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Futebol

Águia de Marabá começa temporada atrasado e aposta na base para o Parazão

Com dificuldades financeiras, Azulão inicia preparação apenas 15 dias antes da estreia na competição.

Por Ulisses Pompeu – de Marabá

O Águia é o último entre os dez times do Campeonato Paraense a iniciar os treinamentos visando à estreia no Campeonato Paraense de 2017. A competição inicia no dia 28 deste mês e o Azulão marabaense só começou os preparativos nesta terça-feira, dia 10, portanto, 19 dias antes do primeiro jogo, contra o São Raimundo, no estádio Zinho Oliveira, em Marabá.

O time, mais uma vez comandado pelo “concursado” João Galvão, mescla jogadores experientes com as revelações da categoria de base. Os atletas foram apresentados à Imprensa e aos representantes de torcidas organizadas em uma cerimônia simples e rápida pouco antes do início dos treinos na sede do clube, no bairro Cidade Nova, em Marabá.

Ao todo, 18 jogadores já estão confirmados no elenco, alguns deles experientes, mas outros ainda sem nenhuma partida disputada em time profissional. É o caso do meia Felipinho, 20 anos, que foi destaque pelo Águia no Sub-20 e será aproveitado na equipe principal. Com ele, outros oito jogadores têm 20 anos ou menos. O caçula é Ricardo, 18 anos.

O presidente do Águia, Sebastião Ferreira Neto, o Ferreirinha, informou que o técnico João Galvão ainda vai avaliar outros jogadores da categoria de base para saber se algum deles tem condições de ser aproveitado no time principal.

Os 18 jogadores que já estão confirmados no elenco são:

  • goleiros Maieki Douglas, Marcelo e Derik;
  • lateral direito Carlos Eduardo;
  • zagueiros Roberto e Bernardo;
  • lateral esquerdo Edinaldo;
  • volantes Ramon, Wando, Robert e Caique;
  • meias Filipinho e Erick;
  • atacantes: Bruno, Vinícius, Cléo, Tiago Mandi e Dias.

Filipinho foi o único do Sub-20 que mereceu destaque de Galvão. Ele disse que observou bastante o atleta durante os jogos da base e ficou encantado com o que viu. Todavia, advertiu que não se pode colocar tanta responsabilidade sobre seus ombros e que o jogador precisa mostrar humildade e disciplina para atuar bem.

Filipinho disse que ficou bastante eufórico com o chamado para o time principal do Águia, mas que vai observar bastante os jogadores mais experientes e ouvir os conselhos do novo “professor” para poder evoluir. Bastante inseguro na entrevista, Filipinho confessou que a timidez é permanente, mas que em campo as pernas falam mais alto e o jogo flui com naturalidade.

Ferreirinha informou que a mini pré-temporada deverá terá como palco o campo da Estação Conhecimento, no núcleo São Félix. “Todos sabem que estamos passando por dificuldades financeiras, mas mesmo assim a equipe está sendo montada para disputar as duas competições que teremos neste primeiro semestre, com ajuda de alguns parceiros importantes”, disse Ferreirinha.

Um dos patrocinadores mais antigos da equipe, a Leolar, enfrenta dificuldades financeiras e por isso não estampa mais a marca na camiseta do Águia para esta temporada. A Prefeitura também é outra que está impossibilitada de injetar dinheiro na equipe. Por conta disso, a diretoria está focada no apoio de novos sócio-torcedores.

DIRETORIA AFINADA

Os discursos dos quatro membros da diretoria do Águia durante a apresentação dos jogadores foi marcado por uma palavra em comum: “união”. E motivos para a superação não faltam: a equipe é a última do Parazão a iniciar os preparativos e ainda uma das mais baratas, com vários jogadores sem experiência profissional.

O presidente Sebastião Ferreira Neto contou o bê-a-bá à equipe, repetindo a palavra “união” exatamente 13 vezes. Um a um ele apresentou os atletas, dizendo de onde vinham e a posição em que vão jogar.

