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Agropecuária

Assentados do INCRA em Marabá recebem capacitação sobre inseminação artificial em bovinos

Todas as técnicas são repassadas de forma didática aos assentados para que possam, eles mesmos, realizar todo o procedimento de maneira independente.

A prática da inseminação artificial de bovinos é realidade para assentados da reforma agrária de Marabá (PA). O contrato de assistência técnica firmado entre o Incra e a empresa Agroatins Carajás contempla 132 famílias com material e assessoria técnica em inseminação artificial em vacas das famílias dos assentamentos Carajás Tamboril, Bom Jardim da Voltinha e Murajuba.

Serão no total 1320 animais inseminados no final do contrato. A medida promoverá de imediato uma substancial melhora dos bovinos na região, pois cada um dos 132 beneficiários pode inseminar 10 vacas com a tecnologia de Inseminação Artificial por Tempo Fixo (IATF).

Além do melhoramento imediato, a assistência técnica vai gerar conhecimento e aperfeiçoamento a médio e longo prazo uma vez que a técnica será repassada para cada assentado atendido pelo contrato realizado com recursos do Incra.

Etapas

O primeiro passo é um diagnóstico feito pelos técnicos que selecionam as matrizes com as melhores condições para o procedimento. Em seguida, é feita a aplicação de implantes nas vacas, para que entrem no estado favorável à fecundação e gestação.

Depois de alguns dias os técnicos retornam para efetuar a inseminação e então inicia-se o processo de acompanhamento, que dura toda a gestação, até o nascimento dos bezerros.

Todas as técnicas são repassadas de forma didática aos assentados para que possam, eles mesmos, realizar todo o procedimento de maneira independente.

Aprimoramento

Na última terça-feira (16), os técnicos visitaram o senhor José da Cruz Brito, beneficiário do assentamento Carajás Tamboril. Ele já realizava inseminação antes da assessoria técnica, mas não obteve os resultados esperados.

“Comecei até bem, mas depois, nem todas as vacas estavam sendo fecundadas e acabei desperdiçando materiais. Mas agora eu pude aprimorar minha prática e vou voltar a inseminar.” analisa Brito, que é produtor leiteiro na região da estrada do Rio Preto.

De acordo com o técnico em agropecuária da prestadora, David de Oliveira, a inseminação artificial aprimora a produção de leite, uma vez que as vacas recebem sêmen de animais com genética reconhecida e boa produtividade leiteira.

“Há vacas que produzem 15 litros de leite por dia e, com o tempo, ocorre um melhoramento pois as crias, que também serão inseminadas, vão ficar melhores”, afirma o técnico.

Todos os materiais e insumos são fornecidos gratuitamente pelo Incra e Agroatins, por meio do contrato de Assistência Técnica Social e Ambiental (Ates), que opera nos assentamentos oriundos da reforma agrária.

Emater distribui sementes de feijão Caupi em São Domingos do Araguaia

A Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado do Pará (Emater), através do escritório local de São Domingos do Araguaia distribuiu 200 kg (duzentos quilos) de feijão Caupi obtidos através de doação junto a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Agropecuário e da Pesca (Sedap), pleito atendido pelo gerente regional da Sedap, Marivan Oliveira Sousa.

feijao caupi sdaForam atendidos 35 (trinta e cinco) olericultores (produtores de hortaliças) e agricultores/as da Chamada Pública do Leite. Para o coordenador local, o técnico Anselmo Caldas Filho, “a intenção é que os agricultores possam futuramente reproduzir a sua própria semente”. Um dos produtores, José de Souza Queiroz, plantou consorciado feijão com quiabo e já está prestes a colher os primeiros grãos, já que o plantio aconteceu em novembro. A sua propriedade está localizada no km 48 da rodovia Transamazônica.

Vale ressaltar que Emater executa na região Chamada Pública SAF/ATER/MDA nº 07/2013 – Lote nº 4  – cujo objeto é a assistência técnica e extensão rural para promoção da agricultura familiar na cadeia produtiva do leite –  visando atender 500 famílias em dez municípios. A técnica em agropecuária da Emater, Raimunda Maria Santos Silva, informou que “em São Domingos do Araguaia são assistidas 45 famílias, e que está em fase de implantação duas Unidades de Referências, distribuídas em dois núcleos: 1 Região do Água Fria e 2 Região Vila Santana.”

O extensionista rural Rudinei Ribeiro Magalhães informou que já foram realizadas as seguintes atividades pela Chamada do Leite: reunião para planejamento; visitas às famílias; diagnóstico (DRP). Atualmente está na fase de planejamento de oficinas temáticas (cursos), elaboração do projeto produtivo e consolidação das unidades de referências.

