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Pará

Celpa inicia por Marabá campanha para melhorar atendimento ao cliente

Ação deve sensibilizar cerca de mil colaboradores e parceiros para tentar mudar conceito que clientela tem da empresa
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A partir desta quinta-feira, dia 5, até a próxima sexta-feira, dia 13, a Celpa fará uma grande mobilização em todo o estado com os seus colaboradores e parceiros para buscar melhorias no atendimento. A ideia é fazer um trabalho para sensibilizar sobretudo a chamada linha de frente, que atua mais próxima dos clientes da concessionária. Nessa categoria estão incluídos os eletricistas, atendentes de agências, negociadores, leituristas, ente outros. No total, em pouco mais de uma semana, a empresa deve mobilizar cerca de mil trabalhadores no workshop “Como melhorar a experiência do cliente”.

O responsável pela sensibilização será o Mestre em Administração Estratégica de Marketing, Mauro Romero. Ele explica que o cerne de todo esse trabalho está em oferecer um atendimento de excelência. “A gente precisa trabalhar com todos os colaboradores e parceiros a importância dos clientes para a empresa. É essencial que todos estejam cientes do seu papel que é atender bem, com qualidade e garantir satisfação e encantamento. A Celpa oferece um serviço essencial e de muita grandiosidade que é a energia elétrica, então é necessário que esse serviço esteja acima do ideal em todas as suas nuances,” afirma Romero.

A sensibilização iniciará por Marabá nesta quinta-feira (5); a cidade é o polo da Regional Sul da empresa, que compreende ainda Parauapebas, Tucuruí e Redenção. Sexta-feira (06), no sábado (07) e na segunda (09) o trabalho focalizará na Regional Norte, onde fica compreendida Belém e regiões do Baixo Tocantins e Ilha do Marajó. Já na terça-feira (10), a sensibilização ocorrerá em Castanhal, Regional Nordeste, que abriga Paragominas, Bragança e Capanema. De quarta (11) até sexta-feira (13), as ações ocorrerão em Altamira e Santarém, Regionais Centro e Oeste.

Para o presidente da Celpa, Nonato Castro, esse tipo de ação deve favorecer de forma efetiva os consumidores da empresa. “Nós estamos trabalhando arduamente para oferecer um serviço de qualidade à população e isso inclui o nosso atendimento da linha de frente. Nós precisamos que nossos eletricistas, leituristas e atendentes de agências estejam alinhados com os valores da Companhia, que se enquadram em atender de forma humanizada, assertiva e, acima de tudo, gerando satisfação,” declara o presidente.

NA PRÁTICA

Os participantes aprenderão como encarar os desafios do trabalho, perceber a importância da valorização das atividades, conhecer novos modelos de atendimento, saber como o cliente está avaliando a Celpa e quais as oportunidades de melhoria nas regiões. A expectativa é que os colaboradores, além de prestarem um bom serviço técnico, tenham um relacionamento pessoal, com melhorias no desempenho e na satisfação do cliente. A mobilização também se estenderá às lideranças da concessionária, como executivos e gerentes.

NOVOS INVESTIMENTOS

A concessionária vai iniciar neste mês de julho as obras de ampliação da subestação Cidade Nova, localizada em Marabá. No local, serão instalados quatro novos alimentadores, que vão compor carga com outros seis que já operam no fornecimento de energia dos quase 34 mil clientes que moram no núcleo Cidade Nova.

Serão investidos R$ 4,6 milhões na ampliação, com prazo de entrega para o mês de outubro. De acordo com o executivo de expansão, Welton Lameira, hoje Marabá conta com quatro subestações de energia e um dos objetivos da ampliação é aumentar a confiabilidade do sistema elétrico. “Esses novos alimentadores vão proporcionar melhor qualidade de energia para os moradores, além de melhor flexibilidade operacional para as equipes da Celpa. Isso quer dizer que durante uma perda de carga em um desses alimentadores, podemos trabalhar mais rápido o seu restabelecimento”, destaca.

Vale lembrar que cada subestação de energia é formada por um conjunto de alimentadores, responsáveis por levar a energia para os transformadores de distribuição e, a partir deles, para os consumidores. Quando ocorre alguma falha no fornecimento, é possível identificar qual alimentador está relacionado com aquela falha, e dessa forma, rastrear de onde vem o problema para resolvê-lo.

Para o executivo de relacionamento com o cliente, Gilliard Vaz, os constantes investimentos feitos na região mostram que melhorar o atendimento oferecido aos consumidores é prioridade da empresa. “O sul e sudeste do estado estão em constante crescimento. É uma região que recebe empresas, indústrias, e nós, como concessionária de energia, temos que oferecer as melhores condições para atender essa demanda, possibilitando a implantação de novos empreendimentos no estado,” avalia o executivo.

MAIS INVESTIMENTOS

Novos investimentos serão feitos e entregues à população do sul e sudeste do Pará ainda em 2018 pela concessionária. Entre eles, está o novo alimentador em Rondon do Pará, onde estão sendo implantados cinco quilômetros de rede. A ampliação vai possibilitar atender à crescente demanda da cidade e melhorar a confiabilidade da energia distribuída.

