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Polícia

Acusado de roubo de moto aponta imitação de arma para PMs durante fuga e morre fuzilado

Ao perceberem que Cleison os ameaçava com uma “9mm”, os policiais não titubearam em defender as próprias vidas

Cleison Batista Furtado, 18 anos, morreu por volta das 22h desse sábado (13), durante fuga em companhia de um comparsa, quando apontou uma imitação de pistola 9mm para uma guarnição da Polícia Militar e foi baleado. Enquanto tombava diante dos policiais, o colega dele, que de fato teria atirado contra os militares, desapareceu no matagal em meio à escuridão. Furtado e o colega estavam na moto Honda Biz branca de placa OTF-0026 quando, ao avistarem a guarnição da Ronda Ostensiva com Apoio de Motos (Rocam) à altura da rotatória do Bairro Tropical, aceleraram o veículo e despertaram suspeitas. Seguidos de perto pela PM, largaram a moto e se embrenharam no mato.

O fato foi relatado pelo Cabo Dias, do 23º Batalhão de Polícia Militar, que comandava a guarnição formada também pelos soldados Leal e Mateus. Segundo ele, assim que a dupla entrou no matagal os policiais também entraram, mas, alguns metros adiante, foram recebidos a tiros.

Logo depois, avistaram Cleison Furtado que, segundo narra o cabo, corria e olhava para trás apontando a arma para os PMs, tendo sido baleado. Ele foi socorrido e levado ao Hospital Municipal, onde já chegou sem vida. Diante da constatação de que a arma não era de verdade, Dias acredita que quem atirou contra a guarnição foi o indivíduo que fugiu pelo mato.

A moto foi roubada há uma semana, seu proprietário compareceu à Delegacia de Polícia Civil e reconheceu, pela foto, Cleison Furtado como uma das pessoas que lhe tomou o veículo, o qual provavelmente estava sendo empregado para o cometimento de outros crimes na cidade.

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Futebol

Com gol do atacante Guga, Águia de Marabá vence o Castanhal no Estádio Rosenão, em Parauapebas

A partida foi válida pela 1ª rodada do Campeonato Paraense de 2018

Por Fábio Relvas

Apesar de atuar fora de casa na estreia do Campeonato Paraense de 2018, o Águia de Marabá contou com o apoio da sua torcida no estádio José Raimundo Roseno Araújo, o Rosenão, em Parauapebas. Na tarde deste domingo (14), o time do Azulão enfrentou o Castanhal e venceu pelo placar de 1 a 0. O gol único do jogo foi assinalado pelo atacante Guga, aos quinze minutos do primeiro tempo. A partida foi válida pela primeira rodada do Campeonato Paraense de 2018.

O jogo: Águia 1 x 0 Castanhal

Pelo fato do Estádio Zinho Oliveira, em Marabá, estar passando por reformas no gramado, o Águia atuou na capital do minério. A torcida marabaense saiu em caravana rumo ao Estádio Rosenão para apoiar o Azulão. O time do técnico João Galvão chegou primeiro: Joãozinho recebeu e chutou por cima da meta de Roger Kath. O Castanhal deu o troco com o atacante Júnior Rato, que pegou uma sobra dentro da área e bateu forte para a defesa de Guibson.

O Águia chegou ao gol logo aos quinze minutos de jogo: após cobrança de escanteio, o atacante Guga subiu no meio da zaga e testou firme para abrir o placar, 1 a 0. Empurrado pela torcida, o Azulão quase ampliou, depois de uma bela troca de passes, Juninho arriscou e a bola passou perto da meta adversária. O árbitro Nadilson Sousa dos Santos determinou a parada técnica devido ao forte calor.

Na volta, Samuel lançou na medida para Guga, que tocou por cima do goleiro, mas o assistente Isael da Silva assinalou impedimento; seria um golaço da equipe do Águia. Flamel cruzou da direita para a chegada de Val Barreto, o atacante do Castanhal não conseguiu alcançar a bola de cabeça. Já na segunda etapa, Di Maria cobrou falta para o Azulão e tentou surpreender o goleiro Roger Kath que espalmou, aliviando o perigo.

