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Imprensa

Jornalista Julio Gama é o novo diretor de comunicação da Vale

Na Vale, ele espera reforçar ainda mais o retorno que a Vale dá para as regiões nas quais atua e para o país como um todo.

O jornalista Julio Gama é o novo diretor de Comunicação da Vale. Ele assumiu a pasta em 29 de novembro de 2017 e lidera uma equipe com mais de 60 profissionais distribuídos pela sede no Rio de Janeiro e pelos estados do Espírito Santo, Minas Gerais, Pará e Maranhão.

Julio Gama é formado em Jornalismo, com MBA em Negócios Internacionais. Foi repórter e editor-assistente do Estadão e diretor de Conteúdo do portal MyWeb. Passou um período nos Estados Unidos onde foi editor executivo da revista América Economia, então do grupo Dow Jones; diretor da prática de comunicação corporativa do Newlink Communications Group e teve sua própria agência. Também foi correspondente da Rádio Mega Brasil Online nos Estados Unidos, baseado em Miami. De volta ao Brasil foi diretor das Práticas de Corporate e Comunicação Financeira da Burson-Marsteller.

Em fevereiro de 2014 assumiu a Superintendência Executiva de Comunicação do HSBC Brasil onde permaneceu por quase três anos. Nesse período, ajudou a empresa a passar por uma CPI no Senado Federal e a lidar com os rumores e, em seguida, a confirmação da venda das operações do banco para o Bradesco. Em agosto de 2016 Julio Gama assumiu a Diretoria de Comunicação da Telefônica Brasil, ali permanecendo até novembro deste ano quando se transferiu para a Vale.

Na Vale, a maior empresa privada nacional, e que está presente em 33 países, distribuídos nos cinco continentes, Julio espera reforçar ainda mais todo o retorno que a Vale dá para as regiões nas quais atua e para o país como um todo.

Canaã dos Carajás

Agricultura em Canaã: alternativa econômica para vencer a crise

Após parcerias de sucesso, secretário faz balanço de 2017 e garante que o produtor rural estará ainda mais forte em 2018

A Secretaria Municipal de Desenvolvimento Rural traz consigo a árdua missão de fazer Canaã dos Carajás voltar às suas origens de município forte na produção do campo. A Terra Prometida já foi conhecida, antes das atividades minerárias, pela alta produção de leite e de produtos agrícolas. Com o tempo, a vertente econômica foi preterida, o minério ganhou espaço e a agricultura ficou esquecida.

No entanto, o fim do Projeto S11D trouxe consigo o fantasma do desemprego e a necessidade de se criar alternativas para a geração de renda ficou evidente. A produção rural, esquecida no tempo, renasceu das cinzas e ganhou força outra vez em Canaã. O ano de 2017 ficou marcado pelos bons números no campo. Entre os destaques, mais de 9 mil sacas de milho foram colhidas e cerca de 230 mil mudas de várias espécies foram produzidas no viveiro municipal. Somente o açaí teve mais de 50 mil mudas cultivadas durante o ano.

De acordo com o Secretário Municipal de Desenvolvimento Rural, Divino Sousa, os números são bastante positivos: “O viveiro tem produzido muito bem. O que eu acho mais importante é que as mudas produzidas têm tido um destino interessante: nós doamos mudas a produtores que apresentam projetos convincentes e para órgãos públicos parceiros. Até quero destacar que o açaí, pelo que percebo, é um mercado que está aberto, as pessoas descobriram isso e estão investindo. Há muitos projetos que a gente, além de doar a muda, também acompanha. É uma alternativa interessante, pois todo o açaí que é consumido aqui vem de fora.”

A pasta tem agido em parceria com algumas entidades locais, entre elas, a Agência Canaã é a principal. Juntos, os órgãos são os responsáveis por um projeto que atende atualmente 16 produtores de açaí. As ações de auxílio preveem o maquinário, mudas, assistência técnica e ainda qualificação dos produtores. Ainda em parceria com a Agência, a pasta também atendeu no ano passado 16 avicultores.

Outro projeto que ganhou imenso destaque foi a produção de codornas no município: ao todo, 20 criadores decidiram apostar na produção e já estão conseguindo obter bons resultados nas vendas.

De acordo com balanço da Secretaria, as máquinas públicas trabalharam, em média, 480 horas por mês no atendimento aos homens do campo. Entre os principais trabalhos, o apoio na produção de grãos, hortifrúti e também da mandioca.

