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Saúde

Secretaria de Saúde de Marabá desmente notícia de mortes por chikungunya ou febre amarela

Em 2016, o número de pacientes diagnosticados com Chikungunya foi de 81. Este ano já foram registrados 28 casos, mas nenhuma das pessoas diagnosticadas morreu

Por Eleutério Gomes – de Marabá

Ao contrário do que vem se propagando em redes sociais, o município de Marabá não registrou nenhum caso de morte devido à Chikungunya ou à febre amarela, em 2016, nem neste ano de 2017, até o momento. É o que informa, de maneira categórica, a Secretaria Municipal de Saúde, por meio da Divisão de Vigilância Epidemiológica (DVS), procurada pelo blog nesta na tarde desta quinta-feira (16). O transmissor dessas doenças é o mosquito Aedes Aegypti, que também é vetor da dengue e do vírus Zika.

De acordo com a enfermeira Fernanda Miranda (foto), da DVS, no ano passado 81 pessoas foram acometidas de Chikungunya e, em 2017, até hoje, 28 casos foram confirmados, mas nenhum dos pacientes morreu. “Essas notícias não passam de boato. Já dizem até que houve mortes por febre amarela. Também não é verdade”, afirma Fernanda.

Sobre a febre amarela, esta não registrou vítimas em Marabá em 2016. E neste ano de 2017 apenas um paciente está internado com suspeita de ter adquirido a doença, “mas se recupera bem e os sintomas ainda estão sob investigação para que se confirme ou não a ocorrência desse mal”.

A respeito da dengue, Fernanda Miranda informa que no ano passado foram confirmados 517 casos do tipo clássico, 13 desses com sinais de alarme, quando o paciente passa a ter vômito e dores abdominais, sintomas considerados mais graves. “Porém, não foram registradas mortes”. Já em 2017 o número de registros de dengue clássica, até o momento, é de 106 casos.

Quanto ao Zika, em 2016, o vírus atingiu 14 pessoas em Marabá, porém foi constato somente um caso de microcefalia em recém-nascido.

Sintomas

“Os sintomas da dengue são febre alta, dor no corpo, dores musculares, dores de cabeça e dores nos olhos”, descreve Fernanda, acrescentando que a Chikungunya apresenta os seguintes sinais: febre alta, dores intensas e incapacitantes com (edema) inchaço nas articulações, “como característica mais forte”.

De acordo com ela, as sequelas da Chikungunya podem levar bem mais de seis meses e se prolongar por até cinco anos, conforme registra a literatura médica. “A pessoa continua sentindo dores nas articulações e inchaços. Eles melhoram e voltam durante um bom período. Nos casos mais graves e cujas sequelas levam anos, o paciente pode, inclusive, sofrer de artrite e artrose”, afirma a enfermeira.

Já o vírus Zika, ainda conforma Fernanda, quase não apresenta sintomas: “A pessoa não tem febre ou a febre é muito baixa e os sintomas são benignos, como exantema (vermelhidão na pele) e vermelhidão ocular, os quais desaparecem em três dias”.

Por fim, Fernanda Miranda orienta às pessoas com esses sintomas a evitarem a automedicação, sobretudo a ingestão de anti-inflamatórios, que pode levar a sequelas mais graves. “Elas devem ficar alertas aos sintomas para saber diferenciar dengue de Chikungunya e procurar uma unidade de saúde para que sejam diagnosticadas corretamente e não tirem conclusões erradas”.

Pará

Sespa intensifica ações de combate a febre amarela em todo o estado

Casos de febre amarela não foram registrados no Estado desde 2015, quando ocorreu um caso. Em 2016 não houve registros confirmados da doença no Pará.