Edmar Chazinho do Japiim da Estrada tentou cruzar e quase surpreendeu o goleiro Guibson, que mandou para escanteio. O Castanhal voltou novamente com o lateral-esquerdo Souza, que pegou uma sobra e disparou para a defesa de Guibson, que salvou mais uma vez. A chuva e o vento aparecerem no Rosenão e depois do chute colocado do atacante Júnior Rato, a bola fez uma curva e o goleiro Guibson, destaque do segundo tempo, salvou para escanteio.

O técnico Lecheva colocou o Castanhal em cima. Na cobrança de falta em favor do Japiim da Estrada, o atacante Bartola emendou de primeira e para variar, o goleiro Guibson apareceu salvando o Azulão. O Águia explorava os contra-ataques e, em um deles, o atacante Guga ficou de frente mas parou em Roger Kath. Na última chance real do jogo, Júnior Rato avançou em velocidade e disparou rasteiro, Guibson salvou com o pé. Placar final: Águia 1 x 0 Castanhal.

“Típico jogo de estreia, com muitos erros. A minha equipe, principalmente individualmente, com muitos atletas abaixo do nível que a gente esperava, então isso comprometeu todo o coletivo e o Águia iria jogar por uma bola. [O Águia] conseguiu achar o gol em uma bola parada no primeiro tempo e se defendeu o tempo todo – mérito por saber se defender – e a nossa equipe não conseguiu procurar o espaço, e quando encontrou, o goleiro apareceu bem, mas sabemos que temos muito que melhorar”, afirmou Lecheva, técnico do Castanhal.

“A gente se sente em casa em Parauapebas, até porque o pessoal nos apoia aqui, campo bom. Infelizmente, nosso campo não está em condições de jogo, talvez na próxima partida – dia 27 em Marabá – já tenha condições. Mas a gente fica feliz, pelos garotos jovens, obedientes taticamente em cima daquilo que a gente trabalhou, e com humildade vencemos uma grande equipe de um grande treinador, que é o Ricardo Lecheva, a gente respeita muito. Mas graças a Deus, o importante foram os três pontos e o Águia de Marabá começou com o pé direito a temporada de 2018”, disse João Galvão, técnico do Águia de Marabá.

FICHA TÉCNICA

ÁGUIA DE MARABÁ: Guibson; Ari, Andrey, Léo Azevedo e Rafael Vieira; Mael, Juninho, Di Maria (Wesley) e Samuel; Joãozinho (Léo Pará) e Guga. Técnico: João Galvão.
CASTANHAL: Roger Kath; Edmar Chazinho, Rubran, Wanderlan e Souza; Diego Pedra, Ramon (Fabinho), Dedeco e Flamel (Bartola); Val Barreto (Heré) e Júnior Rato. Técnico: Lecheva.
ÁRBITRO: Nadilson Sousa dos Santos
ASSISTENTES: Márcio Gleidson Correia dias e Isael da Silva
Quarto-árbitro: André Michel Petri Galina
Cartões amarelos: Andrey (Águia de Marabá); Ramon e Fabinho (Castanhal)
Gol: Guga, aos 15 minutos do 1º tempo para o Águia de Marabá
Local: Estádio José Raimundo Roseno Araújo, o Rosenão, em Parauapebas

Outros resultados da 1ª rodada do Campeonato Paraense de 2018

Independente 1 x 0 Paragominas (Gol: Charles)
Remo 3 x 0 Bragantino (Gols: Adenilson, Levy e Isac)
São Raimundo 3 x 2 Cametá (Gols: Jeferson Monte Alegre, Léo e Luis Carlos para o São Raimundo; Rael e João Manoel para o Cametá)

Classificação do Parazão:

Chave A1:
Águia: 3 pontos
Independente: 3 pontos
Paysandu: 0 ponto
Cametá: 0 ponto
Bragantino: 0 ponto