Ferreirinha reconheceu o momento de fragilidade financeira, mas garantiu que a diretoria vai correr atrás para garantir o pagamento dos jogadores, como sempre fez. “Estamos iniciando atrasados por vários problemas”.

O presidente agradeceu a presença e apoio do vice-presidente do Águia, vereador Pedro Correa, do deputado estadual João Chamon, juiz federal Jonatas dos Santos Andrade, do treinador João Galvão, do gerente de futebol José Wilton, massagista Nivaldo, preparador de goleiros Wellington Ramos e do novo preparador físico do time, Alexandre Barreto. “As torcidas organizadas têm sido fundamentais para nossa equipe, inclusive neste momento de dificuldades”, reconheceu.

O vereador e presidente da Câmara Pedro Correa disse que, no passado, muito se criticou porque a dupla Galvão-Ferreirinha não dava espaço para a “prata da casa”, mas agora os jogadores jovens, de Marabá e região, estão tendo oportunidade de ouro para jogar na equipe principal. “Não se faz campeão com medalhões. Tenho certeza que a base vai mostrar seu valor neste campeonato. Temos muitos compromissos, mas tiramos um tempo em nossa agenda apertada para trabalhar para o Águia, e esperamos que vocês valorizem isso”, disse Pedrinho.

O juiz Jonatas Andrade lembrou que, no passado, Marabá era conhecida pela violência, mas a trajetória do Águia, levando o nome da cidade, ajudou a amenizar essa imagem. “A sociedade está empenhada em se livrar do estigma de violenta. E o Águia é quem melhor transmite essa mensagem. A intenção é superar o momento ruim e crescer, como fizeram a Chapecoense e o Ituano”, comparou o magistrado, que também é membro da diretoria.

Esporte

Parauapebas Futebol Clube tem novo presidente

"Uai" assumiu após a renúncia de Robervaldo Freitas

Apesar de o ato não ter tido a divulgação necessária, Robervaldo Vieira de Freitas renunciou ao cargo de presidente do Parauapebas Futebol Clube -PFC – no dia 28 de novembro passado alegando que o fez por falta de apoio para tocar o clube da forma como deve. Em seu lugar assumiu o vice-presidente, João Luiz Ribeiro, popularmente conhecido como “Uai”. “O Parauapebas é uma paixão que tenho, e para o qual sonho dias melhores”, disse Uai, afirmando que assumiu a presidência do clube pelo simples motivo da renúncia de Robervaldo, mas admitindo que sempre aguardou a oportunidade para assumir a agremiação esportiva.

Ainda de acordo com “Uai”, uma das principais motivações para a renúncia de Robervaldo foi a política.

Se depender de estrutura, agora o clube chegará no topo, pois “Uai” vem preparando nos últimos anos um excelente Centro de Treinamento onde o time poderá treinar e se preparar para os torneio. O local fica na margem esquerda da PA-275, sentido Curionópolis, próximo a Parauapebas. “Já estou arregaçando as mangas e buscando recursos para alavancar o clube, que deve pelo menos R$ 1 milhão entre direitos trabalhistas e dívidas no comércio como, por exemplo, restaurante e lojas de artigos esportivos.

Quanto a patrimônio do clube, “Uai” afirma não ter “recebido seque uma bola, camisa ou chuteira, quanto mais uma time”. Além disso, o clube está com as contas bancárias bloqueadas pela justiça. “Em resumo, do PFC só existe a diretoria da qual agora presido”.

Sobre o time, “Uai”informou que nos últimos anos o time é sempre montado de última na hora, às vésperas dos campeonatos, situação que em sua gestão será diferente. “Pretendo fazer uma “peneira” ainda nesse início de ano para encontrar talentos na região e assim formar a base do time. À essa base serão contratados apenas alguns jogadores mais experientes para completar o grupo.

