Internet de qualidade é WKVE Liga você ao mundo!
Marabá

Adesão à greve dos professores ainda é baixa em Marabá, segundo números da Semed e do Sintepp

Secretaria de Educação está preocupada com comprometimento do ano letivo

Segundo a Assessoria de Comunicação (Ascom) da Prefeitura de Marabá, somente 44 escolas da zona urbana estão com as atividades paralisadas, 29 totalmente e outras 15 parcialmente. Já segundo o Sintepp (Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Pará) – subsede local –, são 52 os estabelecimentos de ensino, cujos professores estão em greve, como forma de protesto pela aprovação do novo PCCR da Educação, que readéqua cargos e salários. Na cidade, as escolas municipais somam atualmente 97 e no campo são 109. Juntas, totalizam nas salas de aula 56 mil alunos. Ou seja, a greve atinge nesta terça-feira (30), totalmente, apenas 14,1% das escolas municipais.

A grande preocupação da secretaria neste momento é fazer com que os professores entendam corretamente as reformulações; muitas informações estão distorcidas e é importante que a verdade prevaleça. Quanto ao estado de greve, ainda com pouca adesão, a secretaria reafirma o seu compromisso com o diálogo, que sempre é a melhor saída para qualquer crise. Segundo o subsecretário, Orlando Moraes, é importante que os educadores lutem, mas que tenham como foco principal a educação das crianças que podem vir a ter o ano letivo comprometido.

Ainda segundo a Assessoria de Comunicação, por diversas vezes o Sinttep esteve reunido com o prefeito, vereadores e secretário de Educação. Todos os pontos foram debatidos de forma incansável, na sua maioria acordados pelo próprio sindicato e grupos de professores desvinculados da entidade, que mantiveram um diálogo direto e influência nas decisões tomadas. “Nada que consta desta reformulação do PCCR foi imposto, ou decidido unilateralmente. Ainda assim o diálogo sem mantém aberto entre prefeitura e professores”, finaliza a Ascom.

Marabá

Alvo de críticas, presidente da Câmara de Marabá diz que o Legislativo saiu fortalecido da votação do PCCR

Pedro Corrêa Lima não aceita a afirmação de que burlou o Regimento da Casa nem de que agiu com autoritarismo

Por Eleutério Gomes – de Marabá

Após a tumultuada votação e aprovação da Lei 014/2017, pela Câmara Municipal de Marabá (CMM), na última terça-feira (23), quando 17 dos 21 vereadores votaram a favor das mudanças no PCCR (Plano de Cargos, Carreira e Remuneração) da Educação, os integrantes do Legislativo passaram a ser alvo de todo tipo de ataques, sobretudo nas redes sociais. São chamados, em áudios e mensagens de texto, de “traidores do povo”, “mentirosos”, “vereadores de um mandato só”, “empregados do Executivo” e outros adjetivos impublicáveis.

Sobre essa situação, o blog procurou o presidente da Câmara, vereador Pedro Corrêa Lima (PTB) para saber se, de alguma forma, isso abala ou deixa o Legislativo fragilizado.

Pedrinho, como também é conhecido, afirma que, ao contrário do que se possa pensar, o poder ora presidido por ele, sai fortalecido, na medida em que cumpriu seu papel regimental. “Todo mundo conhece o trabalho do Legislativo que, além de fiscalizar o Executivo, é deliberar as matérias que chegam à Casa. O projeto do PCCR chegou há três meses e nós abrimos amplo debate por entendermos que a proposta precisava ter algumas discussões”, afirma Pedro.
Ele conta que, antes mesmo do projeto chegar à Câmara, uma comissão de três vereadores foi formada para acompanhar as discussões com o Executivo e com a categoria dos professores sobre as reformas necessárias.

“A própria categoria entendia que essas reformas no PCCR precisariam ser feitas. Então, naquelas reuniões, algumas questões foram definidas em consenso. Quando o projeto chegou à Câmara, observamos que alguns pontos, que foram objeto desse consenso, não foram contemplados. Daí o motivo de voltarmos a conversar com o Executivo e com a categoria”, detalha o presidente da CMM.

