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Marabá

Em audiência pública, MP ouve queixas e anseios dos idosos de Marabá

O município foi considerado o pior lugar para se envelhecer no Brasil, entre 150 cidades com mais de 100 mil habitantes no país

Por Eleutério Gomes – de Marabá

Em razão da crescente população de idosos no município, das violações dos seus direitos e necessidade da execução de políticas públicas efetivas, o Ministério Público do Pará (MPPA), por meio da Promotoria de Justiça de Defesa dos Direitos dos Idosos de Marabá, tendo à frente a promotora Lílian Viana Freire, promoveu, na tarde desta quinta-feira (9), a Audiência Pública “Dignidade não tem idade – Direitos dos Idosos: dever do Poder Público, Sociedade, Comunidade e Família”.

O objetivo da audiência foi ouvir a sociedade em geral, sobretudo as pessoas idosas e as que integram a rede de proteção destas, a fim de subsidiar a atuação do MP na garantia dos direitos e contribuir para combater a crescente violência contra esse público no âmbito familiar.

Ao abrir o evento, Lílian Freire destacou que, conforme dados do IBGE, de 2010, os idosos representam 35% da população de Marabá, enquanto, no Brasil eles são 30% da população.  “Então, a nossa população de idosos é maior que a do resto do País”, salientou ela, informando ainda que, segundo os mesmos números, de 30 anos para cá, o idoso marabaense passou a viver dez anos a mais.

“Some-se a isso, além dessa crescente população e aumento da expectativa de vida ao nascer, a dificuldades de acesso que os idosos do município têm em relação às políticas públicas”, acentua Lílian, citando um estudo da longevidade para o desenvolvimento urbano, feito em parceria com a Fundação Getúlio Vargas, o qual demonstra que, entre as 150 cidades brasileiras com mais de 100 mil habitantes, Marabá figurou como o pior município para se envelhecer no Brasil.

A promotora lembrou que esse diagnóstico foi questionado em relação aos índices divulgados e argumentou que não se pode negar que o estudo foi feito em todas as demais cidades, abordando questões como homicídios, violência no trânsito, habitação, educação, direito à moradia, à saúde, à cultura, à distribuição de renda e “infelizmente, Marabá figurou no final da lista”.

“Esses dados se refletem no nosso atendimento diário, se refletem na nossa demanda, no nosso trabalho, que é crescente. Essa Promotoria de Defesa dos Direitos das Pessoas Idosas, Pessoas com Deficiência, Órfãos, Interditos e Direitos Humanos, que foi criada há somente dois anos, possui a maior demanda de atendimento ao público, em especial na área da saúde”, afirma a promotora.

Lílian Viana Freire vai além e alerta que, além dessa violação de direitos, o idoso ainda sofre com a violência, a negligência que ocorre no âmbito da família. “Esse é um dado alarmante”, avalia, justificando em seguida que foram por todos esses motivos que o Ministério Público decidiu promover a audiência; para que as pessoas idosas, a rede de proteção e também a sociedade em geral fosse formalmente ouvida.

“O que nós queremos, a partir dessa audiência, é ouvir as demandas, os anseios e as necessidades das pessoas idosas de Marabá, para então a Promotoria de Justiça fazer uma atuação direcionada para saber de que forma enfrentar os problemas”, detalhou ela.

Promotor diz que em 77% dos casos, a violência contra o idoso é cometida pelos filhos

Após a abertura, o promotor de Justiça Waldir Macieira da Costa Filho, titular da Promotoria de Defesa do Idoso e Pessoas com Deficiência da capital e Membro Colaborador da Comissão de Direitos Fundamentais do Conselho Nacional do Ministério Público, proferiu uma breve palestra. Ele destacou que, atualmente, o envelhecimento, de condição humana, passou a ser um problema para a sociedade desenvolvimentista, seja em países ditos desenvolvidos ou naqueles em desenvolvimento.

