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Urbanismo

Mais segurança à comunidade: Rodovia Faruk Salmen recebe atenção do poder público

Quem passa pela via já começa a sentir as mudanças. Agora, o local está mais iluminado. O que representa mais segurança.

Mais iluminada, a Rodovia Faruk Salmen começará a chamar atenção de quem transita pelo local. A dona de casa Alairce Barbosa, que estava acompanhada do esposo e seguia durante a noite desta terça-feira (05) para um supermercado na localidade afirmou que se sentirá mais segura ao passar pela área, já que a prefeitura de Parauapebas vem colocando postes e e lâmpadas, e em breve a iluminação naquela área será restabelecida.

O trabalho está sendo feito após a indicação do vereador Elias da Construforte, presidente da Câmara Municipal de Parauapebas, que pediu ao governo municipal, que fosse feita a instalação de iluminação pública no perímetro que compreende a 20ª Seccional de Polícia Civil até a entrada da Palmares Sul.

“Iluminação pública de qualidade é um direito que temos que lutar sempre para garanti-lo à comunidade. Com os serviços implantados, os motoristas, pedestres e os que realizam caminhadas no perímetro serão beneficiados”, frisou o vereador, que reconheceu a dedicação da prefeitura em acatar a solicitação.

A empresa responsável pelo serviço de instalação do sistema elétrico afirmou que será usada fiação subterrânea, além 288 postes circulares com 14 metros de altura, e duas lâmpadas cada.

O vereador acredita que após a conclusão dos serviços de instalação da iluminação muitos roubos e acidentes deverão ser evitados na rodovia.

Para o delegado da Polícia Civil, Fabrício Andrade existe uma relação entre a iluminação pública e a criminalidade. “As características ambientais do local do delito têm influencia no aumento ou na diminuição das infrações penais, porque as áreas urbanas que melhoram a iluminação podem aumentar a percepção de segurança e contribuir para a diminuição dos índices de criminalidade”, destacou.

Reforma agrária

Justiça expede reintegração de posse de área ocupada pela FNL, mas manifestantes não obedecem a ordem.

Mesmo depois de intimados da decisão da juíza, manifestantes se negam a sair das áreas ocupadas.

Já eram quatro horas da tarde desta segunda-feira (27) quando o Oficial de Justiça chegou na portaria que dá acesso a Floresta Nacional de Carajás para entregar, aos representantes da Frente Nacional de Luta Campo e Cidade (FNL), uma intimação sobre o movimento.

“O Poder Judiciário, através da Juíza, expediu um mandato de reintegração de posse da área e o oficial de justiça veio citar as pessoas que estão fazendo a interdição. A PM só veio garantir que o oficial cumpra o papel dele”, esclareceu o subcomandante do 23º Batalhão da Polícia Militar, Major Sérgio Pastana, que na sequência se retirou do local.

Apesar do anúncio, uma assentada que participa da paralisação, Vanilma Rocha, afirmou que não há prazo para que a FNL desocupe as três áreas. De acordo com ela, a Vale tem descumprido algumas negociações com os assentados e agregados.

“Vamos passar a noite, o dia, o tempo necessário. Nós só queremos os nossos direitos”, disse a assentada, destacando que entre as solicitações estão a melhoria da comunicação com instalação de torre de celular; construção de escola; posto de saúde; e apoio na produção para cerca de 28 comunidades.

No momento em que nossa equipe de reportagem esteve no local, os carros de passeio, pessoas que iam para o aeroporto, ambulâncias, entre outros veículos, eram liberados para subir ou descer a Serra dos Carajás. Porém, a fila de ônibus com trabalhadores da Mineradora Vale e caminhões ocupavam a PA-275, além das ruas E e F, chegando próximo ao Rio Verde.

Por volta das 23 horas, os manifestantes permaneciam interditando as áreas.

