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Entretenimento

Casa da cultura traz nova exposição fotográfica aos canaenses

A exposição retrata a mulher do Século XXI, é um convite irrecusável
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Aos amantes das artes visuais, o salão de exposições da Casa da Cultura de Canaã dos Carajás, está impossível de não ser notado.

 É um misto de emoções, cores e sensações agradáveis de sentir através da arte.

A “Exposição Artista Paraense” que surge com o tema O Eterno Feminino, aberta ao público desde o dia 17 de abril, traz consigo a realidade nua e crua de mulheres genuinamente paraenses.

Nas telas, nove fotógrafas mostram suas percepções sobre a mulher do século XXI. Suas histórias, lutas e desafios retratados em um total de 18 obras de arte que poderão ser apreciadas até o final do mês de maio.

A amostra tem como objetivo, envolver o público em uma reflexão sobre o universo feminino neste século. Em meio às imagens, cada sensação é única.

A exposição fica disponível à visitação de terça a sábado das 8h às 18hs.

Marabá

Exposição comercializa 3.500 orquídeas no final de semana em Marabá

Evento também marcou lançamento da revista “Balaio de Histórias”, apresentando entrevistas inéditas com pioneiros de Marabá
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A 16ª Exposição de Orquídeas promovida pela Fundação Casa da Cultura de Marabá chega ao fim neste domingo, com um número impressionante: mais de 3.500 plantas comercializadas em três dias de evento. O palco foi o piso L2 do Shopping Pátio Marabá, por onde passaram milhares de pessoas entre sexta-feira, 13, e domingo, 15.

A exposição contou com a participação de colecionadores de orquídeas e leigos, mas apaixonados pelas plantas e suas flores exuberantes. Luiz Gomes, do Orquidário Irpeel Green, de Iporá-GO, revela que trouxe a Marabá 4.000 orquídeas de 300 espécies diferentes, as quais têm valor que variam entre R$ 10,00 a R$ 300,00. “As plantas de espécie são poucas, em torno de 20% e quem mais se interessa por elas são os colecionadores. A maioria é híbrida, florescem entre uma a três vezes por ano e têm valor comercial bem interessante para quem quer começar a cultivar orquídeas”, explica ele.

Além das orquídeas, o Irpeel Green trouxe também os atrativos bonsais, árvores em miniatura que lembram a cultura japonesa. O objetivo da Exposição de Orquídeas é estimular a população a conhecer um pouco mais das orquídeas regionais e as que são cultivadas pelos orquidófilos locais, além de proporcionar lazer para a população regional e dar oportunidade para que novas pessoas tornem-se colecionadores.

Na sexta-feira e sábado a Casa da Cultura realizou curso de cultivo de orquídeas para os neófitos no assunto e os instrutores mostraram como cuidar dessa planta, muito bonita mas sensível ao mesmo tempo.

Pela primeira vez na vida, Olinda Carvalho Porto, 23, comprou uma orquídea e confessa que foi atraída pela linda flor que ela exibia. Disse que iria estudar para saber como cuidar direito da planta para ornamentar a sala de sua casa. “Não é cara e é uma flor encantadora. Vou levar pra casa e tenho certeza que meu esposo vai amar”, disse.

Além da 16ª Exposição de Orquídeas, a FCCM ofereceu ainda uma diversificada programação durante os três dias de exposição, com apresentações musicais e o lançamento da primeira edição da revista “Balaio de Histórias”, que propaga entrevistas inéditas realizadas pela Fundação Casa da Cultura com pioneiros de Marabá.

Na abertura do evento, o prefeito Tião Miranda elogiou o trabalho que vem sendo desenvolvido por Vanda Américo à frente da Fundação Casa da Cultura e a manutenção de projetos importantes, como a Exposição de Orquídeas e o resgate da memória dos pioneiros de Marabá. “A história de nossos antepassados não pode ser apagada. Reconheço que este trabalho é importante para mostrar às novas gerações o modo de vida de nossos pais e a origem da nossa cultura”, destacou o prefeito.

