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Transporte

Presidente do BNDES diz que ferrovia paraense é estratégica para o País

“O Pará é um estado que, ao longo de sua história, tem contribuído muito com o Brasil.Mas agora é a hora do Estado escrever o seu próprio futuro”, reconhece Paulo Rabello. .
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O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Paulo Rabello de Castro, já tinha duas convicções formadas quando saiu da sala de reuniões da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Mineração e Energia Pará (Sedeme), na noite desta sexta-feira (24), após um encontro de 90 minutos com o secretário Adnan Demachki.

A primeira convicção é de que já está na hora de tirar do papel e tornar realidade o projeto da Ferrovia Paraense, uma das mais importantes apostas do governo local para consolidar o potencial logístico e aproveitar a localização estratégica do Estado. “Chega de conversa. Vamos agir!”, prometeu Rabello, sem esconder o entusiasmo e deixando claro que o BNDES tem interesse em participar do financiamento.

A segunda certeza do economista carioca, um dos profissionais mais respeitados do País, doutor pela Universidade de Chicago, ex-coordenador do Movimento Brasil Eficiente e presidente do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) até assumir o BNDES, em junho de 2017, é de que o Pará está no caminho certo na busca pelo crescimento sustentável. Ele elogiou o Projeto Pará 2030, que é o grande guarda-chuva das ações do Estado, com alcance transversal e impacto em todos os segmentos produtivos identificados como prioritários.

O projeto é fundamentado na verticalização de 14 cadeias de produção e alinhavado aos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável preconizados pela Organização das Nações Unidas, com foco no combate à desigualdade e à pobreza.

“Fiquei muito bem impressionado com a proposta desenvolvimentista planejada pelo governo do Estado, visando levar o Pará a se equiparar à renda média do Brasil em 2030”, destacou. “O Pará é um estado que, ao longo de sua história, tem contribuído muito com o Brasil”, reconhece Paulo Rabello. “Mas agora é a hora do Estado escrever o seu próprio futuro”.

O projeto

No encontro com Adnan Demachki e membros da equipe da Sedeme, Paulo Rabello conheceu os detalhes da Ferrovia Paraense, fez questionamentos e declarou-se satisfeito com os esclarecimentos. O presidente do BNDES e o secretário estadual de Desenvolvimento trocaram ideias acerca da viabilidade do projeto, do envolvimento dos futuros usuários e, é claro, da possibilidade de o Banco Nacional de Desenvolvimento tornar-se parceiro no financiamento da obra.

“A Ferrovia Paraense tem um grande valor estratégico. A conexão prevista com a Ferrovia Norte-Sul dá ainda mais relevo à sua importância nacional”, aponta. “Mesmo que não houvesse essa conexão, ela já é uma ferrovia estratégica, porque vai escoar a produção paraense, dos setores mineral, agrícola e pecuário, mas também dos produtores vizinhos, principalmente do Mato Grosso”, observa.

“Nós, do BNDES, temos o maior interesse em que esse projeto da ferrovia, assim como outros grandes projetos do Pará que estão sob análise do banco, saiam do papel e virem realidade”, disse. Ele ainda garantiu que vai tratar do assunto com os técnicos do BNDES, que já receberam a proposta do Pará e estudam a melhor maneira de viabilizá-la. “Vamos trabalhar para resolver isso no menor prazo possível”, garantiu.

Ambiente preservado

A Ferrovia Paraense terá 1.312 km de extensão, passará por 23 municípios, vai conectar todo o leste do Pará, desde Santana do Araguaia até Barcarena, atendendo a uma das maiores províncias minerais do mundo e a grande fronteira do agronegócio, que ainda carecem de logística apropriada, com potencial para o transporte mais barato de ferro, bauxita, grãos, fertilizantes e combustíveis, entre outras cargas.

O projeto permite o acesso de produtores de minério e do agronegócio em todo o País a uma rota estratégica de exportação, pelo Porto de Vila do Conde, que encurta a distância entre o Brasil e os principais destinos das exportações: os portos de Rotterdam, na Europa; de Xangai, na China; e de Miami e Los Angeles, nos Estados Unidos, normalmente acessados pelos portos de Santos (SP) e Paranaguá (PR).

Todo o traçado da ferrovia foi definido para produzir o menor impacto possível ao meio ambiente. Além disso, a ampliação do modal de transporte ferroviário, por si só, já garante a redução de fatores de poluição ambiental, como as emissões de dióxido de carbono (CO2) e monóxido de carbono (CO), gases responsáveis pelo aumento do efeito estufa.

