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Manifestação

Passeata paralisou por algumas horas Centro Comercial da Marabá Pioneira, mas não houve greve geral

Aproximadamente 850 militantes de sindicatos, partidos de esquerda, movimentos sociais e centrais de trabalhadores protestaram contra o Governo Temer

Por Eleutério Gomes – de Marabá

A não ser pela paralisação no expediente interno de algumas agências bancárias e pela passeata organizada por sindicatos, centrais de trabalhadores, partidos de esquerda e movimentos sociais, Marabá funcionou normalmente nesta sexta-feira (3), dia de greve geral em muitas cidades do País, em protesto contra o Governo Temer e contra as reformas trabalhistas e da previdência social. Secretarias municipais funcionaram sem alterações, assim como órgãos do governo do Estad0. Na esfera federal, poucas repartições e as instituições de ensino paralisaram as atividades. Comércio, indústria, setor de serviços, casas de saúde e transporte público também não aderiram à greve.

De acordo com o professor universitário Rigler Aragão, um dos organizadores da manifestação, aproximadamente 850 pessoas participaram da passeata, que se iniciou logo cedo, com concentração em frente ao Estádio Municipal “Zinho Oliveira”, no Núcleo Pioneiro, e, por volta das 9h seguiu pela Avenida Antônio Maia, principal via do comércio, ocupando a pista no sentido Nova Marabá.

Depois, por volta das 10h, os manifestantes fecharam o bambuzal de acesso ao Núcleo Pioneiro, permanecendo assim por cerca de uma hora, o que provocou protestos de condutores e passageiros de ônibus, mototáxis e táxis-lotação. Às 11h a passeata seguiu rumo ao Núcleo Cidade Nova, onde ocupou uma das pistas da ponte do Rio Itacaiúnas, se dispersando logo após o meio-dia. A manifestação não teve o acompanhamento da Polícia Militar, DMTU ou Guarda Municipal.

Política

Em Parauapebas manifestantes aproveitam movimento nacional para fazer cobrança de demandas locais

Em Parauapebas manifestantes invadiram o prédio o Sine e depredaram equipamentos

Assim como em várias partes do país, Parauapebas contou com uma manifestação realizada na manhã desta quarta-feira (24), e que reuniu mais de duas mil pessoas, segundo a organização do evento, pedindo a saída do presidente Michel Temer, eleições diretas e repudiando as reformas trabalhista e previdenciária.

O movimento foi encabeçado por sindicatos, associações, entidades de classe e outros representantes da sociedade civil organizada. Além dos assuntos nacionais, o grupo aproveitou para levantar as principais reivindicações da comunidade de Parauapebas, principalmente as relacionadas com a geração de emprego e renda.

“Estamos levantando as demandas de todas as entidades para fazer uma pauta única do movimento. Este foi o nosso segundo encontro de manifestação na rua e temos percebido um fortalecimento cada vez maior”, disse o presidente do Sindicato dos Servidores Públicos de Parauapebas (Sinseppar).

Durante o evento ficou acertado de que uma comissão, composta por 40 pessoas, participará da reuniões com a Prefeitura, Câmara e Vale. O movimento protocolou nos respectivos órgãos e empresa a solicitação desses encontros para que ocorram na próxima terça-feira (30). “Vamos receber as demandas de todos, organizar e apresentar na reunião”, afirmou Marden Henrique, presidente do Conselho Municipal de Saúde (CMSP).

A Federação dos Trabalhadores da Agricultura Familiar (Fetraf) foi uma das entidades que participaram da manifestação desta quarta-feira. “Temos mais de 1.200 agricultores cadastrados. A nossa pauta, da Fetraf Pará e Fetraf Brasil, são as áreas da Vale. Hoje temos apenas uma área ocupada, que fica na VS 10. Lá estão 860 famílias morando e produzindo. Nosso movimento é também para puxar a visão do nosso prefeito para que olhe por aquelas famílias. A gente sentou com ele, meses atrás, e ele deu a palavra que a área é nossa, mas só de boca. Nós queremos documento, sabemos que o governo é só quatro anos, já vimos esse filme. Antes, no governo Darci, tinha uma ocupação no bairro dos Minérios, mas o Valmir veio e derrubou todas as casas”, relatou Aldízio Freire dos Santos, coordenador estadual da Fetraf.