Também presente ao evento, o presidente da Câmara, Pedro Corrêa, enalteceu o trabalho da FCCM e ainda o trabalho que a ex-vereadora Vanda Américo vem fazendo à frente da instituição, ampliando os horizontes culturais em Marabá. “Temos orgulho de ter uma Casa da Cultura também produtiva e que resgata a história de Marabá e de sua gente. Essa exposição de orquídeas vem apenas coroar o trabalho de preservação do meio ambiente e da nossa história”, avaliou.

Vanda Américo enfatizou o empenho dos servidores da Fundação Casa da Cultura de Marabá em abraçar a realização da Exposição de Orquídeas no shopping, palco do evento há cinco anos consecutivos. Ela também destacou a importância da revista Balaio de História, que faz parte de um projeto maior, gravando entrevistas em vídeo com idosos que viveram em Marabá nos últimos 60 a 80 anos. Para ela, os registros científicos escritos são importantes, mas os orais, contados por quem viveu a história, também têm um valor importantíssimo para a preservação da memória regional. “Essa é a grande razão de ser da Casa da Cultura e não vamos abandonar esse caminho. Pelo contrário, vamos ampliar ainda mais nos próximos anos”, destacou.

Ulisses Pompeu – correspondente em Marabá

Arte

Fotografia: Exposição “Serra Pelada – Esperança Dourada” chega a Parauapebas nesta sexta-feira (16)

Em novembro de 2017 a agência de publicidade Griffo Comunicação convidou Anderson Souza para fazer uma exposição virtual de fotografias, e assim surgiu Esperança Dourada.
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Por Karine Gomes – Parauapebas

Depois de brilhar virtualmente e ser destaque nacional com participação no Programa Encontro com Fátima Bernardes, da Rede Globo, a Exposição “Serra Pelada – Esperança Dourada“, do fotógrafo Anderson Souza, chega à Parauapebas nesta sexta-feira (16), a partir das 19 horas no Partage Shopping.

Os registros fotográficos retratam garimpeiros que ainda moram em Serra Pelada e nutrem a esperança de conseguir riquezas com o ouro. “Meu pai sacrificou a vida e a família; construiu um patrimônio para perder tudo, igual a praticamente 90% de todos os garimpeiros de lá”, lembra o fotógrafo ao contar da sua motivação em fazer os registros.

Em novembro do ano passado a agência de publicidade Griffo Comunicação convidou Anderson Souza para fazer uma exposição virtual dessas fotografias e assim surgiu Esperança Dourada. Agora o fotógrafo pretende levar a exposição para algumas cidades começando por Parauapebas.

“A intenção é tentar desmistificar um pouco aquela imagem de ‘homens formigas’, mostrar o cotidiano atual e o que restou de Serra Pelada”, explica o Anderson Souza, que considera o trabalho um grande desafio, já que conhece cada um dos seus personagens pessoalmente. “Tenho uma relação muito próxima com a comunidade de Serra Pelada. Eu convivi com eles e sou testemunha da esperança que eles mantêm firme no peito”.

Além das fotografias, quem for prestigiar a exposição no Partage Shopping também poderá assistir um documentário produzido pelo Portal F5, com depoimentos dos garimpeiros fotografados por Anderson Souza.

Serra Pelada

A corrida do ouro em Serra Pelada, no início da década de 80, inspirou várias produções audiovisuais e fotográficas, a maior parte relatando as condições sub-humanas de milhares de homens que trabalhavam no garimpo, retratado como um ‘formigueiro humano’, imagem que correu o mundo.

Anderson Souza

O fotógrafo Anderson Souza tem conquistado destaque com seus registros na linha da fotografia documental. A Exposição “Povo Xikrin do Kateté”, que retratou interferências da cultura do homem branco no cotidiano dessa comunidade indígena foi para Ferrara, na Itália. O coletivo de fotografia Everyday Brasil selecionou uma dessas fotos para exposição no Irã, em maio do ano passado, na cidade de Golshahr. Outra foto foi selecionada para a Mostra São Paulo de Fotografia.

E todo esse envolvimento com a fotografia iniciou em Serra Pelada, quando Anderson Souza residia na localidade. “Eu me apaixonei pela fotografia documental de Serra Pelada feita por Sebastião Salgado. Isso despertou o interesse por seguir essa linha de trabalho”, relatou o fotógrafo, que credita boa parte do seu aprendizado à experiência como assistente de Eugênio Morales Montoya.