Waldir Macieira citou, inclusive, Simone de Beuavoir, filósofa e existencialista francesa, que em seu livro “A Velhice”, ao descrever como o idoso é tratado do ponto de vista da economia baseada no lucro, afirma que “o material humano só interessa enquanto produz. Depois, é jogado fora”.

Ele destacou que, a cada segundo, duas pessoas completam 60 anos no mundo; uma de cada nove pessoas tem 60 anos ou mais, e a projeção da Organização Mundial da Saúde (OMS) é de que, até 2050, os idosos serão um de cada cinco habitantes, se tornando mais de 15% da população do Brasil em 2035. Também alertou para o fato de que a maioria das nações não estão tomando medidas preventivas para se preparar para essa situação que já é presente, “mas que daqui a pouco será muito mais impactante”.

Waldir Macieira salientou que um dos pontos fundamentais para o segmento dos idosos é o acesso a serviço de saúde de qualidade, tanto preventivo quanto curativo de longo prazo, para manter a independência e ter uma velhice com mais qualidade de saúde, adiando doenças e deficiências.

O promotor fez ainda uma abordagem geral sobre as medidas protetivas destinadas ao idoso fragilizado e alertou para o fato de que nem sempre essas medidas significam abrir um processo criminal contra a família, mas passar orientações aos familiares. Porém, ainda de acordo com ele, há muitas situações de ameaça grave praticada pelos próprios filhos, o que, segundo estudos da Fiocruz, representa 77% dos casos de violência doméstica contra os idosos.

Para que esses casos sejam denunciados, ele informou os números 180 e Disque 100, que recebem diariamente relatos de violência contra idosos e garantiu que todos são investigados. Porém,  segundo o promotor, não é só a violência física que atinge o idoso, ele também é vítima da “violência institucional de políticas públicas não efetivadas”.

Idosos

Aberta a palavra aos idosos inscritos, a grande maioria das queixas e denúncias deu conta de abandono familiar, falta de respeito por parte dos operadores do transporte público, poluição sonora nos locais em que vivem, dispensa do trabalho sem direito a nada, falta de atenção nos serviços de saúde pública, de acessibilidade, de habitação digna e vários tipos de violência familiar.

Presentes na audiência estavam secretários municipais, vereadores, imprensa, representantes sindicais, representantes da rede de proteção, representantes comunitários e dirigentes de associações comunitárias.

Justiça

Itupiranga: MPPA ajuíza ação civil pública contra prefeito e mais oito por ato de improbidade administrativa

Segundo o MP, o prejuízo aos cofres públicos é de R$480 mil.

O Ministério Público do Estado do Pará (MPPA) por intermédio do promotor de justiça Arlindo Jorge Cabral Júnior, ajuizou nesta 2ª feira (25), Ação Civil Pública (ACP) contra o prefeito do município de Itupiranga, José Milesi e mais oito réus, por ato de improbidade administrativa relacionada à fraude em licitação que resultou na contratação pela prefeitura, da empresa Consulte Soluções, Consultoria e Assessoria Ltda.-ME, também denunciada. O prejuízo aos cofres públicos é de R$480 mil.

A ACP teve como base a análise do Grupo de Apoio Técnico Interdisciplinar Contábil (GATI) do Ministério Público, que apontou irregularidades no certame licitatório de inexigibilidade para a contratação de serviços especializados de assessoria e consultoria, de alimentação, registros e fatos contábeis da prefeitura. A licitação teve como empresa vencedora a Consulte Soluções, Consultoria e Assessoria Ltda.-ME, que assinou três contratos de prestação de serviço com a prefeitura de Itupiranga, em 11 de janeiro de 2017, no valor total de R$480 mil, retirados dos cofres públicos.

Além do prefeito e a empresa, a ação tem como réus: Carlos Ricardo Rodrigues, Jaílson Ribeiro, Lívia Gomes Arruda, Manoel Carlos Pereira Lopes, Aline Silva da Cunha, Marcus Vinícios de Souza Calderado, Frederico Nogueira Nobre de Amorim e Geiza Santos Xavier. As condutas dos servidores estão individualizadas na ACP. O MP requer a desconsideração da personalidade jurídica da empresa, uma vez que os réus Jaílson Ribeiro e Lívia Gomes atuavam como “laranjas”, e o verdadeiro dono é Carlos Ricardo, “o chefe orquestrador de todo o esquema fraudulento”, revela.

