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Atropelamento

Vereador de Parauapebas é suspeito de atropelar e matar um jovem

Segundo informações, o vereador está internado em uma clínica e irá se apresentar nesta segunda-feira para responder pelo crime
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O vereador João Assi, mais conhecido como João do Feijão (PV), é suspeito de dirigir o carro que atropelou e matou um jovem, neste sábado, 16, por volta das 18h30, na Avenida Jamaica, no bairro Vale do Sol, em Parauapebas.

A vítima é Fernando Pereira dos Santos, pintor, 23 anos. Segundo a polícia, tinha acabado de sair de um campo de futebol e caminhava pela avenida.

Segundo o delegado de plantão, José Aquino, testemunhas identificaram o vereador dirigindo a caminhonete que seguia no sentido contrário e acabou atingindo o rapaz. Ainda segundo o delegado, quando a polícia chegou no local do acidente o vereador já não se encontrava.

“O vereador evadiu-se do local. Já tivemos informação que ele tinha passado no bairro Beira Rio 2, em uma moto”, informou Aquino. A caminhonete foi apreendida pela polícia civil e vai ser periciada. “Vamos analisar a situação toda. Após a perícia, vamos enquadrar o vereador por homicídio doloso ou homicídio culposo. Vai depender dos laudos que iremos receber do IML”, explicou o delegado.

O motociclista que teria dado carona para o vereador, também poderá ser indiciado, segundo a polícia.

Até a publicação dessa reportagem o vereador João do Feijão não havia sido encontrado para falar sobre o atropelamento. O Blog foi informado que o vereador João do Feijão, 55 anos, passou mal logo após o acidente e foi internado com pressão alta em uma clínica de Parauapebas. Pessoas próximas ao vereador informaram que ele deve receber alta nesta segunda-feira pela manhã e irá se apresentar na 20ª Seccional de Polícia Civil de Parauapebas para responder pelo acidente que vitimou Fernando Santos.

Homicídio doloso e culposo

São modalidades de homicídios que qualificam as circunstâncias ou intenções de um assassinato; o ato de matar outro indivíduo.

O homicídio doloso é quando uma pessoa mata outra intencionalmente. Este tipo de homicídio pode ser classificado como de dolo direto, ou seja, quando o indivíduo realmente deseja matar outra pessoa; ou dolo indireto, quando o indivíduo não tem o propósito de matar, mas é o responsável por organizar algum evento que causa a morte de alguém por consequência.

O homicídio doloso está previsto no artigo 121, p. 1-2 do Código Penal Brasileiro.

O homicídio culposo é quando uma pessoa mata outra sem a intenção, quando a culpa é inconsciente. As causas do homicídio culposo são norteadas pela negligência, imprudência ou imperícia.

O homicídio culposo está previsto no artigo 121, p. 2-4 do Código Penal Brasileiro.

Exército

Morte de Sargento do Exército em Marabá será denunciada aos Direitos Humanos

Laudo do IML não aponta as causas da morte, mas sargento tinha queimadura em uma das pernas que indicaria que ele foi torturado.
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O advogado Odilon Vieira confirmou que vai denunciar o caso da morte do sargento Daniel Poczwardiowski à ministra Luislinda Valois, dos Direitos Humanos. A iniciativa do advogado, que defende os interesses da família do militar do Exército, se deve ao fato de que a morte, ocorrida dentro do quartel do 52º BIS, em Marabá, está cercada de mistério e nem mesmo a causa foi definida pelo Instituto Médico Legal (IML).

Sargento Poczwardiowski tinha só 29 anos e morreu no dia 15 de maio deste ano durante treinamento denominado “Estágio de Caçador”, do qual participavam 18 militares. O treinamento não era pesado. Deveria ser meramente técnico, mas o militar faleceu numa pista de rastejo de 800 metros e foi encontrado no início da tarde.

A família desconfia que pode ter havido excessos durante o treinamento, assim como pode ter sido submetido a atividades que não estavam previstas no programa. “Alguém errou e essas pessoas vão ter que arcar com as consequências”, desabafa Irla  Oliveira Fernandes, viúva do sargento.