Outra vantagem da Ferrovia Paraense é o fato de que ela também transportará passageiros, tal e qual faz a estrada de ferro Carajás. Isso vai facilitar a integração dos paraenses e reduzir o tráfego de veículos, principalmente na rodovia PA-150.

O presidente do BNDES disse que, tão logo chegue ao Rio de Janeiro, vai tratar do assunto com o corpo técnico da instituição. (APN)

infraestrutura

Prefeitura investe em obras de infraestrutura na zona rural de Parauapebas

Já foram recuperados 42 quilômetros de estradas na Palmares Sul e 81 quilômetros da PA Rio Branco, que interliga diversas localidades.
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As melhorias de infraestrutura chegaram às diversas localidades da zona rural de Parauapebas. Desde janeiro deste ano, o governo municipal trabalha para garantir melhorias no tráfego nas estradas vicinais. Na Palmares Sul, já foram recuperados 42 quilômetros de estradas. No total, 69 quilômetros receberão serviços de limpeza, encascalhamento e terraplanagem.

A Secretaria Municipal de Obras (Semob) também está recuperando 81 quilômetros da PA Rio Branco, que interliga diversas localidades. Essa via permite aos agricultores o escoamento de seus produtos com maior rapidez e segurança até a zona urbana.

Outra localidade que está recebendo obras é a Vila Paulo Fonteles. As vicinais Esperança, VS11 e dos Placas que estavam intrafegáveis, segundo os moradores, agora começam a mudar. “Essas estradas estavam sem condições de tráfego, principalmente nas rotas do transporte escolar. Eu ando todos os dias nessas vicinais e agora já começo a ver mudanças com essas obras”, diz Moacir Souza, morador da Vila Paulo Fonteles. Somente na região, a prefeitura vai recuperar 34 quilômetros de estradas.

Como tem sido praxe, a secretária de Obras, Silvana Faria, acompanha de perto os serviços. “Estamos com maquinários em vários pontos da zona rural. Já recuperamos mais 800 quilômetros de estradas. Estamos melhorando o acesso às comunidades mais distantes”, afirma ela.

Silvana Faria informa que as obras devem continuar. Um novo contrato já permite a colocação de aduelas, e em breve serão realizadas a reforma e a construção de pontes, vistoriadas pela secretária. “Para 2018, novas obras estão sendo estudadas para melhorar ainda mais a infraestrutura do município”.

A notícia foi bem recebida pelo motorista Francisco Nóia, 65 anos, morador da zona rural. “Nossa região já está recebendo serviços e melhorou 50% nas ladeiras e vicinais. Acredito que pode melhorar mais, com novas obras”, comenta ele.

As regiões Palmares II, Cedere, APA do Gelado, Vila Sanção, Valentim Serra, área do eixo Itacaiúnas e Beiradão também receberam os serviços da Semob.

Texto: Liliane Diniz
Fotos: Piedade Ferreira
Assessoria de Comunicação – Ascom | PMP

infraestrutura

Presidente Michel Temer assina amanhã Ordem de Serviço para construção de ponte ligando o Pará ao Tocantins

Ele desembarca em Marabá e segue de helicóptero para Xambioá (TO), onde assina a OS às 11h. Às 14h a cerimônia se repete em São Geraldo, no Pará
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Eleutério Gomes – de Marabá

O presidente Michel Temer (PMDB), segundo previsão do Cerimonial da Presidência da República, desembarca amanhã, quinta-feira (14), às 8h40 no Aeroporto “João Correia da Rocha”, em Marabá, e da pista de pouso mesmo, embarca em helicóptero que o levará a Xambioá, no Tocantins. Ali, às 11 horas, assina a Ordem de Serviço para a construção da ponte que liga aquele Estado ao Pará, com 1.721 de extensão, orçada em R$ 160 milhões. Do lado do Pará, em São Geraldo do Araguaia, a cerimônia se repete às 14 horas. A ponte ligará dois trechos da rodovia federal BR-153, separados pelo Rio Araguaia, cuja travessia atualmente é feita de balsa.
A assinatura terá a presença dos ministros Helder Barbalho (Integração Nacional) e Maurício Quintella (Transportes), que farão parte da comitiva que vem de Brasília, desembarca em Araguaína (TO) e segue para Xambioá. Já a comitiva de Belém desembarca em Marabá e segue para São Geraldo.
A construção da ponte, há muito esperada tanto pelo Pará quanto pelo Tocantins é resultado da união de esforços das bancadas federais paraense e tocantinense para que a obra fosse incluída no PAC (Plano de Aceleração do Crescimento). Amanhã, no ato da assinatura da Ordem de Serviço é que será anunciada a data do início das obras.

