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Opinião: “Uma eleição é feita para corrigir o erro da eleição anterior, mesmo que o agrave”.

A um ano das eleições, um breve comentário sobre como nós do interior devemos escolher nossos candidatos.
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Há exatamente um ano, em 02 de outubro de 2016 tinha muito neguinho correndo atrás de voto. A maioria não conseguiu o suficiente para se eleger e agora amarga a triste realidade da vida de político sem mandato.

Na época, nós, os eleitores, éramos tratados como reis e rainhas. Até às 17 horas daquele dia podíamos tudo. Recebíamos tapinhas nas costas, cumprimentos entusiasmados e até ofertas de  uma dinheirinho pra ajudar nas despesas da casa.

Fechadas as urnas, restou a esperança por dias melhores e pela realização das promessas de campanha. Entre a posse dos eleitos e hoje já se somam 274 dias, e a pergunta que fica é: sua vida melhorou?

Daqui a um ano teremos novas eleições. Desta feita pra deputado estadual, deputado federal, senador, governador e presidente. Essa é o tipo de eleição que a maioria dos eleitores vão às urnas sem nenhuma pretensão, sem entusiamo e com muita indiferença, talvez por acreditar que em virtude dos futuros eleitos não ficarem tão próximos de nós, como ficam prefeitos e vereadores, a escolha deles não é responsabilidade nossa, mas, pelo contrário, escolher bem no ano que vem pode trazer uma melhora significante para seu município e para o Brasil.

Vivemos em um país em que quando se liga a TV, abre-se o jornal, escuta-se o rádio, ou acessa-se um site de notícias, o que se vê é uma enxurrada de denúncias de corrupção praticada por aqueles que escolhemos há três anos. E isso, a corrupção impetrada por eles, tem sim levado o Brasil para o buraco.

Daqui a alguns meses os municípios mais distantes das capitais começarão a receber aquelas visitas quadrienais de candidatos – a grande maioria –  que não demostraram o mínimo interesse por nós durante esse período e que, portanto, não deverá demostrar nos próximos anos.

Essa situação do eleitor do interior votar em candidatos de fora da região tem provocado um grande atraso ao interior e já se faz necessário mudarmos essa realidade. Vote em quem você realmente conhece. Vote naquele que conhece a sua realidade e que compartilha com você as aflições de morar longe da capital.  Não se deixe enganar por discursos bem elaborados e por promessas de maior carinho no futuro, você já viu esse filme e o roteiro certamente será o mesmo.

Muitos dos eleitores do interior têm a infeliz mania de votar naquele que vai ganhar. ” Não gosto de perder meu voto”, me disse certa vez uma vizinha. A ela respondi citando Raul Seixas: “Não diga que a vitória está perdida se é de batalhas que se vive a vida”.

Se, a partir da próxima eleição, todos nós do interior estivermos imbuídos em fazer com que nossa política interiorana cresça, ela crescerá. Ela crescerá se votarmos em peso nos nossos candidatos interioranos, sem a preocupação de que se elegerão ou não. Temos votos suficientes para eleger vários deputados estaduais e federais e precisamos elegê-los. Precisamos mostrar nossa força política e, acima de tudo, mostrar nosso peso político. Assim fazendo, certamente aqueles que estiverem na Alepa em 2019 pensarão de forma diferente na hora de destinar 87% do orçamento do Pará à Região Metropolitana de Belém, pois eles se lembrarão que aqui existem eleitores conscientes, politizados e que se preocupam com o futuro da região.

Lembrem-se bem do que dizia Carlos Drummond de Andrade, “uma eleição é feita para corrigir o erro da eleição anterior, mesmo que o agrave”.