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Alimentação

Alimentos biofortificados são plantados em área piloto em Marabá

A Embrapa já lançou oito cultivares biofortificadas com maior teor de vitamina A, ferro, zinco e carotenoides, como o betacaroteno.

Batata doce, macaxeira, milho e feijão-caupi biofortificados são as cultivares desenvolvidas pela Embrapa com maior teor de ferro, zinco e vitamina A, que começaram a se plantadas em uma área piloto de quatro hectares desde a última quarta-feira, 28, no município de Marabá. O plantio ocorre até a semana que vem no campus rural do Instituto Federal Tecnológico do Pará (IFPA), local no qual funcionará uma unidade de demonstração e capacitação para o cultivo desses alimentos.

O trabalho deverá atender inicialmente 60 famílias localizadas em sete assentamentos no entorno de Unidades de Conservação e Áreas de Proteção Ambiental nos municípios de Marabá, São Félix do Xingu e Parauapebas. As famílias receberão as sementes e mudas biorfortificadas e serão capacitadas para o cultivo.  O coordenador do Núcleo da Embrapa em Marabá, Daniel Mangas, explica que essa área experimental servirá para capacitar técnicos que apoiarão as famílias nos assentamentos. O próximo passo, continua o coordenador, é firmar a parceria com a Prefeitura de Marabá para o fornecimento desses alimentos para a merenda escolar do município.

A biofortificação é resultado de um processo de cruzamento de plantas da mesma espécie, gerando cultivares mais nutritivas. “É importante ressaltar que não é alimento transgênico (onde há incorporação de genes de outro organismo no genoma da planta) e que o próprio produtor tem a autonomia para reproduzir sua semente ou muda”, destaca Daniel Mangas.

A ação faz parte do Projeto Mosaico, coordenado pela Embrapa Amazônia Oriental e Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), e os parceiros do trabalho são Instituto Federal Tecnológico do Pará – Campus Rural Marabá (IFPA), Secretaria de Estado de Desenvolvimento Agropecuário e da Pesca, Emater, Ideflor-Bio e as Prefeituras de Marabá, São Félix do Xingu e Parauapebas.

Ações iniciais – A ação no município de Marabá é a segunda no estado do Pará. A Embrapa Amazônia Oriental já realizou um curso para o cultivo de alimentos biofortificados na sede da instituição no final de agosto. Os primeiros agricultores familiares do estado que receberam treinamento para o cultivo desses produtos foram dos municípios de Bujarú, Capanema e São Caetano de Odivelas. O objetivo é melhorar a dieta da população paraense, especialmente a mais carente.

De acordo com dados da Rede Biofort – um conjunto de projetos na área coordenados pela Embrapa, as deficiências de ferro e vitaminas, são as formas mais comuns de má nutrição com consequências na saúde pública. No Brasil cerca de 50 % das crianças em idade escolar sofrem de algum tipo de deficiência em ferro.

A Embrapa já lançou oito cultivares biofortificadas com maior teor de vitamina A, ferro, zinco e carotenoides, como o betacaroteno. Para se ter uma ideia, a batata doce biofortificada tem 115 microgramas (µg) de betacaroteno por grama de raízes frescas enquanto que a convencional tem 10 µg; o milho biofortificado tem o dobro de vitamina A que o convencional; já o feijão caupi biofortificado tem 77 mg de ferro por kilo e o convencional tem 50 mg.

Pesquisadores de 15 Unidades da Embrapa em diferentes regiões do Brasil trabalham na Rede BioFORT visando a segurança nutricional da população brasileira, tendo o foco direcionado aos alimentos básicos como arroz, feijão, feijão-caupi, mandioca, batata-doce, milho, abóbora e trigo.

Educação

IFPA oferece 80 vagas para cursos técnicos em Parauapebas

As inscrições para os cursos de Eletromecânica e Meio Ambiente serão realizadas nos dias 11 e 12 de maio, na sede da instituição.