Infraestrutura

Governo Federal une esforços para agilizar obras do Pedral do Lourenço

Expectativa é de que os serviços sejam iniciados no segundo semestre de 2018. Nova rota vai estimular o desenvolvimento regional no Norte do país
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O governo federal deu mais um passo para acelerar a obra que irá garantir a navegabilidade permanente da hidrovia Tocantins-Araguaia. As questões ambientais para o derrocamento do Pedral do Lourenço pautaram a reunião do ministro da Integração Nacional, Helder Barbalho, nesta segunda-feira (3), com representantes do governo e da DTA Engenharia Ltda., empresa responsável pelas obras. Na oportunidade, o ministro solicitou ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) maior celeridade nos processos.

“Essa obra permitirá com que nosso rio Tocantins possa ter navegabilidade durante o ano todo e trará uma repercussão absolutamente extraordinária para a região Norte. Hoje, tivemos a oportunidade de debater e, acima de tudo, cobrar para garantir com que as etapas possam ser cumpridas da forma mais célere possível”, afirmou o ministro Helder Barbalho.

Modais integrados

O derrocamento do Pedral do Lourenço soma-se a outras iniciativas do governo federal para reforçar a logística de transporte de cargas no Norte do país, integrando os modais hidroviário, ferroviário e rodoviário com a garantia do escoamento da produção agrícola, mineral e também pecuária de estados como Maranhão,  Tocantins, Pará, Mato Grosso e Goiás. Com isso, há o fortalecimento do Arco Norte como um importante corredor logístico  que também estimulará o desenvolvimento regional, gerando mais emprego, renda e favorecendo também as comunidades ao longo do trecho.

Participaram da reunião a coordenadora-geral de Meio Ambiente do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), Ângela Parente; o coordenador de Licenciamento Ambiental do Ibama, Gabriel Angotti; e o presidente da DTA Engenharia, João Acácio.

 Segundo semestre de 2018

De acordo com o presidente da DTA Engenharia, João Acácio, a previsão é de que os serviços sejam iniciados no segundo semestre de 2018. A empresa é responsável por todas as etapas, desde os levantamentos de campo, a elaboração dos projetos básico e executivo – já concluídos, do Estudo Prévio de Impacto Ambiental (EIA), do Relatório de Impacto Ambiental (RIMA) e a execução da obra.

Está em análise pelo Ibama a documentação necessária à Autorização para a Captura, Coleta e Transporte de Material Biológico (ACCTMB), conhecida como Abio. A partir dessa etapa, a DTA Engenharia estará autorizada para ir a campo realizar esses procedimentos, que irão auxiliar os estudos para o licenciamento ambiental federal.

Por se tratar de uma obra prioritária para o desenvolvimento da região, o ministro Helder Barbalho entrou em contato com a presidente do Ibama, Suely Araújo, que garantiu a análise da dos processos com a maior brevidade possível. O coordenador de Licenciamento Ambiental do Ibama, Gabriel Angotti, assegurou que até a próxima quarta-feira (5) a autorização estará liberada.

“Vamos trabalhar com a meta de conseguir, em seis meses, as licenças necessárias para as obras. Estamos lutando pelo destravamento da hidrovia e para consolidar essa importante iniciativa em favor da população do Norte”, disse o ministro Helder Barbalho.

O próximo passo será a conclusão e entrega do EIA/RIMA para análise do Ibama. Durante a reunião, o presidente da DTA Engenharia, João Acácio, anunciou que essa documentação será protocolada até o fim do ano. Os estudos sobre desenvolvimento sustentável e prevenção são fundamentais para a obtenção do licenciamento ambiental, uma obrigação legal prévia à instalação de qualquer empreendimento ou atividade potencialmente poluidora ou degradadora do meio ambiente. A análise dura em média de seis meses a um ano e conta com discussões e audiências públicas.

Entenda a obra

O derrocamento do Pedral do Lourenço consiste em desgastar as formações rochosas que impedem a navegação de embarcações com cargas durante os meses de setembro a novembro, período em que o rio fica mais raso. O edital para a escolha da empresa responsável pela obra foi lançado em março de 2014. A DTA Engenharia Ltda. foi a vencedora, com a proposta de R$ 520,6 milhões, o que representou economia de R$ 40 milhões ao governo federal, reduzindo em 7,15% a previsão para a execução da obra.

A abertura de um canal de navegação permitirá a circulação de embarcações no trecho de aproximadamente 500 quilômetros entre Marabá e Vila do Conde, no município de Barcarena (PA), durante o ano todo, sobretudo no período de águas rasas. A retirada das rochas dará lugar a um canal de 140 metros de largura.

