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Marabá

ATUALIZADO – Corpo de Demétrius Ribeiro está sendo velado no Parque das Flores, em Marabá

Família está decidindo se o sepultamento ocorrerá em Marabá ou em Imperatriz (MA)

Começou às 17h, no Cemitério Parque das Flores, Km 5,5 da Rodovia Transamazônica, sentido Itupiranga, o velório do corpo do empresário Demétrius Fernandes Ribeiro, 61 anos, executado na manhã desta sexta-feira (21). No início da tarde, o IML de Marabá expediu o laudo da necropsia. O documento aponta que Ribeiro levou 12 tiros, 11 do lado esquerdo do peito e um no pescoço. As balas provavelmente são de pistola calibre 380, cujas cápsulas foram encontradas no local do crime.

O corpo do empresário será sepultado em Marabá mesmo, no Parque das Flores, às 9 horas. A princípio, cogitou-se fazer o traslado para sepultamento em Imperatriz (MA), onde ele viveu por muito tempo. Demétrius era natural de Tumtum, também no Maranhão.

Ele foi morto por volta das 8h30, no carro que dirigia, ao lado da mulher, Ielma Silva, que não saiu ferida, quando dois homens em uma motocicleta encostaram no veículo e dispararam a saraivada de balas.

Demétrius deixa viúva Ielma Silva e órfãos de pai seis filhos, três do primeiro casamento, dois do segundo e um do último.

Marabá

Empresário é morto a tiros em plena luz do dia em Marabá

Delegada afirma que as circunstâncias do crime fogem do padrão

Por volta das 8h30 da manhã de hoje (21), o empresário Demétrius Ribeiro, que atuava no ramo da siderurgia, e também já foi empresário da comunicação, foi assassinado a tiros.

O homicídio ocorreu na marginal da Rodovia Transamazônica, na Folha 33, Nova Marabá. Dois homens numa motocicleta emparelharam a moto com o automóvel da vítima, que estava parado no semáforo, e dispararam pelo menos seis vezes. A mulher de Demétrius, Ielma Silva, que estava sentada do lado do carona, não foi atingida.

No local do crime, a delegada Raíssa Beleboni, titular do Departamento de Homicídios em Marabá, disse que o horário em que o crime aconteceu e também o local (extremamente movimentado) fazem esse assassinato fugir ao padrão dos demais. As câmeras do sistema de segurança podem ajudar na identificação dos criminosos.

Demétrius Ribeiro é muito conhecido em Marabá e já foi, inclusive, Empresário do Ano. Ele se notabilizou por construir uma das maiores siderúrgicas do Distrito industrial de Marabá (DIM); também foi suplente de senador e chegou a escrever uma biografia intitulada “Do alto do Coco ao Senado”, traçando sua trajetória desde quando morava no sertão do Maranhão.

Com a falência do Distrito Industrial, Demétrius migrou para a área de comunicação, sendo detentor dos direitos do SBT em Marabá e dono da Rádio Itacaiúnas, mas abandonou o ramo e passou a se dedicar à venda de ferragens. Ele também comprou o antigo Hospital Celina Gonçalves, mas depois o vendeu ao Estado, que o transformou em Hospital Regional Público do Sudeste.

Há informações de que Demétrius tinha muitas dívidas, mas a delegada Raíssa Beleboni diz que ainda é muito cedo para definir se a motivação do crime seria esta. Além disso, no mês que vem, vários bens da guseira de Demétrius (a Usimar) serão leiloados para pagamento de dívidas trabalhistas.

Justiça

Operação Stalker: Polícia Federal prende um no Maranhão e dois em Parauapebas, acusados de roubo cibernético

Os criminosos atuavam em São Luís (MA) e em Parauapebas, onde fizeram a maioria das vítimas, todas correntistas da Caixa Econômica Federal

Por Eleutério Gomes – de Marabá

Após dois anos de investigações, a Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quinta-feira (20), a Operação Stalker, desenvolvida pelo Grupo de Repressão a Crimes Cibernéticos, na Superintendência da PF, em Belém, tendo à frente o delegado André Ribeiro. Seu objetivo é desarticular uma organização criminosa composta por hackers especializados em fraudar contas bancárias da Caixa Econômica Federal pela Internet. O grupo invadia as contas dos clientes e desviava os valores para contas em nome de laranjas a fim de, posteriormente, sacar e lavar o dinheiro.