Na pecuária, mais de 150 famílias foram contempladas com represas no ano que passou. Segundo o secretário, as prioridades foram atendidas: “Sabemos que nos últimos anos a estiagem foi maior; a demanda foi muito grande e nós procuramos atender quem já estava sem água na terra. Teve gente que foi obrigada a levar o gado para o pasto do vizinho, pois a sua terra já não tinha água para o gado beber. Desde 2013, já estamos trabalhando nisso e atendemos bastante gente. Esperamos que até 2020, final do mandato, todas as demandas sejam atendidas.”

Ainda segundo o gestor, os produtores foram agraciados com várias ações para o fortalecimento da terra em 2017: “Demos o apoio em vários momentos: na análise do solo e no transporte do calcário. Recebemos o apoio da Secretaria de Obras nisso e vamos continuar com essa ajuda nesse ano.”

Para 2018, o secretário afirmou que pretende continuar as ações e incentivar ainda mais o carro chefe da atual gestão, o Procampo. O projeto prevê o fortalecimento da produção agrícola municipal. Entre as ações do ano, o cultivo de alevinos é uma das maiores. Conforme explicou Divino, a Secretaria será a responsável por doar toda a estrutura para o produtor, desde os tanques para cultivo, até as bombas. Em contrapartida, o produtor será o responsável apenas pela mão-de-obra, energia, os próprios alevinos e também pela ração. De acordo com o planejamento da pasta, Divino disse esperar que mais pessoas sejam atendidas no atual ano em várias vertentes. Confira abaixo:

  • Fruticultura: Mais 20 famílias (Seleção dos agricultores, análise, adubação do solo e sementes.)
  • Horticultura: Mais 40 famílias.
  • Avicultura: Mais 10 famílias.
  • Apicultura: Mais 30 famílias.
  • Suinocultura: Mais 3 famílias.
  • Produção de grãos: Mais 100 famílias

Ainda em entrevista, o secretário citou algumas parcerias que deram certo no ano que se passou: “Tivemos a felicidade de conseguir boas parcerias no ano. Além da Agência Canaã, tivemos outras importantes: com a vigilância sanitária, conseguimos ajudar com a mão-de-obra de veterinários; com o Sindicato dos Produtores Rurais (SICAMPO), auxiliamos no apoio à cavalgada e na Expocanaã; já com a Adepará, nosso trabalho é de auxílio nas campanhas de vacinação, inspeção e coleta de frascos de agrotóxicos.”

Além destas, o gestor destacou outros trabalhos em conjunto:

  • Secretaria de Educação: Doação de mudas e orientação técnica; hortas nas escolas, mudas, semente e terra;
  • Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (EMATER): Palestras, cadastros, seleção de produtores;
  • Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA): Começa-se uma parceria na qualificação de produtores e visitas às propriedades;
  • Secretaria de Meio Ambiente: Mudas para nascentes e recuperação de Áreas de Preservação Permanente (APP). Arborização da cidade;
  • Secretaria de Obras: Transporte de calcário e terra para ações.

O retorno às origens rurais pode ser crucial para o desenvolvimento sustentável do município. A ideia é que se crie, através deste fortalecimento, uma cidade completamente independente da mineração: “O trabalho mineral vai passar, a agricultura precisa permanecer. É bom que a mineração brilhe, mas é importante que a agricultura também brilhe junto. Essa é uma alternativa econômica para vencer a crise. Tenho certeza que nossos produtores serão ainda mais fortes em 2018” concluiu Divino.

Artigos

Com a receita em alta, é hora de Parauapebas decolar rumo ao futuro?

Com as novas alíquotas da Cfem, Parauapebas terá um período de bonança financeira. Mas estamos preparados para isso?

O Senado Federal aprovou ontem (22) a Medida Provisória 789/2017, que havia sido aprovada pela Câmara dos Deputados na noite anterior. A rapidez no encaminhamento da MP ao Senado e a presteza do presidente Eunício Oliveira (PMDB-CE) em colocá-la imediatamente na pauta para ser votada mostra a eficiência do trabalho realizado em Brasília por prefeitos, vereadores e congressistas municipalistas.

De Parauapebas vieram quatro ônibus lotados de pessoas interessadas na aprovação da matéria. Isso fez uma diferença danada, principalmente quando esse pessoal todo estava nas galerias da Câmara, aplaudindo, pressionando e mostrando aos deputados o interesse dos municípios na aprovação. Graças a Deus saímos vencedores e os municípios, doravante, terão mais recursos para investir na melhoria da qualidade de vida da população“, disse o prefeito de Parauapebas, um dos principais articuladores para que a Medida Provisória fosse aprovada.