Chave A2:
Remo: 3 pontos
São Raimundo: 3 pontos
Parauapebas: 0 ponto
Castanhal: 0 ponto
Paragominas: 0 ponto

Marabá

Vigilância Sanitária flagrou irregularidades em diversos segmentos comercias e de serviços em 2017

Este ano o foco será ampliado e vai atingir até oficinas de refrigeração e lojas de confecções

Por Eleutério Gomes – de Marabá

Com ações, em 2017, voltadas para a fiscalização de clínicas médicas, consultórios odontológicos, hotéis, motéis, panificadoras e restaurantes, a Divisão de Vigilância Sanitária (Divisa) de Marabá fechou o ano com 51 processos administrativos. Porém, segundo o advogado Daniel Soares da Silva, coordenador do órgão, todos os estabelecimentos notificados já se adequaram ou estão se adequando às normas sanitárias vigentes, caso contrário seriam multados ou até mesmo interditados.

Ouvido pelo Blog, Daniel garante que o trabalho da Divisa não é perseguir empresas, mas zelar pela saúde da população que adquire alimentos ou se utiliza dos serviços oferecidos pelos mais diversos estabelecimentos comerciais da cidade; e garantir a tranquilidade do próprio empresário, que, oferecendo mercadoria ou serviço de boa qualidade, tem clientela garantida.

Daniel relata que durante as fiscalizações em clínicas médicas e consultórios odontológicos, foram encontrados equipamentos sem a devida manutenção, muitos dos quais enferrujados e outros até mesmo obsoletos ou com o prazo de vida útil vencido, que colocavam em risco a saúde dos pacientes.

Em panificadoras, sobretudo as da periferia, funcionários foram flagrados manipulando a matéria prima sem luvas nem máscaras e até sem treinamento sobre como preparar o alimento a ser comercializado; o mesmo se registrando na cozinha de vários restaurantes.

Em boa parte dos hotéis e motéis fiscalizados, ainda de acordo com Daniel, a estrutura física não oferecia conforto aos hóspedes e a cozinha não eram um exemplo de limpeza nem de higiene, como deveriam ser. “Em dois motéis visitados, havia muita sujeira, mau cheiro, instalações precárias, uma coisa totalmente inadequada. Nós demos dois meses de prazo para que eles se enquadrassem nas normas de saúde pública e eles estão em fase final de adaptação”, conta ele, acrescentando: “A maior infração, entretanto, presente em todos os segmentos fiscalizados, era a falta de Licenciamento Sanitário”.

2018

O coordenador da Divisa adiantou ao Blog que neste ano de 2018 a fiscalização focará nas clínicas de estética – muitas das quais denunciadas por provocarem queimaduras durante o bronzeamento artificial –, salões de beleza, academias de ginástica, farmácias, hospitais públicos, Unidades Básicas de Saúde, supermercados, açougues, pizzarias, lojas de confecções e oficinas de refrigeração.

“Digo aos nossos fiscais que eles são os olhos da população, que nunca vê o que se passa nas cozinhas dos restaurantes, dos hotéis e nos bastidores de outros estabelecimentos”, afirma Daniel Soares da Silva, informando que a Divisa recolheu R$ 500 mil em 2017, resultado de Licenciamentos Sanitários expedidos para empresas que cumpriram todas as normas de higiene.

Polícia

Vale do Sol: agricultor assassinado com facada no pescoço

William, sempre que discutia com seu desafeto, o ameaçava de morte; na sexta-feira (5), ele foi primeiro

O agricultor William de Souza e Silva, 34 anos, natural de Marabá, foi assassinado por volta das 21 horas de sexta-feira (5), com uma facada certeira no pescoço. O matador, ainda não identificado, cometeu o crime após uma áspera discussão durante a qual foi ameaçado de morte, segundo relato da Polícia Civil. A tragédia ocorreu na Quadra 11 do Bairro Vale do Sol.

De acordo com o investigador Ricardo, assassino e vítima já alimentavam uma desavença havia bastante tempo e, sempre que se encontravam, acontecia um bate-boca e William ameaçava o desafeto de morte.

