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Futebol

Brasileirão: Paysandu é o novo líder da Série B e Remo está fora do G4 da Série C

O Papão venceu o Internacional e o Remo empatou contra o Cuiabá, enquanto a dupla Rai-Fran foi derrotada na Série D

Por Fábio Relvas

O Paysandu venceu o Internacional, por 1 a 0, na tarde deste sábado (27/05), no estádio Olímpico Edgar Proença, o Mangueirão, em Belém. O jogo foi válido pela 3ª rodada da Série B. O gol único da partida foi assinalado aos 17 minutos da etapa derradeira pelo meia Fernando Gabriel. A vitória deixou o Papão na liderança do Campeonato Brasileiro da Série B com sete pontos em três jogos disputados, enquanto que o Colorado é apenas o nono colocado com quatro pontos. O Paysandu volta a campo diante do América-MG, na próxima sexta-feira (02/06), às 19h15, no estádio Independência, em Belo Horizonte.

Série B – O jogo: Papão é líder!

Paysandu e Internacional entraram em campo fora do G4 do Campeonato Brasileiro da Série B, por isso o objetivo das duas equipes era de vencer para se aproximar do topo da tabela. O time gaúcho estava desfalcado de seu melhor jogador, o argentino D´Alessandro, que foi poupado pelo técnico Antônio Carlos Zago. O Colorado foi para cima e Nico López teve a primeira chance de marcar, quando a bola sobrou para o gringo, que chutou para fora, levando muito perigo à meta de Emerson. O Papão chegou na cobrança de falta de Peri, o goleiro Daniel defendeu bem.

Depois disso, o jogo caiu de rendimento. Os dois times não conseguiam criar no meio campo e ocorreram erros de passes para ambos os lados. O Paysandu tentou chegar em alta velocidade pelo meio, Rodrigo Andrade tocou para Wesley na esquerda, mas a zaga do Inter fez o corte na hora da chegada do lateral bicolor.

O lance acordou o time paraense que teve mais duas chances de marcar. Na primeira delas, após escanteio, o atacante Wellington Júnior cabeceou firme para marcar, Cuesta salvou em cima da pequena área e na sequência Roberson cometeu falta pertinho da grande área. Na cobrança de falta, Fernando Gabriel mandou por cima da meta gaúcha. O time do Internacional sentiu a pressão e quase o zagueiro Léo Ortiz entregou o ouro, quando recuou uma bola na fogueira para o goleiro Daniel, o arqueiro tentou driblar o atacante Marcão e não conseguiu e teve que dá um chutão para fora.

Em outro lance de ataque, a bola foi alçada na área colorada e Wellington Júnior cabeceou para fora. O Inter tentou responder quando Edenílson lançou para William Pottker, o zagueiro Gilvan entrou duro no atacante Colorado, acertando o abdômen do atleta. Com isso o jogador do Paysandu recebeu cartão amarelo. O lateral esquerdo Uendel fez uma boa tabela com Nico López, mas na hora de finalizar a arbitragem paralisou marcando impedimento. Em outro lance dos gaúchos, Felipe Gutiérrez cruzou da esquerda no meio da área para a cabeçada de William Pottker, a bola passou assustando o goleiro Emerson.

O Papão acordou e após erro de passe de Edenílson, Fernando Gabriel puxou contra-ataque e chutou forte de fora da área, o goleiro Daniel defendeu para o Inter. Felipe Gutiérrez, um dos jogadores mais perigosos do Colorado, recebeu pelo meio, limpou a jogada e mandou um chutaço, Emerson espalmou para escanteio.

No segundo tempo, o técnico Antônio Carlos Zago, tirou o volante Edenílson e colocou o atacante Marcelo Cirino. Sendo assim, no papel o Internacional estava com quatro atacantes em campo. Em poucos minutos na partida, Marcelo Cirino quase marcou, quando pegou uma sobra e chutou cruzado pela linha de fundo. O Paysandu chegou na cobrança de falta de Ayrton, o goleiro Daniel mandou de tapinha para escanteio. Em outra jogada do Papão, o zagueiro Gilvan apareceu livre na área e testou para fora.

O Colorado chegou após um escanteio, Felipe Gutiérrez tocou para Cuesta, que levantou na área, Nico López acertou um chutaço de primeira e marcou um golaço, mas a arbitragem assinalou impedimento. Se o gol do Internacional não valeu, o do Paysandu sim. Aos 17 minutos, Marcão recebeu pelo meio fez uma parede para a chegada de Fernando Gabriel, que dominou, driblou e chutou forte, o goleiro Daniel foi e não achou nada: Papão 1 a 0! Para alegria dos mais de 12 mil torcedores no Mangueirão.

O Internacional não sentiu o gol e no lance seguinte quase empatou, quando Roberson tocou para Nico López, o uruguaio chutou e a bola passou ao lado esquerdo do poste defendido pelo guardião Emerson. Só dava Colorado, em outra jogada na área, Felipe Gutiérrez se livrou da marcação e bateu com estilo, o goleiro Emerson realizou uma grande defesa. O Paysandu esperava o Inter, mas sabia sair para o jogo. Em uma descida perigosa, Wellington Júnior tentou por cobertura, Daniel espalmou salvando o Colorado.

Em um lance de bobeira, Felipe Gutiérrez tentou driblar e perdeu a bola para Marcão, o atacante bicolor entrou de cara para marcar o segundo gol, o goleiro Daniel arrancou nos pés do atleta bicolor, tocando pela linha de fundo. No final da partida, o Internacional se atirou no ataque. Após cobrança de escanteio, Brenner subiu com estilo e cabeceou no travessão. Um minuto depois, William Pottker recebeu e lançou para Nico López, o atacante cortou para o meio e chutou, o zagueiro Gilvan se atirou no meio do caminho salvando o Papão. Final do jogo: Paysandu 1 x 0 Internacional.

Série D

O São Raimundo entrou em campo na tarde deste domingo (28/05), pela 2ª rodada do Grupo A2 do Campeonato Brasileiro da Série D. O adversário foi o Fast Clube na Arena da Amazônia, em Manaus. O Pantera perdeu de virada para o Rolo Compressor, por 3 a 2, e ficou com seus três pontos em segundo lugar na classificação. Já o Fast assumiu a liderança com quatro pontos. O Fast abriu o placar com Peninha em cobrança de falta, aos 34 minutos. O São Raimundo virou com Dedeco aos 38 do primeiro tempo e Guilherme aos 20 minutos do segundo tempo. O Fast empatou com Felipe aos 23 e Peninha novamente de falta virou e decretou a vitória aos 35 minutos da etapa final. O São Raimundo volta a campo contra o Baré-RR, no próximo domingo (04/06), às 18h30, no estádio Vila Olímpica, em Boa Vista.

O São Francisco foi outro time paraense a entrar em campo neste domingo (28/05), valendo pela 2ª rodada do Grupo A3 do Campeonato Brasileiro da Série D. O adversário foi o Rio Branco-AC, no estádio Jader Barbalho, o Barbalhão, em Santarém. Era a estreia do Leão santareno dentro de casa, onde contou com o apoio de sua torcida. Mas quem saiu sorrindo foi o Estrelão do Acre que venceu, por 1 a 0, e disparou na liderança do Grupo com seis pontos, enquanto que o São Francisco ainda não conseguiu vencer na competição e soma apenas um ponto em terceiro lugar. O próximo compromisso do Leão santareno será contra o São Raimundo-RR, no domingo (04/06), às 18h, no estádio Jader Barbalho, o Barbalhão, em Santarém.

O jogo: Fast Clube 3 x 2 São Raimundo – de virada!

O São Raimundo começou bem o jogo, depois de um lançamento para o atacante Tiago, a arbitragem paralisou o lance marcando impedimento. O Pantera chegou novamente, após cruzamento na área, o goleiro Maycki Douglas do Fast falhou no lance, e a bola passou de todo mundo. O Fast resolveu acordar quando em um escanteio a seu favor, Felipe tentou marcar de letra e a bola sobrou para Peninha que emendou de fora da área acertando o setor defensivo do time paraense. O lance levantou a torcida amazonense.

Em outra jogada do Fast, Robinho tentou um passe e mesmo errando, a bola sobrou para Leonardo que chutou e carimbou o travessão do goleiro Roger Kath. O São Raimundo voltou a atacar e chegou a marcar, quando a bola foi alçada na área e desviada no primeiro pau, Derlan acertou uma linda meia bicicleta e estufou as redes de Maycki Douglas, mas a assistente Anne Kesy Gomes de Sá, cortou o barato e assinalou impedimento.