O caso está envolto em controvérsias: a primeira versão é de que ele teria sido levado com vida para o Hospital de Guarnição de Marabá, mas um laudo emitido pelo próprio hospital revelou, dias depois, que o sargento já chegou morto e com rigidez cadavérica. Para deixar a situação ainda mais dramática, o laudo do IML emitido esta semana apontou que a causa da morte é indeterminada, ao mesmo tempo em que revela que o militar tinha queimaduras de 2º e 3º graus em 40% da perna direita, o que pode indicar possível tortura, segundo observa o advogado Odilon Vieira.

Sobre o assunto, o gerente do Centro de Perícias Científicas (CPC), Augusto Andrade, ao qual está vinculado o IML, explicou que foram coletadas amostras de tecidos do corpo do sargento (exame histopatológico), por meio das quais foi identificado que houve hemorragia no pulmão, coração e fígado, com ausência de coágulos. Mas, segundo ele, não foi possível determinar, pelo exame, o que causou essa hemorragia.

Por outro lado, a Seção de Comunicação do Exército informou que o general Eugênio Pacelli Vieira Mota, comandante da 23ª Brigada de Infantaria de Selva, vai se pronunciar sobre o caso na próxima segunda-feira (17), às 10h da manhã.

Marabá

Direção da Penitenciária de Marabá abre procedimento interno para apurar morte de detento no domingo

Nickivone Santana foi enforcado pelos colegas do Pavilhão B. O corpo dele será trasladado para Redenção
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Por Eleutério Gomes – de Marabá

O detendo Nickivone Santana, 30 anos, foi assassinado por enforcamento na tarde de ontem (21), no solário do CRRAMA (Centro Regional de Recuperação Agrícola “Mariano “Antunes), em Marabá. Segundo fonte da penitenciária, na hora do banho de sol, os demais detentos, que teriam prevenção contra o colega, que seria integrante do CV (Comando Vermelho) – segunda facção criminosa mais perigosa do País e a mais poderosa do Rio -, o arrastaram para um canto do muro e, com duas cordas, o enforcaram até a morte.

Nickivone estava preso na Penitenciária de Redenção, junto com outros integrantes do CV, mas foi removido para Marabá, onde estava custodiado no Pavilhão B. Ainda de acordo com a fonte, ao saber que o colega pertencia ao Comando, outros detentos teriam ficado temerosos e resolveram acabar com a vida de Santana.

Ao final do banho de sol, quando todos os 176 presos guardados no CRRAMA foram recolhidos às suas celas, o corpo de Nickivone foi encontrado já sem vida. Duas guarnições da Polícia Militar estiveram no local por volta das 16 horas, porém não houve necessidade de intervirem no pavilhão, já que tudo estava em ordem e, nessas horas “ninguém sabe, ninguém viu”. Ou seja, prevalece a lei do silêncio.

Traslado e investigação
Em declarações a uma rádio local, o diretor do CRRAMA, Antônio Araújo, coronel da reserva da PM e ex-vereador da Câmara Municipal de Marabá, disse que já ordenou a abertura de investigação interna para tentar chegar aos autores do crime, assim como vai aguardar também o resultado do inquérito aberto pela Polícia Civil.

Prometeu divulgar o resultado assim que as investigações foram concluídas e disse que já está providenciando o traslado do corpo de Nickivone Santana para Redenção, sua cidade natal. O detento assassinado cumpria pena de 19 anos por homicídio e havia sido transferido para Marabá no dia 12 deste mês.

Justiça

Integrante do Comando Vermelho assassinado na penitenciária de Marabá

Nickivone Santana foi enforcado pelos colegas do Pavilhão B na hora do banho de sol
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Por Eleutério Gomes – de Marabá 

O detendo Nickivone Santana, 30 anos foi assassinado por enforcamento na tarde de ontem (21), no solário do CRRAMA (Centro Regional de Recuperação Agrícola “Mariano “Antunes), em Marabá. Segundo fonte da penitenciária, na hora do banho de sol, os demais detentos, que teriam prevenção contra o colega que seria integrante do CV (Comando Vermelho) – segunda facção criminosa mais perigosa do País e a mais poderosa do Rio -, o arrastaram para um canto do muro e, com duas cordas, o enforcaram até a morte.