Antes do encerramento da manifestação houve um tumulto durante a ocupação do prédio do Sine, ato simbólico, realizado pelos manifestantes, no sentido de cobrar mais investimentos na geração de emprego e renda na cidade. O problema é que alguns integrantes se exaltaram e chegaram a depredar um computador e a ameaçar um servidor público. A polícia foi chamada, mas a situação já estava controlada pela própria liderança do movimento. O vereador Joel do Sindicato foi o único representante do legislativo presente ao evento.

Manifestação em Brasília

De acordo com a revista Veja, a manifestação em Brasília contou com a participação de 35 mil pessoas e teve confronto direto com a polícia, prédios queimados e depredados, pessoas presas e feridas. O presidente Michel Temer chamou militares para conter os manifestantes, ato que gerou muita polêmica.

Artigo

O encontro entre o filósofo Sócrates e um professor da USP

O texto, muito bem elaborado por Ricardo Roveran, mostra que nem sempre os que saem às ruas em manifestos sabem os verdadeiros motivos de estarem ali.

Sócrates, enviado para 2017 em um vórtice temporal, cai em São Paulo, no meio de um manifesto e encontra um militante esquerdista:

– Olá excelente rapaz!  Do que se trata toda essa gente reunida?!

– Olha velhote desinformado, estamos lutando contra a elite por justiça!

– Sim, eu realmente sou um desinformado, eu sou quem não sabe, mas estou muito feliz de encontrar você, que realmente sabe! Peço que me ensine, é possível?

– Sim claro, sou da USP, tem muita coisa que você precisa aprender!

– É um grande dia excelente rapaz! Finalmente encontrei alguém sábio que me ensinará! … Primeiro gostaria de saber o que é a elite, depois o que é justiça e por último qual a aplicação de justiça estão lutando, pode ser nessa ordem?

– Sim, isso é fácil!

– Perfeito! O que é a elite!?

– A elite são os ricos, que tem muito dinheiro, muitos bens.

– Então o critério para discernir a elite, é a quantidade de dinheiro, de bens que possui, certo?

– Sim, é esse mesmo!

– E a partir de que ponto um homem é considerado rico, participante da elite?

– A classificação disso é através classes sociais, que são A, B, C, D, E e F! A classe A é quem tem mais, e vai diminuindo para quem tem menos, até a classe F, que é praticamente miserável e não tem nada, é por eles que lutamos!

– Certo, como eu posso identificar quem é a elite nesses termos?

– São as classes A, B e C, mas é só ver quem ganha mais de R$2.300 por mês, que já é elite!

– Entendi, e os outros todos não são elite, certo?

– Sim, o critério é esse.

– Quem ganha mais de R$2.300 por mês é a elite, e a elite é malvada, certo?

– Certo!

– E quem ganha menos de R$2.300 por mês não é da elite, e não é malvado, correto também?

– Sim, é exatamente isso! O senhor está aprendendo muito bem, qual seu nome?!

– Meu nome é Sócrates excelente rapaz!

– Certo, Sócrates! Está aprendendo muito bem.

– Você, é formado em uma universidade, não é isso?

– Sim! Sou inclusive professor! Da USP como eu disse!

– Que dia maravilhoso para mim excelente rapaz! Encontrei finalmente um sábio! Quanto ganha um professor da USP?!

– Eu ganho R$10 mil…

– Então você é da elite e é malvado?!

– Não… é que… olha… eu luto pelo povo e… eu quero só o bem deles!

– Mas você disse que o critério era esse…

– Eu sei, parece estranho, mas são nossos representantes que vão acabar com essas diferenças sociais!

– Estou me esforçando para compreender, quem são seus representantes?!

– São os políticos!

– Quanto ganha um político hoje, rapaz?