35 x 6 mil toneladas

O deslocamento hidroviário, além de representar redução de custos para os produtores, é uma modalidade de transporte sustentável, menos poluente. Um comboio de 150 metros com capacidade de seis mil toneladas, equivale a 172 carretas de 35 toneladas. Outro benefício da obra é o uso contínuo da eclusa de Tucuruí, que teve investimentos de R$ 1,6 bilhão para que pudesse operar com a capacidade de permitir o transporte de até 40 milhões de toneladas ao ano pelas vias navegáveis da região poderá enfim operar a plena carga.

Com mais uma via regular para escoar a safra, o derrocamento do Pedral do Lourenço beneficiará projetos financiados pelo Ministério da Integração, por meio dos Fundos de Desenvolvimento da Amazônia (FDA), do Nordeste (FDNE) e do Centro-Oeste (FDCO), importantes instrumentos de promoção do investimento regional no Brasil. Essas ações são desenvolvidas nas áreas de atuação das Superintendências do Desenvolvimento da Amazônia (Sudam), do Nordeste (Sudene) e do Centro-Oeste (Sudeco).

Infraestrutura

Pará se consolida como principal corredor logístico do Arco Norte com novas concessões na área de portos e ferrovias

Ministro Helder Barbalho trabalha pelo desenvolvimento do Pará como polo logístico
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Anunciada terça-feira pelo governo federal, a segunda fase do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI) consolida o Pará como principal corredor logístico do Arco Norte para escoamento da produção agrícola e mineral, gerando mais empregos e renda para a população. O programa prevê para o segundo semestre o edital para obras nas áreas de portos, rodovias e ferrovias – incluindo a Ferrogrão, que vai ligar o Mato Grosso ao porto fluvial de Miritituba, no oeste do estado. A prorrogação da concessão de um terminal de contêineres em Barcarena também consta da nova fase do PPI.

O ministro da Integração Nacional, Helder Barbalho, que desde sua gestão à frente da Secretaria de Portos trabalhou pelo Pará e pelo desenvolvimento do Arco Norte, destacou que a combinação de ferrovias e portos permite que novos empreendimentos possam chegar ao estado, assegurando sua competitividade. Segundo ele, esses ingredientes diferenciam o Pará dos demais estados do país:

“Festejo, comemoro e continuarei acompanhando esse processo no sentido de efetivar a execução dos projetos”, reiterou o ministro, que, desde outubro de 2015, quando assumiu a Secretaria de Portos, já atraiu mais de R$ 1 bilhão em investimentos para o Pará.

Com o crescimento da produção nacional de grãos, o Pará tem expandido sua atuação nacional no setor logístico. Segundo Helder Barbalho, o PPI vai reforçar de forma significativa a economia paraense.

“De uma maneira muito positiva, eu entendo que, neste momento, novos investimentos representam a oportunidade de geração de emprego e de renda e o aquecimento da economia, reafirmando o potencial do estado do Pará de se consolidar através do Arco Norte, como o grande propulsor da logística e da competitividade do nosso país”, afirmou o ministro.

Nesta segunda fase do PPI, o governo autorizou a prorrogação antecipada do contrato do Terminal de Contêineres Convicon, concedido à empresa Santos Brasil, até 2033, com investimentos de R$ 143,8 milhões no porto de Vila do Conde, em Barcarena. Com isso, a capacidade total passará de 35.363 contêineres/ano para 72.762 contêineres – um aumento de 106% na capacidade operacional.

Para a Santos Brasil, essa prorrogação dá garantias de manutenção do cronograma de investimento da companhia no Pará. Os recursos serão usados na ampliação do pátio de armazenagem, em edificações e tecnologia. O investimento total na operação em Vila Conde está calculado em R$ 622 milhões, sendo R$ 70 milhões a curtíssimo prazo, como informa Santos Brasil, que opera o terminal desde 2008. O terminal emprega hoje 300 funcionários e a previsão é de aumento da força de trabalho com estes investimentos.

Ferrogrão vai gerar boom de investimentos no Pará, diz CNI

Já o edital da Ferrogrão, outro importante braço do corredor logístico que leva o Pará à condição de destaque no Arco Norte, acontecerá no segundo semestre deste ano. A ferrovia de 1.140 quilômetros de extensão, ligando o município de Sinop, no Mato Grosso, ao porto de Miritituba, no Pará, deve ultrapassar R$ 12 bilhões em investimentos e será a principal rota de acesso para exportação da produção de grãos no Brasil. Aguardam pela obra gigantes do setor de exportação, como Amaggi, ADM, Bunge, Cargill, Dreyfus e a Estação da Luz Participações (EDLP).

