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Parauapebas

Greve dos vistoriadores não prejudica atendimentos em Parauapebas

O gerente do Ciretran/Parauapebas, Rivelino Pereira, informa que a greve dos vistoriadores, iniciada em 13/04, traz pouco impacto para os serviços aqui em Parauapebas pois os cerca de 40 usuários diários têm alternativas para emissão de documentos de seus veículos.
“Para o 1o emplacamento do veículo, o proprietário pode requerer da concessionária um termo de responsabilidade, que junto com a nota fiscal pode dá início ao processo de emissão do documento, sugere Rivelino.
Para o caso de transferência de propriedade, o usuário deverá aguardar o fim da greve para a emissão do documento. No entanto, Rivelino informa que o Detran/PA já sinalizou que os dias parados com a greve dos vistoriadores não será contabilizado para a aplicação de multas por perda de prazo.
Hoje o atendimento é realizado por 3 trabalhadores concursados que vêem prejuízos na terceirização de suas atividades. Já para os usuários a percepção que a terceirização vai melhorar a prestação de serviços para a comunidade.
Marabá

Marabá: Carteiros fazem greve por plano de saúde e férias

Trabalhadores temem perder direito às férias e lutam para não pagar coparticipação maior quando usarem plano de saúde. Adesão chega a 90%.

Nos últimos oito anos, não houve um ano sequer sem greve de funcionários dos Correios em Marabá, que geralmente aderem ao movimento paredista nacional. Nesta segunda-feira, dia 12 de março, eles voltaram a cruzar os braços por tempo indeterminado. Por enquanto, os funcionários do setor administrativo, como atendentes, não aderiram à greve na cidade e o atendimento aos usuários está normal. As entregas, por outro lado, estão totalmente paralisadas. A última greve dos funcionários dos Correios foi há cerca de 6 meses e durou 17 dias.

As reivindicações começam pela alteração no plano de carreira e salários e retirada de benefícios, com cobrança de mensalidades e retirada de dependentes do plano de saúde; suspensão de férias a partir de abril para carteiros, atendentes e operadores de cargas; redução da carga horária e do salário de funcionários da área administrativa; extinção do cargo de operador de triagem e transbordo (responsável pelo processo de tratamento e encaminhamento de cartas e encomendas); fechamento de mais de 2.500 agências próprias por todo o Brasil; não realização de concurso público desde 2011 e planos de demissão voluntária que reduziram o número de funcionários.

Segundo os Correios, a questão do plano de saúde foi discutida “exaustivamente” com as representações dos trabalhadores, tanto no âmbito administrativo quanto em mediação pelo Tribunal Superior do Trabalho e que, após diversas tentativas sem sucesso, a forma de custeio segue para julgamento pelo TST.

O delegado sindical dos servidores dos Correios em Marabá, Walclécio Valente de Souza explica que eles exigem a contratação de novos funcionários via concurso público, uma vez que o Centro de Distribuição no município acumula muitas encomendas e falta pessoal para fazer a entrega qualificada.

 “É um movimento nacional contra uma série de fatores e a favor do nosso convênio médico que o Governo quer reformular os moldes de como é cobrado. Atualmente, pagamos 10% sobre consultas e exames quando utilizamos, mas o Governo pretende cobrar uma mensalidade em torno de R$ 200 e mais 30% sobre exames e consultas”, lamenta o sindicalista.

Ainda segundo Walclécio, a questão das férias incomoda os trabalhadores. “Este ano não haverá mais férias para ninguém, quem tirou, tirou, quem não tirou está suspensa sob a alegação de enxugar a máquina. Eles querem fazer isso cobrando do trabalhador e não podemos pagar essa conta”.

Ainda nesta segunda-feira, os Correios publicaram a seguinte nota sobre a greve:

“A greve é um direito do trabalhador. No entanto, um movimento dessa natureza, neste momento, serve apenas para agravar ainda mais a situação delicada pela qual passam os Correios e afeta não apenas a empresa, mas também os próprios empregados.

Esclarecemos à sociedade que o plano de saúde, principal pauta da paralisação anunciada para a próxima segunda-feira (12) pelos trabalhadores, foi discutido exaustivamente com as representações dos trabalhadores, tanto no âmbito administrativo quanto em mediação pelo Tribunal Superior do Trabalho.

Após diversas tentativas de acordo sem sucesso, a forma de custeio do plano de saúde dos Correios segue, agora, para julgamento pelo TST.

