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Curionópolis

Projeto ouro da montoeira de Serra Pelada pode ter implantação concluída neste ano

70% do ouro apurado no rejeito irá para a empresa e 30% para a Coomigasp.
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O projeto de exploração da montoeira de ouro da Serra Pelada, em Curionópolis, no Pará, pode ter a sua implantação finalizada ainda neste ano, de acordo com Deivson Vidal, gerente da Sona. Em agosto de 2017, a Cooperativa de Mineração dos Garimpeiros de Serra Pelada e a Sona Mineração assinaram um acordo para a exploração do minério no local.

“Estamos na fase de planejamento da implantação, o cronograma está em elaboração. Os projetos estão contratados, nos próximos 30 dias teremos informações mais precisas, que são fundamentais para obtermos assertividade. Análises preliminares indicam o fim da implantação para o final do ano. Estamos buscando alternativas para conseguirmos reduzir o prazo de implantação”, disse Deivson Vidal, gerente da Sona.

O projeto prevê o reprocessamento do rejeito de ouro da Serra Pelada. Segundo a empresa, é estimado entre 1,3 milhão e 1,5 milhão de toneladas de rejeito com 0,7 gramas de ouro por tonelada.

Segundo a empresa, a infraestrutura tem sido uma das grandes dificuldades para a implantação do projeto. “As maiores dificuldades são: a parte ambiental e infraestrutura local. Teremos que investir em toda a infraestrutura, inclusive as mais básicas como água e energia elétrica para o projeto”, afirma.

A empresa já iniciou a reforma da guarita de entrada do projeto, a instalação de energia elétrica e o cercamento de toda a área do empreendimento.

Acordo com a Sona

Em agosto do ano passado, cerca de 89% dos garimpeiros da Coomigasp aceitaram a proposta da Sona, em Assembleia Geral Extraordinária (AGE), para exploração mineral dos rejeitos do garimpo de Serra Pelada, no Pará. O novo aditivo determinou a mudança da cláusula do contrato principal para 70% para a empresa e 30% para a cooperativa.

Segundo o presidente da cooperativa na época do fechamento do acordo, Edinaldo de Aguiar Soares, a expectativa era que a usina do projeto da montoeira seja implantada até o fim do ano. O gerente da Sona revelou que existe uma grande pressão dos garimpeiros para que o projeto se inicie.

Fonte: Notícias de Mineração Brasil
Foto: Anderson Souza
Mineração

Temer assina decretos que modificam regras do setor de mineração

Um dos textos muda regras de distribuição da CFEM, Municípios “não produtores” passarão a receber 15%. Outro decreto determina normas como o fechamento de minas após a exploração.
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O presidente Michel Temer assinou nesta terça-feira (12), em cerimônia no Palácio do Planalto, um decreto que atualiza o Código de Mineração e outro que traz novas regras para a Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais (CFEM), espécie de royalties do setor.

Pela Constituição, as jazidas e os depósitos minerais são bens da União. A atividade de mineração é autorizada sob o regime de concessão pública. Em contrapartida, as empresas que exploram os minérios têm que pagar uma compensação. Segundo o Ministério de Minas e Energia, o setor mineral pagou cerca de R$ 1,8 bilhão com a CFEM no ano passado.

O decreto que trata da compensação estabelece que os municípios “não produtores”, mas que sofrem impacto da atividade de mineração, recebam 15% da CFEM. Transporte, embarque e presença de instalações industriais no território são exemplos de impactos que dão direito a receber parte da CFEM.

O ministério informou que esse percentual de 15% foi obtido a partir da redução nos valores pagos aos outros entes federativos. Segundo a pasta, a divisão entre União, estados e municípios da CFEM tem as seguintes mudanças:

  – Municípios produtores recebiam 65% e passarão a receber 60%
– Município “não produtores” passarão a receber 15%
– Estados recebiam 24% e passarão a receber 15%
– União recebia 12% e passará a receber 10%

Em discurso, o ministro de Minas e Energia, Moreira Franco, afirmou que o setor de mineração representa 4% do Produto Interno Bruto do país. Para ele, as mudanças na distribuição da CFEM ajudam a repartir “a riqueza” do país.

“O resultado que vai significar [a mudança na CFEM] para as finanças, sobretudo dos municípios, fazendo justiça, repartindo a riqueza do pais, cobrindo eventuais desgastes em função da exploração, é um ganho de civilidade política, um ganho de civilidade institucional”, disse o ministro.

