Internet de qualidade é WKVE Liga você ao mundo!
Marabá

Ministro do Planejamento faz visita informal a Marabá

O ministro Dyogo Henrique de Oliveira é natural de Araguaína, no Tocantins, e conhece de perto a realidade da força econômica da região.

Na manhã desta quarta feira, dia 9, o prefeito de Marabá, Sebastião Miranda recebeu a visita do Ministro do Planejamento Dyogo Henrique de Oliveira. No encontro estavam presentes, além do prefeito e do vice Toni Cunha, os secretários de Planejamento do Município Karan El Hajjar, de Indústria e Comércio Ricardo Pugliese, do Procurador Geral do Município Absolon Mateus, do chefe de Gabinete, Walmor Costa e do presidente da Associação Comercial e Industrial de Marabá, Ítalo Ipojucan.

O encontro, que teve caráter informal, objetivou alinhar as ações futuras entre prefeitura e ministério para atração de projetos de desenvolvimento da economia regional. O ministro Dyogo Henrique de Oliveira é natural de Araguaína, no Tocantins, e conhece de perto a realidade da força econômica da região.

Pará

Governo financiará setor energético e projetos de infraestrutura urbana na região Norte‏

Decisões foram tomadas em reunião do Conselho Deliberativo da Superintendência de Desenvolvimento da Amazônia, nesta segunda-feira (18).

O financiamento a pequenas centrais hidrelétricas, parques eólicos e centrais fotovoltaicas, pelo Fundo Constitucional de Financiamento do Norte (FNO), e o investimento em projetos de infraestrutura urbana, pelo Fundo de Desenvolvimento da Amazônia (FDA), foram aprovados nesta segunda-feira (18), durante a 15ª Reunião Ordinária do Conselho Deliberativo da Superintendência de Desenvolvimento da Amazônia (Condel – Sudam), em Belém (PA). Com a decisão, o FNO passa a financiar até 60% do investimento total de empreendimentos voltados à geração de energia por aproveitamento das fontes de biomassa, pequenas centrais hidrelétricas, parques eólicos e centrais fotovoltaicas. Já no setor de infraestrutura urbana, a partir de agora será possível abrir financiamentos para a implantação de Centros Administrativos voltados à prestação de serviços aos cidadãos ofertados pelo poder público. Para ter acesso aos recursos é preciso que o projeto obedeça aos princípios de sustentabilidade.

O ministro da Integração Nacional, Helder Barbalho, presidiu a reunião do Condel e defendeu que a Sudam, os governos estaduais e organizações trabalhem de forma integrada na busca por mais desenvolvimento da Amazônia. “Nós estamos aqui em favor Brasil, dos nossos estados e da nossa região. Todos temos uma bandeira única, que é o desenvolvimento da Amazônia. E o papel do Ministério da Integração Nacional, da Sudam e desse Condel contam com a deliberação de todos os governadores dos estados. Portanto, as decisões são coletivas, colegiadas e legitimadas”, explica.

De acordo com o superintendente da Sudam, Paulo Roberto Correia da Silva, o órgão administra o Fundo de Desenvolvimento da Amazônia (FDA), que disponibilizou recursos de aproximadamente R$ 4 bilhões para financiamentos nos últimos nove anos. “Esses recursos geraram investimentos de cerca de R$ 21 bilhões. Neste período, mais de R$ 16,5 bilhões já foram injetados no setor produtivo, cerca de 1,9 mil incentivos fiscais foram concedidos e mais de 100 mil empregos diretos e indiretos”. O superintendente ressalta que o Ministério da Integração Nacional criou o Grupo de Trabalho para o Desenvolvimento da Amazônia, com objetivo de ampliar ainda mais esses investimentos. “Em menos de um mês, esse grupo já apresentou significativos resultados para o desenvolvimento da região”, completa.

Após as discussões e deliberações do Condel, os participantes também aprovaram a criação de um Fórum Permanente para discutir os entraves para o desenvolvimento da região, em especial os prazos para a obtenção de licenças ambientais. O ministro Helder assumiu o compromisso de levar a pauta à presidência do Ibama e voltar a se reunir na Sudam no próximo dia 04 de agosto com os secretários estaduais de meio ambiente da Região Norte.

