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Marabá

Direção da Penitenciária de Marabá abre procedimento interno para apurar morte de detento no domingo

Nickivone Santana foi enforcado pelos colegas do Pavilhão B. O corpo dele será trasladado para Redenção

Por Eleutério Gomes – de Marabá

O detendo Nickivone Santana, 30 anos, foi assassinado por enforcamento na tarde de ontem (21), no solário do CRRAMA (Centro Regional de Recuperação Agrícola “Mariano “Antunes), em Marabá. Segundo fonte da penitenciária, na hora do banho de sol, os demais detentos, que teriam prevenção contra o colega, que seria integrante do CV (Comando Vermelho) – segunda facção criminosa mais perigosa do País e a mais poderosa do Rio -, o arrastaram para um canto do muro e, com duas cordas, o enforcaram até a morte.

Nickivone estava preso na Penitenciária de Redenção, junto com outros integrantes do CV, mas foi removido para Marabá, onde estava custodiado no Pavilhão B. Ainda de acordo com a fonte, ao saber que o colega pertencia ao Comando, outros detentos teriam ficado temerosos e resolveram acabar com a vida de Santana.

Ao final do banho de sol, quando todos os 176 presos guardados no CRRAMA foram recolhidos às suas celas, o corpo de Nickivone foi encontrado já sem vida. Duas guarnições da Polícia Militar estiveram no local por volta das 16 horas, porém não houve necessidade de intervirem no pavilhão, já que tudo estava em ordem e, nessas horas “ninguém sabe, ninguém viu”. Ou seja, prevalece a lei do silêncio.

Traslado e investigação
Em declarações a uma rádio local, o diretor do CRRAMA, Antônio Araújo, coronel da reserva da PM e ex-vereador da Câmara Municipal de Marabá, disse que já ordenou a abertura de investigação interna para tentar chegar aos autores do crime, assim como vai aguardar também o resultado do inquérito aberto pela Polícia Civil.

Prometeu divulgar o resultado assim que as investigações foram concluídas e disse que já está providenciando o traslado do corpo de Nickivone Santana para Redenção, sua cidade natal. O detento assassinado cumpria pena de 19 anos por homicídio e havia sido transferido para Marabá no dia 12 deste mês.

Justiça

Integrante do Comando Vermelho assassinado na penitenciária de Marabá

Nickivone Santana foi enforcado pelos colegas do Pavilhão B na hora do banho de sol

Por Eleutério Gomes – de Marabá 

O detendo Nickivone Santana, 30 anos foi assassinado por enforcamento na tarde de ontem (21), no solário do CRRAMA (Centro Regional de Recuperação Agrícola “Mariano “Antunes), em Marabá. Segundo fonte da penitenciária, na hora do banho de sol, os demais detentos, que teriam prevenção contra o colega que seria integrante do CV (Comando Vermelho) – segunda facção criminosa mais perigosa do País e a mais poderosa do Rio -, o arrastaram para um canto do muro e, com duas cordas, o enforcaram até a morte.

Nickivone estava preso na Penitenciária de Redenção junto com outros integrantes do CV, mas foi removido para Marabá, onde estava custodiado no Pavilhão B. Ainda de acordo com a fonte, ao saber que o colega pertencia ao Comando, outros detentos teriam ficado temerosos e resolveram acabar com a vida de Santana.

Ao final do banho de sol, quando todos os 176 presos guardados no CRRAMA foram recolhidos às suas celas, o corpo de Nickivone foi encontrado já sem vida. Duas guarnições da Polícia Militar estiveram no local por volta das 16 horas, porém não houve necessidade de intervirem no pavilhão, já que tudo estava em ordem e, nessas horas “ninguém sabe, ninguém viu”. Ou seja, prevalece a lei do silêncio.

O blog tentou, na manhã desta segunda-feira (22), contato com o diretor da penitenciária, coronel Antônio Ferreira de Araújo, ex-vereador e oficial da reserva da PM, mas até o momento não conseguiu falar com ele.