Ele diz que naquele momento a Câmara entendia que havia a necessidade do governo avançar em alguns pontos. O Executivo foi chamado, ainda de acordo com Pedrinho, para justificar por que o projeto foi devolvido daquela maneira, o Sintepp também foi chamado para apresentar seus argumentos e alguns professores, da mesma forma, foram convidados a avaliarem a proposta.

“Nos reunimos, não só como Comissão de Educação, não só como Comissão de Constituição e Justiça, por várias vezes, debatendo esse tema. Após ouvirmos todos os envolvidos, tiramos os pontos críticos do projeto e reunimos os vereadores a fim de decidirmos como buscar no Executivo aquilo que não estava sendo contemplado na proposta”, lembra o presidente, acrescentando que conseguiram avançar em vários aspectos.

Ele diz que todos sabiam que esse avanço, porém, não se daria em todos os pontos polêmicos. “Se fosse assim, o projeto nem seria enviado para a Casa”, acentua Pedrinho, dizendo que todos eram conscientes de que também não haveria consenso, que a categoria não ficaria satisfeita com o projeto, por maiores que fossem os avanços obtidos pelos vereadores.

“E nós precisávamos deliberar a matéria, tanto é que na sessão anterior à da votação, nos reunimos e foram apresentadas seis emendas de última hora. Mesmo assim, a Casa as recebeu e devolveu o projeto à Comissão de Constituição e Justiça, para que esta pudesse dar um parecer a respeito das novas emendas. Então a casa, fez o seu papel, seguiu todos os trâmites legais antes da votação”, afirma o presidente.

Baseado em todos esses aspectos, Pedro Corrêa Lima não concorda com o Sintepp, quando o sindicato afirma que ele burlou o Regimento Interno e que é autoritário. “Tudo o que era possível fazer, a Casa fez e foi bastante diplomática nesse sentido. Cumprimos e Regimento Interno e todas as negociações que eram possíveis foram feitas por nós”, reforça.

Pedrinho lembra, entretanto, que é necessário que cumpra seu papel de deliberar as matérias, pois a Câmara tem prazos e era preciso colocar o projeto para votação em plenário: “E foi o que nós fizemos, depois de todo aquele tumulto, para que a Casa não perdesse o seu prestígio. A Câmara é um poder e precisava exercer a sua função”, conclui.

Bloqueio

Ex-secretário de Marabá tem milhões em bens bloqueados

TCM apontou irregularidades nas contas apresentadas em dois anos nos quais Ney Calandrini esteve à frente da Semed. Dezenas de empresas também tiveram bens indisponibilizados

O Poder Judiciário bloqueou no último dia 20 quase R$ 70 milhões em bens móveis e imóveis em duas investigações contra o ex-secretário de Educação de Marabá, Ney Calandrini de Azevedo. Em uma delas, 24 empresas também são investigadas e em outra, mais 45 empresas. Dentre elas, algumas aparecem nos dois procedimentos do Ministério Público do Estado do Pará, que apura possível improbidade administrativa.

Na primeira investigação, 24 empresas são suspeitas de terem recebido recursos indevidos do município. Ao todo, são R$ 32.528.957,74 bloqueados, a maior parte em bens do ex-secretário: R$ 26.041.404,54. A decisão partiu do juiz Manoel Antônio Silva Macêdo, que é titular da 4ª Vara Cível e Empresarial de Marabá, mas que neste processo está respondendo pela 3ª Vara Cível.

O magistrado avaliou o pedido da 11º Promotoria de Probidade Administrativa que identificou, em investigações iniciais, irregularidades detectadas pelo Tribunal de Contas dos Municípios do Estado do Pará e apontadas no processo 423992010-00, onde foi apreciada a prestação de contas da Secretaria Municipal de Educação da Prefeitura de Marabá em 2010, durante exercício de Calandrini.

Dentre as irregularidades, foi identificada a ausência de processos licitatórios para despesas com objetos diversos, perfuração de poço e aquisição de imóveis e gêneros alimentícios totalizando R$ 17.267.379,17. Além disso, o TCM também detectou processos licitatórios irregulares, inclusive para construção de escolas, no total de R$ 112.767.006,15.

Conforme a investigação, algumas das empresas particulares podem ter sido beneficiárias pela inexistência de processo licitatório, cujo procedimento no âmbito do TCM evidenciou irregularidades como a não efetuação e recolhimento das obrigações patronais, não encaminhamento da Lei 13.907/96 (Ipasemar) e ausência de encaminhamento dos processos de contratação referente aos credores.

