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Coluna

Artigo: Mobilização dos caminhoneiros, uma causa justa!

A mobilização dos caminhoneiros pode determinar uma mudança de atitude da população e dos políticos
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Em julho de 2013 integrantes do Movimento Passe Livre iniciaram um manifesto contra o aumento da passagem de ônibus em São Paulo. O movimento ganhou uma grande adesão da população brasileira e o que se viu, à época, foram manifestações em quase todos os municípios brasileiros, não só mais pelo preço da passagem, mas por mais segurança, melhor educação, saúde, etc, culminando com a invasão do Palácio do Planalto, em Brasília.

Outras manifestações vieram depois de 2013 e o país se acostumou à elas. Perdemos uma Copa do Mundo em casa, aliás fomos humilhados, e o país seguiu sem que nenhuma nova liderança tenha surgindo daquelas manifestações. Contudo, houve avanços no geral, principalmente na conscientização do brasileiro de que se pode lutar quando as situações são adversas.

De lá pra cá um ex-presidente foi preso e cumpre pena em Curitiba. Só esse fato serviria para provar que a impunidade já não é certeza para a maioria dos políticos e que a transparência tende a ganhar corpo nas administrações municipais, estaduais e federais.

Há quatro dias vivemos a manifestação dos caminhoneiros por todo o Brasil. Tal qual como em 2013, o que começou com uma pauta tende a se tornar algo gigantesco e deve culminar com ganhos reais, seja com a diminuição dos preços dos combustíveis, seja com a discussão da forma de cálculo destes, já que com a descoberta do pré-sal o país passou a ser autossuficiente em petróleo e não deveria receber influência dos preços internacionais do produto no preço final de venda aos consumidores tupiniquins.

Diferente das interdições feitas pelo MST e outros movimentos sociais, a causa dos caminhoneiros tem o apoio de grande parte da população, já que todos veem os preços dos combustíveis no país como abusivos e que interfere diretamente na vida de todos nós. Por outro lado, prova que quando a causa é justa, recebe o apoio irrestrito da população e provoca mudanças de atitude. Levar nossos nobres deputados ao plenário para colocar em pauta e votar assuntos tributários em caráter de urgência mostra o poder da mobilização. São, realmente, novos tempos!

Em outubro próximo viveremos mais uma vez o ápice da democracia. Escolheremos novos deputados estaduais, governadores, deputados federais, senadores e o presidente da república. Políticos que terão a dura missão de colocar esse país nos eixos, coisa que eu, com os meus mais de cinquenta anos de vida, ainda não vi.

Outro dia me enviaram um vídeo pelas redes sociais em que o entrevistado dizia que o Brasil é o país dos esquemas. Que a política nacional, independente de partido, é um grande jogo de cartas marcadas em que as grandes empresas mandam. Elas bancam financeiramente os partidos (todos) e recebem de volta o investimento, através de obras superfaturadas e ou leis que as beneficiam, quando os novos dirigentes são eleitos. Só tem um problema: o dinheiro investido pelos empresários na política é fruto de corrupção, de superfaturamento de obras e serviços e quase nunca sai do bolso deles. Ou seja, nossos políticos são bancados pelo suor do povo e quem ganha são os empresários.

Há várias razões para o descontentamento dos brasileiros. Estamos insatisfeitos com nossa saúde pública, com a educação capenga que nossos filhos recebem, com a falta de empregos e com a segurança… E só há uma maneira de melhorar isso, elegendo políticos capazes, eficientes e, sobretudo, honestos. Mas, onde encontrá-los, já que pessoas capazes, eficientes e honestas dificilmente escolhem a política como meio de vida?

Resumo da ópera: o Brasil não tem jeito?

Tem sim! Precisamos confiar mais na justiça, mesmo aqueles que acreditam que esta é tendenciosa, que só pune um partido e que veem em Gilmar Mendes o libertador de políticos e empresários corruptos. Precisamos crer que em um futuro breve nossos políticos farão uma reciclagem e tomarão consciência que o bem comum é muito mais produtivo que o ganho pessoal, que o Brasil é um país especial e merece estar em um patamar melhor. Utopia? Eu chamaria de esperança. Só ela pode nos salvar!

Parauapebas

Mobilização por CFEM frustra organização de Parauapebas

Uma enorme estrutura para acompanhar a votação foi montada, mas não atraiu nem 200 pessoas
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A programação para acompanhar em Parauapebas a votação para a aprovação pelos Deputados Federais da Medida Provisória 789, que modifica a Legislação Minerária Brasileira frustrou a organização, que preparou uma mega estrutura para receber pelo menos 1000 pessoas. Mesmo sendo decretado ponto facultativo na Prefeitura, poucos servidores acompanharam a votação em frente a portaria de Carajás e tampouco o cidadão comum.

João Maciel Barros, coordenador do Distrito Industrial, lotado na Secretaria de Desenvolvimento de Parauapebas confirmou a pouca adesão do público no ato. “Esperávamos 500 pessoas nesse momento importante de união dos parauapebenses, já que temos uma equipe grande em Brasília com prefeito e vereadores, pois o recurso é importante e representa desenvolvimento para nossa cidade”, explicou o servidor.
João Barros

O lavrador Sebastião da Silva não entendia a real importância de acompanhar a votação, mas não perdeu a oportunidade de participar para tentar mudar a realidade do município: “Espero que essa votação reflita na liberação do recurso dos lavradores, pois precisamos aumentar as oportunidades de trabalho. Estou desempregado e a situação está crítica. Tem muito pai e mãe de família passando necessidade na cidade”, disse, justificando a presença no ato.

Quem veio da Palmares para tentar uma renda extra com a possível mobilização foi o vendedor ambulante, Eugênio Alves. Ele preparou 50 pastéis e 80 geladinhos para vender, mas…”Terei que voltar para casa com apenas 30% da minha mercadoria vendida e não posso esperar mais porque dependo de transporte para voltar para a Palmares”, desabafou o vendedor.

Parece que a audiência foi mesmo nas casas, pois passava das 23h, no horário local, quando a votação iniciou na Câmara dos Deputados.