Para o gerente-executivo de Infraestrutura da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Wagner Cardoso, o anúncio das concessões vai proporcionar ao Pará um boom de empreendimentos. Segundo ele, os negócios serão ampliados não somente pelas companhias que operam no estado, mas também pelas que chegarão a reboque desse novo movimento.

“Certamente veremos dezenas de terminais portuários sendo erguidos na região de Miritituba e em demais áreas. Cargil, Bunge, Hidrovias do Brasil já estão com obras em andamento. O Pará já vinha sendo a bola da vez da logística no país, e esse movimento reforça essa posição. Haverá em um primeiro momento aumento da movimentação da carga de soja. Depois, fertilizantes e, mais à frente, diferentes tipos de carga”, garante Cardoso.

Hoje, a produção de soja e milho acima do paralelo 16 (região do Mato Grosso) é de 104,7 milhões de toneladas, mas somente 19,4 milhões de toneladas foram exportadas pelo Arco Norte. Os dados, fornecidos pela CNI, referem-se à safra de 2015 e mostram o alto potencial de crescimento da atividade de transporte de carga na região. O gasto com o frete do escoamento de grãos também deverá cair de US$ 120 por tonelada para US$ 80 por tonelada.

Com o anúncio da Ferrogrão e a iniciativa do governo de finalizar as obras da BR 163, Cardoso afirma que os modais interligados vão tornar o estado ainda mais competitivo.

“O principal mote desse anúncio do PPI é a Ferrogrão. Essa ferrovia, quando pronta, levará o Pará a uma nova realidade no cenário logístico brasileiro. Somada à BR 163, juntas, vão gerar aumento de movimentação de carga, mais emprego, mais renda, mais empresas. Haverá carga para todos, sem competições. Miritituba vai ser um porto alimentador com comboios hidroviários que levarão a carga para os terminais, que as levarão para os navios maiores. São obras muito esperadas”, reforça Cardoso.

Também faz parte do cronograma desta nova fase do PPI a renovação antecipada do contrato de operação da Estrada de Ferro Carajás, que tem 892 quilômetros de extensão e liga a maior mina de minério de ferro a céu aberto do mundo, em Carajás, ao Porto de Ponta da Madeira, no Maranhão. A cada ano, são transportadas 120 mil toneladas de carga, além de 350 mil passageiros. Procurada, a Vale não comentou sobre a renovação do contrato.

Ministro trabalha pelo desenvolvimento do Pará como polo logístico

O ministro da Integração Nacional, Helder Barbalho, tem como marca de sua gestão a busca incessante por mais investimentos e recursos que propiciem à população paraense mais emprego, renda e qualidade de vida, levando o estado à merecida posição de destaque no cenário logístico nacional.

Quando ocupava a pasta da Secretaria de Portos, o ministro autorizou a ampliação de investimentos no estado. Entre outubro de 2015 a abril de 2016, enquanto esteve à frente da Secretaria de Portos, Helder conseguiu viabilizar a contratação de R$ 375 milhões em investimentos para os portos no Pará. Foram autorizados R$ 372 milhões de empresas em Terminais de Uso Privado (TUP).

O projeto de revitalização do Porto de Belém também avançou com a presença de Helder na Secretaria de Portos. Hoje em fase de apresentação de projetos, a chamada Belém Porto do Futuro é uma obra de grandes proporções que vai revitalizar completamente a área do porto, levando lazer, entretenimento, negócios e, consequentemente, empregos e renda à população da capital paraense. A iniciativa resultou em uma previsão de investimentos de R$ 1 bilhão na época por parte de empresas. Entre eles, a Estação de Transbordo de Cargas de Miritituba e do Terminal Privado de Vila do Conde, em Barcarena, de responsabilidade da Hidrovias do Brasil. Somente nessa área, por exemplo, a operação consiste na recepção de caminhões e barcaças carregadas de grãos, que são embarcadas em navios graneleiros com capacidade até 120 mil toneladas. O terminal pode movimentar nada menos que 48.000 toneladas/dia. Para Wagner Cardoso, da CNI, o volume de investimentos no estado só irá crescer, com mais empresas instalando terminais privados no estado.

Em seu permanente diálogo com o governo federal, Helder, já à frente da pasta de Integração Nacional, lutou para que a Ferrogrão entrasse na pauta de importantes obras do país. Com a sua construção, Miritituba e região do oeste do estado entram no mapa do desenvolvimento nacional, com a previsão de instalação de empresas de exportação e criação de novas frentes de trabalho.