A empresa aguarda uma decisão conclusiva por parte daquele tribunal para tomar as medidas necessárias, mas ressalta que já não consegue sustentar as condições do plano, concedidas no auge do monopólio, quando os Correios tinham capacidade financeira para arcar com esses custos”.

TJPA

Urgente: Justiça determina suspensão imediata da greve dos servidores públicos em Canaã dos Carajás

Decisão foi anunciada pelo prefeito Jeová Andrade em coletiva de imprensa. Sindicatos afirmam que só voltarão ao trabalho quando forem notificados.

A greve geral dos servidores públicos municipais de Canaã dos Carajás foi suspensa no fim na tarde desta terça-feira (27), após determinação do Tribunal de Justiça do Pará. A paralisação acontecia desde a última segunda-feira (19) e envolveu servidores efetivos de várias pastas do governo municipal. Os grevistas reivindicavam do executivo um reajuste salarial de 31% referente às perdas inflacionárias dos últimos anos.

A decisão foi comunicada à imprensa durante coletiva realizada no fim da tarde. Presentes, o prefeito Jeová Andrade, o Procurador Geral do Município, Hugo Leonardo, e os secretários André Wilson, Gean Meirey, Arleides de Paula e Edilson Valadares. Vários veículos de comunicação também estiveram presentes e a coletiva foi transmitida ao vivo por uma rádio da cidade.

O Desembargador Luiz Gonzaga da Costa Neto, do Tribunal de Justiça do Pará, relator do Mandado de Segurança, determinou o fim da greve através de uma medida cautelar. De acordo com Desembargador, “a greve é possivelmente ilegal” e os servidores devem retornar ao trabalho imediatamente.

O prefeito afirmou que, apesar do documento oficial e do fim das paralisações, as negociações com os sindicatos não estão encerradas: “O TJ determinou a ilegalidade da greve, mas a mesa de negociações já existe, foi criada através de decreto, e nós vamos buscar maneiras de conceder esse reajuste. Vamos continuar sempre buscando o diálogo e queremos pedir que as categorias retornem aos seus postos de trabalho.”

Dr. Hugo Leonardo também falou aos profissionais de imprensa. O procurador fez uma pequena retrospectiva do movimento grevista e lembrou que o município entrou com a ação junto ao Tribunal de Justiça no último dia 22: “Sentimos a necessidade de levar essa demanda até o judiciário. O desembargador Luiz Gonzaga Costa Neto entendeu que a greve é ilegal e determinou o imediato retorno dos servidores ao trabalho. A partir de agora, será aplicada uma multa de R$ 3 mil por dia para quem descumprir a determinação. Os sindicatos serão notificados e uma audiência de conciliação já está marcada para o próximo dia 16 de março. Os servidores devem cumprir a decisão da justiça imediatamente.”

O prefeito Jeová Andrade e o secretário de educação André Wilson também afirmaram que o funcionalismo público estará nas escolas já pela manhã para organizarem as escolas para receber os alunos nas respectivas instituições de ensino. O gestor municipal também lembrou que a primeira reunião da mesa de negociação permanente já acontece no próximo dia 14 de março.

Em nota, o Sindicato dos servidores afirmou que a greve continua até que seja informado, através de oficial de justiça, a suspensão e que no prazo de no máximo 48 horas o jurídico entrará com recurso contra a ação.

Canaã dos Carajás

Em nota oficial, Prefeitura de Canaã sinaliza corte de ponto de grevistas

Poder executivo diz possuir respaldo jurídico para o corte e conta com a sensibilidade dos servidores para entender o momento que o município passa; confira a resposta do sindicato

A Prefeitura Municipal de Canaã dos Carajás divulgou, na noite deste domingo (25), uma nota oficial à imprensa, na qual, o poder público admite a possibilidade de realizar o corte do ponto dos grevistas. Segundo a nota, a ação está prevista na lei e faz jus aos demais servidores que não aderiram ao movimento grevista. O texto reafirma a impossibilidade de conceder o reajuste ao funcionalismo público e lembra que o município vive atualmente um período de readequação financeira.

De acordo com a nota, o corte no ponto está respaldado pela lei, tendo sido citado na reunião feita entre sindicatos, Prefeitura e Ministério Público, na última segunda-feira (19), e os pagamentos terão os devidos descontos em março.