A estrutura de treinamento do clube e ainda a assessoria de comunicação são indispensáveis, afirmou “Uai. “As pessoas só ficavam sabendo dos assuntos relativos ao clube se fossem ao estádio. Agora isso deve mudar, pois teremos uma assessoria de comunicação para levar as notícias do time”.

Os recursos para manutenção do clube e toda sua estrutura o presidente diz que buscará principalmente no poder público e nos empresários que devem anunciar no uniforme do time.

Quanto a dívida trabalhista (R$ 600 mil), “Uai” diz que pretende reduzí-la e saná-la pela força de negociação. Para o presidente, o regate da credibilidade e da identidade do clube é o ponto principal a ser trabalhado para que o torcedor volte ao estádio para prestigiar o clube.

UAI tem garantido apenas o restante do mandato deixado por Robervaldo, mas este se encerra em julho deste ano, período em que diz pretender trabalhar para sua reeleição e concluir seus projetos para o clube. “Conto com a ajuda do torcedor, dos empresários, da imprensa e do governo municipal – parceiros indispensáveis para o bom andamento de nossos projetos -, e com eles estou confiante que clube Parauapebas Futebol Clube voltará com tudo a divulgar de forma benéfica o nome do município.

O PFC deverá disputar a 2ª Divisão do Campeonato Paraense de Futebol, programada para novembro. Todavia, o presidente quer que o clube participe dos campeonatos sub-17 e sub-20 para criar uma base forte visando a competição de novembro.

Nos bastidores da Federação Paraense de Futebol há rumores de que pretende-se antecipar a 2ª Divisão para maio. Para tanto a FPF espera apoio do governo do Estado. Conversas nesse sentido já foram iniciadas.

Com informações de Francesco Costa.

Colunas

Rapidinhas

As últimas do cotidiano da região

Serra Pelada

O início da fase de operação do projeto da “montoeira”, que visa a exploração do rejeito do garimpo produzido em Serra Pelada, em Curionópolis, deve acontecer em março do ano que vem. A afirmação foi feita por representantes da Sona Mineração, empresa que está à frente dos trabalhos, durante a Assembleia Geral Extraordinária realizada no dia 4 deste mês com a Cooperativa de Mineração dos Garimpeiros de Serra Pelada (Coomigasp).

Vereadores

A sessão da Câmara Municipal de Parauapebas desta terça-feira será agitada. Além da entrega de títulos de Cidadã (o) Honorária (o), os vereadores discutirão o Projeto de Lei nº 41/2016, de autoria do Poder Executivo, que estima a receita e fixa a despesa do município de Parauapebas para o exercício de 2017.

Nomes fortes

Em conversas ao pé do ouvido com alguns articuladores da campanha vitoriosa do prefeito eleito Darci Lermen em Parauapebas cheguei à conclusão que ele (Darci) vai manter o povo que o apoiou incondicionalmente. Dito isso, aconselho ao Edson Luiz Bonetti, Kenniston Braga, Dr. Francisco II, João Correa e Pastor Jorge Guerreiro a providenciarem o terno da posse. Eles deverão ocupar, respectivamente, a chefia de gabinete, Fazenda, Semsa, e Assistência Social, a partir do dia 1º de janeiro.

Nomes fortes II

Claro que a informação acima é extra-oficial, já que o futuro alcaide já disse mais de uma vez que os nomes dos secretários só serão divulgados no dia 28 de dezembro.

Águia de Marabá

Ferreirinha, sempre ele, foi eleito ontem por aclamação presidente do Águia de Marabá par ao biênio 2017/2018. Com as finanças em baixa, ninguém apareceu para carregar a cruz.

Precatórios 

O Governo Federal deverá repassar nos próximos dias um valor milionário ao município de Parauapebas em decorrência da condenação da União ao pagamento das diferenças devidas a título de complementação do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério – Fundef -, o qual foi substituído pelo Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação – Fundeb. Estima-se que Parauapebas receberá algo em torno de R$61 milhões oriundos desse precatório, que está na justiça há mais de 10 anos.