O Fast Clube não tem nada haver com isso e chegou ao seu gol. Peninha cobrou falta diretamente para o gol, a bola tocou no travessão e morreu dentro da meta de Roger Kath, 1 a 0, aos 34 minutos. Não demorou muito e o Pantera chegou ao empate. A zaga do Fast parou pedindo impedimento, e Dedeco entrou livre para tocar com tranquilidade na saída de Maycki Douglas, tudo igual: 1 a 1, aos 38 minutos. O time da casa não sentiu o gol, Robinho cobrou escanteio e Roger Kath saiu mal da meta e para sorte do goleiro do São Raimundo não apareceu ninguém para completar.

No segundo tempo, o São Raimundo seguiu buscando a vitória. Em uma jogada individual de Denis Pedra, o volante do Pantera apareceu de surpresa pela ponta direita e bateu direto para o gol, a bola tocou na rede, mas pelo lado de fora. Aos 20 minutos, o time paraense chegou lá. Após cobrança de falta, Guilherme subiu mais alto de que todo mundo para testar firme e virar a partida: 2 a 1 São Raimundo.

Na mesma moeda, o Fast chegou ao empate. Cruzamento na área de Wagner Diniz para o cabeceio certeiro de Felipe, que praticamente nem saiu do chão para acertar firme na bola: 2 a 2, aos 23 minutos. O time amazonense cresceu em busca da virada e Werley tentou de fora da área, mas Roger Kath defendeu bem no meio de sua meta. O Pantera resolveu arriscar de fora da área com Valdanes, a bola passou pertinho da meta de Maycki Douglas. Mas o time amazonense tinha o meia Peninha, que em mais uma cobrança de falta com perfeição, virou o jogo para o Rolo Compressor, assim chamado o Fast, 3 a 2, aos 35 minutos, dando números finais a partida.

O jogo: São Francisco 0 x 1 Rio Branco – Leão santareno segue sem vencer

Foi o Estrelão do Acre que começou melhor, após uma boa triangulação, Diogo apareceu livre para marcar o primeiro, mas perdeu a grande chance. O Leão santareno deu o troco em uma jogada rápida, Samuel deixou Balotelli livre, o atacante completou para o fundo do gol e saiu comemorando, mas a arbitragem assinalou impedimento para o desespero dos azulinos. Em outra jogada do time paraense, Samuel recebeu e bateu com estilo, o goleiro Ederson fez uma grande defesa e na sobra Balotelli tentou concluir, mas a zaga afastou o perigo.

A dobradinha Samuel e Balotelli estava dando certo. Em mais um lance da dupla, Samuel deu um belo lançamento para Anderson Balotelli, que emendou um chute cruzado, a bola passou atravessando a área do Rio Branco. Em uma bola parada, Di Maria cobrou falta para o São Francisco e a bola explodiu na barreira, o time acreano saiu em alta velocidade em um contra-ataque, Lukão apareceu na hora para rasgar e aliviar o perigo. Mais um gol foi anulado, desta vez para o Rio Branco. Araújo recebeu passe e estufou as redes do goleiro Labilá, mas a arbitragem marcou impedimento.

No segundo tempo, o Estrelão veio para tentar matar o jogo. Rodolfo lançou na grande área para Araújo que chutou e obrigou Labilá a praticar uma grande defesa. O São Francisco respondeu quando Mael deixou Samuel na boa, o chute passou por cima da meta acreana. Após cobrança de falta, a bola sobrou para Di Maria arriscar um chutaço, passando muito perto da trave. A torcida do Leão Santareno gritou “uh”. Em outra falta, desta vez para o Rio Branco, a bola foi alçada na área para Lucas que cabeceou firme e correu para o abraço, 1 a 0 Estrelão, aos 23 minutos.
Araújo, um dos jogadores mais perigosos do Rio Branco, cometeu falta e recebeu cartão amarelo, na sequência reclamou muito com o árbitro Wales Martins de Souza do Distrito Federal e recebeu o segundo amarelo e consequentemente o cartão vermelho. Isso tudo foi aos 40 minutos da etapa derradeira. O Leão Santareno tentou empatar, mas não conseguiu. Final: São Francisco 0 x 1 Rio Branco.

Série C

O Clube do Remo entrou em campo contra o Cuiabá-MT, na noite deste domingo (28/06), no estádio Olímpico Edgar Proença, o Mangueirão, em Belém. O Leão precisava vencer para se firmar no G4 do Grupo A do Campeonato Brasileiro da Série C. Mas a vitória não veio e o Leão Azul só empatou com o Dourado e se complicou na classificação da terceirona. O Remo é apenas o sexto colocado com quatro pontos conquistados, enquanto que o Cuiabá segue na lanterna com apenas dois pontos. Os azulinos voltam a campo contra o Confiança-SE, na próxima sexta-feira (02/06), às 19h, no estádio Batistão, em Sergipe.

O jogo: Remo 1 x 1 Cuiabá – Leão Azul fora do G4

O Cuiabá chegou primeiro, após bola alçada na área, o goleiro Vinícius deu um soco aliviando o perigo. O clima esquentou logo aos dois minutos, quando o atacante Edgar do Remo sofreu falta e empurrão de Léo Salino. Os jogadores se estranharam e o árbitro Carlos Ronne Casas de Paiva do Acre, controlou a situação em campo e acalmou os ânimos. O Leão Azul quase marcou depois que Daniel Damião cruzou para Edgar que pegou de primeira, a bola explodiu na defesa e na sobra, Danilinho soltou o pé da entrada da área, passou tirando a tinta da trave.

O Dourado, como é chamado o Cuiabá, respondeu com Pereira que recebeu passe livre e bateu com força, o goleiro Vinícius conseguiu espalmar salvando os azulinos. O Leão Azul respondeu imediatamente e foi logo marcando. Danilinho na insistência cruzou da direita para Nino Guerreiro, que desviou para marcar, o goleiro Henal rebateu nos pés de Mikael que só teve o trabalho de empurrar para o fundo do gol, explodindo o Mangueirão aos 20 minutos, Remo 1 a 0.

O Leão cresceu no jogo, em outro lance de ataque, Edgar recebeu e bateu colocado, a bola passou perto da meta defendida por Henal. A torcida cantava nas arquibancadas e o Remo atacava em campo. Gerson cruzou da esquerda, a zaga afastou o perigo, João Paulo chegou batendo quase do meio campo, mas mandou para longe. O Cuiabá também arriscava, Elias mandou um chute venenoso, o goleiro Vinícius espalmou para o meio da área, a bola caiu para Bruno Moura que mandou um chutaço, mas isolou para sorte dos azulinos.

Afim de pontuar em Belém, o Cuiabá saiu para o jogo na etapa derradeira. Em um contra-ataque rápido, Léo Salino passou para Pereira pelo lado direito, o jogador do Dourado chutou cruzado, Vinícius defendeu em dois tempos. O Remo deu a reposta logo em seguida, quando Nino Guerreiro atacou pela esquerda e deixou para o lateral Gerson, mas na hora de concluir, o atleta azulino saiu com bola e tudo. O atacante Edgar acertou um chute forte de fora da área, o goleiro Henal salvou o Cuiabá e defendeu bem. Quase o segundo do Leão Azul.

Depois do lance azulino, o Dourado começou a pressionar em busca do empate. Bruno Veiga recebeu na esquerda e cruzou para Douglas Mendes que desviou, a bola bateu em Bruno Costa e saiu pela linha de fundo. Em mais um cruzamento na área remista, Elias cabeceou para baixo e o goleiro Vinícius defendeu. O Leão teve uma falta perto da área, mas Tsunami mandou muito forte e longe da meta adversária.

O Dourado chegou ao empate. Elias recebeu pelo meio e na entrada da área deu um toque sutil por cima do goleiro Vinícius, marcando um golaço no Mangueirão e deixando tudo igual, aos 22 minutos, 1 a 1. A virada quase ocorreu minutos depois quando Gedeílson em disparada entrou na área e chutou, mas mandou por cima da meta azulina. O Remo perdeu um gol incrível na sequência. A bola foi alçada na área do Cuiabá, o goleiro e a defesa bateram cabeça e Ronny sozinho com o gol vazio conseguiu fazer o mais difícil, errar o chute. A torcida foi à loucura.