Exército

Sargento do Exército Brasileiro morre em Marabá durante exercícios

Assessoria de Comunicação Social do 52º BIS emitiu nota esclarecendo e lamentando o ocorrido

Por Eleutério Gomes – de Marabá

Daniel Dedablio Poczwardowski, terceiro-sargento de Infantaria do Exército, servindo no 51º Batalhão de Infantaria de Selva, em Altamira, morreu no início da tarde desta segunda-feira (15), em Marabá. Ele estava participando de um Estágio de Caçador Militar, se sentiu mal por volta do meio-dia, recebeu os primeiros socorros, imediatamente foi removido ao Hospital de Guarnição de Marabá (HGuMba), mas não resistiu e morreu.

Outros quatro militares também passaram mal e seguem internados no HGuMba. Porém, segundo nota emitida pela Seção de Comunicação Social da 23ª Brigada de Infantaria de Selva, a situação deles é estável.

O corpo do sargento já foi encaminhado ao IML (Instituto Médico Legal) de Marabá, onde deve passar por necropsia que vai determinar a causa da morte, ainda nesta noite, segundo disse ao blog a tenente Renata, da Seção de Comunicação.

Ainda de acordo com o comunicado, a atividade era coordenada pelo 52º BIS (Batalhão de Infantaria de Selva) e, para apurar as circunstâncias do incidente será instaurado inquérito policial militar, “conforme ordenamento jurídico vigente”.

“O Comando da 23ª Brigada de Infantaria de Selva está proporcionando todo o apoio necessário à família do 3º Sargento Poczwardowski”, encerra a nota.

Conforme o perfil do sargento Poczwardowski, na rede social Facebook, ele estudou da Escola de Sargentos das Armas, tinha 29 anos, era natural de Santa Cruz do Sul (RS) e deixa viúva Irla Oliveira.

Confira a nota:

NOTA À IMPRENSA – FALECIMENTO DE MILITAR

O Comando da 23ª Brigada de Infantaria de Selva lamenta profundamente informar que, no dia 15 de maio de 2017, por volta das 12 horas, durante atividade de instrução conduzida pelo 52º Batalhão de Infantaria de Selva (Estágio de Caçador Militar), o 3º Sargento de Infantaria DANIEL DEDABLIO POCZWARDOWSKI, do 51º Batalhão de Infantaria de Selva (ALTAMIRA-PA), sentiu-se mal e, após receber os primeiros socorros no local da instrução, foi evacuado para o Hospital de Guarnição de Marabá, onde não resistiu e faleceu.

Além do 3º Sargento POCZWARDOWSKI, 04 (quatro) outros militares sentiram-se mal e estão sendo medicados no Hospital de Guarnição de Marabá, em condições estáveis.

O Comando da 23 a Brigada de Infantaria de Selva está proporcionando todo o apoio necessário à família do 3º Sargento POCZWARDOWSKI.

Sobre o assunto será instaurado um Inquérito Policial Militar com o objetivo de apurar em que circunstâncias ocorreram os fatos que resultaram no falecimento do referido militar, na forma do que está previsto no ordenamento jurídico vigente.

SEÇÃO DE COMUNICAÇÃO SOCIAL DA 23ª BRIGADA DE INFANTARIA DE SELVA

Leia mais: Mais um? Militar que estava em treinamento do Exército nesta segunda é transferido para UTI em Belém

Saúde

Alerta: Parauapebas tem primeiro caso diagnosticado de morte por Febre Maculosa

Os animais soltos na zona urbana do município aumentam a chance de transmissão da doença, que é praticamente fatal

A Vigilância Sanitária de Parauapebas, órgão ligado à Secretária de Saúde do município investiga a morte de uma criança de dois anos de idade no dia 09 de maio, no Hospital Vida Mamaray, em Belém.

