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Justiça Eleitoral

Pará: Helder Barbalho é absolvido pelo TRE

Juntamente com Helder também foi absolvido o candidato a vice-governador na época, o ex-deputado Joaquim Lira Maia

O Tribunal Regional Eleitoral do Pará (TRE/PA), em sessão realizada hoje (16), em Belém, absolveu o atual ministro da Integração Nacional, Helder Barbalho (PMDB), da acusação de crime eleitoral na eleição de 2014. O julgamento foi iniciado pela manhã e terminou no início da tarde.

Cinco dos juízes votaram pela absolvição e somente o relator, Roberto Moura, votou pela condenação. Segundo a denúncia apresentada pela coligação “Juntos pelo Pará”, a qual Simão Jatene era o principal candidato, Helder utilizou de poder econômico e fez uso indevido de meios de comunicação nas eleições de 2014 quando concorreu ao cargo de governador do Estado.

Juntamente com Helder também foi absolvido o candidato a vice-governador na época, o ex-deputado Joaquim Lira Maia. O julgamento aconteceu no Tribunal Regional Eleitoral do Pará.

A ação foi ajuizada pelo Ministério Público Eleitoral por meio da procuradora regional eleitoral substituta, Maria Clara Barros Noleto.

A defesa de Helder Barbalho informou que todas as matérias veiculadas foram submetidas ao TRE, que analisou o material e indicou que não houve mal uso ou uso indevido de meios de comunicação por nenhuma das coligações.

Justiça Eleitoral

Pará: TRE julga amanhã (16) Ação de Investigação Judicial Eleitoral contra Helder Barbalho (PMDB)

Caso seja condenado, além de ter de pagar uma multa, o ministro ficará inelegível por três anos e será impedido de disputar as eleições em 2018.

O TRE (Tribunal Regional Eleitoral) do Pará deverá julgar amanhã, quinta-feira (16), Ação de Investigação Judiciária Eleitoral contra o ministro da Integração Nacional, Helder Barbalho (PMDB), sob acusação de abuso de poder econômico nas eleições de 2014, quando concorreu ao governo do Estado contra Simão Jatene.

Caso seja condenado, além de ter de pagar uma multa, o ministro ficará inelegível por três anos e será impedido de disputar as eleições em 2018.

Segundo a denúncia, apresentada pela Procuradora Regional Eleitoral substituta Maria Clara Barros Noleto, Helder Barbalho e seu vice, Joaquim Lira Maia (DEM), foram beneficiados na corrida eleitoral pelas empresas de comunicação do Grupo RBA, com emissoras de rádio e de televisão da família do ministro.

Na defesa enviada ao Ministério Público Eleitoral, os advogados do ministro alegam que a trajetória do peemedebista já era de conhecimento público antes da veiculação das reportagens anexadas à ação e que, segundo a denúncia, teriam lhe favorecido. A Procuradoria incluiu gravações de programas da TV RBA, da rádio Clube, reportagens publicadas no portal “Diário Online” e recortes do jornal “Diário do Pará”. A defesa afirma, no entanto, que Barbalho foi derrotado nas eleições.

Segundo a denúncia, o sistema de propriedade da família do ministro foi usado para “enaltecer” Helder Barbalho em contraposição a seus adversários políticos. “Resta evidenciado que os investigados utilizaram os meios de comunicação de sua propriedade para veiculação de propaganda político-eleitoral disfarçada de matéria jornalística”, diz a denúncia.

Na ação, figuram ainda como réus, além de Helder Barbalho e Lira Maia, o irmão do ministro, Jader Filho, e o diretor do grupo, Camilo Centeno.