A partir desta quinta-feira (11), o campus Parauapebas do Instituto Federal do Pará (IFPA) abre inscrições para dois novos cursos técnicos subsequente, em Eletromecânica e Meio Ambiente. Ao todo, o IFPA oferece 80 vagas para ingresso nos cursos subsequente, respeitando a distribuição de vagas pelo Sistema de Cotas. As aulas dos dois cursos ocorrerão no turno noturno e têm duração de 2 anos.

As inscrições são gratuitas e podem ser realizadas, presencialmente, das 8h às 12h e das 14h às 18h, na sede do campus, localizada na PA 275, S/N, próximo à portaria da Floresta Nacional de Carajás. Para se candidatar a uma vaga, é necessário que o interessado tenha concluído o Ensino Médio ou equivalente. O preenchimento do formulário de inscrição e do formulário socioeconômico é de inteira responsabilidade do candidato.

Para se inscrever no processo seletivo, o candidato deve apresentar, no ato da inscrição, Cadastro de Pessoa Física (CPF); certificado de conclusão do Ensino Médio ou equivalente; histórico escolar de conclusão de Ensino Médio ou ensino equivalente; documento oficial com foto e assinatura. No ato da inscrição, o candidato deverá escolher apenas um único curso ofertado.

O processo seletivo tem duas etapas. Sendo a primeira a fase de inscrições e a segunda a realização de redação em Língua Portuguesa, a ser realizada no dia 14 de maio. A sala e horário das provas serão divulgados em breve pela instituição. Os candidatos aprovados no processo seletivo deverão fazer a matrícula nos dias 19 e 22 de maio.

Como técnico em Eletromecânica, o profissional é habilitado a executar serviços de manutenção e reparos em equipamentos mecânicos e instalações elétricas em baixa tensão; atuar na execução de serviços de manutenção em equipamentos elétricos e eletrônicos, inclusive em equipamentos de acionamentos de cargas em processos industriais; executar e supervisionar a execução dos serviços de manutenção; auxiliar na elaboração e avaliar planos de manutenção; e administrar equipes, metas e resultados de manutenção eletroeletrônica industrial, comercial e predial.

Já o técnico em meio ambiente compreende os processos de gestão ambiental nos ecossistemas naturais, os impactos ambientais e poluições ambientais, processos produtivos e saúde coletiva para garantir a preservação e conservação do meio ambiente natural através do controle nos estabelecimentos urbanos e rurais. Tem a função de gerenciar esses diversos segmentos para garantir o desenvolvimento social, econômico e político da região, atua na organização de programa de educação ambiental, redução, reuso e reciclagem. Identifica os problemas ambientais, analisa suas consequências, operacionaliza e executa ações de preservação, conservação, otimização, minimização e remediação dos efeitos e causas.

Os cursos da forma subsequente são organizados e planejados para proporcionar formação profissional técnica de nível médio ao aluno, ampliando a qualificação profissional e inserção no mundo do trabalho. Ao concluir o curso, o aluno recebe diploma de técnico de nível Médio.

PESSOAS COM DEFICIÊNCIA

Os candidatos com deficiência que desejarem participar do Processo Seletivo devem solicitar, por meio de formulário, atendimento especial nos dias 11 e 12 de maio e, também, laudo médio original e expedido no prazo máximo de 12 meses, atestando o topo e o grau de deficiência, com referência ao código correspondente da Classificação Internacional de Doenças (Cid) e provável causa da deficiência. As pessoas com deficiência terão igualdade de condições com os demais candidatos no que se refere ao processo e critérios de aprovação. Com informações da Assessoria de Comunicação do IFPA – campus Parauapebas.

Curso técnico

Campus do IFPA em Parauapebas recebe autorização para ofertar cursos técnicos de Eletromecânica e Meio Ambiente.

Desde que foi inaugurado, em 2014, a unidade de ensino federal tem agregado na formação de mão-de-obra especializada para a região.

Dia 6 de março foi publicada portarias que autorizam o Campus do Instituto Federal do Pará (IFPA), em Parauapebas, ofertar os cursos técnicos de Eletromecânica e Meio Ambiente. Os editais dos processos seletivos para os referidos cursos ainda serão elaborados e divulgados posteriormente pela instituição de ensino.