Nickivone estava preso na Penitenciária de Redenção junto com outros integrantes do CV, mas foi removido para Marabá, onde estava custodiado no Pavilhão B. Ainda de acordo com a fonte, ao saber que o colega pertencia ao Comando, outros detentos teriam ficado temerosos e resolveram acabar com a vida de Santana.

Ao final do banho de sol, quando todos os 176 presos guardados no CRRAMA foram recolhidos às suas celas, o corpo de Nickivone foi encontrado já sem vida. Duas guarnições da Polícia Militar estiveram no local por volta das 16 horas, porém não houve necessidade de intervirem no pavilhão, já que tudo estava em ordem e, nessas horas “ninguém sabe, ninguém viu”. Ou seja, prevalece a lei do silêncio.

O blog tentou, na manhã desta segunda-feira (22), contato com o diretor da penitenciária, coronel Antônio Ferreira de Araújo, ex-vereador e oficial da reserva da PM, mas até o momento não conseguiu falar com ele.

Exército

Sargento do Exército Brasileiro morre em Marabá durante exercícios

Assessoria de Comunicação Social do 52º BIS emitiu nota esclarecendo e lamentando o ocorrido
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Por Eleutério Gomes – de Marabá

Daniel Dedablio Poczwardowski, terceiro-sargento de Infantaria do Exército, servindo no 51º Batalhão de Infantaria de Selva, em Altamira, morreu no início da tarde desta segunda-feira (15), em Marabá. Ele estava participando de um Estágio de Caçador Militar, se sentiu mal por volta do meio-dia, recebeu os primeiros socorros, imediatamente foi removido ao Hospital de Guarnição de Marabá (HGuMba), mas não resistiu e morreu.

Outros quatro militares também passaram mal e seguem internados no HGuMba. Porém, segundo nota emitida pela Seção de Comunicação Social da 23ª Brigada de Infantaria de Selva, a situação deles é estável.

O corpo do sargento já foi encaminhado ao IML (Instituto Médico Legal) de Marabá, onde deve passar por necropsia que vai determinar a causa da morte, ainda nesta noite, segundo disse ao blog a tenente Renata, da Seção de Comunicação.

Ainda de acordo com o comunicado, a atividade era coordenada pelo 52º BIS (Batalhão de Infantaria de Selva) e, para apurar as circunstâncias do incidente será instaurado inquérito policial militar, “conforme ordenamento jurídico vigente”.

“O Comando da 23ª Brigada de Infantaria de Selva está proporcionando todo o apoio necessário à família do 3º Sargento Poczwardowski”, encerra a nota.

Conforme o perfil do sargento Poczwardowski, na rede social Facebook, ele estudou da Escola de Sargentos das Armas, tinha 29 anos, era natural de Santa Cruz do Sul (RS) e deixa viúva Irla Oliveira.

Confira a nota:

NOTA À IMPRENSA – FALECIMENTO DE MILITAR

O Comando da 23ª Brigada de Infantaria de Selva lamenta profundamente informar que, no dia 15 de maio de 2017, por volta das 12 horas, durante atividade de instrução conduzida pelo 52º Batalhão de Infantaria de Selva (Estágio de Caçador Militar), o 3º Sargento de Infantaria DANIEL DEDABLIO POCZWARDOWSKI, do 51º Batalhão de Infantaria de Selva (ALTAMIRA-PA), sentiu-se mal e, após receber os primeiros socorros no local da instrução, foi evacuado para o Hospital de Guarnição de Marabá, onde não resistiu e faleceu.

Além do 3º Sargento POCZWARDOWSKI, 04 (quatro) outros militares sentiram-se mal e estão sendo medicados no Hospital de Guarnição de Marabá, em condições estáveis.

O Comando da 23 a Brigada de Infantaria de Selva está proporcionando todo o apoio necessário à família do 3º Sargento POCZWARDOWSKI.