A Secretaria de Saúde do Estado do Pará (Sespa) informou em entrevista coletiva em sua sede, na tarde desta quarta-feira (22), que um Plano de Contingência na região Oeste do Pará está em andamento após a confirmação de um caso de febre amarela em Rurópolis. O caso veio à tona depois que um macaco morreu em decorrência da doença do tipo silvestre na zona rural da cidade. A investigação do caso foi iniciada por meio de uma ação conjunta entre Diretoria de Vigilância em Saúde do Estado, Centro Nacional de Primatas do Instituto Evandro Chagas (IEC) e Secretarias de Saúde dos municípios de Rurópolis e Itaituba, onde também há relatos de casos.

Casos de febre amarela não foram registrados no Estado desde 2015, quando ocorreu um caso. Em 2016 não houve registros confirmados da doença no Pará. Em 2017, até o momento, não há mortes a serem apuradas e tampouco pessoas internadas com sintomas da doença no Estado.

O Plano de Contingência posto em prática pela Sespa para combater a doença conta com a intensificação da vacinação nas localidades rurais e de mata; verificação de possíveis casos envolvendo outros animais; levantamento do histórico e bloqueio vacinal dos moradores de áreas próximas e a busca ativa de casos humanos suspeitos de febre amarela; intensificação da vigilância de casos humanos de sintomologia compatível com febre amarela; sensibilização dos profissionais para a importância da notificação imediata de qualquer evento suspeito; montagem de plataforma na copa das árvores para captura do mosquito e realização de visitas nas residências da área, entre outras.

Segundo a secretária adjunta da Sespa, Luiza Guimarães, somente em 2016, 71.195 pessoas foram vacinadas no Pará contra a doença. Em 2015, foram imunizadas 80.230 pessoas. “A febre amarela está sendo notificada em outros Estados, como Minas Gerais, São Paulo e Espírito Santo. No Pará, nos últimos 10 anos, foram confirmados oito casos de febre amarela, mas a Sespa, junto com o Instituto Evandro Chagas, estão permanentemente em alerta para que casos como esse não se proliferem”, disse Guimarães, que também destacou que a política implementada em parceria com o Instituto diminuiu os casos de malária nos últimos seis anos de 200 mil casos para 12 mil, além de ter tido o melhor desempenho do Brasil no combate à dengue, em 2016, ao não registrar nenhum óbito causado pela doença.

“Pessoas que nunca tomaram a vacina, que é feita em grande escala, periodicamente pelo calendário vacinal, devem procurar os postos de saúde do seu município para se vacinar, principalmente se viajam para outros estados e países que estão notificando casos de febre amarela e antes de adentrar em matas e zonas rurais. É importante que essa pessoa também tome o reforço da vacina 10 anos após a primeira dose. A Sespa está trabalhando nisso, mas é fundamental que a população se conscientize sobre a importância de tomar a vacina”, recomendou a diretora de vigilância em saúde da Sespa, Rosena Nobre.

Febre Amarela

Instituto Evandro Chagas, em Belém, confirma morte de um macaco por Febre Amarela no interior do Pará

Este é o primeiro caso confirmado pelo Instituto.

A confirmação do caso de Febre Amarela silvestre em um primata que morreu em Rurópolis, cidade de 50 mil habitantes no Oeste do Pará ainda não teve reflexos nos Postos de Saúde do Estado. A procura pela vacina ainda é pequena, mas a população está apreensiva.

Depois da confirmação da morte do macaco por Febre Amarela, o Instituto Evandro Chagas notificou a Secretaria Estadual e o Ministério da Saúde. Todos os 144 municípios do Estado estão na lista de recomendação da vacina.

Em outros 18 Estados, a vacina é recomendada. Em dois, indicada temporariamente, e em apenas seis a vacinação não foi incluída, informou o Ministério da Saúde.

Conforme os médicos ouvidos pelo Blog, a imunização é a única maneira de se evitar a doença.  Todavia, conforme relatório baseado nos dados lançados no Sistema de Informação do Programa Nacional de Imunizações (SIPNI), divulgado pelo Blog no início de fevereiro, dez municípios da região sudeste do Pará ainda não haviam aplicado nenhuma dose da vacina contra a doença durante o primeiro mês do ano.