O zootecnista Diego Pinheiro ressaltou a existência de duas unidades de referência para produção de leite, e, em uma delas, a parceria com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) liberou um crédito para desenvolvimento nesta unidade de aproximadamente R$ 30.000.00 ( trinta mil reais) na propriedade do agricultor Márcio Iop para instalação de um rotacionado irrigado para o gado leiteiro de raça Jersey . O zootecnista tem prestado assistência na região de São Domingos auxiliando na produção animal, principalmente sobre a criação de suínos e formulação de ração para gado de leite utilizando ureia com cana e utilização de técnicas de suplementação para períodos secos (estação).

Marabá

Pecuária leiteira é tema de curso em Marabá

Pastagens sem manejo, sem irrigação e com animais não especializados estão entres os problemas enfrentados pelos produtores de leite da região sudeste paraense. Um curso promovido pela Embrapa, no município de Marabá, de 17 a 19 de novembro, aborda esses e outros temas e apresenta tecnologias e boas práticas na formação e manejo de pastagem para pecuária leiteira a produtores e técnicos da região.

O Pará é o 13º produtor nacional de leite, com 613 milhões de litros de leite por ano. No sudeste paraense, responsável por 70% da produção estadual, a produtividade média é de quatro a cinco litros de leite por vaca ao dia, números que demonstram, segundo o pesquisador Bruno de Maria, da Embrapa Amazônia Oriental, uma condição quase extrativa. “As pastagens são sem manejo, sem irrigação, sem planejamento, além disso, os animais não são especializados para a produção de leite”, explica o pesquisador.

Ao produzir 650 litros de leite por vaca ao ano, o estado está muito abaixo da média nacional, que é de 1.450 litros/vaca/ano. A baixa tecnificação da produção, aliada a uma pastagem mal manejada são fatores fundamentais nesse desempenho.

Os técnicos da Embrapa apresentam no curso tecnologias e boas práticas de manejo e fertilidade de solos, recuperação de pastagens degradadas, sistema rotacionado de produção, comportamento animal em pastejo, entre outros. O evento é realizado pelo Núcleo de Apoio a Pesquisa e Transferência de Tecnologia da Embrapa no Sudeste Paraense e tem o apoio do Sebrae – Marabá.

Parauapebas

Seca e queimadas provocam queda da produção de leite na região de Parauapebas

Nos últimos anos houve um aumento significativo do rebanho bovino de Parauapebas e região, seguindo uma tendência de crescimento em todo o Estado do Pará, e, em especial, da região do Xingu. Apesar desse aumento no rebanho, em 2015, a produção de leite já é menor do que a do mesmo período do ano passado, e o desenvolvimento da boiada também é mais fraco, segundo os criadores locais.

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Esse resultado negativo se deve à escassez de pasto para alimentar todo esse rebanho, que segundo apuramos, além da implantação de pastagens não ter acompanhado esse aumento, o município ainda sofre com a falta de chuvas que têm castigado a região. Como resultado temos uma boiada cada vez mais magra e uma queda considerável na produção do leite.

Em algumas propriedades que visitamos os criadores informaram que estão fazendo o que podem para tentar manter a produção, mas não tem sido fácil e a maioria já está diminuindo o rebanho leiteiro por falta de pasto para alimentá-lo.

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Encontramos também propriedades onde criadores estão garantido a alimentação com mandioca e raçoes na tentativa de diminuir os prejuízos com a queda na produção do leite. “Estamos dando mandioca, milho e rações para as vacas leiteiras. Ficam mais tempo presas do que o normal também. Infelizmente a nossa produção continua caindo. Esperamos que a situação melhore, que caiam as chuvas, senão, teremos que parar definitivamente de trabalhar com o gado leiteiro aqui”, disse Laercio Bastos, criador de Parauapebas.

Queimadas

Além da escassez de chuvas para as pastagens e o aumento do rebanho, outro fator tem sido determinante para os problemas dos criadores: a grande quantidade de queimadas que muitas vezes destroem o pouco pasto que restou nas propriedades e põem o rebanho em risco ainda maior. Grande parte destas queimadas são feitas por colonos a fim de renovar os pastos. Outra é resultado de situações já conhecidas como as bitucas de cigarros jogadas à margem das estradas vicinais, por exemplo. O fato é que muitas vezes se perde o controle dessas queimadas e o pouco pasto que sobrou se transforma em cinzas, o que aumenta o drama dos criadores.

