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Marabá

Marabá: Juiz decreta prisão preventiva de médico que atacou a ex-namorada

Afonso von Grapp arrastou a moça pelos cabelos, a esmurrou e ainda jogou um copo no rosto dela. Agora está preso no Centro de Triagem Masculino

O juiz Alexandre Arakaki, da 3ª Vara Criminal de Marabá, decretou nesta quinta-feira (12) a prisão preventiva do médico Afonso Ferreira von Grapp. Ele foi enquadrado na Lei Maria da Penha por ter, por volta de meia noite de ontem, quarta-feira (11), arrastado pelos cabelos, esmurrado e quebrado um copo no rosto da ex-namorada Ananda Skibinski, na Folha 32, Nova Marabá.

O casal estava separado desde dezembro do ano passado, mas, conforme relatou a mulher na Polícia Civil, ele passou a enviar mensagens para ela e só parou quando Ananda ameaçou denunciá-lo à polícia.

Ela chegou ao local onde funciona um bar e restaurante, contíguo a um posto de combustíveis por volta de 21 horas. Já perto de meia-noite o médico, acompanhado, também chegou ao local. Os dois, entretanto, não mantiveram contato. Minutos depois, conforme relato de Ananda Skibinski, ela resolveu ir embora, tendo Afonso von Grapp tentado uma aproximação. A moça, entretanto, desviou dele e se dirigiu para o local onde estava o carro dela, sendo surpreendida pelo médico, que a arrastou para o meio da via, desferiu vários socos e, por fim, jogou um copo no rosto de Ananda, que antes da agressão disse que só falaria com ele hoje às 15h30, quando teriam uma audiência na Justiça, onde ela o denunciou por difamação. Amigos dela e outras pessoas correram e conseguiram tirá-la das mãos de Afonso e chamaram a Polícia Militar. Afonso foi preso e levado para a 23ª Seccional Urbana de Polícia Civil.

Ele foi autuado em flagrante pelo delegado Wiliam Crispim, por violência doméstica, conforme a Lei Maria da Penha. Crispim, entretanto, não arbitrou fiança,  considerando que o médico havia ingerido bebida alcoólica e pensando na integridade física de Ananda, que passou por exame de lesão corporal no Instituto Médico Legal de Marabá, enquanto Afonso von Grapp esta preso no Centro de Triagem Masculino de Marabá.

Por Eleuterio Gomes – Correspondente em Marabá

Concurso

SUSIPE – PA abrirá Processo Seletivo para Técnico em Gestão Penitenciária

A remuneração para o cargo é de R$ 3.636,72 para jornada de seis horas diárias, totalizando 30h semanais de trabalho.

A Superintendência do Sistema Penitenciário do Estado do Pará (Susipe), anunciou o edital do Processo Seletivo para contratação Temporária de Técnico em Gestão Penitenciária na graduação de Medicina.

O preenchimento das vagas será nas unidades prisionais dos municípios de Santa Izabel do Pará (3), Santarém (1), Marabá (1) e Abaetetuba (1).

A remuneração para o cargo é de R$ 3.636,72 para jornada de seis horas diárias, totalizando 30h semanais de trabalho.

Para realizar as inscrições os candidatos deverão preencher a ficha disponível no edital de abertura em nosso site e enviar com os documentos comprobatórios anexados para o e-mail eapsede@webmail.susipe.pa.gov.br, entre os dias 17 a 22 de julho de 2017.

A primeira fase de classificação será de Análise Curricular – pesquisa social, Já a segunda é composta de entrevista. O resultado final terá validade de seis meses, a contar da publicação da homologação do resultado final.

Edital de Abertura

Saúde

Falta de neuropediatra é a principal queixa dos pais que buscam diagnóstico de autismo em Parauapebas

A última matéria da série de três produzidas pelo Blog sobre Autismo e como é a condução da doença em Parauapebas

O neuropediatra é fundamental para o fechamento do diagnóstico de uma pessoa com Transtorno do Espectro Autista (TEA), que geralmente conta também com a colaboração de outros profissionais das áreas de fonoaudiologia e psicologia. Em Parauapebas não se encontra neuropediatras, nem na rede pública e nem na privada.

“Meu filho foi diagnosticado com TEA por um médico em Minas Gerais, um neuropediatra. Não encontrei aqui em Parauapebas profissional nessa área. Tenho que levá-lo pelo menos duas vezes por ano lá (MG), para acompanhamento”, relatou a técnica em mineração, Ana Cristina de Souza. “Nós tivemos que ir para São Luís para entender o que o meu filho tinha, mas só em Santa Inês encontramos um médico que nos disse que ele era autista”, disse a dona de casa, Maria das Dores.

É o neuropediatra quem fecha o diagnóstico e avalia, inclusive, a necessidade de medicamento para o paciente ou se apenas com atividades terapêuticas e atendimento psicológico e fonoaudiólogo a criança se desenvolverá bem. Pediatras também podem fazer o diagnóstico, mas infelizmente a maior parte não está preparada para identificar os sinais do autismo logo nos primeiros anos de vida da criança. É o que afirma a maior parte das Ong’s e associações que lutam pelos direitos dos autistas no Brasil.