Foram cumpridos oito Mandados de Busca e Apreensão, cinco Mandados de Prisão Temporária e cinco Mandados de Condução Coercitiva, expedidos pela 4ª Vara Federal de Belém, especializada em lavagem de dinheiro. Um deles em São Luís (MA) – onde foram apreendidos computadores, mídias, celulares e bens, incluindo um automóvel de luxo – e os demais em Parauapebas. Das pessoas citadas nos mandados de prisão temporária, apenas duas ainda estão foragidas, mas devem ser capturadas nas próximas horas, segundo a PF. Embora a Polícia Federal não tenha divulgado os nomes dos hackers, o Blog apurou que um deles se chama Claudilei Silva Santos.

Coletiva

Durante entrevista coletiva na manhã de hoje, na Delegacia de Polícia Federal de Marabá, os delegados André Ribeiro e Igor Chagas detalharam a operação, lembrando que há muito tempo Parauapebas possui um histórico de ocorrência de fraudes bancárias que são investigadas pela PF.

Os criminosos, segundo o delegado André, obtinham os números de contas dos clientes, consultavam o saldo, para verificar se havia dinheiro disponível, hackeavam essas contas, transferiam para contas de laranjas e sacavam os valores. Até o momento, as investigações apontam que foram furtados R$ 250 mil de correntistas diversos da Caixa Econômica Federal.

O suspeito de São Luís, que fornecia os números das contas aos cúmplices de Parauapebas, foi preso em um jipe Land Rover, um carro de alto padrão e na casa dele foram encontrados vários equipamentos de informática.

“Foi bem satisfatório para nós; conseguimos identificar todos, vários deles confessaram de fato. Tivemos apoio da nossa perícia criminal nas buscas e foram apreendidos mídias e computadores que serão periciados,” detalhou o delegado André, destacando que a operação não pára por aí, pois o polo de Parauapebas é um braço desse tipo de crime cibernético.

“A PF tem uma ação permanente chamada Operação Tentáculos, que acontece em cooperação com a Caixa, que semanalmente abastece a PF de informações de contas que foram fraudadas em todo o Brasil e, a partir dessas investigações, sempre estamos atuando”, reforçou ele.

A Operação Stalker, frisa o delegado, é uma resposta que a Polícia Federal queria dar para a sociedade, para as pessoas de Parauapebas que têm contas na Caixa e que são vítimas desse grupo.

Ainda conforme a narrativa do delegado André Ribeiro, os criminosos cadastravam celulares em nomes de pessoas que jamais imaginavam que estavam sendo envolvidas em operação criminosa, para utilizar como canal de Internet e poder praticar a fraude de forma mascarada.

Indagado pelo Blog se havia a participação de funcionários da Caixa no golpe, passando informações de clientes, o delegado disse que, em princípio não pode afirmar, mas adiantou que as investigações serão aprofundadas para que a PF verifique se houve esse tipo de colaboração com os criminosos.

Sobre em que tipo de crimes os ladrões virtuais serão atuados, o delegado informou que serão enquadrados nos crimes de formação de organização criminosa e furto mediante fraude.

A grande maioria das contas contra as quais ocorreu a fraude é de clientes de Parauapebas, outras são de correntistas da Caixa em Marabá, Belém, Redenção e do Estado do Maranhão.

Marabá

Sindicato Rural de Marabá vai ajudar financeiramente músico baleado durante a 31ª Expoama

O tiro foi disparado por um policial militar

Por Eleutério Gomes – de Marabá

O Sindicato Rural de Marabá, por decisão da diretoria, decidiu ontem, terça-feira (18), que vai destinar ajuda financeira ao músico Johnny Lima da Silva, mais conhecido como “Johnny Balada”, durante seis meses. Ele foi ferido à bala na madrugada do último sábado (15), penúltimo dia da 31ª Expoama, na ocasião do show de lançamento de uma rádio FM na cidade, no Parque de Exposições.

O autor do tiro, cujo projétil atravessou as alças intestinais do músico, foi o policial militar Rodrigo Soares Cordeiro, que serve no 4º Batalhão de Polícia Militar (BPM) e estava de folga. Segundo ele, o disparo foi acidental.

A confusão aconteceu por volta das 3h da madrugada quando, segundo o boletim de ocorrência registrado na 21ª Seccional Urbana de Marabá, três desconhecidos partiram para cima de Cordeiro na tentativa de tomar-lhe a arma. Um deles, inclusive, quebrou uma garrafa de cerveja no rosto do PM, atingindo o olho esquerdo do policial.