Ouvimos também diretores de laticínios da região, que garantiram que não haverá prejuízos no setor nem problemas no abastecimento do mercado. Estas empresas, que consideram a situação instável até o momento, contam com técnicos que acompanham os produtores e traçam estratégias para evitar o desabastecimento.

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Segundo Horácio Martins, secretário de agricultura de Parauapebas, a prefeitura de Parauapebas, através da Sempror, vem, desde o início do governo Valmir Mariano, fazendo recuperação das pastagens na tentativa de fortalecer a bacia leiteira do município. Martins afirmou que a Sempror vem gradeando, fazendo análises de solo, aplicando calcário e, em certos sítios, até piqueteando e irrigando as pastagens. “Os técnicos da Sempror estão diariamente na Zona Rural, ao lado do produtor, para levar até eles o conhecimento, já que atualmente o aumento da produção com baixo custo é o objetivo. Quanto menor for o custo para o produtor, este terá um maior saldo no fim do ano, podendo aplicar esse dinheiro em sua propriedade ou em benefício de sua família”, concluiu o secretário. 

Parauapebas

Parauapebas: Vigilância Sanitária apreende duzentos litros de leite em Carajás

Leite Apreendido Parauapebas (Foto: Reprodução/TV Liberal)

Duzentos litros de leite com data de fabricação e validade adulterada foram apreendidos pela Vigilância Sanitária em estabelecimentos comerciais do núcleo urbano de Carajás, em Parauapebas. Segundo o órgão, o leite estava com data de fabricação desta sexta, 15 de novembro, mas estava nas prateleiras desde a última quinta-feira (14). Um morador denunciou o caso à Vigilância Sanitária do município, que fez uma fiscalização e encontrou o produto em uma panificadora e dois restaurantes.

O material apreendido será encaminhado para análise no laboratório central do órgão em Belém. Os donos dos estabelecimentos que vendiam o leite serão intimados a prestarem esclarecimentos e podem se multados, no caso de reincidência.

O leite apreendido é produzido na zona rural de Parauapebas.

Fonte: G1-PA

Projeto de agroindústria em Conceição do Araguaia é referência nacional

Uma agroindústria de beneficiamento de leite, implantada no Projeto de Assentamento (PA) Canarana, na zona rural de Conceição do Araguaia, município do sul do Pará, está sendo considerada referência nacional. O projeto técnico tem o apoio da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Pará (Emater).

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Idealizada pelo agricultor familiar Neurivan Bezerra, a agroindústria tem capacidade para beneficiar 8 mil litros de leite por dia, absorvendo a demanda de 15 produtores familiares da região. Instalada há quase quatro anos, o empreendimento financiado pelo Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), por meio da linha Mais Alimentos, tem a parceria da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). A experiência pode ser levada a outras regiões do Brasil.

A implantação da agroindústria influenciou diretamente na renda familiar dos agricultores. “As famílias tiveram um aumento na renda de até 50%. Só o preço do litro do leite passou de R$ 0,30 para R$ 0,70”, informou Tiago Catuxo, técnico da Emater. Os produtos abastecem o mercado local, após passarem pelo Serviço de Inspeção Municipal (SIM).

Seleção – A experiência da Emater em Conceição do Araguaia foi uma das selecionadas pela Embrapa, entre empreendimentos de mais de 15 Estados, no segmento agroindustrial. A expectativa é que até meados de 2014 todos os dados já estejam sistematizados, para posterior apresentação em um fórum nacional, promovido pela Embrapa em Brasília (DF). A agroindústria no Pará também integrará uma publicação da empresa de pesquisa.

A Emater trabalha com a expectativa de ampliação da agroindústria, inclusive com o aumento da oferta de produtos. Para tanto, a equipe técnica local acompanha o trabalho de infraestrutura do prédio, a assistência técnica aos agricultores e a comercialização dos produtos. “Nesta semana tivemos a visita do prefeito de Araguanã (TO), e a expectativa é desenvolver a experiência naquele município”, acrescentou Tiago Catuxo.

Fonte: Agência Pará de Notícias

Marabá

Prefeitura de Marabá nega leite para bebês sobreviverem

Por Ulisses Pompeu – de Marabá

O Ministério Público Estadual ingressou nesta terça-feira, dia 16, com uma Ação Civil Pública contra o prefeito Maurino Magalhães de Lima e o secretário municipal de Saúde, Nilson da Costa Piedade, porque o município estaria negando o fornecimento de leite especial às crianças em fase de lactação que apresentam quadro alérgico à lactose ou à proteína animal, necessitando do composto hidrolisado como único alimento possível de ingestão para sobreviverem.