Sobre o assunto será instaurado um Inquérito Policial Militar com o objetivo de apurar em que circunstâncias ocorreram os fatos que resultaram no falecimento do referido militar, na forma do que está previsto no ordenamento jurídico vigente.

SEÇÃO DE COMUNICAÇÃO SOCIAL DA 23ª BRIGADA DE INFANTARIA DE SELVA

Leia mais: Mais um? Militar que estava em treinamento do Exército nesta segunda é transferido para UTI em Belém

Saúde

Alerta: Parauapebas tem primeiro caso diagnosticado de morte por Febre Maculosa

Os animais soltos na zona urbana do município aumentam a chance de transmissão da doença, que é praticamente fatal
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A Vigilância Sanitária de Parauapebas, órgão ligado à Secretária de Saúde do município investiga a morte de uma criança de dois anos de idade no dia 09 de maio, no Hospital Vida Mamaray, em Belém.

Sophia Lopes de Almeida deu entrada no Hospital Geral de Parauapebas em 28 de abril com febre elevada, cefaleia e mialgia intensa. Segundo os familiares, a criança foi vítima de uma picada de carrapato em sua residência, no bairro Cidade Jardim, em Parauapebas. “A mãe dela encontrou o carrapato grudado ao corpo e fez a retirada do bicho. Logo depois fez a assepsia com álcool”, disse ao Blog Sinara Albuquerque, tia e madrinha de Sophia.

Pouco depois a criança deu início aos sintomas, sendo levada a uma clínica em Parauapebas, onde, segundo a tia, foi diagnosticada como se estivesse com a garganta inflamada pelo médico que a atendeu. Como os medicamentos ministrados pelo médico não estavam fazendo efeito e os sintomas ficaram mais fortes, Sophia foi encaminhada para Belém por via aérea com suspeita de Meningite.

Porém, ao chegar no Hospital Mamaray, o diagnóstico foi de a criança havia contraído Febre Maculosa Brasileira, uma doença infecciosa, febril aguda, de gravidade variável, cuja apresentação clínica pode variar desde as formas leves e atípicas até formas graves, com elevada taxa de letalidade, causada por uma bactéria do gênero Rickettsia (Rickettsia rickettsii), transmitida por carrapatos.

Logo que soube do laudo da morte de Sophia, o diretor da Vigilância Sanitária de Parauapebas, Allan Werbert, abriu procedimento investigatório. “Soubemos que a criança esteve na Zona Rural de Parauapebas há alguns dias. Estamos verificando a residência e o bairro dela à procura de carrapatos e na segunda-feira uma equipe (veterinário, técnicos e agentes de endemia)  vai até a Comunidade 3 Voltas, na Zona Rural, onde a criança esteve”, afirmou o diretor.

A notícia de que uma paciente parauapebense faleceu vítima de Febre Maculosa liga um alerta na Secretaria de Saúde de Parauapebas. Com isso, a falta de um Centro de Zoonoses no município, para que todos os animais que circulam livremente nas ruas possam ser recolhidos, volta à pauta. Não há bairro de Parauapebas que se ande que animais (cães, gatos, cavalos) não são vistos. Promessa de campanha de vários ex-prefeitos e inclusive do atual, Darci Lermen, a construção de um Centro de Zoonoses ficou sempre nas promessas e precisa, finalmente, sair do papel.

A Vigilância Sanitária faz investigações para descartar a hipótese de futura epidemia, mas, o que se sabe é que a Febre Maculosa é quase sempre fatal. O que não se sabe é quantos carrapatos, se é que foi ele o transmissor, existem infectados com a bactéria no município. A literatura diz que a doença é implacável. Assim sendo, deveria a prefeitura também  ser implacável com os animais que perambulam por Parauapebas. Quando estes apenas provocavam a ira dos munícipes revirando o lixo era uma coisa. Agora o caso é de saúde pública e merece toda a atenção dos gestores.