Na obra, serão investidos R$ 400 mil, utilizados na instalação de uma rede de 1​3,8 quilovolts e 78 postes novos, que serão incluídos em todo o percurso, beneficiando cerca de 10.500 famílias. Outro investimento robusto feito pela Celpa é na construção da terceira subestação de energia em Parauapebas. Estão sendo investidos mais de R$17 milhões na obra, que vai beneficiar cerca de 120 mil famílias. A previsão é que a primeira etapa seja entregue no final de julho e a segunda em agosto.

Mineração

Vale desembolsou mais de US$ 902,7 milhões no Pará no primeiro trimestre

O projeto S11D, da Vale, alcançou 95% de avanço físico consolidado de janeiro a março deste ano, sendo composto pela conclusão da mina e 91% de avanço na logística.
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A produção de minério de ferro da Vale chegou a 82 milhões de toneladas no primeiro trimestre desse ano. Neste mesmo período, os desembolsos (custeio mais investimento) da empresa no Estado foram de mais de US$ 902,7 milhões, divididos entre as áreas de minério de ferro, manganês, cobre e níquel, entre outros.

Os investimentos socioambientais da Vale no Pará somaram mais de US$ 20,4 milhões no primeiro trimestre deste ano. Deste montante, US$ 9,9 milhões foram de investimentos sociais. Já os investimentos ambientais ultrapassaram os US$ 10,4 milhões.

Produção

No Sistema Norte, que compreende os complexos das minas de Carajás e S11D, a produção do minério de ferro foi de 40,6 milhões de toneladas, recorde para um primeiro trimestre, devido ao ramp-up de S11D, que teve sua contribuição positiva parcialmente compensada pelo impacto negativo de chuvas mais fortes em fevereiro de 2018 do que em fevereiro de 2017 (aumento de 18% no índice pluviométrico). O mix de vendas da Vale melhorou substancialmente ano contra ano, também como como resultado do S11D e da decisão de reduzir progressivamente a produção de minério de menor qualidade.

A produção global da Vale em cobre foi de 93,3 mil toneladas. Deste total, Salobo, que tem mina localizada em Marabá, alcançou 43,7 mil toneladas nos três primeiros meses deste ano. Já a mina do Sossego, localizada em Canaã, produziu 22,5 mil toneladas no mesmo período deste ano.

A produção de minério de manganês da Mina do Azul, em Parauapebas, foi de 234 mil toneladas no primeiro trimestre deste ano.

A Estrada de Ferro Carajás (EFC) movimentou 43,4 milhões de toneladas de minério de ferro e carga geral no primeiro trimestre de 2018. O minério de ferro foi o principal produto transportado pela ferrovia, totalizando 42,5 milhões de toneladas no período. O trem de passageiros registrou 83.197 passageiros nos primeiros três meses de 2018.

S11D

O projeto S11D (incluindo mina, usina e logística associada – CLN S11D) alcançou 95% de avanço físico consolidado de janeiro a março deste ano, sendo composto pela conclusão da mina e 91% de avanço na logística.

A duplicação da Estrada de Ferro Carajás alcançou 85% de avanço físico, com 542 Km duplicados, e junto com o ramp-up bem-sucedido do projeto da mina e planta do S11D, o volume de produção do primeiro trimestre alcançou mais do que a metade do volume produzido em 2017.

Foto: Ricardo Teles

Energia Elétrica

Estado do Pará receberá investimentos de R$ 1,2 bilhão em energia

Linhas de transmissão que atenderão região oeste do estado foram incluídas a pedido do ministro Helder Barbalho
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O estado do Pará vai receber investimentos de mais de R$ 1,2 bilhão em linhas de transmissão de energia. O leilão de transmissão nº 5/2016, promovido pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), foi realizado nesta segunda-feira, dia 24, em São Paulo. Foram oferecidos 35 lotes. Os cinco lotes ofertados com empreendimentos no Pará foram todos arrematados e resultarão em mais desenvolvimento econômico para o estado e novas oportunidades para a população paraense.

O ministro de Minas e Energia, Fernando Coelho Filho, destacou o sucesso do leilão das linhas de transmissão, que representam investimentos superiores a R$ 12 bilhões em 20 estados brasileiros. “De forma particular o estado do Pará foi atendido com alguns lotes”, destacou o ministro Fernando Coelho Filho.

Para o ministro da Integração Nacional, Helder Barbalho, os investimentos em energia resolverão problemas de apagões e permitirão a implantação de plantas industriais no estado. “Eu gostaria de festejar com a população do Pará, de uma maneira muito especial a região oeste do estado, da Transamazônica, da região do Xingu como também da região do Baixo Amazonas e da Calha Norte, a respeito dos leilões ocorridos hoje em São Paulo”, comemorou ele. “São investimentos na área da energia que, nos próximos 60 meses, irão garantir que esta região do Pará possa ter oferta de energia resolvendo problemas de apagões, sendo utilizada para o consumo doméstico e também para reforçar toda a cadeia produtiva da região”.

O primeiro dos lotes arrematados no leilão com empreendimentos no Pará foi o de número 26. Venceu o certame a Energisa S.A., que ofereceu R$ 46,3 milhões, o que representa deságio médio de 29,57% em relação à Receita Anual Permitida (RAP) inicial estabelecida pela Aneel. Esse lote possui 592 km de linhas de transmissão e 300 MVA de potência de uma subestação. As obras visam reforço para o suprimento à região de Santana do Araguaia e aumento na qualidade e confiabilidade do atendimento aos clientes da região nordeste de Mato Grosso. A Energisa terá que fazer investimentos de R$ 329,7 milhões.