O Leão Azul foi para cima e se atirou completamente ao ataque, dando contra-ataque ao adversário. Com isso a partida ficou emocionante e eletrizante nos momentos finais. A forte chuva que caiu no final da partida, o chamado “toró”, atrapalhou as ações das equipes em campo. O Dourado achou uma brecha quando Pereira cruzou, a zaga não conseguiu afastar, mas Gedeílson não dominou e deixou a bola sair pela linha de fundo.

O Remo tentava chegar mais na vontade do que na técnica. Tsunami arrancou pelo meio e chutou forte de fora da área, o goleiro Henal defendeu sem dá rebote. Em um contra-ataque veloz do Cuiabá, Léo Salino fez tabela e na devolução foi derrubado pelo zagueiro Bruno Costa. A falta foi providencial do zagueiro remista que foi advertido com cartão amarelo. O atacante Bruno Veiga inverteu uma jogada na área do Remo, o lateral esquerdo Gerson tentou recuar de cabeça para o goleiro Vinícius e cometeu uma lambança testando direto para fora, cedendo escanteio para o Dourado. No escanteio cobrado por Pereira, a bola fez uma curva e quase surpreendeu Vinícius que salvou o Remo. Seria um gol olímpico no último lance da partida. Placar final: Remo 1 x 1 Cuiabá.

O Fenômeno Azul, como é chamada a torcida do Clube do Remo, soltou o grito de “burro” para o técnico Josué Teixeira e pediu a demissão do comandante azulino.

Futebol

São Raimundo vence, Paysandu e São Francisco empatam e Remo perde pelo Campeonato Brasileiro

O São Raimundo de Santarém foi o único time do Pará que venceu no final de semana. O Pantera derrotou o Gurupi-TO, por 2 a 0, no estádio Barbalhão

Por Fábio Relvas

Confira como foram as participações das equipes paraenses no Campeonato Brasileiro.

O primeiro a entrar em campo neste final de semana foi o Paysandu Sport Club. O Papão encarou o Paraná na noite de sexta-feira (19/05), no estádio Durival de Britto, a chamada Vila Capanema, em Curitiba. As duas equipes não saíram do empate sem gols em jogo válido pela 2ª rodada do Campeonato Brasileiro da Série B.

Apesar do placar em branco, a partida foi bastante movimentada com chances para os dois times, principalmente no segundo tempo. A primeira etapa foi morna, com o time paranista tentando envolver os bicolores, que conseguiram parar o adversário com uma forte marcação. Leandro Vilela tentou marcar de cabeça para os donos da casa, mas o toque saiu descalibrado para fora. O Paysandu respondeu na mesma moeda, depois de uma cobrança de falta, o zagueiro Perema testou firme, mas mandou pela linha de fundo. A melhor chance foi do Paraná com Daniel Morais, que se livrou da marcação e chutou firme, o goleiro Marcão espalmou bonito para escanteio.

No segundo tempo o jogo foi lá e cá. O time paraense teve tudo para marcar com atacante Wellington Junior, que recebeu belo passe e tentou por cobertura, a bola passou pelo goleiro Léo, mas a zaga afastou o perigo. Em outra tentativa do Papão, após um escanteio, o volante Wesley subiu no terceiro andar e testou forte, Léo espalmou de mão trocada. Nos últimos minutos o Paraná quase chegou ao gol da vitória. Primeiro com Leandro Vilela que chutou para a boa defesa de Marcão. No lance seguinte, Robson arriscou e a bola raspou a trave bicolor. A torcida do Paraná acreditava até o fim. No último lance de perigo, Felipe Alves cruzou da direita, a bola passou atravessada na área do Paysandu e Daniel Moraes chegou atrasado na tentativa de marcar de carrinho. Final: Paraná 0 x 0 Paysandu.

O Resultado deixou o Paraná em terceiro lugar com cinco pontos, enquanto que o Paysandu saiu do G4 e ficou na quinta posição com quatro pontos. O Papão volta a campo contra o Internacional no próximo sábado (27/05), às 16h30, no estádio Olímpico Edgar Proença, o Mangueirão, em Belém.

A segunda equipe do Pará que entrou em campo foi o Clube do Remo. O Leão Azul enfrentou o Asa em Arapiraca, interior alagoano, na tarde deste sábado (20/05), no estádio Coaracy da Mata Fonseca. A partida foi válida pela segunda rodada do Grupo A do Campeonato Brasileiro da Série C.

O jogo foi equilibrado, o Remo foi melhor no primeiro tempo, enquanto que o Asa dominou as ações no segundo. No inicio da partida os donos da casa tentaram surpreender os azulinos com chutes de longa distância e em um deles, o lateral Léo Campos recebeu e mandou forte, a bola passou por cima da meta do goleiro Vinícius. A partir daí, o Leão Azul começou a mandar no jogo, apesar de ser visitante, foi para cima do adversário. O atacante Nino Guerreiro roubou a bola da defesa, que sobrou para João Paulo, o jogador remista soltou o pé e o goleiro Carlão salvou o alvinegro. Em outra boa chegada do Remo, Nino Guerreiro fez pivô para a chegada de Mikael, que mandou um chute venenoso e a bola passou raspando a trave. O sempre perigoso atacante Edgar aproveitou um vacilo da zaga e chutou forte, o goleiro Carlão deu rebote e a defesa despachou o perigo.

No segundo tempo, o Asa do técnico Maurílio, ex-jogador do Clube do Remo, campeão da Série C em 2005, começou a se impor no gramado. Aos 13 minutos, Everton cruzou da direita, Leandro Kível cabeceou para a grande defesa de Vinícius que deu rebote, Jean Carlos chutou, o goleiro do Leão defendeu novamente, mas a bola sobrou limpa para o atacante Leandro Kível empurrar para o gol, 1 a 0 Asa. O Remo sentiu o gol e se perdeu dentro das quatro linhas. As alterações feitas pelo técnico Josué Teixeira não surtiram efeito e o Fantasma, como é conhecido o Asa, mandou na etapa derradeira. Em uma boa triangulação dentro da defesa remista, Doda ficou livre para marcar o segundo gol, mas demorou a finalizar e o goleiro Vinícius arrancou em seus pés para fica com a bola. Na última chance do jogo, Airton arrancou bem e mandou um chute rasteiro, a bola passou muito perto da trave azulina. Final: Asa 1 x 0 Remo.

Com o resultado positivo, o Asa somou seus três primeiros pontos na competição e está em sétimo lugar do Grupo A da Série C, enquanto que o Clube do Remo conheceu sua primeira derrota e segue no G4 com três pontos em quarto lugar. O Leão Azul paraense volta a campo diante do Cuiabá-MT, no próximo domingo (28/05), às 19h, no estádio Olímpico Edgar Proença, o Mangueirão, em Belém.

Já pelo Campeonato Brasileiro da Série D, a dupla de Santarém, São Raimundo e São Francisco, fizeram suas estreias neste domingo (21/05). O Pantera entrou em campo primeiro pelo Grupo A2 diante do Gurupi-TO, no estádio Colosso do Tapajós, o Barbalhão, em Santarém. O time paraense venceu, por 2 a 0, e assumiu a liderança do seu grupo com três pontos.

O São Raimundo começou o jogo melhor, com o atacante Tiago perdendo a primeira chance, depois de receber passe chutou forte, a bola explodiu na trave. Só que aos 39 minutos da primeira etapa, Valdanes deu passe açucarado para Tiago, desta vez ele não perdoou e abriu o placar, 1 a 0 São Raimundo. No lance seguinte, Tiago quase ampliou quando chutou e o goleiro defendeu.

No segundo tempo, o Pantera seguiu pressionando o Gurupi, o chamado Camaleão do Tocantins. Wendel recebeu bom passe e finalizou, quase ampliando o marcador. O São Raimundo chegou ao segundo, quando Dedeco lançou, o goleiro Welder defendeu e a bola sobrou limpa para Anderson que completou e correu para o abraço, mas o árbitro assinalou impedimento. Em seguida, não teve jeito. Dedeco recebeu passe em condição legal e estufou o barbante, 2 a 0, aos 32 minutos. Placar final: São Raimundo 2 x 0 Gurupi.

