Internet de qualidade é WKVE Liga você ao mundo!
Tucuruí

UFPA analisa se hidrelétrica de Tucuruí atende normas de segurança de barragens

Eletronorte comprometeu-se a corrigir problemas identificados
Continua depois da publicidade

Graças ao apoio voluntário de professores da Universidade Federal do Pará (UFPA), o Ministério Público Federal (MPF) pôde cobrar da concessionária de energia elétrica Eletronorte providências para adequações à Lei da Política Nacional de Segurança de Barragem pela hidrelétrica de Tucuruí, no sudeste paraense.

A cobrança foi feita na última quinta-feira (07/06), em audiência extrajudicial na sede do MPF em Tucuruí com a participação dos pesquisadores da UFPA e de técnicos da Eletronorte e da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

A procuradora da República Thais Araújo Ruiz Franco estabeleceu prazo de 30 dias para que a concessionária apresente ao MPF a nomeação de equipe de técnicos responsáveis pela segurança da barragem no âmbito local da usina hidrelétrica.

A representante do MPF estabeleceu, ainda, que até o próximo dia 8 de outubro a empresa deve apresentar a versão atualizada do plano de ações de emergência.

‘Perícia primorosa’ – A falta de indicação de equipe técnica de segurança e a inadequação do plano de ações emergenciais foram falhas apontadas em relatório elaborado pelos professores Fernanda Pereira Gouveia, Aarão Ferreira Lima Neto e Marlon Braga dos Santos, e pela mestranda Raphaela Goto.

O grupo atuou por meio do Programa de Pós-graduação em Engenharia de Barragem e Gestão Ambiental (PEBGA) do Núcleo de Desenvolvimento Amazônico em Engenharia (NDAE), da UFPA.

“Faço aqui um agradecimento público do MPF a esse grupo de especialistas por terem aceito de forma voluntária e não onerosa o encargo de peritos e terem elaborado trabalho técnico primoroso e indispensável para subsidiar a atuação ministerial no inquérito civil que trata do caso”, ressalta a procuradora da República Thais Araújo Ruiz Franco.

Cobrança ao Dnit – Na audiência o MPF decidiu encaminhar ofício ao Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) para solicitar que a autarquia também comprove o cumprimento da legislação referente à segurança de barragens, tendo em vista que o Dnit é responsável pelas eclusas da usina hidrelétrica de Tucuruí.

A cobrança será feita por ofício porque o Dnit não enviou representante à audiência, apesar de a autarquia ter sido convidada.

Assim que receber oficialmente a solicitação, o Dnit terá 30 dias para apresentar relatórios de inspeção de segurança e relatórios de programas de manutenção planejada.

Tragédia

Três irmãos morrem afogados durante mudança no Lago de Tucuruí

Objetos e utensílios domésticos da família podem ter sobrecarregado o barco em que estavam
Continua depois da publicidade

Uma terrível tragédia ocorreu no final da tarde deste sábado (17), na região do Polo Pesqueiro, em Novo Repartimento. Três irmãos morreram afogados após a embarcação em que estavam ter afundado nas águas do lago da Usina Hidrelétrica de Tucuruí, no Rio Tocantins. As vítimas foram identificadas como Daniel dos Santos Ramos (10 anos), Jhonatan dos Santos Ramos (13 anos) e Dheividy dos Santos Ramos (15 anos).

Os garotos e sua família estavam fazendo mudança para uma ilha no polo, logo, a embarcação em que estavam viajava repleta de objetos e utensílios domésticos, o que pode ter sobrecarregado o barco. Em certa altura do trajeto, o barco virou e submergiu. Os garotos não sabiam nadar e morreram afogados.

Segundo informações, o barqueiro, identificado como Antônio Peixeiro, conseguiu nadar até uma ilha próxima e, ao retornar ao ponto onde o barco naufragou, não mais encontrou os meninos com vida.

Os pais dos adolescentes, de prenomes Manoel e Márcia, seguiam em outro barco. Foi um momento de muita aflição para a família, e aqueles que tomaram conhecimento do caso se mobilizaram para ajudar nas buscas aos corpos, que foram resgatados já pela noite.

A perda dos garotos é trágica, lamentável e comovente. A Reportagem está apurando mais informações sobre essa fatalidade a fim de manter os seguidores informados.

Fonte: Redação Novo Pará

Tucuruí

Usina Hidrelétrica de Tucuruí completa 33 anos de geração

Uma história escrita com integração, competência e respeito ao Brasil
Continua depois da publicidade

Tucuruí. A palavra, que na língua indígena significa “Rio de Gafanhotos”, ganhava mais um significado especial há 33 anos. Em 22 de novembro de 1984 a Eletronorte começava a entregar ao Brasil a mais pura energia brasileira.