O MPPA requer liminarmente a quebra de sigilo bancário e fiscal de todos os réus, bem como a suspensão imediata de qualquer tipo de Certame Licitatório de Inexigibilidade. E ainda a suspensão do pagamento à empresa Consulte Soluções, Consultoria e Assessoria Ltda.-ME, e bloqueio imediato do valor de R$ 480 mil como despesa do serviço ofertado pela empresa.

Uma das irregularidades encontradas foi a formação da comissão de licitação após todo o processo licitatório, além da inexistência de projeto básico, plano de mercado e demonstração da inviabilidade de competição. No endereço que a empresa forneceu há um terreno baldio, sem estabelecimento funcionando.

“O processo de Inexigibilidade de Licitação não seguia o roteiro de acordo com a Lei de Licitação 8.666/1993. Negligenciando etapas imprescindíveis do processo licitatório, resultando em uma contratação que demonstra não ser a mais vantajosa para administração pública”, esclarece a promotoria.

Ao final, requer a condenação dos réus, e a obrigação de ressarcimento aos cofres públicos dos valores dos contratos, de forma solidária a todos os envolvidos, e o envio de cópias da ACP para o Tribunal de Contas dos Municípios a fim de que apurem a responsabilidade administrativa. (MPPA)

Ministério Público

Melhorias no serviço de telefonia do Pará é tema de reunião no MPPA, em Belém

O Estado do Pará está na lista de unidades federativas com os menores percentuais de cumprimento das metas de indicadores de qualidade do serviço móvel pessoal (SMP).

Na manhã da sexta-feira (22), o promotor de Justiça e coordenador do Centro de Apoio Operacional Constitucional (CAO-Constitucional), Marco Aurélio Lima do Nascimento, recebeu o gerente regional da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), Carnot Luiz Braun Guimarães e representantes da empresa OI, para uma reunião do Grupo de Trabalho da Telefonia (GTT) do Ministério Público do Estado, para tratar da prestação dos serviços de telefonia e do serviço móvel pessoal (SMP) prestado pelas operadoras no estado do Pará.

O encontro ocorreu na sala de reuniões da supervisão do Centro de Apoio Operacional, e marcou a discussão de temas como o relatório anual da qualidade da telefonia móvel relativo ao ano de 2016, da Anatel, e a busca de resoluções e o planejamento para a melhoria da qualidade dos serviços de telefonia móvel, pois no relatório anual apresentado se observou que o estado do Pará está na lista de unidades federativas com os menores percentuais de cumprimento das metas de indicadores de qualidade do serviço móvel pessoal (SMP).

Na reunião, promotores de Justiça e representantes da Anatel discutiram com os representantes da empresa de telefonia OI os problemas, dificuldades e possíveis soluções para a resolução das falhas nos serviços de telefonia móvel. Outros encontros com representantes de outras operadoras estão marcadas. No dia 2 de outubro, o Ministério Público se reúne com a operadora TIM, e no dia 6 de novembro com as operadoras Claro e Vivo.

De acordo com o promotor de Justiça Marco Aurélio Nascimento a reunião realizada hoje e as que estão por vir são fundamentais para identificar as principais falhas na qualidade do serviço de telefonia móvel no Pará, além de encontrar soluções eficazes para os problemas. “O Ministério Público está questionando a questão da qualidade dos serviços de telefonia, então o principal ponto é saber por que o estado do Pará está no penúltimo lugar em relação à qualidade no serviço de telefonia móvel. Estamos unindo esforços junto a Anatel e as operadoras para identificarmos as falhas de infraestrutura e melhorar esses serviços” explicou.