Condel-Sudam

O Condel é responsável pelo desenvolvimento inter e intra regionais e prioriza a aplicação de políticas públicas voltadas para a promoção da economia e aplicação de incentivos e benefícios fiscais e financeiros.

A próxima reunião do Conselho será no dia 11 de agosto, com o objetivo de votar as proposições que tiveram pedido de vistas: a aprovação da Política de Desenvolvimento Industrial da Amazônia Legal (PDIAL), elaborada sob um contexto de parcerias com os agentes regionais e com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC); e a atualização do Plano Regional de Desenvolvimento da Amazônia (PRDA), desenvolvido pela Sudam e que traz novos objetivos e programas relacionados ao desenvolvimento da região.

Além do ministro da Integração Nacional, Helder Barbalho, e do superintendente da Sudam, Paulo Roberto Correia da Silva, a reunião contou com a presença do secretário nacional de Fundos Regionais e Incentivos Fiscais, Djalma Bezerra Mello; dos vice-governadores do Acre, Amapá, Amazonas, Rondônia, Pará, Roraima e Tocantins; de representantes do Banco da Amazônia; das Confederações Nacionais da Agricultura, do Comércio, dos Municípios, dos Trabalhadores no Comércio e dos Trabalhadores na Agricultura; e da Federação das Indústrias no Estado de Mato Grosso.

Ministra Interina do Ministério do Desenvolvimento Agrário visita o Pará nesta quinta-feira 7

image

A visita  da  Ministra interina do Desenvolvimento Agrário, Maria  Fernanda Ramos Coelho, que cumprirá agenda nesta quinta-feira .

  • 09h00 – Visita ao Campus da Universidade Federal do sul e sudeste do Pará – Unifesspa.
  • 10h30 – Visita ao Memorial dos Mortos no Massacre de Eldourado dos Carajás (Curva do S).
  • 11h00 –  Visita ao Projeto de Assentamento  17 de Abril (Fazenda Macaxeira).
  • 15h00 – Visita ao Projeto de Assentamento Lourival Santana II (Fazenda Peruano).

A ultima vez que  um Ministro do Desenvolvimento Agrario teve  na
região foi em abril de 2015 conforme matéria do Blogger (http://www.zedudu.com.br/?p=44341)

    Marabá

    Kátia Abreu estará em Marabá nesta quinta-feira (25) para divulgar ações do Ministério da Agricultura

    O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e a Prefeitura Municipal de Marabá promovem encontro com a  Ministra Kátia Abreu e diretores da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e da Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac), nesta quinta-feira, dia 25 de junho de 2015, no Parque de Exposições “José Francisco Diamantino”, em Marabá.

    Na ocasião estarão em pauta:

    • 1- Divulgação do Plano Safra, Classe Média Rural.
    • 2- MATOPIPA. Programa envolvendo os Estados (MA, TO, PI, PA)
    • 3- As principais ações do MAPA na sua gestão

    Programação

    • 10h – Reunião com os 39 prefeitos e secretários de agricultura.
    • 12h – Reunião com sindicatos rurais e demais órgãos.
    • 13h30 – Almoço

    Pará

    Ministro do Trabalho visita o Pará e elogia Estado pela geração de emprego

    Da Agência Pará de Notícias

    O Ministro do Trabalho e Emprego, Manoel Dias, esteve em Belém, nesta quinta-feira, 26, para cumprir agenda do governo federal no Pará. Ele foi recebido no Palácio dos Despachos pelo governador Simão Jatene; pelo deputado estadual e presidente da Assembleia Legislativa do Pará, Márcio Miranda; Heitor Pinheiro, titular da Seaster (Estado de Assistência Social, Trabalho, Emprego e Renda); pelo deputado estadual Miro Sanova e pelo prefeito de Ananindeua, Manoel Pioneiro.

    “Nós tivemos a assinatura de uma ordem de serviço para a recuperação da nossa Superintendência, inauguração da agência de atendimento aos trabalhadores, lançar o agendamento eletrônico e a carteira digital online, além da visita ao senhor governador Simão Jatene. O Governo do Pará é um parceiro importante e essas parcerias são indispensáveis para que tenhamos o resultado que nós precisamos”, disse o Ministro.

