Seus coordenadores e participantes são professores e estudantes do curso de Ciências Biológicas da Unifesspa e militares da 23ª Brigada de Infantaria de Selva, que trabalham em prol da preservação e restauração de um espaço rico em biodiversidade no entorno do Rio Tauari, que deságua no Rio Tocantins.

“Esse projeto, na verdade, surgiu de uma demanda da reitoria. O reitor teve a ideia de conhecer a área da universidade e solicitou ao nosso instituto para que a gente pensasse em algo que pudesse dar esse resultado”, explica a ecóloga Raquel Ribeiro, professora do curso de Ciências Biológicas e coordenadora de fauna de invertebrados dentro no projeto “Tauari Vivo”.

Segundo ela, a iniciativa é desenvolvida com atividades de monitoramento da fauna e recomposição florestal. “A ideia é um pouco maior do que só estudar essa parte aqui do Rio Tauari. Ela prevê um corredor ecológico até a Fundação Zoobotânica de Marabá”, revelou, contando que a interação do projeto, que tem o apoio de entidades locais, precisa ser expandida para a sociedade, para que tenha um alcance maior.

“As pessoas têm que saber o que está acontecendo, o que está sendo feito para que também possam ter a mesma visão preservacionista. E a partir disso, a cobrança acontece instantaneamente, porque o governo acaba percebendo a importância daquilo”.

Professor Danilo

De acordo com o professor de Ciências Biológicas e coordenador de Zoologia de invertebrados, Danilo Oliveira, o projeto tem duração prevista para 36 meses (três anos) e a contrapartida solicitada pelo Exército foi que a Unfesspa passasse a oferecer o curso de formação de inglês para soldados e cadetes da corporação”, acrescentou, lembrando que a organização colabora com o desenvolvimento do “Tauari Vivo”, dando acesso à área da reserva, suporte logístico e de segurança. Uma equipe de mais de 10 servidores e quatro bolsistas da Unifesspa trabalha diretamente com o programa.

O professor Danilo ressalta que o “Tauari Vivo” resulta na melhoria do status de conservação dessa região, lembrando que o Tauarizinho (como o rio é carinhosamente chamado) é um importante afluente para o Tocantins.

Exército

Exército incorpora mais de mil soldados em Marabá, Tucuruí, Imperatriz e Itaituba

Cerimônia acontece simultaneamente em quarteis nos quatro municípios
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O Comando da 23ª Brigada de Infantaria de Selva (23ª BdaSl) realiza, na quinta-feira (1º de março) a incorporação de 78 recrutas que servirão ao Hospital de Guarnição de Marabá (HguMba) e Quartel General Integrado, Companhia de Comando da 23ª Brigada, 23ª Companhia de Comunicações de Selva 33º Pelotão de Polícia do Exército.

A solenidade acontece às 8h, no Pátio de Formaturas do Comando da Brigada, em Marabá, e será comandada pelo general-de- brigada Eugênio Pacelli Vieira Mota, comandante da 23ª BdaSl.

Em Marabá também haverá formaturas de incorporação do 52º Batalhão de infantaria de Selva, 1º Grupo de Artilharia de Campanha de Selva e 23º Batalhão Logístico de Selva.

A mesma solenidade terá lugar em Imperatriz (MA), no 50º Batalhão de Infantaria de Selva; em Itaituba, no 53º Batalhão de Infantaria de Selva; e em Tucuruí, no 23º Esquadrão de Cavalaria de Selva, todos subordinados à 23ª BdaSl, totalizando 1.028 soldados.

Fonte: Seção de Comunicação Social da 23ª Brigada