Na argumentação do Ministério Público consta que não houve a comprovação de que os valores pagos foram sustentados em prévio procedimento licitatório, ante as dispensas de licitação e inexigibilidade, o que torna presentes indícios de malversação e desvio de recursos públicos. Segundo consta na decisão judicial, os pagamentos foram efetuados diretamente a estas empresas sem que correspondessem, efetivamente, a uma prestação de serviço, obras ou bens comprovadamente realizados ou entregues.

Já em relação a outras empresas, o TCM detectou que apesar da existência de provável procedimento licitatório realizado, estes foram encaminhados somente de forma parcial, apontando que elas tenham recebido pagamentos maiores, com valores residuais que não foram devidamente comprovados. Para a investigação, embora tenham sido apresentados os procedimentos licitatórios, estes podem ter servido de justificativa para pagamentos maiores do que os valores realmente licitados.

Na segunda investigação, o Tribunal de Contas dos Municípios do Estado do Pará (TCM/PA), por meio do processo 424142009-00, apreciou a prestação de contas da Semed no exercício do ano de 2009 e detectou problemas em decorrência da ausência de encaminhamento das licitações em meio magnético, no valor total de R$ 22.644,930,04, para 45 credores.

O então secretário Municipal de Educação foi citado para apresentar os documentos correlatos às licitações, mas não houve comprovação perante o TCM, levantando a suspeita acerca de irregularidades nas contas prestadas a partir de despesas da Secretaria Municipal de Educação e Fundeb de Marabá, perfazendo o valor de R$ 22.644,930,04 em pagamentos indevidos ou sem comprovação.

Atualizado, o valor é de R$ 36.359,394,54, quantia bloqueada pelo Poder Judiciário. Neste caso, o secretário também teve decretada a indisponibilidade dos bens em R$ 26.041.404,54. A investigação do MPPA aponta indícios de fornecimento de produtos, realização de obras e prestação de serviços por parte das empresas de forma ilegal e irregular, destacando que os valores dos pagamentos efetuados comprovam a necessidade de realização de licitação na modalidade adequada, e não através de dispensa, como foi realizado.

Uma empresa que aparece nos dois procedimentos não teve os bens bloqueados por estar em recuperação judicial e o magistrado oficiou a 2ª Vara Cível de Marabá, onde corre o processo relacionado à recuperação, solicitando informações sobre o inteiro teor do andamento processual da ação judicial que envolve a empresa. Por fim, em ambos os processos, o magistrado determinou a tramitação dos autos em segredo de justiça.

Procurado, Calandrini informou não ter sido notificado ainda acerca das decisões e alegou não ter cometido nenhuma das irregularidades apontadas, considerando a indisponibilidade dos bens dele e dos demais investigados injusta. Acrescentou que as licitações foram devidamente realizadas e considerou que o TCM pode não ter tido acesso aos processos licitatórios devidos. Por fim, afirmou acreditar que as análises serão revistas e que haverá o desbloqueio dos bens dele e das empresas investigadas.

Marabá

Dirigentes empresariais repudiam fim dos voos da Gol em Marabá

Acim suspeita de cartelização e Sindicom diz que é um retrocesso para a região.

Por Eleutério Gomes – de Marabá

Para o presidente da Associação Comercial e Industrial de Marabá (Acim), Ítalo Ipojucan Costa, é um absurdo que Marabá fique “refém de políticas combinadas das poucas companhias nacionais”. Ele suspeita, inclusive, que esteja havendo uma cartelização do setor, “prejudicando sobremaneira toda a população da região”.

Ítalo afirma que o número de embarques e desembarques em Marabá se mantém estável e isso define a cidade como o principal destino da região. “A Latam saiu da rota Marabá-Belém-Marabá. Agora somos surpreendidos com a Gol indisponibilizando mesmo trecho no seu site a partir de julho”, lamenta o presidente da Acim, acrescentando que as alternativas para Brasília também ficaram reduzidas.

“De imediato vamos voltar a ter os preços mais caros do país”, prevê Ítalo Ipojucan, conclamando os dirigentes de outras categorias a encontrar uma saída: “Temos de encontrar aliados para esse enfrentamento”.