Sophia Lopes de Almeida deu entrada no Hospital Geral de Parauapebas em 28 de abril com febre elevada, cefaleia e mialgia intensa. Segundo os familiares, a criança foi vítima de uma picada de carrapato em sua residência, no bairro Cidade Jardim, em Parauapebas. “A mãe dela encontrou o carrapato grudado ao corpo e fez a retirada do bicho. Logo depois fez a assepsia com álcool”, disse ao Blog Sinara Albuquerque, tia e madrinha de Sophia.

Pouco depois a criança deu início aos sintomas, sendo levada a uma clínica em Parauapebas, onde, segundo a tia, foi diagnosticada como se estivesse com a garganta inflamada pelo médico que a atendeu. Como os medicamentos ministrados pelo médico não estavam fazendo efeito e os sintomas ficaram mais fortes, Sophia foi encaminhada para Belém por via aérea com suspeita de Meningite.

Porém, ao chegar no Hospital Mamaray, o diagnóstico foi de a criança havia contraído Febre Maculosa Brasileira, uma doença infecciosa, febril aguda, de gravidade variável, cuja apresentação clínica pode variar desde as formas leves e atípicas até formas graves, com elevada taxa de letalidade, causada por uma bactéria do gênero Rickettsia (Rickettsia rickettsii), transmitida por carrapatos.

Logo que soube do laudo da morte de Sophia, o diretor da Vigilância Sanitária de Parauapebas, Allan Werbert, abriu procedimento investigatório. “Soubemos que a criança esteve na Zona Rural de Parauapebas há alguns dias. Estamos verificando a residência e o bairro dela à procura de carrapatos e na segunda-feira uma equipe (veterinário, técnicos e agentes de endemia)  vai até a Comunidade 3 Voltas, na Zona Rural, onde a criança esteve”, afirmou o diretor.

A notícia de que uma paciente parauapebense faleceu vítima de Febre Maculosa liga um alerta na Secretaria de Saúde de Parauapebas. Com isso, a falta de um Centro de Zoonoses no município, para que todos os animais que circulam livremente nas ruas possam ser recolhidos, volta à pauta. Não há bairro de Parauapebas que se ande que animais (cães, gatos, cavalos) não são vistos. Promessa de campanha de vários ex-prefeitos e inclusive do atual, Darci Lermen, a construção de um Centro de Zoonoses ficou sempre nas promessas e precisa, finalmente, sair do papel.

A Vigilância Sanitária faz investigações para descartar a hipótese de futura epidemia, mas, o que se sabe é que a Febre Maculosa é quase sempre fatal. O que não se sabe é quantos carrapatos, se é que foi ele o transmissor, existem infectados com a bactéria no município. A literatura diz que a doença é implacável. Assim sendo, deveria a prefeitura também  ser implacável com os animais que perambulam por Parauapebas. Quando estes apenas provocavam a ira dos munícipes revirando o lixo era uma coisa. Agora o caso é de saúde pública e merece toda a atenção dos gestores.

Leia também: Parauapebas: Amostra de sangue de criança morta suspeita de febre maculosa segue para o Rio de Janeiro

Saúde

Pará confirma morte de menino de 11 anos por febre amarela silvestre

Desde 2011 o estado não registrava mortes por febre amarela silvestre.

A Secretaria de Saúde do Pará confirmou ontem (22) a morte de um garoto de 11 anos por febre amarela silvestre. Este é o primeiro caso confirmado de morte pela doença no estado. Morador do município de Alenquer, o garoto estava internado desde a semana passada no Hospital Regional do Baixo Amazonas, em Santarém.

Segundo a Secretaria, em 2016 não houve registros confirmados da doença no Pará. Desde 2011 o estado não registrava mortes por febre amarela silvestre.

Um plano emergencial está sendo elaborado pelo governo para conter a doença no município de Alenquer. De acordo com a Secretaria de Saúde, as ações de prevenção em humanos são contínuas em parceria com os municípios paraenses, principalmente nas áreas rurais, locais mais propícios para a incidência da febre amarela silvestre.