Mais uma vez, o governo municipal afirma que tem a pretensão de conceder o reajuste salarial e que quer continuar valorizando os seus servidores, mas que não pode, no momento, correr o risco de ferir a Lei de Responsabilidade Fiscal com o reajuste pedido. A nota também afirma que o executivo está empenhado na busca de soluções que atendam às necessidades dos servidores e ponham fim nas paralisações, para oferecer aos cidadãos os serviços públicos de maneira integral.

Por fim, a Prefeitura Municipal declarou que conta com a sensibilidade dos servidores públicos efetivos para que considerem o atual momento, no qual a gestão precisa aguardar a real chegada dos recursos, para qualquer tomada de decisão.

Procurada pela reportagem, a presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Canaã dos Carajás (SISPUMCAC), Sheury Barros, comentou a nota: “Isso aí é algo que é uma das primeiras pautas da reunião. Quando o governo vai negociar com os sindicatos, em caso de greve, é uma das primeiras pautas para se negociar. Agora, o governo está amedrontando, assediando o servidor público, deixando claro que não vai abonar as faltas antes mesmo de negociar. Se o servidor provar que a greve só foi deferida por falta de condições de trabalho, por ilegalidade da Prefeitura, [o governo] não pode dar falta em ninguém. Essas foram as palavras do promotor de justiça.”

Confira a declaração da Prefeitura Municipal na íntegra:

“Considerando o período de readaptação financeira que vive o município; a impossibilidade de concessão de reajuste aos servidores neste primeiro quadrimestre; e a decisão de sindicatos e associações em manter a greve – que prejudica o acesso da população aos serviços públicos – quando a justificativa do manifesto não é relacionada a nenhuma irregularidade do Poder Público, a Prefeitura Municipal de Canaã dos Carajás informa que poderá realizar o corte do ponto dos grevistas, uma vez que a ação é prevista em Lei e faz jus aos demais servidores que continuam no trabalho neste período.

É importante recordar, que a legalidade do direito de corte foi citada em reunião com os sindicatos e associações, na última segunda-feira (19). Logo, os pagamentos terão os devidos descontos no mês de março.

O Governo Municipal, tem a intenção de conceder a reposição salarial e quer continuar valorizando seus servidores, entretanto, no momento, não pode correr o risco de ferir a Lei de Responsabilidade Fiscal em detrimento dos reajustes, sem a devida análise e certeza do aumento das receitas.

O Governo Municipal está empenhado na busca de uma solução que atenda às necessidades dos servidores, por fim às paralisações e, sobretudo, oferecer ao cidadão serviços públicos de maneira integral.

O Governo Municipal espera que, tão logo, seja possível chegar ao entendimento entre as partes e conta com a sensibilidade dos servidores públicos efetivos para que considerem o atual momento, no qual a administração pública municipal necessita aguardar a real chegada dos recursos para tomar qualquer decisão.”

Canaã dos Carajás

Greve: Prefeitura de Canaã comunica sobre notificação do TCM e suspende por tempo indeterminado negociações com sindicatos

Tribunal de Contas alertou Canaã dos Carajás sobre aumento exponencial da folha de pagamento. Servidores afirmam que a greve continuará

O momento conturbado que vive Canaã dos Carajás deve continuar pelos próximos dias. Conforme havia sido combinado em reunião com o Ministério Público e sindicatos, realizada na segunda-feira (19), a equipe de governo foi até a capital paraense na última quarta-feira (21) para buscar orientação jurídica junto ao Tribunal de Contas dos Municípios (TCM-PA) e procurar maneiras de se vencer a crise política instaurada no município depois que o funcionalismo público municipal deflagou greve geral. Em Belém, o governo local foi notificado sobre o aumento exponencial da folha de pagamento nos últimos anos.

Em 2015, Canaã dos Carajás gastava 41,31% de sua receita com pagamento de servidores. Em 2016, o valor permaneceu quase o mesmo, 41,57%. Já em 2017, os salários dos servidores ocupavam 49, 93% do que o município arrecadava. Com isso, a folha atingiu índices alarmantes ante a queda de recebimento de alguns impostos pagos por empresas que trabalharam na cidade durante a implantação do Projeto S11D.

O anúncio foi feito durante uma coletiva de imprensa realizada na manhã desta sexta-feira (23) pelo Procurador Geral do município, Hugo Leonardo de Faria: “A nossa folha vem crescendo de forma exponencial nos últimos três anos. Assim, ficou caracterizado que a gente vai atingir o limite de gastos de 54%, que é o limite legal que o município pode gastar com folha de pagamento. Diante dessa situação, o TCM colocou na notificação que Canaã tem que começar a adotar medidas de retração da folha de pagamento, sob pena de improbidade administrativa. O prefeito pode até ter as suas prestações de contas rejeitas pelo órgão fiscalizador.