Marabá

Helder Barbalho assina na sexta-feira em Marabá convênio para construção de muro de arrimo

A obra terá 1.320 metros de extensão, custará mais de R$ 66 milhões e deve gerar 400 empregos diretos
Por Eleutério Gomes – de Marabá

Acontece na sexta-feira (20), a partir das 19h, na Praça São Félix de Valois, Marabá Pioneira, a assinatura do convênio para construção de muro de arrimo cuja finalidade será conter a erosão que há anos vem solapando a orla, sobretudo em três locais críticos: na margem do Rio Itacaiúnas, no local chamado de pontal, onde ele se encontra com o Tocantins, na Velha Marabá; no Bairro Amapá, Núcleo Cidade Nova; e na Folha 33, Nova Marabá. A obra está orçada em R$66.883.180,48.

O ato terá a presença do ministro da Integração Nacional, Helder Barbalho (PMDB), responsável pela liberação da verba que vai custear a obra, do prefeito de Marabá, Tião Miranda (PTB), políticos da esfera federal, estadual e municipal e demais convidados.

Uma particularidade dessa obra, custeada com verba da União, é que a Prefeitura de Marabá não entrará com contrapartida, mas vai gerir todo o processo desde a licitação até a execução. Como o processo licitatório dura em torno de 90 dias, os trabalhos só devem começar no início de 2018 com perspectiva de gerar 400 empregos diretos.

Ao contrário do que muitos estão propagando, equivocadamente, o muro de contenção, com 1.320 metros de extensão, não será urbanizado nem terá muretas de proteção. Essas benfeitorias devem ser providenciadas pela prefeitura com recursos próprios ou financiadas por outro convênio.

Conforme previsão da prefeitura, as obras, assim que for liberada a primeira parcela, de R$ 20 milhões, devem começar pela Marabá Pioneira, mais exatamente no perímetro entre o Bairro Francisco Coelho e a Vila Nova Canaã, mais conhecidos como Cabelo Seco e Vila do Rato.

Marabá

Presença de João Salame e Helder Barbalho em Marabá polariza discursos na Câmara Municipal

Vereadores falam de união e de colocar de lado as questões partidárias, em favor da população
Por Eleutério Gomes – de Marabá

A vinda do ex-prefeito e hoje diretor do DAB (Departamento de Ações Básicas) do Ministério da Saúde, João Salame Neto, amanhã, quinta-feira (19) a Marabá; assim como a do ministro da Integração Nacional, na sexta-feira (20), ambos do PMDB, à cidade dominou os pronunciamentos na sessão desta quarta-feira (18) na Câmara Municipal. Salame se reúne com os vereadores a fim de acertar data e detalhes de uma grande audiência pública com a presença de prefeitos e secretários de Saúde da região para expor a importância do DAB para as cidades e como chegar aos recursos. Já Helder Barbalho vem assinar convênio no valor de R$66.883.180,48, com a prefeitura para a construção de 1.320 metros de muro de arrimo ao longo da margem do Rio Itacaiúnas.

A reunião entre Salame e os vereadores está marcada para as 17h30 de amanhã, quinta, e a presença dele é tida como de “grande importância e relevância” pelo presidente da Casa, vereador Pedro Correa Lima (PTB), ressaltando que não é hora de fazer oposição política nem críticas.

Disse que o momento é de união e exemplificou contando que quando, a convite do prefeito Tião Miranda (PTB), esteve em Brasília com Helder Barbalho, para apresentar o projeto do muro de contenção, o ministro da Integração, mesmo no lado oposto ao do gestor nas questões político-partidárias, imediatamente, acatou a proposta e deu celeridade aos trâmites para que agora o convênio seja assinado.

“Isso mostra que estamos vivenciando a maturidade política”, salientou o presidente do Legislativo Municipal, que também falou da reunião com Salame e disse esse é o momento de angariar o que puder para melhorar a Atenção Básica à Saúde, sobretudo verbas de custeio, que são as mais importantes porque mantêm o sistema.

