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Reforma Agrária

Frente Nacional de Luta – FNL – promove atos pela Reforma Agrária no sudeste do Pará

No entorno do Carajás, a Portaria de N1 e a Estrada de Ferro Carajás estão interditadas pelo FNL.

A Frente Nacional de Luta – FNL – está realizando um “ATO PÚBLICO” neste feriado de 7 de setembro quando promove paralisações e ocupações em estradas estaduais e federais, ferrovias, Superintendência Regional do INCRA em Marabá-PA e portaria da Companhia Vale.

Eles reivindicam as seguintes demandas:

1) Infraestrutura para toda região Sul, Sudeste, Xingu e Dom Eliseu;

2) Aquisição de patrulhas mecanizadas;

3) Instalação de indústrias de derivados do leite e farinheiras, entre outras;

4) Perfuração de poços artesianos profundos nas Vilas encrustadas nos Projetos de Assentamento;

5) Repasse de parte do CFEM para ser aplicado na região;

6) Criação e instalação URGENTE de uma UNIDADE AVANÇADA DO INCRA em Parauapebas-PA, para atender aproximadamente 20.000 mil famílias assentadas nos municípios de: Eldorado dos Carajás, Parauapebas, Curionópolis, Canaã dos Carajás, Sapucaia e Marabá (área do contestado).

7) “EXONERAÇÃO IMEDIATA” do Superintendente Regional do INCRA-SR(27), Marabá-PA, senhor ASDRÚBAL MENDES BENTES e todos os Chefes de Divisão, haja vista que atual Gestão não corresponde aos anseios da clientela da Reforma Agrária e nem está cumprindo as metas propostas pelo INCRA Nacional.

Frente Nacional de Luta

Ferrovia

Vale dá início à segunda e última grande fase de obras na Ponte sobre o Rio Tocantins, em Marabá

A Vale, a Prefeitura e a Câmara Municipal, o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) e a Polícia Rodoviária Federal atuam nos serviços de recuperação da ponte, símbolo de Marabá

A manutenção da Ponte Rodoferroviária sobre o Rio Tocantins entra na sua segunda e última fase de obras para deixar mais bonito este símbolo de Marabá. Para isso, será necessária uma nova interrupção no tráfego na via no período noturno, visando minimizar transtornos aos usuários. A interrupção será de 11 de setembro a 11 de outubro no horário de 19h às 6h da manhã. A ação é essencial para dar mais agilidade à obra e para segurança dos trabalhadores que atuarão na recuperação das juntas metálicas da ponte.

Veja como vai funcionar:

À noite, durante o período do serviço, um dos lados da ponte sempre estará liberado para o trânsito de veículos, com orientação de fluxo conduzido por meio da sinalização de “Pare e Siga”. Durante o dia, entre às 6h e às 19h, a circulação estará liberada em ambas as vias.

Segurança

É importante lembrar que durante a travessia, os usuários também vão contar com apoio de sinalização de segurança, em ambas as cabeceiras, e com a orientação de equipes de apoio a motoristas, motociclistas, ciclistas e pedestres.

Sobre a ponte rodoferroviária

A Ponte Rodoferroviária de Marabá – que permite o tráfego de trens de carga, do trem de passageiros e de veículos rodoviários em estruturas especificas passa por serviços de melhorias ao longo dos seus quase 2.400 metros de extensão. A ponte é erguidos sobre um genuíno ícone marabaense, o Rio Tocantins.

A Vale iniciou a manutenção da ponte no ano passado, em novembro e lembra que o cronograma de obras ( incluindo instalação do sistema de iluminação, sinalização, vedação dos vãos e recuperação do revestimento asfáltico) está dentro do prazo planejado. A conclusão da obra está prevista para dezembro.

A Vale reforça a importância da atenção e segurança redobrada dos usuários para que sigam as orientações do transito local e pede a compreensão de todos para este período de interrupção parcial no trânsito.

As obras estão previstas para serem concluídas em dezembro

Ferpasa

Marabá: Secretário de Desenvolvimento do Estado afirma que não veio anunciar ferrovia e sim um projeto

Adnan Demachki pediu a união de todos em torno da Fepasa e disse que o projeto não é do governo nem de partidos. É da sociedade, do Estado do Pará.

Por Eleutério Gomes – De Marabá

Com capacidade para 200 pessoas, o auditório do Senai, na Nova Marabá, ficou lotado na noite de ontem, quinta-feira (17), durante a Reunião Técnica da Ferrovia Paraense, a Fepasa. O assunto atraiu a atenção de micro, pequenos e grandes empresários, políticos, empreendedores, dirigentes sindicais e representantes do agronegócio, assim como de outros setores produtivos. A exposição foi feita pelo secretário de estado de Desenvolvimento Econômico, Mineração e Energia, Adnan Demachki, que, com o auxílio de um telão, forneceu detalhes do empreendimento, contou como surgiu o embrião da ferrovia e fez um relatório dos avanços conquistados pelo projeto até o momento.