Para Diego Libardi Rodrigues, promotor de Justiça de Xinguara, é importante levar em consideração os furtos recorrentes a equipamentos de telefonia das empresas, muito comuns em municípios do interior. “O Ministério Público da atenção para os serviços de furtos relacionados às redes de telefonia. No Acará, por exemplo, após o furto do equipamento do Navega Pará não há funcionamento do serviço há cerca de um ano” discorreu.

A manutenção da qualidade e a expansão dos serviços das operadoras também é um dos objetivos das reuniões. “A ideia desse grupo de trabalho é a busca da melhoria na qualidade do serviço móvel pessoal, evitando o processo fiscalizatório que por dever de ofício é da agência, mas queremos nos antecipar em relação aos problemas e expandir a nossa região, além de melhorar a qualidade do serviço no Estado”, explicou o gerente regional da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), Carnot Guimarães.

Segundo o coordenador de Relacionamento com o Consumidor da Anatel, Márcio Rolim, o apoio ao Ministério Público vem desde o ano de 2016 e agora se intensifica para buscar melhores resultados. “Estamos dando apoio ao Ministério Público. Esse é um grupo que já vem desde o ano passado e está nas reuniões com as prestadoras. Hoje nos reunimos com a Oi e estaremos dando esse prosseguimento e apoio em ações junto ao Ministério Público”, contou.

Participaram da reunião  e compõem o GTT os promotores de Justiça: Jeanne Oliveira (Parauapebas), Muller Marques Siqueira (Acará), Diego Libardi Rodrigues (Xinguara), Carmen Burle da Mota (Castanhal), Hélio Rubens Pinho (Parauapebas), Viviane Lobato Sobral (Ananindeua) e Joana Chagas Coutinho (Belém).

Texto: Gabriel Pinheiro e Aline Ferreira – Fotos: Aline Ferreira

Ministério Público

Procurador-Geral do MP do Pará afasta Nelson Medrado da coordenação do Núcleo de Combate à Corrupção e à Improbidade Administrativa

Segundo na lista tríplice votada em março pelos membros do MP e nomeado em seguida pelo governador, Martins comunicou a decisão a Medrado na sexta-feira numa conversa nervosa.

A Coluna Diário do Pará de hoje vem a notícia de que o Procurador-Geral do Ministério Público do Estado do Pará, Gilberto Valente Martins, afastou do cargo de coordenador do Núcleo de Combate à Corrupção e à Improbidade Administrativa o procurador de Justiça Nelson Medrado, que investigou e processou o governador tucano Simão Jatene pelo escândalo do Betocard, como ficou conhecido o esquema da venda de combustíveis para a frota estadual pelos postos de Alberto Jatene, o Beto, filho do governador.

Segundo na lista tríplice votada em março pelos membros do MP e nomeado em seguida pelo governador, Martins comunicou a decisão a Medrado na sexta-feira numa conversa nervosa.

O colunista segue informando que o chefe do MP afirmou ao procurador, notabilizado por investigar autoridades com foro privilegiado por delegação dos antecessores de Martins, que vai assumir o Núcleo daqui a 20 dias, quando voltar de férias. A justificativa apresentada pelo procurador-geral foi a de que Medrado está legalmente impedido de ficar no cargo porque responde a PAD no MP e porque ele deseja conduzir pessoalmente as investigações. Acredite se quiser: o PAD foi aberto a pedido do próprio governador, alegando que Medrado não tinha delegação para processá-lo. A pergunta que não quer calar: agora Jatene é quem escolhe o seu investigador e Martins estaria pagando a fatura eleitoral?

Guardadas as devidas proporções da notícia, veiculada em um meio de comunicação notadamente opositor a Jatene, a pergunta do colunista é muito pertinente. Medrado é conhecido por gostar dos holofotes, mas, salvo um equívoco aqui outro acolá, vinha fazendo um bom trabalho. Infelizmente, ainda vivemos em uma país onde “manda quem pode, obedece quem tem juízo”. Há muitas conveniências envolvendo a política e isso atrapalha o trabalho da justiça, da imprensa e dos próprios gestores.