“Mineradoras contrataram o Eugênio para fazer fotografia na região, isso em 2007. Paralelo ao seu trabalho corporativo, ele fazia registro documental de Serra Pelada. Eu o conheci e ele me convidou para ser seu assistente; Trabalhei seis meses ao seu lado e aprendi muitas técnicas e conhecimentos essenciais de fotografia “, acrescentou Anderson Souza.

Mineração

Setor mineral do Pará será destaque na Exposibram

A EXPOSIBRAM, uma das maiores feiras de mineração da América Latina, será realizada de 18 a 21 de setembro, em Belo Horizonte (MG)
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O Pará marcará presença na 17ª Exposição Internacional de Mineração (EXPOSIBRAM), uma das maiores feiras de mineração da América Latina, que será realizada de 18 a 21 de setembro, em Belo Horizonte (MG). O evento receberá 40 mil visitantes e 500 expositores. No estande do Governo do Estado haverá um espaço moderno e inovador para expor as cadeias produtivas da mineração e os produtos potenciais do Pará. Dados do último Anuário Mineral do Pará confirmam esse potencial: em 2016, as indústrias de mineração e transformação mineral responderam por 86,4% das exportações. O setor também é um dos mais emprega, gerando 143 mil postos de trabalho, entre diretos e indiretos.

A Imerys, maior beneficiadora de caulim do mundo, estará presente no estande do Governo do Estado. A mineradora reforçará a marca e levará ao público informações e conhecimentos sobre o caulim, minério não tóxico e amplamente utilizado em produtos como papel, cremes dentais, tintas e cosméticos. “A Imerys é comprometida com o desenvolvimento do Estado. Isso nos orgulha bastante. A Exposibram, sem dúvida, será um espaço muito bom para estreitar os laços com diversos públicos e expor nossos produtos inovadores para o mercado”, acredita Marcos Moreira, Diretor de Operações da Divisão de Caulim da Imerys.

Presente há mais de 20 anos no Pará, a empresa contribui para a geração de emprego e renda e para o desenvolvimento das comunidades onde atua. Nos últimos cinco anos, a mineradora beneficiou mais de 36 mil pessoas em seus projetos sociais, oferecendo cursos de capacitação, aulas de reforço escolar, inclusão digital e diversas atividades para promoção da saúde, educação e lazer nas comunidades onde atua.

Outra empresa que será destaque no estande do Governo do Estado será a Alubar, líder na fabricação de cabos elétricos de alumínio e produtora de condutores elétricos de cobre para média e baixa tensão. A empresa gera mais de 1.000 postos de trabalho, entre diretos e indiretos, com aproveitamento de 90% da mão de obra local. Na Exposibram, a Alubar patrocinará um jogo interativo sobre mineração, a ser desenvolvido pela RD CODE Soluções Digitais, que fará parte do estande.

“A participação do Governo do Estado na Exposibram é importante para reforçar o potencial mineral do Pará. E mais que isso, é importante mostrar para o Brasil a relevância dos seus investimentos na cadeia produtiva, na verticalização do minério. A Alubar, sendo a pioneira e única empresa a entregar produto acabado a partir de um minério extraído no Estado, fica muito feliz em participar desta exposição”, revela Maurício Gouvea, diretor executivo da Alubar Metais e Cabos.

Segundo Maurício, a Exposibram é uma grande oportunidade para mostrar os produtos fabricados com qualidade e segurança em Barcarena, a partir de investimentos sólidos. “O Pará, geralmente, é caracterizado por ser um Estado extrativista. Mas a Alubar é um exemplo de que é possível produzir produtos que tenham alcance nacional e potencial para atender o mercado externo. Isso demonstra que todo o esforço feito pela empresa para criar produtos de qualidade, para desenvolver pessoas e o nosso Estado, tem sido coroado e tido um grande êxito, pois hoje somos líder no mercado brasileiro de cabos elétricos de alumínio com 41% de market share”, destaca o diretor executivo da Alubar.

exposição

Fotografia paraense premiada no Brasil é levada à exposição na Noruega

"Rio Caraparú" vai compor exposição na Embaixada do Brasil em Oslo, na Noruega. Essa é a terceira obra que o fotógrafo paraense Celso Lobo leva para a Europa.
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A fotografia ‘Rio Caraparú’ de Celso Lobo já passou por Brasília, deu um pulo nos Alpes da Europa Central, e agora vai subir um pouco mais e ficar emexposição durante quatro dias em Oslo, na Noruega, na 4ª Semana Cultural Brasil-Noruega, de 4 a 8 de setembro.

