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Brasil

Homicídios no Pará aumentam mais de 100% em uma década

Atlas da Violência 2018 revela ainda que a taxa de homicídios de jovens foi de 98 para cada grupo de 100 mil habitantes
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Em 2006, no Pará, um total de 2.073 pessoas foram vítimas de homicídio. Dez anos depois, em 2016, a estatística revela que foram mortas 4.223 pessoas no Estado. Esse é um dado alarmante evidenciado esta semana com a publicação do Atlas da Violência 2018 no Brasil. Foi um aumento de 103,7%, considerado altíssimo pela Organização das Nações Unidas (ONU).

Outra informação que deve acender o sinal de alerta das autoridades é a participação do homicídio como causa de mortalidade da juventude masculina (15 a 29 anos). Em 2016, essa participação correspondeu a 50,3% do total de óbitos. Se considerados apenas os homens entre 15 e 19 anos, esse indicador atinge a marca dos 56,5%. No Pará, em 2016 a taxa de homicídios de jovens, por grupo de 100 mil habitantes, foi de 98,0.

Junto de outros 19, o estado está entre aqueles que apresentaram aumento na quantidade de jovens assassinados. Em destaque estão o Acre (84,8%) e o Amapá (41,2%), seguidos pelos grupos do Rio de Janeiro, Bahia, Sergipe, Rio Grande do Norte e Roraima, que apresentaram crescimento em torno de 20%, e de Pernambuco, Pará, Tocantins e Rio Grande do Sul, com crescimento entre 15% e 17%.  Em apenas sete unidades verificou-se redução.

Em análise da violência letal contra jovens, é verificada uma situação ainda mais grave e que se acentuou no último ano: os homicídios respondem por 56,5% da causa de óbito de homens entre 15 a 19 anos. Quando considerados os jovens entre 15 e 29 anos, é observada em 2016 uma taxa de homicídio por 100 mil habitantes de 142,7 em todo o país, ou uma taxa de 280,6, se considerada apenas a subpopulação de homens jovens.

Os dados de 2016 indicam o agravamento do quadro em boa parte do Brasil. Os jovens, sobretudo os homens, seguem prematuramente perdendo as suas vidas. No país, 33.590 jovens foram assassinados em 2016, sendo 94,6% do sexo masculino. Esse número representa um aumento de 7,4% em relação ao ano anterior. Se, em 2015, pequena redução fora registrada em relação a 2014 (-3,6%), em 2016 o crescimento voltou a ocorrer.

Em termos de variação da taxa de homicídios de jovens homens, o país apresentou, em 2016, elevação de 8,0% em relação ao ano anterior. No Pará, quando analisada a taxa por 100 mil jovens homens, na faixa etária de 15-29, variação foi de 91,2% em 10 anos. Enquanto em 2006 morreram 1.185 jovens, em 2016 foram 2.266.

Em Marabá, em 2017, segundo dados do DATASUS do governo federal, 257 pessoas foram vítimas de homicídio. É um número muito alto, considerando-se a população do município, que é de 277 mil habitantes.

NEGROS

O estudo aponta, também, a desigualdade das mortes violentas por raça/cor, que veio se acentuando. Entre 2006 e 2016 a taxa de homicídios de indivíduos não negros diminuiu 6,8%, ao passo que a taxa de vitimização da população negra aumentou 23,1%. Assim, em 2016, enquanto se observou uma taxa de homicídio para a população negra de 40,2%, o mesmo indicador para o resto da população foi de 16%, o que implica dizer que 71,5% das pessoas que são assassinadas a cada ano no país são pretas ou pardas.

O Índice de Vulnerabilidade Juvenil à Violência, que tem como ano base 2015, demonstrou que o risco de um jovem negro ser vítima de homicídio no Brasil é 2,7 vezes maior que o de um jovem branco.

De acordo com o Atlas, os negros, especialmente os homens jovens negros, são o perfil mais frequente do homicídio no Brasil, sendo muito mais vulneráveis à violência que os jovens não negros. Por sua vez, os negros são também as principais vítimas da ação letal das polícias e o perfil predominante da população prisional do Brasil.