A independência dos poderes deve, sempre que possível, ser preservada… Essa atitude, se veio mesmo de Jatene, é retaliadora e imoral. E com isso não podemos concordar!

Ministério Público

Operação Alçapão: Prefeito Adonei Aguiar (DEM), de Curionópolis, é afastado do cargo por 180 dias pela Justiça

No lugar do prefeito assume na segunda-feira a vice, Quelia Rosa, do Solidariedade.

Documentos, computadores, processos licitatórios montados e armas compõem a lista de material apreendido, até agora, pelo Ministério Público do Estado na “Operação Alçapão”, deflagrada na manhã desta sexta-feira (30) no município de Curionópolis.

As investigações apontam que os gestores públicos municipais vinham cometendo diversas irregularidades nas licitações realizadas pelo município.

“A principal modalidade de fraude consistia em realizar compras diretas e depois montar processos licitatórios para justificar esses gastos. Só que essas licitações nunca ocorreram”, relatou o procurador de Justiça Nelson Medrado, coordenador do Núcleo de Combate à Improbidade e à Corrupção.

Na sede da prefeitura foi encontrada uma verdadeira “ilha de montagem” de processos licitatórios.

Os alvos da busca e apreensão foram a sede da prefeitura de Curionópolis e as residências da secretária Municipal de Educação, Maria Francisca Teixeira Lopes, da presidente da Comissão de Licitação, Aline Prudêncio da Silva e uma farmácia. Adonei Aguiar é o atual prefeito do município. Os mandados foram autorizados pelo desembargador Ronaldo Vale.

Na casa da presidente da Comissão de Licitação foram encontradas armas, entre revólveres e espingardas, que foram apreendidas pela equipe do Ministério Público.

A equipe do Ministério Público do Estado contou com o procurador de Justiça Nelson Medrado e os promotores de Justiça Francys Lucy Galhardo do Vale, Josiel Gomes da Silva e Hélio Rubens Pinho, além de policiais militares integrantes do Gabinete Militar do Ministério Público e servidores do NCIC.

Entre as fraudes encontradas nas licitações destaca-se o caso da contratação de um escritório de advocacia de outro estado por um alto valor, mesmo tendo procuradores do município com experiência para atuar na matéria jurídica, ou seja, não havia nenhuma peculiaridade que justificasse a contratação desse serviço, pois era serviço jurídico comum.

Também há compras diretas de medicamentos de uma farmácia, mesmo havendo outros fornecedores no município. A prefeitura simplesmente parou de usar o contrato vigente para adquirir medicamentos e passou a fazer compras diretas com essa farmácia.

Outra irregularidade consiste no escritório de contabilidade contratado sem licitação e por valores altíssimos. O município possui um corpo técnico concursado.

A ação culminou com o afastamento do prefeito Adonei Aguiar (DEM) pelo prazo de 180 dias. O pedido foi feito pelo MP e deferido pela juíza da Comarca de Curionópolis, Priscila Mamede  Mousinho e pelo Tribunal de Justiça do Estado do Pará, sob relatoria do desembargador Ronaldo Marques Valle.(com informações do MPPA).

No lugar do prefeito assume na segunda-feira a vice, Quelia Rosa, do Solidariedade.

A Assessoria de Comunicação da Prefeitura de Curionópolis emitiu a seguinte nota sobre o ocorrido:

” Recebemos na manhã desta sexta-feira a visita do Ministério Público em resposta ao pedido de busca e apreensão de documentos referentes à investigação em curso.
A Prefeitura de Curionópolis está a disposição e colaborando plenamente com o Ministério público”.

Informações extra-oficiais dão conta que Adonei Aguiar irá recorrer da decisão e espera retornar em breve para a prefeitura.

Ministério Público

MPPA elege lista tríplice ao cargo de procurador-geral de Justiça

Foi a primeira vez que promotores de Justiça concorreram ao cargo. Até a última eleição de 2014 apenas procuradores podiam postular a chefia da instituição.