Segundo ele, a Fepasa foi concebida em 2014 pela Pavan Engenharia, que apresentou o PMI – Procedimento de Manifestação de Interesse – ao Estado e o governo viu no projeto a oportunidade de desenvolver um grande trabalho na área de logística, o que resultará em crescimento econômico e social.

Após a exposição, um dos questionamentos feitos foi em relação aos impactos sobre as comunidades tradicionais localizadas nos municípios que serão cortados pela estrada de ferro, Adnan respondeu que o traçado da ferrovia foi cuidadosamente planejado de forma a não passar por áreas indígenas ou quilombolas, tampouco florestas densas. “Essas sempre foram alguma das preocupações do governo do Estado, de ter um empreendimento que respeitasse as comunidades tradicionais e com o menor impacto possível”, afirmou.

Esperança

Antes da reunião, em entrevista aos meios de Comunicação locais, Adnan disse que o projeto foi apresentado ao governo como uma parceria público-privada (PPP) e avançou muito nos últimos meses, chegando ao momento da realização de reuniões técnicas nas cidades que estão no traçado da ferrovia. A finalidade dessas reuniões, detalhou ele, é apresentar o projeto para a sociedade.  “Ninguém veio aqui anunciar ferrovia, é bom deixar bem claro. Não estou aqui para anunciar nenhum investimento, estou aqui para anunciar um projeto que nós temos esperança que se realize”, esclareceu, adiantando que há empresas interessadas e que está havendo a prospecção de cargas, pois, “não existe ferrovia sem investidor e, muito menos, sem cargas. “Estimamos que os próximos passos serão também exitosos”, disse.

Adnan Demachki também deixou claro que um projeto dessa envergadura não pode ter cor partidária, não pode ter paternidade. É um projeto que integra o Pará todo, de norte a sul, passa por 23 municípios e todos têm de entender que “não tem pai, não é do governo, é da sociedade, é do Estado”.

Sem imediatismo

Também alertou que não é um projeto a ser realizado em curto prazo. “Nós, brasileiros, somos imediatistas, queremos tudo para hoje e para amanhã. Mas, as grandes nações, as nações
evoluídas, cresceram e evoluíram com planejamento, com projetos de médio e longo prazo”. “Viemos interagir com a população de Marabá, falar do projeto, ouvir sugestões, ouvir as demandas, ouvir críticas e o que for necessário para que possamos apresentar os editais de licitação que estamos construindo a fim de apresentar, se Deus quiser, em novembro, e leiloar a concessão, se Deus quiser, em março do ano que vem”, explicou ele.

Sobre a busca de investidores para viabilizar economicamente a efetivação do projeto, Adnan disse que já existem interessados estrangeiros, explicando que essa busca está sendo feita lá fora porque as grandes empresas nacionais estão todas envolvidas na Operação Lava Jato e, legalmente, não pode participar da licitação do tamanho da que vai ser feita para a Fepasa.

Todos pela ferrovia

“Existem empresas interessadas, mas temos muitos desafios pela frente. Então, nós viemos pedir o apoio da sociedade de Marabá, nada vai vir de cima para baixo, nada cai do céu. Se a gente quer
construir algo tem de ser em conjunto”, salientou ele. Demachki apelou para que as lideranças se unam e disse que não se pode mais continuar com as divisões políticas. O Estado, segundo ele, tem grandes projetos que, por picuinha política, não avançam. “Os projetos grandiosos têm de ter participação de todos, a união de todos, porque são de estado, não são de governo, não são de um partido. Viemos pedir, com muita humildade, o apoio das lideranças aqui de Marabá, para que esse projeto possa avançar e aí, com certeza, atender, se Deus quiser, tanto a nossa geração quanto nossos filhos no futuro”, encerrou.

Transformação

Também em conversa com jornalistas, o presidente da Acim (Associação Comercial e Industrial de Marabá), Ítalo Ipojucan Costa, indagado sobre que expectativa tem sobre a Fepasa, disse que espera uma transformação do Estado em termos de ofertar para o mundo empreendedor e para o mundo produtor uma logística competitiva que faz do Pará uma rota alternativa do escoamento de produção.  Com um detalhe, que esse escoamento possa ser atrelado com a agregação de valores da cadeia produtiva, transformando a nossa região e atraindo novos modelos. Sem projetos estruturantes é impossível perseguir algum resultado, isso é extremante essencial para que saibamos onde estamos e onde queremos chegar, que caminho trilhar para chegar”, disse
Ipojucan.