Desde que foi inaugurado, em 2014, a unidade de ensino federal tem agregado na formação de mão-de-obra especializada para a região. Na última sexta-feira (17) ocorreu formatura da primeira turma do curso técnico de Mecânica. Na oportunidade, 13 alunos receberam a titulação.

“É uma sensação de dever cumprido quando devolvemos à comunidade profissionais habilitados, competentes para atuar no mercado de trabalho de maneira eficiente. Com isso, estamos criando um novo tempo para impulsionar ainda mais a qualificação da mão-de-obra local, já que o setor exige uma demanda crescente por profissionais capacitados”, destacou Rubens Chaves, diretor-geral do Campus Parauapebas do IFPA, durante a cerimônia de formatura.

E o interesse pela formação na área técnica só tem aumentado por parte dos jovens, principalmente por conta da possibilidade de ser inserido mais rapidamente no mercado de trabalho, se comparado com uma graduação. No início deste ano, o IFPA realizou um processo seletivo que contou com a participação de 852 candidatos, disputando 40 vagas para o curso técnico em mecânica integrado ao ensino médio.

“Eu participei do processo seletivo para a turma de técnico em mecânica. A concorrência foi grande e eu infelizmente não consegui, mas vou continuar tentando. Minha família não tem recursos para bancar uma faculdade pra mim, e eu preciso trabalhar logo, até para ajudar nas despesas de casa. Vejo nos cursos técnicos esta oportunidade”, relatou a jovem Samara Ferreira, que tem 15 anos.

Curso Técnico de Eletroeletrônica

Recentemente também o Campus recebeu autorização para ofertar o curso de Eletroeletrônica, também integrado ao ensino médio, com 40 vagas. O edital do processo seletivo deve ser divulgado em breve.

“A permissão de funcionamento do curso técnico em Eletroeletrônica é uma conquista para toda população de Parauapebas, que poderá receber ensino gratuito de qualidade em nosso Instituto. Acreditamos que a Educação abre portas, e é por isso que buscamos, cada vez mais, ampliar o Ensino oferecido no IFPA, qualificando nossos jovens para ocupar as vagas no mercado de trabalho”, disse Rubens Chaves, diretor geral do campus Parauapebas.

A abertura do curso objetiva atender demanda por profissionais especializados para, assim, contribuir com o desenvolvimento econômico e social da região. O curso técnico em Eletroeletrônica será oferecido em tempo integral (manhã e tarde), com carga-horária de 3.810 horas/aula, e terá 40 vagas para ingresso anual.

Conforme especifica o Catálogo Nacional de Cursos Superiores de Tecnologia (CNCST), o técnico em Eletroeletrônica é o profissional que planeja e executa a instalação e manutenção de equipamentos e instalações eletroeletrônicas industriais; projeta e instala sistemas de acionamento e controle eletroeletrônicos; aplica medidas para o uso eficiente da energia elétrica e de fontes de energias alternativas, dentre outras funções.

O Projeto Pedagógico do Curso (PPC) foi elaborado por docentes da instituição e aprovado pelo Conselho Superior (Consup) e autorizado pelo reitor substituto do IFPA, André Moacir Lage Miranda. Com a permissão, foi instalada uma Comissão para dar início aos trâmites do Processo Seletivo, que deve ter edital divulgado em breve.

Participaram da Comissão de Elaboração do PPC os professores Francisco Serpa, Hélio Fernando Pessoa Bentzen, Kassio Derek Nogueira Cavalcante, Lucas Araújo do Nascimento, Maria Reinize Semblano Gonçalves, Thabatta Moreira Alves de Araújo e Waldicley da Costa Silva.