    O governador do Estado aproveitou a oportunidade para falar sobre a importância da qualificação profissional da mão de obra paraense. “A nossa conversa teve dois desdobramentos. O primeiro deles que é questão da qualificação profissional. O Pará cada vez mais se consolida como um Estado que atrai investimento de grande porte e, como tal, precisa ter uma atenção e um cuidado muito especial com a questão da qualificação profissional. Para que, sobretudo, possa se ter geração de emprego e renda, mas que esse emprego e renda tenham uma remuneração melhor e atenda às necessidades da população do Estado do Pará”, diz o governador.

    “A segunda é uma preocupação particular nossa, um ciclo onde em determinado momento eles absorvem muita mão de obra e depois quando terminam os projetos eles acabam por dispensar essa mão de obra. Que se pense em programas, que tenham o cuidado de dar uma atenção para esses trabalhadores, que se deslocam para o Pará – normalmente em busca de uma oportunidade de trabalho – durante o ciclo expansivo dos projetos eles conseguem emprego, mas eles não podem após a conclusão do projeto ficar sem algum tipo de perspectiva. Então é uma coisa que a gente já está discutindo com a nossa secretaria e evidentemente conversamos com o ministro no sentido de juntar esforços para solucionar problemas desse tipo”, detalha Simão Jatene.

    O Ministro também falou sobre a qualificação profissional e falou da importância do Pará, já que o Estado foi o que obteve maior saldo positivo de empregos no ano de 2014. “Nosso desafio maior é a qualificação profissional e queremos firmar com os Estados e municípios parcerias buscando ampliar cada vez mais. Principalmente no Pará que é um Estado que cresce muito, pois há a perspectiva de instalação de plantas industriais de grande porte, por isso a qualificação é fundamental”, detalha o Ministro.

    “No ano passado, o Pará foi o Estado que mais gerou empregos na Região Norte e claro que isso nos leva a trazer para cá mais ações. O Governador já manifestou interesse, nós já temos parcerias históricas com o SINE (Sistema Nacional de Empregos) e nos queremos melhorá-la, ampliá-la e fazer com que o Pará seja cada vez mais beneficiado esses investimentos na área da inovação”, declara Manoel Dias.

    “O Pará tem uma posição de destaque em nível nacional no que se refere tanto a questão de captação como postos de trabalho. Acredito que se deve a um cenário extremamente positivo que vem sendo construído ao longo dos anos e com uma possibilidade de afirmação do nosso crescimento nos últimos anos. Isso com certeza nos diferencia no cenário nacional”, afirmou o secretário Heitor Pinheiro.

    Pará

    Ministro Helder Barbalho assina convênio para modernização do Mercado de Peixe de Vigia

    O investimento do Ministério da Pesca e Aquicultura da ordem de R$1,5 milhão, vai possibilitar a oferta de melhores condições de trabalho tanto para quem descarrega quanto para quem compra o pescado

    IMG_7382O ministro da Pesca e Aquicultura, Helder Barbalho, esteve ontem (10), no município de Vigia de Nazaré, nordeste do Estado. Junto com o prefeito da cidade, Mauro Alexandre, o ministro assinou o convênio  para modernizar e adequar o Mercado de Peixe no município. Helder esteve acompanhado do Secretário de Infraestrutura e Fomento do MPA, Eloy de Sousa, do diretor de pesca industrial do Ministério, Mutso Asano Filho, o senador Paulo Rocha, além dos deputados federais Simone Morgado, Beto Faro e Eder Mauro, os deputados estaduais Ozorio Juvenil, Francisco Melo (Chicão) e Soldado Tercio prefeitos e vereadores da região. O investimento do MPA da ordem de R$1,5 milhão, vai possibilitar a oferta de melhores condições de trabalho tanto para quem descarrega quanto para quem compra o pescado.