Como representante do estado do Pará no Governo Federal, o trabalho do ministro Helder Barbalho tem sido o de construir um ambiente atrativo para investimentos para toda a região e, especialmente, o Pará. Via Fundo Constitucional de Investimentos do Norte (FNO), o ministro festejou projetos aprovados na Sudam, entre eles, também no setor logístico e no valor de R$ 76,8 milhões, o projeto de ampliação e melhorias do Terminal de Grãos Ponta da Montanha, no município de Barcarena, aumentando a capacidade de recebimento, armazenamento e expedição de produtos como minério de ferro, manganês, bauxita, carvão, sal, trigo, soja e fertilizantes.

A partir da movimentação do Pará como protagonista do crescimento do Arco Norte como corredor de exportação, a multinacional francesa Louis Dreyfus Company também decidiu, em março de 2016, investir em um sistema logístico que inclui a construção de transbordos e portos em Vila do Conde e arredores e anunciou estudos para construção de um porto às margens do Tapajós. Os investimentos giram em torno de R$ 1 bilhão.

Infraestrutura

Marabá: “Batalhão” de engenheiros analisa fissuras na ponte

Carlos Fugante, projetista da ponte, foi chamado às pressas de Curitiba, para Marabá, para analisar a situação da ponte.
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Ulisses Pompeu – de Marabá

A reportagem publicada em primeira mão pelo blog do Zé Dudu sobre as rachaduras na ponte sobre o Rio Itacaiúnas, em Marabá, gerou uma enxurrada de compartilhamentos e comentários nas redes sociais, além de ter mobilizado mais de duas dezenas de engenheiros civis, que alugaram embarcações para analisar as fissuras.

Só na tarde desta segunda-feira, 30, pelo menos seis engenheiros estiveram no local em momentos diferentes para verificar as dimensões e os tipos de fissuras na obra que tem 500 metros de extensão e 12 de largura.

Dois desses engenheiros acompanharam a Reportagem do blog. São eles Thiago Koch e Franco Vilhena. O primeiro tem 13 anos de experiência e trabalhou na Secretaria de Obras de Marabá e o segundo tem atuação em engenharia estrutural e desenvolve projetos nesta área há cinco anos.

Koch explica que a trinca está localizada próxima à junta de concretagem e avalia que um esforço adicional que não estava previsto foi realizado para que ela acontecesse. É na transversal (de um lado a outro da ponte) e merece uma avaliação técnica mais apurada, observando que o DNIT precisa dar uma resposta para que a população não fique tão preocupada. “Como vereador, enviei um ofício ao DNIT, com cópia da Reportagem do blog do Zé Dudu e do jornal CORREIO, solicitando informações sobre o que está acontecendo com esse recalque diferencial e as rachaduras na ponte”.

Na avaliação de Thiago Koch e Franco Vilhena, realizar os reparos que são necessários na ponte não dependem, necessariamente, de interromper o tráfego de veículos, mas quem deve dar uma resposta do ponto de vista técnico, com laudo, deve ser o DNIT.

Thiago descarta a possibilidade levantada por leitores do blog, dando conta que as carretas incendiadas no meio da ponte em meados do ano passado tenham causado danos à ponte pela alta temperatura. Ele observa que o incidente com o caminhão ocorreu a mais de 20 metros do ponto em questão.

Os dois engenheiros confirmaram que as trincas longitudinais nos dois blocos de concreto da interligação do pilar com a fundação da ponte mais velha precisam de reparo porque a obra existe há mais de 36 anos. “Há mais de dois pontos em que os blocos estão rachados completamente. Caso isso não aconteça, com a entrada de água, pela ação das enchentes, a ferragem pode ficar comprometida”, adverte.

O prefeito Tião Miranda também enviou ao local uma equipe de engenheiros para analisar a notícia da rachadura. Eles foram numa voadeira e participavam da comitiva o engenheiro estrutural Gabriel Conceição, professor universitário, e Honório Ayres, arquiteto. Eles demoraram cerca de meia hora embaixo da ponte, fizeram fotografias com uma lente de longo alcance e não quiseram tecer comentários sobre o que viram.

A reportagem do blog foi avisada que a empresa CMT Engenharia também tinha enviado uma equipe, que estava em terra, embaixo da ponte. Ao chegar ao local, encontramos ninguém menos que o engenheiro Carlos Fugante, projetista da ponte que foi chamado às pressas para vir de Curitiba, onde reside, para Marabá, a fim de analisar a situação.

Em meia hora de conversa com a Reportagem, Fugante reconheceu que houve deformação na estrutura da ponte, mas afirmou que esse processo é natural. Todavia, disse que recomendaria aos responsáveis pela obra para realizar uma nova topografia para saber o quanto ela deformou em sete anos. Dois anos depois, deverá ser feito o mesmo trabalho para comparação.