– Depende, deputado ganha cerca de R$39 mil por mês, um senador uns R$33 mil…

– Então eles são da elite também!

– São sim… mas são eles que vão fazer o bem para o povo!

– Mas você me disse que a elite só faz o mal, e que o critério era quem ganhasse mais de 2.300 por mês, seria mal, tanto você quanto seus representantes são da elite, devo supor que são maus, segundo suas próprias palavras… ou será de outra forma?!

– Estou desconfiando que você é um infiltrado velho! Como pode duvidar do que estou dizendo!?

– Eu estou tentando aprender, você disse que me ensinaria, mas afinal, você é um homem mau e seus representantes também são maus, ou este critério estará errado?

– Eu não sou mau! Lula é santo! Que espécie de perguntas são essas?!

– Chama-se lógica, rapaz, eu só estou examinando seu próprio critério… se o critério estiver certo, você e seus representantes são maus, se forem bons então o critério está errado… não será dessa forma?

– Está bem, talvez o critério esteja errado, pois eu sou um homem bom, e meus representantes também são bons, afinal estou lutando pela justiça, pelo bem, por algo bom!

– Muito bem rapaz! E qual a luta de vocês?

– Lutamos contra os maus… quer dizer, a elite…

– Nos critérios que você me colocou?!

– Sim!

– Ora, estão lutando contra si mesmos?!

– Não! Bem, talvez o critério esteja errado mesmo… não sei mais!

– Mas me diga, o que justiça?

– Justiça é que todos ganhem o mesmo salário! Para não haver desigualdade, sabe?

– Mesmo os que não trabalham?

– Não, só os que trabalham claro…

– Então já não são todos? Concorda?

– Bem, quis dizer todos que trabalham… os que não trabalham ganham bolsas, essas bolsas é para que não fiquem sem nada…

– Essas bolsas, são como um salário?

– Sim! Recebem uma vez por mês!

– E de onde sai o dinheiro dessas bolsas, rapaz?

– Impostos! As pessoas trabalham e pagam impostos, o estado redistribui a renda, e paga as bolsas.

– Então quem paga as bolsas é quem trabalha, e é justo que quem não trabalha receba salário por não trabalhar, e quem está trabalhando pague salário a quem não trabalha?

– Sócrates, você está me deixando confuso…

– Apenas me responda, a justiça consiste em pagar salário para quem não trabalha, é isso?!

– Não… é redistribuir a renda…

– Mas no final da sua redistribuição, isso é o que acontece, ou não?

– Sim é… mas… tudo parece estranho mas quando fizermos o comunismo, tudo vai ser diferente, tudo vai ser justo e ninguém vai ser miserável, não vai dar pra você entender agora… a elite é poderosa e controla tudo!

– Rapaz, até agora tudo que você me disse foi contraditório, não?

– Sim, foi! É que você precisa esperar o comunismo acontecer, aí sim tudo vai fazer sentido!

– Ora rapaz, então esse tal comunismo, deve ser maravilhoso, onde aconteceu?!

– Cuba, Coreia do Norte, Russia, Alemanha oriental…

– Então esses lugares devem ser o paraíso! Conte-me como são!?

– Olha, as coisas não vão tão bem, alguns lugares já abandonaram o comunismo, mas os outros permanecem em luta!

– Rapaz, que surpresa! Por que afinal abandonaram algo tão maravilhoso?!

– Não deu certo, mas continuamos tentando! É culpa do capitalismo!

– E os outros lugares?

– Cuba e Coreia do Norte continuam comunistas!

– Que maravilha! E como são estes lugares?! Estão bem? Todos são prósperos? Não existem mais classes?

– Pra falar a verdade, não estão bem não, Cuba e Coreia do Norte estão passando fome, mas isso é por culpa do capitalismo!

– Ora, mas um modelo tão bom, pelo qual vocês lutam, não faria apenas bem?

– É que os dirigentes não fizeram o comunismo como pensávamos, eles deturparam, fizeram outra coisa…

– Mas você me disse a pouco que eles eram bons…

– Eu disse mas… bem, nunca se sabe!