Ante a agressão e em desvantagem, ainda segundo seu depoimento, Cordeiro sacou a arma e aí aconteceu o disparo, não se sabe de proposital ou acidental, acertando o percussionista, que estava acompanhado da mulher dele, Delmaires Ferreira. No meio do tumulto formado, os agressores aproveitaram para fugir; o PM, que se entregou espontaneamente à Polícia Rodoviária Federal, foi levado ao Distrito Policial; e Johnny Lima da Silva transportado ao Hospital Municipal pelo SAMU, onde passou por uma operação de emergência para retirada da bala.

Autuado como autor de lesão corporal grave, o PM foi liberado após audiência de custódia e prometeu ajudar o músico dentro das suas possibilidades financeiras. Amigos de Johnny pediram ajuda para ele ontem, em redes sociais e, por fim, o Sindicato Rural solidarizou-se com o rapaz, que ficará algum tempo impossibilitado de trabalhar.

Outra versão

A versão que circulou no domingo (16), pela manhã, nas redes sociais, era de que o PM havia feito galanteios à mulher do músico e este o atacou com uma garrafa, tendo o policial atirado em seguida. Essa versão, entretanto, foi desmentida pelo advogado de Cordeiro, Odilon Vieira Neto, o qual afirmou que “os dois nem sequer se conheciam”.

Marabá

Sintepp registra BO contra a truculência policial, faz denúncia ao MP e pede na Justiça a anulação da votação do PCCR

Em ato público realizado na manhã de hoje, os professores marabaenses fizeram o enterro simbólico de 17 vereadores e do prefeito Tião Miranda

Por Eleutério Gomes – De Marabá

A luta dos professores da rede pública municipal de Marabá, contra a redução nos valores dos salários, não terminou com a aprovação do PCCR alterado pela Lei 014/2017, pela Câmara Municipal, em meio a sessão tumultuada. Na tarde desta quarta-feira (24) a direção da Subsede local do Sintepp (Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Pará) registrou Boletim de Ocorrência da 21ª Regional de Polícia Civil contra os atos de violência ocorridos ontem (23) no plenário do Legislativo.

“Segundo a própria polícia, não tem procedência legal a Presidência da Câmara ter chamado reforço policial. Muitos de nós saímos muito machucados e amanhecemos com dores pelo corpo. Um dos nossos colega foi espancado por um segurança e foi isso o que deu início à confusão”, afirma Joyce Cordeiro Rebelo, coordenadora- geral da Subsede, ouvida pelo blog. Ela acrescenta que representantes do Ministério Público Estadual assistiram vídeos dos momentos de tensão e chamaram a direção do sindicato para que também formalize queixa.

“O MP quer nos ouvir, pois não é admissível que se use gás pimenta em local fechado. O guarda municipal foi quem disparou o spray por duas vezes. Várias pessoas passaram mal, inclusive crianças que se encontravam com os pais na sessão. A professora Avanir Paulino ainda está internada no hospital, ela sofre de problemas respiratórios e teve de ser levada de ambulância”, lembra Joyce.

Ato público

Ma manhã desta quarta-feira, reunidos em ato público na Praça Duque de Caxias, Marabá Pioneira, centenas de professores protestaram a e, em assembleia, aprovaram os próximos passos da mobilização: amanhã, quinta-feira (25), por volta das 8h, realizam novo ato público em frente a um estabelecimento comercial cuja inauguração ocorre no mesmo horário na Nova Marabá.

Na sexta-feira (26), a mobilização ocorre nas escolas como preparação para que a greve geral dos professores da rede pública municipal seja deflagrada a partir de segunda-feira, por tempo indeterminado.

Durante o ato público de hoje, além das palavras de ordem e discursos veementes, os professores fizeram o enterro simbólico dos 17 vereadores que votaram pela aprovação do projeto; e também do prefeito Tião Miranda e, em seguida saíram e passeata pela Avenida Antônio Maia, principal via do Núcleo Pioneiro.

Na Justiça

Na Justiça, ainda de acordo com Joyce, o Sintepp vai entrar com pedido de Mandado de Segurança pedindo a irredutibilidade dos salários – como antecipou ontem o blog – e a anulação da votação que aprovou o Projeto de Lei 014/2017: “Conforme o Regimento Interno da Câmara, não existe dispensa de interstícios em votação projeto em que há substitutivos e emendas. Então o presidente infringiu o regimento quando dispensou o interstício”, conclui Joyce Rebelo.