A febre amarela é transmitida por mosquitos a pessoas não vacinadas em áreas de mata. A vacinação está disponível nos postos de saúde de todo o país e é recomendada para pessoas que habitam ou visitam áreas com risco da doença. Duas doses tomadas com um intervalo de pelo menos dez anos garantem a proteção por toda a vida.

Nota

MST do Pará solidariza-se com família de agricultor assassinado no Pará

O MST cobra que as investigações esclareçam o caso e alega que o clima de "recorrente impunidade" com casos de assassinatos de trabalhadores no Pará é um impulsionador de violências deste tipo.

O MST no estado do Pará emitiu na tarde desta segunda-feira (20) uma nota para se solidarizar com a família do militante Waldomiro Costa Pereira, que foi assassinado esta madrugada no Hospital Geral de Parauapebas, no interior do estado.

Waldomiro, que não participava no período recente de instâncias de direção do Movimento no estado, também era militante do Partido dos Trabalhadores e havia assumido um cargo de assessoria na Prefeitura da cidade.

O MST cobra que as investigações esclareçam o caso e alega que o clima de “recorrente impunidade” com casos de assassinatos de trabalhadores no Pará é um impulsionador de violências deste tipo.

O MST reconhece o trabalho militante de Waldomiro, desde a ocupação que criou o assentamento 17 de abril, onde o militante se dedicava ao trabalho na agricultura. Confira a nota abaixo.

NOTA DE SOLIDARIEDADE

O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) vem através desta prestar solidariedade a família e amigos de Waldomiro Costa Pereira, que foi assassinado na madrugada desta segunda-feira (20). Era militante do MST desde 1996, contribuindo durante um longo período na luta pela Reforma Agrária. Atualmente era assentado no Assentamento 17 de Abril, onde militou desde a ocupação. Atuava também como militante no Partido dos Trabalhadores.

Nos últimos períodos Waldomiro não estava participando das instâncias de direção do movimento Sem Terra, se dedicando ao lote onde vivia. Recentemente tinha assumido o cargo de assessor de gabinete da prefeitura de Parauapebas no governo de Darci Lermen (PMDB).

É com imensa tristeza que lamentamos sua morte e prestamos solidariedade a sua esposa, filhos e toda sua família neste momento de dor e indignação.

O MST desconhece os motivos do assassinato. Como movimento de luta pela vida, repudiamos toda e qualquer forma de violência contra homens e mulheres. Este é mais um assassinato de trabalhadores no estado do Pará, em que o governo é culpado pela sua incompetência em cuidar da segurança da população e praticado em função da negligencia do estado em apurar e punir os crimes desta natureza. Há alto índice de impunidade que se tornou corriqueiro, bem como a ação de grupos de milícias criminosas.

Diante da execução sumária praticada por assassinos dentro do Hospital Geral de Parauapebas sobe vigilância das câmeras do hospital, esperamos que as autoridades tomem as providencias necessárias para julgar tamanha brutalidade cometida por um estado de violência que representa a banalização da vida em nossa sociedade.

“Se calarmos, as pedras GRITARÃO!”
Coordenação Estadual do MST

Parauapebas

Jornalista Antônio Marcos morre após acidente ainda não explicado

Velório acontece neste domingo (05) a partir das 13 horas na Câmara Municipal de Parauapebas

O corpo do jornalista Antônio Marcos, que faleceu ontem (4) depois de cair sozinho na rua e bater a cabeça, será velado na Câmara Municipal de Parauapebas, neste domingo (5), a partir das 13 horas. Os amigos e familiares darão o adeus a um dos primeiros comunicadores da cidade, um profissional que deixará boas lembranças e como marca a paixão pelo jornalismo e o jeito alegre de enxergar a vida. O enterro está programado para esta segunda-feira (6).