Código de Mineração

O decreto que atualiza do Código de Mineração, segundo o MME, traz “exigências ambientais mais rígidas, como a previsão expressa da responsabilidade do minerador de recuperar áreas degradadas”.

Outro ponto do decreto prevê que a Agência Nacional de Mineração (ANM) discipline, por meio de resolução, o aproveitamento de rejeitos e resíduos da atividade mineradora. Também obriga as mineradoras a fechar a mina, por se tratar da exploração de um recurso finito.

Segundo o governo, será obrigatória “a execução adequada de um plano de fechamento de mina, que passa a integrar o conceito de atividade minerária”.

O texto ainda permite utilizar o título minerário (portaria de lavra) como garantia em operações de financiamento, a fim de incentivar investimentos no setor.

Segundo o ministério, “as normas vão contribuir para a atratividade do setor, imprimindo maior transparência, agilidade e segurança jurídica ao setor mineral brasileiro”.

Histórico

O ministério informou que os decretos assinados nesta terça dão continuidade às mudanças no setor promovidas pelo governo. No ano passado, Temer lançou o Programa de Revitalização da Indústria Mineral Brasileira.

Também em 2017, o Congresso Nacional aprovou medida provisória enviada pelo governo com mudanças na alíquota da CFEM. Com a decisão, a alíquota de imposto sobre a exploração do ferro (que representa a maior parte da produção mineral brasileira) passou de 2% do faturamento líquido da mineradora para 3,5% do faturamento bruto.

Outra MP aprovada no ano passado criou a Agência Nacional de Mineração para substituir o Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM) na regulação e fiscalização do setor de mineração.

Mudanças no setor de exploração mineral eram debatidas desde o governo da ex-presidente Dilma Rousseff. Em junho de 2013, ela enviou ao Congresso um projeto que alterava as regras do setor, mas a proposta não seguiu em frente.

O marco regulatório da mineração proposto pelo então governo trazia mudanças que foram feitas no governo Temer, como a atualização das alíquotas da Compensação Financeira pela Exploração Mineral (Cfem) e transformação do Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM) na Agência Nacional de Mineração.

Fonte: G1

Pará

Ao mercado internacional, Vale prevê exaustão das minas de Itabira em 10 anos

Informação está em relatório emitido neste mês de maio, destinado à agência controladora das bolsas de valores dos Estados Unidos
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O que muita gente comenta em Itabira pode estar mais próximo do que se imagina. Em relatório destinado à agência que controla as bolsas de valores nos Estados Unidos no fim de maio, a Vale informou que a exaustão das minas de Itabira se dará em dez anos. Para o município, significaria perder sua principal fonte de arrecadação, algo há muito bradado por setores que lutam pela diversificação econômica, mas que ainda não se converteu em resultados robustos capazes de se equiparar à renda proveniente da mineração.

O relatório, intitulado 20-F, é uma exigência da Securities and Exchange Commission (SEC) a todas as empresas estrangeiras com ações negociadas nas bolsas de valores nos EUA. O documento traz um panorama de cada um dos negócios da Vale, apresentando os resultados financeiros e operacionais, fatores de risco e o andamento dos investimentos e projetos da mineradora que completa 76 anos neste 1º de junho.

Na parte em que cita as reservas que possui no Brasil e no mundo, a Vale cita que as minas de Itabira em atividade (Cauê e Conceição) começaram a produzir em 1957 e têm data prevista de exaustão em 2028. Entre as operações da empresa no país, são as que têm cronograma mais imediato para chegarem ao fim. As minas de Itabirito, por exemplo, em atividade desde 1942, têm previsão para exaurirem em 2118.

Há dois meses, em entrevista à Revista Época, o presidente da mineradora, Fabio Schvartsman, com as atenções se voltando paulatinamente para a produção no Norte do país, especialmente para o projeto Va, em Canaã dos Carajás/PA. No relatório ao mercado internacional, a Vale afirma que “a expectativa de exaustão das minas foi ajustada de acordo com o nosso novo plano de produção e a revisão da capacidade dos projetos.

Dependência
A exaustão das minas não significa exatamente a saída da Vale de Itabira, mas representaria um impacto gigantesco nas contas da Prefeitura. A empresa até poderia manter outras atividades na cidade, só que o fato de não extrair minério de ferro tiraria do município o grosso da Compensação Financeira por Exploração de Recursos Minerais (Cfem), segunda maior fonte de arrecadação da Prefeitura, somente atrás do ICMS.