Justiça

Integrante do Comando Vermelho assassinado na penitenciária de Marabá

Nickivone Santana foi enforcado pelos colegas do Pavilhão B na hora do banho de sol

Por Eleutério Gomes – de Marabá 

O detendo Nickivone Santana, 30 anos foi assassinado por enforcamento na tarde de ontem (21), no solário do CRRAMA (Centro Regional de Recuperação Agrícola “Mariano “Antunes), em Marabá. Segundo fonte da penitenciária, na hora do banho de sol, os demais detentos, que teriam prevenção contra o colega que seria integrante do CV (Comando Vermelho) – segunda facção criminosa mais perigosa do País e a mais poderosa do Rio -, o arrastaram para um canto do muro e, com duas cordas, o enforcaram até a morte.

Nickivone estava preso na Penitenciária de Redenção junto com outros integrantes do CV, mas foi removido para Marabá, onde estava custodiado no Pavilhão B. Ainda de acordo com a fonte, ao saber que o colega pertencia ao Comando, outros detentos teriam ficado temerosos e resolveram acabar com a vida de Santana.

Ao final do banho de sol, quando todos os 176 presos guardados no CRRAMA foram recolhidos às suas celas, o corpo de Nickivone foi encontrado já sem vida. Duas guarnições da Polícia Militar estiveram no local por volta das 16 horas, porém não houve necessidade de intervirem no pavilhão, já que tudo estava em ordem e, nessas horas “ninguém sabe, ninguém viu”. Ou seja, prevalece a lei do silêncio.

O blog tentou, na manhã desta segunda-feira (22), contato com o diretor da penitenciária, coronel Antônio Ferreira de Araújo, ex-vereador e oficial da reserva da PM, mas até o momento não conseguiu falar com ele.

Bloqueio

Ex-secretário de Marabá tem milhões em bens bloqueados

TCM apontou irregularidades nas contas apresentadas em dois anos nos quais Ney Calandrini esteve à frente da Semed. Dezenas de empresas também tiveram bens indisponibilizados

O Poder Judiciário bloqueou no último dia 20 quase R$ 70 milhões em bens móveis e imóveis em duas investigações contra o ex-secretário de Educação de Marabá, Ney Calandrini de Azevedo. Em uma delas, 24 empresas também são investigadas e em outra, mais 45 empresas. Dentre elas, algumas aparecem nos dois procedimentos do Ministério Público do Estado do Pará, que apura possível improbidade administrativa.

Na primeira investigação, 24 empresas são suspeitas de terem recebido recursos indevidos do município. Ao todo, são R$ 32.528.957,74 bloqueados, a maior parte em bens do ex-secretário: R$ 26.041.404,54. A decisão partiu do juiz Manoel Antônio Silva Macêdo, que é titular da 4ª Vara Cível e Empresarial de Marabá, mas que neste processo está respondendo pela 3ª Vara Cível.

O magistrado avaliou o pedido da 11º Promotoria de Probidade Administrativa que identificou, em investigações iniciais, irregularidades detectadas pelo Tribunal de Contas dos Municípios do Estado do Pará e apontadas no processo 423992010-00, onde foi apreciada a prestação de contas da Secretaria Municipal de Educação da Prefeitura de Marabá em 2010, durante exercício de Calandrini.

Dentre as irregularidades, foi identificada a ausência de processos licitatórios para despesas com objetos diversos, perfuração de poço e aquisição de imóveis e gêneros alimentícios totalizando R$ 17.267.379,17. Além disso, o TCM também detectou processos licitatórios irregulares, inclusive para construção de escolas, no total de R$ 112.767.006,15.

Conforme a investigação, algumas das empresas particulares podem ter sido beneficiárias pela inexistência de processo licitatório, cujo procedimento no âmbito do TCM evidenciou irregularidades como a não efetuação e recolhimento das obrigações patronais, não encaminhamento da Lei 13.907/96 (Ipasemar) e ausência de encaminhamento dos processos de contratação referente aos credores.

Na argumentação do Ministério Público consta que não houve a comprovação de que os valores pagos foram sustentados em prévio procedimento licitatório, ante as dispensas de licitação e inexigibilidade, o que torna presentes indícios de malversação e desvio de recursos públicos. Segundo consta na decisão judicial, os pagamentos foram efetuados diretamente a estas empresas sem que correspondessem, efetivamente, a uma prestação de serviço, obras ou bens comprovadamente realizados ou entregues.

Já em relação a outras empresas, o TCM detectou que apesar da existência de provável procedimento licitatório realizado, estes foram encaminhados somente de forma parcial, apontando que elas tenham recebido pagamentos maiores, com valores residuais que não foram devidamente comprovados. Para a investigação, embora tenham sido apresentados os procedimentos licitatórios, estes podem ter servido de justificativa para pagamentos maiores do que os valores realmente licitados.