Sobre a interdição em Parauapebas, a Assessoria de imprensa da Vale emitiu a seguinte nota:

“Integrantes da Frente Nacional de Luta (FNL) interditam, desde a madrugada desta segunda-feira, 27/11, a Estrada de Ferro Carajás, a portaria de Carajás e a rodovia Faruk Salmen, no município de Parauapebas (PA), prejudicando o acesso dos empregados e prestadores de serviço e impedindo o transporte de passageiros e cargas. A Vale informa que obstruir a ferrovia e impedir o direito de ir e vir das pessoas são crimes passíveis de multa e prisão e que adotará as medidas judiciais cabíveis para desinterdição das vias e portaria.

A Vale repudia veementemente a ação criminosa e ilegal da Frente Nacional de Luta (FNL) e refuta as afirmações feitas por integrantes do movimento. Em nenhum momento, a empresa fez acordos com a FNL, como informado pelo movimento. A pauta de reivindicações relacionada à infraestrutura e de responsabilidade do Poder Público foi acolhida pelos órgãos públicos competentes que, inclusive, reuniam-se com o grupo em encontros mensais, o que torna ainda mais injustificável a ação intempestiva da FNL. A Vale participou destas reuniões como convidada, atendendo ao convite dos órgãos públicos e também como parte de sua política de responsabilidade social.

A empresa ressalta a sua indignação com atos como este, que não contribuem em nada para o diálogo, e reforça ainda que, diante desta ação ilegal, fica rompida qualquer participação da Vale em tais discussões.

Interdição prejudica a região

Com a interdição, a operação da Estrada de Ferro Carajás (EFC) está paralisada e o trem de passageiros está suspenso, impactando mais de 1.300 pessoas que diariamente usam o transporte ferroviário. A ação impacta ainda consideravelmente as cidades do Sul e Sudeste paraense, com a possibilidade de problemas no abastecimento de combustível, que é transportado pela ferrovia, além de provocar a queda na arrecadação municipal e a insegurança na implantação de novos empreendimentos na região.

Sobre o trem de passageiros

O trem de passageiros não circulou hoje de São Luís para Parauapebas e não irá partir de Parauapebas para São Luís nesta terça-feira. Mais informações podem ser obtidas no Alô Ferrovias: 0800 285 7000.”

Cotidiano

Movimento Sem Terra exige retomada de negociação com a Vale e fecha três pontos em Parauapebas

A cidade está parada e à mercê da boa vontade do MST para voltar à normalidade.

Com uma pauta extensa de reivindicações feitas a Vale, o Movimento Brasileiro dos Sem Terra (MBST), por meio da Frente Nacional de Luta Campo e Cidade (FNL), interdita desde as primeiras horas desta segunda-feira (27), a Portaria que dá acesso a Floresta Nacional de Carajás (FLONACA), a Rodovia Faruk Salmen (próximo ao Parque de Exposições) e a Estrada de Ferro Carajás, no Km 854.

Entre as solicitações do movimento estão a implantação de torre de comunicação, para atender cerca de 10 mil famílias assentadas; implantação de unidade de derivados de leito; aquisição de três farinheiras; construção de sete quadras poliesportivas cobertas; construção de quatro galpões para implantação das agroindústrias; construção de escola técnica; caminhões para transporte de leite; repasse de parte da Compensação Financeira pela exploração de Recursos Minerais (CEFEM) a ser aplicado na área do Contestado, entre outras solicitações.

“Ainda no dia 12 de setembro, em Brasília, foram fechados vários acordos com representantes da Vale. E por infelicidade, parece que o pessoal está levando na brincadeira, pois, depois disso, não tivemos nenhum retorno. Enquanto a Vale não se pronunciar, para que a gente resolva essa situação, a gente vai ficar aqui”, disse João Batista, um dos coordenadores do movimento.

João explica ainda que a negociação deverá ser feita via Brasília. Portanto, não há uma previsão para liberação dos espaços ocupados pela FNL. “Aqui, o pessoal da Vale de Carajás não vai resolver nada. Essa negociação deve ser feita via Brasília. É uma coisa simples, social”, esclareceu.