Sobre o fato de ser sempre otimista e um grande incentivador do desenvolvimento regional, Ítalo disse que seu papel é identificar, provocar e fazer com que essa chama não apague: “Fico indo a Brasília, ao governo no Estado, provocando as situações. Um projeto como esse é de estado não é de governo. Os governos passam, o projeto de estado é aquele que veio para consertar, que veio para colocar o Estado dentro de uma dinâmica diferenciada e aí não tem cara nem pai, tem a sua busca”.

Irreversível

Para o secretário municipal de Indústria, Comércio, Ciência, Tecnologia e Mineração, Ricardo Pugliese, a Ferrovia Paraense vai ser fundamental para o modelo de logística que está sendo implantado no Norte do Brasil. “Agora, por força de lei, o escoamento da produção da região que fica acima do paralelo 16, que passa acima de Brasília (DF), tem de ser feito pelo Norte, porque os portos do Sudeste estão sobrecarregados”, explicou.

“Então, com a fronteira agrícola caminhando na nossa direção, invadindo o Pará com todo o grão, como a soja e o milho, chegando em larga escala, com o projeto de mineração, em Santana, na  região do Araguaia, a ferrovia vai ajudar esse processo de escoamento”, detalha Pugliese, afirmando que a ferrovia está num processo bastante avançado de viabilidade econômica, já tem parceiros bem identificados na China, na Coreia e no Brasil. “A gente tem certeza de que essa é uma situação quase irreversível”, disse.

Carga garantida

O vice-governador José da Cruz Marinho – Zequinha Marinho – que tem origem no sul do Estado, disse que a produção daquela região do Estado mais a de Mato Grosso vai ajudar muito a movimentar a ferrovia, “O Mato Grosso tem de escoar a produção dele, que passa pela nossa porta. Entra pela BR-158, vem até Redenção, pega a PA-287, chega a Conceição do Araguaia, atravessa na ponte, vai para o Estado do Tocantins e lá para a plataforma de logística de Colinas”, detalhou ele. “Já com a ferrovia acaba toda essa confusão de caminhão. Na safra da soja e do milho são mais de mil caminhões por dia durante quatro meses seguidos. Você imagina o que significa isso? A gente articula com eles a ferrovia o que é mil pode virar 6 mil e aí não precisa mais de caminhão”, projeta Zequinha.

O vice-governador diz que a ferrovia pode incentivar também os produtores de Mato Grosso de uma maneira tremenda: “Aquela região na divisa de Santana do Araguaia, Vila Rica, Porto Alegre do Norte, Confresa, tem 4,5 milhões de hectares com aptidão para plantio de grãos. De repente isso aí dispara e a gente vai ter de atender tudo isso e aí já viabiliza a carga”, calcula ele, acrescentando que grande preocupação não é construir a ferrovia: “Tendo dinheiro e investidor, se constrói, mas, fazer uma ferrovia sem ter carga não tem sentido. É a carga que vai fazer a ferrovia acontecer”, concluiu.

A reunião técnica contou ainda com a presença do secretário de Desenvolvimento Agropecuário e da Pesca (Sedap), Giovanni Queiroz; do prefeito de Marabá, Tião Miranda, e do vice Toni Cunha; do pecuarista Maurício Fraga, direto do Sindicato Rural de Marabá; e dos deputados estaduais Gesmar Costa e João Chamon Neto, além de lideranças locais e dos municípios da região.

FERROVIA PARAENSE EM DADOS

Extensão – 1.312 quilômetros.
Trecho 1 – Marabá—Barcarena – 759 quilômetros.
Trecho 2 – Marabá—Santana do Araguaia – 553 quilômetros.
Capacidade de carga – 1.700.000 toneladas por ano.
Interligação com a Ferrovia Norte–Sul, via Rondon do Pará–Açailândia (MA).
Custo estimado – R$ 14 bilhões.
Geração de empregos – 6 mil empregos diretos e 32 mil indiretos durante a execução da obra.
Municípios atendidos pela ferrovia – Abaetetuba, Abel Figueiredo, Acará, Barcarena, Bom Jesus do Tocantins, Dom Eliseu, Eldorado dos Carajás, Ipixuna do Pará, Marabá, Moju, Nova Ipixuna, Paragominas, Pau D’Arco, Piçarra, Redenção, Rio Maria, Rondon do Pará, Santa Maria das Barreiras, Santana do Araguaia, Tailândia, Tomé Açu, Ulianópolis e Xinguara.

Próximas Reuniões Técnicas – Paragominas, Barcarena e Belém.

Desenvolvimento

Ferrovia que vai cortar o Pará de norte a sul é debatida em audiências públicas

O edital está previsto para ser lançado em novembro e o leilão internacional deverá ocorrer em fevereiro. Além disso, o contrato de concessão deverá valer por 30 anos renováveis por igual período.