A responsabilidade de disponibilizar as vacinas para os municípios é do governo federal, que compra diretamente de laboratórios especializados. As doses são repassadas para os Estados, responsável em fazer a distribuição aos municípios utilizando como base os dados da população, conforme informado pelo IBGE. Ao município cabe o recebimento dos imunobiológicos, o seu correto armazenamento e distribuição para as unidades de saúde, além de informar a quantidade utilizada e sua respectiva demanda.

No caso da vacina contra a febre amarela, o Ministério da Saúde informa que todos os Estados estão abastecidos e têm estoque suficiente para atender toda a população nas situações recomendadas, ou seja, preferencialmente pessoas que vivem em áreas rurais dos municípios com casos suspeitos ou que nunca se imunizaram contra a doença.

Saúde

Dez municípios no sudeste do Pará não informaram aplicação de doses da vacina contra febre amarela

O relatório é baseado nos dados lançados no Sistema de Informação do Programa Nacional de Imunizações (SIPNI) por cada município.

Apesar do surto de febre amarela na região sudeste do país que, segundo o Ministério da Saúde, já causou a morte de 46 pessoas e infectou outras 107 até o final de janeiro, 10 municípios da região sudeste do Pará ainda não aplicaram nenhuma dose da vacina contra a doença durante este primeiro mês do ano.

Estes 10 municípios são: Abel Figueiredo; Bom Jesus; Brejo Grande; Itupiranga; Novo Repartimento; Piçarra; Rondon do Pará; São Geraldo do Araguaia; São João do Araguaia; Tucuruí. Foram repassadas 12.700 doses da vacina contra a febre amarela para os 21 municípios atendidos pela 11° Regional da Secretaria de Estado de Saúde do Pará (Sespa) e apenas 4.080 foram aplicadas.

Apenas Goianésia e Jacundá informaram a utilização de  todas as doses de vacina contra a febre amarela enviadas pelo Ministério da Saúde no mês de janeiro deste ano. Todos esses dados foram extraídos do relatório da 11° Regional, que apresenta um balanço do número de doses entregues e aplicadas.

O relatório é baseado nos dados lançados no Sistema de Informação do Programa Nacional de Imunizações (SIPNI), este lançamento deve ser realizado por cada município.

Situação de Parauapebas

De acordo Ana Raquel, coordenadora da Vigilância em Saúde da 11° Regional da Sespa, o município de Parauapebas recebeu 2.000 doses, no dia 19 de janeiro, e 400 doses extras, no dia 31. A Secretaria Municipal de Saúde (Semsa), por meio da assessoria de comunicação, informou que foram aplicadas 1.599 doses no município, durante o mês de janeiro, e que a demanda foi crescente nos últimos dias do mês.

No início de fevereiro todas as unidades de saúde do município voltaram ao horário de funcionamento normal, e respectivamente todas as salas de vacinação com atendimento das 8 às 12 e 14 às 18 horas. As 801 doses da vacina contra febre amarela que restaram do mês de janeiro foram todas aplicadas nos primeiros dias de fevereiro, portanto, o município está sem a referida vacina em estoque e aguarda o envio de novas doses, o que já foi solicitado à 11° Regional da Sespa. Mas, segundo a Sespa, as vacinas só serão enviadas quando o município informar a aplicação de todo o estoque no SIPNI.

A responsabilidade de disponibilizar as vacinas para os municípios é do governo federal, que compra diretamente de laboratórios especializados. As doses são repassadas para os Estados, responsável em fazer a distribuição aos municípios utilizando como base os dados da população, conforme informado pelo IBGE. Ao município cabe o recebimento dos imunobiológicos, o seu correto armazenamento e distribuição para as unidades de saúde, além de informar a quantidade utilizada e sua respectiva demanda.

No caso da vacina contra a febre amarela, o Ministério da Saúde informa que todos os Estados estão abastecidos e têm estoque suficiente para atender toda a população nas situações recomendadas, ou seja, preferencialmente pessoas que vivem em áreas rurais dos municípios com casos suspeitos ou que nunca se imunizaram contra a doença.