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Tucuruí

Dados preliminares apontam Tucuruí livre de casos de influenza

Dois casos suspeitos foram detectados, mas não confirmados pelo Lacen. Tucuruí está dentro de todas as metas estipuladas pelo Ministério da Saúde.

No último sábado (12), foi realizado em todo o país o dia D da mobilização nacional contra a Gripe Influenza (H1N1). Tucuruí realizou atendimento aos grupos prioritários em todas as Unidades de Saúde do município que estiveram abertas durante todo o dia para que os profissionais de saúde pudessem atender a população e fosse feita a imunização.

Desde 23 de abril, a Campanha Nacional de Vacinação contra o Influenza está sendo realizada como estratégia do Ministério da Saúde para diminuir o impacto da gripe em todo o país e a Prefeitura de Tucuruí, por meio da Coordenação de Imunização, ligada à Secretaria de Saúde, está fazendo a imunização dos grupos prioritários desde 23 de abril sendo que a vacinação acontece até o dia 1 de junho.

Dados preliminares apontam que no município, nenhum caso de influenza foi confirmado apesar da Vigilância em Saúde ter detectado dois casos suspeitos por meio do teste rápido para influenza – que é um indicativo de H1N1 e H2N3.

Conforme esclarece Cecília Ranieri, coordenadora da Vigilância em Saúde, os exames dos casos suspeitos foi enviado para o Laboratório Central de Saúde Pública do Pará (Lacen) que negativou uma das amostras para H1N1. “Já o segundo caso está em análise e deve atestar negativamente”, declara a médica.

Ainda há muita desinformação quanto a gripe H1N1 que é uma doença causada pelo vírus Influenza A H1N1, uma mutação do vírus da gripe. Por ser mais forte do que aquele que nós estamos acostumados, os sintomas são mais impactantes, repentinos e, se não tratada logo no início, pode evoluir e levar a pessoa ao óbito. “Contudo, Tucuruí tem cumprido as determinações do Ministério da Saúde e os índices de imunização para a doença, estão dentro dos parâmetros nacionais, o que nos deixa mais tranquilos”, avalia o secretário de Saúde, Fábio Ulisses.

A coordenadora da Vigilância em Saúde orienta que medidas simples como lavar sempre as mãos, principalmente após tossir e espirrar, ou higienizá-las com álcool 70%, deixar o ambiente sempre ventilado, cobrir boca e nariz sempre que espirrar ou tossir e evitar aglomerações em épocas em que o número de casos da doença for alto, são a suficientes para evitar a proliferação.

A coordenadora de Imunização, Genislane Ferreira, explica que a campanha de imunização é um dos meios de prevenir a doença causada pelo vírus influenza e suas complicações. “A vacinação é importante por apresentar um impacto indireto na diminuição das internações hospitalares, da mortalidade evitável e dos gastos com medicamentos para tratamento de infecções secundárias”, explica a coordenadora.

Conforme o Ministério da Saúde, em 2018, a meta é vacinar 90% de cada um dos grupos prioritários. Em 2017 a Prefeitura de Tucuruí atingiu todas as metas preconizadas pelo Ministério da Saúde.

Brasil

Vírus que provocou surto de gripe nos EUA também circula no Brasil

O Ministério da Saúde ainda não marcou o início da campanha nacional de vacinação, mas segundo a assessoria de imprensa da pasta, deve ocorrer entre abril e maio.

Com a chegada do outono, é esperado que novamente o vírus Influenza, causador das gripes, comece a circular com mais intensidade no país. Além do vírus H1N1, também conhecida como gripe influenza tipo A ou gripe suína, alguns estados já registraram os primeiros casos de infecção pelo H3N2, um tipo do vírus Influenza que só nos Estados Unidos, infectou mais de 47 mil pessoas e provocou diversas mortes, principalmente de crianças e idosos.

Segundo o último informe epidemiológico, divulgado pela Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, já são 13 os estados brasileiros que registraram 57 casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave, (SARS, na sigla em inglês), causado pelo Influenza A (H3N2), resultando em 10 mortes este ano, sendo três casos em São Paulo.