Precatórios II

A direção do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Pará – Subsede de Parauapebas – fez circular nas redes sociais, no último fim de semana, um manifesto assinado por Raimundo Moura, Coordenador Geral em Parauapebas, conclamando os professores para uma manifestação em frente ao prédio da prefeitura de Parauapebas no sentido de pressionar o executivo para “repartir” tais recursos. Segundo o manifesto de Moura, cada professor teria direito a cota equivalente a R$50 mil de bônus, pagos pela prefeitura.

Precatórios III

A manifestação aconteceu e Moura pôs na mesa, creio, seu verdadeiro objetivo: pagamento dos honorários advocatícios aos corpo jurídico do Sindicato. Ora, a ação foi proposta em 20/04/2006 pelo então prefeito Darci Lermen, que contratou a empresa Morais e Fontelles Advogados Associados para tal. Em decisão do juiz Marcelo Honorato, da 1ª Vara Federal, em Marabá, fica explicito a quem deverão ser pagos os honorários R$12.355.588,10 ( doze milhões, trezentos e cinquenta e cinco mil, quinhentos e oitenta e oito reais e dez centavos) pela propositura da ação à referida empresa. O juiz determinou, também, o valor a ser repassado ao município de Parauapebas: R$61.778.440,51 ( sessenta e um milhões, setecentos e setenta e oito mil, quatrocentos e quarenta reais e cinquenta e um centavos)

Precatórios IV

Desde que o mundo é mundo o dinheiro sempre conduziu o homem para o bem ou para o mal. E em Parauapebas, claro, isso não seria diferente. Causou estranheza (para não dizer coisa pior) em muitos, o fato da vereadora Eliene Soares (PMDB) ter apresentado somente ontem (12) – depois de ter passado quatro anos sem o benefício – um requerimento encaminhado ao secretário de Educação de Parauapebas para que sua licença como professora efetiva do município fosse cancelada, acumulando assim ao cargo de vereadora. Mas claro, isso não passa de uma grande coincidência. A vereadora não estaria de olho nos R$50 mil citados pelo coordenador Moura em seu manifesto.

Futebol

Sem chapa inscrita e em crise, Águia de Marabá terá eleição neste sábado

O atual presidente, Ferreirinha, ainda não sabe se será candidato à reeleição

Ulisses Pompeu – de Marabá

Na manhã deste sábado, dia 10, a partir de 9 horas, cerca de 100 sócios do Águia de Marabá Futebol Clube vão se reunir para escolher a nova diretoria do clube para o biênio 2016/2017. Nenhum grupo formalizou chapa e a eleição será praticamente em clima informal.

Sebastião Ferreira Neto, o Ferreirinha, disse nesta sexta-feira para a reportagem que nem ele sabe se será candidato e que deixará essa decisão para o momento da assembleia, depois que prestar contas aos sócios e apresentar o cenário financeiro do clube.

Ferreirinha conta que nos últimos dias peregrinou em escritórios de vários empresários para tentar encontrar um candidato em potencial para assumir a diretoria do clube, mas lamentavelmente não encontrou.

A eleição vai acontecer no auditório da Tratorpeças, em frente ao Shopping Pátio Marabá, com a participação de sócios fundadores, sócios contribuintes e ainda os sócios benfeitores, aqueles que desempenharam alguma ação em favor do clube. “Se em cima da hora aparecer um candidato, vou sugerir à Assembleia Geral do clube para que o aceitem”, disse Ferreira.

Ele explicou ainda que os sócios vão eleger, também, os três membros titulares do Conselho Fiscal e três suplentes. Já secretários, tesoureiro e outros cargos serão escolhidos pelo presidente eleito, através de nomeação.

O vice-presidente do Águia, Miguel Gomes Filho, o Miguelito, pode não colocar seu nome para disputar um cargo no clube, uma vez que se recupera de uma cirurgia delicada.