A vereadora Cristina Mutran (PMDB), que é médica, disse que é hora de extrair o máximo para o município, o que o Ministério da Saúde, por meio do DAB, puder oferecer. “Sabemos que a atenção básica em Marabá não está esse mar de rosas que se propaga, basta percorrer os postos de saúde para constatar isso”, reforçou ela, destacando a importância da vinda de Salame: “É hora de pensar grande, de abraçar os que estão trazendo benefícios”.

Irismar Melo, do PR, também chamou atenção para a importância da presença das duas autoridades federais na cidade e disse que é hora de fazer o exercício da maturidade política. Alertou que é preciso deixar de lado as divergências e se unir em torno daquilo que converge para o bem do município.

“É preciso reconhecer a atuação de todos os que estão se empenhando por Marabá, como o deputado Beto Salame, que tem sido um grande articulador, a bancada do PMDB, o secretário nacional do Ministério da Integração, Antônio de Pádua, e todos os que estao comprometidos com as causas de Marabá. É hora de acabar com a política do ódio”, afirmou Irismar.

Alécio Stringari (PSB) disse que Helder Barbalho está reconhecendo a importância do Polo Carajás, ressaltando que fazer política partidária com foco na adversidade entre as siglas é coisa ultrapassada. “É preciso avançar em muita coisa. E isso não depende de bandeira partidária, de bandeira política. Beto Salame é deputado de todos, Tião Miranda é prefeito de todos”, disse ele, argumentando que plantar a intriga e a inimizade é disparate de gente que não tem representatividade política, que “pratica politicagenzinha”. “Isso não resolve. O que resolve é todos estarmos juntos, só se tem resultados se for desse jeito”, afirmou Stringari.

Política

STF: Fachin pede a Cármen Lúcia para excluir um ministro, dois senadores e um deputado da Lava Jato

Segundo ele, as suspeitas contra Helder Barbalho, Paulo Rocha, Ricardo Ferraço e Celso Russomanno não têm relação com a Petrobras

O ministro Edson Fachin, relator da Operação Lava Jato, encaminhou à presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Cármen Lúcia, os inquéritos que tramitam na Corte contra o ministro da Integração Nacional, Helder Barbalho (PMDB-PA), contra os senadores Paulo Rocha (PT-PA) e Ricardo Ferraço (PSDB-ES) e contra o deputado Celso Russomanno (PRB-SP), para que ela promova a livre distribuição das apurações.

Após analisar parecer da Procuradoria-Geral da República, Fachin concluiu que as investigações contra os quatro, todos delatados por executivos da Odebrecht, não têm relação direta com a corrupção na Petrobras e, portanto, devem ser submetidas a sorteio para a escolha de novos relatores que possam dar continuidade a elas.

Fonte: Marcelo Rocha – Revista Época

Infraestrutura

Governo Federal une esforços para agilizar obras do Pedral do Lourenço

Expectativa é de que os serviços sejam iniciados no segundo semestre de 2018. Nova rota vai estimular o desenvolvimento regional no Norte do país

 

O governo federal deu mais um passo para acelerar a obra que irá garantir a navegabilidade permanente da hidrovia Tocantins-Araguaia. As questões ambientais para o derrocamento do Pedral do Lourenço pautaram a reunião do ministro da Integração Nacional, Helder Barbalho, nesta segunda-feira (3), com representantes do governo e da DTA Engenharia Ltda., empresa responsável pelas obras. Na oportunidade, o ministro solicitou ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) maior celeridade nos processos.

“Essa obra permitirá com que nosso rio Tocantins possa ter navegabilidade durante o ano todo e trará uma repercussão absolutamente extraordinária para a região Norte. Hoje, tivemos a oportunidade de debater e, acima de tudo, cobrar para garantir com que as etapas possam ser cumpridas da forma mais célere possível”, afirmou o ministro Helder Barbalho.