Para o diretor-técnico do Sindicato do Comércio de Marabá (Sindicom), Raimundo Gomes Neto, o encerramento das atividades da Gol em Marabá não passa de um retrocesso, na medida em que a cidade é um polo regional servido pelos modais rodoviário, ferroviário e, em breve, hidroviário e que oferece um aeroporto de muito boa qualidade.

“Perder o voo entre Marabá e Belém é andar para trás. Já vínhamos sentindo isso com a suspensão dos voos de quarta-feira e sábado”, salienta Neto, prevendo que “daqui a pouco a Latam também retira o único voo que mantém em Marabá”, ficando só a Azul cujos aviões são de pequeno porte, obrigando as pessoas a viajarem de ônibus para a capital. “Isso significa maior tempo nas viagens. E tempo, como se sabe, é dinheiro”, adverte o diretor do Sindicom.

Segundo a agente de viagens e turismo, Nilva Resplandes, proprietária de uma das maiores empresas do setor em Marabá, a saída da Gol representa uma perda muito grande e “já começou a gerar muita reclamação de clientes”. “Isso vai dificultar os negócios. Espero que a Acim possa encabeçar uma ação e reverta esse quadro”, declarou ela.

Em nota sucinta enviada ao blog, a empresa diz que “a malha da Gol é dinâmica e constantemente revisada para melhor atender à demanda de seus clientes e movimentos do mercado. A partir de julho de 2017, a rota Marabá-Belém, será descontinuada”.

E finaliza dizendo que a “companhia reforça que os clientes poderão fazer este trecho, a partir de julho, com escala no aeroporto de Brasília”.

Ou seja, nada explica nem mostra números que possam fundamentar a decisão que vai prejudicar não só os usuários de Marabá, mas os de outras cidades no entorno do município.

Redenção

Tragédia em Redenção: filho de agente de trânsito morre atingido pela arma do pai

Garoto subiu no guarda-roupa, se assustou, caiu e a pistola disparou.

Por Eleutério Gomes – de Marabá

Redenção – Na sexta-feira (7), à noite, o agente de trânsito Álvaro José da Silva, do Detran-PA, saiu de casa e deixou a arma, uma pistola, em cima do guarda-roupa. O filho dele, Yuri Claiver Santos da Silva, de 9 anos, com o auxílio de um banco, subiu e pegou a arma. No entanto, o agente não demorou na rua e chegou no exato momento em que o menino estava com a arma na mão.

Assustado ao ouvir o pai chegando, ele ficou nervoso, se desequilibrou e caiu, machucando a cabeça gravemente, ao mesmo tempo em que a arma, provavelmente destravada, caiu no chão e disparou acertando a cabeça da criança.

O menino foi levado ao Hospital Regional de Redenção e morreu na manhã deste domingo (9).

Álvaro foi preso em flagrante pela Polícia Civil e autuado pelo delegado Marcus Vinícius Camargo por lesão corporal grave. Em seguida foi levado para audiência de custódia perante a juíza de plantão, que converteu o flagrante em prisão preventiva.

O motivo da preventiva

De acordo com o também agente Cunha, que acompanha o drama do colega em Redenção, segundo o depoimento de Álvaro, ao chegar em casa, no momento da tragédia, ainda escutou o disparo da arma – cujo porte está vencido –, correu para dentro do imóvel, onde mora só com o filho, e viu o garoto no chão e junto dele a arma.

Transtornado, ainda segundo seu depoimento, Álvaro saiu da casa gritando, em desespero, pedindo ajuda. Vários vizinhos entraram no imóvel e teriam tirado a pistola no chão e colocado sobre uma mesa.

E foi justamente o fato de a arma não estar ao lado do menino quando a polícia chegou ao local da tragédia que fez com que a juíza decretasse a preventiva de Álvaro, tornando-o suspeito de homicídio contra o próprio filho.

Diante desse fato, o corpo do garoto está sendo removido nesta tarde ao Instituto “Renato Chaves”, de Marabá, para que o exame pericial comprove – ou não – o depoimento de Álvaro.