O evento, que tem como tema “A arte é o espelho da pátria. O país que não preserva os seus valores culturais, jamais verá a imagem de sua própria alma”, será no Espaço Cultural da Embaixada do Brasil na capital da Noruega. Além do fotógrafo paraense, mais 35 artistas de 16 países vão participar da coletiva internacional em Oslo.
Essa é a terceira vez que Celso Lobo tem uma obra em exibição na Europa. “Ano passado, o ‘Alvorecer no Atalaia’ ficou três dias no Louvre. Depois, o ‘Rio Caraparú’, que vai para Noruega, ganhou medalha de prata no Brasília Photo Show 2016 e foi para o anuário, e em junho deste ano ela foi exibida em Liechtenstein, um principado localizado entre a Áustria e a Suíça”, conta o fotógrafo.

A fotografia foi produzida durante o círio da Vila de Caraparú, em Santa Izabel, cidade distante cerca de 40 km de Belém, capital do Pará. Lá, os fiéis acompanham a imagem de Nossa Senhora da Conceição em canoas que percorrem o Rio Caraparú. O efeito da luz é natural e ganhou uma visibilidade diferente por causa da fumaça. “No dia anterior tinha acontecido uma queimada por fazendeiros na margem esquerda do rio. Com o raiar do sol e a fumaça da queimada, nós tivemos essa cena, que foi feita às 5h30”, lembra o fotógrafo.

O Pará viajando pelo mundo

Depois de expor no museu mais movimentado do mundo – o Louvre -, Lobo chegou a ser procurado por curadores responsáveis por exposições nos quatro cantos do mundo. Em agosto, o fotógrafo teve duas obras escolhidas para a mostra coletiva Entre Cores, no Rio de Janeiro. Em setembro deste ano, ele vai expor em dois países: Noruega e Tajiquistão. Depois é a vez de Lisboa e, novamente, França.

Em todas exposições que participa, Celso Lobo coloca em evidência imagens do Pará que revelam o estilo de vida amazônico. “Na hora que vou criar a foto eu tento sair do ambiente e me visto com um olhar estrangeiro, já que tudo é muito comum para nós que moramos na Amazônia, mas não para quem vive fora daqui”, finaliza.

O trabalho de Celso Lobo pode ser acompanhado no site www.celsolobo.com e/ou nas redes sociais do artista:

instagram.com/celsolobo ; www.facebook.com/fotoscelsolobo ; www.flickr.com/celsolobo

Verão

Em Marabá, o programa Verão Ecológico 2017 trabalha para minimizar a poluição dos rios Tocantins e Itacaiúnas

As ações vão de blitze em cada barraca de banhista até uma exposição denominada “Arte pelo Rio”, com belas obras feitas a partir de lixo retirado dos rios
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Por Eleutério Gomes – de Marabá

Com a finalidade de tentar minimizar a quantidade de lixo despejada nos rios Tocantins e Itacaiúnas, pelos banhistas que frequentam as praias da cidade, sobretudo nesta época de veraneio, a Prefeitura de Marabá, por meio da Guarda Municipal, Semma (Secretaria Municipal de Meio Ambiente), Coordenação de Postura e Semsur (Secretaria Municipal de Serviços Urbanos), em parceria com o Instituto Nacional de Defesa Ecológica e Vigilância Ambiental (Indeva), vem desenvolvendo o programa Verão Ecológico 2017.

A cada fim de semana não é difícil ver boiando nas águas dos dois rios milhares de latinhas de alumínio, cujo tempo de degradação na natureza é de 200 anos; garrafas de vidro, que levam um milhão de anos para se decompor; e, principalmente, garrafas pet, que resistem até 400 anos na natureza, entre outros detritos.

