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Política

Deputado federal Beto Salame e Gol se reúnem em nova tentativa de manter voos da empresa em Marabá

Solução passa pela boa vontade do Governo no Estado na cobrança do ICMS

O deputado federal Beto Salame (PP/PA) e executivos da Gol Linhas Aéreas Inteligentes debateram na manhã desta quinta-feira (18) uma solução para evitar a suspensão de voos não só em Marabá mas em todo o Estado do Pará, que está com quase 200 decolagens a menos.

De acordo com a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), em levantamento recente, o impacto da crise é maior nos aeroportos do interior do Estado. Em Marabá, os voos programados tiveram redução de 38,7% (caindo de 89 para 49).

Segundo Alberto Fujerman, diretor executivo de Relações Institucionais da Gol, a empresa hoje tenta equacionar prejuízos gerados pela crise econômica reduzindo rotas. Ele admitiu, porém, que da forma como está ninguém ganha. “Nem nós ganhamos nem o Estado. E a população fica desassistida”.

A proposta inicial de Fajerman condicionava a suspensão do voo Belém–Suriname para voltar a atender Marabá três vezes por semana, mas isso poderia implicar na perda de incentivos como o ICMS cobrado pelo Estado, que hoje é de apenas 9% para a empresa. Beto Salame não considera, porém, que a extinção da rota represente uma solução para a suspensão de voos regionais.

Ao final da reunião, Salame, o prefeito de Santarém, Nélio Aguiar, o ex-prefeito de Marabá João Salame e os executivos da Gol, ficaram de apresentar uma proposta que não só mantenha quatro voos na rota Marabá–Belém, mas que também atenda cidades onde os aeroportos não podem operar Boeings, como Itaituba , Santarém e Redenção, no sul do Pará, que poderão receber aviões menores, como o modelo Caravan.

Na próxima semana os executivos da Gol irão participar de reunião em Belém com secretários do governo estadual. Como o realinhamento das rotas envolve a cobrança de ICMS, o tema envolverá no debate o Governo do Estado. (Assessoria Parlamentar)

Aviação

Deputado Beto Salame intervém e Gol pode recuar da decisão de retirar voos de Marabá

Empresa pediu prazo de 15 dias para reavaliar a situação e encontrar saída para a situação

Na manhã desta quarta-feira (4), o deputado federal Beto Salame (PP/PA), que representa os interesses do sul e sudeste do Pará na Câmara Federal, esteve reunido com diretores da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) e representantes das empresas aéreas Gol e Azul, em Brasília (DF), a fim de falar sobre o atendimento aos usuários de Marabá e região.

A reunião se deu mais especificamente para tratar da decisão da Gol Linhas Aéreas, que anunciou para julho próximo fim dos voos no percurso Marabá-Belém-Marabá, deixando desassistidos os marabaenses assim como usuários de mais de uma dezena de municípios vizinhos.

Na ocasião, a Gol, por seus representantes, estipulou o prazo de 15 dias para dar uma resposta baseada numa avaliação técnica, a fim de encontrar maneira de reverter a situação, evitando que os usuários fiquem desassistidos. “Estamos atentos e essa questão e esperamos boas notícias, para que possamos continuar com a operação da Gol em Marabá”, disse Beto Salame pelas redes sociais.

Marabá

Dirigentes empresariais repudiam fim dos voos da Gol em Marabá

Acim suspeita de cartelização e Sindicom diz que é um retrocesso para a região.

Por Eleutério Gomes – de Marabá

Para o presidente da Associação Comercial e Industrial de Marabá (Acim), Ítalo Ipojucan Costa, é um absurdo que Marabá fique “refém de políticas combinadas das poucas companhias nacionais”. Ele suspeita, inclusive, que esteja havendo uma cartelização do setor, “prejudicando sobremaneira toda a população da região”.

Ítalo afirma que o número de embarques e desembarques em Marabá se mantém estável e isso define a cidade como o principal destino da região. “A Latam saiu da rota Marabá-Belém-Marabá. Agora somos surpreendidos com a Gol indisponibilizando mesmo trecho no seu site a partir de julho”, lamenta o presidente da Acim, acrescentando que as alternativas para Brasília também ficaram reduzidas.

“De imediato vamos voltar a ter os preços mais caros do país”, prevê Ítalo Ipojucan, conclamando os dirigentes de outras categorias a encontrar uma saída: “Temos de encontrar aliados para esse enfrentamento”.

Para o diretor-técnico do Sindicato do Comércio de Marabá (Sindicom), Raimundo Gomes Neto, o encerramento das atividades da Gol em Marabá não passa de um retrocesso, na medida em que a cidade é um polo regional servido pelos modais rodoviário, ferroviário e, em breve, hidroviário e que oferece um aeroporto de muito boa qualidade.

“Perder o voo entre Marabá e Belém é andar para trás. Já vínhamos sentindo isso com a suspensão dos voos de quarta-feira e sábado”, salienta Neto, prevendo que “daqui a pouco a Latam também retira o único voo que mantém em Marabá”, ficando só a Azul cujos aviões são de pequeno porte, obrigando as pessoas a viajarem de ônibus para a capital. “Isso significa maior tempo nas viagens. E tempo, como se sabe, é dinheiro”, adverte o diretor do Sindicom.

Segundo a agente de viagens e turismo, Nilva Resplandes, proprietária de uma das maiores empresas do setor em Marabá, a saída da Gol representa uma perda muito grande e “já começou a gerar muita reclamação de clientes”. “Isso vai dificultar os negócios. Espero que a Acim possa encabeçar uma ação e reverta esse quadro”, declarou ela.