Educação

URE de Parauapebas é aprovada na ALEPA. Gesmar garante sua implantação imediata

Com a criação da nova Unidade Regional de Ensino, Parauapebas, Canaã dos Carajás e Curionópolis serão atendidos em Parauapebas, minimizando tempo e custo.

Após mais de uma década de luta, Parauapebas terá a sua Unidade Regional de Ensino (URE). Na sessão ordinária do último dia 05, foi aprovado o projeto nº 09, de autoria do deputado Gesmar Costa (PSD), que dispõe sobre a criação das UREs de Parauapebas, Xinguara e Uruará.

A medida representa um grande avanço no projeto educacional da região, que se ressentia de uma solução definitiva. A 20ª URE de Parauapebas será desmembrada da 4ª URE de Marabá que atualmente recebe a demanda de 17 municípios e já não tinha como suportar a imensa responsabilidade de acompanhar de perto os problemas desses municípios, que agora serão beneficiados. “O objetivo do projeto é descentralizar o serviço na área de educação, a 4ª URE atende municípios que são muito distantes e as ações estavam muito engessadas. E o mesmo ocorre nas URE’s de Conceição do Araguaia e de Santarém, que atendem entre 15 e 17 municípios respectivamente. Não como continuar dessa forma. Por isso, nós vamos reunir com o governador para pedir que ele sancione imediatamente o projeto para que elas comecem logo a funcionar”, defendeu o deputado. O projeto foi aprovado em turno único e redação final.

No novo formato, Parauapebas deixará de integrar a URE de Marabá e passará a atender Curionópolis, Eldorado e Canaã dos Carajás, que integravam a mesma unidade.

Já o município de Xinguara, que estava vinculado à URE de Conceição do Araguaia passará a ter uma URE no município, que, por sua vez, atenderá a outros oito municípios que também integravam aquela unidade.

O município de Uruará, que integrava a URE de Santarém também terá uma URE em seu território que atenderá a oito municípios da região, que também integravam aquela unidade.

Bastante satisfeito com a aprovação do projeto de sua autoria, o parlamentar afirmou que a conquista vem ao encontro das aspirações da comunidade de professores e alunos da rede de ensino do Estado, que agora passam a ter uma interlocução mais próxima para resolução dos problemas, além de terem uma gestão mais presente e ágil. “O mesmo vai acontecer com Xinguara e Uruará”, finalizou.

Fonte: Assessoria de imprensa do deputado Gesmar Costa

Marabá

Sicredi reinaugura agência em Marabá

O Sicredi iniciou as atividades em Marabá em 2011 e, com o crescimento do número de associados e da cooperativa em si, houve demanda por essa realocação.

Na manhã desta segunda-feira, 06 de fevereiro, a cooperativa Sicredi Sudoeste MT/PA reinaugura sua agência em Marabá. A nova estrutura da instituição fica localizada na Av. VP-8, na Folha 32. Em termos de identidade visual, o empreendimento já conta com a nova marca e o novo conceito interno que renova o propósito em ser simples, ativo e próximo.

O Sicredi iniciou as atividades em Marabá em outubro de 2011 e, com o crescimento do número de associados e da cooperativa em si, houve demanda por essa realocação. Agora, conta com espaço quase 4 vezes maior do que a antiga estrutura e com potencial para dobrar o número de associados atendidos, inclusive ofertando mais postos de atendimento e caixas eletrônicos.

De acordo com o presidente da cooperativa, Antônio Geraldo Wrobel, trata-se de um momento muito especial, uma vez que Marabá é um polo regional e o Sicredi acompanha o desenvolvimento do município. “As instalações possuem um conceito moderno, estrutura ampla, pronta para receber associados com necessidades especiais e adequadas a proporcionar um bom atendimento aos cooperados e à comunidade, além de ofertar melhor condição de trabalho aos nossos colaboradores”, destaca Wrobel.

Sobre o Sicredi

O Sicredi é uma instituição financeira cooperativa comprometida com o crescimento dos seus associados e com o desenvolvimento das regiões onde atua. O modelo de gestão valoriza a participação dos 3,4 milhões de associados, os quais exercem um papel de dono do negócio. Com presença nacional, o Sicredi está em 20 estados*, com 1.500 agências, e oferece mais de 300 produtos e serviços financeiros. Mais informações estão disponíveis em www.sicredi.com.br.