Entre as ações de educação ambiental estão acontecendo blitze educativas nas barracas das praias e distribuição sacolas recicladas junto com o folheto do Zé lixão. Paralelamente, acontece Exposição "Arte pelo Rio", que conta com obras produzidas com lixo reciclável retirado dos rios, que se transformou em obras de arte. (Com informações de Andréia Melo/Ascom da GMM)

Parauapebas

Exposição 1.000 TONS, do artista plástico Afonso Camargo, será lançada dia 13 de maio

Conheça um pouco mais da carreira desse artista que é referência na cultura parauapebense.
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O artista plástico Afonso Camargo Fona é um dos ícones do movimento cultural de Parauapebas. Seu trabalho é reconhecido na cidade e sua contribuição no processo de formação do segmento é indiscutível. O artista veio residir em Parauapebas ainda na década de 80, à convite da então Companhia Vale do Rio Doce (CVRD), com a proposta de trabalhar no Centro de Atividades Culturais (CAC), em Carajás.

Desde então, Afonso Camargo se envolveu profundamente com a cidade, atuando no projeto Barriga Cheia, realizado pela Prefeitura por meio da Secretaria de Assistência social, onde promovia diversas atividades culturais com crianças e adolescentes, e seguiu contribuindo até então em praticamente todo o processo de construção do movimento cultura de Parauapebas, ora trabalhando em eventos como o carnaval, ora em sala de aula, ora atuando no desenvolvimento de políticas culturais para o município.

Mas, antes de se instalar em Parauapebas, Afonso Camargo vivenciou ricas experiências culturais. Filho de artesões, começou sua produção aos nove anos de idade, quando já pintava e desenhava muito bem, a partir dos aprendizados adquiridos na oficina de seu pai, o mestre Pedro Fona.

Entre as pinturas de cuias e telas, seu trabalho ganhou dimensão e reconhecimento, experimentou a escultura com o mestre Renato, quando iniciou o estudo do barroco, que ainda reflete sobre os trabalhos do artista em obras sacras e religiosas que produz. Afonso Camargo participou de várias exposições e salões. Em uma delas, ele ficou em terceiro lugar, no Arte Pará, logo na sua implantação. O artista também fez exposições nos Estados Unidos, o que lhe abriu portas para atuação no Brasil, especificamente no Amazonas.

“Manaus foi uma porta que me abriu muitas oportunidades. O Estado do Amazonas me acolheu – minha produção – primeiro como aderecista do Caprichoso e depois também o Garantido, na época em que estava no auge as festas dos Bumbás, então a mão-de-obra nessa época era muito qualificada”, relatou o artista sobre sua experiência na cidade de Parintins.

A partir do seu envolvimento e trabalho com as festas em Parintins, inclusive como carnavalesco, novos desafios para o artista surgiram e ele foi trabalhar, em seguida, como cenógrafo, no teatro Amazonas, atuando nas grandes companhias da época, creditando prestígio e renome em suas atividades artísticas.

De Manaus o artista retornou para sua cidade de origem. “Depois dessa temporada voltei para Santarém, onde cuidei de produzir algumas exposições também. Estive intensamente ligado ao movimento cultural e artístico da cidade, quando então veio a proposta de trabalhar aqui em Parauapebas. Me identifiquei com a cidade”, informou Afonso Camargo.

Desde então o artista tem desenvolvido várias atividades artísticas. Atuou como professor de arte e ofício; foi Secretário de Cultura do município; e foi escolhido como Mestre da Cultura Popular na epígrafe artesanal pelo programa do governo do Estado do Pará.

Afonso Camargo realiza mostra e exposições, tanto local quanto internacional e seus trabalhos são reconhecidos nos EUA, Canadá, Portugal e na Itália, onde sua produção chegou através da obra missionária do Padre Robertinho, que fez a doação de uma de suas obras ao Papa Bento XVl e hoje está exposta no Vaticano, por ocasião das bodas Papais.

Na sua avaliação sobre o movimento cultural de Parauapebas, ele diz que “a criação da secretaria de cultura e respectivamente do fundo foi um ganho. Se a gente for observar, ainda existem municípios em nossa região que não contam com uma secretaria de cultura. Temos também um Conselho, que está trabalhando, afiadamente, juntamente com o governo, para tentar levar um trabalho de coletividade, um trabalho sério voltado para a gestão da cultura”.

