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Esporte

Boxe: Acelino Popó Freitas vence mexicano em Belém e encerra carreira

Popó encerra a carreira com um cartel de 43 lutas, 41 vitórias (sendo 34 por nocaute) e apenas duas derrotas.

Em sua última luta na carreira, Acelino Popó Freitas venceu o mexicano Gabriel Martinez por decisão unânime dos jurados (75×74, 76×73 e 75×7) no Mangueirinho, em Belém, após oito rounds. Em um combate que parecia ser apenas festivo, o brasileiro enfrentou momentos complicados contra o adversário de 29 anos de idade.

Sem lutar desde 2015, Popó não teve medo de dificuldades em sua despedida. “Eu sabia que era um adversário difícil pelo cartel dele”, afirmou após a luta sobre o mexicano, que agora soma 29 vitórias (16 nocautes), 11 derrotas e um empate.

Popó ainda brincou sobre o fato de sua última vitória na carreira não ter sido por decisão do árbitro. “Se a gente para com nocaute fica com gostinho de quero mais. Quando a gente toma muita porra vê que tá bom e é hora de parar”, disse ao SporTV.

Acelino Popó Freitas finaliza a carreira aos 42 anos com 41 vitórias (34 nocautes) e duas derrotas. “Aqui se encerra um ciclo vitorioso”, comentou o brasileiro após ser declarado ganhador.

A carreira de Popó
O início da carreira de Popó como amador foi aos 14 anos na Bahia. Desde então, ele já demonstrava ter um talento especial. De cara, foi campeão baiano. Depois, aos 15, levou o título de campeão Norte-Nordeste. Foi campeão brasileiro com 17. Em 1995, foi convocado para a seleção brasileira e disputou os Jogos Pan-Americanos em Mar Del Plata. De lá, saiu com uma medalha de prata. A partir daí, decidiu se dedicar ao boxe profissional.

Logo na primeira luta, venceu por nocaute aos 34s do primeiro round. Na sexta, foi campeão do Mundo Hispano pelo Conselho Mundial de Boxe (WBC), dando o primeiro passo rumo ao título mundial. Levou o título latino da Federação Internacional de Boxe (IBF) contra o colombiano Arcelio Diaz e, no confronto seguinte, fez sua primeira luta fora do Brasil, na Costa Rica, tendo vencido também por nocaute. Novamente no cenário nacional, foi campeão brasileiro na categoria super-leve em 1998. Em outubro do mesmo ano, ganhou o título regional da Organização Mundial de Boxe (WBO), chamado NABO, ao desbancar José Luis Montes, do México, no 1º round. Mais uma vez, deu K.O.

Em 1999, fez a defesa desse título e teve sucesso diante de mais um mexicano, Juan Angel Macias, por nocaute, no oitavo round. Em 7 de agosto daquele ano, Popó derrubou na França o campeão Anatoly Alexandrov e levou o título do super-pena da WBO.

Depois disso, veio o contrato com a Showtime, a mesma que hoje transmite as lutas de Floyd “Money” Mayweather Jr. Seus duelos começaram a passar nos EUA, e Popó passou a ser conhecido internacionalmente também.

De 1999 a 2002, Popó defendeu o título seis vezes e venceu todas por nocaute. Ele venceu o ex-campeão mundial Alfred Kotey por decisão unânime, o que quebrou seu recorde de nocautes. Até então, o baiano tinha vencido todas as suas 29 lutas dessa forma. Em janeiro de 2002, o brasileiro acertou uma luta de unificação de título dos super-penascom o campeão mundial da WBA (Associação Mundial de Boxe) e campeão olímpico de boxe, Joel Casamayor (26-0 na época). Um confronto duríssimo terminou com o atleta de Salvador vencedor por decisão unânime. Assim, ele se tornou bicampeão mundial super-pena por duas organizações diferentes, a WBA e a WBO. Essa, aliás, é a luta que considera a mais importante da carreira.

Na sequência, Popó bateu Daniel Attah, número 1 do ranking da WBO, e defendeu o cinturão. Depois, bateu Juan Carlos Ramírez por nocaute, mantendo os dois títulos. Mas, em 9 de agosto de 2003, o baiano faria uma de suas lutas mais memoráveis. O rival era o argentino Jorge Rodrigo Barrios, que tinha 39-1-1 em seu cartel (a única derrota foi por desqualificação). Em uma batalha de 12 rounds e knockdown dos dois lados, o brasileiro teve a vitória decretada pelo juiz após acertar uma sequência boa. Assim, ele se tornou supercampeão super-pena da WBO, uma honraria concedida aos pugilistas que defendem seu cinturão por 10 vezes.