Na noite de sexta, após chegar da zona rural, onde morava e trabalhava, o agricultor mais uma vez passou a discutir com o outro homem e novamente disse que um dia iria acabar com a vida dele. William, entretanto, foi primeiro. Temendo que a ameaça se concretizasse, o desconhecido reagiu e matou aquele que já vinha lhe ameaçando.

A polícia, embora ainda não tenha divulgado, afirma que já tem a provável identificação do homicida e levantou que ele não é de Parauapebas: veio de São Luís (MA) passar as festas de final de ano com o pai e voltaria para o Maranhão no fim de semana.

Segundo Ricardo, as diligências seguem na tentativa de prendê-lo.

Pará

Secretário de Estado da Fazenda anuncia o fim da invasão das feiras itinerantes nos municípios

Nilo Noronha anunciou ainda a emissão da Nota Fiscal Avulsa pela internet e outras medidas importantes

Por Eleutério Gomes – de Marabá

Reunido na tarde desta quinta-feira (4), em Marabá, com prefeitos, secretários municipais de Finanças e de Fazenda,
contadores e empresários, o Secretário de Estado da Fazenda Nilo Rendeiro de Noronha, fez quatro importantes anúncios: a proibição das feiras itinerantes de outros estados nos municípios do Pará; a emissão da Nota Fiscal (NF) Avulsa pelo Portal da Secretaria de Estado da Fazenda (SEFA); a isenção de imposto para o transporte de gado em pé; e a obrigatoriedade para empresas de fora que estão no estado há mais de um ano – prestando serviços ou estabelecidas definitivamente – de legalizarem seus veículos automotores na cidade onde estejam domiciliadas, recolhendo o IPVA para o fisco paraense.

Nilo Noronha falou para uma plateia de aproximadamente duzentas pessoas no auditório do Golden Ville Hotel e anunciou que, a partir do dia 23 deste mês, a Nota Fiscal Avulsa vai poder ser emitida via internet, corrigindo uma distorção que influencia no cálculo do Fundo de Participação dos Municípios (FPM).

Segundo ele, muitas cidades não dispõem de posto da SEFA e quem precisa de Nota Fiscal tem que se deslocar a outro município. Logo, a NF é emitida com o código daquela, que sai ganhando no volume de impostos, enquanto o lugar em que o bem foi produzido ou negociado sai perdendo. Com a emissão do documento pela Internet, não haverá mais perdas.

Quanto ao imposto do transporte do boi em pé, quando o gado sai da propriedade, a isenção foi autorizada pelo governo do estado, por meio de lei, atendendo a antiga reivindicação dos criadores do Pará.

Já em relação ao IPVA (Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores), Noronha disse que em outubro passado o governo promulgou lei que obriga empresas de fora, que estão estabelecidas no Pará há mais de um ano, prestando serviços, como empreiteiras e locadoras a serviço de empreiteiras ou mineradoras, cujas placas dos carros ou motos são do lugar de origem, são obrigados a transferir a documentação desses veículos ao Estado do Pará, passando a reverter o IPVA e as taxas ao erário paraense.

Após receber reclamações não só de Marabá, mas de outros municípios por onde já passou, como Abaetetuba, de que
comerciantes de fora chegam nas cidades, montam feiras temporárias, faturam em concorrência desleal com o comércio local, vendendo, inclusive, produtos de procedência duvidosa, e depois se retiram sem nada deixar para o município, Nilo Noronha determinou que, até que haja uma lei específica para controlar esse tipo de comércio, abrangendo os interesses do estado e dos municípios, elas estão proibidas de acontecer nos municípios do Pará por tempo indeterminado.

No decorrer da reunião, foram apresentadas informações sobre a cota parte do ICMS dos municípios 2018; mudanças no Simples Nacional; implantação da Nota Fiscal Avulsa eletrônica (NFC-e) e do Programa de Apoio à Gestão e Integração dos Fiscos no Brasil (Profisco II), visando o compartilhamento de informações e o uso de soluções tecnológicas buscando o crescimento da arrecadação municipal e estadual.