– Será que talvez vocês não estejam errados?

– Talvez, Sócrates…

– E por que esses países têm dirigentes?

– Eles têm poder militar, e muito capital…

– Ora, você me disse que não haveriam classes sociais…

– No comunismo existem apenas as classes política e proletariado!

– Então existem ainda classes, correto?!

– Não tenho como discordar agora…

– Meu rapaz, não me parece que você esteja lutando por algo bom, pois seus exemplos foram todos maus, e não me parecem confiáveis seus representantes como bons, pois sempre terminam por trair o povo, e mesmo seus critérios não me parecem bons, pois não se sustentam agora, nem nos exemplos que me forneceu.

– O senhor está me deixando sem respostas. Eu preciso estudar mais…

– Eu agradeço pela conversa, mas vou continuar procurando alguém realmente sábio, que possa me ensinar de sua sabedoria.

Um grupo de garotos se aproxima e cumprimenta o professor.

– Quem é este homem professor!?

– Um velho chamado Sócrates, que eu estava ensinando, mas agora estou um pouco confuso…

– Por que está confuso professor?!

– Ele discordou de algumas ideias minhas, e eu não consegui sustentá-las…

O Grupo de garotos grita:

– ATENÇÃO TODO MUNDO! ESSE É UM VELHO FASCISTA! RACISTA! MISÓGINO! SEXISTA! HOMOFÓBICO!

Após levar cuspidas e apanhar, Sócrates sai ferido e desaparece no vórtice temporal.

O professor da USP, prossegue em sua luta, mas cada vez que vê um velho calvo de barba comprida, começa a tremer de medo.

Manifestação

Aprovados em concurso público no município de Jacundá fazem protesto e exigem respostas

Certame foi cancelado pela Prefeitura Municipal por recomendação do Ministério Público Estadual

Ulisses Pompeu – de Marabá

Realizado em 13 novembro do ano passado, o concurso público da Prefeitura de Jacundá, a 110 km de Marabá, tem causado transtornos para os milhares de inscritos e que fizeram a prova. Tudo porque o Ministério Público Estadual identificou falhas no certame e recomendou ao município o cancelamento do certame, o que foi cumprido.

O concurso foi realizado pela empresa INAZ Pará Serviços de Concursos Públicos Ltda, de Belém, para preencher 233 vagas de profissionais para os seguintes cargos: auxiliar de Serviços Gerais, Auxiliar de Serviços Urbanos, Auxiliar Administrativo, Agente Municipal de Trânsito, Tradutor/Intérprete de Libras – Zona Urbana NM, Técnico em Enfermagem, Médico, Enfermeiro e Professor de diversas disciplinas.

Esta semana, o blog recebeu e-mail de uma das pessoas que fizeram o concurso e diz não entender por que a situação ainda não foi resolvida. Ela informa que um grupo de pessoas que participou do certame fez uma manifestação na última segunda-feira, 23, cobrando solução para o caso, tanto por parte da Prefeitura, quanto do Ministério Público.

O relato explica que Jacundá estava há 7 anos sem realizar concurso público e afirma que o nepotismo impera na cidade. Em função disso, o promotor de Justiça Sávio Ramon firmou um TAC (Termo de Ajustamento de Conduta) em maio do ano passado, estabelecendo um prazo de seis meses para a realização de concurso público.

O referido concurso teve suas provas realizadas 13 de novembro de 2016 e teria seguido o cronograma corretamente até que em determinado momento, às proximidades da homologação, o promotor de Jacundá pediu o cancelamento das provas. “Até o momento, as provas das tais irregularidades são inexistentes”, diz o queixoso, que pediu reserva de seu nome, temendo represália.

Ainda segundo a narrativa dele, os aprovados no concurso procuraram o promotor Sávio Ramon, mas o mesmo não os recebeu em audiência. Segundo ele, o município de Jacundá não possui defensor público e todos os que fizeram a prova “estamos à mercê dos políticos que não desmancham os palanques após a eleição. Nós, os concursados, só queremos o que é nosso, pois estudamos, nos dedicamos e fomos aprovados e agora vemos políticos contratando para as vagas que eram para serem nossas”.