Os membros do Ministério Público do Estado do Pará definiram nesta sexta-feira (10), em eleição realizada com a participação de 326 votantes, a lista tríplice ao cargo de procurador-geral de justiça. A votação ocorreu de 8h às 16h e teve como resultado 214 votos para César Bechara Nader Mattar Junior, 143 votos para Gilberto Valente Martins e 34 para Hamilton Nogueira Salame. Este último pelo critério de desempate ficou com a terceira vaga por ter mais tempo de atividade na carreira.

Os outros dois candidatos tiveram a seguinte votação: Acenildo Botelho Pontes (34) e Jacirema Ferreira da Silva e Cunha (22).

O presidente da comissão eleitoral procurador de justiça Manoel Santino disse que a eleição foi tranquila.

Foram 326 votantes no universo de 346 membros aptos a votar. Na urna eletrônica foram 280 votos e 46 vieram do interior pelo correio. A Comissão decidiu impugnar 16 votos do interior, por não preencherem todos os requisitos legais necessários para o envio pelo correio.

próxima etapa do processo eleitoral será aguardar 48 horas que é o prazo recursal. Não sendo protocolado nenhum recurso pelos candidatos a lista será encaminhada pela Comissão Eleitoral, na segunda-feira, ao procurador-geral de Justiça que a enviará no mesmo dia ao governador do estado.

O chefe do executivo paraense terá até 15 dias para escolher o novo procurador-geral de Justiça. Caso não exerça seu direito constitucional de fazer a escolha, será empossado o mais votado da lista tríplice.

Primeira eleição com promotores concorrendo

Foi a primeira vez que promotores de Justiça concorreram ao cargo. Até a última eleição de 2014 apenas procuradores podiam postular a chefia da instituição.

Uma antiga reivindicação da classe foi atendida e trouxe satisfação aos promotores de Justiça.

Para a promotora de Justiça de Castanhal Ana Maria Magalhães Carvalho o MPPA deu um exemplo de democracia. “Esse fato demonstra o nível de democracia que atingimos em nosso órgão, ao ponto de que o promotor pode não só  votar, mas também ser votado ao cargo máximo da instituição. Então entendo que é um exemplo de democracia que os outros precisam fazer  igual, porque isso só nos traz progresso, não houve restrição de participação, mas sim ampliação neste caso”.

“É um momento histórico, estamos vivendo a concretização de uma luta produtiva e positiva de muitos anos, em relação à democratização de instituição. Para nós que estamos na ativa, na labuta, é um momento impar, porque aquele que assumir vai ser também um colega, que também tem seu entendimento do meio frequentado, e vamos lembrar  da  ocasião com muita prudência e sentimentos positivos para o futuro”, disse o promotor de Justiça de Santarém Túlio Novaes.

Fonte: Assessoria de Comunicação do MPPA

 

Mineração

Ministério Público faz inspeção na barragem do Projeto Sossego

Promotores receberam denúncias de que a barragem apresentava problemas estruturais

A 5ª promotora de Justiça de Parauapebas, Maria Cláudia Vitorino Gadelha, juntamente com os promotores de Justiça de Canaã dos Carajás, Rui Barbosa Lamim e Adonis Tenório Cavalcanti, o engenheiro civil especialista em barragem, Dilaelson Rego Tapajós, e os analistas ambientais da Secretaria Municipal de Meio Ambiente de Parauapebas, Reginaldo de Jesus Oliveira e Maria Zanandrea do Nascimento, realizaram na última quinta-feira (23) uma inspeção e vistoria à Barragem do Sossego, de propriedade da Vale.

A inspeção à Barragem do Sossego teve a finalidade de verificar a regularidade do seu funcionamento, uma vez que os municípios mais afetados pelos impactos ambientais são Canaã dos Carajás e Parauapebas.

O Ministério Público do Estado recebeu denúncias de que a barragem apresentava problemas estruturais, podendo ocasionar danos ambientais irreparáveis, como no caso da cidade de Mariana. “Diante disso solicitamos ao Grupo de Apoio Técnico Interdisciplinar (Gati) do MP um técnico para realizar a vistoria, a fim de averiguar a situação”, disse a promotora Maria Gadelha.