Começa hoje (15)  a série de seis audiências públicas que serão realizadas para discutir a construção da Ferrovia Paraense que interligará o Estado de norte a sul. O objetivo das audiências, assim como das reuniões técnicas já realizadas sobre o assunto em São Paulo e Brasília, é coletar subsídios que vão modelar o edital de licitação para a concessão da construção, operação e manutenção do empreendimento.

A realização das audiências também é cobrada para a obtenção de Licença Prévia (LP) e posteriormente da Licença de Instalação (LI) da obra de construção da ferrovia. O município de Santana do Araguaia será o primeiro a receber a audiência pública, que se realiza nesta terça-feira (15), às 19 horas, na sede do Instituto da Previdência. As audiências continuarão nos seguintes municípios e datas: Redenção, 16, Marabá, 17, Paragominas, 18, Barcarena, 22, e finalizarão em Belém, no dia 23 de agosto, na sede da Federação das Indústrias do Pará (Fiepa).

Qualquer pessoa interessada pode participar dos debates mediante o preenchimento de ficha de inscrição que estará disponível nos locais dos citados encontros. Nesta fase, as discussões são restritas às condições do edital, conforme estabelece o art. 39 da Lei Federal nº 8.666/93.

SOBRE A FERROVIA

A construção dessa ferrovia é um desejo antigo dos paraenses, ela interligará o município de Santana do Araguaia, que fica no extremo sul do Pará, ao Porto de Vila do Conde, em Barcarena, norte do Estado, e passará por 23 municípios. Com uma extensão de 1.312 quilômetros, a nova estrada de ferro deve se conectar com a ferrovia federal Norte-Sul, permitindo que esta chegue até o Porto de Barcarena, na Região Metropolitana de Belém (RMB), um dos mais próximos da China, Europa e Estados Unidos.

O projeto de construção da ferrovia está dividido em duas fases, a primeira interligará Marabá à Barcarena, com um percurso de 585 quilômetros, que contará com ramais em Rondon do Pará e Paragominas e atenderá importantes projetos mineradores instalados nesses municípios. A previsão é que esta primeira fase seja em concluída em 2024.

O trajeto que será construído na segunda fase compreende o percurso entre Marabá e Santana do Araguaia, com extensão de 560 quilômetros. De acordo com o cronograma do projeto a obra finalizará em 2027. O Estudo de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental foi aprovado no dia 7 de julho e pode ser acessado no site da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Mineração e Energia(Sedeme), no endereço www.sedeme.com.br.

De acordo com o secretário de Desenvolvimento Econômico do Pará, o investimento na construção da ferrovia paraense é de R$ 14 bilhões. O termo de compromisso de carga a ser assinado pela Vale e Hydro com Estado, deverá representar até 15% da capacidade de escoamento da futura estrada de ferro, que será de 170 milhões de toneladas por ano de commodities (minérios e grãos). “Além da Vale e Hydro, outros grandes embarcadores estão interessados no projeto, uma sinalização do mercado de que a ferrovia se apresenta como viável, com a perspectiva de um processo licitatório bem-sucedido’’, enfatizou Adnan Demachki.

Adnan Demachki, explicou que, atualmente, a maior parte da carga que é escoada para a Região Norte é exportada pelo Porto de Itaqui (MA) por meio da ferrovia Norte-Sul. A rota seria uma alternativa para potencializar o transporte pelo Arco-Norte (região que compreende os Estados de Rondônia, Amazonas, Amapá, Pará e segue até o Maranhão) por outro porto.

Outra vantagem, segundo ele, seria uma possível integração entre a Ferrovia do Pará e a Ferrovia Norte-Sul, em Açailândia (MA). Para isso, está sendo negociada a construção de 58 km entre as duas linhas férreas pela VLI, que já opera o trecho entre Porto Nacional (TO) e Açailândia. “Uma das vantagens da ferrovia é que ela passará pelo leste do Estado, planície que não está localizada em áreas indígenas e de quilombolas. O projeto básico foi pensado justamente para desviar de florestas densas, o que pode garantir segurança jurídica aos investidores”, afirmou.

O edital está previsto para ser lançado em novembro e o leilão internacional deverá ocorrer em fevereiro. Além disso, o contrato de concessão deverá valer por 30 anos renováveis por igual período.

GERAÇÃO DE EMPREGO

De acordo com o levantamento da Associação Paraense de Engenheiro de Minas (Assopem), a ferrovia pode gerar até seis mil empregos diretos. “18 engenheiros (de minas, civis, mecânicos, eletricistas, de meio ambiente e de segurança do trabalho), 33 encarregados (de terraplenagem, de obras de arte e de escritório), 18 chefes de seção (de equipe técnica, de topografia e de laboratório) e 984 outros profissionais (topógrafos, laboratoristas, operadores, motoristas e auxiliares administrativos) serão contratados a partir de, provavelmente, fevereiro de 2018 (ou antes) aqui no Pará, totalizando 1.053 vagas”, detalhou a Associação em uma publicação em sua página oficial no Facebook.