Já o presidente da Câmara Municipal de Parauapebas, vereador Elias da Construforte disse que a aprovação da MP 789  foi uma vitória de toda classe política e dos movimentos sociais dos municípios mineradores.  “Não posso deixar de agradecer, em primeiro lugar a Deus, e à mobilização do prefeito Darci Lermen e de toda sua equipe, além do apoio do senador Jader Barbalho, de fundamental importância para aprovação da medida provisória”, destacou Elias, avaliando a mobilização rumo a Brasília como um movimento que ficará na história dos municípios mineradores ou impactados pela mineração.

É bom esclarecer que as novas alíquotas aprovadas para a Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais (Cfem) serão retroativas a 1º de agosto de 2017, já que a Medida Provisória foi editada no final de julho de 2017. No caso específico de Parauapebas, a Vale, principal mineradora do município, não vinha efetuando o repasse conforme estabelecia a Medida Provisória. Apesar de ter sido notificada pela Secretaria de Fazenda de Parauapebas, a mineradora informou que só faria os repasses após a aprovação da matéria no Congresso Nacional.

No final deste texto o leitor poderá conhecer a íntegra da Medida Provisória, suas emendas e novas alíquotas, conforme texto enviado à Presidência da República para sanção.

Outro assunto que merece ser destacado no texto enviado para sanção é a distribuição dos recursos. Os deputados se empenharam em fazer com que a MP 789 fizesse justiça a municípios que, apesar de não minerários, são impactados direta ou indiretamente pela exploração mineral, o que trará a estes uma maneira de serem, também, compensados financeiramente.

Sem dúvidas, não só as novas alíquotas da Cfem, mas a normatização da mineração no Brasil impostas pela MP 789 trarão mais recursos aos municípios. Alguns destes municípios vinham capengando financeiramente e esse upgrade nas contas em suas contas levarão melhor condições de vida para a população.

Todavia, apesar do arrocho financeiro pelo que passam os municípios, seria salutar usar esses novos recursos na busca de novas fontes de renda nos municípios minerários. Todos sabemos que a mineração é finita. É preciso que os legislativos desses municípios busquem imediatamente formas de aplicar esses recursos no sentido de encontrar novas matrizes econômicas, gerando emprego e melhorando a educação e a saúde.

É preciso que haja responsabilidade por parte dos gestores no gasto desses recursos e, principalmente, sabedoria por parte dos vereadores, os fiscais do povo, nesse controle.

É preciso dizer, também, que a Vale não é inimiga de Parauapebas. Apesar de quase sempre protelar na justiça antes de repassar o que lhe é cobrado, temos que analisar a mineradora como empresa e lembrar o que disse o Barão de Mauá, ainda no século XIX:

O melhor programa econômico de governo é não atrapalhar aqueles que produzem, investem, poupam, empregam, trabalham e consomem.”

Ter a Vale como aliada é importante para Parauapebas. Nossos vereadores e nosso prefeito têm consciência disso, apesar de alguns deles preferirem ficar nos discursos demagógicos. Trazer a mineradora para o debate, assumindo cada um sua parcela de responsabilidade na condução do município ao futuro certamente fará de Parauapebas uma gigante. Conciliar é sempre a melhor solução!

Mineração

Vale emite nota sobre a paralisação do Projeto Onça Puma, em Ourilândia do Norte

Vale informa que está cumprindo a decisão judicial da 5ª Turma do Tribunal Regional da Primeira Região ( TRF-1ªR) e que irá recorrer da decisão.

Em relação à matéria publicada hoje no Blog sobre a paralisação, pela justiça, do Projeto Onça Puma, em Ourilândia do Norte, sudeste do Pará, a Mineradora Vale enviou a seguinte nota:

“A Vale informa que está cumprindo a decisão judicial da 5ª Turma do  Tribunal Regional da Primeira  Região ( TRF-1ªR), que determina a paralisação da “atividade de mineração” em Onça Puma, e está recorrendo dessa decisão por considerar que toda a atividade é licenciada e fiscalizada pelo órgão licenciador competente (SEMAS/PA), atendendo as medidas mitigadoras e compensatórias.

A Vale juntou diversos laudos de empresas técnicas e de profissionais de elevado conhecimento, indicando que não há relação entre os elementos dissolvidos na água e alegados problemas de saúde com a atividade de mineração de Onça Puma, o que foi ratificado pelos técnicos da SEMAS/PA que emitiram laudo neste sentido”.