Hugo Leonardo explicou que o governo tem o interesse total de promover o aumento nos salários, mas que o momento não permite isso: “A gestão entende e reconhece o direito de greve e o prefeito até quer dar a reposição salarial, mas o poder público está impedido legalmente de promover esse aumento. Nesse primeiro momento, nós não temos como conceder reposição salarial. Precisamos observar como a receita vai se comportar durante este ano para podermos tratar desse assunto. Inclusive, já enviamos ofícios para todos os sindicatos cancelando a reunião que seria realizada e estamos enviando o relatório do TCM a todos eles. Agora nós iremos nos debruçar sobre os números e formular uma contraproposta.”

O procurador deixou claro na ocasião que o cancelamento da reunião não significa o fim das negociações. O momento, explicou Hugo, é de estudar a situação do município e pensar em uma proposta palpável que não vá de encontro à lei de responsabilidade fiscal. Hugo lembrou também que na terça-feira o decreto que instituiu a mesa de negociação permanente no município já foi publicado e agora os servidores possuem mais uma ferramenta ao seu dispor na busca não só de reajuste, mas também de outros benefícios trabalhistas.

Já notificados, os sindicatos se manifestaram através das redes sociais e disseram que a greve também continuará por tempo indeterminado. Desde segunda-feira deflagrada, a greve geral tem levado diariamente centenas de servidores às ruas no protesto pelas perdas salariais ao longo dos últimos anos. Os sindicatos, junto aos seus servidores, pedem um reajuste de 31% no salários.

Canaã dos Carajás

Ainda em busca de reajuste, servidores públicos lotam Câmara Municipal de Canaã dos Carajás

Greve continua e atos de manifesto acontecem durante todo o dia na frente das sedes do poder legislativo e executivo no município

Canaã dos Carajás vive momentos de tensão desde a última semana. Os servidores públicos municipais estão em greve desde as primeiras horas da manhã desta segunda-feira (19); a principal reivindicação que motivou a paralisação é o reajuste de 31% no salário base. Na noite desta terça-feira (20), mais de 36 horas depois da deflagração da greve, os servidores lotaram mais uma sessão ordinária do legislativo. Os grevistas mantiveram os atos de protesto durante todo o dia, na frente da Câmara e da Prefeitura Municipal.

Na tarde de segunda, o Ministério Público afirmou que a greve tem fundamentação jurídica, desde que os serviços essenciais sejam mantidos. O governo marcou para a próxima sexta-feira (23) uma nova reunião com os sindicatos, para expor a real situação de Canaã e apresentar uma nova proposta. Mais uma vez, os vereadores presentes mostraram apoio à causa dos servidores.

Sheury Barros, presidente do Sindicato dos Servidores, disse que a luta continua: “Já são mais de 36 horas de greve; são 36 horas de luta e prejuízo à sociedade. Nós não estamos lutando só pelos nossos direitos, mas também por melhores condições de trabalho para atender melhor a população. A sociedade deveria fazer o mesmo que os servidores e lutar por seus direitos. Peço ao prefeito que se sensibilize e que se lembre que foi eleito por nós. Nós vamos construir uma história diferente em Canaã dos Carajás.”

Um fato curioso chamou a atenção e causou revolta em alguns vereadores: ao fim da fala da presidente, os centenas de servidores que lotavam a Casa de Leis deram as costas à sessão e foram embora do local. Visivelmente transtornado com o fato, o vereador Baiano do Hospital falou: “Isso é falta de respeito, de consideração, pois o aumento vai ser votado e vai sair dessa casa. Fiquei insatisfeito e vi uma falta de educação desses profissionais que só ficaram presentes até o que interessava a eles. Acompanhem as sessões, acompanhem os trabalhos até o final!”

Maria Pereira (PDT) também comentou o fato: “Eu achei que toda a categoria ouviria os vereadores, mas eles saíram. Mesmo assim, parabenizo todos os sindicatos pela luta pacífica e organizada. Quem paga pela greve são as pessoas que eu estou aqui para representar, é quem não tem dinheiro para pagar um plano de saúde, mas isso não é culpa do servidor. Espero que haja logo um acordo e que a sociedade não pague mais ainda o preço.”