Na última semana, Ferreirinha disse à Reportagem que uma dívida de cerca de R$ 500 mil do Águia para com jogadores e fornecedores é o grande vilão neste final de ano, faltando pouco mais de um mês para as disputas do Campeonato Paraense 2017 e, posteriormente, a Copa Verde.

Ele disse que além de procurar empresários, políticos e outras pessoas de influência na cidade, a diretoria do Águia está deslanchando uma campanha para conseguir 100 pessoas que possam doar R$ 500,00 por mês durante dez meses, o que arrecadaria R$ 50 mil a cada 30 dias. “Não é o suficiente, mas ajudaria muito”, avalia o presidente.

O presidente garante que as pessoas que aderirem a essa campanha terão título de sócio torcedor vitalício do Águia, além de outros benefícios relacionados ao clube. Por enquanto, revela, 20 pessoas já toparam a empreitada e começaram a contribuir. As despesas mensais do Águia em 2016, quando o time disputava a Série C, giravam em torno de R$ 300 mil, de acordo com Ferreirinha. Aí estão incluídos gastos com escolinha, aluguel de casas, veículos, entre outros.

Ferreirinha avisa que o time que o Águia vai montar para disputar o Parazão 2017, que começa no final de janeiro, terá um custo em torno de R$ 150 mil por mês, cerca da metade deste ano. Todavia, boa parte do elenco será de jogadores locais, alguns deles oriundos do sub-20 do Águia, que disputaram o estadual da categoria recentemente. “Vamos tentar aproveitar bastante a prata da casa para não gastar muito. Então, teremos um time bastante caseiro, até mesmo para a Copa Verde, que começa em março”.

Futebol

Águia de Marabá lança campanha para pagar dívida de R$ 500 mil

Crise financeira leva presidente Ferreirinha a prever equipe “caseira” para disputar Parazão 2017

Por Ulisses Pompeu – de Marabá

 

Embora esteja há 16 anos à frente do Águia de Marabá Futebol Clube como presidente, Sebastião Ferreira Neto, o Ferreirinha, está disposto a abrir mão de lançar chapa em prol de alguém que tenha interesse em comandar o clube que representa Marabá no futebol profissional.

Em entrevista, Ferreirinha revelou que o foco neste momento está sendo correr atrás de apoiadores para pagar a dívida do clube, que atualmente gira em torno de R$ 500 mil, entre jogadores e fornecedores.

Ele disse que além de procurar empresários, políticos e outras pessoas de influência na cidade, a diretoria do Águia está deslanchando uma campanha para conseguir 100 pessoas que possam doar R$ 500,00 por mês durante dez meses, o que arrecadaria R$ 50 mil a cada 30 dias. “Não é o suficiente, mas ajudaria muito”, avalia o presidente.

Ferreira diz que as pessoas que aderirem a essa campanha terão título de sócio torcedor vitalício do Águia, além de outros benefícios relacionados ao clube. Por enquanto, revela, 20 pessoas já toparam a empreitada e começaram a contribuir. As despesas mensais do Águia em 2016, quando o time disputava a Série C, giravam em torno de R$ 300 mil, de acordo com Ferreirinha. Aí estão incluídos gastos com escolinha, aluguel de casas, veículos, entre outros.

Prata da casa em alta

Ferreirinha avisou que o time que o Águia vai montar para disputar o Parazão 2017, que começa no final de janeiro, terá um custo em torno de R$ 150 mil por mês, cerca da metade deste ano. Todavia, boa parte do elenco será de jogadores locais, alguns deles oriundos do sub-20 do Águia, que disputaram o estadual da categoria recentemente. “Vamos tentar aproveitar bastante a prata da casa para não gastar muito. Então, teremos um time bastante caseiro, até mesmo para a Copa Verde, que começa em março”.