Participaram ainda da mesa dos trabalhos o Diretor de Fiscalização, Shu Yung Fon; a Diretora de Arrecadação e Informações Fazendárias, Edna Farage; o Presidente do Sindicato dos Produtores Rurais de Marabá, Antônio Vieira Caetano; e outros técnicos da SEFA.

Estado conseguiu equilibrar as contas sem reajustar os impostos

Ao Blog, Noronha disse que o grande objetivo é integrar cada vez mais as várias regiões e municípios do estado à administração tributária estadual para que, “de forma coerente e responsável, o estado possa se desenvolver”, com tecnologias e aparelhamentos e se possa ter receitas oriundas de alguns tributos que a população possa pagar.

“Com isso, o imposto retorna para que o povo tenha melhor condição de vida, melhor educação, melhor saúde, melhor segurança. Então, a gente vem propondo para as prefeituras, para os municípios, uma parceria para que tenhamos, em curto espaço de tempo, resultados satisfatórios no que concerne à arrecadação de impostos”, afirmou o secretário.

Segundo ele, ao constatar que o imposto acaba revertendo em benefícios, a população passa a recolher mais tributos e a sonegação diminui; Noronha cita como um bom exemplo disso o Programa Nota Fiscal Cidadã, que estimula o consumidor a pedir NF, tornando-se automaticamente “um fiscal do estado”. Ele afirma que, apesar da crise que se abate sobre o país, com muito esforço e medidas econômicas acertadas, o governo do estado vem conseguindo equilibrar receitas e despesas, nunca gastando mais do que arrecada.

Ele afirma que a arrecadação própria estadual de 2017 foi de R$ 10 bilhões, sem que o governo tenha reajustado as alíquotas dos impostos recolhidos pelo estado, diferentemente do que aconteceu nas demais unidades da federação, evitando o desemprego.

Indagado sobre qual a maior dúvida levantada pelos representantes dos municípios, o Secretário de Estado da Fazenda disse que é em relação à cota-parte, “o Fundo de Participação dos Municípios e suas transferências”.

“A nossa proposta é justamente não depender tanto das transferências. Se formos ver, em 2010 o Estado do Pará tinha de receita transferida 50% da sua receita total e hoje é 30%. Ou seja, 70% é receita própria. Por que o município também não pode alcançar uma meta dessa?”, indaga Nilo Noronha.

Reunião no próximo dia 18, em Belém, discute evasão de IPVA 

Presente à reunião, inclusive fazendo parte da mesa dos trabalhos, o empresário Reinaldo Zucatelli, concessionário de várias marcas em Marabá, falou sobre a evasão de divisas do Estado do Pará, sobretudo para Goiás, Tocantins, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Distrito Federal.

O empresário se referiu a um problema antigo que afeta o negócio de veículos na região, provocando queda de vendas e, consequentemente, desemprego: licenciamento de carros com isenção do primeiro IPVA nos estados citados e no DF, ao contrário do que acontece no Pará.

Com a cobrança do IPVA aqui, muitas pessoas, ao comprarem carros, levam para licenciar lá. Ou, pior, adquirem e licenciam lá, depois trazem para o Pará, onde moram ou têm negócios. E durante o tempo em que usam o carro, nunca transferem a documentação ao estado, que deixa de arrecadar também as taxas de licenciamento.

O secretário concordou com os argumentos, disse que, realmente, é necessária uma medida urgente para o caso de evasão de divisas, mas lembrou que é preciso avaliar os impactos que uma isenção causaria na capital e em outros municípios.

Segundo ele, seria necessário fazer mudanças na legislação, o que, em princípio, precisa ser bem avaliado. Imediatamente, Nilo Noronha marcou uma audiência com Reinaldo Zucatelli e outros representantes do setor, no próximo dia 18, às 13h, na SEFA, em Belém.