A ação impetrada na 6ª Vara Cível da Comarca de Marabá pelas promotoras de Justiça Louise Rejane de Araújo e Mayanna Silva de Souza Queiroz, ressalta o MP vem recebendo diuturnamente mães e pais em grande agonia diante da situação de seus filhos, diante da falta de fornecimento de leite especial do composto hidrolisado.

Cada um dos casos é cadastrado na Secretaria Municipal de Saúde, que tem o dever legal de manter o regular fornecimento do alimento. A partir do mês de setembro último, o problema se intensificou consideravelmente, não dispondo a Secretaria dos insumos alimentares imprescindíveis à manutenção da vida dos bebês, o que ensejou o ingresso na esfera judicial com diversas ações cautelares a fim de garantir a entrega do leite.

Diante dessas ocorrências, as promotoras requisitaram informações e o secretário Municipal de Saúde, Nilson Piedade, alegou problemas orçamentários para o não fornecimento do leite.

As pessoas que comparecem à Promotoria de Defesa da Saúde apresentam documentação, entre elas um laudo médico no qual o profissional médico declara que a criança apresenta diagnóstico de alergia alimentar, necessitando do uso exclusivo de alimento hidrolisado em pó, cujo consumo mensal é em média de oito latas. “É de se registrar que tais compostos equivalem a medicamento, vez que, sem o mesmo, a criança que dele necessita irá a óbito, já que não pode fazer uso de outro alimento ou substância”, explica o MP à Justiça.

Na ação, o MP pede que a Prefeitura de Marabá seja condenada a manter o regular fornecimento do composto de Hidrolisado (da marca solicitada nas prescrições médicas) enquanto perdurarem os diagnósticos médicos em questão. Caso não cumpra a determinação judicial, que os responsáveis paguem multa diária e pessoal de R$ 10.000,00, bem como a expedição de mandado de prisão em flagrante delito.

A reportagem do blog tentou falar ontem com o secretário de Saúde, Nilson Piedade, para saber quantas crianças estão sem receber o leite especial e qual o valor de cada lata e os motivos de o município não comprar o produto garantido por lei. Como não respondeu às ligações de ontem à tarde, Nilson Piedade deverá se manifestar sobre o caso em entrevista que ficou de conceder hoje, quinta-feira, a este Jornal.

O preço de uma lata do alimento hidrolisado em pó custa, em média, R$ 140,00, dependendo da marca. Com isso, multiplicando por 8 latas por mês para cada criança, dá uma média de R$ 1.120,00 por criança.

Parauapebas

Emater promove curso de derivados de leite em Parauapebas

Agência Pará de Notícias

A Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Pará (Emater) e o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) promovem, no projeto de assentamento Araçatura, na zona rural de Parauapebas, sudeste do Estado, curso de derivados de leite que capacita 14 agricultores familiares a agregar valor à produção leiteira local. O treinamento foi iniciado terça-feira (28) e prossegue até sábado (1º de setembro), como parte da programação técnica da Feira Agropecuária de Parauapebas, que vai até 9 de setembro.

Em 40 horas de aulas, os agricultores recebem noções teóricas e treinamento prático de produção de queijo, doce de leite, requeijão tradicional e cremoso, iogurte, achocolatado e sorvete. Atualmente, apenas o leite in natura é comercializado no assentamento, a R$ 0,35 o litro. Segundo a Emater, comercializar o leite transformado em queijo, por exemplo, aumentaria o valor do preço do litro para R$ 1,20.

Segundo o engenheiro agrônomo da Emater Raimundo Júnior, Parauapebas tem cerca de 500 mil bovinos, dos quais 60% são vacas em lactação, criadas por agricultores familiares. São cerca de 25 animais por família, mas a produção diária por animal não ultrapassa os quatro litros de leite, o que é considerado muito baixo. Para mudar o quadro, a Emater está desenvolvendo a capineira e adotando a técnica de irrigação da pastagem, que fica muito precária nesta época por conta da estiagem.

“A suplementação pretende dobrar a produção de leite, além de garantir a oferta constate de alimento para o gado”, diz o agrônomo. A ideia é manter uma produção constante e garantir que os agricultores comercializem os produtos direto com a prefeitura municipal para serem inseridos na merenda escolar. “Estamos buscando a regularização das famílias pelo Serviço de Inspeção Municipal (SIM), para as vendas”, acrescenta. Os alunos receberão certificado de participação no curso.