Internet de qualidade é WKVE Liga você ao mundo!
Canaã dos Carajás

Fiscais do ICMBio apreendem e flagram pesca ilegal em reserva

Pescadores foram pegos com materiais de pesca e 40 quilos de pescado. Tudo foi confiscado e o peixe, distribuído a pessoas carentes

Após receber várias denúncias, agentes do ICMBio (Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade), sob o comando do chefe do Parque Nacional dos Campos Ferruginosos, Manoel Delvo Bezerra dos Santos, montaram campana para fiscalizar a atividade predatória na unidade de conservação localizada entre os municípios de Parauapebas e Canaã dos Carajás. Eles acabaram flagrando grupos de pescadores praticando a atividade ilegal naquela região.

 “Nós realizamos uma atividade fiscalizatória, porque estávamos recebendo muitas denúncias de pesca predatória no interior do parque. Foram feitas três abordagens e os pescadores ainda não tinham entrado na área, não tinham pescado ainda, estavam com os materiais, os quais foram recolhidos e devolvidos posteriormente com algumas orientações relacionadas ao parque e às proibições que a unidade prevê”, relatou o analista ambiental.

Nas abordagens seguintes os fiscais conseguiram apreender aproximadamente 40 quilos de peixe das espécies: piau, curimatã, surubim, pacu, piranha, acará e bagre, entre outros. A pesca no Parque Nacional é proibida para pescadores profissionais e amadores que não integram as comunidades tradicionais (indígenas, ribeirinhos e quilombolas).

Além do material apreendido, os fiscais também confiscaram, uma espingarda cartucheira municiada, um barco e materiais considerados ilegais para a atividade no interior da unidade. Os quatro pescadores, que eram de Parauapebas, foram autuados em flagrante.

“O Parque Nacional dos Campos Ferruginosos é uma Unidade de Conservação de proteção integral, não permite uso direto dos recursos. Então, a pesca é proibida, a exceção são comunidades tradicionais. Autuamos quatro pescadores que estavam retornando da atividade, e tinham aproximadamente 40 quilos de peixes em caixas de isopor. Eles usavam rede malhadeira e uma espingarda cartucheira com 12 cartuchos intactos. O barco foi apreendido assim como todos os apetrechos de pesca”, contou.

Os peixes apreendidos foram encaminhados para a Agência de Desenvolvimento Econômico e Social de Canaã dos Carajás. Em seguida foram distribuídos entre a comunidade carente.

Voluntário

ICMBio abre 40 vagas para programa de Voluntariado entre Marabá e Parauapebas

Instituto Chico Mendes quer popularizar acesso da comunidade à Floresta Nacional do Tapirapé-Aquiri, um dos biomas mais preservados do Pará

O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) abriu nesta segunda-feira, dia 21 de maio, as inscrições para o serviço de voluntário na, a serem realizados no interior do Mosaico Carajás, no qual a unidade encontra-se inserida. Os interessados têm até a próxima sexta-feira, dia 25, para realizar a inscrição.

Segundo André Luís Macedo Vieira, analista ambiental do ICMBio e chefe da Floresta Nacional do Tapirapé-Aquiri, as linhas temáticas que serão abordadas no programa são: gestão socioambiental, estratégias para a conservação; pesquisa, monitoramento e gestão da informação, uso público e negócios.

O programa de voluntariado da Flona Tapirapé-Aquiri foi iniciado em 2016 e objetiva promover a divulgação daquela Unidade de Conservação na região, fortalecendo a participação social na gestão da unidade por meio de ações de educação ambiental realizadas com o apoio do grupo de voluntários junto à comunidade em geral.

Macedo destaca que a proposta da unidade é capacitar os interessados a conduzirem visitas guiadas ao interior das áreas protegidas, assim como eventos de educação ambiental, pesquisa, tabulação de dados, produção de materiais didáticos e ações de divulgação daquela unidade.

O analista ambiental ressalta que é preciso fortalecer a participação social em sua gestão por meio da aproximação entre a sociedade e a unidade, estimulando a realização de pesquisas científicas no interior da Flona do Tapirapé-Aquiri e despertar a sensação de pertencimento perante os usuários.