    Segundo o prefeito Mauro Alexandre, a Prefeitura começou a desenvolver o projeto e o Ministério da Pesca e Aquicultura atendeu de imediato o pedido. “A assinatura do convênio é de grande importância para toda a população vigiense, porque vamos fazer com que o município, que logo irá completar seus 400 anos, ganhe realmente um Mercado estruturado dentro de uma cidade que é um dos maiores polos pesqueiros do Pará. A modernização do Mercado, sem dúvida, irá reforçar e otimizar a cultura da pesca local”, afirmou. Vigia é um dos maiores entrepostos pesqueiros do Estado, a 100 quilômetros da capital, o município recebe diariamente toneladas de pescado que chegam do alto-mar e abastecem não só o Pará, mas também Estados como Maranhão e Pernambuco. Para Nilson Roberto, que trabalha há mais de 40 anos no local, a reforma já era um sonho antigo de todos os pescadores. Este mercado faz mais de 60 anos que foi construído e já estava na hora de receber melhorias. É muito gratificante saber que logo vamos ter um espaço digno de trabalho”, disse o pescador emocionado. Esta é a primeira visita do ministro em seu Pará após ter assumido a pasta do MPA, há cerca de uma semana atrás. Helder visitou as instalações do mercado e foi bem recebido pelos moradores locais.

    O comerciante Jefferson Rodrigues, 45 anos, relatou que se sente honrado em receber um ministro em sua cidade e  principalmente por ele ser do Pará. “Me sinto valorizado, e tenho certeza que minha cidade também em receber um ministro do Pará, ainda mais vendo de perto que ele está de fato preocupado com as melhorias do nosso Estado. Minha expectativa é que ele continue trabalhando pelo nosso país e principalmente pelo Pará”. Em seu discurso, o ministro destacou a importância da valorização da pesca em Vigia.

    “É uma grande satisfação logo na primeira semana à frente do Ministério da Pesca e Aquicultura poder trazer recursos pro meu Estado e atender um pleito antigo do município de Vigia, que acabada de completar 399 anos. O mercado da segunda cidade em produção pesqueira do Pará necessitava desta reforma. Sem duvida alguma será um grande beneficio para garantir condições de higiene sanitária, e a cima de tudo um ambiente de abastecimento para aqueles que vivem da pesca e cuidam de toda esta região do salgado”, afirmou o ministro.

    Ministro reúne com setor pesqueiro em Bragança/PA

    O ministro da Pesca e Aquicultura, Helder Barbalho, esteve em Bragança, nordeste do Pará, no último sábado, 10, para reunião com pescadores, armadores e representantes do setor. O ministro assinou a instrução normativa prorrogando por um ano o prazo para adequação do armazenamento ideal para o transporte do caranguejo, entregou 52 permissões alternativas para a pesca de espécies restritas e dialogou com a classe. A cerimônia ocorreu no auditório Instituto Federal do Pará (IFPA).

    IMG_7231A assinatura da instrução normativa vai prorrogar por um ano o prazo para a exigência definitiva do uso de basquetes plásticas com esponjas humedecidas para armazenamento do caranguejo. Com a formalização, os exportadores terão mais 12 meses para se adequar aos moldes estabelecidos legalmente, e assim garantir melhor o aproveitamento do produto no momento do transporte. “Quem não utiliza as basquetes plásticas chega a ter 40% do produto deteriorado, dependendo da distância do traslado”, explicou o secretário de Infraestrutura e Fomento do MPA, Eloy de Sousa.

    A segunda ação foi a entrega de 52 permissões alternativas para a pesca de espécies restritas, como a cavala, o beijupirá, o dourado e a arabaiana, aos pescadores de pargo, que enfrentarão o defeso da espécie até o dia 1º de maio. “A entrega dessas autorizações representa o sustento de muitas famílias. Acreditamos que este tenha sido o primeiro passo dado ao nosso favor nesse momento tão difícil para toda a classe pesqueira”, desabafou Maurílio Santiago, proprietário da embarcação Maurílio Filho.

    PORTARIA 445

    A maior expectativa do setor, a portaria 445/ 2014, que proíbe a captura, transporte, armazenamento, guarda, manejo, beneficiamento e comercialização de 475 espécies extinção durante dois anos, foi questionada pela representante da Associação dos Armadores de Bragança, Tanize Gomes. “A pesca representa aproximadamente 40% da produção econômica do município, por isso precisamos de uma resposta que nos dê algumas perspectiva. Portanto, é necessário que esta situação seja revista o quanto antes”, argumentou.