“É preciso que se faça a manutenção da obra. Os manuais de engenharia recomendam isso. Acompanhei a construção permanentemente, os escoramentos foram bem feito e, ao final da construção, contratou-se uma empresa especializada que realizou uma prova de carga dinâmica. O relatório garantiu a qualidade dos materiais e comparou o comportamento dela com o modelo de cálculo. Colocaram um caminhão com peso conhecido e instrumentaram a ponte toda. O caminhão andava e o equipamento registrava as deformações e vibrações. Esse relatório é conclusivo que a ponte estava funcionando de acordo com o cálculo. Depois de cinco anos, deveriam ter feito novos ensaios de controle para avaliar se estava envelhecendo”, informou.

Fugante disse que toda vez que houver um evento incomum – como o ocorrido ano passado, quando bandidos colocaram fogo em duas carretas em cima das pontes – é necessário que se faça uma nova avaliação de controle para analisar as avarias, o que não aconteceu. “Este é um patrimônio público e deve-se cumprir as recomendações normativas, tanto da ponte nova quanto da velha”.

Ele também questionou a ausência de balança controlando a carga para analisar se não há excesso de peso passando pela ponte. “Não vi aqui nenhuma deterioração grave, mas sim deformação, o que é bem diferente”.

Infraestrutura

Ponte sobre o rio Araguaia vai estimular desenvolvimento no Norte do país

Edital de licitação foi aberto nesta quinta-feira (17)
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Empreendimento terá grande impacto no escoamento da produção agropecuária. Edital de licitação foi aberto nesta quinta-feira (17).

O projeto de uma nova ponte sobre o rio Araguaia, no trecho da BR-153 entre os municípios São Geraldo do Araguaia, no Pará, e Xambioá, no Tocantins, começa a se tornar realidade. A abertura das propostas do edital para elaboração dos projetos básico e executivo e para execução das obras aconteceu nesta quinta-feira (17), em Brasília. Os ministros Maurício Quintella (Transportes, Portos e Aviação Civil) e Helder Barbalho (Integração Nacional) participaram da análise das propostas.

Antiga reivindicação da população dos dois estados, a ponte terá 1.727 metros de extensão e será construída no trecho da BR-153 que interliga as malhas viárias do Tocantins e do Pará. Hoje, a travessia é realizada por meio de balsas, prática que dificulta a logística para escoamento da produção local e regional. O fluxo diário é de aproximadamente 1.200 veículos.

“Hoje conseguimos concluir o processo de licitação, por meio do Dnit e do Ministério dos Transportes. Nos próximos dias assinaremos a Ordem de Serviço para a construção desta ponte que permitirá a interligação da BR-153, do estado do Tocantins com o estado do Pará, não mais necessitando de balsas, facilitando o escoamento da produção e desenvolvendo a nossa região”, afirmou o ministro Helder Barbalho.

O empreendimento e seus acessos também vão otimizar o tempo e os custos com transporte para veículos que trafegam com destino às regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste. A iniciativa soma-se a outros projetos do Governo Federal que buscam integrar regiões e fomentar o desenvolvimento, como a remoção do Pedral do Lourenço, que vai viabilizar a navegação permanente na hidrovia Tocantins-Araguaia.

Além de ser um importante eixo de ligação das regiões Norte e central do país, a BR-153 permite a integração multimodal entre a hidrovia Tocantins-Araguaia e a ferrovia Norte-Sul.

A nova ponte está contemplada no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e será executada pela modalidade de Regime Diferenciado de Contratação (RDC). O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), autarquia vinculada ao Ministério dos Transportes, Portos e Aviação Civil, é o órgão executor.

A Comissão de Licitação do Dnit fará a análise individual das nove propostas e da documentação das empresas concorrentes. “Esta é uma grande conquista para os dois estados”, pontuou o diretor-geral do Dnit, Valter Casimiro Silveira. O menor valor apresentado para a execução das obras foi de R$ 130 milhões.

Pará

Empresas de energia limpa terão crédito no Pará

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Por Érica Ribeiro

Fortalecer a economia do Pará e da região Norte a partir da diversificação de atividades que possam atrair empresas, gerando emprego, renda e qualidade de vida tem sido um foco constante do ministro da Integração Nacional, Helder Barbalho. Assim, o anúncio de linhas de créditos exclusivas a projetos voltados para fontes de energia renovável são importantes, pois criam novos empreendimentos, geram emprego e renda e ainda ajudam a conservar o Meio Ambiente. Com os financiamentos via FNO disponíveis, o trabalho agora, afirma o ministro, é o de dialogar com os órgãos responsáveis pela concessão de crédito, como a Sudam e o Banco da Amazônia. Nessa entrevista ao Diário do Pará, Helder fala da importância desses segmentos para a Amazônia e a necessidade constante de manter emprego e renda para as comunidades da região.