Segundo o levantamento da Assopem esse quantitativo é só para o período inicial do projeto, “as obras vão demandar, ao todo, um batalhão de 5.979 homens durante uma década”, e o município de Marabá deverá ser o mais beneficiado quanto à geração de emprego em função de sua localização estratégica, “Marabá é pilar para a Ferrovia Paraense, já que em seus domínios será erguido um canteiro de obras (o Ramal Plataforma Marabá) que recrutará diretamente 1.700 trabalhadores”.

O levantamento feito pela Assopem afirma ainda que, quando a primeira fase da ferrovia entrar em operação vai gerar postos de trabalho para 56 engenheiros (civis, mecânicos, eletricistas, de meio ambiente, ferroviários e de segurança do trabalho), 150 guarda-freios e manobristas, 220 maquinistas, seis motoristas, 176 técnicos (em operações ferroviárias, em vias permanentes, em mecânica, em eletroeletrônica, administrativos), totalizando 608 profissionais. Quando toda a via férrea estiver em operação, a Associação aponta a estimativa de 2.247 empregos diretos. (Com informações da Agência Pará)

Política

Adnan Demachki esteve em Marabá e disse que governo não vai criar falsas expectativas sobre a Cevital

O secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, Mineração e Energia afirmou que as negociações continuam, mas não fixou datas nem disse em que estágio estão

Por Eleutério Gomes – de Marabá

O temor de que aconteça com a Siderúrgica Cevital o que ocorreu com a natimorta Alpa (Aços Laminados do Pará), a qual gerou grande expectativa de investimentos e empregos na cidade, atraiu grande leva migratória e, por fim, não saiu do papel, a Câmara Municipal de Marabá decidiu tomar posição firme. Doravante vai acompanhar e participar ativamente das tratativas que cercam a instalação da empresa em solo marabaense. E isso foi comunicado, na tarde desta quarta-feira (28), ao secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, Mineração e Energia, Adnan Demachki, em reunião fechada com uma comissão de vereadores, que entrou pala noite.

Antes da reunião, entretanto, Adnan concedeu coletiva aos meios de Comunicação locais para falar sobre o assunto. Novamente ele não fixou prazos nem falou do estágio em que se encontra o empreendimento. Disse que o governo continua trabalhando para criar um cenário adequado para a implantação da siderúrgica em Marabá. “Um investimento desse porte não se faz por decisão de um político, se faz por decisão de quem vai empreender, das empresas. Não é também um investimento de uma pequena empresa, é um investimento de algo em torno de 6 bilhões de dólares [cerca de R$ 19,68 bilhões]”, destacou o secretário.

Sem falsa expectativa

Ele lembrou que o cenário mundial, em relação ao aço, está retraído, muitas empresas fecharam no mundo todo e algumas no Brasil e observou que o cenário nacional é o pior possível.  “A gente não quer criar expectativa falsa. A sociedade não merece reproduzir o que aconteceu aqui no passado, de anunciar algo e depois não realizar”. Disse que continua conversando com as duas empresas, a Cevital e a Vale, e que na próxima segunda-feira (3 de julho) novamente vai ao Rio para mais uma série de reuniões com a mineradora: “Existem muitos critérios, muitas nuances nesse processo todo, e está se reestruturando o projeto inicial para que efetivamente se tenha viabilidade econômica”, salientou.

Adnan afirmou que, quando houver uma decisão sobre quando as coisas vão começar a acontecer efetivamente, serão as duas empresas que virão a Marabá anunciar para a sociedade: “O governo não constrói nada, o papel do governo é criar um cenário, seja de incentivo fiscal, seja de viabilização da logística, viabilização da área, busca de mercado, financiamentos, esse é o papel do governo e é o que nós estamos fazendo nesse momento pra tentar atrair aqui para Marabá essa siderúrgica”.

Zona de Processamento

Sobre a ZPE (Zona de Processamento de Exportação), Adnan Demachki também não estipulou prazo e explicou que houve necessidade de reestruturar o projeto inicial para apresentar ao Ministério de Indústria e Comércio. “Estamos trabalhando e atacando em várias frentes ao mesmo tempo. Orem, se quiserem nos ajudar. Não haverá da nossa parte nada que não seja a verdade, não estamos fazendo proselitismo nem campanha política. A gente está trabalhando para viabilizar uma indústria para a região, a Cevital está se esforçando e a Vale também tem contribuído”, reforçou.