Mineração

Buritirama anuncia sinterização de manganês em Marabá

O projeto prevê a criação de 400 empregos diretos na implantação que deverá durar 16 meses e 100 diretos quando as operações iniciarem, fora os empregos indiretos na prestação de serviços.

A Mineração Buritirama, empresa que pertence ao grupo Bonsucex, pretende instalar uma planta de sinterização de manganês em Marabá (PA), onde possui uma mina. A empresa se reuniu na terça-feira (12) com o secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, Mineração e Energia, Adnan Demachki, e pediu apoio do Estado para viabilizar o negócio.

O diretor da mineradora, Endrigo Perteffi, se reuniu também com a diretora de Mineração e Transformação Mineral da Sedeme, Marily Germano, e falou sobre o interesse da empresa em implantar a planta de sinterização em Marabá.

De acordo com Demachki, o governo do Pará tem interesse em apoiar os empreendimentos que busquem a verticalização e a criação de empregos na região.

“O Estado vai sim apoiar a empresa, em especial a qualificação de mão de obra da região, através do Pará Profissional, da Sectet (Secretaria de Ciência, Tecnologia e Educação Técnica e Tecnológica) para que a mão de obra local seja contratada e vamos trabalhar também na orientação e apoiamento da empresa para a obtenção das licenças ambientais”, afirmou o titular da Sedeme.

Segundo a secretaria, o projeto prevê a criação de 400 empregos diretos na implantação que deverá durar 16 meses e 100 diretos quando as operações iniciarem, fora os empregos indiretos na prestação de serviços. A Buritirama comercializa seus produtos, nos mercados nacional e internacional, que tem em seu processo de beneficiamento mineral a utilização apenas água como agente para a concentração dos minérios de manganês.

A Buritirama produz anualmente 150 mil toneladas de manganês e prevê também a duplicação da produção, para 300 mil toneladas/ano, além da planta de sinterização ora em debate com o Governo do Estado. Segundo o website da Mineração Buritirama o pátio de estocagem de minério da empresa tem capacidade para armazenar 200 mil toneladas.

A sinterização é um processo no qual o minério compactado é submetido a temperaturas elevadas, criando uma alteração na estrutura microscópica do elemento base. Sua finalidade é obter uma peça sólida coerente. Com informações da Sedeme.

Interdição

Integrantes do MAM interditam a Rodovia Faruk Salmen, em Parauapebas

Atualmente o MAM se organiza em nove estados (Bahia, Ceará, Goiás, Maranhão, Minas Gerais, Pará, Piauí, São Paulo e Tocantins), mais o Distrito Federal.

Integrantes do MAM – Movimento pela Soberania Popular na Mineração  –  interditam desde às primeiras horas desta quinta-feira a rotatória da Palmares 1 na Rodovia Faruk Salmen, que dá acesso ao projeto Salobo, em Parauapebas. Segundo a direção do movimento, que teve início em 2012, no Pará, eles reivindicam o retorno das discussões das pautas já previamente agendadas com a Prefeitura Municipal de Parauapebas, entre elas:

1° – Frente de trabalho, criada pela gestão pública.

2° – Criação da casa do trabalhador.

3°  – Criação da coordenadora de trabalho emprego e renda no município.

4° – Criação do projeto que debata com os empreendimentos que se instalam no município para contratação de mão de obra local.

5° – Retomada das pautas de negociação de melhorias das comunidades de Palmares Sul e Palmares II.

6° – A contratação de mão de obra local pelas empresas Tabocas.

7° – O MAM – propõe a criação de um fundo através do CFEM, para a criação de novas matrizes econômicas para o município.

Uma longa fila de veículos já se forma no local. Segundo o movimento, não há previsão para que a interdição termine. Atualmente, o MAM se organiza em nove estados (Bahia, Ceará, Goiás, Maranhão, Minas Gerais, Pará, Piauí, São Paulo e Tocantins), mais o Distrito Federal.

 

Mineração

Deputado Gesmar Costa diz que mineradoras fazem manobra para pagar menos tributos

O Brasil deixou de arrecadar dois bilhões de dólares, por ano, por falta de fiscalização e controle das exportações de minério de ferro, afirma o deputado.

Durante a sessão legislativa dessa quarta-feira (09), o deputado Gesmar Costa, ao usar a tribuna, questionou o aumento de tributação para a população, justificada pelos governos pela necessidade de incremento de receitas, enquanto grandes empresas, como as mineradoras, prejudicam o caixa do país ao burlar a legislação e pagar menos impostos.