A circulação do H3N2 no Brasil não é novidade. Segundo a diretora do Centro de Vigilância Epidemiológica da Secretaria Estadual de Saúde de São Paulo, a biomédica Regiane de Paula, o vírus H3N2 circula no país há bastante tempo. “O que acontece é uma sazonalidade, por isso em todo mês de setembro um grupo se reúne na Organização Mundial de Saúde (OMS) para entender qual é o vírus que está circulando, principalmente no hemisfério Norte, e isso replica um pouco no Brasil.”

A diretora explicou que a imunização contra o vírus está na vacina da gripe. “A vacina já vem com uma composição que abrange esses tipos de life vírus [vírus vivo] que são específicos para a imunização, a vacina já tem o H1N1, o H3N2 e tem também influenza B”.

Para a biomédica, não é possível afirmar que a incidência no H3N2 no Brasil será igual ao que ocorreu nos Estados Unidos. “Não podemos falar que vamos ter [o H3N2] exatamente da mesma maneira [no Brasil], lembrando que há um inverno muito mais intenso na América do Norte. Estamos em um país tropical, ainda não esfriou, mas estamos em mundo globalizado”, ressalta.

Segundo Regiane de Paula, a vigilância epidemiológica dos estados e municípios e também o Ministério da Saúde usam como referência o que ocorreu no hemisfério Norte. “Durante 2014 e 2015 houve incidência do H1N1 e isso se manteve durante o ano de 2017. Agora, em 2018, também temos o H3N2, que está circulando nesse momento pelo estado de São Paulo e no Brasil”.

Para a diretora, apesar disso não há nenhuma mudança significativa na incidência do vírus H3N2 no Brasil. “Ao compararmos os boletins epidemiológicos do ano passado com os dados desse ano, no estado de São Paulo, eles estão muito semelhantes”, e que a Vigilância Epidemiológica está monitorando os dados, “nesse momento estamos monitorando como está a circulação desse vírus no estado”, acrescentou.

Vacinação

O Ministério da Saúde ainda não marcou o início da campanha nacional de vacinação, mas segundo a assessoria de imprensa da pasta, deve ocorre entre abril e maio. Idosos acima de 60 anos, crianças com mais de 6 meses e menores de 5 anos, gestantes, mulheres até 45 dias após o parto, trabalhadores de saúde, povos indígenas, portadores de doenças crônicas e professores da rede pública e particular serão convocados para a imunização. Os grupos alvo da campanha são os mais vulneráveis.

Prevenção

As medidas de prevenção para o H3N2 são as mesmas que os outros tipos de influenza. “É seguir a etiqueta respiratória: colocar sempre o braço para tossir e/ou espirrar nas pessoas (porque ao tossir/espirrar nas mãos a pessoa pode tocar em superfícies e passar o vírus), fazer a lavagem das mãos, evitar locais fechados, principalmente população de risco e, aos primeiros sinais de sintomas, procurar um médico”, destacou biomédica.

Gripe A: Brasil registrou 1.012 casos e 153 mortes em 2016

Boletim divulgado pelo Ministério da Saúde informa que de janeiro até o dia 9 de abril foram registrados 1.012 casos de síndrome respiratória aguda grave provocada pela influenza A (H1N1), conhecida como gripe A. O número de mortes mais que dobrou em duas semanas, passando de 71, até 26 de março, para 153.

Com 758 registros de infecção pelo vírus, a Região Sudeste concentra o maior número de casos, sendo 715 em São Paulo. Outros estados que registraram casos neste ano foram Santa Catarina (86), o Paraná (32) e Goiás (29); o Distrito Federal (26), Minas Gerais (21) e o  Rio de Janeiro (20); o Rio Grande do Sul (15), Pará (14) e Mato Grosso do Sul (13); a Bahia (12), Pernambuco (11), o Ceará (5) e Mato Grosso (3); o Rio Grande do Norte (3), Espírito Santo (2), a Paraíba (2), o Amapá (1) e o Amazonas (1).