A elaboração do PPC também contou com a colaboração dos professores Alcione Santos de Sousa, David Durval de Jesus Vieira, Débora Aquino Nunes, Julianna Kelly Paulino Bezerra de Azevedo, Rafael Pires Pinheiro, Renato Araújo Costa e Sebastião Rodrigues Moura. (Com informações do Portal IFPA)

Direitos

Polícia Civil promove palestras sobre direitos da mulher em Parauapebas

Delegada Ana Carolina Abreu, titular da Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (Deam) foi quem ministrou as palestras

A Polícia Civil esteve presente em duas palestras realizadas neste final de semana em Parauapebas, em decorrência das comemorações pela semana alusiva ao Dia Internacional da Mulher. Com as temáticas sobre violência doméstica e aplicação da Lei Maria da Penha, a delegada Ana Carolina Abreu, titular da Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (Deam) do município prestou informações e esclarecimentos ao público em geral, em especial estudantes, presentes na Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA) e no Instituto Federal do Pará (IFPA), campus de Parauapebas.

O tema da palestra foi “Os Direitos da Mulher”. A DEAM de Parauapebas está presidindo uma extensa programação alusiva à Semana da Mulher desde o dia 3 deste mês, por meio de rodas de conversas com o tema “Coisa de Gênero”, voltadas às mulheres da comunidade e universitários.

No último dia 8, data do Dia Internacional da Mulher, a delegada coordenou um bate-papo com mulheres, na sede da DEAM para esclarecer dúvidas sobre a Lei Maria da Penha. Em outra palestra, realizada na sede da Faculdade Metropolitana, em Parauapebas, a titular da DEAM do município palestrou sobre violência de gênero, para alunos de Direito e Engenharia.

Educação

IFPA de Parauapebas terá curso superior de Tecnologia em Automação Industrial

O curso abrange conhecimentos em sistemas mecânicos, eletro-eletrônicos e computação.

O campus Parauapebas recebeu, nesta quarta-feira (18), a portaria de autorização para funcionamento do curso superior de tecnologia em Automação Industrial. Esta permissão caracteriza-se como um marco histórico para a educação do município e, também, para o campus, que passa a ter o primeiro curso superior na grade de cursos oferecidos à sociedade.

O curso de tecnologia em Automação Industrial abrange conhecimentos em sistemas mecânicos, eletroeletrônicos e computação, necessários à otimização do esforço humano, de modo a tornar os processos mais seguros e eficientes, viabilizando o desenvolvimento industrial.

Conforme especifica o Catálogo Nacional de Cursos Superiores de Tecnologia (CNCST), o egresso do curso em Automação Industrial é o profissional apto a atuar no planejamento, instalação e supervisão de sistemas de integração e automação. Podendo desenvolver projetos e gerenciamento de instalação e o uso de sistemas automatizados de controle e supervisão de processos industriais.

De acordo com Rubens Chaves, diretor geral do campus Parauapebas, “o mercado de trabalho tornou-se mais competitivo e exigente, tanto em produtos como em serviços, o que requer uma nova postura profissional, assim, a abertura do curso atende a necessidade de profissionais nesta área, possibilitando educação de qualidade aos jovens do nosso município”, conta.

O Projeto Pedagógico do novo curso foi aprovado pelo Conselho Superior (Consup) e autorizado pelo reitor substituto do IFPA, André Moacir Lage Miranda. O curso terá 40 vagas para ingresso anual e carga horária total de 3.692 horas/aula.

O PPC foi elaborado pelo Núcleo Docente Estruturante (NDE) do campus Parauapebas composto pelos professores Daniel da Conceição Moutinho, Diego Almir da Silva e Silva, Renato Araújo da Costa, Rubens Rodrigues Chaves, Sebastião Rodrigues Moura e Thabatta Moreira Alves de Araújo.

O professor Sebastião Moura, diretor de Ensino em exercício, que também fez parte da formulação do PPC, declarou que “o curso em Automação Industrial representa um avanço significativo na qualidade de ensino oferecido pelo IFPA à sociedade, contribuindo para o desenvolvimento socioeconômico local e regional, formando profissionais que tenham embasamento teórico e prático para inovar sistemas na área de automação industrial”.

Além dos membros do NDE, o PPC do curso superior tecnológico em Automação Industrial foi construído com a colaboração dos docentes Hélio Fernando Pessoa Bentzen, Laís Mota De Brito Da Fonseca, Lucas Araújo do Nascimento, Maria Reinize Semblano Gonçalves e Rafael Pires Pinheiro.