Em nota sucinta enviada ao blog, a empresa diz que “a malha da Gol é dinâmica e constantemente revisada para melhor atender à demanda de seus clientes e movimentos do mercado. A partir de julho de 2017, a rota Marabá-Belém, será descontinuada”.

E finaliza dizendo que a “companhia reforça que os clientes poderão fazer este trecho, a partir de julho, com escala no aeroporto de Brasília”.

Ou seja, nada explica nem mostra números que possam fundamentar a decisão que vai prejudicar não só os usuários de Marabá, mas os de outras cidades no entorno do município.

Carajás

Mais de 150 mil passageiros passaram pelo aeroporto de Parauapebas, em Carajás, em 2014

O Aeroporto de Parauapebas, em Carajás, foi construído pela então Companhia Vale do Rio Doce – CVRD em 1981, homologado pela Portaria nº. 164/SOP, de 23 de setembro de 1982, transferido para o Ministério da Aeronáutica (Comando da Aeronáutica), conforme processo do MAer 25.01/R – 036/84, de 12 de março de 1985, e absorvido pela Infraero, conforme Portaria nº. 191/GM5, 05 de março de 1985, que assumiu a jurisdição técnica, administrativa, comercial, operacional e navegação aérea.

Carajas

Opera voos domésticos diariamente das 07h15 às 18h30 local, com uma concentração de atividades entre 11h às 15h horas e 16h às 18h. Na atividade da Aviação Civil, o aeroporto é um elo entre as cidades regionais e capitais do País, contribuindo para alavancar a economia do Estado do Pará. Caracteriza-se pela predominância das operações da aviação comercial regional e geral, onde as atividades da Aviação Militar são efetuadas em menor escala.

Com um pátio de aeronaves de 16.900 m², um terminal de passageiros de 833,45 m², e uma pista de 2.000 metros x 45 metros, nos últimos seis anos o aeroporto tem recebido um aumento significativo no número de pousos e decolagens (4.035 em 2009; 5370 em 2010; 6233 em 2011; 6742 em 2012; 5542 em 2013; e 4901 em 2014), graças a volta de grandes empresas como Gol e Azul, que hoje operam com voos regulares no aeroporto.

Aeroporto-de-Carajas_thumb

Em relação ao movimento de passageiros, houve um grande aumento. Nos últimos sete anos nada menos que 613 mil passageiros passaram pelo aeroporto de Parauapebas (28.006 em 2007; 38.046 em 2008; 45.685 em 2009; 78.685 em 2010; 107.204 em 2011; 164.311 em 2012; .384 em 2013; e 156.294 em 2014.

Com o aumento da demanda é necessário que o estacionamento, que atualmente tem capacidade para apenas 75 veículos, receba uma expansão, assim como seria necessário uma melhoria nas condições de trafegabilidade, pois hoje o aeroporto opera com parâmetros mínimos de pouso e decolagem, sem o ISL, que é um sistema de aproximação por instrumentos. Devido ao mal tempo, nessa época do ano, vários voos foram cancelados ou transferidos para Marabá.

Voos no aeroporto de Parauapebas:

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A empresa Gol vai operar em breve com voos diretos Carajás / São Luiz. A data do início da nova operação ainda não foi informada.

A empresa TAM já solicitou à ANAC uma rota para o aeroporto de Parauapebas, mas esta ainda não foi atendida.

Carajás

Aeroporto de Parauapebas, em Carajás, pode ter novos voos

Logo após o anúncio de que a Gol voltaria a operar no aeroporto de Carajás, em Parauapebas, a Azul anunciou que terá outro voo para Confins. Tomara que toda essa concorrência traga algum ganho para os passageiros com a diminuição dos preços. Confira como ficará os voos que passam por Carajás:

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Os novos voos da Azul aguardam deliberação do órgão deliberador.

Pará

Gol terá voo Belém-Carajás-BH-Rio de Janeiro a partir de 15 de setembro

Acirrando a  concorrência com as empresas regionais que já atuam na rota, a GOL avança mais um passo dentro do Pará ao  solicitar  voos para um novo destino paraense: Carajás-Parauapebas.

A empresa apresentou pedido de hotram à ANAC pleiteando a rota Belém- Carajás – Belo Horizonte – Rio de Janeiro.

O voo inaugural está previsto para acontecer no dia 15 de setembro de 2014 em equipamento Boeing 737-700 com frequência às segundas, quartas, sextas e domingos.

Voo 2125
Belém 15h45 com chegada em Carajás às 16h50
Carajás 17h20 com chegada a Belo Horizonte às 19h45
Belo Horizonte 20h16 com chegada no Rio de Janeiro  às 24h14

Voo 2126
Aeroporto Santos Dumont às 07h58 com chegada a Confins às 9h00
Confins 9h30 com chegada a Parauapebas às 12h00
Parauapebas 12h30 com chegada a Belém às 13h35

 

Gol fecha a Webjet e demite 850. Aeronautas prometem greve em dezembro

Com o objetivo de reduzir custos, a Gol anunciou o fim da Webjet e a demissão de 850 dos 1.500 funcionários da companhia, adquirida em julho de 2011 depois de autorizada pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

Os passageiros com bilhete da Webjet serão remanejados para os voos da Gol, que teve em outubro 30% dos assentos vazios. A Gol vai devolver a frota de 20 jatos Boeing 737-300 da Webjet às empresas de leasing.

Como quase sempre quem paga a conta é a população, o Sindicato dos Aeronautas já anunciou que promoverá uma greve em dezembro.