    Em resposta aos questionamentos, o ministro explicou que os Ministérios da Pesca e Aquicultura e do Meio Ambiente vão criar um grupo de trabalho, composto por oito integrantes, quatro de cada ministério, para avaliar a portaria. “Ao me deparar com este problema, fui imediatamente dialogar com todos os atores do setor, como estou aqui dialogando com vocês. Cada caso será estudado, observando os impactos ambientais, econômicos e sociais da adesão à portaria. Daremos prioridade para buscar a legalidade de acordo com cada caso e situação”, disse o ministro.

    MST ocupa fazenda de transgênicos em protesto contra Kátia Abreu

    Em mais um sinal de protesto contra a condução do governo Dilma Rousseff para a direita, em uma clara demonstração de apoio ao agronegócio após indicar a senadora Kátia Abreu (PMDB-TO) para o Ministério da Agricultura, o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) mantinha, nesta segunda-feira, a ocupação a uma fazenda de cultivo de milho no interior do Rio Grande do Sul.

    MST-Katia Abreu

    Considerando-se efetivada no cargo, porém, a senadora ligada aos ruralistas já faz planos para a pasta que, a ser mantida a decisão da presidenta reeleita, Dilma Rousseff, assume no início do ano. Ela antecipou a aliados, nesta segunda-feira, a disposição de integrar políticas para grandes, médios e pequenos agricultores. O projeto que ela idealiza coloca os assentados do MST como microempreendedores e, assim, passariam a ter direito às políticas do ministério.

    A indicação da senadora, presidente da Confederação Nacional da Agricultura (CNA), foi rechaçada por movimentos sociais e setores mais à esquerda do próprio partido da presidenta Dilma Rousseff, o PT.

    Acampamento internacional

    Cerca de 2 mil membros do MST e outros movimentos camponeses ocuparam, no sábado à tarde, a Fazendo Pompilho, à beira da BR 158, que liga a cidade de Palmeira das Missões, no Rio Grande do Sul, à região oeste de Santa Cantarina. Eles participavam de um acampamento internacional dos movimentos agrários no município gaúcho antes de invadirem a fazenda de um ex-prefeito da cidade.

    O protesto na propriedade que, segundo o MST, mantém 2 mil hectares de cultivo de milho transgênico, é a primeira manifestação por parte do movimento agrário depois de ter sido divulgada a informação sobre a escolha da senadora como futura ministra da Agricultura no segundo mandato do governo Dilma.

    Ruralista, Kátia Abreu é considerada por dirigentes do MST um “símbolo do agronegócio”.

    – Katia Abreu é símbolo do agronegócio, que tem como lógica a terra para produção de mercadorias, com uso intensivo de agrotóxicos e sementes transgênicas destruindo os recursos naturais e a saúde dos trabalhadores e de toda a população – disse Raul Amorim, da coordenação da juventude do MST.

    Segundo a organização, a fazenda ocupada foi escolhida pelo uso de sementes transgênicas. O objetivo da ocupação era denunciar o agronegócio que “envenena a terra e contamina a produção dos alimentos e a água”.

    No texto divulgado pelo MST, o protesto foi ironicamente batizado de “Bem-vinda, Kátia Abreu”. Nele ainda, a organização lembra que a ocupação deste sábado na fazenda de Palmeira das Missões é o primeiro de uma série de protestos contra a senadora ruralista.

    Protesto antigo

    A luta do MST contra os ruralistas e o agronegócio, liderados pela senadora Kátia Abreu ocorre desde o século passado. Neste ano, em março, uma ação das mulheres do MST na fazenda Aliança, em Tocantins, de propriedade da família da senadora Kátia Abreu (PSD-TO), denunciou a relação da ruralista com trabalho escravo, crime ambiental e grilagem de terras. A manifestação ocorreu no dia 7 de março.

    Em nota divulgada sobre o acontecimento, Kátia Abreu chamou o MST de “movimento dos sem lei” e a Via Campesina, que representa um conglomerado de movimentos sociais do campo na América Latina, de “milícia”. As ofensas destinadas aos quilombolas, indígenas, ribeirinhos e camponeses contrários a seu projeto no campo tem sido constante desde que a figura da também presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) ganhou notoriedade na mídia.