“Enquanto estamos discutindo o arrocho fiscal, do aperto em aumentar receita, a gente encontra alguns paradoxos nisso, quero destacar um deles. O Brasil deixou de arrecadar dois bilhões de dólares, por ano, por falta de fiscalização e controle das exportações de minério de ferro, estrela da nossa pauta de vendas e de exportação. Isso é o que aponta o estudo feito pela Rede Latino Americana sobre Dívida, Desenvolvimento e Direitos, em parceria com o Instituto de Justiça Fiscal. O levantamento apontou superfaturamento de 39 bilhões nos embarques de matéria prima, entre 2009 e 2015”, informou o deputado.

“Só minério de ferro, nosso produto, foi responsável por 7,5% da receita de exportação em 2015, segundo dados do Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM). De acordo com a diretora administrativa e auditora da Receita da Federal, Maria Regina Paiva Duarte, o mecanismo usado para burlar a tributação consiste em vender o minério por um preço mais baixo para uma mesma empresa do grupo exportador, mas localizada em paraísos fiscais ou em países em que a tributação é menor, em seguida o produto é vendido novamente, mas já no preço de mercado, para uma terceira empresa do mesmo grupo. Olha como é feita a manobra, em geral, a mercadoria é vendida à um desses territórios, ao preço menor, mas a entrega é em outro país”, relatou Gesmar Costa em seu discurso.

“A mineradora Vale, por exemplo, tem uma empresa na Suíça, o minério é vendido para lá mas é entregue na China, a perda de tributação se dá a partir dessa venda, por preço inferior, o que reduz os lucros tributáveis no Brasil. Gostaria que essa fala chegasse até os secretários estaduais do Pará, senhor Adnan, [titular da secretaria estadual de desenvolvimento econômico, mineração e energia], e do doutor Nilo, da Secretaria de Fazenda, temos que tomar providencias quanto à isso, o que se percebe é que parece que não querem mexer nas grandes empresas, não querem taxar as grandes fortunas, e aí fica muito fácil você querer aumentar imposto de renda, você taxar energia, aumentar preço de combustíveis, fica muito fácil o governo operar dessa maneira”, afirmou o deputado.

Na finalização do seu discurso, Gesmar Costa destacou a importância do Pará no cenário nacional quando a pauta é mineração, e provocou o Parlamento no sentido de acompanhar todos os assuntos que impactam diretamente a receita do Estado, “temos que ficar muito atento à essas medidas provisórias que estão sendo editadas, principalmente a relacionada à Cfem, que requer um estudo maior, não está certo. Fico muito triste quando os deputados federais questionam o fato de nós, da Alepa, termos realizado audiências públicas para discutir a Lei Kandir, muitos dos nobres deputados federais nos criticaram dizendo que esse trabalho é prerrogativa deles, eu sei disso, mas estamos levantando informações para subsidiar a decisão deles. Tanto o código tributária quanto à Lei Kandir estão sendo discutidos por força judicial e não pelo Congresso, já que ele foi incompetente para legislar sobre a matéria”. (assessoria de Imprensa)

Cultura

Projeto “Imerys Cultura e Sustentabilidade” leva teatro, cinema e oficinas de reciclagem ao Pará

Iniciativa tem por objetivo democratizar o acesso à cultura e, por meio dela, incentivar a conscientização ambiental e a preservação do planeta

Criado com o objetivo de democratizar o acesso à cultura e estimular a conscientização sobre a importância de preservar o meio ambiente, o projeto Imerys Cultura e Sustentabilidade levará espetáculos teatrais, exibição de filmes, palestras e oficinas culturais e de conscientização ambiental a dois municípios paraenses: Barcarena e Ipixuna do Pará. A iniciativa terá duas etapas. A primeira será realizada a partir desta terça-feira (11) e segue até o dia 21 deste mês, e a segunda em setembro. Todas as apresentações são gratuitas e ocorrem em uma grande arena itinerante, com um palcomóvel e estrutura para receber 250 pessoas por apresentação.

A programação de julho prevê apresentações teatrais, exibições de filmes, palestras e oficinas de reciclagem. O projeto é coordenado pela Magma Cultura e patrocinado pela Imerys, por meio da Lei de Incentivo à Cultura do Ministério da Cultura. Em Barcarena, o Palcomóvel ficará em Vila do Conde e em Ipixuna do Pará, na comunidade Vila Canaã.