A equipe do Ministério Público foi acompanhada por técnicos da empresa Vale. A preocupação do MPPA se justifica pela mudança radical na paisagem que a extração mineral provoca. Além da extração de minério em si, existem também impactos ambientais decorrentes do trânsito pesado nas estradas e do consumo da energia necessária para o complexo minerador.

Os promotores de Justiça aguardam a conclusão do parecer do técnico do Gati. A Barragem do Sossego fica localizada no município de Canaã dos Carajás e está em operação há 12 anos (desde 2004), tendo a Vale como exploradora da atividade minerária. Sossego é a primeira mina de cobre da Vale, está localizada nas bordas da Flona Carajás. Sua produção atual gira em torno de 390 mil toneladas de concentrado de cobre por ano.

Vale

Em nota enviada ao Blog, a Assessoria de Imprensa da Vale afirma que “A Vale S.A. realiza semanalmente inspeções geotécnicas e de monitoramento dos instrumentos das suas estruturas de barragem e não foi detectada nenhuma anomalia na unidade operacional da mina do Sossego. Além disso, a estrutura de mina do Sossego possui a Declaração de Estabilidade, exigida pela portaria 416/2012, do Departamento Nacional de Produção Mineral, atestando a condição da sua estabilidade. Todos os dados são mantidos à disposição dos órgãos fiscalizadores. A Vale mantém contato frequente com às autoridades competentes e com as comunidades onde atua, primando pela transparência, responsabilidade e sustentabilidade das suas operações e está à disposição para eventuais esclarecimentos necessários”.

Educação

Projeto Tutoria inicia capacitação de menores aprendizes em Parauapebas

Este projeto-piloto é uma iniciativa do Ministério Público do Pará e conta com a parceria da Vale, que está contratando os alunos selecionados como menores aprendizes. O ProjetoTutoria conta também com a parceria das secretarias estadual e municipal de Educação e do Senai

A primeira turma de menores aprendizes selecionados para o Projeto Tutoria do Ensino Médio e Qualificação Profissional iniciou suas atividades. Os 20 alunos que atuarão como tutores de estudantes da rede municipal de ensino, nas disciplinas de matemática e português, participaram da aula inaugural do curso de aprendizagem de assistente administrativo, realizada na última semana no Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) de Parauapebas.

Este projeto-piloto é uma iniciativa do Ministério Público do Pará e conta com a parceria da Vale, que está contratando os alunos selecionados como menores aprendizes. O ProjetoTutoria conta também com a parceria das secretarias estadual e municipal de Educação e do Senai, onde serão desenvolvidas as atividades de qualificação em práticas administrativas empresariais e formação em tutoria.  “Até o mês de setembro, eles receberão qualificação aqui conosco. Nós preparamos uma grade para capacitá-los como assistente administrativo. Porém vamos investir na capacitação em português e matemática, que é o foco da tutoria”, destacou o diretor de Senai de Parauapebas, Carlos Felipe.

A prática da tutoria, por sua vez, ocorrerá em escolas mapeadas pela equipe da Secretaria Municipal de Educação, com acompanhamento pedagógico. A partir de maio, os menores devem iniciar as atividades de tutoria nas escolas municipais Paulo Fonteles de Lima, no bairro Rio Verde, e Chico Mendes, na Cidade Nova.

                      Pais assinam contratos juntamente com filhos menores de 18 anos

Filhos entusiasmados e pais orgulhosos

Wanderlei Silva, pai de Naielly de Sousa Silva, de 16 anos, fez questão de acompanhar a filha e disse estar realizado com a conquista dela. “É uma oportunidade que muitos não têm, mas acho que ela irá aproveitar e crescer muito”, comentou ao elogiar a parceria do Ministério Público com a Vale e secretarias de Educação. A aluna Nicolle de Sousa Morais estava animada com a oportunidade. “Espero crescimento e muito aprendizados. E que a gente possa se doar, de verdade, e se abrir para aprender o máximo que a gente puder”.

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