O ato da última segunda-feira, segundo ele, foi realizado em prol do não cancelamento do certame, uma vez que estão se sentindo lesados. “Os tais erros que alegam foram todos corrigidos pela Inaz do Pará, que é a banca organizadora do certame”, diz.

A reportagem do blog em Marabá tentou contato com a Prefeitura de Jacundá, mas os números de telefone que constam no site da Prefeitura (Fones: (94) 3345-1181 | e (94) 3345-1183) contam como inexistentes.

Por telefone, conversamos com uma secretária do promotor do município, de prenome Clayde, que recebeu o recado na última quarta-feira, e disse que passaria o contato para o representante do MP, que retornaria no mesmo dia, o que não aconteceu até a publicação desta reportagem.

Também procuramos, por e-mail e mensagem no Facebook, a empresa INAZ Pará Serviços de Concursos Públicos Ltda – EPP, mas ela também não se manifestou sobre o assunto.

Os inscritos pagaram taxas que variam entre R$ 60,00 a R$ 80,00 e esperavam receber salários que variam de R$ 880,00 a R$ 4.919,91, pelo desempenho de atividades em jornadas semanais de até 44 horas.

Emprego

Oportunidade para quem precisa, ou falácia de campanha?

O governo começa a ver manifestações pontuais por emprego. É hora de acender o sinal de alerta?

“A vida não é mais que uma sucessão contínua de oportunidades para sobreviver.”

A frase acima, retirada do livro “A má hora: o veneno da madrugada”, de Gabriel García Márquez, vem ao encontro do que acontece em Parauapebas nesse momento. Eleito após pregar durante a campanha que seu governo seria o governo das oportunidades, o prefeito Darci Lermen se depara com a cobrança dos milhares de desempregados do município que esperam ansiosamente que a atual situação se modifique em Parauapebas.

Tão logo se sentou na cadeira mais macia dos Morro dos Ventos, sede do Executivo local, Darci se deparou com a peregrinação de centenas de desempregados caminhando diuturnamente em busca da oportunidade anunciada. Ele e seu staff do gabinete ficaram, várias vezes, até altas horas da madrugada atendendo pacientemente, um a um, aqueles que buscavam vagas de trabalho, ou a oportunidade.

É bom lembrar que vivemos momentos de profunda recessão na economia do país, ou melhor, já vivíamos na época da campanha eleitoral, e não será fácil arrumar oportunidades para todos os que precisam dela no município. Darci, o populista, usa a arma que mais conhece para tentar protelar a aparente paciência que os trabalhadores do município demonstram quando em contato com o gestor: a experiência acumulada após 8 anos no Morro dos Ventos e o poder de encantar os menos favorecidos com um discurso inteligente e eficaz. Darci fala ao povo o que o povo quer ouvir, e isso lhe garante a popularidade, pelo menos até que esta população desempregada e à espera de oportunidades chute o balde. E isso já vem acontecendo.

Essa semana manifestantes interditaram o acesso a prefeitura em busca de solução para o problema do táxi-lotação. Depois de um breve bate papo com a turma do gabinete e a promessa de que o assunto seria tratado em um outro momento com o prefeito, a manifestação terminou. Os manifestantes ouviram o que precisavam ouvir. Mas, se analisarmos bem a situação, a promessa do gabinete vai de encontro aos interesses de taxistas e mototaxistas, que apoiaram incondicionalmente Darci no pleito eleitoral passado. Será que o prefeito vai regularizar a situação dos interessados em trabalhar com táxi lotação à revelia dos interesses dos concorrentes?

Na parte da tarde funcionários do GAMP fizeram manifestação em frente ao Fórum Trabalhista de Parauapebas. Esses querem receber seus salários, rescisões e, claro, a garantia do emprego na Secretaria Municipal de Saúde, que doravante tocará o Hospital Geral. A prefeitura promete pagar diretamente aos funcionários assim que receber o aval da justiça. Quanto aos empregos, há um TAC assinado com o MP para que a PMP se abstenha de admitir não concursados.