    Para pesquisadores de Tocantins este comportamento seria temor da ruralista pelas várias denúncias que envolvem seu nome em crimes ambientais e favorecimentos políticos no Estado.

    – Kátia Abreu tem medo da exposição do seu nome atrelado a desmatamentos e grilagem de terras, justamente porque está envolvida nessas questões e por isso vive atacando os movimentos sociais e comunidades tradicionais da Amazônia – alega o professor da Universidade Federal de Tocantins, Eliseu Ribeiro Lima.

    Os apelidos de “Miss Desmatamento” e “Rainha da Motosserra”, empregados à ruralista pelos movimentos ambientalistas expõem, ainda, uma trajetória política pautada pelos antigos preceitos da União Democrática Ruralista (UDR). “Essa defesa da propriedade acima de tudo vem com Kátia Abreu desde que era presidente do sindicato rural do município de Gurupi, em Tocantins”, comenta Eliseu.

    Vale

    Presidente da Vale pode se tornar novo ministro da Fazenda

    Murilo_Ferreira_Vale_2O diretor-presidente da Vale, Murilo Ferreira, está entre as principais pessoas cotadas para assumir o posto de ministro da Fazenda no próximo mandato. O nome do novo ministro deve ser anunciado antes da cúpula do G-20 marcada para os dias 15 e 16 de novembro, na Austrália.

    A informação foi veiculada hoje no jornal O Globo. Entre os nomes cogitados estão o do atual governador da Bahia, Jaques Wagner; o do economista Nelson Barbosa, que foi secretário-executivo do ministério; e Aloizio Mercadante, atual chefe da Casa Civil, diz o jornal carioca.

    Mas existe a expectativa de que a presidente Dilma escolha um nome mais alinhado com o mercado financeiro para a Fazenda. Esse rumor teria sido responsável pela alta registrada ontem na Bolsa de São Paulo.

    Nessa linha, constam na lista dos cotados Rossano Maranhão, ex-presidente do Banco do Brasil e executivo do banco Safra; o presidente do Bradesco, Luiz Carlos Trabuco; e, de novo, o economista Nelson Barbosa.

    De acordo com a revista Época Negócios, o Partido dos Trabalhadores prefere Barbosa. O economista saiu do governo em 2013 ao entrar em conflito com Arno Augutin, secretário do Tesouro Nacional. Barbosa é colaborador do Instituto Lula.

    Em setembro, o jornal Folha de S.Paulo afirmou que o relacionamento da presidente Dilma com o empresariado é ruim e perguntou a Ferreira como melhorar essa relação em caso de reeleição.
    Murilo respondeu que “não podemos continuar esse Fla-Flu político, que é estimulado por São Paulo, de onde vem os partidos que disputam a eleição, PT e PSDB. A política em São Paulo está muito rancorosa”.

    Segundo o jornal paulista, Ferreira é alinhado ao governo, que tem forte influência na Vale por meio do BNDES e dos fundos de pensão estatais.

    Murilo Ferreira tem 61 anos e sua carreira foi construída integralmente na Vale. Antes de ser indicado ao cargo de diretor-presidente, em substituição a Roger Agnelli, foi diretor-executivo de várias áreas da mineradora, incluindo Alumínio, Holdings, Desenvolvimento de Negócios, Energia, Níquel e Metais Básicos, de 2005 a 2008. Em 2007 e 2008 foi diretor-presidente da Vale Canadá e presidente do Conselho de Administração da Alunorte, de 2005 a 2008; da MRN, de 2006 a 2008; e da Valesul Alumínio, uma subsidiária da Vale envolvida na produção de alumínio, de 2006 a 2008.

    Ferreira foi membro do Conselho de Administração de várias empresas, entre elas a Usiminas, de 2006 a 2008, e sócio da Studio Investimentos, uma firma de gestão de ativos com foco no mercado de ações brasileiro, de outubro de 2009 a março de 2011. O principal executivo da Studio é Gabriel Stoliar, que foi diretor-executivo da Vale de 1997 a 2008.

    O executivo é formado em Administração de Empresas pela FGV de São Paulo e tem especialização de Executivos pela IMD Business School, da Suíça, segundo informações do Relatório Anual 2013, da Vale