Com relação ao número de óbitos, São Paulo segue no topo da lista, com 91 registros, seguido por Santa Catarina (10) e Goiás (9). São seguidos pelo Rio de Janeiro (8), Rio Grande do Sul (6) e Minas Gerais (4); o Distrito Federal (3), Mato Grosso do Sul (3), a Bahia (3) e o Pará (3); o Mato Grosso (2), Paraná (2), Rio Grande do Norte (2) e o Ceará (2). Na lista aparecem também Pernambuco (1), a Paraíba (1), o Amapá (1) e o Amazonas (1).

No Distrito Federal e em, pelo menos, cinco estados – o Espírito Santo, a Bahia, Goiás, o Pará e Pernambuco – a vacinação contra três vírus da gripe, inclusive H1N1, começou na segunda-feira (18) para alguns grupos considerados de risco para complicações da doença. A campanha de vacinação contra a gripe começa no dia 30 em todas as cidades do país.

Pará

Pará vai receber 1,8 milhão de doses da vacina contra o vírus H1N1

A campanha nacional de vacinação contra a gripe Influenza A, transmitida pelo vírus H1N1, está prevista para ocorrer no período de 30 de abril a 20 de maio. No Pará, 1,8 milhão de doses da vacina devem ser distribuídas. Devem ser imunizadas, em um primeiro momento, pessoas do grupo de risco, como grávidas, crianças de 6 meses a 4 anos, trabalhadores da área da saúde, mulheres lactantes, índios, presidiários, funcionários do sistema penal, adolescentes e jovens cumprindo medidas socioeducativas, pessoas a partir de 60 anos, hipertensos, renais crônicos e diabéticos.

“Anualmente temos essa vacinação, mas, além disso, a Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa) dá palestras sobre o assunto, enfatizando os sintomas, as complicações e os cuidados”, diz a chefe de Divisão de Vigilância Epidemiológica da Sespa, Fátima Chaves.

O H1N1 – que é uma recombinação entre o vírus humano e o suíno – circula no mundo todo. O avanço recente no número de casos registrados no Brasil se dá pelo aumento de virolência, ou seja, o vírus ficou mais agressivo, com ação mais danosa. “Para combatê-lo não basta só vacinar, é preciso mudar os hábitos também. Não são os sintomas que matam, e sim as complicações, como pneumonia, insuficiência respiratória aguda e pouca oxigenação do cérebro, a chamada hipoxia”, explica a infectologista e professora da Universidade do Estado do Pará (Uepa) Consuelo Oliveira.

A confirmação do diagnóstico é feita após análise da secreção do paciente nos primeiros dias. No Pará, dois lugares estão aptos para fazer os exames: o Instituto Evandro Chagas e o Laboratório Central (Lacen), porém não são todos os casos que são submetidos à análise. “Os exames só são feitos em casos graves, quando a secretaria é acionada pelas unidades se saúde”, adverte Consuelo Oliveira.

Prevenção – A gripe provocada pelo H1N1, em muitos casos, dura em média de sete a dez dias. Os sintomas são parecidos com a dengue, exceto as complicações por problemas respiratórias. O quadro apresenta tosse, febre alta, coriza, espirro, dor de cabeça e no corpo e abatimento. O contágio se dá via partículas respiratórias, como tosse e espirro.

O tratamento inicial é com o mínimo de medicamento, vitamina C e a ingestão de bastante líquido, além de repouso. “Deve-se tomar remédios sintomáticos, ou seja, para febre, tosse, sempre que precisar, porém sob prescrição médica”, orienta a infectologista. Diante de sinais de insuficiência respiratória (dispneia), cor arroxeada dos dedos e boca (cianose) e batimento de asa de nariz (mais comum em crianças pequenas), o indicado é procurar um atendimento médico para que, se necessário, seja feito um tratamento a base de Tamiflu.

Diante dos recentes casos, é preciso tomar cuidados simples e básicos para evitar a doença. Lavar bem as mãos com água e sabão, fazer constantes higienizações com álcool em gel e não ficar em lugares com grande concentração são algumas ações cotidianas que ajudam na prevenção.