Forma de Ingresso

O acesso ao curso superior de tecnologia em Automação Industrial será realizado por meio de Edital para ingresso no primeiro período e/ou por transferência ou por reingresso. Os processos seletivos serão oferecidos a candidatos que tenham certificado de conclusão do ensino médio ou de curso que resulte em certificação equivalente.

Marabá

Audiência pública discute degradação dos rios Tocantins e Itacaiunas

Evento reuniu autoridades, ambientalistas, educadores e sociedade em geral

Por Ulisses Pompeu – de Marabá   

A Câmara Municipal de Marabá realizou na quarta-feira, 30, uma audiência pública para discutir os problemas ambientais que têm afligido os rios Tocantins e Itacaiunas. O evento, presidido pelo vereador Guido Mutran, reuniu autoridades, ambientalistas, educadores e sociedade em geral.

Entre as autoridades presentes, participaram a delegada de Polícia Civil, Simone Felinto, bispo Dom Vital Corbelini, Valber André Alves Araújo, secretário Municipal de Meio Ambiente, mais os vereadores Ilker Moraes e Vanda Américo e os recentemente eleitos Priscila Veloso e Edinaldo Machado Pinto.

Em seu discurso de abertura, Guido apontou a explosão demográfica como uma das responsáveis por grande parte dos crimes que afligem os rios que banham a cidade. “Construímos selvas de concreto, mas não cuidamos para que o esgoto de nossas casas não contaminassem os rios. Plantamos, mas não tivemos o cuidado de preservar a mata ciliar do Tocantins e Itacaiunas. Retiramos areia, seixo, peixes com rede de arrasto, banhamos nas praias, mas não tivemos o cuidado mínimo de preservar os rios que nos dão alimento e lazer”.

O vereador lamentou que, por conta da intervenção humana inadequada, os rios sofrem com assoreamento em toda sua extensão, desaparecimento de diversas espécies de peixes e secas frequentes. Guido informou que será elaborado um documento para enviar às entidades competentes para que sejam realizadas ações concretas para minimizar os impactos nos rios.

Valber Araújo foi o primeiro a fazer uso da palavra para apresentar uma palestra específica sobre os danos históricos causados ao Rio Itacaiunas. Ele explicou aos presentes que este rio tem mais de 500 km de extensão e que 270 km do total estão dentro do município de Marabá. Ele nasce em Água Azul do Norte, passa por Canaã dos Carajás, depois por Parauapebas, até chegar a Marabá, onde deságua no Tocantins, tornando-se um rio estadual. “A competência de fiscalização, por conta disso, é do Ibama, Semas e Semma de Marabá. No nosso caso, atuamos em caso de crime ambiental”, explicou.

Valber explicou que as principais causas de poluição dos rios são fenômenos naturais, atividade agrícola, ocupações, desmatamento e assoreamento. Falou dos dramas do Rio Tocantins, manejo incorreto do solo, grande volume de captação de água para irrigação e represamento, empobrecimento do solo e poluição das margens. “Rio sempre foi uma estrada que ao longo dos anos permitiu criação de povoados às suas margens”, lembrou.

Por fim, Válber sugeriu a reformulação da lei ambiental de Marabá, que é antiga e pediu a criação da guarda ambiental municipal para que a Semma (Secretaria Municipal de Meio Ambiente) atuar de forma mais firme para coibir crimes ambientais.

Carlos Brito, vice-presidente do Conselho Municipal de Meio Ambiente, apresentou uma palestra sobre ações e influências sobre os rios e explicou que o foco do Comam está no Itacaiunas, mas algumas ações ocorrem nos dois rios.

Paulo Pantoja, professor do IFPA Campus Industrial de Marabá, apresentou um projeto de extensão tecnológica com geoprocessamento aplicado à gestão de recursos naturais e sistemas integrados para bacia do Rio Itacaiunas. “O projeto prevê diagnóstico ambiental a partir de dados precisos, mostrando que a vazão de 600 metros cúbicos não é real. O estudo vai ficar à disposição da comunidade, mostrando o perfil da degradação e as entidades do meio ambiente poderão ter acesso a ele”, disse.