Depois da seleção dos voluntários, estes passarão por um processo de capacitação promovido pelo ICMBio e instituições parceiras. O processo de formação será dividido em atividades teóricas e práticas e em uma fase experimental. O curso abordará instruções voltadas para o Sistema Nacional de Unidades de Conservação (SNUC), educação ambiental crítica como instrumento de gestão ambiental, técnicas de primeiros socorros e sobrevivência na selva, além das particularidades da fauna e flora da região de Carajás, arqueologia, entre outros.

O módulo de teoria será realizado em Marabá, terá duração de 3 dias  e as despesas referentes a deslocamento, alimentação e estadia ficarão a cargo de cada participante.

O módulo prático acontecerá no Mosaico Carajás, onde os voluntários conhecerão as trilhas mapeadas no programa de educação ambiental e serão instruídos sobre metodologias de condução de visitantes. Para este módulo, os custos referentes a deslocamento, alimentação e estadia ficarão a cargo do ICMBio.

Após as fases de capacitação teórica e prática, será iniciado o módulo experimental, onde os cursistas estarão conduzindo, sob acompanhamento e avaliação, as turmas usuárias do programa Comunidade vai à Floresta em atividades pautadas na educação ambiental crítica.

André Macedo explica que a capacitação é contínua, de maneira que treinamentos, cursos e oficinas são realizados ao longo do exercício do serviço voluntariado. É fundamental que os voluntários tenham disponibilidade a participar das referidas capacitações. O candidato deve ter a partir de 18 anos, possuir afinidade com as questões ambientais e interesse pela conservação da biodiversidade e dos recursos naturais; ter formação, estar cursando ou ter experiências na área ambiental ou prestação de serviços voluntários; ser comunicativo e proativo; Saber trabalhar em equipe; ter disponibilidade para participação em todas as etapas da capacitação; residir em Marabá ou Parauapebas.

As inscrições ocorrerão exclusivamente de maneira presencial na base avançada do ICMBio em Marabá e no escritório do instituto em Parauapebas, onde os interessados deverão entregar os currículos, foto 3×4, ficha de inscrição e os documentos solicitados.

Endereços de Inscrições: Em Marabá, a Base Avançada do ICMBio funciona em uma sala da Secretaria Municipal de Agricultura. Em Parauapebas, o Escritório Mosaico fica na Rua J, número 202, Bairro União.

A previsão de divulgação do resultado é para o dia 10 de julho, na página da Floresta Nacional do Tapirapé-Aquiri no Facebook. Maiores informações poderão ser consultadas na base do ICMBio em Marabá ou telefone: 3324 2957.

Ulisses Pompeu – de Marabá
Canaã dos Carajás

Projeto Escola da Vida promove passeio a Parque Nacional em Canaã

A iniciativa é do 16º Grupamento Bombeiro Militar, que pretende levar as pessoas das comunidades carentes a conhecer as áreas de preservação da região

O último sábado (12) foi de lazer para famílias de baixa renda de Canaã dos Carajás, cujas crianças e adolescentes que participam do protótipo do Projeto Escola da Vida, uma iniciativa do 16º Grupamento Bombeiro Militar, tiveram a oportunidade de visitar o Parque Nacional dos Campos Ferruginosos. “A ideia do Projeto Escola da Vida é levar um grupo de crianças de baixa renda para o interior da Flona (Floresta Nacional). A gente fez um convite a um grupo de crianças e adolescentes até a alguns adultos que foram para acompanhar os filhos”, explicou o major Charles de Paiva Catuaba, comandante do GBM em Canaã.

“Os pais estavam até mais ansiosos que as próprias crianças, e assim a gente fez a primeira visita”, contou ele, explanando que o projeto que ainda está em fase de estudo e será destinado a crianças, jovens e pessoas da terceira idade. A forma de captação de recursos ainda está sendo analisada, mas o foco principal é atender à comunidade mais vulnerável.

“Para ter dados e ver a aceitação do projeto, a ideia é levar esse grupo para fazer visitação no interior do parque. A gente ainda está em um projeto-piloto, ainda está em fase de estudo”, reforça Catuaba.

O passeio durou toda manhã toda e encerrou com um revigorante banho de cachoeira. A excursão teve a colaboração de quatro homens do Corpo de Bombeiros e dois agentes do ICMBio (Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade). A empresa Júlio Simões realizou o transporte do grupo, além do gestor do parque, que também fez parte da parceria.

“Depois, vamos saber se a Escola da Vida vai trabalhar a Educação ou se promoverá apenas visitação a essas áreas de preservação, que é a ideia inicial”, explicou o major, avaliando que, caso haja como fortalecer projeto será possível avançar.