Modais integrados

O derrocamento do Pedral do Lourenço soma-se a outras iniciativas do governo federal para reforçar a logística de transporte de cargas no Norte do país, integrando os modais hidroviário, ferroviário e rodoviário com a garantia do escoamento da produção agrícola, mineral e também pecuária de estados como Maranhão,  Tocantins, Pará, Mato Grosso e Goiás. Com isso, há o fortalecimento do Arco Norte como um importante corredor logístico  que também estimulará o desenvolvimento regional, gerando mais emprego, renda e favorecendo também as comunidades ao longo do trecho.

Participaram da reunião a coordenadora-geral de Meio Ambiente do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), Ângela Parente; o coordenador de Licenciamento Ambiental do Ibama, Gabriel Angotti; e o presidente da DTA Engenharia, João Acácio.

 Segundo semestre de 2018

De acordo com o presidente da DTA Engenharia, João Acácio, a previsão é de que os serviços sejam iniciados no segundo semestre de 2018. A empresa é responsável por todas as etapas, desde os levantamentos de campo, a elaboração dos projetos básico e executivo – já concluídos, do Estudo Prévio de Impacto Ambiental (EIA), do Relatório de Impacto Ambiental (RIMA) e a execução da obra.

Está em análise pelo Ibama a documentação necessária à Autorização para a Captura, Coleta e Transporte de Material Biológico (ACCTMB), conhecida como Abio. A partir dessa etapa, a DTA Engenharia estará autorizada para ir a campo realizar esses procedimentos, que irão auxiliar os estudos para o licenciamento ambiental federal.

Por se tratar de uma obra prioritária para o desenvolvimento da região, o ministro Helder Barbalho entrou em contato com a presidente do Ibama, Suely Araújo, que garantiu a análise da dos processos com a maior brevidade possível. O coordenador de Licenciamento Ambiental do Ibama, Gabriel Angotti, assegurou que até a próxima quarta-feira (5) a autorização estará liberada.

“Vamos trabalhar com a meta de conseguir, em seis meses, as licenças necessárias para as obras. Estamos lutando pelo destravamento da hidrovia e para consolidar essa importante iniciativa em favor da população do Norte”, disse o ministro Helder Barbalho.

O próximo passo será a conclusão e entrega do EIA/RIMA para análise do Ibama. Durante a reunião, o presidente da DTA Engenharia, João Acácio, anunciou que essa documentação será protocolada até o fim do ano. Os estudos sobre desenvolvimento sustentável e prevenção são fundamentais para a obtenção do licenciamento ambiental, uma obrigação legal prévia à instalação de qualquer empreendimento ou atividade potencialmente poluidora ou degradadora do meio ambiente. A análise dura em média de seis meses a um ano e conta com discussões e audiências públicas.

Entenda a obra

O derrocamento do Pedral do Lourenço consiste em desgastar as formações rochosas que impedem a navegação de embarcações com cargas durante os meses de setembro a novembro, período em que o rio fica mais raso. O edital para a escolha da empresa responsável pela obra foi lançado em março de 2014. A DTA Engenharia Ltda. foi a vencedora, com a proposta de R$ 520,6 milhões, o que representou economia de R$ 40 milhões ao governo federal, reduzindo em 7,15% a previsão para a execução da obra.

A abertura de um canal de navegação permitirá a circulação de embarcações no trecho de aproximadamente 500 quilômetros entre Marabá e Vila do Conde, no município de Barcarena (PA), durante o ano todo, sobretudo no período de águas rasas. A retirada das rochas dará lugar a um canal de 140 metros de largura.

35 x 6 mil toneladas

O deslocamento hidroviário, além de representar redução de custos para os produtores, é uma modalidade de transporte sustentável, menos poluente. Um comboio de 150 metros com capacidade de seis mil toneladas, equivale a 172 carretas de 35 toneladas. Outro benefício da obra é o uso contínuo da eclusa de Tucuruí, que teve investimentos de R$ 1,6 bilhão para que pudesse operar com a capacidade de permitir o transporte de até 40 milhões de toneladas ao ano pelas vias navegáveis da região poderá enfim operar a plena carga.