Futebol

Águia se prepara para amistoso contra o Independente de Tucuruí

Com boa preparação física e tática, o Azulão fará seu primeiro teste para esta temporada

Com 24 atletas confirmados, o Águia de Marabá se prepara para seu primeiro amistoso de 2018. O jogo será contra o Independente de Tucuruí, no próximo sábado, dia 6, naquela cidade. A preparação dos atletas está acontecendo diariamente, tanto na parte física quanto tática. De acordo com Gesiel Pasiani, preparador físico da equipe, todos os atletas foram avaliados individualmente e foram traçados planos de preparação específicos para cada jogador.

“Já estamos na segunda etapa do trabalho de força, não forçando demais, para que cheguemos com um potencial bom no início da competição. Um ponto forte é que essa é uma equipe muito jovem, tem muita vontade e respondem bem. Acredito que com o continuar dos treinamentos e dos jogos teremos uma boa evolução”, explicou.

Entre os atletas está o goleiro Bernardo. O jogador mineiro se profissionalizou nas categorias de base do Corinthians, com passagem ainda pelo Santos e pelo Cruzeiro. “Eu já tinha ouvido falar do Águia e confirmei que tem uma estrutura boa, com equipe técnica de profissionais capacitados e atualizados e que estão nos deixando bem preparados para o campeonato,” disse ele, confirmando ainda estar ansioso pela sua estreia no amistoso: “A impressão que eu tenho é de que será um time muito competitivo, apesar da pouca idade, e vamos dar trabalho aos outros times”.

Outro que está satisfeito no Águia é o zagueiro Léo Azevedo, que veio da Tuna. Bem integrado com os demais jogadores, o atleta já vem participando dos treinamentos com bola, realizados em Marabá e em Itupiranga. “Tivemos um pouco de dificuldade pela falta de entrosamento nos primeiros dias, mas, no decorrer do trabalho, isso está sendo sanado”, declarou. Ele disse ainda que a expectativa é boa para a partida contra o Independente: “O Independente é um bom time e será um bom treinamento”.

O Águia viaja amanhã, 5, para Tucuruí, a 262 km de Marabá, para enfrentar o Independente no Estádio Municipal “Antônio Dias”, o Navegantão.

Fonte: Ascom Águia

Marabá

Câmara Municipal de Marabá aprova fim das eleições diretas para diretor de escola

Sessão extraordinária ocorreu com tranquilidade, mas o resultado foi considerado pelos professores um retrocesso na educação e na política

Por Eleutério Gomes – de Marabá

Por dezesseis votos a três, a Câmara Municipal de Marabá (CMM) aprovou, em segundo turno, na tarde desta terça-feira (26), em sessão extraordinária, o Projeto 68/2017, de autoria do Executivo, que altera o Inciso VI do Artigo 253 da Lei Orgânica Municipal (LOM) e revoga as Lei Municipal 17.691/2015. Assim, a escolha de diretores de escolas municipais, que desde 2014 era feita por eleições diretas, envolvendo a comunidade escolar, volta a ser feita por indicação do prefeito. Ou seja, não haverá mais eleições diretas para diretor nem vice na rede municipal.

A escolha feita pelos alunos, professores e pais de alunos foi instituída no governo do então prefeito João Salame (PMDB), por meio da Lei 17.609/2013, aperfeiçoada pela Lei 17.691/2015, com base no Artigo 253 da LOM, na Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB) e na Constituição Federal de 1988.

Porém, para derrubar as eleições, o Executivo, por meio da Procuradoria Geral do Município (Progem), argumentou que as leis de 2013 e 2015 são inconstitucionais. Para tal, ele se baseou em decisão da justiça que acabou com as eleições diretas para diretor no município do Rio de Janeiro (RJ), consideradas inconstitucionais.

Votaram pelo fim das eleições diretas os vereadores Pedro Correa Lima (PTB), Cristina Mutran (PMDB), Pastor Ronisteu (PTB), Márcio do São Félix (PSDB), Nonato Dourado (PMDB), Gilson Dias (PC do B), Beto Miranda (PSDB), Edinaldo Machado (PSC), Mariozan Quintão (PPS), Tiago Koch (PMDB), Cabo Rodrigo (PRB), Badeco do Gerson (PTN), Irmão Morivaldo (PSC), Frank da 28 (PSB), Miguel Gomes Filho (PPS) e Ray Athie (PC do B).