*Alagoas, Bahia, Ceará, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe e Tocantins.

Marabá

Marabá: Celpa lidera queixas no Procon por 2 anos consecutivos

A maioria das reclamações é referente à cobrança abusiva na taxa de energia elétrica.

Ulisses Pompeu – de Marabá

A Promotoria do Consumidor, no Ministério Público Estadual está lotada de reclamações de usuários sobre os serviços da Celpa. No Procon Estadual as queixas contra a empresa de energia elétrica não apenas são muitas, como lideram o ranking do órgão por dois anos consecutivos. Anteriormente, quem liderava as reclamações era o setor de telefonia móvel.

As principais reclamações são sobre as cobranças que muitos consumidores consideram indevidas na conta de energia e a enxurrada de ocorrência somam 1.294 queixas no balcão do Procon Estadual. A maioria delas referente à cobrança abusiva na taxa de energia elétrica.

O servidor público Cláudio Pinheiro relata que já precisou ingressar até mesmo com duas ações na Justiça contra a empresa nos últimos, porque lhe cobrou valores muito altos. Mensalmente, segundo ele, paga cerca de R$ 500,00, mas a conta veio acima de R$ 2.000,00, o que considera um absurdo. Ganhou uma indenização no valor de R$ 4.000,00. A outra ação, conta, ainda está tramitando na Justiça.

A zeladora Guiomar Vieira, moradora do bairro Bom Planalto, diz que a conta de energia que recebeu do pequeno cômodo em que mora de aluguel com as duas filhas, referente ao mês de novembro, com vencimento em dezembro, tinha um valor absurdo. “Era bem maior que o normal. Eles estão querendo cobrar algo que eu não usei. Fico de olho no medidor com frequência e tomo muito cuidado com o desperdício. Fui reclamar e lá na Celpa me disseram que a leitura está correta”, disse, sorrindo ironicamente.

A zeladora relatou que a leitura realizada pelos técnicos não bate com a que aparece na cobrança. “Eles sempre fazem a leitura no dia 24 de cada mês. Eu acompanho e tiro foto todas as vezes que eles vão fazer essa verificação. No dia 24 de novembro, o medidor marcava o consumo de 1.700 Kwh/mês. Quando a cobrança chegou a leitura para o mesmo dia era de 2.029 Kwh/mês. E no boleto a cobrança de R$ 741,00”, detalhou. Descontente com a cobrança, dona Guiomar resolveu denunciar.

De passagem por Marabá esta semana, o presidente da Celpa, Raimundo Nonato Castro, reconheceu que os problemas da concessionária com os consumidores – principalmente envolvendo a cobrança de tarifa – são muitos. E que, por conta disso, a empresa está fortalecendo o Programa Cliente é Comigo Mesmo, que tem por objetivo reciclar e preparar os funcionários da concessionária para melhor esclarecer os consumidores sobre a cobrança da tarifa e eventuais distorções nos valores.

Segundo Raimundo Nonato, os problemas com reclamações junto ao Procon cresceram em 2012 devido a uma crise financeira enfrentada pela empresa, que fez várias mudanças em sua gestão naquele mesmo ano. “Sabíamos que essas mudanças nos causariam alguns contratempos, mas a empresa está empenhada em melhorar seu relacionamento com os usuários”, frisou, apelando para que os clientes procurem primeiro a concessionária na hora de reclamar do serviço.

Investimentos

Perguntado sobre um eventual aumento na demanda por energia por conta de novos projetos que estão previstos para a região, como a implantação de uma siderúrgica no Distrito Industrial, Castro disse que é missão da empresa fornecer a energia necessária para que o estado se desenvolva. Ele também falou da importância do Programa Tarifa Social mantido pela Celpa, que muitos clientes desconhecem.

De acordo com o presidente, o programa reduz os problemas de reclamações e beneficia quem está passando por dificuldades financeiras. A Tarifa Social de Energia Elétrica é um desconto no pagamento da conta de energia elétrica para famílias de baixa renda. Os clientes que quiserem participar do programa devem procurar um Centro de Referência de Assistência Social (Cras) para realizar a inscrição. Em seguida, uma equipe técnica do próprio centro procede a uma avaliação da residência e informa à concessionária se o usuário que requereu o benefício está apto a participar do programa.