Existem dois tipos da vacina contra o H1N1: a trivalente e a quadrivalente. A primeira contém vírus inativo de H1N1, H3N2 e uma cepa (tipo) de influenza B; a outra apresenta, além desses três tipos de vírus, outra cepa de influenza B, deixando o organismo com uma cobertura mais abrangente. “É importante destacar que não existe uma melhor. As duas têm valor e atuam sobre o problema do mesmo jeito”, assegura Consuelo Oliveira. A vacina serve para incentivar a produção de anticorpo contra a doença. O mais recente boletim divulgado pela Sespa mostra que o Pará notificou, até o dia 29 de março de 2016, 24 casos de H1N1, com quatro confirmações e uma morte.

Parauapebas

H1N1: Parauapebas supera meta de campanha de vacinação contra gripe

Parauapebas conseguiu bater a meta estabelecida pelo Ministério da Saúde (que era de 80%), para a campanha de vacinação contra a gripe, alcançando a marca de 87,38% do número de pessoas que integram os grupos prioritários até a última quinta-feira (08), mesmo assim, a exemplo de todo o Brasil, a Secretaria Municipal de Saúde (Semsa), por meio da coordenação de imunização, segue com a campanha.

downloadSaiba mais sobre a Influenza H1N1 (gripe suína)

O que é?

  • É uma doença transmitida por um novo tipo de vírus da mesma família que transmite a gripe. A partir de agora você vai ouvir na televisão, rádio e ler nos jornais o nome Influenza A/H1N1 e não mais gripe suína.

Como é transmitida a Influenza A/H1N1?

  • É transmitida de pessoa para pessoa especialmente através de tosse ou espirro. Algumas pessoas podem se infectar entrando em contato com objetos contaminados. Não há registro de transmissão do novo subtipo da Influenza A/H1N1 por meio da ingestão de carne de porco ou produtos derivados.

O que é transmissão sustentada?

  • Significa que o vírus já circula livremente no Brasil, sendo transmitido de pessoa para pessoa, sem que uma delas tenha viajado para países infectados ou tenha convivido com indivíduos contaminados.

Quais são os sintomas da Influenza A/H1N1?

  • São sintomas semelhantes aos da gripe comum: febre alta e tosse, mas em alguns casos também podem aparecer: dor de cabeça e no corpo, garganta inflamada, falta de ar, cansaço, diarreia e vômitos.

A Influenza A/H1N1 pode apresentar complicações?

  • Como qualquer gripe pode evoluir para sinusite ou até para um quadro pulmonar.

Quais são os sinais de agravamento?

  • Aparecimento de falta de ar, dores no peito, tontura, confusão mental, fraqueza, desidratação (somente um profissional pode identificar). Crianças pequenas podem ter batimento de asa do nariz (dificuldade respiratória) e se recusar a ingerir líquidos.

Qualquer pessoa pode pegar a Influenza A/H1N1?

  • O mundo está em alerta porque hoje em dia muitas pessoas viajam para diversos países. Se você chegou de uma viagem internacional e nos últimos 10 dias da sua chegada surgirem sintomas como febre alta (maior do que 38°C), tosse, dor de cabeça, dor no corpo, garganta inflamada, procure um serviço de saúde e informe sobre sua viagem. O médico avaliará se você é um caso suspeito ou apenas um caso em que deve ser acompanhada a evolução dos sintomas.

Qual é o tempo de incubação?

  • 3 a 7 dias é o tempo para aparecerem os sintomas depois da infecção. O contágio de outras pessoas aparece até 7 dias após o início da doença.

Se eu pegar a doença, tem tratamento?

  • Sim, existe remédio por via oral, indicado pela OMS que combate o vírus da Influenza A/H1N1. Outras medidas como repouso, ingestão de líquidos e boa alimentação podem auxiliar na recuperação da sua saúde. Ainda não temos uma vacina contra a Influenza A/H1N1. Os grandes institutos de pesquisa do mundo já estão trabalhando na produção de uma vacina. Os pesquisadores acreditam que será possível ter uma vacina para a Influenza A/H1N1 ainda em 2009.