Rosemary Pimentel Coutinho, química industrial e doutora em Ciência e Tecnologia de Alimentos, também professora do IFPA, revelou que desde 2007 vem trabalhando com alunos sobre a água em Marabá, não apenas dos rios, mas também a potável, de esgoto, de um modo geral.

O bispo Dom Vital Corbelini defendeu a realização de ações concretas para minimizar os impactos ambientais e mostrou que a Igreja Católica está preocupada com o assunto da água “porque os rios estão secando e não podem secar pela ação humana”.

Por sua vez, a delegada Simone Felinto, que é licenciada em Geografia, se disse alegre em perceber a inquietação da sociedade de Marabá com a situação dos rios. Lembrou que participou de várias reuniões no MP, entrou em uma fazenda invadida onde as pessoas estavam loteando as margens dos rios. “Estou percebendo muitos loteamentos às margens dos rios. Os órgãos de repressão não têm capacidade de combater sozinhos os crimes ambientais. Na área urbana espero que cada um levante da sua cadeira e dê um passo no sentido de contribuir.

Educação

Educação demite dez do Instituto Federal do Pará

O Ministério da Educação, com a colaboração do Ministério da Transparência, Fiscalização e Controladoria-Geral da União, demitiu dez servidores do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Pará (IFPA).

São nove demissões e uma destituição de cargo em comissão. Todos estão impedidos de retornar ao serviço público. Eles foram acusados por improbidade administrativa; lesão aos cofres públicos e dilapidação do patrimônio nacional.

As punições são resultado de um Processo Administrativo Disciplinar (PAD), no qual os servidores tiveram direito ao contraditório e a ampla defesa.

Dois auditores do Ministério da Transparência participaram da comissão responsável pela investigação. Um dos auditores atuou como presidente do colegiado. A decisão está publicada na edição do Diário Oficial da União (DOU) do dia 12 de setembro. O Processo Administrativo Disciplinar foi instaurado após a deflagração da Operação Liceu, em 2012.

O Ministério da Transparência participou da ação, em parceria com o Ministério Público Federal e a Polícia Federal.

A investigação desarticulou uma organização criminosa, cuja principal fonte de desvio eram os recursos federais repassados ao Instituto, destinados à concessão de bolsas para os alunos e professores.

Também foi constatada fraude na comprovação de despesas, pagamento indevido de diárias e passagens, saques e pagamentos não vinculados aos objetivos institucionais.

Fonte: Estadão

 

Marabá

Vereadores marabaenses são contrários ao fechamento da Escola Jonathas Athias

Da situação à oposição, nenhum legislador se manifestou favorável à entrega do prédio ao IFPA

Causou grande repercussão na Câmara Municipal de Marabá a medida anunciada pelo prefeito em exercício, Luiz Carlos Pies, de encerrar as atividades do ensino fundamental e médio na Escola Jonathas Pontes Athias – que tem 1.100 alunos – e entregar o prédio ao IFPA (Instituto Federal do Pará).

Primeira a usar da palavra, a vereadora Vanda Américo avaliou que o município passa por um momento de grande instabilidade política e administrativa, classificando a medida de tentar fechar a escola como “coisa de horror”. Para Vanda Américo, a cada dia o prefeito em exercício executa “projeto de maldade”, até mesmo acusando a Câmara e o Ministério Público de orientarem suas decisões, o que não é verdade. “Não podemos ter tanto prédio alugado, quando há escolas próprias esvaziadas”, alfinetou.

A vereadora avalia que as medidas adotadas por Luiz Carlos Pies não são fruto de estudo e nem ele está consultando a Progem (Procuradoria Geral do Município) e elaborou um documento tentando acabar com o PCCR com redação discriminatória e preconceituosa com os professores.

Lembrou que a comunidade escolar está mobilizada para evitar o fechamento da escola e disse ter certeza que, caso o projeto seja enviado à Câmara, ele não será aprovado. “Aquela é uma das escolas de tradição na Nova Marabá, com mais de 100 servidores e que vem realizando um trabalho de grande reconhecimento”.