O segundo lote foi o de número 31, arrematado pela Equatorial Energia S.A. A empresa deu um lance de R$ 126,8 milhões, com deságio de 9,5% em relação à RAP inicial estabelecida pela Aneel. São 436 km de linhas de transmissão e uma subestação de 300 MVA de potência localizadas no Pará. Esse lote, que visa atendimento à região oeste do estado e aumento da confiabilidade do sistema, contempla os trechos Xingu – Altamira; Altamira – Transamazônica; Transamazônica – Tapajós; Tapajós – Compensador Síncrono; e Rurópolis – Compensador Síncrono. A Equatorial precisará fazer investimentos de R$ 671,2 milhões nessas linhas.

Outro lote ofertado foi o 33, vencido pelo Consórcio Pará, integrado pelas empresas MALV Empreendimentos e Participações S/A, com 30%; Primus Incorporação e Construção Ltda, com 40%; e DISBENOP – Distribuidora de Bebidas Ltda, com 30%. O grupo arrematou o lote oferecendo R$ 20,5 milhões, com deságio de 16,14% em relação à Receita Anual Permitida prevista pela Aneel. O lote 33 possui uma linha de transmissão com 126 km e uma subestação de 200 MVA de potência localizadas no Pará. Os empreendimentos visam atendimento às cargas das regiões metropolitana de Belém e nordeste do Pará e equacionamento das dificuldades de suprimento de energia elétrica às cargas das regiões de Paragominas e Tomé-Açu. Essas linhas de transmissão necessitarão de investimentos de R$ 120,5 milhões.

O Consórcio Omnium Energy arrematou o lote 34. O grupo é composto pelas empresas Testotrans Holding Ltda, com participação de 1%, e Patrimonium Fundo de Investimentos em Participações Multiestratégia, com 99%. A oferta pelo lote foi de R$ 5,7 milhões, que representou deságio de 40,50% em relação ao preço inicial de receita estipulado pela Aneel. A subestação possui 300 MVA de potência e servirá para atendimento às cargas das regiões metropolitana de Belém e nordeste do Pará e demandará investimentos de R$ 45,6 milhões.

O último lote oferecido foi o 35. Este lote foi arrematado pelo Consórcio BRDigital, BREnergia e Lig Global, composto pelas empresas Brasil Digital Telecomunicações Ltda, com participação de 79,60% no consórcio; BREnergia Energias Renováveis Ltda, com 0,40%; e LIG Global Service Tecnologia em Implantação, Sistemas Telecomunicações e Energia Ltda, com 20%. O grupo ofereceu R$ 18,7 milhões, com deságio de 30,42% em relação à receita inicial estabelecida pela Aneel. Esse lote possui uma linha de transmissão com 12 km de extensão e servirá para suprir a região metropolitana de Belém.

Atendendo pedido da Associação Comercial

O ministro Fernando Coelho Filho relembrou o compromisso assumido diante da associação comercial de Altamira, durante uma visita na cidade, este ano. “Em relação ao lote 31, eu estive recentemente acompanhando o ministro Helder Barbalho na cidade de Altamira e na cidade de Santarém, fui questionado pela Associação Comercial, pelos investidores, pelos comerciantes, falando da dificuldade na qualidade no fornecimento de energia. Nós nos comprometemos a pedido do ministro Helder de incluir novamente esse lote, que teve problema no passado, dentro da nova modalidade do leilão, que tem sido sucesso. O lote hoje 31 foi bidado. R$ 671 milhões de investimentos pra Região Oeste”, comemorou o ministro Fernando Filho. “O prazo pra execução é de 60 meses e a nossa expectativa é que essa obra além de gerar emprego e renda na região vai também levar uma energia de melhor qualidade, estável pra que a gente possa desenvolver toda essa região”, disse.

O lote ao qual o ministro se refere foi arrematado pela Equatorial Energia, que terá que investir em mais de 400 quilômetros de linhas de transmissão ligando os trechos Xingu – Altamira; Altamira – Transamazônica; Transamazônica – Tapajós; Tapajós – Compensador Síncrono; e Rurópolis – Compensador Síncrono.

Energia limpa

Empresa italiana investe R$ 1 bilhão e começa a construir no Piauí a maior usina de energia solar da América Latina

Na imagem, o Karadzhalovo Solar Park, na Bulgária, que produz apenas 60 MW, com 214 mil painéis fotovoltaicos e ocupa uma área de 100 hectares, equivalente a 100 campos de futebol. O do Piauí terá capacidade para gerar 292 MW e ocupará uma área de 690 hectares.
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A empresa italiana de geração de energia, Enel S.p.A, por meio de sua subsidiária Enel Green Power Brasil Participações Ltda, anunciou o início das obras de construção da maior usina solar do Brasil, a Nova Olinda, localizada no Piauí. Quando concluída, será a maior da América Latina, com 292 megawatts em capacidade. O investimento total será de US$ 300 milhões (quase 1 bilhão de reais no câmbio atual), como informou a companhia em comunicado nessa terça-feira (5).