“Normalmente, os sinais de risco de autismo não são percebidos, o que leva a atrasos nos diagnósticos e, por consequência, a intervenções tardias. Mas já haveria uma complexidade de sintomas que não apontam para um prognóstico favorável de desenvolvimento devido à cristalização dos sintomas deste transtorno”. Foi a conclusão que chegaram as psicólogas Mariana Rodrigues Flores e Luciane Najar Smeha, após uma pesquisa cujos resultados foram públicos no artigo “Bebês com risco de autismo: o não-olhar do médico”.

Os sintomas do autismo variam de criança para criança e podem apresentar desde traços discretos até os mais severos. Identificar, portanto, um Austimo Leve, muitas vezes é um desafio pois os quadros discretos são mais difíceis de diagnóstico. Além disso, não há ainda exames de imagem ou de laboratórios que o comprovam, dependendo totalmente da observação clínica, comportamental e relato de pais, cuidadores e profissionais da escola para confirmar ou descartar sua presença.

Este processo pode levar à uma demora maior nas consultas e até possível desistência dos pais, ficando a criança sem uma definição e sem um possível tratamento que faria diferença. Assim, conhecer os sintomas da forma leve do autismo é muito importante, devendo ser investigado rotineiramente durante a puericultura e também nos centros de educação infantil ou creches, dos 18 aos 30 meses de vida.

Os principais sintomas que devem ser observados com atenção por pais e cuidadores são:

– pouco contato visual;

– não dar continuidade a processos sociais ou conversas;

– não saber se comunicar por meio de gestos;

– fala existente, mas sem muito nexo com a realidade a sua volta;

– algumas manias e repetições;

– no contato com os outros a criança olha mais para a mão ou para o objeto da pessoa do que para seus olhos;

– dificuldade em aceitar espontaneamente regras e rotinas;

– pouco disposto a se socializar e tendência a se isolar ou brincar do seu jeito, sem flexibilizar de acordo com o que o amiguinho pede ou quer e pouco responde ao ser chamado pelo seu nome. A linguagem expressiva (ou a fala), nestes casos, pode estar preservada, mas é comum ser uma fala mecânica e sem emoção, porém com uma funcionalidade satisfatória para atividades sociais e escolares.

Neste contexto, é importante relatar que alguns fatores podem atrapalhar sua identificação. A presença de hiperatividade, por exemplo, pode confundir a escola e o especialista, pois inquietude excessiva pode passar a impressão de que a criança não seja autista, mas sim que ela tenha Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH). A falta de conhecimento acerca do que é e dos sintomas de TEA também posterga sua identificação, pois podem ser interpretados como falta de limite, preguiça ou até como outros distúrbios, como Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) e Transtorno Opositivo-Desafiador (TOD).

Intervenção precoce

Após o encerramento das atividades da Apae para o público infantil, a Prefeitura de Parauapebas passou a ofertar serviços de intervenção precoce para crianças autistas ou com outras deficiências. Foi implantado o Centro de Estimulação Precoce, na Policlínica, ano passado, depois de muita reivindicação dos familiares dessas crianças.

Atualmente são 75 crianças atendidas com estimulação precoce na Policlínica. A equipe é formada por duas terapeutas ocupacional, duas fonoaudiólogas, três fisioterapeutas e uma psicóloga. “Atendemos crianças de até 12 anos, porém, a prioridade é para a faixa etária de 0 à três anos, destinamos 70% das vagas para eles, conforme diretriz do SUS”, informou a fonoaudióloga, Rita Maia, que é coordenadora da Rede de Atenção à Pessoa com Deficiência, da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa).

Para a criança ter acesso ao serviço é preciso encaminhamento do médico ou pediatra do postinho de saúde. Sobre a falta de neuropediatra na cidade, Rita Maia concorda que é a principal lacuna no atendimento aos autistas em Parauapebas e acrescenta: “a falta de diagnóstico não impede que façamos o atendimento, porém, dificulta muito o prognóstico terapêutico”.

Quando se fala de intervenção precoce, a rede privada em Parauapebas também conta com profissionais que fazem um atendimento diferenciado para pessoas com TEA, como é o caso da psicóloga, Ana Carolina, que atua com a cinoterapia, que é a terapia com cães; e a fonoaudióloga Tanise Morgana da Silva Ramos Santa Rosa, que atende crianças autistas desde julho de 2014. Atualmente 19 delas passam semanalmente em seu consultório.

É necessário um atendimento multidisciplinar para o melhor desenvolvimento dessas crianças. “Vejo que as áreas mais carentes de profissionais aqui são neuropediatria, psiquiatria infantil, psicologia e terapeuta ocupacional com formação em integração sensorial”, informou Tanise Rosa, acrescentando que “em um contexto de terapia multidisciplinar, em que a equipe seja parceira, mantenha contato frequente e atue de forma coesa, a criança apresenta grandes possibilidades de desenvolver-se, facilitando sua independência e inclusão na sociedade”.

Brasil

Dr. Sady é o novo secretário de saúde de Parauapebas

Sady LucasO médico ginecologista Sady Lucas de Araújo (foto) foi nomeado  na última sexta-feira, 28, secretário de saúde de Parauapebas. Sady foi diretor clínico do Hospital Municipal Dr. Teófilo Soares de Almeida Filho, em 2010, durante a gestão Darci Lermen (PT), e foi uma indicação da Câmara Municipal, através do vereador Braz (SD), já que a época, sua esposa Maquivalda (Sehab) era a diretora geral do HM.

Veja o Decreto nomeando Sady Lucas:

decreto Sady