Com mais uma via regular para escoar a safra, o derrocamento do Pedral do Lourenço beneficiará projetos financiados pelo Ministério da Integração, por meio dos Fundos de Desenvolvimento da Amazônia (FDA), do Nordeste (FDNE) e do Centro-Oeste (FDCO), importantes instrumentos de promoção do investimento regional no Brasil. Essas ações são desenvolvidas nas áreas de atuação das Superintendências do Desenvolvimento da Amazônia (Sudam), do Nordeste (Sudene) e do Centro-Oeste (Sudeco).

Infraestrutura

Pará se consolida como principal corredor logístico do Arco Norte com novas concessões na área de portos e ferrovias

Ministro Helder Barbalho trabalha pelo desenvolvimento do Pará como polo logístico

Anunciada terça-feira pelo governo federal, a segunda fase do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI) consolida o Pará como principal corredor logístico do Arco Norte para escoamento da produção agrícola e mineral, gerando mais empregos e renda para a população. O programa prevê para o segundo semestre o edital para obras nas áreas de portos, rodovias e ferrovias – incluindo a Ferrogrão, que vai ligar o Mato Grosso ao porto fluvial de Miritituba, no oeste do estado. A prorrogação da concessão de um terminal de contêineres em Barcarena também consta da nova fase do PPI.

O ministro da Integração Nacional, Helder Barbalho, que desde sua gestão à frente da Secretaria de Portos trabalhou pelo Pará e pelo desenvolvimento do Arco Norte, destacou que a combinação de ferrovias e portos permite que novos empreendimentos possam chegar ao estado, assegurando sua competitividade. Segundo ele, esses ingredientes diferenciam o Pará dos demais estados do país:

“Festejo, comemoro e continuarei acompanhando esse processo no sentido de efetivar a execução dos projetos”, reiterou o ministro, que, desde outubro de 2015, quando assumiu a Secretaria de Portos, já atraiu mais de R$ 1 bilhão em investimentos para o Pará.

Com o crescimento da produção nacional de grãos, o Pará tem expandido sua atuação nacional no setor logístico. Segundo Helder Barbalho, o PPI vai reforçar de forma significativa a economia paraense.

“De uma maneira muito positiva, eu entendo que, neste momento, novos investimentos representam a oportunidade de geração de emprego e de renda e o aquecimento da economia, reafirmando o potencial do estado do Pará de se consolidar através do Arco Norte, como o grande propulsor da logística e da competitividade do nosso país”, afirmou o ministro.

Nesta segunda fase do PPI, o governo autorizou a prorrogação antecipada do contrato do Terminal de Contêineres Convicon, concedido à empresa Santos Brasil, até 2033, com investimentos de R$ 143,8 milhões no porto de Vila do Conde, em Barcarena. Com isso, a capacidade total passará de 35.363 contêineres/ano para 72.762 contêineres – um aumento de 106% na capacidade operacional.

Para a Santos Brasil, essa prorrogação dá garantias de manutenção do cronograma de investimento da companhia no Pará. Os recursos serão usados na ampliação do pátio de armazenagem, em edificações e tecnologia. O investimento total na operação em Vila Conde está calculado em R$ 622 milhões, sendo R$ 70 milhões a curtíssimo prazo, como informa Santos Brasil, que opera o terminal desde 2008. O terminal emprega hoje 300 funcionários e a previsão é de aumento da força de trabalho com estes investimentos.

Ferrogrão vai gerar boom de investimentos no Pará, diz CNI

Já o edital da Ferrogrão, outro importante braço do corredor logístico que leva o Pará à condição de destaque no Arco Norte, acontecerá no segundo semestre deste ano. A ferrovia de 1.140 quilômetros de extensão, ligando o município de Sinop, no Mato Grosso, ao porto de Miritituba, no Pará, deve ultrapassar R$ 12 bilhões em investimentos e será a principal rota de acesso para exportação da produção de grãos no Brasil. Aguardam pela obra gigantes do setor de exportação, como Amaggi, ADM, Bunge, Cargill, Dreyfus e a Estação da Luz Participações (EDLP).