A respeito da reativação das siderúrgicas Ibérica e Maragusa, no Distrito Industrial, voltando a produzir ferro-gusa, para que a Vale possa dar a elas um tratamento diferenciado no que diz  respeito ao fornecimento de minério de ferro, Adnan Demachki contou que já recebeu os executivos das duas empresas. “Eu disse a eles da disposição do Estado e já conversei até com a Vale e não há dificuldade da gente encontrar uma equação para viabilizar. Entretanto, eles não vão poder repetir o que provocou o fechamento do polo guseiro em Marabá: o uso do carvão de floresta nativa, de desmatamento, da exploração do trabalho escravo e do trabalho infantil”, advertiu, complementando: “Se o carvão for de eucalipto não tem a menor dificuldade. O Estado vai apoiar o retorno dessas duas guseiras. Não podemos manter o mesmo modelo do passado”.

Ferrovia

Sobre a Fepasa (Ferrovia Paraense), PPP (Parceria Público Privada), que receberá investimentos de R$ 8 bilhões e garantirá o escoamento da produção paraense para outros Estados e para fora do País, Demachki disse que esse projeto também está caminhando. “Não é o governo que vai construir, é uma PPP que nos foi apresentada em 2015, está avançando, queremos fazer aqui em Marabá uma audiência pública sobre a ferrovia no começo de agosto”, anunciou ele, informando que também haverá também audiências em Santana do Araguaia, Barcarena, e Paragominas. “A gente quer que a sociedade esteja presente para conhecer o projeto da ferrovia. Estamos trabalhando para isso, estamos na busca de interessados. Claro que o cenário nacional é o pior possível, a gente vê que os investidores pisam no freio, se afastam, mas não vamos desanimar. Vamos ouvir sugestões para o edital de licitação porque queremos publicá-lo até o final do ano”, antecipou.

Câmara

Ouvido pelo Blog, o presidente da Câmara Municipal de Marabá, Pedro Correia Lima (PTB), disse que, diante da preocupação da sociedade quanto à vinda ou não da Cevital, respeita a posição do governo no Estado, de não passar uma falsa expectativa à sociedade, para não acontecer o que aconteceu com a Alpa, mas decidiu fazer parte desse processo e para isso formou uma comissão de vereadores. “Até então só olhávamos de longe, já se passaram dois anos e muitos comentários negativos chamaram a nossa atenção. A Câmara Municipal precisa estar inserida nesse processo para que não corra o risco de perder esse empreendimento tão importante para Marabá”, concluiu.

Infraestrutura

Pará se consolida como principal corredor logístico do Arco Norte com novas concessões na área de portos e ferrovias

Ministro Helder Barbalho trabalha pelo desenvolvimento do Pará como polo logístico

Anunciada terça-feira pelo governo federal, a segunda fase do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI) consolida o Pará como principal corredor logístico do Arco Norte para escoamento da produção agrícola e mineral, gerando mais empregos e renda para a população. O programa prevê para o segundo semestre o edital para obras nas áreas de portos, rodovias e ferrovias – incluindo a Ferrogrão, que vai ligar o Mato Grosso ao porto fluvial de Miritituba, no oeste do estado. A prorrogação da concessão de um terminal de contêineres em Barcarena também consta da nova fase do PPI.

O ministro da Integração Nacional, Helder Barbalho, que desde sua gestão à frente da Secretaria de Portos trabalhou pelo Pará e pelo desenvolvimento do Arco Norte, destacou que a combinação de ferrovias e portos permite que novos empreendimentos possam chegar ao estado, assegurando sua competitividade. Segundo ele, esses ingredientes diferenciam o Pará dos demais estados do país:

“Festejo, comemoro e continuarei acompanhando esse processo no sentido de efetivar a execução dos projetos”, reiterou o ministro, que, desde outubro de 2015, quando assumiu a Secretaria de Portos, já atraiu mais de R$ 1 bilhão em investimentos para o Pará.

Com o crescimento da produção nacional de grãos, o Pará tem expandido sua atuação nacional no setor logístico. Segundo Helder Barbalho, o PPI vai reforçar de forma significativa a economia paraense.

“De uma maneira muito positiva, eu entendo que, neste momento, novos investimentos representam a oportunidade de geração de emprego e de renda e o aquecimento da economia, reafirmando o potencial do estado do Pará de se consolidar através do Arco Norte, como o grande propulsor da logística e da competitividade do nosso país”, afirmou o ministro.

Nesta segunda fase do PPI, o governo autorizou a prorrogação antecipada do contrato do Terminal de Contêineres Convicon, concedido à empresa Santos Brasil, até 2033, com investimentos de R$ 143,8 milhões no porto de Vila do Conde, em Barcarena. Com isso, a capacidade total passará de 35.363 contêineres/ano para 72.762 contêineres – um aumento de 106% na capacidade operacional.