MULHERES MAIS VULNERÁVEIS

O Atlas da Violência 2018 destaca ainda que, em 2016, 4.645 mulheres foram assassinadas no país, o que representa uma taxa de 4,5 homicídios para cada 100 mil brasileiras. Em dez anos, observa-se um aumento de 6,4%. A taxa do Pará é de 7,2%.

O estudo destaca, no entanto, que a base de dados do Sistema de Informações sobre Mortalidade não fornece informação sobre feminicídio, portanto não é possível identificar a parcela que corresponde às vítimas desse tipo específico de crime.

No Pará, o número de homicídios de mulheres teve variação de 110,0% em dez anos, passando de 140 em 2006 para 294 em 2016. Em todo o país, a taxa de homicídios de mulheres por 100 mil habitantes por UF sofreu variação de 85,3% em 10 anos.

Desagregando-se a população feminina por raça, confirma-se um fenômeno já amplamente conhecido. No Brasil, considerando-se os dados de 2016, a taxa de homicídios é maior entre as mulheres negras (5,3) que entre as não negras (3,1) – a diferença é de 71%.

Em relação aos dez anos da série, a taxa de homicídios para cada 100 mil mulheres negras aumentou 15,4%, enquanto que entre as não negras houve queda de 8%. Em 20 estados, a taxa de homicídios de mulheres negras cresceu no período compreendido entre 2006 e 2016, sendo que em doze deles o aumento foi maior que 50%.

Comparando-se com a evolução das taxas de homicídio de mulheres não negras, neste caso, houve aumento em 15 estados e em apenas seis deles o aumento foi maior que 50%. O Pará tem a segunda mais alta taxa de homicídios de mulheres negras (8,3), assim como tem uma taxa para mulheres não negras também alta (6,6), ficando atrás apenas do Goiás.

Em 10 anos, o estado nortista viu um aumento de 92,8% nas taxas de mortes de mulheres negras, enquanto a taxa de homicídios de mulheres não negras foi negativa, de – 31,2%, no mesmo período.  É especificamente o homicídio de mulheres negras que coloca os estados de Goiás e Pará no topo do ranking das maiores taxas, já que estes não estão entre os estados com as maiores taxas de homicídios de mulheres brancas.

Parauapebas

Dois homicídios no fim de semana em Parauapebas

Um homem foi encontrado morto a pauladas e facadas e um adolescente, executado a tiros
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O adolescente Raimundo Reis dos Santos, de 16 anos, foi assassinado a tiros na noite de domingo (3), na entrada do Bairro Jardim América II. Ele já havia sido apreendido por roubo, no início deste ano, era viciado em entorpecentes e tinha envolvimento com o tráfico. Quem comunicou a morte do rapaz à Polícia Civil foi a própria mãe do rapaz, Maria Raimunda Silva Reis, 34, que registrou também um assalto sofrido dentro de casa, na Rua Monteiro Lobato, Bairro Jardim América, oportunidade em que os próprios ladrões contaram a ela que Raimundo havia sido eliminado.

A mulher relatou, em Termo de Declaração, na madrugada desta quarta-feira (4), na 20ª Seccional Urbana de Polícia Civil, que estava em casa na noite de domingo, quando dois desconhecidos invadiram e tomaram um celular de outro filho dela, Reis dos Santos, e de um sobrinho que estava no local, Allan Breno. Depois do assalto, disseram que Raimundo estava morto na esquina e saíram.

A mulher conta que saiu imediatamente à procurado filho e, primeiramente, foi ao lava-jato em que ele trabalhava, não encontrou e seguiu para a Praça Faruk Salmem e ele também não estava lá. Dirigiu-se, então ao Bairro Jardim América II, onde encontrou o adolescente morto.

Outro assassinato

No sábado (2), Maria Antônia Bezerra, moradora da Rua Central, Bairro da Paz, registrou Boletim de Ocorrência, na 20ª Seccional, dando conta do assassinato do companheiro dela, José Agenor Pereira Lima, encontrado morto a pauladas na cabeça e facadas pelo corpo, em um barraco construído num lote que mantinha na Rua Carajás, ocupação Nova Esperança.