“Dentro do projeto tem como trabalhar também a proteção ambiental que visa unicamente o bem estar da comunidade. Essa é a nossa idealização: apresentar o que o município tem em termos das florestas e que muitas das vezes a população não tem oportunidade de visitar”, ressaltou o oficial.

Vinte e sete pessoas participaram da primeira visitação, o que para o major, em um trabalho que ainda é considerado um embrião, superou as expectativas. “Eu avalio positivamente, porque a visita trouxe uma apresentação à comunidade do potencial do município de Canaã no interior do parque”, disse Charles Catuaba.

Segundo ele, as expectativas foram além do esperado porque, a certa altura o ônibus não pode seguir o trajeto, em razão das condições da estrada, e o grupo se propôs fazer o restante do percurso, de cerca de um quilômetro.

“Depois, continuamos o deslocamento em viatura. Eu e o senhor Manoel, gestor do parque, ficamos muito empolgados com a alegria das pessoas, das crianças e adolescentes e surgiu a ideia de levar a terceira idade”, concluiu.

Meio Ambiente

Três municípios visitam Flona Tapirapé para criar Comitê da Bacia do Itacaiúnas

Maior rio genuinamente do sul e sudeste do Pará sofre com zonas urbanas, áreas de pastagem agropecuária e atividades de mineração

Na última sexta-feira, dia 20, um grupo de 17 pessoas que participam de discussões para criação de um Comitê da Bacia do Rio Itacaiunas visitou a Reserva Biológica Tapirapé-Aquiri, para conhecer a área mais preservada do referido rio em toda sua extensão.

A visita foi coordenada pelo ICMBio (Instituto Chico Mendes de Biodiversidade) e contou com participação de representantes de vários órgãos dos municípios de Marabá, Parauapebas e Canaã dos Carajás, banhados pelo Itacaiúnas.

Segundo André Macêdo, gestor daquela unidade de conservação, o objetivo da atividade era unir os três municípios em prol da criação da comitê de bacia do Rio Itacaiúnas. Para ele, a formalização do comitê é fundamental para garantir a perenidade do rio a longo prazo. “Embora o Rio Itacaiúnas esteja ‘blindado’ no interior das áreas protegidas, ele está sofrendo bastante nas áreas externas às unidades de conservação”, salientou.

A promotora ambiental Josélia Leontina de Barros também considerou positiva a visita à Flona Tapirapé e ficou encantada com o nível de preservação do Rio Itacaiúnas e reconhece que toda aquela unidade “Nesta viagem, conseguimos reunir boa parte das entidades envolvidas para criação do comitê. Ao mesmo tempo, avaliamos outra situação, de possível criação”.

A promotora antecipa que uma nova reunião do grupo está agendada para o dia 30 deste mês para tratar desse assunto. Ela observa que ainda não há data para criação do Comitê da Bacia do Rio Itacaiúnas, porque há vários passos a serem dados até lá. “Mas pretendemos arregimentar o maior número de municípios e entidades da região, como universidades, ONG’s, além de ambientalistas para ajudarem a manter este rio, que é um dos mais importantes da região”, destaca.

Desafios à vista

A Bacia Hidrográfica do Rio Itacaiúnas apresenta uma característica emblemática no que se refere aos usos múltiplos dos recursos hídricos. Em sua área de drenagem de aproximadamente 42.000 quilômetros quadrados são encontradas zonas urbanas, áreas de pastagem agropecuária e atividades de mineração coexistindo com áreas protegidas e terras indígenas. A busca pelo equilíbrio entre a produção econômica e a proteção ao meio ambiente representa um desafio não somente para a gestão de recursos hídricos, mas para a gestão ambiental como um todo.

O Rio Itacaiúnas nasce na serra da Seringa no município de Água Azul do Norte, é formado pela junção do rio da Água Preta e rio Azul e desemboca na margem esquerda do rio Tocantins em Marabá. Considerado como um rio estadual, tem 390 km de extensão e seus principais afluentes são os rios Madeira, Parauapebas, Oneã, Vermelho, Aquiri, Tapirapé, Sororó e Preto.

O Itacaiúnas já foi muito importante para o município de Marabá, principalmente por abrigar em suas margens imensos castanhais e reserva de caucho, uma espécie de látex muito utilizado no passado na área da medicina.