Para se ter ideia, no ano passado, a Cfem, mesmo em época de crise na mineração, representou a arrecadação de R$ 83,5 milhões dos quase R$ 400 milhões que passaram pelos cofres da Prefeitura no ano passado. Isso sem contar o ICMS e o ISSQN também gerados pela exploração do minério de ferro.

Em 2018, de janeiro a maio, a arrecadação com a Cfem já atinge R$ 55,8 milhões. O valor é mais alto por causa da recente mudança na alíquota do royalty da mineração, que passou de 2% sobre a produção bruta para 3,5% sobre a produção líquida.

Diversificação
“Diversificação econômica” é uma expressão muito falada em Itabira há vários anos. Quer dizer deixar de ser dependente da mineração e fazer com que o município se mantenha com outras fontes de renda. A bola da vez é o foco no empreendedorismo e na inovação, incentivado pela Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, setores empresariais e universidades.

O campus local da Universidade Federal de Itajubá (Unifei) é o principal indutor dessa nova realidade que se espera para Itabira. O atual governo tenta formas de baratear o projeto executivo do campus para dar continuidade à construção do mesmo. Pelos cálculos atuais, seriam necessários mais R$ 400 milhões para chegar à plenitude do projeto, quando a Unifei Itabira abrigaria 10 mil estudantes.

Na Associação Comercial (Acita), a aposta é no WIN , programa que nasceu há alguns anos, mas que ganhou nova relevância com a atual direção da entidade. Dividido em vários segmentos, o projeto busca fortalecer a cadeia produtiva de cada setor, incentivando novos negócios.

As startups também são vistas com bons olhos. Tanto que o governo municipal financia o ItabiraHub, primeiro coworking público de Minas Gerais e considerado uma das melhores iniciativas para o desenvolvimento no Brasil pela Confederação Nacional dos Municípios (CNM). O projeto completou um ano nesse mês de maio.

Fonte: DeFato
Mineração

Cinco tributos pagos pela Vale geraram arrecadação de R$4 bi aos governos

O Estudo, que trabalha com dados entre 2015 e 2017, diz que cerca de R$ 755 milhões foram gerados para Parauapebas com a produção de minérios em Carajás
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Em reunião com imprensa que aconteceu durante a tarde desta segunda-feira, diretores da Vale apresentaram um balanço do primeiro trimestre das operações da mineradora na região. Segundo a mineradora, o Pará tem hoje 24.754 trabalhadores Vale, com estimativa de 260.598 empregos indiretos e induzidos em todo o Estado. O município de Parauapebas conta com 14 mil empregados Vale (entre próprios e de terceirizadas), que geram no município o valor de R$100 milhões em massa salarial mensalmente..

2015/2017

Nos últimos três anos (2015 a 2017), cerca de R$ 4 bilhões foram pagos à União, ao Estado do Pará e aos seis municípios paraenses em que a Vale e a Salobo Metais estão presentes. O total refere-se ao pagamento de quatro dos vários tributos que incidem sobre a atividade empresarial entre elas, a Taxa Estadual de Recursos Minerais (TFRM), a Taxa Estadual de Uso de Recursos Hídricos (TFRH), o ICMS (Imposto sobre Circulação de Bens e Serviços) e o ISS (Imposto sobre Serviços), além da Compensação Financeira pela Exploração Mineral (CFEM).

A União recebeu mais de R$ 149 milhões oriundos da CFEM. Já para o Governo do Pará foram recolhidos mais de R$ 3 bilhões em ICMS, TFRM, TFRH e CFEM.

Fruto do recolhimento da CFEM e ISS ao município de Parauapebas, responsável por 37,7% das exportações do Pará, foram repassados mais de R$ 755 milhões e a Curionópolis, cerca de R$ 25 milhões. Já em Canaã, por meio da unidade de cobre do Sossego e do Complexo S11D (este com um ano de operação), foram recolhidos, de 2015 a 2017, mais de R$ 434 milhões.

No município de Marabá, onde se concentra a produção de cobre do Salobo, foram recolhidos R$ 270 milhões.

A produção de níquel em Ourilândia do Norte gerou por volta de R$ 12 milhões e São Félix do Xingu, cerca de R$ 4 milhões, o valor inclui CFEM e ISS.

Social

A Vale investe na formação e aperfeiçoamento da mão de obra local, para torná-la qualificada para acessar as oportunidades de emprego da região. Como exemplos temos o Programa de Formação Profissional. Em fevereiro último, 116 selecionados ingressaram na empresa através do Programa Jovem Aprendiz, incluindo 23 pessoas com deficiência.