No palco, duas companhias de teatro vão animar o público. A Casa do Bispo Atelier encena “Era uma vez …Dom Quixote”, que tem como atração extra, além do texto divertido e da dança, o resgate de clássicos do cancioneiro infantil. Já o Circo Fool apresenta “Circo Reciclado”, que aborda a importância da preservação da água e da mobilização de todos para mudar o mundo. “Selecionamos as atrações através de uma chamada pública. Isso possibilitou contarmos com duas companhias que têm grande experiência nesse tipo de apresentação e conquistam a plateia, geralmente formada por crianças e jovens, ao usar muita interatividade e bom humor”, diz o produtor Jefferson Bevilacqua, da Magma Cultura.

O teatro é a atração principal do projeto. Mas os participantes também vão acompanhar oficinas e palestras sobre consumo consciente, geração e seleção do lixo, aproveitamento de alimentos e redução do desperdício. As oficinas de reciclagem e as palestras de conscientização serão ministradas pelo grupo Casa 11.

Para Juliana Carvalho, Coordenadora de Comunicação & Relações com as Comunidades da Imerys, difundir a cultura é levar educação ambiental e conscientização para as comunidades. “Acreditamos que a cultura seja um excelente meio para levar informações sobre o respeito ao meio ambiente à crianças e jovens. A realização desse projeto oferece a oportunidade de participar de atividades divertidas e, ao mesmo tempo, apoiar uma geração a disseminar e a praticar o desenvolvimento sustentável”, afirma Juliana.

Programação

Barcarena / Vila do Conde: Espaço Cultural de Vila do Conde, a partir das 8h30.

11/7
8h30 – “Dom Quixote” – Casa do Bispo Atelier
9h30 – “Circo Reciclado” – Circo Fool
14h – “Dom Quixote” – Casa do Bispo Atelier
15h -“Circo Reciclado” – Circo Fool
19h30 – Sessão de cinema

12/7
8h30 – “Dom Quixote” – Casa do Bispo Atelier
9h30 – “Circo Reciclado” – Circo Fool
14h – “Dom Quixote” – Casa do Bispo Atelier
15h -“Circo Reciclado” – Circo Fool
19h30 – Palestra de conscientização

13/7
8h30 – “Dom Quixote” – Casa do Bispo Atelier
9h30 – Oficina de reciclagem
14h -“Circo Reciclado” – Circo Fool
15h – Oficina de reciclagem
19h30 – Palestra de conscientização

14/7
8h30 – “Dom Quixote” – Casa do Bispo Atelier
9h30 – “Circo Reciclado” – Circo Fool

Ipixuna do Pará / Vila Canaã: Em frente ao Galpão do Agricultor, a partir das 8h30.

18/7
8h30 – “Dom Quixote” – Casa do Bispo Atelier
9h30 – “Circo Reciclado” – Circo Fool
14h – “Dom Quixote” – Casa do Bispo Atelier
15h -“Circo Reciclado” – Circo Fool
19h30 – Sessão de cinema

19/7
8h30 – “Dom Quixote” – Casa do Bispo Atelier
9h30 – “Circo Reciclado” – Circo Fool
14h – “Dom Quixote” – Casa do Bispo Atelier
15h -“Circo Reciclado” – Circo Fool
19h30 – Palestra de conscientização

20/7
8h30 – “Dom Quixote” – Casa do Bispo Atelier
9h30 – Oficina de reciclagem
14h -“Circo Reciclado” – Circo Fool
15h – Oficina de reciclagem
19h30 – Palestra de conscientização

21/7
8h30 – “Dom Quixote” – Casa do Bispo Atelier
9h30 – “Circo Reciclado” – Circo Fool

Sobre a Imerys

Há mais de 20 anos presente no Pará, a Imerys é a mineradora que atua com caulim no Estado. Detentora da maior planta de beneficiamento do minério no mundo, a Imerys faz parte de um grupo francês que está presente em cerca de 50 países. No Pará, a empresa possui duas minas no município de Ipixuna do Pará, além de uma planta de beneficiamento e um porto próprio em Barcarena.

Desde 2012, a empresa desenvolve diversos projetos sociais que têm por objetivo levar saúde, educação, geração de renda e qualidade de vida para as comunidades dos municípios onde atua. O principal projeto social, Casa Imerys, possui três unidades físicas no Estado e já beneficiou mais de 10 mil pessoas, entre crianças, jovens e idosos, com atividades como reforço escolar, cursos de qualificação profissional, atendimento odontológico e oftalmológico, aulas de balé, karatê, hidroginástica, artesanato, entre outros.