O São Raimundo volta a campo contra o Fast Clube-AM no próximo domingo (28/05), às 17h, no estádio Arena da Amazônia, em Manaus.

O São Francisco atuou fora de casa diante do Genus-RO, no estádio Aluízio Ferreira, em Porto Velho, Rondônia. Apesar de atuar longe de seus domínios, foi o Leão santareno que partiu para cima. Eric Di Maria cobrou falta logo no inicio do jogo e acertou a trave do Genus. O time da casa respondeu com Luciano Mourão, que ficou de frente e mandou um chute forte, o goleiro Labilá atento defendeu bem.  a etapa derradeira, a torcida do Genus acordou e o time começou a atacar. Em um lance crucial, Gabriel ficou de cara para marcar e finalizou forte, o goleiro Labilá realizou um milagre salvando o time paraense. Mas quem marcou mesmo, foi o São Francisco. Eric Di Maria, que tem nome de craque argentino, levantou na área para Charles, que recebeu e marcou, 1 a 0, aos 15 minutos.

O Genus era insistente e quase igualou o placar, depois que Geovane deixou Eduardo Rato na frente do crime para marcar, o jogador chutou e a bola passou raspando a trave do São Francisco. Aos 39 minutos, a bola foi alçada na área e Israel cabeceou firme para deixar tudo igual, 1 a 1, para a festa da torcida do Genus que estremeceu a arquibancada do estádio Aluizão. No lance seguinte, Israel teve tudo para virar o jogo, mas acertou a trave. Placar final: Genus 1 x 1 São Francisco. Com o resultado, Genus e São Francisco somaram um ponto no Grupo A3 da Série D. Ambos estão na segunda colocação. O próximo desafio da Leão santareno será diante do Rio Branco-AC, no próximo domingo (28/05), às 18h, no estádio Colosso do Tapajós, em Santarém.

Futebol

Paysandu fica no empate com o Luverdense no Mangueirão e deixa escapar o bi da Copa Verde

Os bicolores precisavam de mais dois gols para levar a decisão para os pênaltis. Já o Luverdense ganhou o título invicto e inédito nos 13 anos do clube.

Por Fábio Relvas

O Paysandu bem que tentou o bicampeonato da Copa Verde 2017, mas não conseguiu seu objetivo ao ficar apenas no empate diante do Luverdense-MT. Como o jogo de ida terminou com a vitória do time do Mato Grosso, por 3 a 1, os bicolores precisavam vencer de 2 a 0 para levantar a taça. O Papão abriu o placar logo aos três minutos de jogo com o atacante Leandro Carvalho, que mandou um chutaço de fora da área. O LEC chegou ao empate aos 33 minutos do 2º tempo com o atacante Rafael Silva, que cobrou pênalti com muita categoria. A partida foi realizada na noite desta terça-feira (16/05), no estádio Olímpico Edgar Proença, o Mangueirão, em Belém.

O jogo: Paysandu 1 x 1 Luverdense

Empurrado pela Fiel Bicolor, o Paysandu sufocou o Luverdense. Logo aso três minutos, Diogo Oliveira foi derrubado perto da grande área. Na cobrança de falta ensaiada, a bola foi cortada pela zaga para o meio da área, caindo nos pés de Leandro Carvalho, que soltou um foguete de primeira acertando o canto esquerdo, 1 a 0 Papão, estremecendo o Mangueirão. O Luverdense não sentiu o gol e tentou empatar na jogada do lateral esquerdo Paulinho, que avançou e mandou um chute forte, a bola passou longe da meta de Emerson.

O ritmo do Paysandu seguia forte no jogo e após uma lambança da zaga adversária, Leandro Carvalho tentou marcar de longe, mas errou o alvo. Aos 14 minutos o “tempo fechou” com uma confusão generalizada, depois que Maico Gaúcho, gerente executivo do Luverdense, ameaçou chutar a bola em cima de um jogador bicolor. O membro da comissão técnica foi expulso do banco de reservas pelo árbitro Rodrigo Batista Raposo do Distrito Federal. Maico Gaúcho na época de jogador profissional atuou no Clube do Remo, rival do Paysandu. Também na hora da confusão, o jogador Daniel Sobralense que estava no banco do Papão levou cartão amarelo.

O LEC tentou empatar o jogo depois de uma boa triangulação, mas o atacante Raphael Macena estava impedido na hora de concluir. O Papão buscou ampliar quando Ayrton arrancou pela direita e cruzou, a bola passou do atacante Bergson e se perdeu pela linha de fundo. Depois disso, o Luverdense teve três chances de igualar o marcador. Na primeira, Raphael Macena fez grande jogada pela esquerda e cruzou rasteiro para a chegada de Douglas Baggio que mandou de primeira por cima da meta. Na segunda, em um bom contra-ataque, Rafael Silva chegou na frente da meta e chutou para a grande defesa de Emerson. Na terceira, Marcos Aurélio arrancou pelo meio e chutou para outra defesa do goleiro bicolor.

Precisando de mais um gol para ficar com o título da Copa Verde, o Paysandu voltou a atacar, mas o chute de fora da área de Rodrigo Andrade saiu fraquinho para a defesa tranquila de Diogo Silva. E o movimentado primeiro tempo terminou com a vitória parcial do Papão.

No segundo tempo, o Verdão do Norte não deixou o Paysandu sufocar como fez na primeira etapa. Os visitantes saíram um pouco de trás e voltaram a atacar o Papão. Em uma bobeira de Rodrigo Andrade, Marcos Aurélio roubou a bola e foi derrubado na entrada da área em cima da meia lua. Marcos Aurélio soltou a bomba, a bola explodiu na trave e na sobra Erik não conseguiu marcar para o Luverdense.

Em uma troca de passes no ataque bicolor, Ayrton tentou surpreender disparando forte, mas a bola saiu pela linha de fundo. No lance seguinte, Ayrton cobrou falta da direita, Wesley cabeceou e a bola passou na frente de dois jogadores do Paysandu e não entrou, a galera gritou “uh”. O atacante Rodrigo Fumaça que entrou no lugar de Raphael Macena, recebeu passe e mandou um chute perigoso. Na outra tentativa do Luverdense, a bola caiu nos pés de Marcos Aurélio que chutou forte e rasteiro, a bola passou tirando a tinta da trave de Marcão.

O atacante Rodrigo Fumaça entrou bem na partida, após uma sobra de bola na área, o jogador do LEC foi derrubado pelo goleiro Marcão. Pênalti assinalado. Rafael Silva cobrou com muita categoria e empatou o jogo, aos 33 minutos. Rodrigo Fumaça provocou os bicolores e o “tempo fechou” novamente no Mangueirão. O Paysandu não tinha outra alternativa a não ser atacar e foi desesperadamente em busca de gols, mas errava muitos passes.

A torcida estava tensa nas arquibancadas. O Papão precisava de mais dois gols para levar a decisão para os pênaltis. Leandro Carvalho fez boa jogada na entrada da área e cruzou para Daniel Sobralense, que não conseguiu dominar a bola. O desespero era visível nos atletas bicolores, que tentavam chegar sem força ao ataque. Em uma bola alçada na área, o goleiro Diogo Silva não cortou e Gilvan desviou para fora. Final de jogo: Paysandu 1 x 1 Luverdense-MT. A equipe de São Lucas do Rio Verde conquistou o título inédito da Copa Verde, garantindo vaga nas oitavas de final da Copa do Brasil 2018 e levando para casa R$ 180 mil pela conquista.

FICHA TÉCNICA

Paysandu: Emerson (Marcão); Ayrton, Perema, Gilvan e Willian Simões (Daniel Sobralense); Wesley, Rodrigo Andrade e Diogo Oliveira; Leandro Carvalho, Bergson (Will) e Alfredo. Técnico: Marcelo Chamusca.

Luverdense: Diogo Silva; Aderlan, Pierre, Dalton (Neguete) e Paulinho; Ricardo, Marcos Aurélio (Alaor Júnior) e Douglas Baggio; Rafael Silva, Erik e Raphael Macena (Rodrigo Fumaça). Técnico: Júnior Rocha.

Árbitro: Rodrigo Batista Raposo (DF) – Assistentes: Daniel Henrique da Silva (DF) e Ciro Chaban Junqueira (DF)

Cartões amarelos: Daniel Sobralense, Leandro Carvalho, Wesley e Marcão (Paysandu); Diogo Silva, Ricardo, Erik e Rodrigo Fumaça (Luverdense)

Gols: Leandro Carvalho, aos três minutos do 1º tempo para o Paysandu e Rafael Silva, aos 33 minutos do 2º tempo para o Luverdense.