Contra-argumentos

Os vereadores Irismar Melo (PR), Ilker Moraes (PHS), Marcelo Alves (PT), que votaram contra o fim da eleição para diretor, e o Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública no Pará (Sintepp) afirmam que o argumento do Executivo Municipal não é válido, uma vez que, no Rio, a lei caiu por que deveria ter sido proposta pelo governo municipal, mas o projeto foi de um vereador. E, em Marabá, foi diferente, foi o Executivo, em 2013, que criou as eleições. Portanto, não seriam ilegítimas.

Para Joyce Cordeiro Rebelo, coordenadora da subsede do Sintepp em Marabá, “é um absurdo, um retrocesso político e para a Educação”. “Eles votaram de forma rápida, sem nenhum debate, dizendo que já debateram nas comissões. Na semana passada não liberaram a tribuna para o Sintepp, alegando que nos dariam voz quando fosse acontecer a votação do projeto do fim da eleição direta. Hoje esse projeto foi votado e aprovado e o Sintepp não
teve a oportunidade de se pronunciar”, desabafou ela.

Joyce conta que agora o Sintepp vai buscar os pareceres das comissões pelas quais o projeto do Executivo teria de passar e, caso não tenha passado por essas comissões, se articular com os três vereadores de oposição para que eles peçam a anulação da sessão de hoje. Quanto à jurisprudência que serviu de argumento para o Executivo, o sindicato promete entrar na justiça para derrubar essa justificativa e, consequentemente, o projeto que foi aprovado. “[Os vereadores] já estão com uma lista de diretores para serem nomeados”, afirmou ela.

Voz destoante

Ouvido pelo Blog, Luiz Gonzaga Oliveira de Almeida, filiado ao PC do B, partido que lutou pelas eleições diretas nas escolas em 2013, e diretor eleito de uma escola municipal, disse ser contra o fim das eleições diretas, mas afirma entender os motivos Executivo.

Segundo ele, muitos diretores eleitos em 2014 e 2016 não souberam administrar as vantagens que a democratização da Educação proporcionou. Gonzaga afirma que grande parte dos diretores “se acham donos da escola porque foram eleitos”, não se preocupam em promover melhorias no ensino e negligenciam na direção das escolas: “A Educação não evoluiu em Marabá; não houve o trabalho que se esperava com a eleição dos diretores”.

Outros, ainda de acordo com Luiz, criaram grupos políticos nas escolas e passaram a hostilizar colegas do grupo que saiu derrotado na eleição. “Além disso, eles não respeitam a hierarquia. Não respeitam o Secretário de Educação, não respeitam o prefeito, não respeitam ninguém”, afirmou ele.

Marabá

DMTU inicia campanha para salvar vidas nos dias de festa de final de ano

A ação, em parceria com os Desbravadores, objetiva evitar que as pessoas dirijam alcoolizadas e percam a vida em acidentes

Por Eleutério Gomes – de Marabá

O Departamento Municipal de Trânsito e Transporte Urbano (DMTU) de Marabá iniciou na manhã desta sexta-feira (22), nos três núcleos urbanos, a Campanha de Final de Ano, cujo objetivo é conscientizar para salvar vidas. Encabeçada pelo Coordenador de Educação de Trânsito do órgão, Rogério Matias, a ação educativa tem parceria com os Desbravadores, grupo de escotismo da Igreja Adventista do 7º Dia, e a participação dos agentes de trânsito.

“Este é um período complicado, conturbado, no qual os hospitais até se preparam com bolsas de sangue”, afirma Rogério, “mas essa preparação nem deveria haver porque a prevenção é o melhor remédio”.