A greve deve continuar nesta quarta-feira (21). No momento, o prefeito Jeová Andrade está em viagem a Brasília na busca por recursos e parcerias para o município. O gestor se reuniu na manhã de terça com o ministro de Minas e Energia, Fernando Bezerra Filho, e com alguns prefeitos de cidades mineradoras do país.

Greve

Canaã dos Carajás: em nota oficial, Prefeitura se diz surpresa com greve geral dos servidores

O documento informa ainda à população que os trabalhos continuarão normalmente nos próximos dias

A greve geral dos servidores públicos municipais de Canaã dos Carajás começará nesta segunda-feira (19). A reunião que definiu o ato foi feita no último dia 06 de fevereiro em assembleia extraordinária. De lá para cá vários atos de protesto pelas ruas da cidade aconteceram e o governo se manifestou na última sexta-feira (16). A proposta do aumento de R$135,00 no Vale-Alimentação foi feita pela manhã e recusada, por unanimidade, em assembleia realizada à noite na Câmara Municipal Os servidores definiram a pedida: 31% de reajuste nos salários para compensar as perdas inflacionárias ao longo dos últimos anos.

Na tarde deste domingo (18), a Prefeitura Municipal se manifestou sobre o caso através de nota oficial enviada à imprensa. O governo se mostrou surpreso com a greve que será deflagrada na segunda. De acordo com a nota, o executivo só tomou conhecimento do fato por meio de carros de som. A Prefeitura afirmou que não foi notificada sobre a referida greve e que, por conta disso, não foi dado aos gestores públicos a possibilidade de organizarem medidas para minimizar os impactos da paralisação.

O documento afirma que, em resposta à nota divulgada em carros de som pelo sindicato, as aulas acontecerão de maneira normal na segunda-feira. E que todo o serviço em torno da educação, como transporte escolar e merenda, funcionarão normalmente.

O documento também afirma que o governo continua aberto a negociações. Na manhã desta segunda, algumas escolas, de fato, amanheceram fechadas, mas a Secretaria de Educação remanejou alunos e servidores que não quiseram aderir à greve para continuar o trabalho em outras escolas. O Hospital Municipal também amanheceu fechado, atendendo apenas no regime de urgência e emergência.

Confira a nota na íntegra:

“Em virtude da campanha salarial dos sindicatos e associações que representam os servidores públicos municipais, considerando a atual situação financeira e os rumores de deflagração de greve mesmo após proposta do Executivo, a Prefeitura Municipal de Canaã dos Carajás informa que está cumprindo, passo a passo, todos os ritos da negociação, no que preconiza a Lei, na busca de alternativas que possibilitem o acordo com as categorias, sem a interrupção do serviço público em qualquer posto de atendimento.

Nesse período, reuniões e mesas de negociação foram marcadas e realizadas, afim de garantir o consenso no que tange aos direitos e deveres trabalhistas do servidor público. A primeira proposta foi feita na última sexta-feira (16) e o Governo Municipal aguarda a resposta e contraproposta dos representantes sindicais para que possa continuar com a negociação.

Surpreendentemente e ao arrepio de toda a legislação que regulamenta o direito de greve, neste domingo (18), o Governo Municipal tomou conhecimento, por meio de carro de som, de que, supostamente, uma greve geral será deflagrada nesta segunda feira (19), mensagem essa que, inclusive, incita pais e alunos a não irem às salas de aulas, na clara intenção de coagir os responsáveis a não mandarem seus filhos às escolas, o que certamente viola os direitos e garantias fundamentais dos alunos deste município.

Ocorre que, em nenhum momento, a Prefeitura Municipal foi notificada da referida greve e, pelo descumprimento legal do dever de comunicação, não foi dado aos gestores púbicos a possibilidade de organizarem medidas para minimizar o impacto da possível paralisação em nosso município.

Em resposta à nota que o sindicato está veiculando por meio de carro de som, a secretaria de Educação e o Conselho Municipal de Educação, em reunião neste domingo (18), para definir as ações que visam minimizar os prejuízos oriundos da possível greve e alertam, também, por meio de nota pública, que haverá aulas normais nesta segunda feira (19).

Todo o serviço público de educação funcionará normalmente, o que inclui o transporte escolar, as refeições, recreações e, claro, as aulas. Ressaltamos que o calendário escolar será mantido e que não haverá interrupções na prestação do serviço público municipal.