Local: Estádio Olímpico Edgar Proença, o Mangueirão, em Belém

Renda: R$ 668.225,00

Público: Pagantes: 26.653  – Não pagantes: 1.900  – Total: 28.553

Série B

Série B: Paysandu 2 x 0 Oeste – Falta de luz, polêmicas e festa do Papão! Confira os melhores momentos.

Em jogo marcado por falta de luz e lances polêmicos, o Paysandu estreou com vitória no Campeonato Brasileiro da Série B no estádio da Curuzu, em Belém.

Com a importante vitória, o Paysandu larga na frente na corrida pelo acesso na competição. Fica empatado com o Guarani na segunda posição, com três pontos. Está atrás apenas do Internacional, que leva vantagem no saldo de gols: 3 a 2. Já os paulistas iniciam na zona de rebaixamento.

ESCURIDÃO TOTAL!
A partida começou em um ritmo de fim de festa. Os dois times encontraram enormes dificuldades para encaixar seus jogos e a partida teve pouca emoção no início. A primeira boa chance saiu apenas aos 22 minutos. Após cruzamento da esquerda, o zagueiro Guilherme Garutti salvou uma bola que tinha o atacante Marcão do Paysandu.

Depois disso, o único destaque foi a queda de energia de uma das torres de iluminação da Curuzu. Fato que obrigou o árbitro mineiro Cleisson Veloso Pereira a paralisar o jogo aos 34 minutos do primeiro tempo. A partida só foi retomada 24 minutos depois.

Quando a bola rolou, o panorama do jogo não se alterou. A partida continuou sem grandes emoções e poucas jogadas de qualidade. Em uma das raras jogadas, aos 44 minutos, o atacante Wellinton Júnior saiu na cara do gol e poderia marcar para o Papão. O lance foi anulado por impedimento.

INÍCIO EMPOLGANTE
Se o primeiro tempo deu sono, o segundo já começou com uma grande polêmica logo aos três minutos. O atacante Robert foi lançado nas costas da defesa, invadiu a área e bateu na saída do goleiro. A arbitragem, entretanto, assinalou impedimento polêmico.

Ironicamente, o empate aconteceu três minutos depois. Após uma bola afastada da área do Oeste, o meia Fernando Gabriel emendou de primeira. A bola desviou o zagueiro Garutti e matou qualquer chance do goleiro Rodolfo defender.

Depois do início empolgante, o jogo voltou a cair no segundo tempo. Conforme o tempo passou, o Bicolor pareceu satisfeito com o resultado. O Rubrão, por sua vez, não mostrou força. A melhor chance aconteceu aos 22 minutos, quando o atacante Mazinho arriscou de fora da área e o goleiro Emerson salvou.

POLÊMICAS
Depois de anular o gol de Robert, de forma polêmica, a arbitragem voltou a revoltar a delegação rubro-negra aos 41 minutos. O atacante Alexandro recebeu na área para marcar o gol de empate, mas o lance foi anulado. Desta vez, o impedimento foi mais claro.

Assim como no primeiro gol, o segundo saiu logo após o tento anulado do Oeste. Aos 42 minutos, o atacante Bérgson invadiu a área e foi derrubado pelo goleiro Rodolfo. Nova reclamação dos visitantes. Na cobrança, no mesmo minuto, o próprio Bérgson esbanjou categoria para deslocar o arqueiro.

Ficha Técnica

Paysandu-PA – Emerson;  Hayner, Fernando Lombardi, Pablo e Peri; Augusto Recife, Ricardo Capanema, Jhonnatan (Begson) e Fernando Gabriel (Diogo Oliveira); Wellinton Júnior (Rodrigo Andrade) e Marcão. Técnico: Marcelo Chamusca

Oeste-SP – Rodolfo;  Daniel Borges, Luis Gustavo, Guilherme Garutti e Joilson;  Fernando Aguiar (Alexandro), Willian Cordeiro, Lídio (Betinho) e Mazinho; Julio Cesar (Tatuí) e Robert. Técnico: Roberto Cavalo

 Árbitro – Cleisson Veloso Pereira – MG –  Assistentes Marcus Vinicius Gomes – MG e Ricardo Junio de Souza – MG
 Renda – R$ 57.610,00

Público – 1.434 pagantes (5.492 total)
Cartões Amarelos

Paysandu-PA: Hayner, Augusto Recife, Welinton Junior, Fernando Lombardi
Oeste-SP: Rodolfo
PRÓXIMOS JOGOS

Na próxima sexta-feira, às 19h15, o Paysandu volta a campo para enfrentar o Paraná, no estádio Durival de Britto, em Curitiba. Enquanto isso, o Oeste recebe o Criciúma, no sábado, às 16h30, na Arena Barueri.

Fonte: Futebol do Interior

Futebol

Paysandu perde outra vez para o Santos e está eliminado da Copa do Brasil

O Papão chegou até a empatar o jogo, mas não teve forças para segurar a boa equipe do Peixe da Vila Belmiro

Por Fábio Relvas

O Paysandu Sport Club voltou a perder para o Santos na noite desta quarta-feira (10/05), no estádio Olímpico Edgar Proença, o Mangueirão, em Belém. Com isso, o time paraense foi eliminado nas quartas de final da Copa do Brasil. Os gols santistas foram marcados pelos atacantes Bruno Henrique que fez dois e Kayke, enquanto que o meia Diogo Oliveira assinalou para o Papão.

O jogo: Paysandu 1 x 3 Santos

Como perdeu o jogo de ida, por 2 a 0, na Vila Belmiro, o Paysandu buscou o jogo nos primeiros minutos. O time bicolor conseguiu tocar a bola com qualidade pelo meio e chegava a meta santista. Mas quem começou assustando foi o Peixe, depois que Ricardo Oliveira cortou bem pelo meio e chutou forte, a bola passou por cima da trave de Emerson. A resposta bicolor veio imediatamente na jogada do meia Diogo Oliveira, que entornou o zagueiro Lucas Veríssimo e bateu forte, o goleiro Vanderlei defendeu milagrosamente salvando para escanteio.

O jogo ficou movimentado e o Santos voltou a atacar com Bruno Henrique, que soltou a bomba e o goleiro Emerson defendeu bem para o Papão. O time bicolor quase abriu o placar, quando Wesley em grande jogada individual, passou bem por Cleber e finalizou rasteiro, outra vez Vanderlei salvou os paulistas. No lance seguinte, o Santos abriu o marcador. Depois do belo lançamento de Lucas Lima para Vitor Bueno, que recebeu na direita e cruzou para a chegada do atacante Bruno Henrique, que só teve o trabalho para empurrar para as redes: 1 a 0, aos 26 minutos.

O Papão ainda tentou o empate no primeiro tempo, depois que Bergson recebeu da direita e chutou de primeira, o goleiro Vanderlei defendeu e na sobra à arbitragem marcou impedimento de Leandro Carvalho. O Paysandu veio acesso no segundo tempo e chegou ao empate logo aos quatro minutos, quando Rodrigo Andrade fez uma grande jogada pela direita e cruzou na medida para Diogo Oliveira emendar de primeira e estremecer o Mangueirão: 1 a 1.

O Peixe não se intimidou com o empate e seguiu atacando o Paysandu. Vitor Bueno cobrou falta, a bola desviou em Ayrton e foi para escanteio. No lance seguinte, Bruno Henrique recebeu livre, mas chutou em cima do goleiro Emerson. De tanto insistir, o time santista chegou ao segundo gol. Vitor Bueno passou fácil por Hayner e cruzou rasteiro da direita, Bruno Henrique dominou, ajeitou e fuzilou para o fundo da meta bicolor, aos 15 minutos, 2 a 1.

O meia Diogo Oliveira, um dos melhores jogadores do Paysandu em campo, experimentou de fora da área, a bola desviou e quase matou o goleiro Vanderlei. O Santos quase ampliou com Cleber que sozinho e na pequena área conseguiu furar feio.  O lateral direito Ayrton fez fila na zaga santista e chutou, o goleiro Vanderlei impediu o gol bicolor. Sem muito esforço, o time paulista chegou ao terceiro gol, quando Jean Mota cruzou da esquerda na medida para o atacante Kayke, que completou livre para o fundo do gol, 3 a 1, aos 33 minutos do segundo tempo.