Localização de Ribeira do Piauí, município onde será construída a usina solar da Enel e que será a maior da América Latina / Imagem: Wikipédia

A usina será instalada no município de Ribeira do Piauí, que tem apenas 4.381 habitantes e fica  localizado a 377 quilômetros de Teresina, na microrregião do Alto Médio Canindé. Depois de construída, a Nova Olinda ocupará uma área de 690 hectares e terá capacidade instalada total de 292 MW. O empreendimento será capaz de gerar mais de 600 GWh por ano, o suficiente para atender as necessidades de consumo de energia anual de cerca de 300.000 lares brasileiros, evitando a emissão de cerca de 350.000 toneladas de gás carbônico (CO2) para a atmosfera. A unidade de produção será construída em uma área com altos níveis de radiação solar e contribuirá para atender a crescente demanda do país por energia.

A Enel ganhou o leilão da energia solar realizado em agosto de 2015. O governador Wellington Dias, antes mesmo do leilão, acompanhou os investimentos em energia no Piauí e realizou viagens à Itália e Alemanha para conhecer projetos e conversar com o empresariado local do setor. “Essa iniciativa faz parte do nosso projeto de trabalhar muito e produzir o que o Brasil precisa: energia, alimentos, bons serviços e gerar emprego e renda fazendo a economia crescer. O Piauí está pronto para esta tarefa e estamos trabalhando para ampliar investimentos e gerar emprego e renda para a população”, afirma o chefe do executivo estadual.

O gerente da Enel para o Brasil, Carlo Zorzoli, destacou, por meio de nota, que a companhia pretende continuar investindo para crescer de maneira sólida no setor de energia no país. “O governo brasileiro tem desenvolvido um processo atrativo e bem estruturado de leilões e temos construído o nosso sucesso com base na tecnologia líder de mercado, excelência em financiamento e reputação”, declarou o gerente.

Wellington Dias destacou os demais investimentos realizados no Piauí. “Somando os investimentos como esse da Enel, em energia solar; do Grupo Votorantin em energia eólica – com cerca de 3,6 bilhões de reais também em andamento; do Grupo Tomazini, da Terracal, do Ouro Branco e da Portugal Gás e Petróleo, teremos bilhões de investimentos e mais empregos”, ressalta o governador, ao destacar que também já está acertada a instalação do grupo Aurora, Alfa e Minasmel (os três na produção de alimentos), Budny (tratores e implementos) e uma nova base da Vickstar em Parnaíba.

Pará

Helder traz R$ 162,7 mi em investimentos federais para aeroportos do Pará

Seis unidades serão modernizadas em todo o estado.
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O ministro da Integração Nacional, Helder Barbalho, negociou com a Secretaria de Aviação Civil (SAC) a inclusão de seis aeroportos paraenses no Programa de Aviação Regional, do Governo Federal. As unidades escolhidas são os aeroportos de: Breves, Itaituba, Marabá, Paragominas, Parauapebas e Redenção. No caso dos aeroportos regionais paraenses, a previsão de investimentos é de R$ 162,7 milhões, a serem executados entre os anos de 2017 e 2018. O ministro ressaltou a importância dos investimentos nos aeroportos regionais do estado, não só do ponto de vista do desenvolvimento econômico, como também social.

“Quero dizer da minha satisfação de poder ter colaborado para garantir um investimento de mais de R$ 162 milhões para reestruturar aeroportos regionais no nosso estado. Investimentos estes que permitirão que esses aeroportos, essas cidades, essas regiões possam receber voos comerciais e possam ter voos noturnos, o que ajuda sob o âmbito econômico, mas também salva a vida de pessoas”, disse o ministro.

Os aeroportos paraenses escolhidos nesta primeira fase, apresentam características estratégicas para o desenvolvimento do estado, seja pelo potencial turístico das cidades onde estão instalados, como Breves e Itaituba; seja pela relevância no setor mineral, a exemplo de Marabá, Paragominas e Parauapebas, ou pela vocação para o setor agropecuário e também mineral, caso de Redenção.

O ministro Helder Barbalho adiantou que os investimentos em aeroportos regionais no estado serão ampliados e, para isso, estudos já estão sendo elaborados para beneficiar outras cidades com melhores serviços.

“Quero também registrar que, além dessas cidades que receberão obras já agora em 2017 e 2018, outras cerca de 20 cidades do nosso estado já estão com projetos em concepção para que futuramente sejam beneficiadas. Lembrando do tamanho do estado do Pará e da necessidade de podermos estar interligados, seja pelas nossas estradas, pelos nossos rios e, claro, tendo a oportunidade de ter uma malha aeroviária estrutural. Vamos juntos continuar a fazer com que o Pará cresça, se desenvolva e investimentos possam chegar para o bem-estar de cada paraense”, afirmou o ministro.

Os investimentos vão possibilitar que os aeroportos paraenses possam operar por mais tempo durante o dia e também à noite, a partir da instalação de equipamentos que vão tornar mais seguro o tráfego de aeronaves. Além disso, serão oferecidas mais comodidades aos passageiros, levando, consequentemente, a uma maior movimentação econômica nas regiões de influência. Os seis aeroportos paraenses farão parte da primeira fase do programa de investimentos federais, que contempla 58 unidades em todo o país, com investimentos totais de R$ 2,4 bilhões. O anúncio oficial deverá acontecer a partir de meados de fevereiro.