DP – Como o Sr. avalia a decisão do Condel da Sudam, que beneficia empresas nestes segmentos, que até então não tinham recursos disponíveis para investimentos?

HB – Eu entendo que nós temos de buscar alternativas econômicas e o fortalecimento da nossa região. O nosso Estado, particularmente, tem sido um dos principais atores e protagonistas na viabilização de energia por meio de plantas hidrelétricas utilizando nossas águas. Porém, é fundamental que possamos buscar alternativas de energia limpa, que possam aproveitar a nossa energia, seja ela fotovoltaica ou a biomassa. Portanto, são oportunidades que se apresentam e que viabilizam novas frentes de empreendimentos. Fico feliz de estar participando da construção de novas ações para o nosso Estado, motivando o setor empresarial e diversificando as atividades para que possam se instalar na região amazônica.

DP – Esses projetos potencializam a geração de emprego e renda?

HB – A geração de emprego e renda deve ser uma busca diária, quase que uma obsessão dos governos, seja federal, estadual e municipal. A população deve ter a oportunidade de poder, com o fruto do seu talento, do seu comprometimento e do seu esforço, garantir a sua renda. E um projeto que permita a diversificação de atividades que estarão agregando valor e energia. Sem dúvida alguma, é uma das coisas mais demandadas para que novos empreendimentos possam estar ocorrendo. Temos certeza de que esta iniciativa estará colaborando com os diversos esforços para que o Estado do Pará possa ter cada vez mais pessoas empregadas, ampliando o número de carteiras assinadas e a renda das famílias paraenses.

DP – Como estimular os empresários e cooperativas de trabalhadores a buscar estas linhas de financiamento?

HB – Agora é o momento do diálogo com a Superintendência de Desenvolvimento da Amazônia (Sudam), com o Banco da Amazônia, por meio do FNO, para que sejam esclarecidos todos os procedimentos e, claro, o Ministério da Integração Nacional estará sempre em busca da desburocratização, da facilitação da construção do ambiente adequado para implantação de negócios, seja por empresas, seja por cooperativas.

DP – O que o Sr. considera importante para que as empresas conheçam os projetos e invistam no Pará?

HB – Esta é uma política do Ministério da Integração Nacional, que permitirá o acesso a mais de R$ 4 bilhões para o Estado do Pará nos próximos anos. Portanto, é fundamental que a iniciativa privada esteja junto conosco para implantar novos negócios e reforçar atividades já existentes e, com isso, estejamos aquecendo e fortalecendo a economia do Estado do Pará. Nós temos uma localização estratégica, uma diversidade econômica importante e isto nos permite um horizonte próspero. E estou certo de que, com estas iniciativas, nós estaremos colaborando e cooperando para que a atratividade seja cada vez maior e a efetividade de novos projetos aconteçam.

DP – Com o consequente aumento da procura por financiamentos via FNO para projetos de energia limpa, há possibilidade de se revisar o montante a ser disponibilizado para financiar projetos?

HB – É fundamental que se entenda que nos últimos anos não se conseguiu bater a meta daquilo que estava sendo ofertado. Portanto, nós estamos dialogando com as federações da região Norte para fazer um grande chamamento para que eles confiem nessa política do Governo Federal, do Ministério da Integração Nacional, inclusive construindo conjuntamente ações que possam desburocratizar o acesso ao crédito. Estas iniciativas compõem um conjunto de esforços para construir um ambiente adequado que possa tornar real os investimentos e estes investimentos colaborem com a nossa economia, fazendo com que o Pará e a região amazônica possam estar fortalecidos e, acima de tudo, sejam gerados mais empregos.

Região terá R$3,3 bilhões para investimentos

Empresas dos segmentos de energia fotovoltaica e biomassa agora têm acesso a inéditas linhas de crédito para expansão e implantação de novos negócios. Esse recurso foi lançado, oficialmente, em julho pelo conselho deliberativo (Condel) da Superintendência de Desenvolvimento da Amazônia (Sudam). Do pequeno até o grande empresário, a previsão é de que mais empreendimentos saiam do papel, melhorando a qualidade de vida da população, a partir da geração e distribuição de energia limpa, utilizando o sol abundante no Estado e os vastos recursos naturais. O Banco da Amazônia, por exemplo, por meio do FNO, está financiando até 60% dos projetos de energia renovável e disponibiliza, para o ano de 2016, o valor total de R$ 3,3 bilhões para a Região Norte, área de alcance do fundo. Os investimentos nos setores de infraestrutura, via Fundo de Desenvolvimento da Amazônia (FDA) também envolvem projetos de geração de energia e podem ser acessados pelas empresas.