O Papão quase diminuiu com o atacante Wil, que sozinho com o goleiro Vanderlei tentou marcar por cobertura, a bola passou tirando a tinta da trave. Placar final: Paysandu 1 x 3 Santos.

PAYSANDU: Emerson; Ayrton, Gilvan, Perema e Hayner; Augusto Recife, Wesley (Alfredo), Rodrigo Andrade e Diogo Oliveira; Leandro Carvalho e Bérgson (Wil). Técnico: Marcelo Chamusca

SANTOS: Vanderlei; Victor Ferraz, Lucas Veríssimo, Cleber Reis e Jean Mota; Renato (Leandro Donizete), Thiago Maia e Lucas Lima; Vitor Bueno, Bruno Henrique (Thiago Ribeiro) e Ricardo Oliveira (Kayke). Técnico: Dorival Júnior

GOLS: SANTOS: Bruno Henrique, aos 26 do 1T; Bruno Henrique, aos 15 do 2T; Kayke, aos 33 do 2T; PAYSANDU: Diogo Oliveira, aos 4 do 2T;

ÁRBITRO: André Luiz de Freitas Castro (GO)

ASSISTENTES: Cristhian Passos Sorence (GO) e Leone Carvalho Rocha (GO)

CARTÃO AMARELO: Cleber Reis (Santos)

LOCAL: Estádio Olímpico Edgar Proença, o Mangueirão, em Belém

RENDA: R$ 251.370,00

LÍQUIDO: R$ 139.382,97

PAGANTES: 11.733 (Sócios bicolores: 4.267)

CREDENCIADOS: 1.815

TOTAL: 13.548

Futebol

Paysandu e Remo derrotam São Raimundo e Independente, respectivamente, e estão na final do Parazão 2017

Bergson marcou três gols e garantiu o Papão na final. Já o Leão passou sufoco, mas venceu o Galo Elétrico nos pênaltis

Por Fábio Relvas

O Paysandu foi o primeiro finalista do Parazão 2017 ao vencer o São Raimundo, por 3 a 1, na noite do sábado (22/04), no estádio Olímpico Edgar Proença, o Mangueirão, em Belém. O atacante Bergson foi o nome do jogo marcando os três gols do Papão, aos 13 minutos do 1º tempo e aos 21 e 27 minutos do 2º tempo, enquanto que o meia Alexandre marcou o gol do Pantera aos seis minutos do 2º tempo. O Paysandu chega a duas finais em menos de uma semana, sendo finalista da Copa Verde e do Campeonato Paraense.

A partida: Paysandu 3 x 1 São Raimundo

A chuva que caiu na capital Belém afastou o público do estádio Mangueirão, que foi abaixo do esperado. Como a partida de ida terminou empatada em 0 a 0, em Santarém, ninguém estava com a vantagem para o jogo da volta e um novo empate levaria a decisão da vaga para os pênaltis. Nem bem começou o jogo e quase o São Raimundo chegou ao gol, após cruzamento da esquerda, a zaga do Paysandu não conseguiu cortar e a bola sobrou para Alexandre que sozinho chutou e acertou a trave do goleiro Emerson. Isso aos 20 segundos de partida.

O Papão deu o troco quando Alfredo recebeu lançamento na direita e chutou cruzado, o atacante Bergson chegou atrasado e não conseguiu completar para o gol. Aos 11 minutos, o Pantera reclamou de pênalti, quando a bola foi cruzada rasteira na área do Paysandu, mais uma vez a zaga não cortou e Alexandre foi derrubado dentro da área por Rodrigo Andrade e nada foi marcado. O time bicolor foi para o contra-ataque e chegou ao gol. Após cruzamento de Hayner pela esquerda, a bola caiu nos pés do atacante Bergson, que dominou e fuzilou para o fundo da meta do goleiro Roger Kath, aos 13 minutos, 1 a 0 Paysandu. Foi o sexto gol de Bergson, artilheiro isolado do Parazão.

Um minuto depois, o São Raimundo teve tudo para empatar o jogo, depois de um lance de ataque, a bola sobrou para Tiago que chutou e o zagueiro Perema salvou em cima da linha. O jogo era eletrizante no Mangueirão. Em outro lance do Pantera Santareno, Chaveirinho chutou cruzado da esquerda e Emerson defendeu bem. O Papão respondeu com Ayrton que tentou marcar colocado, mas Roger Kath atento espalmou para escanteio. Em jogada rápida pela direita, Erick Foca recebeu e de frente para o gol bicolor, chutou fraquinho em cima de Emerson. E o movimentado 1º tempo terminou com o a vitória parcial do Papão.

No 2º tempo o São Raimundo não tinha outra alternativa a não ser buscar o ataque para chegar a igualdade no placar. Logo aos seis minutos, Alexandre recebeu lançamento pelo meio e ficou sozinho com o goleiro Emerson, o meia teve calma e mandou para o fundo do gol, tudo igual no Mangueirão: 1 a 1. Festa da pequena torcida mocoronga que foi ao estádio. No lance seguinte, Alexandre teve mais uma chance para virar o jogo em favor do Pantera, mas de frente mandou a bola pela linha de fundo.

O Paysandu tentava reagir, mas não levava tanto perigo à meta adversária. Até que Bergson dominou na área e foi derrubado pelo zagueiro Vanderlan, pênalti para o Papão. O próprio Bergson cobrou no canto de Roger Kath e correu para o abraço, marcando o seu sétimo gol no Campeonato Paraense, aos 21 minutos, 2 a 1. Agora a festa era da Fiel Bicolor. O São Raimundo sentiu o gol e o Paysandu se aproveitou. Em um contra-ataque rápido, o lateral esquerdo Hayner fez um carnaval, driblando dois adversários e sofrendo pênalti de Leandrinho. Mais uma vez Bergson cobrou, o goleiro Roger Kath fez a defesa e na sobra o mesmo Bergson, o homem do jogo, mandou para o fundo da meta santarena, oitavo gol do atacante bicolor no Parazão, aos 27 minutos, 3 a 1.

O São Raimundo tentava chegar em bolas paradas, mas sem sucesso. Em lançamento no ataque bicolor, o goleiro Roger Kath saiu mal do gol e a bola sobrou para Leandro Carvalho, que tentou por cobertura e mandou pertinho da trave, seria o quarto gol do Papão. O Paysandu só administrou a boa vantagem e esperou o apito final para comemorar a vitória e a vaga na final do Parazão 2017. “Vou levar a bola pra casa, foi uma noite mágica pra mim e pela primeira vez como profissional marquei três gols em um jogo”, comemorou o atacante Bergson do Paysandu, artilheiro isolado do Parazão com oito gols marcados.

“Fico feliz em mais uma vez está trabalhando por uma equipe do interior e chegar entre os quatro melhores. O time foi muito melhor que o Paysandu no 1º tempo. No 2º tempo o time chegou ao empate, mas o primeiro pênalti foi um lance normal e o árbitro marcou. Ao nosso favor ele não marcou no 1º tempo um pênalti claro. Como se diz: dois pesos e duas medidas, foi o critério utilizado pelo árbitro”, desabafou o técnico Lecheva do São Raimundo.

O outro duelo da semifinal do Parazão 2017 ocorreu no domingo (23/04), entre Remo x Independente, partida também realizada no estádio Olímpico Edgar Proença, o Mangueirão, em Belém. Um jogo cheio de polêmicas pelo lado azulino, devido a uma declaração de Eduardo Ramos, meio campo do Leão, onde afirmou que jogaria até com uma perna e que a comissão técnica foi que não quis escalá-lo. Eduardo não teve sua lesão 100% cicatrizada, que é de grau dois no músculo posterior da coxa direita e segundo a diretoria remista, foi o departamento médico do clube o responsável em vetar o jogador.

Com um público tímido, a desconfiança da torcida do Remo era visível nas arquibancadas do Mangueirão, devido ao placar favorável para o Independente, onde venceu a partida de ida em Tucuruí, por 2 a 0. Antes da bola rolar o Fenômeno Azul gritava :“Eu acredito”. E parecia que estavam pressentindo a classificação, que ficou longe após o gol de Magno Ribeiro, aos 13 minutos, que marcou 1 a 0 para o Independente. O Remo só reagiu aos dois minutos do 2º tempo com o gol do zagueiro Igor João e chegou a virada e a vitória com dois gols relâmpagos, Tsunami aos 40 e João Victor aos 42 minutos do 2º tempo. Na decisão por pênaltis, o Leão Azul venceu, por 10 a 9, com Val Barreto marcando o último pênalti e garantindo o Remo na final do Parazão.