Ele chama atenção para o fato de que tanto no Natal quanto no Ano Novo, o trânsito fica muito intenso após a meia-noite, quando o condutor sai de casa para visitar parentes e amigos e comprar mais bebida, após já ter ingerido álcool. “A partir daí, começa a ocorrer uma série de acidentes. No dia seguinte, a gente vai observar os números e, muitas vezes, eles são trágicos”, salienta.

Mito

Matias recorre às famílias desses condutores, lembrando que, para muitas, as noites do dia 24 e 25, que deveriam ser de alegria, se tornam datas trágicas: “E, por isso, nós apelamos: ‘se beber, não dirija’”, reforça ele, aconselhando que a pessoa passe o volante para outra que não esteja alcoolizada ou para um amigo que não bebe.

O coordenador também desmitifica a afirmação corriqueira entre pessoas que dirigem alcoolizadas, de que o condutor nesse estado dirige melhor: “Isso não existe, nenhuma estatística mostra isso”. Desmente ainda outra afirmação errônea, de que algumas pessoas morrem em acidentes porque não conseguiram se desvencilhar do cinto de segurança.

“Isso é uma exceção, mas tem gente que se aproveita dessas estatísticas de exceção para não usar o cinto. A regra é ‘o cinto salva’, a regra é ‘tem de andar dentro da velocidade permitida por lei’. Isso salva vidas, não beber antes de dirigir salva vidas. Então cuide de si, cuide do seu próximo, não permita que seu familiar saia de carro ou moto após ter ingerido bebida alcoólica”, apela Matias.

Menores

Ele alerta ainda para outro fato que pode terminar em tragédia: “Não entregue um veículo para menor de idade, isso não deve acontecer. Aqui em Marabá acontece uma coisa muito errada: geralmente, quando uma moça faz 15 anos, o pai pergunta se ela quer uma festa ou uma moto; isso é absolutamente ilegal. Não é maior de idade, não tem habilitação, não está apto a dirigir”, adverte.

Indagado pelo Blog se a mudança no Código de Trânsito Brasileiro, em relação ao maior rigor na punição para quem dirige alcoolizado, pode diminuir o número de acidentes, sobretudo em dias de festa e nos fins de semana, Matias disse que, certamente, isso vai acontecer, mas destacou que a educação no trânsito também é muito importante.

“O rigor da lei contribui muito, mas, em verdade, o que nós deveríamos ter – e temos de trabalhar para que isso aconteça agora – é uma sociedade educada. Nós não tivemos educação para o trânsito”, observa, inclusive, em relação a quem argumenta ter tirado a habilitação seguindo todas as instruções e os trâmites legais. “Isso faz a diferença? Faz, mas faz muito mais diferença a educação para o trânsito”.

“Wolverine”

Matias defende, inclusive, a ideia de que a educação para o trânsito deva ser incluída na grade curricular das escolas.
“Imagine como seria hoje se há 20 anos isso fosse matéria nas salas de aula?”, indaga, afirmando que essa é uma luta abraçada por quem trabalha com trânsito.

“Uma geração educada é totalmente diferente. Hoje lidamos com uma geração que não teve esse tipo de educação. Um condutor do tipo ‘Wolverine’ que, diante de qualquer abordagem, mostra as garras e pergunta ‘você sabe com quem está falando?’, ‘sabe de quem eu sou filho?’. Então, nós esperamos que o futuro seja melhor”, afirma Matias, citando “números de guerra”: mais de 60 mil pessoas morrendo no trânsito a cada ano e gerando prejuízos, com transporte, internação e previdência social, que chegam a R$ 52 bilhões anualmente no país.

A ação, que começou na Via Principal 8, à altura da Folha 27, Nova Marabá, seguiu na Cidade Pioneira, Bairro Liberdade e Bairro da Paz. Na próxima semana, reinicia nos demais núcleos da cidade.

Caio Rodrigues, um dos seis voluntários dos Desbravadores, afirma que é muito importante esse tipo de conscientização, a fim de evitar mortes no trânsito, e diz que os escoteiros sempre participam de campanhas cujo objetivo “é salvar vidas, como Outubro Rosa e Novembro Azul, entre outras’.

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