Eleição

Ainda sobre a eleição para a diretoria, Ferreirinha reconhece que o Estatuto do clube diz que o candidato precisa ser sócio do clube, mas ressalta que a assembleia geral é soberana e pode aceitar que um candidato que apareça daqui para frente possa se candidatar. “Se alguém quiser ser presidente, eu oriento para que Assembleia Geral possa fazer concessão”.

O atual presidente faz uma reflexão e avalia que o poder sempre causa desgastes e talvez esteja na hora de ele deixar a presidência do clube. “Sou Águia acima de tudo. No momento de dificuldade, é hora de todos se unirem para fortalecer a equipe. Já procurei várias pessoas com idoneidade para tentar encontrar alguém com perfil de dirigir a equipe, mas não querem. Se não aparecer ninguém, será o jeito eu ir de novo, e gostaria de contar com o apoio da sociedade e conclamar todos para se unirem. Não podemos deixar o time que leva o nome da nossa cidade acabar”, diz Ferreirinha.

Todos os 71 mortos na queda do avião da Chapecoense são identificados

Todos os 71 mortos na queda do avião da Chapecoense foram identificados no Instituto Médico Legal de Medellín, segundo informou o Bom Dia Brasil. O avião caiu perto da cidade colombiana de Medellín na madrugada de terça-feira, deixando, além de 71 mortos, seis feridos.

A informação foi passada por um médico legista ao jornalista da TV Globo Ari Peixoto, mas o Instituto Médico Legal de Medellín ainda não divulgou um comunicado oficialmente.

Com a identificação, os corpos das vítimas brasileiras passarão agora por tratamento para o transporte até o Brasil. Uma força-tarefa com funcionários da Embaixada brasileira em Bogotá e do Itamaraty está na Colômbia para ajudar as famílias nos trâmites burocráticos.

Os corpos dos brasileiros devem chegar entre sexta-feira (2) e sábado (3), segundo o Bom Dia Brasil. Além de brasileiros, há entre os mortos cinco bolivianos, um paraguaio e um venezuelano.

Técnicos da Polícia Federal brasileira levaram a Medellín os dados biométricos das vítimas. O prefeito de Chapecó, Luciano Buligon, também está na cidade para participar da liberação dos corpos das vítimas da tragédia. Ele é uma das quatro pessoas que estava na lista do voo, mas que não embarcaram.

Vítimas
Entre as vítimas do acidente estão jogadores do time catarinense, comissão técnica, dirigentes, jornalistas e a tripulação do avião, que pertencia à empresa boliviana LaMia e havia sido fretado para transportar o time, que iria disputar a primeira partida da final da Copa Sul-Americana contra o Atlético Nacional.

Follmann teve a perna direita amputada na terça-feira devido à gravidade das lesões (Foto: Andre Penner/AP)Follmann teve a perna direita amputada na terça-feira devido à gravidade das lesões (Foto: Andre Penner/AP)

Follmann teve a perna direita amputada na terça-feira devido à gravidade das lesões (Foto: Andre Penner/AP)

Sobreviveram à queda seis pessoas. Entre eles, estão os jogadores Alan Ruschel, Follmann, que teve uma perna amputada, e Neto, que está em estado crítico. Também foram resgatados com vida o jornalista Rafael Henzel, o técnico da aeronave Erwin Tumiri e a comissária de bordo Ximena Suarez.

Falta de combustível
A aeronave com a delegação da Chapecoense estava sem nenhum combustível ao cair, apontam os resultados preliminares da investigação do acidente, divulgados na noite desta quarta-feira (30). A aeronave, que havia saído de Santa Cruz de la Sierra (Bolívia) rumo a Medellín, bateu contra uma montanha na cidade de La Unión.

“Podemos afirmar claramente que a aeronave não tinha combustível no momento do impacto”, disse Freddy Bonilla, secretário de Segurança Aérea da Colômbia.