A causa da morte ainda não foi oficialmente divulgada pelo IML, mas de acordo com uma postagem de sua irmã em uma rede social, “foi uma fatalidade, ele caiu e bateu a cabeça na região occipital do crânio, o que ocasionou um edema e hemorragia cerebral”. Antônio Marcos foi socorrido ontem pelo Corpo de Bombeiros, mas já chegou sem vida ao Hospital Municipal de Parauapebas.

Paixão pelo jornalismo

De acordo com os amigos e companheiros de trabalho, Antônio Marcos era apaixonado pelo jornalismo. Esse sentimento começou a surgir a partir do seu contato com comunicadores da Assessoria de Comunicação (Ascom) da Prefeitura de Parauapebas, em 1995, na gestão do então prefeito Chico das Cortinas.

“Ele trabalhava na área administrativa da Ascom. Datilografava como ninguém. Fazia memorandos e outros documentos, na época com uns 19 anos. Ele tinha muita facilidade com os textos, e aí começou a se aproximar da equipe de produção e foi fazendo reportagens, entrevistas e pegando o jeito do trabalho”, disse Edinan Costa, diretor da HD Produções, que foi amigo e parceiro de trabalho do Antônio Marcos por muitos anos.

“Na época, eu, a Clívia Benneti e Raika Lopes éramos repórteres da Ascom. O Antônio Marcos ficava na nossa cola, sempre muito interessado em aprender. Ele gravava nossos off’s pra fazer graça, imitava nossas passagens de vídeo e assim foi, até que a diretora da época começou a treiná-lo e ele pegou gosto pelo jornalismo”, disse Eliane Andrade, também amiga e parceira de trabalho por vários anos.

“Sua primeira atuação como repórter de fato foi no jornal impresso, comigo e o Elipas, no Movimento Regional, de propriedade da Ana Gráfica. Na TV ele estreou no SBT, na época em que o dono da emissora era o Welney Lopes de Carvalho e a diretora era a Kelly. Depois voltamos a trabalhar juntos, na Band, com a direção do Cláudio Feitosa. Nossa equipe de repórteres era eu, Marcos, Jean Teles e Geraldo Pinheiro. Na Band foi onde ele se consolidou como repórter de TV”, acrescentou Eliane Andrade.

Antes de ir para a Band, Antônio Marcos também teve uma experiência muito produtiva em uma emissora de TV de Palmas-TO, afiliada do SBT na época.

Antônio Marcos seguiu como repórter de TV, sendo integrante da equipe do programa Barra Pesada; Em seguida passou a atuar no SBT, onde foi repórter e diretor de jornalismo. Recentemente conciliava as tarefas de repórter do Grupo Correio e de assessoria de comunicação na Ascom da Prefeitura de Parauapebas, coincidentemente, onde toda a sua história com o jornalismo começou.

Antônio Marcos completaria 42 anos de idade, no próximo dia 11 de março e deixa três filhas.

Nota de pesar da Ascom da PMP

A Prefeitura Municipal de Parauapebas, por intermédio da Assessoria de Comunicação (Ascom), lamenta profundamente, com muita tristeza e dor, a morte do jornalista Antonio Marcos dos Santos, 42 anos, que deu entrada no Hospital Municipal de Parauapebas (HMP) já sem vida às 21h45, após um acidente ocorrido no sábado (4).

Antonio Marcos prestava serviço no SBT e na Ascom. O corpo do repórter será velado no auditório da Câmara Municipal de Parauapebas, a partir das 13 horas deste domingo, de onde sairá para sepultamento às 9h30 de segunda-feira (6).

Solidário, o prefeito Darci José Lermen diz não ter palavras para manifestar a tristeza em ver uma pessoa tão jovem partir e pede a Deus que conforte o coração de amigos e parentes de Antonio Marcos.

A prefeitura está dando todo apoio à família enlutada, neste momento de dor pela perda do ente querido.