De acordo com o Secretario de Aviação Civil Dario Lopes, a importância do Programa de Aviação Regional está no fato de ampliar a área coberta por serviços de aviação em todo o país, com um olhar específico para a região Amazônica onde, segundo Lopes, a SAC está concentrando esforços no sentido de possibilitar que mais localidades sejam atendidas pelos serviços aéreos.

“A rede inteira de aeroportos regionais no Brasil é de 189 unidades. Mas vamos trabalhar nessa primeira fase com 58 unidades, com investimentos na melhoria da infraestrutura e em ações para aumentar as condições de segurança, a partir da implantação de equipamentos nos aeroportos como caminhões contra incêndio, equipamentos para Raio X, pórticos e outros itens para que a aviação regional seja feita com todos os padrões de segurança e qualidade previstos pela legislação”, afirma o secretário.

O secretário destacou a importância da participação do ministro Helder Barbalho na escolha dos aeroportos paraenses que estão listados na primeira fase do programa. Lopes ressaltou que o olhar político do ministro ajudou na decisão.

“Temos um trabalho técnico e que é concluído com o olhar de quem sabe e conhece a realidade local e pode nos orientar no sentido do que está sendo feito corretamente e o que está mais próximo da realidade. Esse olhar político do Pará quem fez foi o ministro Helder. O ministro foi fundamental para olhar o que foi feito do ponto de vista técnico e dizer o que estava certo”, disse o secretário da SAC.

Para ele, um dos exemplos da importância da participação do ministro na escolha correta dos aeroportos paraenses foi o caso específico da cidade de Redenção.

“O papel do ministro Helder foi preponderante. Havia uma dúvida se incluiríamos ou não Redenção nessa primeira etapa porque quem conhece a região sabe que próximo do aeroporto há um linhão de transmissão de energia da Eletronorte. Foi através da presença do ministro, intercedendo junto à Eletronorte e a prefeitura que nos deram tranquilidade para saber que vamos fazer o investimento no aeroporto. O linhão vai ser adaptado para ser feita a infraestrutura compatível com as necessidades da região”, disse Lopes.

Dario Lopes ressalta que o Programa de Aviação Regional não se limita a ser um investimento financeiro. Ele destaca a função de qualificar os aeroportos para um melhor atendimento. E explica como isso será feito em todas as unidades, incluindo as escolhidas no estado do Pará.

“O Programa de Aviação Regional é um programa de qualificação da infraestrutura. E isso significa dispor de recursos para que, através de investimentos, equipamentos e treinamento, a infraestrutura aeroportuária fique mais tempo disponível ao longo do dia. Para qualificar é preciso investir na parte física, é preciso equipar, treinar aqueles que vão operar para prestar um bom serviço”, reforça Lopes.

Ele cita como exemplos de um projeto de qualificação eficaz, que um aeroporto tenha equipamentos para atender portadores de necessidades especiais.

“No caso específico do Programa de Aviação Regional, todos os aeroportos que tiverem movimentos regulares – programação diária de pousos e decolagens – irão dispor de rampas que permitem ao portador de deficiência sair do avião sem precisar ser carregado. É o programa que, através da conjugação desses pilares, que são o investimento na parte física, o equipamento, o olhar no procedimento e no treinamento, permitirá, durante muito mais tempo do dia, que se tenha a possibilidade de prestar serviços à população”, assinala.

Lopes afirma que o usuário final terá melhorias no serviço não só porque terá disponibilidade em qualquer horário do dia de usar o aeroporto, como também pela gestão sustentável das unidades, a partir de soluções que vão baratear os custos destes aeroportos.

“Hoje, muitas vezes por restrição financeira do município de manter o serviço ao longo do dia, ou mesmo por falta de equipamentos, não se se consegue manter a infraestrutura disponível por muito tempo. Com o programa, haverá essa disponibilidade. O outro ponto é que estamos chegando a essa disponibilidade da maneira mais sustentável possível, estimulando, por exemplo, o uso da energia solar nas regiões Norte e Nordeste do país, no uso de balizamento noturno (luzes de orientação para as aeronaves, que são acesas nas laterais e limites das pistas). A melhoria traz resultados a um custo menor”, garante Lopes.

Novo Programa foca em aeroportos mais estratégicos

Na primeira versão do Programa de Aviação Regional, lançado em 2012, ainda no governo da ex-presidente Dilma Rousseff, o estado do Pará havia sido contemplado com 24 aeroportos na lista de 270. Os investimentos daquele primeiro plano foram estimados em R$ 7,3 bilhões, mas o projeto não decolou. Em agosto do ano passado, uma nova listagem de aeroportos foi anunciada, reduzindo de 270 para 53 o número de unidades regionais consideradas prioritárias, com recursos previstos de R$ 2,4 bilhões e conclusão até 2020. O novo programa tem foco em aeroportos estratégicos para o país.