A Vale assinou em março passado dois convênios com a Prefeitura de Parauapebas para investimentos sociais no município que ultrapassam R$10 milhões. Por meio de um dos convênios, a Vale doou R$3 milhões para a construção de escola que atenderá a mais de 1200 alunos.

Ainda em março, a comunidade Nova Carajás inaugurou a sua sede e o novo ateliê de costura com o apoio da Vale. Além disso, 22 mulheres foram capacitadas na área de corte e costura por meio de parceria com a Associação de Moradores. O projeto é fruto dos Comitês de Diálogo mantidos pela empresa com a comunidade.

Segundo a mineradora, ela mantém 25 projetos, em 9 comunidades, em Parauapebas, que beneficiaram 12 mil pessoas através do desenvolvimento de Planos de Relacionamento Social com tais comunidades.

Sobre a implantação efetiva do Centro Cultural doado pela Vale através de acordo judicial com o MPT, João Coral, gerente executivo de sustentabilidade da Vale, informou que pelo acordo a mineradora deverá gerir o espaço, mas um convênio que busca uma gestão compartilhada com a prefeitura de Parauapebas está sendo elaborado, prevendo que em até 90 dias ele seja assinado entre as partes, liberando o local para o uso da população.

Meio ambiente

As operações da Vale ocupam apenas 1,4% das Unidades de Conservação, e a mineradora informou investir anualmente R$20 milhões com equipes e estruturas para atuar 24 hora no combate ao garimpo ilegal, desmatamentos e preservação a incêndios florestais, ajudando a preservar, em parceria com o ICMBio, cerca de 765 mil hectares de floresta nativa.

Somente a Floresta Nacional de Carajás tem uma área de 412 mil hectares, o que corresponde a 577 mil campos de futebol, maior que países como Cobo Verde e Polinésia Francesa.

O viveiro mantido pela Vale em Carajás produziu 204.855 mudas de 125 espécies nativas em 2017. No mesmo ano, a mineradora adquiriu 2.062 sementes de espécies nativas junto a Cooperativa dos Extrativistas da Flona de Carajás (Cooex), gerando, assim, emprego e renda na região.

Compras locais

Segundo o diretor de Ferrosos Norte da Vale, Antonio Padovesi, a mineradora adquiriu cerca de R$945 milhões só no Estado do Pará no primeiro trimestre de 2018. Parauapebas (R$331 milhões), Marabá (R$282,9 milhões), Canaã dos Carajás (R$231,74 milhões), Ourilândia do Norte (R$21,89 milhões) e Belém (3,22 milhões) foram os municípios beneficiados.

Carajás

Ainda segundo Padovesi, a Vale continua fazendo pesquisas que potencializem suas reservas minerais registradas. O diretor informou que com o atual cenário e sem contar volumes minerais ainda não registrados, Carajás tem vida útil prevista para até 2.041, portanto, por mais 23 anos.

Parauapebas

Vale seleciona trainees para operação de mina em Parauapebas

A partir do dia 2/5, próxima quarta-feira, a Vale abre inscrições para o processo seletivo do Programa de Formação Profissional, para 50 trainees, para atuação nas operações do complexo de Carajás.
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Estão  abertas as inscrições para o Programa de Trainee em Operação de Mina da Vale no Pará. Serão 50 vagas para atuação na área operacional da empresa em Carajás e na mina do Salobo. Os interessados devem se inscrever pelo site www.vale.com/oportunidades, no período de 2 a 11 de maio. Os candidatos às vagas precisam ser maiores de 21 anos, com ensino médio completo, residir em Parauapebas e possuir  CNH categoria “D”.

O processo seletivo ocorrerá entre os meses de maio e junho, dividido em seis etapas, todas eliminatórias. As fases incluem prova online, entrevista coletiva, dinâmica de grupo, além da avaliação psicológica, avaliação de documentação e exames médicos. Todas as etapas do processo podem ser acompanhadas pelo site.

A gerente de Recursos Humanos da Vale, no Pará, Carmene Abreu, destaca que a atividade de mineração contribui para o desenvolvimento da região e de Parauapebas. Segundo ela, entre as principais ações estão a capacitação e absorção de mão de obra local. “A Vale promove programas de capacitação de mão de obra, investindo na ampliação da capacidade de atuação e de empregabilidade na região. Nossos trainees, por exemplo, receberão formação teórica, desenvolvida com um parceiro, que nesta edição será o Senai, durante três meses. E a fase prática do programa, ocorrerá nas nossas operações, no Complexo de Carajás e na mina do Salobo”, explica.