Hoje pela manhã dezenas de desempregados fizeram manifestação em frente ao SINE. Houve tumulto e queima de pneus. Um representante da prefeitura foi chamado e garantiu que o governo trabalha incansavelmente em uma solução para o desemprego no município. Insiste o governo em chamar para si a responsabilidade pelo desemprego em Parauapebas, quando deveria tentar qualificar os desempregados facilitando suas contratações pela iniciativa privada.

Inconscientemente, só pode ser assim, o governo alarda aos quatro cantos que os U$70 milhões que a prefeitura busca junto ao BID para obras de macro-drenagem e a orla do Rio Parauapebas serão a solução do problema de desemprego no município. Isso tem atraído novos desempregados para o município, agravando a crise já instalada. Esse dinheiro vai demorar a sair e as obras ainda dependem de várias outras situações burocráticas para serem iniciadas.

Na prefeitura não cabe mais ninguém. Todos os cargos possíveis e imagináveis foram ocupados pelos carregadores de bandeira, sejam eles capazes ou não para ocupá-los. Resta ao prefeito nesse momento buscar junto aos grandes parceiros do governo solucionar parte dessa demanda dando oportunidades aqueles que batem à porta da PMP. São vários parceiros que já foram contemplados com contratos que superam milhões de Reais. Todos eles, claro, doadores da campanha de Darci. Ora, se a PMP fecha um contrato com a rede de Supermercados Hipersena de mais de R$10 milhões é justo que esta empresa, em contrapartida, contrate pelo menos uns cem desempregados que estão na porta do gabinete em busca de oportunidade! Assim poderia ser proposto à White Tratores, ao Rafael Saldanha Júnior, apenas para citar alguns dos privilegiados até o momento pelo atual governo. É hora de cada um dar sua parcela de contribuição!

Claro que empregar a população é meta prioritária desse governo. Mas, seria bom que ele focasse nas ações que promoverão a melhoria na educação, na saúde, na segurança… assim, quem sabe as oportunidades aparecerão,  e por consequência, contribuirão para que nossa comunidade seja um lugar com mais qualidade de vida para se morar.

Política

Estudantes ocupam Câmara e exigem parecer contra PEC 55 e acúmulo do lixo em Marabá

Manifestação com jogral no meio da sessão paralisa votação de vários projetos

Ulisses Pompeu – de Marabá

Por volta de 11 horas desta terça-feira, 13, um grupo de cerca de 100 estudantes universitários da Unifesspa (Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará) surpreendeu a todos e entrou batendo tambores e cantando no Plenário da Câmara Municipal de Marabá, paralisando a votação de projetos.

Depois de realizar um protesto musical bastante criativo, os jovens fizeram uma espécie de jogral e anunciaram que estavam ocupando o prédio do Poder Legislativo por tempo indeterminado, até que os vereadores apresentassem por escrito um manifesto contra a PEC 55 e ainda se posicionassem em relação ao acúmulo de lixo pela cidade de Marabá, fato que se agravou há mais de um mês.

O presidente da Câmara, Miguel Gomes Filho, o Miguelito, disse que há várias semanas os vereadores já se posicionaram na tribuna contra a PEC 55, mas os estudantes disseram que querem um documento por escrito e alegaram que não arredariam o pé da Câmara enquanto não recebessem um documento oficial da Câmara com as duas reivindicações. Além disso, sugeriram a cassação do prefeito João Salame.

O vereador Ubirajara Sompré informou em seguida que tinha acabado de falar com o prefeito João Salame e este garantiu, por telefone, que pagou a empresa de coleta de lixo nesta terça-feira e colocou mais 14 caçambas para realizar a coleta de lixo, além das nove que já estavam atuando na cidade.

Com rostos pintados, os estudantes, em vários momentos, exigiam a saída do presidente Michel Temer, a quem eles consideram um golpista. Enquanto cantavam, chegaram a pedir para quem fosse contra a PEC 55 pulassem juntamente com eles. Alguns vereadores e várias pessoas que estavam no auditório deram pulinhos no ritmo da música, enquanto outros permaneceram sentados.