Nota de pesar da Associação de Imprensa e Comunicação de Parauapebas

“A Associação de Imprensa e Comunicação de Parauapebas (Aicop) cumpre o doloroso dever de comunicar a morte do repórter Antônio Marcos dos Santos, 42 anos, que deu entrada no HMP já sem vida às 21h45 deste sábado (4). Antônio Marcos prestava serviço no SBT pela manhã e na Ascom da PMP à tarde. O corpo do repórter será velado no auditório da Câmara Municipal de Parauapebas, a partir das 13 horas deste domingo, de onde sairá para sepultamento.

Neste momento de dor pela perda repentina do associado Antônio Marcos, a Aicop decreta três dias de luto em suas atividades e se irmana à família enlutada”.

Luto

Aos 86 anos, morre o poeta Ferreira Gullar

Ele havia sido internado neste sábado por complicações pulmonares

O poeta, ensaísta, crítico de arte, dramaturgo, biógrafo, tradutor e memorialista Ferreira Gullar morreu neste domingo, por volta das 11h, aos 86 anos. A informação foi confirmada pelo colunista Ancelmo Gois. O escritor estava internado no Hospital Copa D’Or, na Zona Sul do Rio, por complicações pulmonares. A partir de um quadro de pneumotórax, o escritor desenvolveu uma pneumonia. Ainda não há informações sobre a data do velório.

Ferreira Gullar assumiu ao longa da vida uma extensa lista de papéis que, sozinhos, não dão a dimensão do seu lugar na cena cultural do país. Um dos fundadores do neoconcretismo, o poeta participou de todos os acontecimentos mais importantes da poesia brasileira. A escritora e também imortal da ABL Nélida Piñon destacou a biografia de Gullar que, segundo ela, não foi ofuscada por sua obra.

— O seu legado é a obra, que, às vezes, faz a gente até esquecer a biografia. Mas este não é o caso. Ele teve uma vida bonita, difícil e de grande dignidade. O sofrimento do exilado não lhe tirou a graça.

Quarto dos 11 filhos do casal Newton Ferreira e Alzira Ribeiro Goulart, ele nasceu José Ribamar Ferreira no dia 10 de setembro de 1930 em São Luiz, no Maranhão. No início da década de 1950, mudou-se para o Rio de Janeiro, onde, em 1956, participou da exposição concretista que é considerada o marco oficial do início da poesia concreta. Três anos depois criou, com Lígia Clark e Hélio Oiticica, o neoconcretismo, que valoriza a expressão e a subjetividade em oposição ao concretismo ortodoxo.

Militante do Partido Comunista, exilou-se na década de 1970, durante a ditadura militar, e viveu na União Soviética, na Argentina e Chile. Retornou ao país em 1977 e foi preso por agentes do Departamento de Polícia Política e Social no dia seguinte ao desembarque, no Rio. Foi libertado depois de 72 horas de interrogatório graças à intervenção de amigos junto a autoridades do regime. Depois disso, retornou aos poucos às atividades de critico, escritor e jornalista.

Eleito em 2014 para a Academia Brasileira de Letras, colecionava uma vasta lista de prêmios. Em 2002, foi indicado por nove professores dos Estados Unidos, do Brasil e de Portugal para o Prêmio Nobel de Literatura. Em 2007, seu livro “Resmungos” ganhou o Prêmio Jabuti de melhor livro de ficção do ano. A obra, editada pela Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, reúne crônicas de Gullar publicadas no jornal Folha de S. Paulo ao longo de 2005.

Em 2010, foi agraciado com o Prêmio Camões, o mais importante prêmio literário da Comunidade de Países de Língua Portuguesa. No mesmo ano, foi contemplado com o título de Doutor Honoris Causa na Faculdade de Letras da UFRJ. Um ano depois ganhou o Prêmio Jabuti com o livro de poesia “Em alguma parte alguma”.