A constatação da ausência de combustível se deu nas primeiras inspeções dos destroços do avião, afirmou Bonilla. Diante das evidências, segundo ele, os investigadores trabalham com a hipótese de “pane seca”, quando a falta de combustível faz parar os sistemas elétricos da aeronave. “Iniciamos uma apuração para esclarecer o motivo pelo qual essa aeronave estava sem combustível no momento do impacto”, disse o secretário.

A tripulação do Avro RJ-85 da companhia aérea boliviana LaMia pediu prioridade para pousar em razão da falta de combustível à 0h48 (horário de Brasília). Quatro minutos depois, à 0h52, declarou emergência. Os destroços foram encontrados a 17 km do aeroporto José María Córdova.

O avião da LaMia prefixo CP-2933 que caiu com a delegação da Chapecoense, modelo Avro RJ85, é visto em foto de arquivo de setembro de 2015 em Norwich, na Inglaterra (Foto: Matt Varley/Reuters)O avião da LaMia prefixo CP-2933 que caiu com a delegação da Chapecoense, modelo Avro RJ85, é visto em foto de arquivo de setembro de 2015 em Norwich, na Inglaterra (Foto: Matt Varley/Reuters)

O avião da LaMia prefixo CP-2933 que caiu com a delegação da Chapecoense, modelo Avro RJ85, é visto em foto de arquivo de setembro de 2015 em Norwich, na Inglaterra (Foto: Matt Varley/Reuters)

Uma gravação divulgada pela imprensa colombiana nesta quarta mostra conversa entre um dos pilotos do voo em que ele pede prioridade à controladora de tráfego aéreo justamente em razão da falta de combustível e de pane elétrica. Bonilla afirmou que a equipe de investigação já tem todas as transcrições das conversas entre o voo da LaMia e o controle de tráfego aéreo.

Na última posição em que foi identificado pelos radares colombianos, ainda de acordo com Bonilla, o avião estava mais baixo do que deveria estar: 2.743 metros (9.000 pés), quando a altitude mínima a ser mantida na região era de 3.048 metros (10 mil pés). A necessidade de se manter a determinada altitude acontece em consequência das montanhas no entorno de Medellín.

A análise dos dados das caixas-pretas, já recuperadas, permitirá saber a razão pela qual o piloto estava fora da altitude correta. O equipamento registra as conversas a bordo da cabine de comando e também o o comportamento dos instrumentos e motores da aeronave nos momentos anteriores à queda. O trabalho, no entanto, pode levar meses.

Chapecoense

Mecenas: Bruno Rangel, da Chapecoense, mandava chuteiras e dinheiro para jogadores do Águia de Marabá

Presidente Sebastião Ferreira revela que após sucesso na Chape, ex-atacante continuava se comunicando com atletas do Azulão

Por Ulisses Pompeu – de Marabá  

A morte de quase todo o elenco da Chapecoense abalou o mundo. Entre eles estava o maior goleador de todos os tempos da equipe de Santa Catarina: Bruno Rangel, que em 2009 atuou pelo Águia de Marabá na Série C do Campeonato Brasileiro, deixando uma marca de seis gols em sete jogos. E a torcida local soube valorizar o faro de gol do atacante.

Mesmo tendo passado menos de um ano no Águia, Bruno Rangel criou laços que carregaria até o fim da vida. Nesta quarta-feira, em entrevista para o blog, o presidente do Águia, Sebastião Ferreira Neto, o Ferreirinha, revelou que em 2009, quando deixou Marabá, após a disputa da Série C, Bruno Rangel estava “em condição financeira difícil”. Porém, três anos depois, estava bem financeiramente.

“Ele era um cara humilde, de verdade. Após o sucesso na Chapecoense, continuava se comunicando com jogadores nossos, alguns receberam ajuda financeira dele. Em outras ocasiões ele mandava chuteiras para nossos atletas”, revela Ferreirinha.