O presidente Miguel Gomes Filho anunciou que os advogados da Câmara estavam elaborando um documento nos termos solicitados pelos estudantes e que ele seria entregue ainda na manhã desta terça-feira.

Pressionado para deixar um representante dos estudantes usar a tribuna, Miguelito explicou que há um decreto legislativo dos vereadores para não deixar ninguém usar a palavra durante a sessão se não tiver apresentado requerimento com o mínimo de 48 horas de antecedência.

Antes de os vereadores se retirarem do Plenário, os estudantes ocuparam a área dos vereadores e voltaram a cantar, e grande parte dos edis deixaram o auditório. Os estudantes permaneceram no mesmo espaço cantando e falando palavras de ordem.

Marabá

Rodovia federal é fechada por precariedade de água e esgoto. Prefeitura põe culpa na HF Engenharia, que construiu o conjunto

A interdição da rodovia federal só acabou por volta de 13 horas, depois que representantes da prefeitura estiveram no local e começaram a mexer no sistema elétrico da casa de bombas do residencial.

Por Ulisses Pompeu – de Marabá

Moradores do residencial Tiradentes, localizado na rodovia BR-222, em Marabá, interditaram a via durante a manhã desta segunda-feira (5), em protesto contra as condições de moradia do local, mais precisamente em relação aos serviços de água e esgoto.

A interdição começou por volta das 5 horas, no trecho da rodovia entre os núcleos São Félix e Morada Nova, e desde as primeiras horas do dia um enorme congestionamento se formou nos dois sentidos da via. Eles dizem que estão sem água desde a última semana e não há previsão para solução para o problema. “Estamos aqui irados porque o sistema de água entrou em colapso total. São mais de 4 mil pessoas que dependem do poço que construíram aqui, mas infelizmente o poder público não resolve o problema”, conta Maria Trindade Dutra, 32, moradora do Tiradentes. Mãe de três filhos – o menor com quatro anos – ela diz que a qualidade da água não é boa e o sistema de esgoto sanitário não presta de forma alguma, gerando um odor insuportável para a comunidade. Ela também aproveitou para queixar-se das ruas esburacadas devido ao asfalto mal feito e ainda a falta de coleta de lixo e de escolas na área.

Por outro lado, quem precisou trafegar pela rodovia foi impedido, e não havia ninguém para organizar o trânsito. José Magalhães Villas Boas, comerciante, vinha com a filha adolescente de Jacundá para uma consulta e exames da moça em Marabá e tinha horário marcado. Ficou revoltado e disse que não tinha nada a ver com a história, não devendo pagar pelos problemas do município onde ele não mora. “É um absurdo, pois  quem precisa estudar e trabalhar não pode passar por causa da interdição. Não há policiamento, não há ninguém no local para resolver a situação. Aqui é uma cidade até grande, não podem deixar acontecer esse tipo de coisa”, desabafou.

Em princípio, nem a Caixa Econômica Federal (CEF), nem a construtora que fez as casas e o asfaltamento das ruas, se manifestaram. Trata-se de um longo processo de divisão de responsabilidades sobre as condições dos residenciais construídos com verba do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), mas que por outra os moradores acabam realizando protesto por causa dos problemas de estrutura que se agravam.

A interdição da rodovia federal só acabou por volta de 13 horas, depois que representantes da prefeitura estiveram no local e começaram a mexer no sistema elétrico da casa de bombas do residencial.

Nota da Prefeitura

Em nota, a Prefeitura de Marabá deu as seguintes explicações:

No último dia 28 de novembro, a Sevop (Secretaria Municipal de Viação e Obras Públicas) foi informada de que um caminhão teria colidido com os postes de energia que alimentam duas bombas hidráulicas no Residencial Tiradentes.

Imediatamente a Sevop enviou equipe técnica ao local onde ficou constatado que o transformador havia sido danificado e toda a fiação elétrica das bombas havia sido furtada.