Para a Santos Brasil, essa prorrogação dá garantias de manutenção do cronograma de investimento da companhia no Pará. Os recursos serão usados na ampliação do pátio de armazenagem, em edificações e tecnologia. O investimento total na operação em Vila Conde está calculado em R$ 622 milhões, sendo R$ 70 milhões a curtíssimo prazo, como informa Santos Brasil, que opera o terminal desde 2008. O terminal emprega hoje 300 funcionários e a previsão é de aumento da força de trabalho com estes investimentos.

Ferrogrão vai gerar boom de investimentos no Pará, diz CNI

Já o edital da Ferrogrão, outro importante braço do corredor logístico que leva o Pará à condição de destaque no Arco Norte, acontecerá no segundo semestre deste ano. A ferrovia de 1.140 quilômetros de extensão, ligando o município de Sinop, no Mato Grosso, ao porto de Miritituba, no Pará, deve ultrapassar R$ 12 bilhões em investimentos e será a principal rota de acesso para exportação da produção de grãos no Brasil. Aguardam pela obra gigantes do setor de exportação, como Amaggi, ADM, Bunge, Cargill, Dreyfus e a Estação da Luz Participações (EDLP).

Para o gerente-executivo de Infraestrutura da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Wagner Cardoso, o anúncio das concessões vai proporcionar ao Pará um boom de empreendimentos. Segundo ele, os negócios serão ampliados não somente pelas companhias que operam no estado, mas também pelas que chegarão a reboque desse novo movimento.

“Certamente veremos dezenas de terminais portuários sendo erguidos na região de Miritituba e em demais áreas. Cargil, Bunge, Hidrovias do Brasil já estão com obras em andamento. O Pará já vinha sendo a bola da vez da logística no país, e esse movimento reforça essa posição. Haverá em um primeiro momento aumento da movimentação da carga de soja. Depois, fertilizantes e, mais à frente, diferentes tipos de carga”, garante Cardoso.

Hoje, a produção de soja e milho acima do paralelo 16 (região do Mato Grosso) é de 104,7 milhões de toneladas, mas somente 19,4 milhões de toneladas foram exportadas pelo Arco Norte. Os dados, fornecidos pela CNI, referem-se à safra de 2015 e mostram o alto potencial de crescimento da atividade de transporte de carga na região. O gasto com o frete do escoamento de grãos também deverá cair de US$ 120 por tonelada para US$ 80 por tonelada.

Com o anúncio da Ferrogrão e a iniciativa do governo de finalizar as obras da BR 163, Cardoso afirma que os modais interligados vão tornar o estado ainda mais competitivo.

“O principal mote desse anúncio do PPI é a Ferrogrão. Essa ferrovia, quando pronta, levará o Pará a uma nova realidade no cenário logístico brasileiro. Somada à BR 163, juntas, vão gerar aumento de movimentação de carga, mais emprego, mais renda, mais empresas. Haverá carga para todos, sem competições. Miritituba vai ser um porto alimentador com comboios hidroviários que levarão a carga para os terminais, que as levarão para os navios maiores. São obras muito esperadas”, reforça Cardoso.

Também faz parte do cronograma desta nova fase do PPI a renovação antecipada do contrato de operação da Estrada de Ferro Carajás, que tem 892 quilômetros de extensão e liga a maior mina de minério de ferro a céu aberto do mundo, em Carajás, ao Porto de Ponta da Madeira, no Maranhão. A cada ano, são transportadas 120 mil toneladas de carga, além de 350 mil passageiros. Procurada, a Vale não comentou sobre a renovação do contrato.

Ministro trabalha pelo desenvolvimento do Pará como polo logístico

O ministro da Integração Nacional, Helder Barbalho, tem como marca de sua gestão a busca incessante por mais investimentos e recursos que propiciem à população paraense mais emprego, renda e qualidade de vida, levando o estado à merecida posição de destaque no cenário logístico nacional.

Quando ocupava a pasta da Secretaria de Portos, o ministro autorizou a ampliação de investimentos no estado. Entre outubro de 2015 a abril de 2016, enquanto esteve à frente da Secretaria de Portos, Helder conseguiu viabilizar a contratação de R$ 375 milhões em investimentos para os portos no Pará. Foram autorizados R$ 372 milhões de empresas em Terminais de Uso Privado (TUP).

O projeto de revitalização do Porto de Belém também avançou com a presença de Helder na Secretaria de Portos. Hoje em fase de apresentação de projetos, a chamada Belém Porto do Futuro é uma obra de grandes proporções que vai revitalizar completamente a área do porto, levando lazer, entretenimento, negócios e, consequentemente, empregos e renda à população da capital paraense. A iniciativa resultou em uma previsão de investimentos de R$ 1 bilhão na época por parte de empresas. Entre eles, a Estação de Transbordo de Cargas de Miritituba e do Terminal Privado de Vila do Conde, em Barcarena, de responsabilidade da Hidrovias do Brasil. Somente nessa área, por exemplo, a operação consiste na recepção de caminhões e barcaças carregadas de grãos, que são embarcadas em navios graneleiros com capacidade até 120 mil toneladas. O terminal pode movimentar nada menos que 48.000 toneladas/dia. Para Wagner Cardoso, da CNI, o volume de investimentos no estado só irá crescer, com mais empresas instalando terminais privados no estado.