Meio Ambiente

Ibama flagra dois garimpos ilegais em Parauapebas

A "Operação Rio Azul" pretende punir quem degrada o meio ambiente, como fazendeiros e garimpeiros

O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente – Ibama – e o ICMBio – Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade – realizam em Parauapebas uma operação denominada “Rio Azul”, para combater os garimpos ilegais na região. “As áreas são monitoradas pelo Ibama e anualmente realizamos essa operação com o objetivo de punir quem explora a natureza. Os garimpos são os alvos, já que a exploração não é realizada da maneira mais sustentável”, explicou Roberto Scarpari, fiscal do Ibama.

Na ação desta quarta-feira (22) dois garimpos ilegais foram localizados em terras limítrofes entre Parauapebas e Marabá. “No primeiro garimpo, conhecido como Garimpo da Cruz, a cerca de 10 km da Vila Sanção, flagramos equipamentos pesados como escavadeira com 15 garimpeiros. No segundo, estilo de um sítio, encontramos instrumentos mais primitivos, mas que contaminam a bacia hidrográfica”, detalhou Scarpari.

Dois homens, identificados como Antônio Lisboa Gomes dos Santos, de 60 anos, e Pedro Morais foram presos. Eles disseram à reportagem que estavam há pouco tempo no trabalho. “Comecei há três dias e não consegui ouro porque são 4 metros de fundura e estávamos em quatro nesse trabalho”, relatou Antônio Santos.

Pedro Morais estava em outro barranco e contou que chegou a cidade à procura de emprego. “Estava hospedado na Vila Paulo Fonteles e aí surgiu a proposta para trabalhar nesse garimpo. Comecei lá dois dias”, disse Morais. Os outros homens conseguiram fugir na chegada da fiscalização.

O Ibama continuará a operação nos próximos dias. Essa ação visa inibir e mostrar para o cidadão que a atividade feita é um risco para a natureza e para a saúde dele também. “Na fiscalização de hoje não achamos nada de mineral, só encontramos materiais para separar o ouro da terra. Imaginamos que eles estocaram a produção”, disse Scarpari, informando ainda que estão fazendo uma  varredura pela área. “No monitoramento pelo helicóptero marcamos um ponto vizinho a Vila Sanção, que já tem histórico de exploração e, infelizmente, só tem deixado problemas para o meio ambiente. Toda essa degradação é porque encontraram ouro.”

Os dois homens presos detalharam que no garimpo que trabalhavam existia mesmo ouro. “Era possível achar de 10 a 20 gramas de ouro por dia por barranco, mas não conseguimos nada,  porque temos pouco tempo de trabalho”, declarou Antônio Santos.

O Ibama vai multar pela degradação dos recursos naturais, como vegetação e na área de proteção permanente da água, que atinge até a fauna. “O dono da terra também responde pelo crime ambiental, por ter um ganho com a exploração. Pelo que sabemos é em torno de 10 a 15% do que é extraído. Eles serão intimados”, concluiu o fiscal.

Alimentação

Alimentos biofortificados são plantados em área piloto em Marabá

A Embrapa já lançou oito cultivares biofortificadas com maior teor de vitamina A, ferro, zinco e carotenoides, como o betacaroteno.

Batata doce, macaxeira, milho e feijão-caupi biofortificados são as cultivares desenvolvidas pela Embrapa com maior teor de ferro, zinco e vitamina A, que começaram a se plantadas em uma área piloto de quatro hectares desde a última quarta-feira, 28, no município de Marabá. O plantio ocorre até a semana que vem no campus rural do Instituto Federal Tecnológico do Pará (IFPA), local no qual funcionará uma unidade de demonstração e capacitação para o cultivo desses alimentos.

O trabalho deverá atender inicialmente 60 famílias localizadas em sete assentamentos no entorno de Unidades de Conservação e Áreas de Proteção Ambiental nos municípios de Marabá, São Félix do Xingu e Parauapebas. As famílias receberão as sementes e mudas biorfortificadas e serão capacitadas para o cultivo.  O coordenador do Núcleo da Embrapa em Marabá, Daniel Mangas, explica que essa área experimental servirá para capacitar técnicos que apoiarão as famílias nos assentamentos. O próximo passo, continua o coordenador, é firmar a parceria com a Prefeitura de Marabá para o fornecimento desses alimentos para a merenda escolar do município.