A equipe, então iniciou os serviços de emergência para a regularização do abastecimento de água. Foi feita uma ligação provisória, mas logo se constatou que, em uma das bombas, o cabo foi rompido na base do aparelho de sucção, sendo necessária a retirada do equipamento. No momento, o serviço de recuperação está sendo realizado.

No tocante ao esgoto, a Sevop já disponibilizou um caminhão limpa-fossa exclusivamente para o Residencial Tiradentes a fim de minimizar os transtornos.

Vale lembrar que todas as demandas do Residencial Tiradentes, inaugurado em junho de 2013, são de responsabilidade da empresa HF Engenharia, que construiu o conjunto, uma vez que a obra ainda está na garantia de cinco anos, conforme contrato com o Governo Federal.

Essa construtora, entretanto, apesar de já ter assinado TAC (Termo de Ajustamento de Conduta) diante do Ministério Público Estadual, nunca procurou reparar as falhas detectadas após a entrega das 1.400 unidades habitacionais.

Já a Prefeitura de Marabá jamais se furtou em prestar assistência aos moradores do Residencial Tiradentes, sempre que solicitada, a fim de não deixar a população daquele residencial desassistida”.

Marabá

Nem chuva atrapalhou protestos contra a PEC 55

Unifesspa continua ocupada por manifestantes

Por Ulisses Pompeu – de Marabá

Marabá amanheceu nesta sexta-feira (11) embaixo de chuva, mas isso não impediu a mobilização contra a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 55. Servidores federais, estudantes e movimentos sociais partiram do Fórum, localizado no núcleo Cidade Nova, com faixas e cartazes que pediam qualidade da educação pública e a desaprovação da PEC, finalizando a caminhada na Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará (Unifesspa), que atualmente está ocupada pelo movimento estudantil.

De acordo com Cristiano Medina, do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAP), o propósito da manifestação é “denunciar as atrocidades neoliberais que se configuram na PEC 241/55”. Segundo ele, a proposta vai privar a classe trabalhadora de direitos, além de prejudicar o investimento em saúde e educação. “Vai reduzir os investimentos das universidades e o problema é que essa não é medida certa. Nós temos um país rico, então é preciso investir nessas áreas, fortalecer o SUS e a educação pública”, exclamou.

O protesto realizado em Marabá segue uma programação nacional de luta contra “a retirada de diretos” da PEC 55 e outras medidas do governo de Michel Temer. As manifestações foram convocadas pela CUT (Central Única dos Trabalhadores) e por outras entidades sindicais. Augusto Severo,servidor federal da Unifesspa e conselheiro regional de psicologia da 10ª região, afirmou que o governo Temer tem promovido “violência social” contra a população brasileira. “Então nós estamos nas ruas hoje, com servidores federais, estaduais, municipais, alunos e os psicólogos do estado do Pará se posicionando contra a votação da proposta de emenda. Entendemos que é uma PEC de morte, de retrocesso, que viola todos os direitos humanos que foram garantidos na constituição de 88”.

Ele fez questão de ressaltar ainda que, com a aprovação da proposta de emenda do atual governo, todas as classes da sociedade sairão perdendo. Segundo ele o movimento reuniu cerca de 250 a 300 pessoas na sexta (11). O movimento em todo o Brasil é contrário também a Reforma da Previdência, que sobe a idade mínima da aposentadoria para 65 anos, Medida Provisória de Reforma do Ensino Médio e Escola Sem Partido.

Segundo Otávio Tavares de Sousa, representante do Sindicato dos Urbanitários do Pará, em Marabá, além de professores federais, estaduais e municipais, havia também membros do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra), do Servimmar (Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Marabá) e do sindicato de servidores da saúde do município.

“O grande problema do nosso país é que pega o dinheiro arrecadado no Brasil para pagar dívida interna e externa. Então enquanto o trabalhador produz riqueza, não usufruem dela, enquanto uma minoria o faz. A solução seria taxar as grandes fortunas e não isentar empresas de impostos”, destacou.

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