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Parauapebas

Amostra de sangue de criança morta suspeita de febre maculosa segue para o Rio de Janeiro

Não há prazo previsto para que o resultado do exame de sangue seja concluído.

Chegou ao Instituto Evandro Chagas, em Belém, nesta quinta-feira, dia 19, a única amostra de sangue coletada da menina Sophia Lopes de Almeida, de 2 anos de idade, suspeita de ter morrido de febre maculosa em um hospital de Belém, no dia 9 deste mês.

A menina, que morava no bairro Cidade Jardim, em Parauapebas foi picada por um carrapato e o médico que preencheu a declaração de óbito registrou como causa da morte febre maculosa, mas sem ter em mãos nenhum exame para comprovação.

Após o falecimento, a Sespa determinou que a mostra do exame da garota fosse enviada para o Instituto Evandro Chagas, mas só havia uma amostra de sangue, coletada no 1º dia de manifestação da doença.

Uma fonte do blog na Sespa, em Belém, informou no final da tarde de hoje que o Instituto Evandro Chagas vai enviar a amostra para a Fiocruz, no Rio de Janeiro, considerado um centro de referência para essa doença, e que não há data ainda para que o resultado seja concluído.

A fonte disse ainda que seriam necessárias duas mostras para comprovação, mas infelizmente só existe uma e que a coleta precisaria ter ocorrido em dias esparsados.

Pará

Vírus Zika: Instituto Evandro Chagas pode desenvolver vacina em até um ano

Divulgação_Evandro ChagasO Instituto Evandro Chagas firmou parceria com a Universidade do Texas, nos Estados Unidos, para o desenvolvimento da vacina contra o vírus Zika, que deverá ocorrer em até 12 meses. O anúncio foi feito ontem, quinta-feira (11), pelo Ministro da Saúde, Marcelo Castro.

Ambas as instituições têm experiência em doenças causadas por vírus semelhantes ao Zika, como Dengue, Chikungunya e Febre Amarela. Para quem não sabe, o Instituto Evandro Chagas, com sede em Belém, é um órgão vinculado à Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS), do Ministério da Saúde (MS), e atua nas áreas de pesquisas biomédicas e na prestação de serviços em saúde pública.

Sua atuação está relacionada às investigações e pesquisas nas áreas de Ciências Biológicas, Meio Ambiente e Medicina Tropical, sendo referência mundial como centro de excelência em pesquisas científicas.

Após a fase de desenvolvimento, a vacina ainda passará por testes clínicos para, só depois, ser produzida e disponibilizada à população, o que deverá ocorrer em três anos. Mas, até a produção da vacina, a única arma contra o mosquito é a conscientização e a mobilização de todos na eliminação de criadouros do mosquito.

Por isso, neste sábado (13), acontece o dia D de combate ao mosquito Aedes aegypti em todo o país. Cerca de 220 mil militares da Marinha, do Exército e da Aeronáutica vão estar nas ruas para a mobilização, que incluirá distribuição de material impresso com orientações para a população sobre como manter a casa livre dos criadouros do mosquito.

Parauapebas

Em Parauapebas, a Prefeitura informa que os mutirões de limpeza foram realizados em janeiro deste ano e o trabalho dos agentes de endemias também foi reforçado. “Além das visitas periódicas às residências, várias palestras em empresas, universidades e escolas já foram realizadas neste início de ano”, afirma a enfermeira Núbia Lima, coordenadora do Departamento de Vigilância Ambiental e Controle de Endemias da Secretaria Municipal de Saúde.

Ela destaca que o carro fumacê tem passado nos bairros com maiores índices de infestação do mosquito. “É necessário mais comprometimento de cada um em cuidar da sua casa”, observa Núbia, informando que agora, por meio de Lei Federal, os agentes de endemias podem entrar em imóveis fechados para eliminar focos de criadouros do mosquito.

No município, uma grande ação de combate ao mosquito está programada para acontecer no dia 20 de fevereiro (sábado). 

Meta

Na mobilização em todo o país, a meta é visitar 3 milhões de residências, abrangendo 356 municípios, incluindo todas as cidades consideradas endêmicas, de acordo com indicação do Ministério da Saúde, além das capitais brasileiras.

Contraprova de paciente africano com suspeita do vírus Ebola já está no Evandro Chagas, em Belém

Instituto Evandro Chagas - Belém - Foto Antônio CíceroChegou a Belém na manhã desta segunda-feira (13), a nova amostra de sangue coletada do paciente Souleymane Bah, com suspeita do vírus ebola, embora o resultado do primeiro exame tenha atestado negativo para a doença.

O Instituto Evandro Chagas (IEC), em Belém, referência nacional, informou que a segunda amostra já está sendo processada para que seja feito o diagnóstico.

De acordo com o IEC, a segunda amostra foi coletada 48h após a coleta da primeira em cumprimento ao protocolo de diagnóstico de ebola preconizado pela Organização Mundial de Saúde e Ministério da Saúde.

O resultado deve ser informado ainda nesta segunda-feira pelo Instituto Evandro Chagas ao Ministério da Saúde.

O ebola
O vírus do ebola só é transmitido por meio do contato com o sangue, tecidos ou fluidos corporais de doentes, ou pelo contato com superfícies e objetos contaminados. O ministro da Saúde, Arthur Chioro, disse que, apesar da suspeita, a situação está sob controle. “Todos os procedimentos indicados no nosso protocolo foram efetivamente aplicados com muito êxito”. (G1-PA)