Maria Antônia afirma desconhecer que Agenor tivesse inimigos ou que alguém por algum motivo estivesse interessada na morte dele, mas levanta a hipótese de latrocínio, já que despareceram do local a motocicleta dele, uma Yamaha XTZ, preta, placa HTX-9036, o aparelho celular e o capacete.

Marabá

Em sábado macabro com 6 homicídios, grávida e pai são assassinados em Marabá

Sem nunca ter tido certidão de nascimento, Karoline morreu com filho de três meses na barriga. Matador ficou de se entregar hoje à tarde
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De seis assassinatos ocorridos no último sábado, 19, em Marabá, o que mais chocou as autoridades foi o triplo homicídio registrado na Folha 1, Nova Marabá, a poucos metros da Ponte Rodoferroviária.

O primeiro a tombar no sábado macabro foi Cícero Yuri Matos Torres, que sofreu golpes de faca na velha Marabá por volta de 6h30 horas da manhã no prédio em que ele morava. O rapaz ainda foi socorrido para o Hospital Municipal, mas chegou à casa de saúde já sem vida. “As diligências serão feitas a partir de hoje, segunda-feira, para tentar descobrir o autor deste crime”.

Enquanto ainda estavam no local do crime de Yuri, os policiais foram informados sobre um duplo homicídio na Folha 1, para onde foram em seguida. Chegando lá, encontraram os corpos de Carlindo de Souza Gonçalves do Nascimento e sua filha de prenome Karoline. “Durante a necropsia, foi constatado que a jovem estava grávida e a partir daí passamos a considerar um triplo homicídio”, explica a delegada Raissa.

As vítimas foram atingidas por disparo de arma de fogo na beira do Rio, na Invasão da Folha 1. Sábado ainda foram ouvidas algumas pessoas que tinham informações sobre os crimes. A expectativa da Polícia é de que o acusado se entregue espontaneamente ainda nesta segunda-feira. Na Folha 1, vizinhos informaram que o crime pode ter sido motivado por disputa por um terreno lá mesmo na área de invasão.

Segundo a delegada, como não tinha certidão de nascimento, para que o corpo de Karoline fosse liberado para velório por parte da família, teve de ser registrada uma ocorrência específica, porque a jovem nunca teve documentação.

Na noite de sábado, ocorreu uma quarta morte, desta vez na Folha 19, Nova Marabá. A vítima foi José Jeoclevane Gonçalves do Nascimento, morto com disparos de arma de fogo quando estava sentado na porta de sua casa. Ele não tinha histórico de envolvimento com a criminalidade, mas algumas pessoas de seu círculo foram intimadas para depor.

O último crime ocorreu no bairro Araguaia, por volta de 23 horas de sábado. Carlos Eduardo Silva Lima, de 18 anos, foi morto quando se dirigia a um bar, próximo a um viaduto que passa por cima da Estrada de Ferro Carajás, entre o Km 7 e o Bairro Araguaia. Dois homens chegaram em uma moto e efetuaram vários disparos. “Há informações de que outras pessoas foram atingidas, mas a vítima fatal foi Carlos Eduardo. Todos esses casos seguem sendo investigados pelo Departamento de Homicídios e não passaremos mais informações por enquanto para não atrapalhar as investigações”, disse a delegada.

Por Ulisses Pompeu – correspondente em Marabá

Polícia

Mais uma execução nas ruas da capital do Pará

Homem foi morto no início da noite na esquina das ruas Tamoios e Apinagés
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Ocorreu, no início da noite desta sexta-feira (2), em Belém, a execução de Mauro Raimundo Barros de Souza, de 52 anos, natural de Monte Alegre. Testemunhas contam que dois homens em uma motocicleta se aproximaram dele, cometeram o assassinato e fugiram. Segundo informações levantadas no local, a vítima era funcionário de um escritório de advocacia.

O crime aconteceu na esquina das ruas Tamoios e Apinagés, no bairro Batista Campos, próximo à TV Record. A Polícia Militar foi chamada imediatamente, mas os atiradores já tinham desaparecido.