Após anos defendendo seus títulos de super-pena, Popó encarou o supercampeão da WBO, Artur Grigorian, do Uzbequistão, que estava invicto com 36 vitórias e era dono do cinturão desde 1996, tendo defendido seu título em 16 ocasiões. Por decisão unânime, deu Brasil. Assim, o atleta de Salvador se tornava campeão mundial pela terceira vez. Em 2003, foi considerado o lutador do ano pela WBA.

Mas, em 2004, precisamente dia 7 de agosto, o gigante caiu. Foi contra o americano Corrales. No 10º round, após tomar um knockdown, o brasileiro optou por abandonar o ringue. Além da perda da invencibilidade, o cinturão dos pesos-leves passava a ter novo dono. Popó entrou no ringue outras vezes e venceu, mas só reconquistou o título mundial em abril de 2006 ao bater o americano Zahir Raheem. Foi o quarto título mundial do baiano.

Em 28 de abril de 2007, sofreu sua segunda derrota em luta de unificação de títulos da categoria peso-leve. Popó, campeão peso-leve da WBO, caiu para Juan Díaz, campeão peso-leve da WBA. Foi com desistência no nono assalto. Assim, o brasileiro optou pela aposentadoria. Mas, sem conseguir ficar longe do esporte, retornou tempos depois, já como deputado federal pela Bahia.

Ele foi desafiado por Michael Oliveira, um jovem que, na época, tinha 17 vitórias no cartel. O combate foi no Cassino Conrad, em Punta Del Este, no Uruguai. Popó nocauteou o compatriota com total domínio dentro do ringue. Pelo sonho de encarar Manny Pacquiao, Juan Manuel Márquez e Floyd Mayweather Jr., ele retomou os treinos e tentou chegar aos meio-médios para poder desafiar os adversários. Mas esses confrontos nunca aconteceram.

Ao invés disso, Popó retornou aos ringues contra o argentino Mateo Veron no dia 15 de agosto de 2015, na Arena Santos, litoral de São Paulo. O veterano nocauteou o rival e, mais tarde, anunciou o confronto contra Gabriel “El Rey” Martinez, que, segundo ele, será sua aposentadoria definitiva aos 41 anos em Belém.

Seleção brasileira de handebol feminino chega nesta quinta-feira em Belém

 

O evento vai abrir oficialmente o calendário da seleção brasileira após os Jogos Olímpicos Rio 2016. Após chegar até as quartas de final nas Olimpíadas, o Brasil se renovou com jogadoras que atuam em países como França, Hungria, Alemanha e Polônia, além de atletas de São Paulo e Santa Catarina. O técnico Morten Souback vai testar a nova formação do time neste II Torneio Quatro Nações.

A secretária da Seel, Renilce Nicodemos, pede por um grande envolvimento de estudantes no evento. Para ela, o handebol é uma modalidade de natureza escolar e de fácil adaptação por parte dos alunos. “Queremos mostrar para os nossos estudantes que por meio do esporte é possível construir um novo momento em suas vidas. As jogadoras brasileiras serão as porta-vozes desse momento. O Brasil vive um momento muito importante, de renovação da equipe depois dos jogos olímpicos do Rio, por isso, nós queremos fazer uma festa linda, com muito carinho e hospitalidade”, disse a titular da Seel.

A arena Guilherme Paraense está recebendo os preparativos para o torneio. O piso especial já foi montado e os assentos estão sendo numerados. Os serviços de limpeza e manutenção seguem normalmente, conforme informações da diretora Cláudia Moura, que também está finalizando os preparativos de transporte, segurança, hospedagem e acomodações especiais às Seleções do Brasil e do exterior. “A marca paraense é da alegria, da hospitalidade, então, vamos receber a seleção com muito carinho”, disse.

Para o técnico da seleção brasileira, Morten Soubak, o torneio e o período de treino em Belém, a partir do dia 24 de novembro, serão bem aproveitados para a preparação do grupo, renovado após as Olimpíadas do Rio de Janeiro de 2016: “O nosso trabalho será um recomeço. Temos que renovar em vários aspectos, não somente porque várias atletas de alto nível não estão mais disponíveis para a Seleção. Temos que pensar no estilo que estávamos jogando e nos aprofundarmos nas novas regras que foram implantadas para os Jogos do Rio e que devem permanecer”, disse o treinador ao site da CBHb. Ele pretende avaliar os novos rumos da equipe: “Vamos dar chance para algumas atletas jovens e outras que fizeram parte do trabalho, mas que não ficaram na equipe para as Olimpíadas. Vamos pensar muito nas características de cada uma e, possivelmente, criar outro jeito de jogar, de acordo com esse perfil, pois o anterior era muito baseado nas atletas que estavam”, afirmou Morten.

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