No entanto, ele critica o foco das políticas culturais voltado para as massas. “Vejo a cultura hoje focada em políticas de massa, não vejo atividades voltadas verdadeiramente para os produtores culturais do municípios. Isso é muito ruim, pois se formos verificar, temos uma agenda a ser construída e essa agenda não está sendo cumprida. Um dos embates que estamos tendo é a questão dos editais, isso vai proporcionar aos produtores culturais, que vivam da sua arte, para que tenham recursos para sua produção. É melhor termos um produção local intensa aqui, do que termos grandes shows”.

Exposição 1.000 TONS

A partir do dia 13 de maio, no espaço cultural do Partage Shopping, iniciará a vernissage da Exposição 1.000 tons, de Afonso Camargo Fona.

“Agradeço muito a direção do shopping por essa abertura, não só para mim mas para outros colegas da área de cultura também. Isso e muito importante, dar esse espaço para os artistas locais, isso aquece as vendas, dá visibilidade ao nosso trabalho, enfim, todos ganham”, afirmou o artista.

“Essa exposição é um trabalho voltado à pintura acadêmica e está dividida em coleções. A primeira é sobre família, onde retratamos companheiros e amigos, colocamos pintura de época neles, ficou muito bacana. A segunda é a coleção natureza morta, onde retratamos um pouco da técnica de cavalete. Já na terceira são obras de paisagem, que é o meu carro chefe de trabalho, inspirado principalmente pelas belezas por nossa região amazônica.

Eventos

Marabá: Concurso Rainha Expoama 2017 tem cinco candidatas

O baile acontece no próximo dia 3 de junho, antecedendo a feira de agronegócios, que ocorre de 8 a 16 de julho
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Por Eleutério Gomes – de Marabá

Antecedendo a 31ª Expoama (Exposição Agropecuária de Marabá), que ocorre de 8 a 16 de julho próximo, o Prorural (Sindicato dos Produtores Rurais de Marabá) promove no próximo dia 3 de junho o concurso Rainha Expoama 2017, que este ano reúne cinco concorrentes, em baile no Parque de Exposições “José Francisco Diamantino”. O título será disputado pelas candidatas: Jaqueline Nascimento, Lynda Sousa, Gabriela Rodrigues, Jaqueliane Rosa e Wynne Costa, que representam empresas comercais de Marabá.

Cinco jurados, sorteados na hora do concurso de beleza, escolherão a vencedora, segundo a organizadora do evento,Thays Caetano. “Resolvemos não fazer votação pela Internet para não expor demais as candidatas e, depois, para não haver nenhum tipo de insatisfação”, afirma ela, explicando que, de repente, os internautas escolhem uma candidata e o júri escolhe outra e isso pode gerar protestos. As candidatas farão apresentações de dança em grupo, dança individual e desfile de gala.

Expoama

Quando à 31ª Expoama, a pouco mais de dois meses para a realização da feira de agronegócios, a organização já está com praticamente tudo pronto para o evento.

De acordo com Arlindo Odice Neto, coordenador-geral, da Expoama, este ano a exposição terá 180 estandes, entre expositores de vários segmentos e praça de alimentação, 10 leilões de gado de elite, rodeio, concursos, cursos ministrados pelo pessoal do Senai e palestras sobre agronegócios e produção rural.

Este ano as atrações da Expoama serão Márcia Felipe, dia 8; Som e Louvor, dia 11; Jorge e Mateus, dia 12; DJ Jesus Luz, dia 13; Pablo do Arrocha, dia 14; Otávio Vip Sacode, dia 15; e Show Infantil Nacional, dia16. Nos dias 9 e 10 haverá shows com atrações regionais.

“Como o nosso ramo, o da agropecuária, é um dos poucos que não vem sendo muito atingido pela crise, este ano esperamos fechar aproximadamente R$ 35 milhões em negócios”, antecipa Arlindo Neto, que anunciou uma novidade para os frequentadores da 31ª Epoama: quem adquirir o passaporte para os nove dias de exposição, a cada dia receberá uma cartela de bingo para concorrer a uma motocicleta. “Serão sorteadas oito motos e um carro”, concluiu ele.