Antes da inauguração da Usina Hidrelétrica, que até hoje é uma referência da engenharia nacional, desbravar a floresta com a responsabilidade de preservá-la deixava a missão ainda mais desafiadora. Não imaginavam os exploradores franceses que navegavam pelo Tocantins, em meados de 1612, que ali, naquele rio, seriam gerados 8.535 megawatts de energia para um Brasil com mais de 200 milhões de habitantes.

Pensar assim era tarefa dos homens e mulheres que acreditaram naquela obra e fizeram dela parte da sua história.

Foram 21.600.400 sacos de cimento utilizados na construção da obra. Se empilhados, ultrapassariam o Monte Everest, com seus 8.850 m. Se colocados lado a lado alcançariam uma distância equivalente a 25 vezes entre as das cidades do Rio de Janeiro e São Paulo.

Em meio aos 8 milhões de metros cúbicos de concreto – que seriam suficientes para construir 14 pontes Rio-Niterói, ou 133 maracanãs – estavam histórias reais. Gente chegando, gente com saudade, gente construindo um futuro, gente escrevendo a história do setor elétrico brasileiro.

Mas não é só em números que Tucuruí tornou-se gigante. O reconhecimento do Brasil, do mundo e das suas equipes a coloca como benchmarking (processo de busca das melhores práticas numa determinada indústria e que conduzem ao desempenho superior.) no mercado de energia.

Geração de excelência

Presente no ciclo de avaliação da Fundação Nacional Qualidade – FNQ desde 2003, a hoje chamada Superintendência de Gestão de Ativos de Produção da Geração vem evoluindo e melhorando constantemente seu Sistema de Gestão, integrando conceitos e diretrizes do Modelo de Excelência da Gestão MEG/FNQ com a Metodologia TPM e o Lean. Inovações que trouxeram uma escalada de reconhecimentos dentro dos ciclos de premiação do PNQ, sendo Destaque nos Critérios Liderança e Pessoas em 2009; Destaque nos Critérios Sociedade e Pessoas em 2010; Vencedora do Prêmio em 2011 e 2014; e Menção Magna cum laude em 2015. Em 2016, representada pela então Superintendência de Geração Hidráulica, a Eletrobras Eletronorte manteve a constância de propósitos e obteve reconhecimento inédito: o prêmio “Summa cum laude”,  conferido às organizações que mantiveram patamar de excelência por três anos consecutivos.

Ainda em janeiro de 2013 chega de Tucuruí a notícia do reconhecimento com o World Class TPM – Manutenção Produtiva Total – pelo processo de geração hidráulica interligada desenvolvido pela Eletrobras Eletronorte na então Superintendência de Geração Hidráulica, formada pelas hidrelétricas Tucuruí, Curuá-Una, ambas no Pará, e Samuel, em Rondônia. A Eletronorte passava a ser a primeira empresa de energia elétrica do mundo a obter essa conquista, sendo a primeira empresa pública no mundo a ser reconhecida com esse Prêmio do Japanese Institute for Plant Maintenance – JIPM.  Em Tucuruí, a caminhada de sucesso teve início em 1997, resultando na obtenção do Prêmio Excelência em TPM – Categoria A, em 2001.

E não para por aí. Também de lá vieram as notícias do reconhecimento como uma das Melhores Empresas para Trabalhar, prêmio conferido pela Revista Você S/A, e do Prêmio Ibero-americano da Qualidade.

Geração de histórias

Mas é na relação com a comunidade que esse compromisso em busca da excelência é reafirmado a cada dia desses 33 anos. Seja por meio dos programas de inserção regional, das ações ambientais ou de programas de promoção da autonomia indígena como o Parakanã, as pessoas que fazem a Hidrelétrica Tucuruí hoje carregam o mesmo DNA Eletronorte de paixão, talento e superação.

Foi assim na abertura das primeiras clareiras, na ocupação das primeiras casas da Vila, nas primeiras visitas às comunidades. Não é raro encontrar gente emocionada para contar sua história com Tucuruí: pode ser sobre as gambiarras para assistir a um jogo de futebol, as críticas da imprensa e as respostas para cada uma das hipóteses de catástrofe anunciada (hoje separadas para o capítulo Mitos & Verdades dessa jornada). Pode ser ainda sobre a floresta, a logística com os filhos – ainda pequenos desbravadores – sobre a música criada ou aquele amor encontrado.

Uma história escrita com integração, competência e respeito ao Brasil e a sua gente. Um capítulo de 33 anos que se atualiza com a leveza e a força das águas do Tocantins.