Em seu permanente diálogo com o governo federal, Helder, já à frente da pasta de Integração Nacional, lutou para que a Ferrogrão entrasse na pauta de importantes obras do país. Com a sua construção, Miritituba e região do oeste do estado entram no mapa do desenvolvimento nacional, com a previsão de instalação de empresas de exportação e criação de novas frentes de trabalho.

Como representante do estado do Pará no Governo Federal, o trabalho do ministro Helder Barbalho tem sido o de construir um ambiente atrativo para investimentos para toda a região e, especialmente, o Pará. Via Fundo Constitucional de Investimentos do Norte (FNO), o ministro festejou projetos aprovados na Sudam, entre eles, também no setor logístico e no valor de R$ 76,8 milhões, o projeto de ampliação e melhorias do Terminal de Grãos Ponta da Montanha, no município de Barcarena, aumentando a capacidade de recebimento, armazenamento e expedição de produtos como minério de ferro, manganês, bauxita, carvão, sal, trigo, soja e fertilizantes.

A partir da movimentação do Pará como protagonista do crescimento do Arco Norte como corredor de exportação, a multinacional francesa Louis Dreyfus Company também decidiu, em março de 2016, investir em um sistema logístico que inclui a construção de transbordos e portos em Vila do Conde e arredores e anunciou estudos para construção de um porto às margens do Tapajós. Os investimentos giram em torno de R$ 1 bilhão.

Pará

Operações com cargas na Estrada de Ferro Carajás voltaram a ser realizadas neste sábado

A Vale informa que a Estrada de Ferro Carajás voltou a operar somente o transporte de cargas a partir deste sábado, 22/10.

Para garantir a segurança dos usuários, o serviço de transporte de passageiros permanece suspenso. Os passageiros poderão fazer as remarcações das passagens e/ou solicitar reembolso a partir da segunda-feira, 24/10.

A Vale informa que a interrupção ocorrida desde a terça-feira, 18, foi em função da identificação de dano estrutural em um dos pilares da ponte ferroviária sobre o Rio Jacundá, no município de Bom Jesus do Tocantins, Pará.

Marabá

Integrantes de movimentos sociais ligados à terra interditam a EFC em Marabá

Com a interdição, a operação ferroviária está paralisada e mais de 2.600 pessoas não poderão usar o trem de passageiros hoje e amanhã

A Vale informa que a Estrada de Ferro Carajás (EFC) está interditada desde a manhã de hoje (22/8) no km 739 da ferrovia, no município de Marabá (PA), por integrantes de movimentos ligados à terra. Eles têm como principal reivindicação a reforma agrária e ações direcionadas ao Governo Federal. Os manifestantes interditam os trilhos com troncos de madeiras e pneus e usam a interdição como pressão para possível atendimento as suas pautas.

Com a obstrução da Ferrovia Carajás, o Trem de Passageiros da EFC não circulou hoje, quando faria o percurso de São Luís (MA) a Parauapebas (PA) e também não poderá circular amanhã (terça, 23/8), dia de saída do Pará ao Maranhão. A interdição da ferrovia, nesses dois dias, deixará mais de 2.600 pessoas sem o serviço, considerado para muitos usuários, o principal meio de transporte entre os dois estados.

Com relação à reivindicação do movimento à Vale, sobre pedido de terras para assentamentos, a empresa esclarece que políticas públicas voltadas à reforma agrária não competem à iniciativa privada.

É importe alertar que toda pessoa que motiva ou participa de interdição de ferrovia, de faixa de domínio e de vias de acessos estará sujeita a responder judicialmente pelo crime de perigo de desastre ferroviário e responderá a inquérito policial e ação penal, podendo gerar uma aplicação de multa diária e prisão, de acordo com a decisão judicial.

 A Vale informa que já adotou todas as ações judiciais cabíveis. O Boletim de Ocorrência já foi expedido e as ações de reintegração de posse e criminal  estão em curso, considerando o crime previsto no Código Penal a que as pessoas que interditam ferrovias estão sujeitas, que é o de perigo de desastre ferroviário.

 Sobre o Trem de Passageiros

Devido à interdição na EFC, o Trem de Passageiros não circulará nem hoje (22/8) e nem amanhã (23/8). Os passageiros que já haviam comprado seus bilhetes podem ir às Estações de Passageiros para realizar remarcação ou solicitar reembolso. Mais informações podem ser obtidas, com ligação gratuita, pelo Alô Ferrovias: 0800 285 7000.