Na segunda investigação, o Tribunal de Contas dos Municípios do Estado do Pará (TCM/PA), por meio do processo 424142009-00, apreciou a prestação de contas da Semed no exercício do ano de 2009 e detectou problemas em decorrência da ausência de encaminhamento das licitações em meio magnético, no valor total de R$ 22.644,930,04, para 45 credores.

O então secretário Municipal de Educação foi citado para apresentar os documentos correlatos às licitações, mas não houve comprovação perante o TCM, levantando a suspeita acerca de irregularidades nas contas prestadas a partir de despesas da Secretaria Municipal de Educação e Fundeb de Marabá, perfazendo o valor de R$ 22.644,930,04 em pagamentos indevidos ou sem comprovação.

Atualizado, o valor é de R$ 36.359,394,54, quantia bloqueada pelo Poder Judiciário. Neste caso, o secretário também teve decretada a indisponibilidade dos bens em R$ 26.041.404,54. A investigação do MPPA aponta indícios de fornecimento de produtos, realização de obras e prestação de serviços por parte das empresas de forma ilegal e irregular, destacando que os valores dos pagamentos efetuados comprovam a necessidade de realização de licitação na modalidade adequada, e não através de dispensa, como foi realizado.

Uma empresa que aparece nos dois procedimentos não teve os bens bloqueados por estar em recuperação judicial e o magistrado oficiou a 2ª Vara Cível de Marabá, onde corre o processo relacionado à recuperação, solicitando informações sobre o inteiro teor do andamento processual da ação judicial que envolve a empresa. Por fim, em ambos os processos, o magistrado determinou a tramitação dos autos em segredo de justiça.

Procurado, Calandrini informou não ter sido notificado ainda acerca das decisões e alegou não ter cometido nenhuma das irregularidades apontadas, considerando a indisponibilidade dos bens dele e dos demais investigados injusta. Acrescentou que as licitações foram devidamente realizadas e considerou que o TCM pode não ter tido acesso aos processos licitatórios devidos. Por fim, afirmou acreditar que as análises serão revistas e que haverá o desbloqueio dos bens dele e das empresas investigadas.

Redenção

Tragédia em Redenção: filho de agente de trânsito morre atingido pela arma do pai

Garoto subiu no guarda-roupa, se assustou, caiu e a pistola disparou.

Por Eleutério Gomes – de Marabá

Redenção – Na sexta-feira (7), à noite, o agente de trânsito Álvaro José da Silva, do Detran-PA, saiu de casa e deixou a arma, uma pistola, em cima do guarda-roupa. O filho dele, Yuri Claiver Santos da Silva, de 9 anos, com o auxílio de um banco, subiu e pegou a arma. No entanto, o agente não demorou na rua e chegou no exato momento em que o menino estava com a arma na mão.

Assustado ao ouvir o pai chegando, ele ficou nervoso, se desequilibrou e caiu, machucando a cabeça gravemente, ao mesmo tempo em que a arma, provavelmente destravada, caiu no chão e disparou acertando a cabeça da criança.

O menino foi levado ao Hospital Regional de Redenção e morreu na manhã deste domingo (9).

Álvaro foi preso em flagrante pela Polícia Civil e autuado pelo delegado Marcus Vinícius Camargo por lesão corporal grave. Em seguida foi levado para audiência de custódia perante a juíza de plantão, que converteu o flagrante em prisão preventiva.

O motivo da preventiva

De acordo com o também agente Cunha, que acompanha o drama do colega em Redenção, segundo o depoimento de Álvaro, ao chegar em casa, no momento da tragédia, ainda escutou o disparo da arma – cujo porte está vencido –, correu para dentro do imóvel, onde mora só com o filho, e viu o garoto no chão e junto dele a arma.

Transtornado, ainda segundo seu depoimento, Álvaro saiu da casa gritando, em desespero, pedindo ajuda. Vários vizinhos entraram no imóvel e teriam tirado a pistola no chão e colocado sobre uma mesa.

E foi justamente o fato de a arma não estar ao lado do menino quando a polícia chegou ao local da tragédia que fez com que a juíza decretasse a preventiva de Álvaro, tornando-o suspeito de homicídio contra o próprio filho.

Diante desse fato, o corpo do garoto está sendo removido nesta tarde ao Instituto “Renato Chaves”, de Marabá, para que o exame pericial comprove – ou não – o depoimento de Álvaro.