Recursos para a aviação regional no Pará

Investimento estimado 2017/2018: R$ 162,7 milhões

  • Breves: R$ 21,5 milhões
  • Itaituba: R$ 39,6 milhões
  • Marabá: R$ 3,5 milhões
  • Paragominas: R$ 50,6 milhões
  • Parauapebas: R$ 21,5 milhões
  • Redenção: R$ 26 milhões

Total: R$ 162,7 milhões

Fonte: Secretaria de Aviação Civil (SAC)

Pará

Empresas de energia limpa terão crédito no Pará

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Por Érica Ribeiro

Fortalecer a economia do Pará e da região Norte a partir da diversificação de atividades que possam atrair empresas, gerando emprego, renda e qualidade de vida tem sido um foco constante do ministro da Integração Nacional, Helder Barbalho. Assim, o anúncio de linhas de créditos exclusivas a projetos voltados para fontes de energia renovável são importantes, pois criam novos empreendimentos, geram emprego e renda e ainda ajudam a conservar o Meio Ambiente. Com os financiamentos via FNO disponíveis, o trabalho agora, afirma o ministro, é o de dialogar com os órgãos responsáveis pela concessão de crédito, como a Sudam e o Banco da Amazônia. Nessa entrevista ao Diário do Pará, Helder fala da importância desses segmentos para a Amazônia e a necessidade constante de manter emprego e renda para as comunidades da região.

DP – Como o Sr. avalia a decisão do Condel da Sudam, que beneficia empresas nestes segmentos, que até então não tinham recursos disponíveis para investimentos?

HB – Eu entendo que nós temos de buscar alternativas econômicas e o fortalecimento da nossa região. O nosso Estado, particularmente, tem sido um dos principais atores e protagonistas na viabilização de energia por meio de plantas hidrelétricas utilizando nossas águas. Porém, é fundamental que possamos buscar alternativas de energia limpa, que possam aproveitar a nossa energia, seja ela fotovoltaica ou a biomassa. Portanto, são oportunidades que se apresentam e que viabilizam novas frentes de empreendimentos. Fico feliz de estar participando da construção de novas ações para o nosso Estado, motivando o setor empresarial e diversificando as atividades para que possam se instalar na região amazônica.

DP – Esses projetos potencializam a geração de emprego e renda?

HB – A geração de emprego e renda deve ser uma busca diária, quase que uma obsessão dos governos, seja federal, estadual e municipal. A população deve ter a oportunidade de poder, com o fruto do seu talento, do seu comprometimento e do seu esforço, garantir a sua renda. E um projeto que permita a diversificação de atividades que estarão agregando valor e energia. Sem dúvida alguma, é uma das coisas mais demandadas para que novos empreendimentos possam estar ocorrendo. Temos certeza de que esta iniciativa estará colaborando com os diversos esforços para que o Estado do Pará possa ter cada vez mais pessoas empregadas, ampliando o número de carteiras assinadas e a renda das famílias paraenses.

DP – Como estimular os empresários e cooperativas de trabalhadores a buscar estas linhas de financiamento?

HB – Agora é o momento do diálogo com a Superintendência de Desenvolvimento da Amazônia (Sudam), com o Banco da Amazônia, por meio do FNO, para que sejam esclarecidos todos os procedimentos e, claro, o Ministério da Integração Nacional estará sempre em busca da desburocratização, da facilitação da construção do ambiente adequado para implantação de negócios, seja por empresas, seja por cooperativas.

DP – O que o Sr. considera importante para que as empresas conheçam os projetos e invistam no Pará?

HB – Esta é uma política do Ministério da Integração Nacional, que permitirá o acesso a mais de R$ 4 bilhões para o Estado do Pará nos próximos anos. Portanto, é fundamental que a iniciativa privada esteja junto conosco para implantar novos negócios e reforçar atividades já existentes e, com isso, estejamos aquecendo e fortalecendo a economia do Estado do Pará. Nós temos uma localização estratégica, uma diversidade econômica importante e isto nos permite um horizonte próspero. E estou certo de que, com estas iniciativas, nós estaremos colaborando e cooperando para que a atratividade seja cada vez maior e a efetividade de novos projetos aconteçam.

DP – Com o consequente aumento da procura por financiamentos via FNO para projetos de energia limpa, há possibilidade de se revisar o montante a ser disponibilizado para financiar projetos?

HB – É fundamental que se entenda que nos últimos anos não se conseguiu bater a meta daquilo que estava sendo ofertado. Portanto, nós estamos dialogando com as federações da região Norte para fazer um grande chamamento para que eles confiem nessa política do Governo Federal, do Ministério da Integração Nacional, inclusive construindo conjuntamente ações que possam desburocratizar o acesso ao crédito. Estas iniciativas compõem um conjunto de esforços para construir um ambiente adequado que possa tornar real os investimentos e estes investimentos colaborem com a nossa economia, fazendo com que o Pará e a região amazônica possam estar fortalecidos e, acima de tudo, sejam gerados mais empregos.

Região terá R$3,3 bilhões para investimentos

Empresas dos segmentos de energia fotovoltaica e biomassa agora têm acesso a inéditas linhas de crédito para expansão e implantação de novos negócios. Esse recurso foi lançado, oficialmente, em julho pelo conselho deliberativo (Condel) da Superintendência de Desenvolvimento da Amazônia (Sudam). Do pequeno até o grande empresário, a previsão é de que mais empreendimentos saiam do papel, melhorando a qualidade de vida da população, a partir da geração e distribuição de energia limpa, utilizando o sol abundante no Estado e os vastos recursos naturais. O Banco da Amazônia, por exemplo, por meio do FNO, está financiando até 60% dos projetos de energia renovável e disponibiliza, para o ano de 2016, o valor total de R$ 3,3 bilhões para a Região Norte, área de alcance do fundo. Os investimentos nos setores de infraestrutura, via Fundo de Desenvolvimento da Amazônia (FDA) também envolvem projetos de geração de energia e podem ser acessados pelas empresas.