O jogo: Remo 3 x 1 Independente – Nos pênaltis: 10 a 9 Leão Azul

O Remo começou o jogo sufocando o Independente nos primeiros minutos. O árbitro Dewson Fernando Freitas da Silva, mostrou três cartões amarelos em cinco minutos de partida para o time do Galo Elétrico. Mas foi o time de Tucuruí que quase abriu o placar com atacante Magno Ribeiro, quando recebeu na esquerda e chutou cruzado, a bola bateu na trave. Na segunda tentativa, Magno Ribeiro acertou um chutaço de fora da área, no canto do goleiro André Luis, aos 13 minutos de jogo: 1 a 0 Independente. Foi o sexto gol de Magno no Parazão para a festa da torcida do Galo Elétrico.

O gol atordoou o time do Remo dentro de campo. Wellington Cabeça cobrou falta venenosa para o Independente, o goleiro André Luis rebateu e na sobra Magno Ribeiro chutou para a defesa do goleiro remista, que salvou com o pé mandando para escanteio. O técnico Josué Teixeira realizou duas mudanças relâmpagos no Leão Azul, tirando os laterais Jackinha e Léo Rosa, colocando Lucas Vitor e João Victor, respectivamente.

A torcida começou a pegar no pé do time remista, que tentava chegar de qualquer maneira à meta adversária. Em uma das tentativas, a mais clara do Remo no jogo, Jayme cruzou da direita, a bola passou do goleiro Evandro Gigante, mas o atacante João Victor não alcançou na tentativa de marcar de cabeça. Na blitz total azulina no final do primeiro tempo, Tsunami encontrou Gabriel Lima, que na grande área chutou para a defesa de Evandro Gigante, na sobra Edgar mandou um chutaço para mais uma grande defesa do arqueiro do Galo Elétrico.  Na última chance do Remo, Lucas Vitor pegou uma sobra dentro da área e mandou para fora. A reação azulina deu esperança a torcida para o segundo tempo.

O segundo tempo começou igual ao primeiro, com o Remo tomando a iniciativa. No primeiro minuto, Marquinhos cobrou falta perigosa por cima da meta de Evandro Gigante. Logo aos dois minutos, a bola foi alçada na área do Independente, João Victor cabeceou para a pequena área e o zagueiro Igor João também de cabeça mandou para o fundo do gol, tudo igual no Mangueirão: 1 a 1. O Leão Azul seguiu em cima, depois que Igor João cruzou da direita para a cabeçada de João Victor, o goleiro Evandro defendeu.

O Independente respondeu com o sempre perigoso atacante Magno Ribeiro, que após uma boa jogada individual, mandou um balaço para a defesa de André Luis. O técnico Josué Teixeira foi para o tudo ou nada, tirando o meia Marquinhos e colocando o atacante Val Barreto. Com isso, o Remo estava com cinco atacantes em campo. A essa altura, a pressão era total do Leão Azul, que teve a chance da virada com Lucas Vitor, quando ficou de frente para a meta adversária, mas chutou em cima do goleiro.

Sem esquema tático e mais na vontade, o Remo não deixava o Independente passar do meio de campo. O atacante Jayme roubou uma bola na entrada da área, mas na hora de finalizar pegou mal e o goleiro Evandro defendeu com facilidade. O Leão Azul errava muitos passes, o que dificultava sua chegada à meta adversária. As bolas que chegavam na área do Galo Elétrico, não levavam tanto perigo. A não ser após um escanteio cobrado para a cabeçada de Gabriel Lima, o goleiro Evandro defendeu uma bola venenosa.

Mais uma vez Gabriel Lima tentou desempatar o jogo em um chutaço de fora da área, o goleiro Evandro Gigante, muito bem na partida, espalmou para escanteio. Depois do escanteio, Tsunami subiu mais alto e cabeceou firme para virar a partida, 2 a 1 Leão, aos 40 minutos. O Remo ampliou aos 42 minutos, com atacante João Victor, após cruzamento na área apareceu livre e de cabeça mandou para o fundo do gol, 3 a 1, com o Fenômeno Azul enlouquecendo no Mangueirão.

O Leão Azul quase conseguiu a classificação no balaço de Gabriel Lima, o goleiro Evandro fez um verdadeiro milagre espalmando para escanteio. Em outra tentativa dos azulinos, o zagueiro Igor João mandou um chutaço, Evandro defendeu. O árbitro encerrou a partida aos 49 minutos. Como o placar agregado foi de 3 a 3, a decisão da vaga foi para os pênaltis. A torcida do Remo vibrou muito já que confiava no goleiro André Luis, que até então na temporada, havia pegado três pênaltis, de cinco cobrados em cima dele.

O Independente começou cobrando com Anderson Preto, que cobrou bem e abriu o placar: 1 a 0; João Victor bateu para o Remo e telegrafou a cobrança, o goleiro Evandro defendeu; Dudu com muita tranquilidade converteu, 2 a 0 Galo Elétrico; Val Barreto cobrou forte e diminuiu para o Leão Azul, 2 a 1. Martony bateu firme no canto e ampliou, 3 a 1. Gabriel Lima cobrou no alto e marcou o segundo do Leão, 3 a 2; Wellington Cabeça cobrou bem e marcou 4 a 2 Independente; Tsunami mandou um chute forte e diminuiu para 4 a 3; Wesley Bigu teve tudo para classificar o Galo Elétrico, mas chutou por cima; Edgar estava com a esperança azulina e bateu com muita categoria deixando tudo igual, 4 a 4. As cobranças foram para a série alternada e Diego Lira marcou para o Independente, 5 a 4; Lucas Vitor cobrou bem para o Leão e deixou sua marca, 5 a 5; Mocajuba tirou do alcance do goleiro e fez, 6 a 5 Galo Elétrico; Elizeu cobrou para o Remo, o goleiro Evandro tocou na bola, mas ela entrou, 6 a 6; Ezequias cobrou e o goleiro André Luis defendeu para o Leão Azul; A sorte do Remo estava nos pés do zagueiro Henrique, que bateu mal e Evandro Gigante defendeu; Chicão com estilo marcou para o Galo Elétrico, 7 a 6; Jayme apesar do cansaço, mandou um balaço e empatou para o Remo, 7 a 7; Monga bateu e a bola passou embaixo do goleiro, 8 a 7; Igor João cobrou com muita categoria e empatou para os azulinos, 8 a 8; O goleiro Evandro Gigante cobrou para o Galo Elétrico e fez 9 a 8; André Luis também cobrou para o Remo e empatou novamente 9 a 9; Anderson Preto bateu forte e isolou mandando por cima da meta remista; Val Barreto estava com a responsabilidade de garantir a classificação e bateu com estilo, Remo 10 a 9.

Leão classificado para a final do Parazão. “Pra mim significa muito pela minha trajetória dentro do clube marcar o gol da classificação. Todo mundo batalhou e isso foi importante para o grupo e vamos com tudo para conseguir o nosso objetivo”, comemorou o atacante Val Barreto do Clube do Remo. “Nos gostaríamos muito de está na final, mas parabéns ao Clube do Remo que foi muito grande hoje, apesar de seus bastidores conturbados antes do jogo”, declarou Léo Goiano, técnico do Independente.

Remo e Paysandu vão decidir o título do Parazão em dois jogos marcados para o estádio Olímpico Edgar Proença, o Mangueirão, em Belém, nos dias 30 de abril e 7 de maio. Já São Raimundo e Independente estarão disputando o terceiro lugar do Campeonato Paraense em dois jogos, um em Santarém, e outro em Tucuruí. As datas serão nos dias 29 de abril e 6 de maio.

Esporte

Projeto social promove o desenvolvimento de adolescentes e jovens a partir do esporte

O bom desempenho em sala de aula é quesito obrigatório para que as crianças participem do projeto.

Fruto do trabalho voluntário de dois desportistas, Walace dos Santos Lima e Vanderson Maciel Borba, a Escolinha de Futebol Antônio Matos Filho, fundada há mais de um ano, atende dezenas de adolescentes e jovens de Parauapebas, que aprendem as técnicas do futebol de salão, ao mesmo tempo em que são estimulados a alcançar bom desempenho em sala de aula.