Em 2013, Mauro Raimundo havia sido preso pela Divisão de Investigações e Operações Especiais da Polícia Civil (Dioe), por falsidade ideológica. No momento da morte, ele cumpria sentença de três anos e três meses de reclusão em regime inicial aberto pelo crime.

Em nota encaminhada ao Blog, a Secretaria de Segurança Pública do Estado do Pará (SEGUP) disse que:

“A Divisão de Homicídios está com uma equipe policial, neste momento, apurando os fatos sobre um homicídio ocorrido na Rua dos Apinagés, com Rua dos Tamoios, em Batista Campos. Informações apuradas no local dão conta de que a vítima se chama Mauro Raimundo Barros de Souza e era funcionário de um escritório de advocacia. Em 2013, ele foi preso por policiais civis da Divisão de Investigações e Operações Especiais (Dioe), da Polícia Civil, por falsidade ideológica. Ele foi acusado de se passar por advogado para aplicar golpes na Região Metropolitana de Belém. O acusado, na época, dizia às vítimas que daria agilidade no andamento de processos para aquisição de benefícios em geral. Ele exigia das vítimas documentos e pagamentos adiantados para agilizar a resolução dos casos e depois desaparecia. Atualmente, ele estava na condição de condenado pela Justiça à pena de três anos e três meses de reclusão em regime inicial aberto”.

Com informações da Secretaria de Estado da Segurança Pública e da Defesa Social – SEGUP

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polícial

Parauapebas: Tentou matar o companheiro a facada e agora torce para que ele não morra

Sindeval de Jesus está internado no Hospital Municipal em estado grave. Se morrer, Maysa vai responder por homicídio
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Maysa Cristina Lima da Silva, 37 anos, foi presa pela Polícia Militar e apresentada na 20ª Seccional Urbana de Polícia Civil, na madrugada desta segunda-feira (19), acusada de tentativa de homicídio contra o companheiro Sindeval de Jesus de Lima Santos, 45, montador de andaimes, natural de Abaetetuba (PA). Ele deu entrada no setor de emergência do Hospital Municipal, com uma perfuração de faca na perna, que veio a atingir a artéria femoral. De acordo com o sargento Wanderlan, que esteve no hospital e conversou com o médico que atendeu o homem, o estado dele é grave. O crime ocorreu na Invasão das Palafitas, Bairro Primavera.

Ouvida pela Reportagem, Maysa contou que não foi ela que esfaqueou Sindeval. Disse que saiu para comprar cerveja e ficou conversando com umas amigas, o que despertou uma crise de ciúmes no companheiro, o qual a levou para casa e, depois de áspera discussão, tentou colocá-la à força para fora de casa, armado de faca.

Ainda segundo Maysa, enquanto ele tentava abrir a porta e ela resistia, um amigo de Sindeval chegou e, ao tentar desarmá-lo, fez com que ele se ferisse. Disse ainda que o acudiu e o levou ao hospital. Depois, quando voltou à casa de saúde e se apresentou como companheira dele, foi presa pela PM.

Já o sargento Wanderlan contra outra versão: segundo ele, sua guarnição foi chamada para verificar uma situação de tentativa de homicídio cuja vítima estava no hospital. Na casa de saúde, ouviu de Sindeval que a companheira teve uma crise de ciúmes e tentou matá-lo a facada. Em seguida, se dirigiu ao endereço do casal e prendeu Maysa.

Ela contou à Reportagem que vive há nove meses com o companheiro – que está desempregado – e que ambos são viciados em crack. Agora, ela aguarda decisão da Justiça, torcendo para que Sindeval Santos não morra. “Ele não vai morrer não. Deus e mais”, disse Maysa ao repórter.

(Caetano Silva)
Polícia

Vale do Sol: agricultor assassinado com facada no pescoço

William, sempre que discutia com seu desafeto, o ameaçava de morte; na sexta-feira (5), ele foi primeiro
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O agricultor William de Souza e Silva, 34 anos, natural de Marabá, foi assassinado por volta das 21 horas de sexta-feira (5), com uma facada certeira no pescoço. O matador, ainda não identificado, cometeu o crime após uma áspera discussão durante a qual foi ameaçado de morte, segundo relato da Polícia Civil. A tragédia ocorreu na Quadra 11 do Bairro Vale do Sol.