A biofortificação é resultado de um processo de cruzamento de plantas da mesma espécie, gerando cultivares mais nutritivas. “É importante ressaltar que não é alimento transgênico (onde há incorporação de genes de outro organismo no genoma da planta) e que o próprio produtor tem a autonomia para reproduzir sua semente ou muda”, destaca Daniel Mangas.

A ação faz parte do Projeto Mosaico, coordenado pela Embrapa Amazônia Oriental e Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), e os parceiros do trabalho são Instituto Federal Tecnológico do Pará – Campus Rural Marabá (IFPA), Secretaria de Estado de Desenvolvimento Agropecuário e da Pesca, Emater, Ideflor-Bio e as Prefeituras de Marabá, São Félix do Xingu e Parauapebas.

Ações iniciais – A ação no município de Marabá é a segunda no estado do Pará. A Embrapa Amazônia Oriental já realizou um curso para o cultivo de alimentos biofortificados na sede da instituição no final de agosto. Os primeiros agricultores familiares do estado que receberam treinamento para o cultivo desses produtos foram dos municípios de Bujarú, Capanema e São Caetano de Odivelas. O objetivo é melhorar a dieta da população paraense, especialmente a mais carente.

De acordo com dados da Rede Biofort – um conjunto de projetos na área coordenados pela Embrapa, as deficiências de ferro e vitaminas, são as formas mais comuns de má nutrição com consequências na saúde pública. No Brasil cerca de 50 % das crianças em idade escolar sofrem de algum tipo de deficiência em ferro.

A Embrapa já lançou oito cultivares biofortificadas com maior teor de vitamina A, ferro, zinco e carotenoides, como o betacaroteno. Para se ter uma ideia, a batata doce biofortificada tem 115 microgramas (µg) de betacaroteno por grama de raízes frescas enquanto que a convencional tem 10 µg; o milho biofortificado tem o dobro de vitamina A que o convencional; já o feijão caupi biofortificado tem 77 mg de ferro por kilo e o convencional tem 50 mg.

Pesquisadores de 15 Unidades da Embrapa em diferentes regiões do Brasil trabalham na Rede BioFORT visando a segurança nutricional da população brasileira, tendo o foco direcionado aos alimentos básicos como arroz, feijão, feijão-caupi, mandioca, batata-doce, milho, abóbora e trigo.

Plano Diretor

Audiência Pública discute revisão do Plano Diretor de Parauapebas

Uma das preocupações de quem participou da audiência foi com a falta de saneamento básico no município. Hoje, menos de 20% dos bairros têm esgoto tratado.

A Secretaria de Planejamento de Parauapebas, realizou nesta quinta-feira, 31, no auditório do Centro Universitário (Ceup), a primeira audiência pública do plano de ação do processo de revisão do plano diretor da cidade. Participaram representantes da Prefeitura, Câmara de Vereadores, entidades ambientais e liderança de bairros.

O evento faz parte do cronograma de adesão, feita em junho deste ano, ao programa do Governo do Estado, Proturbe, que oferece assistência técnica e exige o cumprimento de condicionantes como, o decreto que nomeou a Seplan responsável pelo processo, plano de ação, audiências públicas, conferências, até a apresentação do texto final para ser votado e aprovado pelos vereadores e sancionado pelo prefeito Darci Lernem.

O plano diretor é responsável por criar diretrizes para nortear as ações do poder público municipal, principalmente, no planejamento da urbanização de uma cidade. E ela só pode ser feita com a participação da população. O Plano Diretor de Parauapebas é de 2006, portanto, estaria defasada por não contemplar áreas importantes para o desenvolvimento da cidade, como a regularização fundiária, habitação, saneamento, transporte e mobilidade urbana. É o que diz um dos coordenadores do projeto, Clayton da Silva Santos, da Diretoria de Planejamento e Projetos Institucionais da Seplan. “Sem essas alterações, a gente fica impossibilitado de conseguir recursos importantes para resolver problemas graves em nosso município, como o desordenamento da cidade que hoje conta com uma população estimada em 260 mil habitantes”, enfatizou. Segundo Clayton, a revisão do plano diretor é uma exigência da Justiça e já deveria ter sido feita pelas administrações anteriores. “Esse plano de ação, garante que a atual gestão não seja intimada por não cumprir o que determina a lei porque o município tem até o ano que vem, para fazer a alteração no texto original do plano diretor”, observa Clayton.