Qual o critério para receber o medicamento?

  • O medicamento somente será dado, sob orientação médica, aos pacientes com agravamento do estado de saúde nas primeiras 48 horas desde o início dos sintomas. Também requerem avaliação do médico para indicação de tratamento o chamado grupo de risco, composto por idosos, menores de 2 anos, gestantes, pacientes imunodeprimidos ou com doenças crônicas.

ATENÇÃO: Quem deve fazer o exame para saber se pegou a gripe?

  • A confirmação por exame laboratorial será feita somente nos casos graves ou em amostras, no caso de surtos localizados. Não serão mais realizados exames em todas as pessoas com sintomas de gripe.

É preciso usar máscaras?

  • Não. O uso de máscaras é indicado somente para profissionais de saúde que estejam lidando com a Influenza A e outros tipos de virose.

O que eu devo fazer se tiver dúvida sobre ter contraído a Influenza A/H1N1?

  • Para proteger as pessoas próximas:
    Cubra sempre o nariz e a boca quando espirrar ou tossir;
    Lave as mãos com frequência com água e sabão porque você pode ter tocado uma superfície que contenha saliva de uma pessoa infectada e ao levar as mãos à boca ou olhos pode se infectar.
    Sempre que possível evite aglomerações ou locais pouco arejados.
    Mantenha uma boa alimentação e hábitos saudáveis.

Parauapebas

Prefeitura de Parauapebas emite nota sobre os casos de Gripe H1N1 na aldeia Xicrin, no município.

Com relação aos casos de Gripe H1N1 na aldeia Xicrin, localizada no município de Parauapebas, a prefeitura informa:

Equipes do setor de Epidemiologia da Secretaria de Estado de Saúde Pública (SESPA), Laboratório Central dos Estado do Pará, Polo-Base (Marabá) de Saúde Indígena e Instituto Evandro Chagas chegam hoje (09) ao município para averiguar a situação e as próximas medidas a serem tomadas. A prefeitura de Parauapebas está realizando o acompanhamento epidemiológico e disponibilizando técnicos para a coleta de exames necessários à identificação dos casos. Até o momento, são 16 casos suspeitos, 2 confirmados e 1 óbito.

O tratamento é realizado no hospital Yutaka Takeda e os casos mais graves são encaminhados ao Hospital Regional de Marabá. Os medicamentos são encaminhados pela Sespa e a responsabilidade pela vacinação indígena é do Polo-Base de Saúde Indígena localizado em Marabá.

A Prefeitura informa, ainda, que a campanha de vacinação contra a H1N1 em Parauapebas começa no dia 22 de abril. Serão 35 mil doses da vacina, 10 mil a mais do que o disponibilizado no ano passado. Esse ano, a faixa etária de vacinação também aumentou, crianças entre 6 meses e 4 anos, idosos, profissionais de saúde, pacientes com doenças crônicas , gestantes e mulheres com 45 dias pós-parto serão vacinados. A meta estabelecida pelo Ministério da Saúde é que a imunização alcance 34 mil pessoas nesses grupos prioritários.

Ascom PMP

Marabá

Ex-secretário de saúde de Goianésia morre com suspeita de H1N1 no Regional de Marabá

Paulo Costa – de Marabá

Por volta de 20h30 deste sábado, o ex-secretário de saúde de Goianésia, Luiz Antônio Desteffani, de 48 anos, morreu com suspeita de H1N1 (Influenza ou Gripe A). O óbito ocorreu no Hospital Regional Público do Sudeste Dr. Geraldo Veloso, em Marabá, onde o paciente havia chegado na tarde deste sábado, transferido do Hospital Regional de Tucuruí.

Luiz Antônio atuou como secretário de saúde de Goianésia por quatro anos e era empresário da indústria madeireira naquele município, onde era bastante conhecido. A comunidade de Goianésia está apreensiva com a possibilidade de outras pessoas virem a contrair a doença.