Pará

Helder Barbalho garante R$ 4,7 bilhões para o Pará

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O Pará está às vésperas de viver um boom de investimentos produtivos, que tem potencial de criar milhares de empregos e gerar mais renda para a população do estado. A afirmação é do ministro da Integração Nacional, Helder Barbalho, que se prepara para anunciar um total de R$ 4,7 bilhões para ajudar a alavancar investimentos em diversos setores produtivos nos próximos quatro anos.

Na região, o FNO e o Fundo da Amazônia viabilizarão os recursos, por meio do Governo Federal e do Ministério da Integração Nacional, de 2017 a 2020. Esses recursos estarão disponíveis para que aqueles que desejam investir no Estado possam captar estes recursos e implantar atividades que gerem emprego e renda. “Isso garantirá o aquecimento econômico do Estado do Pará”, destaca Helder Barbalho.

O aumento no volume de recursos disponibilizados aos fundos de desenvolvimento regionais em todo o país foi anunciado pelo Governo Federal e totalizam R$ 117,46 bilhões para o quadriênio 2017-2020. Só para 2017, a previsão é de R$ 28,41 bilhões, o que representa um aumento de 5,6% sobre o volume de recursos projetados para 2016, que, segundo dados da Secretaria de Fundos Regionais e Incentivos Fiscais, somarão R$ 26,9 bilhões. Para 2018, o montante previsto é de R$ 29,05 bilhões; em 2019 pode atingir R$ 29,68 bilhões e, para 2020, deve superar os R$ 30,32 bilhões.

Os recursos vão atender a projetos produtivos nos estados das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste. O Estado terá a maior fatia dos recursos do Fundo Constitucional de Financiamento do Norte (FNO), com 30% do montante destinado à região Amazônica, totalizando R$ 4,7 bilhões. Ainda há à disposição dos estados da região, R$ 5,6 bilhões do Fundo de Desenvolvimento da Amazônia (FDA).

Os Fundos Constitucionais de Financiamento têm como fonte de recursos 3% da arrecadação do Imposto de Renda e do Imposto sobre Produto Industrializado (IPI) e não são vinculados ao Orçamento Geral da União (OGU). Portanto, não são passíveis de contingenciamento. Os recursos também são cumulativos, ou seja, a arrecadação do ano anterior permanece no fundo para garantir a programação financeira dos anos posteriores.

DIÁLOGO

Como representante do estado do Pará no Governo Federal, o trabalho do ministro Helder Barbalho tem sido o de construir um ambiente atrativo para investimentos para toda a região e especialmente o Pará, dialogando com setores do governo para facilitar o acesso à implantação de novas atividades econômicas e também com a sociedade. “O Pará é o Estado perfeito para investimentos, por sua localização, sua condição estratégica, pelo seu solo e sua gente trabalhadora”, afirma o ministro.

“Fico feliz em poder estar contribuindo e, inclusive, já festejando novos empreendimentos no nosso Estado”, completa Helder Barbalho. Os projetos a que se refere o ministro foram aprovados na Sudam e agora estão na fase de análise pelos bancos parceiros. Um deles, no valor de R$ 76,8 milhões, é para adaptar, ampliar e promover melhorias no Terminal de Grãos Ponta da Montanha, no município de Barcarena, aumentando a capacidade de recebimento, armazenamento e expedição de granéis vegetais sólidos, como os minérios de ferro, manganês, bauxita, carvão, sal, trigo, soja e fertilizantes. O outro projeto, também aprovado no órgão e com valor de R$ 71,1 milhões, é destinado à implantação de uma usina de produção de etanol, gás carbônico (CO2) comprimido e uma fábrica para produção de ração animal a partir do cultivo do milho e da batata doce. A empresa solicitante é a Energia da Terra Biocombustíveis, cuja unidade de produção será instalada em Cametá.

“Nós temos um Estado de oportunidades”

O ministro da Integração Nacional, Helder Barbalho, vem trabalhando para garantir um ambiente propício para investimentos no Estado do Pará e região, a partir do diálogo com o Governo Federal, governos estaduais e sociedade. Ele acredita que esse diálogo, juntamente com linhas de financiamento atrativas são alavancas para o desenvolvimento econômico e geração de emprego e renda. Helder Barbalho também destaca as iniciativas a favor da logística e da infraestrutura, a partir da viabilização do Arco Norte, do derrocamento do Pedral do Lourenço e do trabalho para tirar do papel a Ferrovia Norte-Sul, entre outras importantes obras. Como um dos mais atuantes interlocutores do presidente interino Michel Temer, Helder Barbalho afirma que tem buscado mostrar mais sobre o Pará ao presidente da República.

P: Ministro, como o senhor avalia a importância dos recursos para financiar investimentos no Estado?

R: Nós estamos atentos e empenhados para que a economia brasileira possa retomar o seu crescimento e, para isso, estamos viabilizando o acesso a recursos e a crédito para que empresas e indústrias de diversos setores possam investir nas regiões do Brasil, através dos fundos de desenvolvimento. Especialmente no Pará os dois fundos viabilizados através dos recursos do Governo Federal por meio do Ministério da Integração Nacional (FNO e FDA) vão disponibilizar estes recursos para os próximos 4 anos.