Leia também: Parauapebas: Amostra de sangue de criança morta suspeita de febre maculosa segue para o Rio de Janeiro

Saúde

Pará confirma morte de menino de 11 anos por febre amarela silvestre

Desde 2011 o estado não registrava mortes por febre amarela silvestre.
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A Secretaria de Saúde do Pará confirmou ontem (22) a morte de um garoto de 11 anos por febre amarela silvestre. Este é o primeiro caso confirmado de morte pela doença no estado. Morador do município de Alenquer, o garoto estava internado desde a semana passada no Hospital Regional do Baixo Amazonas, em Santarém.

Segundo a Secretaria, em 2016 não houve registros confirmados da doença no Pará. Desde 2011 o estado não registrava mortes por febre amarela silvestre.

Um plano emergencial está sendo elaborado pelo governo para conter a doença no município de Alenquer. De acordo com a Secretaria de Saúde, as ações de prevenção em humanos são contínuas em parceria com os municípios paraenses, principalmente nas áreas rurais, locais mais propícios para a incidência da febre amarela silvestre.

A febre amarela é transmitida por mosquitos a pessoas não vacinadas em áreas de mata. A vacinação está disponível nos postos de saúde de todo o país e é recomendada para pessoas que habitam ou visitam áreas com risco da doença. Duas doses tomadas com um intervalo de pelo menos dez anos garantem a proteção por toda a vida.

Nota

MST do Pará solidariza-se com família de agricultor assassinado no Pará

O MST cobra que as investigações esclareçam o caso e alega que o clima de "recorrente impunidade" com casos de assassinatos de trabalhadores no Pará é um impulsionador de violências deste tipo.
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O MST no estado do Pará emitiu na tarde desta segunda-feira (20) uma nota para se solidarizar com a família do militante Waldomiro Costa Pereira, que foi assassinado esta madrugada no Hospital Geral de Parauapebas, no interior do estado.

Waldomiro, que não participava no período recente de instâncias de direção do Movimento no estado, também era militante do Partido dos Trabalhadores e havia assumido um cargo de assessoria na Prefeitura da cidade.

O MST cobra que as investigações esclareçam o caso e alega que o clima de “recorrente impunidade” com casos de assassinatos de trabalhadores no Pará é um impulsionador de violências deste tipo.

O MST reconhece o trabalho militante de Waldomiro, desde a ocupação que criou o assentamento 17 de abril, onde o militante se dedicava ao trabalho na agricultura. Confira a nota abaixo.

NOTA DE SOLIDARIEDADE

O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) vem através desta prestar solidariedade a família e amigos de Waldomiro Costa Pereira, que foi assassinado na madrugada desta segunda-feira (20). Era militante do MST desde 1996, contribuindo durante um longo período na luta pela Reforma Agrária. Atualmente era assentado no Assentamento 17 de Abril, onde militou desde a ocupação. Atuava também como militante no Partido dos Trabalhadores.

Nos últimos períodos Waldomiro não estava participando das instâncias de direção do movimento Sem Terra, se dedicando ao lote onde vivia. Recentemente tinha assumido o cargo de assessor de gabinete da prefeitura de Parauapebas no governo de Darci Lermen (PMDB).

É com imensa tristeza que lamentamos sua morte e prestamos solidariedade a sua esposa, filhos e toda sua família neste momento de dor e indignação.

O MST desconhece os motivos do assassinato. Como movimento de luta pela vida, repudiamos toda e qualquer forma de violência contra homens e mulheres. Este é mais um assassinato de trabalhadores no estado do Pará, em que o governo é culpado pela sua incompetência em cuidar da segurança da população e praticado em função da negligencia do estado em apurar e punir os crimes desta natureza. Há alto índice de impunidade que se tornou corriqueiro, bem como a ação de grupos de milícias criminosas.

Diante da execução sumária praticada por assassinos dentro do Hospital Geral de Parauapebas sobe vigilância das câmeras do hospital, esperamos que as autoridades tomem as providencias necessárias para julgar tamanha brutalidade cometida por um estado de violência que representa a banalização da vida em nossa sociedade.

“Se calarmos, as pedras GRITARÃO!”
Coordenação Estadual do MST