O Programa de Trainee é um dos programas Porta de Entrada da Vale e tem como objetivo preparar jovens para o mercado de trabalho. Com duração de um ano, o início da formação dos trainees selecionados está previsto para a segunda quinzena de junho de 2018. Durante o período de treinamento operacional, os profissionais receberão uma bolsa no valor de cerca de R$ 1.550,00, e benefícios como assistência médica, seguro de vida, transporte, vale alimentação, entre outros.

O que: Programa de Trainee em Operação de Mina
Quando: 2 a 11 de maio de 2018
Quantidade de vagas: 50
Como se inscrever: www.vale.com/oportunidades

Mineração

Vale desembolsou mais de US$ 902,7 milhões no Pará no primeiro trimestre

O projeto S11D, da Vale, alcançou 95% de avanço físico consolidado de janeiro a março deste ano, sendo composto pela conclusão da mina e 91% de avanço na logística.
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A produção de minério de ferro da Vale chegou a 82 milhões de toneladas no primeiro trimestre desse ano. Neste mesmo período, os desembolsos (custeio mais investimento) da empresa no Estado foram de mais de US$ 902,7 milhões, divididos entre as áreas de minério de ferro, manganês, cobre e níquel, entre outros.

Os investimentos socioambientais da Vale no Pará somaram mais de US$ 20,4 milhões no primeiro trimestre deste ano. Deste montante, US$ 9,9 milhões foram de investimentos sociais. Já os investimentos ambientais ultrapassaram os US$ 10,4 milhões.

Produção

No Sistema Norte, que compreende os complexos das minas de Carajás e S11D, a produção do minério de ferro foi de 40,6 milhões de toneladas, recorde para um primeiro trimestre, devido ao ramp-up de S11D, que teve sua contribuição positiva parcialmente compensada pelo impacto negativo de chuvas mais fortes em fevereiro de 2018 do que em fevereiro de 2017 (aumento de 18% no índice pluviométrico). O mix de vendas da Vale melhorou substancialmente ano contra ano, também como como resultado do S11D e da decisão de reduzir progressivamente a produção de minério de menor qualidade.

A produção global da Vale em cobre foi de 93,3 mil toneladas. Deste total, Salobo, que tem mina localizada em Marabá, alcançou 43,7 mil toneladas nos três primeiros meses deste ano. Já a mina do Sossego, localizada em Canaã, produziu 22,5 mil toneladas no mesmo período deste ano.

A produção de minério de manganês da Mina do Azul, em Parauapebas, foi de 234 mil toneladas no primeiro trimestre deste ano.

A Estrada de Ferro Carajás (EFC) movimentou 43,4 milhões de toneladas de minério de ferro e carga geral no primeiro trimestre de 2018. O minério de ferro foi o principal produto transportado pela ferrovia, totalizando 42,5 milhões de toneladas no período. O trem de passageiros registrou 83.197 passageiros nos primeiros três meses de 2018.

S11D

O projeto S11D (incluindo mina, usina e logística associada – CLN S11D) alcançou 95% de avanço físico consolidado de janeiro a março deste ano, sendo composto pela conclusão da mina e 91% de avanço na logística.

A duplicação da Estrada de Ferro Carajás alcançou 85% de avanço físico, com 542 Km duplicados, e junto com o ramp-up bem-sucedido do projeto da mina e planta do S11D, o volume de produção do primeiro trimestre alcançou mais do que a metade do volume produzido em 2017.

Foto: Ricardo Teles

Mineração

Vale inicia ano com recorde de vendas de minério de ferro para um 1º trimestre

No dia 25 de abril a Vale vai divulgar Relatório Financeiro do 1º Trimestre de 2018.
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O Relatório de Produção da Vale referente ao primeiro trimestre de 2018 (1T18) foi anunciado nesta segunda-feira, 16 de abril. O documento traz um panorama sobre as operações da empresa durante o período.

A produção trimestral de minério de ferro atingiu 82,0 Mt no 1T18, ficando 4,2 Mt e 11,4 Mt abaixo do 1T17 e 4T17, respectivamente, devido principalmente à decisão de reduzir a produção de minério de baixa qualidade. Isso reforça o posicionamento da Vale como produtor premium, resultando na maior realização de preços e melhor margem desde o 1T17.