P: De que forma o senhor acredita que será a resposta do setor produtivo a esse estímulo?

R: Aqueles que desejarem investir no nosso Estado poderão captar estes recursos e implantar atividades que gerem emprego, renda e que possam garantir o aquecimento econômico. Queremos convidar a todos para construir conosco um Estado melhor, com economia diversificada. Um estado que possa gerar oportunidades. Este é o papel do Ministério da Integração Nacional.

P: Sendo o representante do Pará no Governo Federal, como o senhor acredita que pode contribuir ainda mais para o desenvolvimento do Estado?

R: Estamos buscando construir um ambiente atrativo para investimentos na nossa região. Fazemos isso dialogando com os setores de Governo e com toda a sociedade, buscando mostrar que temos um ambiente oportuno para investimentos. Nós temos um Estado de oportunidades.

P: Um dos pontos fundamentais para a atração de empresas é a infraestrutura e o potencial logístico de um estado. No Pará, quais são as iniciativas que o senhor destaca como importantes para estimular novos empreendimentos a se fixarem no estado?

R: Conseguimos, no Ministério dos Portos, viabilizar o Arco Norte, que redireciona o escoamento da produção brasileira para o Norte do País. Garantimos portanto, com isso, um novo olhar. Conseguimos a priorização de investimentos no setor portuário para a nossa região, seja no Oeste do estado, em Miritituba e Itaituba, seja em Vila do Conde, em Barcarena ou no porto de Belém, mostrando a atratividade da localização do nosso Estado.

P: Outras iniciativas também estão se tornando realidade?

R: Sim. Não paramos por aí. Estamos lutando para garantir que a Ferrovia Norte-Sul possa sair do papel; que a Ferrogrãos, que estará transportando desde o Mato Grosso até Miritituba também possa acontecer. Garantimos que o derrocamento do Pedral do Lourenço também se viabilizasse e os estudos já estão em fase avançada para que nos próximos anos, efetivamente a navegabilidade do Rio Tocantins possa assegurar a atividade hidroviária no eixo de Marabá até Vila do Conde.

P: O senhor é um dos interlocutores mais frequentes do presidente em exercício Michel Temer. O senhor fala com o presidente Temer sobre o Pará?

R: Sempre tenho buscado mostrar ao presidente da República que é fundamental nós olharmos o Brasil de forma integrada e compreender as oportunidades e ações que caibam ao Governo Federal fazer para impulsionar as oportunidades de cada região do Brasil. E claro, como paraense, o Pará sempre está na minha agenda. O que nós estamos buscando é construir um ambiente em que o Governo Federal, com os governos estaduais, o Congresso Nacional, a sociedade e aqueles que buscam investir no Brasil possam olhar para o Pará.

Notícias

Vale reduz investimentos em até 21% em 2015

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A Vale deve fechar este ano com investimentos entre US$ 8 bilhões e US$ 8,5 bilhões, seguindo as previsões do mercado, segundo apresentação realizada ontem (5) pela mineradora na BM&FBovespa. Após investir US$ 4,3 bilhões no primeiro semestre, a companhia prevê aportes de US$ 4 bilhões entre julho e dezembro deste ano.

O diretor-executivo de finanças da Vale, Luciano Siani, disse, na apresentação, que os investimentos de capital e correntes vêm sendo reduzido, o que ocorre à medida em que a empresa completa seu ciclo de investimentos.

Segundo ele, a Vale busca reduzir ainda mais o investimento com base em redução estrutural, mudança no escopo de projetos e reduções resultantes da desvalorização do real frente ao dólar.

A previsão inicial da companhia, divulgada no fim do ano passado, era investir US$ 10,2 bilhões este ano. Porém o número foi reduzido e, em meados de 2015, a empresa já trabalhava com uma projeção de cerca de US$ 9 bilhões. A redução potencial de US$ 10,2 para até US$ 8 bilhões é de 21,6%.

A Vale tem cerca de 75% de seu orçamento de investimentos em reais, o que faz com que esses gastos estejam sujeitos à variação cambial. Quando há desvalorização do real frente ao dólar, o investimento da Vale em moeda americana é reduzido.

O orçamento de investimentos da Vale para 2015 foi preparado com uma taxa de câmbio de R$ 2,60 por dólar. Mas em um cenário com a taxa a R$ 3 por dólar, o investimento cairia para US$ 9,2 bilhões, e com taxa de R$ 3,50 por dólar, o número iria para US$ 8,2 bilhões.

Na visão de fontes no mercado, a Vale pode fechar o ano com um investimento na faixa de US$ 7 bilhões. Em 2014, a empresa investiu US$ 12 bilhões e em 2013, US$ 14 bilhões.

Com o preço da commodity em baixa e com compromissos de pagamentos de dividendos de US$ 2 bilhões aos acionistas este ano, a Vale buscou formas de tornar o investimento mais eficiente, uma vez que ainda tem grandes projetos para concluir até 2016, incluindo o S11D, na Serra Sul de Carajás (PA), e o projeto de carvão de Moatize, em Moçambique, na África. Com informações do Valor Econômico.