Para o gerente-executivo de Infraestrutura da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Wagner Cardoso, o anúncio das concessões vai proporcionar ao Pará um boom de empreendimentos. Segundo ele, os negócios serão ampliados não somente pelas companhias que operam no estado, mas também pelas que chegarão a reboque desse novo movimento.

“Certamente veremos dezenas de terminais portuários sendo erguidos na região de Miritituba e em demais áreas. Cargil, Bunge, Hidrovias do Brasil já estão com obras em andamento. O Pará já vinha sendo a bola da vez da logística no país, e esse movimento reforça essa posição. Haverá em um primeiro momento aumento da movimentação da carga de soja. Depois, fertilizantes e, mais à frente, diferentes tipos de carga”, garante Cardoso.

Hoje, a produção de soja e milho acima do paralelo 16 (região do Mato Grosso) é de 104,7 milhões de toneladas, mas somente 19,4 milhões de toneladas foram exportadas pelo Arco Norte. Os dados, fornecidos pela CNI, referem-se à safra de 2015 e mostram o alto potencial de crescimento da atividade de transporte de carga na região. O gasto com o frete do escoamento de grãos também deverá cair de US$ 120 por tonelada para US$ 80 por tonelada.

Com o anúncio da Ferrogrão e a iniciativa do governo de finalizar as obras da BR 163, Cardoso afirma que os modais interligados vão tornar o estado ainda mais competitivo.

“O principal mote desse anúncio do PPI é a Ferrogrão. Essa ferrovia, quando pronta, levará o Pará a uma nova realidade no cenário logístico brasileiro. Somada à BR 163, juntas, vão gerar aumento de movimentação de carga, mais emprego, mais renda, mais empresas. Haverá carga para todos, sem competições. Miritituba vai ser um porto alimentador com comboios hidroviários que levarão a carga para os terminais, que as levarão para os navios maiores. São obras muito esperadas”, reforça Cardoso.

Também faz parte do cronograma desta nova fase do PPI a renovação antecipada do contrato de operação da Estrada de Ferro Carajás, que tem 892 quilômetros de extensão e liga a maior mina de minério de ferro a céu aberto do mundo, em Carajás, ao Porto de Ponta da Madeira, no Maranhão. A cada ano, são transportadas 120 mil toneladas de carga, além de 350 mil passageiros. Procurada, a Vale não comentou sobre a renovação do contrato.

Ministro trabalha pelo desenvolvimento do Pará como polo logístico

O ministro da Integração Nacional, Helder Barbalho, tem como marca de sua gestão a busca incessante por mais investimentos e recursos que propiciem à população paraense mais emprego, renda e qualidade de vida, levando o estado à merecida posição de destaque no cenário logístico nacional.

Quando ocupava a pasta da Secretaria de Portos, o ministro autorizou a ampliação de investimentos no estado. Entre outubro de 2015 a abril de 2016, enquanto esteve à frente da Secretaria de Portos, Helder conseguiu viabilizar a contratação de R$ 375 milhões em investimentos para os portos no Pará. Foram autorizados R$ 372 milhões de empresas em Terminais de Uso Privado (TUP).

O projeto de revitalização do Porto de Belém também avançou com a presença de Helder na Secretaria de Portos. Hoje em fase de apresentação de projetos, a chamada Belém Porto do Futuro é uma obra de grandes proporções que vai revitalizar completamente a área do porto, levando lazer, entretenimento, negócios e, consequentemente, empregos e renda à população da capital paraense. A iniciativa resultou em uma previsão de investimentos de R$ 1 bilhão na época por parte de empresas. Entre eles, a Estação de Transbordo de Cargas de Miritituba e do Terminal Privado de Vila do Conde, em Barcarena, de responsabilidade da Hidrovias do Brasil. Somente nessa área, por exemplo, a operação consiste na recepção de caminhões e barcaças carregadas de grãos, que são embarcadas em navios graneleiros com capacidade até 120 mil toneladas. O terminal pode movimentar nada menos que 48.000 toneladas/dia. Para Wagner Cardoso, da CNI, o volume de investimentos no estado só irá crescer, com mais empresas instalando terminais privados no estado.