Não queremos crer que as entidades organizadas envolvidas neste processo tenham descuidado de princípios basilares do direito de greve, não se atendo às questões legais inerentes ao mesmo e deflagrando greve totalmente desprovida de legalidade, seja pelo não esgotamento das negociações ou pela absurda falta de notificação ao Poder Público.

Na próxima semana, o prefeito Jeová Andrade e equipe estarão em Belém para reunião com o Tribunal de Contas dos Municípios, em busca de orientações para a adoção de medidas que assegurem o equilíbrio financeiro do município.

O Governo Municipal está empenhado em satisfazer os anseios dos servidores, entretanto, não poderá prejudicar a saúde econômica do município. O Governo Municipal não encerrou a mesa de negociação e aguarda receber dos sindicatos e associações a contraproposta.

O compromisso do Executivo é garantir os direitos básicos do cidadão no longo prazo e conta com a sensibilidade dos servidores para que estes direitos sejam perpetuados por meio do esforço e trabalho de todos.

Por todo o exposto é cristalino o fato de que a recusa dos sindicatos e associações em proceder às negociações e a deflagração de uma greve sem o amparo da legislação só trará prejuízos a todos, o que certamente poderá ser evitado se usado o bom senso de todos os envolvidos.

Continuamos abertos às negociações e aguardando uma resposta dos sindicatos.

Prefeitura Municipal de Canaã dos Carajás”

Vai ter greve! Servidores ignoram proposta do governo canaense e pedem 31% de reajuste salarial

Assembleia extraordinária foi realizada na noite desta sexta-feira e contou com a presença de centenas de servidores

Chamada pelos próprios servidores de “proposta indecente”, a oferta que o governo havia feito na manhã de sexta-feira (16) – aumento real de R$135,00 no Vale Alimentação – foi recusada por unanimidade. O funcionalismo público municipal compareceu em peso à Câmara de Vereadores de Canaã dos Carajás para uma assembleia extraordinária. Em pauta, a proposta feita pelo executivo e a decisão se o movimento grevista continuaria ou não. Os mais de 300 participantes mostraram revolta e já pareciam dispostos à recusa antes mesmo da assembleia começar.

Os líderes dos sindicatos de Canaã dos Carajás e a vereadora Vânia Mascarenhas (PDT) ocuparam os lugares na mesa diretora e tiveram a oportunidade de falar por 10 minutos. Vânia usou a tribuna para reafirmar um compromisso de que está do lado dos servidores públicos municipais: “Contem comigo sempre. Eles estão tirando os direitos de vocês! O dinheiro é do povo. Esse é o direito de vocês e estamos juntos para o que der e vier.”

Em sua fala, Sheury Barros, presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Canaã dos Carajás (SISPUMCAC) elogiou a luta do funcionalismo público, mas também criticou alguns pontos: “É uma honra ver tanto empenho do servidor de Canaã. Nós realmente sabemos o que queremos. Hoje começou uma negociação com o governo, mas até agora ninguém falou em valores concretos, só nas perdas salariais.”

A fala de Sheury causou um desconforto entre outros líderes sindicais e também entre os demais servidores. Foi então que o professor Ademir Costa, representando o Sindicato dos Trabalhadores da Educação Pública do Pará (SINTEPP), fez o uso da tribuna e, com cálculos sobre as perdas inflacionários ao longo dos últimos anos, falou: “Nós temos 31% de reajuste para brigar. Eu não sei vocês, mas eu vou atrás é desse valor de 31%. Nós queremos migalhas ou vamos atrás do pão? Os 27% de reajuste que o prefeito teve no salário é direito dele, mas os 31% é direito nosso! Portanto, eu quero convidar vocês a pensar bem. Se entrarmos em greve, talvez teremos que tomar medidas enérgicas que podem prejudicar não só Canaã, mas também todo o estado, o país e até o mundo.”

Ao fim da fala do professor, um coro de servidores gritou de forma entusiasmada: “É 31, é 31!”. Alguns funcionários públicos tiveram o direito de falar por dois minutos. Cada um sugeriu algumas propostas que foram anotadas em ata.

A greve será geral e terá início na próxima segunda-feira (19). Conforme manda a lei, o hospital municipal funcionará com apenas 30% do efetivo. Emergências e exames laboratoriais serão atendidos. De acordo com os sindicatos, a greve tem amparo da lei e só será suspensa quando houver uma proposta melhor do governo.