Segundo informações, o fechamento da linha férrea já começa a comprometer o abastecimento de combustível na região, além de ter provocado o cancelamento das viagens do trem de passageiros. Hoje, novamente, o transporte via Estrada de Ferro Carajás foi cancelado.

Carajás

Uma moradora de Carajás teve a rotina modificada e não entende como esse tipo de protesto consegue melhorias. “Aguardo sempre minha diarista que chega na faixa de 7h30, mas quando acordei já vi a mensagem de que a portaria estava fechada desde a madrugada. Já temos um combinado de que, quando tem protesto, eu desço para buscá-la e ela passa pela lateral. Mas muda nossa rotina. Minha sorte é que meu esposo não trabalhou e ele foi buscá-la. E ainda deu carona para um morador que trabalha em Parauapebas e estava sem transporte para descer. Eu fui cuidar dos meus filhos para irem para a escola”, relatou. “Não entendo esse tipo de protesto, que afeta o direito do outro de ir e vir. Além do mais, não vejo resultado nesse tipo de intervenção. Eles pedem tanta coisa, querem tantos direitos, mas ferem o nosso direito de acesso. Infelizmente o povo brasileiro não enxerga a ditadura velada que estamos vivendo…”, concluiu.

Br-155

A Agência Pará informou que na BR-155, a Polícia Militar atende, na manhã desta segunda-feira (27), a solicitação de apoio policial para cumprimento de liminar expedida pelo juiz da 3ª Região Agrária de Marabá, Amarildo José Mazutti, que determina a reintegração de posse das fazendas Cedro e Fortaleza, localizadas à margem da BR-155, em Eldorado dos Carajás.

Equipes da Polícia Rodoviária Federal bloquearam as duas vias da BR-155 para garantir a segurança da operação. O fluxo de veículos já foi liberado às 9h da manhã. O efetivo da PM conta com cerca de 100 militares do Comando de Missões Especiais, do Comando de Policiamento Regional II e reforço do Grupamento Tático Operacional dos municípios de Marabá e Parauapebas.

A ação está sendo realizada de forma pacífica e segue até o final da tarde da próxima quarta-feira, 29.

Faruk Salmen

A Estrada, que dá acesso à Zona Rural de Parauapebas e ao Projeto Salobo, está interditada desde as primeiras horas da manhã e faz parte da estratégia do movimento de paralisar as operações da mineradora Vale na região.

EFC

A estrada de Ferro Carajás vem sendo palco de interdições desde a semana passada, quando foi interditada no Maranhão por moradores que exigiam uma máquina para um Assentamento próximo da cidade de Santa Inês. Hoje, está interditada no km 854. As constantes interrupções no tráfego já provocam a falta de combustível nas distribuidoras, em Marabá.

Nota do Blogger

Sem entrar no mérito dos que está sendo reivindicado, já que sou daqueles que pensa que às vezes é melhor ouvir porcarias do que ser surdo, me atenho às manifestações. O direito de manifestação está previsto na Constituição Federal, no artigo 5º.

Mas, como tudo nessa vida, há de ter um mínimo de bom senso por parte dos manifestantes. Não é possível que toda a população de Parauapebas tem de se submeter aos caprichos dos manifestantes porque a mineradora não cumpriu a promessa (se é que foi prometido) de construir, por exemplo, sete quadras poliesportivas cobertas. O direito de ir e vir é garantido pela mesma Constituição que garante o direito deles se manifestarem.

A população já está esgotada de tantas interdições de estradas, de bloqueios aos acessos aos projetos da Vale na região. Tenho certeza que boa parte da população até comunga com algumas das solicitações dos manifestantes, mas pra tudo há um limite, e o movimento já ultrapassou a todos. Tem razão os manifestantes em tentar garantir a execução dos acordos? Sim. Mas é impreterível que eles busquem novas formas de “incentivar” a Vale a cumprí-los. Interditar? Já deu!

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