Em seu permanente diálogo com o governo federal, Helder, já à frente da pasta de Integração Nacional, lutou para que a Ferrogrão entrasse na pauta de importantes obras do país. Com a sua construção, Miritituba e região do oeste do estado entram no mapa do desenvolvimento nacional, com a previsão de instalação de empresas de exportação e criação de novas frentes de trabalho.

Como representante do estado do Pará no Governo Federal, o trabalho do ministro Helder Barbalho tem sido o de construir um ambiente atrativo para investimentos para toda a região e, especialmente, o Pará. Via Fundo Constitucional de Investimentos do Norte (FNO), o ministro festejou projetos aprovados na Sudam, entre eles, também no setor logístico e no valor de R$ 76,8 milhões, o projeto de ampliação e melhorias do Terminal de Grãos Ponta da Montanha, no município de Barcarena, aumentando a capacidade de recebimento, armazenamento e expedição de produtos como minério de ferro, manganês, bauxita, carvão, sal, trigo, soja e fertilizantes.

A partir da movimentação do Pará como protagonista do crescimento do Arco Norte como corredor de exportação, a multinacional francesa Louis Dreyfus Company também decidiu, em março de 2016, investir em um sistema logístico que inclui a construção de transbordos e portos em Vila do Conde e arredores e anunciou estudos para construção de um porto às margens do Tapajós. Os investimentos giram em torno de R$ 1 bilhão.

Política

Eleição para a vice-presidência da Câmara dos Deputados azeda relação entre Priante e Barbalhos

Deputado Priante (PMDB-PA) perde a vice-presidência da Câmara dos Deputados e culpa a família Barbalho pela derrota

Interessante acontecimento o hoje durante a eleição para a vice-presidência da Câmara dos Deputados. Concorreram ao cargo o paraense Priante e Lúcio Viera Lima, da Bahia, ambos do PMDB. No final, 28 votos pra cada um. O partido adotou o critério da idade para o desempate, elegendo o baiano.

Priante não esconde de ninguém e acusa a família Barbalho por sua derrota, já que pediu apoio do ministro Helder e da deputada Elcione para sua eleição. Só que, nos últimos três dias, ele não conseguiu contato nenhum com o ministro e sua mãe, mesmo após várias tentativas.

Esse fato pode mudar a história da política paraense, já que Priante, com quatro mandatos de deputado federal pelo PMDB, está cheio de mágoas com a família Barbalho, a quem acusa de não tê-lo apoiado. A mágoa é tão grande que Priante já fala em deixar o PMDB e ir se agasalhar em ninho tucano, ou próximo a este.

A saída de Priante do PMDB, em momento em que Helder Barbalho navega em águas tranquilas rumo ao governo do Pará pode provocar sérias turbulências na nau de Helder, quiçá afundá-la.

Muita água ainda há de passar debaixo dessa ponte, claro, e em política as coisas mudam de rumo rapidamente e o PMDB paraense sempre soube lidar com esse tipo de situação.

Resta saber se essa também será contornada saboreando um delicioso pato no tucupi em uma das fazendas do senador, ou se Priante falou sério ao dizer que vai deixar o partido.

A política, já dizia o filósofo engraxate do aeroporto de Brasília, é uma caixinha de surpresas. Quem poderia imaginar que políticos paraenses iriam desprezar um político do naipe de Priante favorecendo assim um baiano. Quem sabe em vez de pato no tucupi, a família Barbalho esteja de olho mesmo é em um bom e saboroso tacacá baiano? Quem viver, verá!

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