Um fator intrigante é que a cobertura vacinal contra gripe em Goianésia é considerada baixa, com apenas 64% do que deveria e com isso, os grupos considerados mais susceptíveis não são imunizados, o que deixa os demais grupos vulneráveis também.

Até então, a vacina contra a gripe é o meio mais eficaz para se prevenir contra a doença. Neste mês, o Ministério da Saúde autorizou que as doses continuem disponíveis em unidades de saúde dos municípios que não cumpriram a meta da campanha de vacinação, que era de imunizar até 80% da população. A vacina protege contra três tipos de vírus, inclusive contra a Influenza H1N1 (causador da Gripe A ou gripe suína), contra os vírus H3N2 e o Influenza B.

Parauapebas e Marabá também não fizeram o dever de casa e não cumpriram a meta mínima de 80% de cobertura vacinal. Até este sábado, dia 18, Parauapebas havia alcançado 76% da meta estabelecida e Marabá apenas 71%.

Mesmo com a campanha de vacinação terminada, devem se dirigir ao Posto de Vacinação as pessoas que fazem parte dos grupos mais vulneráveis à doença, como gestantes, puérperas, idosos, crianças de seis meses a dois anos de idade e pessoas com doenças crônicas (respiratórias, cardíacas, renais, hepáticas, neurológicas, diabetes, imunodepressão, obesidade grau III, ou são transplantadas).

Nova onda

Uma nova onda de gripe por H1N1 parece ter começado no Pará. Dados da Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa) revelam que o número de registros de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) nos quatro primeiros meses deste ano já é o dobro da que foi registrada no mesmo período do ano passado – entre janeiro a abril, quando 61 casos de gripe grave foram confirmados e duas pessoas morreram. De janeiro a abril de 2013, a Sespa contabilizou 121 casos confirmados de SRAG e dez mortes – cinco delas provocadas pelo vírus H1N1.

Esta realidade nos faz lembrar o ano de 2010, quando o Estado liderou o ranking de casos de gripe A no Brasil. Na época, 33 mortes foram registradas, 23 somente no primeiro semestre. Atualmente, o Pará ocupa o segundo lugar em mortes provocadas pelo vírus H1N1: perde apenas para São Paulo.

Parauapebas

Vacinação contra gripe continua em Parauapebas

imageEmbora a 15ª Campanha Nacional de Vacinação contra a Gripe tenha sido encerrada oficialmente na sexta-feira (10) pelo Ministério da Saúde, a Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) resolveu continuar a vacinação até o fim das doses disponíveis.

Adultos a partir de 60 anos, profissionais da saúde, portadores de doenças crônicas, crianças entre 6 meses e menores de 2 anos de idade, gestantes de qualquer idade gestacional, indígenas e puérperas (mulheres em pós-parto) são o público alvo da campanha.

Prevista originalmente para o período de 15 a 26 de abril, a campanha foi prorrogada por não ter atingido a meta de 31,30 milhões de pessoas em todo território nacional. Fato esse que se repetiu no município de Parauapebas.

A Semsa esperava vacinar aproximadamente 21 mil pessoas (80% do público-alvo na cidade), mas, de acordo com dados do próprio ministério e do Departamento de Vigilância em Saúde do município, apenas 14.583 pessoas compareceram aos postos de saúde de Parauapebas, totalizando 76,93% da meta.

Para o diretor do departamento, Marcelo Monteiro, a melhor forma de evitar o H1N1 é a prevenção, feita através da vacinação. Ainda assim, Parauapebas superou a vizinha cidade de Marabá, que conseguiu 71,10%, mas ficou abaixo de Canaã dos Carajás, que superou a meta, alcançando quase 90% do previsto.

Casos em Parauapebas

De acordo com o Departamento de Vigilância em Saúde não houveram casos confirmados de H1N1 no município no ano de 2012. Atualmente a Semsa aguarda o resultado que confirme ou não a doença em um adulto morador da cidade.