Vanda disse que iria ao MP denunciar essa “loucura que se abateu sobre a cabeça do prefeito em exercício. Talvez porque o IFPA é do seu partido e ele queira dar presente. Que o faça com recursos do seu bolso”, disse.

A vereadora Irismar Melo diz que fica se perguntando que partido Luiz Carlos representa, porque as medidas anunciadas por ele são para prejudicar toda a sociedade, prejudicando as famílias, causando transtorno aos marabaenses. “Como ele (Luiz Carlos) está no poder legalmente constituído, é preciso que a Câmara se posicione e seja professor do prefeito em exercício”.

Por sua vez, a vereadora Antônia Carvalho, a Toinha, também do PT, considerou a postura de Luiz Carlos “ditatorial e ultrapassada”. Ela disse não saber o que este prefeito realmente quer fazer. “Estamos tratando com pessoal com grande formação intelectual, mas parece que há desvio de atenção quando se tenta revogar lei que já havia sido revogada”, disse, referindo-se ao Plano de Carreira e Salários dos professores.

Toinha lembrou que a Comissão de Educação sugeriu fechamento de algumas escolas, mas o Jonathas não estava neste pacote. Para ela, a medida é autoritária e descabida.

Ubirajara Sompré, vereador da base aliada do governo, foi outra a manifestar-se contrário ao fechamento da escola. “Como vão fortalecer o Instituto Federal se estamos fechando escolas da educação básica. O futuro da nação depende do ensino médio. Não temos como apoiar uma situação dessas”, desabafou.

O vereador Ilker Moraes revelou que nesta segunda-feira, 6, um grupo de vereadores reuniu-se com o prefeito em exercício, mas não houve nenhum ao lado do gestor municipal. “O Governo Federal tem passado por uma série de dificuldades e não acredito que essa medida vai ser interessante para Marabá. Caso queira ampliar sua escola técnica, que o governo federal mostre empenho e traga recursos para Marabá e faça escola em outro local”. Para Moraes, não adianta economizar fechando uma escola, porque a educação não se mede com valores.

Pedro Souza, ex-secretário de Educação e um dos líderes do governo Salame, também se disse totalmente contrário à ideia de fechar o Jonathas Athias. Segundo ele, essa é terceira tentativa de doar a escola para o IFPA. “Em 2014 esse mesmo grupo tentou fazer o mesmo. O ano passado de novo, mas agora, depois que sai da Semed, o plano está se fortalecendo. Mas para isso acontecer, a Câmara tem de aprovar. A rede passa por problemas orçamentários, mas Jonathas não está nesse meio. Semana passada avisei que as escolas do entorno não aguentariam essa demanda”, alertou.

Para Pedro Souza, a expansão do Instituto Federal é importante, mas o município tem outras áreas que pode negociar. “Não podemos perder o IFPA, mas temos de brigar por outra área que não seja a escola Jonathas”, reiterou Souza, sugerindo que a Mesa Diretora da Câmara convide o diretor do IFPA para explicar o projeto e buscar diálogo junto à Prefeitura para resolver o problema.

Leodato Marques, outro governista, também não concordou com o fechamento da escola. Ele considerou a decisão intempestiva e disse que esse assunto precisaria ser negociado a médio prazo, pelo menos. “Na minha sugestão, poderia construir outra escola atrás do Ginásio Olímpico om recursos federais e da Vale, mas não há possibilidade de repassar R$ 4 milhões ao governo federal sem nenhuma compensação”, advertiu.

Fonte: maraba.pa.leg.br

NOTA OFICIAL SOBRE A ESCOLA “JÔNATHAS PONTES ATHIAS”

A cessão das instalações da Escola “Jônathas Pontes Athias” ao IFPA para a instalação de uma faculdade pública ainda está no campo das hipóteses. Portanto, não há nada de concreto, o assunto ainda será discutido com a Semed. Após essa discussão terá de passar pela Câmara Municipal. Então é um processo longo. E, caso isso venha a acontecer, os alunos serão realocados para outras escolas, sem prejuízos ao ano letivo nem prejuízos à carga horária dos professores. (Ascom PMM)