A mineradora atingiu o volume recorde de vendas de minério de ferro e pelotas para um primeiro trimestre, chegando a 84,3 Mt. No primeiro trimestre de 2017, o volume foi de 77,9 Mt. O mix de vendas da Vale melhorou substancialmente ano contra ano, como resultado do rampup de S11D e da decisão de reduzir progressivamente a produção de minério de baixa qualidade.

Acesse o relatório completo clicando aqui.

Curionópolis

Operação da PF cumpre mandados de busca e apreensão em Curionópolis

Operação investiga grupo ligado à extração e ao processamento clandestino de manganês, no sudeste do Pará.
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Uma operação conjunta da Polícia Federal, Ibama e Agência Nacional de Minério deflagrada ontem (05) tenta desarticular um grupo ligado a extração e ao processamento clandestino de manganês no sudeste do Pará.

Na operação de ontem – que é um desmembramento da Operação Buriti-Sereno, ocorrida em setembro de 2015,  em ação conjunta da Polícia Federal, Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e Agência Nacional de Minério (ANM) –  foram cumpridos seis mandados de busca e apreensão em Curionópolis. O objetivo é desarticular um grupo ligado à extração e ao processamento clandestino de minério de manganês.

De acordo com a PF, a prática ilegal se expandiu tanto de 2015 pra cá, que um dos pontos de extração investigados já é considerado o terceiro maior do país.

Três pontos de extração clandestina de manganês e quatro plantas de britagem de minério extraído ilegalmente foram apreendidos na região conhecida como Sereno, que fica entre os municípios de Marabá, Parauapebas e Curionópolis.

Segundo a Polícia Federal e o Ibama, os danos causados ao meio ambiente pela operação irregular vão demorar mais de 50 anos para serem recuperados pela natureza, e o volume de minério extraído ilegalmente rendeu milhões de reais aos operadores.

Os investigados responderão pelos crimes de associação criminosa, extração, transporte e receptação de minério extraído sem autorização dos órgãos competentes e pelos delitos de natureza ambiental verificados. Ao todo as penas pelos crimes investigados podem alcançar mais de 20 anos.

A mineradora Vale é que tem a detenção do direito de lavra mineral dessa área não extrai nem beneficia o manganês na região. Segundo Juscelino Kubitschek Pereira da Silva, presidente da Cooperativa de Mineradores e Agronegócio de Curionópolis (Coomab), cerca de 500 pessoas trabalham na mineração ilegal de manganês na região. Segundo ele, as empresas envolvidas na mineração irregular já solicitaram à Mineradora Vale que esta ceda  o direito de exploração do manganês, mas até agora não tiveram nenhuma resposta da empresa.

O presidente da Coomab afirmou à reportagem que a operação da PF se deu em virtude de denúncia feita pela Vale, mas a informação não foi confirmada pelas autoridades que conduziram a operação.

Sobre a denúncia do presidente da Cooperativa de Mineradores e Agronegócio de Curionópolis é salutar informar que quando uma empresa adquiri um direito minerário, ela já investiu alguns milhões de Reais em pesquisas. Ceder o direito de lavra de presente para a Coomab em virtude da socialização solicitada pelo presidente vai contra os objetivos de uma empresa, que é dar lucro aos seus acionistas. Garimpeiros não lavram, garimpam! Assim, não têm nenhum projeto da retirada do minério, muito menos um plano de fechamento de lavra. No futuro, o passivo ambiental, se não houver denúncia, será do detentor do direito. Mesmo denunciando, quando for extrair terá que fazer as devidas compensações ambientais.

A Vale tem um projeto em Minas Gerais chamado Nine Minas, onde ela cede pequenas áreas de “minério de ferro” à pequenas empresas para que estas extraiam o minério dentro das mesmas condições ambientais feitas por qualquer empresa séria e compromissada. A Vale, assim como qualquer empresa séria, só pode ceder uma área se a empresa que vai receber tiver os mesmo critérios dela. E, nesse caso, há a necessidade de um alto investimento, o que os garimpeiros não têm. Quanto a justificativa do presidente (geração de empregos), no universo da atividade mineral 500 empregos é nada.

Na tarde desta sexta-feira, 6, pessoas ligadas à extração e ao processamento clandestino de manganês na região interditaram a PA-275, próximo a Curionópolis. A intenção é conscientizar as autoridades sobre o desemprego provocado pela operação que fechou as minas.