“Eu melhorei muito, tanto em casa quanto na escola. O Walace é como se fosse um pai pra gente. Minha mãe é muito feliz por eu participar desse projeto. No início eu não sabia nada de futebol de salão, hoje já até participo de campeonatos”, relatou o Tiago Monteiro, que tem 15 anos e faz o primeiro ano do ensino médio na escola Antônio Matos Filho, localizada na VS-10.

“A cada três meses fazemos reuniões com os pais e pedimos que tragam as notas dos filhos e que compartilhem o desenvolvimento escolar deles conosco. Aqueles que começam a desandar nas notas ficam suspensos por um período das nossas atividades esportivas”, informou o coordenador do projeto, Walace dos Santos.

Além de possibilitar aos participantes a oportunidade de praticar um esporte, o projeto também contribui no processo de integração entre os jovens da comunidade. “Este bairro é considerado muito perigoso, difícil de fazer amizades, mas aqui no projeto muita gente se tornou amigo” disse Bruno Reis de Oliveira, que estuda o 2º ano do ensino médio e está na escolinha de futebol há um ano.

Atualmente a Escolinha de Futebol Antônio Matos atende mais de 200 adolescentes e jovens, as atividades esportivas são praticadas na quadra da escola que tem o mesmo nome da escolinha. Os meninos que integram o projeto têm entre 7 e 17 anos, já as mulheres têm idades mais variadas, entre 16 e 30 anos. O grupo se reúne em subgrupos distribuídos nas terças, quintas e sábados para treinamento. Cada participante colabora com uma taxa mínima de R$ 10 por mês para as depesas da esolinha.

Como tudo começou

“Eu jogo em um time da segunda divisão do campeonato municipal aqui de Parauapebas e nossos treinos sempre foram aqui na quadra da escola. Eu e meu parceiro do projeto começamos a observar que muitos meninos vinham acompanhar os nosso treinos. Um deles, um dia, sugeriu que a gente abrisse uma escolinha e gostamos da ideia. Começamos com 12 meninos”, relatou Walace dos Santos.

Os coordenadores do projeto dizem que no início foi tudo muito difícil. Depois eles começaram a contar com mais apoio de pessoas, empresas e instituições,  e organizaram melhor seu planejamento e estão se estruturando. “Nosso objetivo é descobrir talentos e ajudar famílias carentes”, finalizou Walace.

Futebol

Paysandu vira para cima do Santos de Macapá no Mangueirão e está classificado para a final da Copa Verde

Papão chega à sua terceira final em quatro edições da Copa Verde. O adversário sai do confronto entre Luverdense-MT x Rondoniense-RO

Por Fábio Relvas

O primeiro finalista da Copa Verde 2017 saiu do confronto entre Paysandu e Santos-AP realizado nesta terça-feira (18/04), no estádio Olímpico Edgar Proença, o Mangueirão, em Belém. O Papão venceu, por 3 a 1, e avançou para a final da competição. O surpreendente Peixe da Amazônia saiu na frente com o gol de pênalti marcado pelo atacante Fabinho, aos 16 minutos do 1º tempo. Na etapa derradeira, o Papão mudou a postura e virou rapidamente o placar com gols de Hayner aos 6, Diogo Oliveira aos 13 e Alfredo aos 24 minutos do 2º tempo.

O jogo: Paysandu 3 x 1 Santos-AP de virada!

A partida começou com uma forte marcação das equipes, apesar de jogar pelo 0 a 0, o Paysandu tomou a iniciativa nos primeiros minutos, mas não achava espaço. Em um lance confuso da arbitragem, Antônio Neuriclaudio marcou pênalti em favor do Santos de Macapá, após a bola tocar no braço do zagueiro Gilvan dentro da área. O pênalti foi muito contestado pelos jogadores do Papão. O atacante Fabinho cobrou bem e abriu o placar logo aos 16 minutos do 1º tempo. O gol do Peixe da Amazônia calou a Fiel Bicolor no Mangueirão.

O Paysandu sentiu o gol do adversário e começou a errar passes, a torcida não perdoou e vaiou a equipe. Até que Bergson chutou e a bola desviou na zaga santista e foi para fora, os jogadores do Papão pediram pênalti pedindo toque de mão. Logo após, Alfredo mandou um balaço e parou na boa defesa do goleiro Axel. Os bicolores tiveram uma falta frontal, quase em cima da linha da grande área, mas Hayner pegou mal na bola e chutou por cima da meta.

As coisas não estavam dando certo para o time paraense, que visivelmente estava nervoso e sem personalidade em campo. As poucas chances que surgiam, eram mal aproveitadas pelos jogadores do Papão. Por sua vez, o Santos tocava a bola e em certo momento, envolveu os donos da casa. O atacante Fabinho, autor do gol, resolveu arriscar de longe, mas mandou para fora da meta defendida por Emerson.

O Paysandu tentou empatar ainda no primeiro tempo com Diogo Oliveira, que mandou um balaço de fora da área e na sobra do goleiro Axel, o atacante Bergson finalizou para fora. Na descida para os vestiários, os jogadores do Papão receberam as vaias da torcida, que pegou no pé do time inteiro e do técnico Marcelo Chamusca.

No 2º tempo, o Papão mudou até de uniforme para ver se dava sorte e não é que as coisas começaram a mudar. Logo aos seis minutos, o lateral-esquerdo Hayner invadiu a área e bateu rasteiro, o zagueiro Jeferson Jari ainda tentou cortar, mas a bola foi para o fundo da meta santista, gol do Papão, tudo igual: 1 a 1. O gol levantou a torcida nas arquibancadas que acreditava na virada bicolor. A Fiel Bicolor estava certa e a virada não demorou muito. Aos 13 minutos, Jhonnatan chutou cruzado para a área e Diogo Oliveira fuzilou para o fundo da meta do goleiro Axel, 2 a 1 Paysandu de virada. A avalanche bicolor explodiu de alegria no Mangueirão. A porteira definitivamente abriu. Diogo Oliveira cruzou na medida para a cabeçada certeira na pequena área do atacante Alfredo, 3 a 1, aos 24 minutos. No lance que originalizou o terceiro gol do Paysandu, o meio Campo Balão Marabá do Santos, recebeu o segundo cartão amarelo e depois o vermelho e foi expulso de campo.

Com um a menos em campo, o Peixe da Amazônia tentava chegar, mas sem força no ataque. A não ser quando o meia Rafinha do Santos ficou de cara e mandou um balaço, o goleiro Emerson do Papão fez um milagre colocando para escanteio. O Paysandu começou a administrar a partida e tocava a bola, deixando o adversário correr atrás. O Papão esperou o apito final e avançou para a decisão da Copa Verde. O adversário do Paysandu sai do confronto entre Luverdense-MT x Rondoniense-RO, que jogam nesta quinta-feira (20/04), às 20h30, no estádio Passo das Emas, em Mato Grosso.

Ficha Técnica

Paysandu: Emerson; Ayrton, Perema, Gilvan e Hayner (Willian Simões); Augusto Recife, Wesley, Jhonnatan (Rodrigo Andrade) e Diogo Oliveira; Bergson e Alfredo (Will). Técnico: Marcelo Chamusca

Santos-AP: Axel; Diego Carajás, Jefferson Jari, Dedé e Roberto Batata (Bruno Maranhão); Lessandro, Balão Marabá e Rafinha, Bruno Lopes (Talysson), Fabinho e Luciano (Jean Marabaixo). Técnico: Elcio do Rosário

Árbitro: Antônio Neuriclaudio (AC)

Assistentes: Rener Santos (AC) e Fábio Pereira (TO)

Cartões amarelos: Gilvan, Jhonnatan e Hayner (Paysandu); Balão Marabá e Rafinha (Santos- AP)

Cartão vermelho: Balão Marabá (Santos-AP)

Gols: Fabinho aos 16 minutos do 1º tempo para o Santos, Hayner aos 6, Diogo Oliveira aos 13 e Alfredo aos 24 minutos do 2º tempo para o Paysandu

Local: Estádio Olímpico Edgar Proença, o Mangueirão, em Belém

Renda: R$ 202.700.00

Pagantes: 9.534

Credenciados: 1.320

Total: 10.854