De acordo com o investigador Ricardo, assassino e vítima já alimentavam uma desavença havia bastante tempo e, sempre que se encontravam, acontecia um bate-boca e William ameaçava o desafeto de morte.

Na noite de sexta, após chegar da zona rural, onde morava e trabalhava, o agricultor mais uma vez passou a discutir com o outro homem e novamente disse que um dia iria acabar com a vida dele. William, entretanto, foi primeiro. Temendo que a ameaça se concretizasse, o desconhecido reagiu e matou aquele que já vinha lhe ameaçando.

A polícia, embora ainda não tenha divulgado, afirma que já tem a provável identificação do homicida e levantou que ele não é de Parauapebas: veio de São Luís (MA) passar as festas de final de ano com o pai e voltaria para o Maranhão no fim de semana.

Segundo Ricardo, as diligências seguem na tentativa de prendê-lo.

polícia

Jacundá: Duplo homicídio na zona rural é mistério

Delegado descarta crime por conflito agrário.
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Por Antônio Barroso – Correspondente em Jacundá

A Polícia Civil do município de Jacundá trabalha para esclarecer um misterioso duplo homicídio do qual foram vítimas Fábio da Conceição Souza, 24 anos, e José Carlos Sousa Castro, 46. O crime foi descoberto na tarde de segunda-feira, 27, pelo primo das vítimas conhecido por Edivaldo Vieira Conceição. A Polícia Militar esteve no local e acionou o IML de Marabá para remoção dos cadáveres.

Edivaldo, que é sobrinho de José Carlos e primo de Fábio, contou que os três foram contratados para realizar serviços de roçagem numa pastagem de uma fazenda localizada a 8 quilômetros do centro de Jacundá. “Por volta de uma hora da tarde de domingo, 26, deixei os dois na casa onde estávamos morando enquanto fazíamos o serviço. E quando voltei, na tarde de segunda-feira eles estavam mortos”.

Fábio estava morto dentro de uma rede atada na sala da residência. Seu primo foi encontrado caído num dos quartos do imóvel. A equipe da PM encontrou uma espingarda do tipo “porfora”. Fábio teve parte do rosto desfigurado em decorrência de um tiro com caraterísticas de tiro desferido por arma de fogo “porfora”. Seu tio apresentava dois ferimentos com mesma semelhança. “Um tiro na região do tórax e outro no rosto”, relatou o capitão Rogério Nascimento.

O delegado Sérgio Máximo abriu inquérito para tentar elucidar o crime. Inicialmente foi descartado crime de “conflito agrário”. As famílias das vítimas desconhecem qualquer desavença entre os mortos e terceiros.

Marabá

ATUALIZADO – Corpo de Demétrius Ribeiro está sendo velado no Parque das Flores, em Marabá

Família está decidindo se o sepultamento ocorrerá em Marabá ou em Imperatriz (MA)
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Começou às 17h, no Cemitério Parque das Flores, Km 5,5 da Rodovia Transamazônica, sentido Itupiranga, o velório do corpo do empresário Demétrius Fernandes Ribeiro, 61 anos, executado na manhã desta sexta-feira (21). No início da tarde, o IML de Marabá expediu o laudo da necropsia. O documento aponta que Ribeiro levou 12 tiros, 11 do lado esquerdo do peito e um no pescoço. As balas provavelmente são de pistola calibre 380, cujas cápsulas foram encontradas no local do crime.

O corpo do empresário será sepultado em Marabá mesmo, no Parque das Flores, às 9 horas. A princípio, cogitou-se fazer o traslado para sepultamento em Imperatriz (MA), onde ele viveu por muito tempo. Demétrius era natural de Tumtum, também no Maranhão.

Ele foi morto por volta das 8h30, no carro que dirigia, ao lado da mulher, Ielma Silva, que não saiu ferida, quando dois homens em uma motocicleta encostaram no veículo e dispararam a saraivada de balas.

Demétrius deixa viúva Ielma Silva e órfãos de pai seis filhos, três do primeiro casamento, dois do segundo e um do último.