O presidente do Azulão conta ainda que, por várias vezes a delegação do Águia ficava na mesma cidade em que estava o time da Chapecoense, embora disputassem competições diferentes. “Humildemente, ele saiu do hotel em que estava e ao local em que estava nossa delegação para conversar conosco. O sucesso não subiu à cabeça dele…continuou a mesma pessoa simples e humilde”, destaca Ferreirinha.

Outro que recorda a boa passagem de Bruno Rangel pelo Águia de Marabá é o técnico João Galvão. Segundo ele, o atleta era um exemplo de humildade e sua morte deixa todas as pessoas que o conheceram chocados.

Galvão diz também que seu filho, Danilo, está muito abalado com a morte de Artur Maia, também da Chapecoense. Os dois jogaram durante nove anos no Vitória, da Bahia. “Todos estamos sentidos com esse acidente trágico”, diz Galvão.

O meia Flamel, que jogou ao lado de Bruno Rangel quando passou pelo azulão marabaense, revelou que não consegue acreditar no acontecimento.

“O Bruno era um cara muito amigo, parceiro, muito humilde, quieto e muito dedicado. Ele sempre foi muito concentrado no que queria. Sempre buscou o melhor para ele e sua família. Era um cara de grupo e de muita personalidade. Estou sem acreditar no acontecimento. Estamos todos de luto. Que seus familiares e amigos tenham força em Cristo Jesus. Ele vai estar sempre em nossos corações e em nossa memória. Ele se foi vivendo um sonho”, disse Flamel.

Bruno Rangel Domingues, de 34 anos, era natural de Campos dos Goytacazes, no Rio de Janeiro. Em 2007 teve sua primeira experiência no futebol paraense ao defender o Ananindeua. Dois anos mais tarde defendeu o Águia, de Marabá, em sete jogos e marcou seis gols. Logo chamou a atenção do Paysandu, onde vestiu a camisa em 2010. Atuou em 12 partidas e marcou nove gols, onde foi o artilheiro da Série C do Campeonato Brasileiro. Ainda foi campeão do Campeonato Paraense naquele ano.

O atacante era o mais novo de 11 irmãos e começou a carreira esportiva no Ananindeua e passou por equipes pequenas como Baraúnas, Águia de Marabá e times como Paysandu, Guarani, Joinville e Metropolitano, mas foi na Chapecoense que fez sua história. No dia 9 de setembro, 23ª rodada do Campeonato Brasileiro, marcou, de pênalti, seu 80º e último gol com a camisa alviverde.

O atacante deixa, além da esposa Girlene, um casal de filhos. A mais velha, Bárbara, de 6 anos, e o mais novo, Daniel, que ainda não completou 2.

Futebol

FPF divulga tabela do Parazão 2017

As finais do Parazão serão realizadas nos dias 30 de abril e 7 de maio.

A Federação Paraense de Futebol (FPF) divulgou a tabela inaugural da edição 2017 do Parazão. Em novo formato, a principal competição do Estado está prevista para começar no dia 28 de janeiro e colocará em campo dez clubes.

O atual campeão, Paysandu, faz sua estreia no Estádio da Curuzu, em Belém, no sábado (28), a partir de 16h, contra o Castanhal. Já o Clube do Remo entra em campo no dia seguinte, também em Belém, contra o Cametá no Mangueirão. Paragominas x Independente, na Arena Verde, e Águia x São Raimundo, em Marabá, completam os jogos do sábado. A rodada será completada no domingo com a partida entre São Francisco x Pinheirense, em Santarém.

Um dos jogos mais esperados do campeonato, o primeiro clássico Re-Pa está agendado para o dia 12 de fevereiro, no Mangueirão, com mando de campo do Clube do Remo. Já as finais do Parazão serão realizadas nos dias 30 de abril e 7 de maio.

Veja os grupos do Parazão 2017

Grupo A
Paysandu
São Raimundo
Cametá
Paragominas
Pinheirense

Grupo B
Remo
São Francisco
Águia de Marabá
Independente Tucuruí
Castanhal

Confira a tabela completa do Parazão 2017.