A revisão do texto original, também vai permitir incluir novas ações que não foram pensadas na época, como as políticas públicas voltadas para a mulher e para a juventude. A Seplan também pretende ampliar as diretrizes sobre saúde pública e ocupação urbana, abrangendo setores, como o Complexo VS10, que ainda não teve a área regularizada, mas que deve fazer parte do plano de expansão e urbanização da cidade. Para isso, são previstas reuniões com representantes de bairros, conselhos e entidades.

Uma das preocupações de quem participou da audiência foi com a falta de saneamento básico no município. Hoje, menos de 20% dos bairros têm esgoto tratado. O presidente da Câmara, Elias da Construforte (PSB), falou sobre os problemas que afetam tanto os moradores quanto o meio ambiente. “Nosso plano diretor é de 2006, e de lá pra cá, muita coisa mudou. A gente vê loteamentos sendo feitos de forma irregular, esgotos que invadem ruas e são jogados nos rios. Precisamos que essa revisão leve em conta todos esses problemas para que isso seja resolvido o quanto antes”, destacou o vereador.

O representante do Instituto Chico Mendes (ICMbio), Marcelo Régis, também falou sobre os riscos ao meio ambiente. “São três décadas de emancipação política , mas Parauapebas continua enfrentando problemas de infraestrutura. Por isso é tão importante participar das discussões sobre o plano diretor, mas isso só vai dar certo se além do poder público, a população também participar do processo”, enfatizou. Régis também falou da preocupação com o rio Parauapebas, que não tem nenhuma política de proteção e captação desse rio.

Essa foi a primeira, das três audiências previstas no cronograma de revisão do plano diretor. Também serão realizadas quatro reuniões com os 10 distritos que representam os bairros da cidade. Na próxima audiência, deve ser feita a apresentação do diagnóstico , com as propostas para a revisão do texto que serão elaboradas durante as discussões dos grupos temáticos, que vão confrontar os diagnósticos com a lei de 2006. A previsão para a conclusão do processo de revisão e aprovação do novo plano diretor é de fevereiro de 2018.

Cotidiano

População de Parauapebas sofre com as queimadas urbanas

A Secretaria Municipal de Meio Ambiente de Parauapebas iniciou uma campanha contra as queimadas urbanas na semana passada.

Willamar Carvalho, moradora do bairro Cidade Jardim, já não sabe mais o que fazer para amenizar os problemas de saúde que sua filha, de seis anos, sofre por conta das queimadas urbanas. “Ela tem asma e não consegue respirar bem com essa fumaça toda. Todo ano é o mesmo sofrimento”, relata a mãe.

Além dos problemas de saúde, as queimadas deixam muita bagunça com as fuligens que invadem as casas, se espalhando pelo chão, sujando roupas e mudando qualquer cenário. O Blog recebeu um vídeo que demostra um pouco do estresse causado.

A Secretaria Municipal de Meio Ambiente de Parauapebas iniciou uma campanha contra as queimadas urbanas na semana passada. Além das ações educativas, um conjunto de peças publicitárias também estão sendo veiculadas com o tema “Queimadas: sua consciência é a cura desse mal”.

Uma das ações já realizadas foi protagonizada pelos alunos do programa Jovem Ambientalista e educadores ambientais, na quarta-feira (28), em que realizaram blitzes em vários pontos de Parauapebas para alertar sobre os perigos das queimadas para a saúde da população e para o meio ambiente.

A campanha tem o apoio do Corpo de Bombeiros, Defesa Civil, Instituto Chico Mendes da Biodiversidade (ICMBio) e das secretarias municipais de Saúde (Semsa) e de Serviços Urbanos (Semurb) bem como do Serviço de Abastecimento de Água e Esgoto (Saaep), que irão realizar fiscalizações de combate às queimadas.

Nesta época é comum as pessoas atearem fogo para a limpeza de áreas, sejam quintais ou lotes, ignorando os terríveis danos que provocam à saúde humana, já que a fumaça está carregada de substâncias que podem causar problemas oculares e respiratórios, como asma, bronquite, renite alérgica, e até mesmo câncer. Crianças e idosos são as maiores vítimas.

As queimadas contribuem ainda para o aquecimento global e destroem plantas e animais. Há ainda o risco das chamas se alastrarem com o vento e avançar sobre as residências, causando incêndios de grandes proporções.